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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

F1: O Filme

F1: O Filme
A Fórmula 1 está aí há muitas décadas. É a categoria mais prestigiada do automobilismo mundial. Só que apesar de tudo isso ainda não fizeram um excelente filme sobre esse esporte. Esse novo "F1: O Filme" ainda não é o filme definitivo sobre Fórmula 1, mas devo dizer que fizeram um bom trabalho. É um bom filme. O roteiro não tem lá muita originalidade, temos que admitir, mas ainda assim é um daqueles filmes que prendem nossa atenção. Aliás filmes sobre corridas em geral formam um dos nichos cinematográficos mais antigos que existem. Até o Charles Chaplin fez o seu filme de corridas, então novidade nenhuma. Ainda assim conseguiram fazer um filme legal de um tema que já foi feito e refeito pelo cinema ao longo de todos esses anos. 

O personagem de Brat Pitt nesse filme reúne em torno de si alguns velhos clichês. É o piloto veterano que no passado foi considerado uma grande promessa, com grande potencial para ser o novo campeão. Só que o destino tem seus caprichos e ele acabou saindo da pista (literalmente falando!). Então os anos se passaram, muita coisa aconteceu e eis que ele ganha uma segunda chance de pilotar um carro de fórmula 1. Equipe pequena, um tanto desorganizada, quase fechando as portas, mas nesse tipo de filme sabemos bem o que isso vai significar no final. As cenas de corridas, como era de esperar, são muito bem realizadas. Edição nota 10. Algumas coisas no enredo não serão engolidas facilmente por quem gosta de F1, como por exemplo, largar em última posição e chegar em primeiro no final. Só que esse tipo de coisa eu desconsidero. Não vejo como defeito. Afinal estamos falando de cinema e a fantasia faz parte da sétima arte desde sempre, desde sua criação. De uma maneira ou outra, assista ao filme. Como pura diversão esse F1 vale bastante a pena. 

F1: O Filme (F1, Estados Unidos, 2025) Direção: Joseph Kosinski / Roteiro: Joseph Kosinski, Ehren Kruger / Elenco: Brad Pitt, Javier Bardem, Damson Idris, Kerry Condon / Sinopse: Nesse filme o ator Brat Pitt interpreta um piloto veterano. No passado, nos anos 90, ele quase morreu em grave acidente na Fórmula 1. O tempo passou e agora, já bastante veterano, ganha uma nova chance para mostrar seu valor nas pistas da principal categoria do automobilismo ao redor do mundo. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Top Gun: Maverick

O maior sucesso de bilheteria do ano de 2022 é uma continuação bem tardia de um filme dos anos 80. Quem poderia imaginar? "Top Gun: Maverick" já está perto de faturar um bilhão e meio de dólares. Um sucesso espetacular, ainda mais em se tratando de uma época em que a pandemia ainda está no ar. E o filme cumpre muito bem seu papel. A história em si é básica. O veterano piloto Maverick está de volta para a classe dos melhores da marinha. Isso após participar de um teste mal sucedido de um avião supersônico. Ele vai até o limite, como sempre, e o avião acaba se despedaçando por causa de sua conhecida rebeldia contra ordens superiores. E esse tipo de personalidade levou Maverick a estagnar na carreira militar. Mesmo após quase 40 anos, ele ainda continua um Capitão. Enquanto isso, pessoas de sua época como Iceman estão nos mais altos postos da marinha. Iceman, interpretado por Val kilmer, é um almirante e comandante da frota no pacífico. Maverick segue como piloto de caça. E é justamente essa ligação entre eles que se constrói o alicerce narrativo principal do filme. 

Maverick é chamado para coordenar e ensinar jovens pilotos da marinha a executarem uma missão dita como impossível. Eles devem invadir o território inimigo e bombardear uma usina de enriquecimento de urânio. O nome deste país nunca é citado, mas tudo leva a crer que se trata do Irã. O filme assim se desenvolve. Existe o aspecto objetivo da missão a se cumprir e pequenos detalhes humanos no roteiro sobre o personagem de Maverick. Ele reencontra um velho amor do passado e tem que lidar com o filho de Goose, um antigo companheiro de caça que morreu em um desastre aéreo, no primeiro filme. O que mais me admirou aqui foi ver o vaidoso Tom Cruise aceitar participar de diálogos que, de certa forma, o tornam um velho. Em certo momento do filme, um jovem piloto o chama de vovô! Quem diria que isso poderia acontecer em um filme com Tom Cruise? 

De qualquer maneira, temos aqui um filme muito bom, divertido e que apenas poderia ter usado melhor aquela excelente trilha sonora incidental dos anos 80. Aquele tema tão conhecido é usado apenas timidamente em alguns breves momentos. Top Gun: Maverick é um filme sem maiores pretensões em termos de história e desenvolvimento psicológico dos personagens, mas que cumpre muito bem seu papel de ser um filme blockbuster de verão. Talvez os produtores de Hollywood tenham aprendido alguma lição com esse sucesso todo. Que tal voltar a fazer bons filmes? Como eram aqueles que assistíamos nos anos 80? Acho que o público em geral já está meio cansado de tanto super-herói. Top Gun: Maverick prova justamente isso.

Top Gun: Maverick (Estados Unidos, 2022) Direção: Joseph Kosinski / Roteiro: Peter Craig, Ehren Kruger / Elenco: Tom Cruise, Val Kilmer, Jon Hamm, Jennifer Connelly, Ed Harris, Miles Teller, Bashir Salahuddin / Sinopse: Veterano Capitão da marinha dos EUA é enviado para treinar um grupo de jovens pilotos Top Gun. O objetivo é realizar uma missão em território inimigo. Eles devem destruir uma base de enriquecimento de urânio em um país hostil do Oriente Médio.

Pablo Aluísio. 


terça-feira, 24 de junho de 2014

Oblivion

Título no Brasil: Oblivion
Título Original: Oblivion
Ano de Produção: 2013
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Karl Gajdusek, Michael Arndt
Elenco: Tom Cruise, Morgan Freeman, Andrea Riseborough

Sinopse:
O planeta Terra é invadida por extraterrestres chamados de saqueadores. Eles pretendem roubar todos os recursos naturais da ecosfera. A humanidade reage e para isso utiliza armas nucleares que devastam cidades e países inteiros. A guerra é vencida mas o mundo se torna inabitável. Os humanos que sobreviveram são enviados a Titã, o maior satélite natural de Saturno. Jack (Tom Cruise) fica na Terra em um posto avançado fazendo manutenção em drones utilizados para combater focos de resistência inimiga. Sua missão porém irá revelar muito mais sobre a real situação em que vive!

Comentários:
No meio de tantos filmes de ficção que não mais empolgam esse "Oblivion" consegue surpreender. Temos aqui um design de produção de primeira, efeitos digitais de muito bom gosto e um roteiro inteligente, baseado numa graphic novel, com elementos que vão de "Matrix" a "Star Wars", passando até por filmes menores como "Tropas Estelares". Tem furos de lógica? Sim, infelizmente tem. Há certas coisas que não fazem o menor sentido. No enredo a Lua é destruída pelos invasores. Se isso realmente acontecesse a atmosfera e o clima na Terra seriam bem diferentes dos que vimos no filme. Não seria em absoluto aquele mar de tranquilidade! Bom, basta ler algum livro de astronomia para ver que aquela realidade não tem lógica nenhuma dentro da ciência. Mas noves fora isso, vamos combinar que é tudo muito bom mesmo, divertido, bem feito, até inovador (a nave do Cruise é um show à parte, um design que fará a alegria dos fãs de maquetes). Além disso como era de se esperar tudo é realizado com o melhor que Hollywood pode dar em termos de efeitos digitais. Cada detalhe é muito bem reproduzido. Adorei aquela torre onde o Cruise passa suas horas de descanso, com aquele piscina elevada, ao lado de uma bela mulher! Tudo é tão asséptico e clean que nos deixam desconfiados (e é para desconfiar mesmo pois o roteiro traz algumas reviravoltas que mantém o interesse até o fim). O final vai deixar alguns decepcionados, por ser meloso e otimista demais, mas em tempos onde todos os filmes de ficção são tão pessimistas sobre o futuro aquele tipo de conclusão vai soar até mesmo como original.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Oblivion

Está chegando nas telas o novo filme do astro Tom Cruise. Desde que rompeu com a Paramount o ator vem tentando colocar sua carreira nos eixos novamente. Depois do sucesso de seu último “Missão Impossível” ele finalmente voltou a cair nas graças dos grandes estúdios, se tornando novamente um nome forte nas bilheterias. Agora mira no público Sci-Fi nessa nova ficção futurista passada no distante ano de 2077. A Terra está devastada após anos de guerras e tragédias, o que sobrou do planeta são apenas resquícios de matéria prima ao qual cabe a Jack Harper (Tom Cruise) dar a devida segurança para que sejam extraídos e levados até uma colônia lunar. Tudo corre relativamente bem até que Jack encontra uma sobrevivente (Olga Kurylenko) dentro de uma nave em ruínas após um acidente. Estranhamente essa desconhecida consegue criar um vínculo sensorial, de complicada explicação, com ele. Aos poucos Harper vai percebendo que nem tudo é o que aparenta ser naquele ambiente hostil e devastado.

Esse “Oblivion” não deixa de ser um filme muito bem produzido, interessante, com uma inovadora direção de arte, realmente inspirada, tudo intercalado com algumas ótimas cenas de ação (a Terra devastada também é habitada por alienígenas que percorrem o planeta em busca de recursos vitais). Tom Cruise parece bem à vontade na pele de um misto de soldado e engenheiro que tem que garantir segurança enquanto os últimos recursos da Terra são extraídos. O que complica "Oblivion" é querer se passar por algo que definitivamente não é. O problema é que em determinado ponto do filme o argumento se torna pretensioso, querendo criar um subtexto que chega a lembrar até mesmo grandes clássicos do cinema como “2001”. Essa pretensão sem sentido acaba tornando a trama extremamente confusa (e chata, para dizer a verdade). Obviamente que o diretor Joseph Kosinski passa longe de ser um Stanley Kubrick e por isso tudo acaba indo por água abaixo. Sem saber direito para onde ir o cineasta, depois de promover uma “reviravolta forçada”, tenta consertar o estrago alongando a estória além do necessário, quebrando seu ritmo e cansando o público, que aqui obviamente é aquele que consome “blockbusters” em série, ou seja, nada interessado em roteiros “cabeças” ou profundos demais. A solução de tudo também soa tão decepcionante, quase bobo! Assim “Oblivion” perde a ótima oportunidade de ser apenas uma ficção eficiente, bem realizada, para se tornar um produto que afundou por causa de suas próprias pretensões sem cabimento. Faltou mesmo talento para ir até onde o argumento exigia.

Oblivion (Oblivion, Estados Unidos, 2013) Direção: Joseph Kosinski / Roteiro: Joseph Kosinski, William Monahan / Elenco: Tom Cruise, Morgan Freeman, Nikolaj Coster-Waldau, Olga Kurylenko / Sinopse: No ano de 2077 a Terra está devastado. Participando de uma missão no planeta Jack Harper (Tom Cruise) acaba encontrando uma sobrevivente de uma nave espacial acidentada. Esse encontro mudará completamente os rumos de sua vida.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

F1 - O Filme

Título no Brasil: F1 - O Filme
Título Original: F1: The Movie
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Ehren Kruger
Produção: Jerry Bruckheimer, Joseph Kosinski, Lewis Hamilton e Brad Pitt
Elenco: Brad Pitt, Damson Idris, Javier Bardem, Kerry Condon, Tobias Menzies, Kim Bodnia e Sarah Niles.
Duração: 155 minutos.
Distribuição: Warner Bros. Pictures / Apple Original Films.

Sinopse:
F1 — O Filme acompanha Sonny Hayes, interpretado por Brad Pitt, um antigo prodígio da Fórmula 1 cuja carreira foi praticamente destruída por um grave acidente ocorrido nos anos 1990. Trinta anos depois, Sonny vive de maneira itinerante, participando de corridas como piloto contratado, quando recebe uma proposta inesperada de seu antigo companheiro Ruben Cervantes, interpretado por Javier Bardem. Ruben agora é proprietário de uma equipe de Fórmula 1 em dificuldades e acredita que Sonny pode ajudá-lo a impedir que a escuderia desapareça. O veterano aceita retornar à categoria máxima do automobilismo, mas precisa dividir a equipe com Joshua Pearce, interpretado por Damson Idris, um jovem piloto extremamente talentoso e ambicioso. A relação entre os dois rapidamente se transforma em uma disputa de egos, experiência e velocidade. Enquanto Sonny tenta recuperar a carreira que perdeu e encontrar uma espécie de redenção pessoal, Joshua deseja provar que pertence à elite da Fórmula 1. O filme acompanha os dois em uma temporada marcada por rivalidades, acidentes, decisões estratégicas e conflitos dentro da equipe. A história combina o tradicional arco dramático do atleta veterano em busca de uma última oportunidade com o espetáculo real das corridas de Fórmula 1, utilizando circuitos e eventos verdadeiros da categoria.

Comentários:
F1 — O Filme recebeu uma recepção predominantemente positiva da crítica americana, especialmente por suas extraordinárias sequências de corrida e pelo carisma de Brad Pitt. No Rotten Tomatoes, o filme alcançou 82% de aprovação da crítica, enquanto a aprovação do público chegou a impressionantes 97%. O The New York Post foi bastante favorável, atribuindo 88/100 e reconhecendo que a história utiliza elementos familiares dos filmes esportivos, mas consegue transformar esses clichês em entretenimento extremamente eficaz. A Variety, porém, apresentou uma avaliação mais moderada, com Owen Gleiberman dando 60/100. O crítico reconheceu que o filme proporciona uma enorme descarga de adrenalina, mas afirmou que essa empolgação poderia deixar uma sensação de vazio depois que os motores param. Já o Los Angeles Times foi mais interessado nos aspectos técnicos e visuais, destacando o trabalho do diretor Joseph Kosinski e do diretor de fotografia Claudio Miranda. A publicação descreveu uma câmera posicionada muito próxima da pista, do volante e do piloto, criando uma sensação de velocidade particularmente intensa. A crítica também destacou a maneira como Brad Pitt sustenta o filme com uma atuação descontraída e carismática. O Metacritic registrou 68/100, classificando a recepção como "Generally Favorable", com 77% das críticas consideradas positivas. Um dos pontos mais elogiados foi justamente a capacidade de Kosinski de transformar a Fórmula 1 em uma experiência cinematográfica imersiva, aproveitando circuitos reais e colocando atores e câmeras dentro do ambiente das corridas.

O grande triunfo de F1 — O Filme, entretanto, aconteceu nas bilheterias. Com orçamento estimado em aproximadamente US$ 250 milhões, a produção estreou com cerca de US$ 57 milhões nos Estados Unidos e US$ 146,3 milhões mundialmente em seu primeiro fim de semana. Posteriormente, ultrapassou US$ 600 milhões mundialmente, tornando-se o filme de maior bilheteria da história da Apple e o filme de automobilismo de maior arrecadação até então. A imprensa americana também destacou o envolvimento de Lewis Hamilton, que participou da produção como produtor e colaborou para conferir maior autenticidade ao universo da Fórmula 1. O resultado foi especialmente significativo porque Apple vinha enfrentando dificuldades para transformar seus grandes investimentos cinematográficos em sucessos comerciais. A Variety observou que F1 representava uma importante mudança de trajetória para o estúdio, depois de fracassos comerciais como Argylle e resultados decepcionantes de produções de grande orçamento. O filme também foi elogiado pelo uso da música de Hans Zimmer, pela fotografia de Claudio Miranda e pela montagem de Stephen Mirrione. Ao mesmo tempo, alguns críticos consideraram o roteiro excessivamente convencional, observando que a trajetória de Sonny reproduz muitos dos clichês tradicionais dos dramas esportivos: o campeão caído, a última chance, o jovem rival, a equipe desacreditada e a corrida decisiva. Mesmo assim, F1 demonstrou que uma narrativa conhecida pode funcionar quando apresentada com enorme competência técnica. O resultado foi um espetáculo esportivo de grande escala que conseguiu atrair tanto admiradores da Fórmula 1 quanto espectadores que normalmente não acompanham automobilismo. Mais do que simplesmente um filme sobre corridas, F1 — O Filme transformou a velocidade em espetáculo cinematográfico e consolidou-se como um dos grandes sucessos comerciais de 2025.

Pablo Aluísio.