domingo, 5 de agosto de 2001

Elvis Presley - Judy

Elvis Presley - Judy
Música: Judy
Artista: Elvis Presley
Álbum: Something for Everybody
Selo: RCA Victor
Produtor: Steve Sholes
Músicos: Elvis Presley (violão, vocais); Hank Garland (guitarra); Scotty Moore (guitarra); Bob Moore (baixo); D. J. Fontana (bateria); Buddy Harman (bateria); Floyd Cramer (piano); Boots Randolph (saxofone); Millie Kirkham (vocais); The Jordanaires (vocais)
Data de gravação: 12 de março de 1961
Data de Lançamento: 19 de maio de 1961, no álbum Something for Everybody; 8 de agosto de 1967, como lado B do single “There's Always Me”

Comentários:
“Judy” foi escrita pelo cantor e compositor Teddy Redell, que havia gravado sua própria versão da música em 1960, e Elvis Presley registrou sua interpretação durante as sessões realizadas na RCA Studio B, em Nashville, em março de 1961. A letra é uma declaração de amor marcada pelo medo da separação, apresentando um narrador que implora a Judy para não permitir que o relacionamento desapareça. A música pertence à tradição do pop romântico e do rock'n'roll suave que Elvis explorava naquele período, combinando uma melodia simples com uma interpretação vocal bastante emotiva. A gravação aconteceu poucos meses depois do retorno de Elvis do serviço militar e em uma fase de reorganização de sua carreira, quando ele procurava equilibrar o rock que havia definido sua imagem com baladas e canções pop mais convencionais. O acompanhamento reunia músicos de primeira linha de Nashville, entre eles Hank Garland, Scotty Moore, Bob Moore, D. J. Fontana, Buddy Harman, Floyd Cramer e Boots Randolph, além de Millie Kirkham e dos Jordanaires nos vocais. A presença de guitarra, piano, saxofone, seção rítmica e harmonias vocais proporciona à gravação uma sonoridade típica das produções de Elvis do início dos anos 1960, bastante polida, mas ainda preservando elementos de sua personalidade vocal. A interpretação de Elvis é especialmente eficaz nas passagens mais sentimentais, nas quais sua voz transmite vulnerabilidade sem perder a segurança característica. Embora “Judy” não seja uma composição de grande complexidade, sua força está justamente na capacidade de transformar uma situação amorosa bastante simples em uma performance vocal convincente.

Dentro da carreira de Elvis, “Judy” é particularmente interessante porque pertence a uma fase imediatamente posterior ao seu retorno do Exército e anterior ao período em que sua carreira cinematográfica passaria a dominar grande parte de sua produção musical. Something for Everybody foi lançado em maio de 1961 e reuniu repertório bastante diversificado, mostrando Elvis explorando diferentes estilos e procurando estabelecer uma identidade musical mais madura. A música, entretanto, ganhou uma segunda vida comercial vários anos depois: em 8 de agosto de 1967, a RCA Victor lançou “There's Always Me” com “Judy” no outro lado do single, dentro da estratégia de reaproveitamento de gravações anteriores de Elvis. A faixa chegou ao número 78 da Billboard Hot 100, permanecendo cinco semanas na parada, resultado modesto diante dos grandes sucessos do cantor, mas significativo por se tratar de uma gravação originalmente realizada seis anos antes. A recepção retrospectiva da música é mais favorável quando ela é analisada dentro do conjunto das sessões de Nashville de 1961, período em que Elvis contou com alguns dos melhores músicos de estúdio disponíveis nos Estados Unidos. “Judy” demonstra sua capacidade de interpretar material escrito por outros compositores e transformá-lo em uma gravação pessoal através da voz e da presença artística. Seu legado não está entre os maiores clássicos de Elvis, mas a faixa permanece importante para compreender a evolução de seu repertório no início dos anos 1960. Ela representa o Elvis romântico e sofisticado que começava a substituir parcialmente a imagem do rebelde dos anos 1950, contribuindo para a ampla transformação estilística que marcaria sua carreira durante aquela década.

Erick Steve. 

quinta-feira, 5 de julho de 2001

Randolph Scott - Filmografia da Década de 1940


Randolph Scott - Filmes de Western dos anos 40
Caravana de Ouro
A Vingança dos Daltons
Conquistadores do Oeste
A Formosa Bandida
Indomável
Império da Desordem
A Bela do Yukon
Rua dos Conflitos
A Terra dos Homens Maus
O Passo do Ódio
Terra de Paixões
Romântico Defensor
Águas Sangrentas
A Volta dos Homens Maus
Sete Homens Maus
Devastando Caminhos
A Lei é Implacável
O Lutador

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 4 de julho de 2001

Filmografia Western - Alan Ladd


Filmografia Western - Alan Ladd
Abutres Humanos
Os Brutos Também Amam
Pacto de Honra
Rajadas de Ódio
Encontro com o Diabo
O Rebelde Orgulhoso
Homens das Terras Bravas
Gigantes em Luta
A Senda do Ódio

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

Filmografia Audie Murphy


Filmografia Audie Murphy
Viver Sonhando
Código de Honra
Caminho da Perdição
Duelo Sangrento
Serras Sangrentas
Cavaleiros da Bandeira Negra
A Glória de um Covarde
O Último Duelo
Onde Impera a Traição
A Morte Tem Seu Preço
Jornada Sangrenta
A Ronda da Vingança
Traição Cruel
Tambores da Morte
Antro da Perdição
Terrível como o Inferno
Um Mundo Entre Contas
Honra de Selvagem
O Renegado do Forte Petticoat
A Rosa do Oriente
A Passagem da Noite
O Americano Tranquilo
Contrabando de Armas
Na Rota dos Proscritos
Balas que Não Erram
Antro de Desalmados
Um Homem contra o Destino
Com o Dedo no Gatilho
O Passado Não Perdoa
Matar por Dever
Quadrilha do Inferno
Sangue na Praia
War is Hell
Gatilhos em Duelo
Abatendo um a um
Fúria de Brutos
Pistoleiro Relâmpago
Balas para um Bandido
Rifles Apaches
Bandoleiros do Arizona
Missão Secreta no Cairo
Matar ou Cair
O Bandoleiro Temerário
Os Rifles da Desforra
Gatilhos da Violência

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

terça-feira, 3 de julho de 2001

Clint Eastwood e o Western - Parte 5

Clint Eastwood e o Western - Parte 5
Em time que se está ganhando não se mexe. Assim Clint Eastwood voltou para a Europa para filmar um segundo filme com o mestre Sergio Leone. O filme iria se intitular "Por Uns Dólares a Mais". O diretor queria filmar uma trilogia de western, mas para isso esse segundo faroeste teria que ser bem sucedido nas bilheterias. Para tanto o estúdio estava disposto a investir bem, contratando outro ator americano. Era Charles Bronson. Só que as negociações não foram boas. 

Bronson pediu um cachê maior do que o próprio Clint Eastwood. Quando viu que não seria atendido nesse aspecto começou a criar problemas com a produção. Disse que o roteiro estava mal escrito, que a história era confusa e que dessa forma o filme não iria chegar a lugar nenhum. Sergio Leone queria muito Bronson no filme para interpretar um dos vilões, mas os problemas colocados por ele foram tantos que acabou desistindo. Com isso os produtores desligaram Bronson do projeto. Ele foi avisado por carta que não faria mais parte do elenco. 

Em seu lugar foi contratado o ator Gian Maria Volonté. Foi uma decisão mais do que acertada. Sua interpretação do vilão El Indio foi tão marcante que ele chegou a ser indicado a prêmios de melhor ator coadjuvante. Seu trabalho até hoje em dia é frequentemente citado como um dos melhores antagonistas de todos os filmes de spaghetti westerns que já foram feitos na história. Outro acerto da escolha do elenco foi Lee Van Cleef. Ele interpretou o personagem do Coronel Mortimer. Em pouco tempo ele estaria estrelando sua própria linha de filmes italianos de faroeste, todos com grande sucesso de bilheteria. 

Durante as filmagens começaram certos atritos entre Clint Eastwood e o diretor Sergio Leone. Clint reconhecia Leone como um diretor genial, um estilista revolucionário do gênero.
Mas, ao mesmo tempo, os dois tinham conflitos sobre os caminhos que o filme deveria seguir. Leone queria personagens mais exagerados, quase operísticos. Eastwood preferia um estilo contido, silencioso, minimalista. Eastwood também achava que Leone às vezes exagerava na duração de algumas cenas. Em determinado momento Clint entendeu que ele deveria tomar a direção de seu próprio personagem. O ator comprou pessoalmente as roupas que iria usar no filme e passou a atuar de acordo com sua visão do filme e não a do diretor Leone. 

Pablo Aluísio. 

Cine Western - Gloriosa Vingança

Título no Brasil: Gloriosa Vingança
Título Original: Texas
Ano de Produção: 1941
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: George Marshall
Roteiro: Horace McCoy, Lewis Meltzer
Elenco: William Holden, Glenn Ford, Claire Trevor, George Bancroft, Edgar Buchanan, Don Beddoe

Sinopse:
Dois homens do leste, Dan Thomas (William Holden) e Tod Ramsey (Glenn Ford), resolvem ir até o velho oeste, no norte do Texas, para tentar a sorte. Eles querem ganhar a vida jogando cartas e ocasionalmente trabalhando como cowboys. Ao chegarem numa pequena cidade percebem que nem tudo será como eles haviam inicialmente planejado.

Comentários:
Em 1941 o diretor George Marshall, cumprindo seu contrato com a Columbia Pictures, resolveu rodar um faroeste mais diferenciado. Com toques de bom humor e contando com uma dupla que nunca havia trabalhado antes, ele conseguiu um bom resultado nesse western de contrastes chamado "Texas". A ideia do roteiro era realmente explorar o choque cultural entre dois cavaleiros que saíam do leste industrializado e desenvolvido para os rincões do solo texano, com seus cowboys durões, bons de briga e muitos tiroteios. Nesse aspecto quem funcionou melhor no filme foi o ator William Holden que era mesmo um tipo bem cosmopolita, da cidade grande. Já Glenn Ford já era muito mais associado ao gênero western, não ficando estranho com roupas de cowboy, atravessando as planícies texanos em cima de seu cavalo. No geral é um bom faroeste, valorizado não apenas pela boa direção de Marshall, um craque nesse tipo de filme, mas também pelo bom roteiro e a presença sempre marcante de Ford e Holden, dois astros populares da época.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 2 de julho de 2001

Cine Western - Randolph Scott - Filmografia


Filmografia Randolph Scott

Década de 1920:
Rumo ao Amor (1928)
O Lobo da Bolsa (1929)
Regeneração (1929)
Ver Para Crer (1929)
A Voz da Terra Mater (1929)
A Guarda Negra (1929)
Amores de Folga (1929)
Ilusão (1929)
Agora ou Nunca (1929)
Dinamite (1929)

Década de 1930:
Galanteador Audaz (1930)
Esposas Alegres (1931)
A Noiva do Céu (1932)
Manias de Gente Rica (1932)
A Herança do Deserto (1932)
Sábado Alegre (1932)
Audácia entre Adversários (1932)
Hellim Everybody! (1932)
Maldade (1932)
Vingança Diabólica (1932)
Anjo e Demônio (1932)
Na Pista do Criminoso (1932)
A Hota do Coquetel (1932)
O Homem da Floresta (1932)
Rixa Antiga (1932)
Sonhos Desfeitos (1932)
O Último Assalto (1934)
Amor em Trânsito (1934)
Perigo á Frente (1935)
O Inválido Poderoso (1935)
Roberta (1935)
Noivado na Guerra (1935)
Escândalo na Aldeia (1935)
Ella - A Feiticeira (1935)
Pirate Party on Catalina Island (1935)
Nas Águas da Esquadra (1936)
Perigo à Frente (1936)
O Último dos Moicanos (1936)
Amores de uma Diva  (1936)
Alegre e Feliz (1938)
Sonho de Moça (1938)
A Heroína do Texas (1938)
Almas Sem Rumo (1938)
Jesse James (1939)
Suzana (1939)
A Lei da Fronteira (1939)
Vigilantes do Mar (1939)
Vinte Mil Homens por Ano (1939)

Obs: Filmes em negrito são aqueles que já tiveram seus reviews publicados em nosso blog. 

Continua...

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

Cine Western - Gary Cooper - Biografia

Gary Cooper

Biografia
Gary Cooper nasceu em 7 de maio de 1901, em Helena, no estado de Montana, Estados Unidos. Seu nome de batismo era Frank James Cooper. Filho de pais ingleses, passou parte da infância estudando na Inglaterra antes de retornar aos EUA. Após tentar a carreira de ilustrador e trabalhar em um rancho, mudou-se para Los Angeles, onde começou a trabalhar como figurante em filmes mudos. Sua aparência rústica, o carisma natural e o jeito reservado logo chamaram a atenção dos produtores.

Estréia no cinema – Primeiros filmes
Cooper iniciou sua carreira cinematográfica no final da década de 1920, atuando como figurante em produções de faroeste. Seu primeiro papel de destaque foi em O Álamo – O Despertar de uma Nação (The Winning of Barbara Worth, 1926), ao lado de Ronald Colman e Vilma Banky. O sucesso do filme lhe abriu as portas para papéis maiores nos anos seguintes, já na era do cinema sonoro.

Auge e sucesso em Hollywood
Durante as décadas de 1930 a 1950, Gary Cooper consolidou-se como um dos maiores astros de Hollywood. Sua persona cinematográfica era a do homem íntegro, corajoso e de fala calma — um verdadeiro símbolo do herói americano. Atuou em dramas, romances e, principalmente, em faroestes, gênero no qual se destacou por papéis que valorizavam a honra e o dever moral.

Principais filmes da carreira

  • Sargento York (Sergeant York, 1941)

  • A Mulher Faz o Homem (Mr. Deeds Goes to Town, 1936)

  • Por Quem os Sinos Dobram (For Whom the Bell Tolls, 1943)

  • Matar ou Morrer (High Noon, 1952)

  • Adeus às Armas (A Farewell to Arms, 1932)

  • O Galante Aventureiro (Beau Geste, 1939)

  • O Ídolo de Cristal (The Pride of the Yankees, 1942)

  • O Homem do Oeste (Man of the West, 1958)

Últimos filmes
Nos últimos anos de sua carreira, Cooper enfrentou problemas de saúde, mas continuou atuando. Seus últimos trabalhos incluem O Homem do Oeste (Man of the West, 1958) e O Prêmio (The Naked Edge, 1961), lançado após sua morte.

Filmes de western estrelados por Gary Cooper

  • O Álamo – O Despertar de uma Nação (The Winning of Barbara Worth, 1926)

  • A Legião do Deserto (The Plainsman, 1936)

  • A História de Frank James (The Westerner, 1940)

  • Rio Vermelho (Along Came Jones, 1945)

  • Matar ou Morrer (High Noon, 1952)

  • O Homem do Oeste (Man of the West, 1958)

  • Dallas, Cidade do Ódio (Dallas, 1950)

  • Vera Cruz (Vera Cruz, 1954)

Vida Pessoal
Gary Cooper casou-se em 1933 com Veronica Balfe (conhecida como Sandra Shaw), uma socialite e atriz ocasional. O casal teve uma filha, Maria Cooper. Apesar da imagem pública de homem íntegro, Cooper teve relacionamentos extraconjugais notórios com atrizes como Clara Bow, Lupe Vélez e Patricia Neal. Era conhecido por sua discrição e vida reservada fora dos estúdios.

Morte do ator
Gary Cooper faleceu em 13 de maio de 1961, em Beverly Hills, Califórnia, vítima de câncer de próstata, apenas seis dias após completar 60 anos. Sua morte causou grande comoção em Hollywood e entre o público, sendo lembrado como um dos últimos símbolos da era de ouro do cinema clássico americano.

Prêmios e Reconhecimentos

  • Oscar de Melhor Ator por Sargento York (1941)

  • Oscar de Melhor Ator por Matar ou Morrer (1952)

  • Oscar Honorário (1961) pelo conjunto da obra

  • Globo de Ouro de Melhor Ator por Matar ou Morrer (1952)

  • Estrela na Calçada da Fama de Hollywood

Legado
Gary Cooper é lembrado como um dos maiores ícones da história do cinema americano. Sua atuação contida, natural e carismática influenciou gerações de atores, incluindo Clint Eastwood e Kevin Costner. Representou, em seus papéis, o ideal do herói americano — corajoso, justo e de princípios firmes. Até hoje, é símbolo do faroeste clássico e do cinema de integridade moral e simplicidade.

domingo, 1 de julho de 2001

Cine Western - Gary Cooper - Cronologia

Cronologia – Gary Cooper

1901 – Nasce em 7 de maio, em Helena, Montana (EUA), com o nome de Frank James Cooper.

1910–1912 – Muda-se para a Inglaterra, onde estuda por alguns anos.

1914 – Retorna aos Estados Unidos e cresce em um rancho em Montana, desenvolvendo gosto por cavalos e o ambiente rural — algo que marcaria sua carreira nos faroestes.

1924 – Muda-se para Los Angeles e começa a trabalhar como figurante em filmes mudos, especialmente em produções de faroeste.

1926 – Ganha destaque em O Álamo – O Despertar de uma Nação (The Winning of Barbara Worth), tornando-se conhecido em Hollywood.

1929 – Torna-se astro com o sucesso de Asas (Wings), primeiro filme a ganhar o Oscar de Melhor Filme.

1930–1935 – Consolida sua carreira com filmes de aventura e romance, como Marrocos (Morocco, 1930), ao lado de Marlene Dietrich, e Adeus às Armas (A Farewell to Arms, 1932).

1936 – Estoura como astro com A Mulher Faz o Homem (Mr. Deeds Goes to Town), de Frank Capra, que o transforma em símbolo do americano idealista.

1939 – Brilha em O Galante Aventureiro (Beau Geste) e firma-se como um dos atores mais respeitados de Hollywood.

1941 – Vence seu primeiro Oscar de Melhor Ator por Sargento York (Sergeant York).

1942 – Interpreta Lou Gehrig em O Ídolo de Cristal (The Pride of the Yankees), papel aclamado pela crítica.

1943 – É indicado novamente ao Oscar por Por Quem os Sinos Dobram (For Whom the Bell Tolls), baseado no romance de Ernest Hemingway.

1952 – Ganha o segundo Oscar de Melhor Ator por Matar ou Morrer (High Noon), um dos faroestes mais importantes da história do cinema.

1954 – Atua ao lado de Burt Lancaster em Vera Cruz, clássico do western dirigido por Robert Aldrich.

1958 – Protagoniza O Homem do Oeste (Man of the West), considerado seu último grande faroeste.

1960 – Recebe um Oscar Honorário pelo conjunto da obra, entregue por James Stewart em uma cerimônia marcada pela emoção.

1961 – Morre em 13 de maio, aos 60 anos, em Beverly Hills, vítima de câncer de próstata.

Pós-1961 – Sua imagem permanece como símbolo do herói americano clássico, sendo reverenciado por críticos, historiadores e colegas do cinema.

Cine Western - Gary Cooper - Curiosidades

Curiosidades sobre Gary Cooper
  1. Nome artístico acidental – Seu nome verdadeiro era Frank James Cooper, mas adotou “Gary” por sugestão de um amigo que o comparou aos homens durões de Gary, Indiana.

  2. Começo como dublê de cavalo – Antes de ser astro, Cooper começou como figurante e dublê em cenas de cavalgadas e quedas em filmes de faroeste. Seu talento com cavalos e postura natural o destacaram entre dezenas de aspirantes.

  3. Estilo minimalista de atuação – Cooper ficou conhecido por atuar com poucos gestos e falas curtas. Essa forma contida e autêntica de interpretar influenciou atores como Clint Eastwood, James Stewart e Kevin Costner.

  4. Amigo de Ernest Hemingway – Era grande amigo do escritor Ernest Hemingway, que o admirava e se inspirou nele para personagens masculinos de suas obras. Cooper, por sua vez, estrelou Por Quem os Sinos Dobram, adaptação de um dos romances mais famosos de Hemingway.

  5. Ídolo de John Wayne – John Wayne considerava Cooper um de seus maiores modelos. Quando Cooper adoeceu, Wayne recebeu o Oscar honorário em seu nome, emocionado e com lágrimas nos olhos.

  6. Figura reservada fora das telas – Apesar de ser um dos maiores galãs de Hollywood, Cooper evitava festas e vida noturna. Era descrito como tímido, introspectivo e avesso ao estrelato.

  7. Relações amorosas marcantes – Teve romances com estrelas como Clara Bow, Marlene Dietrich, Lupe Vélez e Patricia Neal. O caso com Neal, inclusive, abalou seu casamento e foi amplamente noticiado na época.

  8. Amor pela natureza – Cooper amava caçar, pescar e cavalgar. Costumava passar meses em seu rancho em Sun Valley, Idaho, longe da agitação de Hollywood.

  9. Herói de guerra “não oficial” – Embora não tenha servido nas Forças Armadas, foi tão identificado com o ideal americano durante a Segunda Guerra Mundial que recebeu homenagens de veteranos e até de generais norte-americanos.

  10. Influência duradoura – Sua postura firme, o jeito calmo e a moral inabalável o transformaram em um arquétipo do herói americano. Décadas depois, diretores como Fred Zinnemann e Clint Eastwood citaram-no como referência direta na construção de personagens do faroeste moderno.