quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

F1 - O Filme

Título no Brasil: F1 - O Filme
Título Original: F1: The Movie
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Ehren Kruger
Produção: Jerry Bruckheimer, Joseph Kosinski, Lewis Hamilton e Brad Pitt
Elenco: Brad Pitt, Damson Idris, Javier Bardem, Kerry Condon, Tobias Menzies, Kim Bodnia e Sarah Niles.
Duração: 155 minutos.
Distribuição: Warner Bros. Pictures / Apple Original Films.

Sinopse:
F1 — O Filme acompanha Sonny Hayes, interpretado por Brad Pitt, um antigo prodígio da Fórmula 1 cuja carreira foi praticamente destruída por um grave acidente ocorrido nos anos 1990. Trinta anos depois, Sonny vive de maneira itinerante, participando de corridas como piloto contratado, quando recebe uma proposta inesperada de seu antigo companheiro Ruben Cervantes, interpretado por Javier Bardem. Ruben agora é proprietário de uma equipe de Fórmula 1 em dificuldades e acredita que Sonny pode ajudá-lo a impedir que a escuderia desapareça. O veterano aceita retornar à categoria máxima do automobilismo, mas precisa dividir a equipe com Joshua Pearce, interpretado por Damson Idris, um jovem piloto extremamente talentoso e ambicioso. A relação entre os dois rapidamente se transforma em uma disputa de egos, experiência e velocidade. Enquanto Sonny tenta recuperar a carreira que perdeu e encontrar uma espécie de redenção pessoal, Joshua deseja provar que pertence à elite da Fórmula 1. O filme acompanha os dois em uma temporada marcada por rivalidades, acidentes, decisões estratégicas e conflitos dentro da equipe. A história combina o tradicional arco dramático do atleta veterano em busca de uma última oportunidade com o espetáculo real das corridas de Fórmula 1, utilizando circuitos e eventos verdadeiros da categoria.

Comentários:
F1 — O Filme recebeu uma recepção predominantemente positiva da crítica americana, especialmente por suas extraordinárias sequências de corrida e pelo carisma de Brad Pitt. No Rotten Tomatoes, o filme alcançou 82% de aprovação da crítica, enquanto a aprovação do público chegou a impressionantes 97%. O The New York Post foi bastante favorável, atribuindo 88/100 e reconhecendo que a história utiliza elementos familiares dos filmes esportivos, mas consegue transformar esses clichês em entretenimento extremamente eficaz. A Variety, porém, apresentou uma avaliação mais moderada, com Owen Gleiberman dando 60/100. O crítico reconheceu que o filme proporciona uma enorme descarga de adrenalina, mas afirmou que essa empolgação poderia deixar uma sensação de vazio depois que os motores param. Já o Los Angeles Times foi mais interessado nos aspectos técnicos e visuais, destacando o trabalho do diretor Joseph Kosinski e do diretor de fotografia Claudio Miranda. A publicação descreveu uma câmera posicionada muito próxima da pista, do volante e do piloto, criando uma sensação de velocidade particularmente intensa. A crítica também destacou a maneira como Brad Pitt sustenta o filme com uma atuação descontraída e carismática. O Metacritic registrou 68/100, classificando a recepção como "Generally Favorable", com 77% das críticas consideradas positivas. Um dos pontos mais elogiados foi justamente a capacidade de Kosinski de transformar a Fórmula 1 em uma experiência cinematográfica imersiva, aproveitando circuitos reais e colocando atores e câmeras dentro do ambiente das corridas.

O grande triunfo de F1 — O Filme, entretanto, aconteceu nas bilheterias. Com orçamento estimado em aproximadamente US$ 250 milhões, a produção estreou com cerca de US$ 57 milhões nos Estados Unidos e US$ 146,3 milhões mundialmente em seu primeiro fim de semana. Posteriormente, ultrapassou US$ 600 milhões mundialmente, tornando-se o filme de maior bilheteria da história da Apple e o filme de automobilismo de maior arrecadação até então. A imprensa americana também destacou o envolvimento de Lewis Hamilton, que participou da produção como produtor e colaborou para conferir maior autenticidade ao universo da Fórmula 1. O resultado foi especialmente significativo porque Apple vinha enfrentando dificuldades para transformar seus grandes investimentos cinematográficos em sucessos comerciais. A Variety observou que F1 representava uma importante mudança de trajetória para o estúdio, depois de fracassos comerciais como Argylle e resultados decepcionantes de produções de grande orçamento. O filme também foi elogiado pelo uso da música de Hans Zimmer, pela fotografia de Claudio Miranda e pela montagem de Stephen Mirrione. Ao mesmo tempo, alguns críticos consideraram o roteiro excessivamente convencional, observando que a trajetória de Sonny reproduz muitos dos clichês tradicionais dos dramas esportivos: o campeão caído, a última chance, o jovem rival, a equipe desacreditada e a corrida decisiva. Mesmo assim, F1 demonstrou que uma narrativa conhecida pode funcionar quando apresentada com enorme competência técnica. O resultado foi um espetáculo esportivo de grande escala que conseguiu atrair tanto admiradores da Fórmula 1 quanto espectadores que normalmente não acompanham automobilismo. Mais do que simplesmente um filme sobre corridas, F1 — O Filme transformou a velocidade em espetáculo cinematográfico e consolidou-se como um dos grandes sucessos comerciais de 2025.

Pablo Aluísio. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário