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sexta-feira, 19 de janeiro de 2024

Joe e as Baratas

Título no Brasil: Joe e as Baratas
Título Original: Joe's Apartment
Ano de Lançamento: 1996
País: Estados Unidos
Estúdio: MTV
Direção: John Payson
Roteiro: John Payson
Elenco: Jerry O'Connell, Megan Ward, Billy West

Sinopse:
Um jovem sem grana se muda para Nova Iorque. Como não tem onde cair morto acaba alugando um apartamento bem ruinzinho, um verdadeiro muquifo infestado de baratas e para sua supresa ele descobre que elas são capazes de dançar e cantar, como se estivessem em um um show da Broadway. 

Comentários:
A MTV foi o canal jovem dos anos 90. Era algo inovador, um canal de programação exclusiva para a juventude, passando música e clips 24 horas por dia. O sucesso foi tão grande que eles migraram e investiram também no cinema. Assim foi feito esse primeiro longa-metragem da MTV. Dizia-se que era um filme muito legal e bem humorado, inclusive com muito humor negro, afinal era estrelado por um monte de baratas! Eu assisti na época embalado pela hype toda que foi criada, mas sendo bem sincero, já naqueles anos não gostei nada do que vi. Achei um filme boboca, sem graça e que provavelmente só iria agradar mesmo aquele tipo de adolescente meio desmiolado que passava o dia inteiro ouvindo bandas de heavy metal. Assim conferi, assisti e não gostei. E eu nunca mais perderia meu tempo em rever essa bobagem teen dos anos 90. Uma vez já bastou! 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Piranha

O primeiro filme dessa franquia "Piranha" foi lançado ainda no final dos anos 1970. Era claramente um filme que tentava surfar a onda do sucesso de "Tubarão" de Steven Spielberg. Depois de algumas sequências realmente ruins como "Piranhas 2: Assassinas Voadoras" e filmes que eram pura imitação trash como "Piranhaconda" e "Mega Piranha", o estúdio do primeiro filme resolveu fazer um remake, mas com outra pegada, partindo até mesmo para uma espécie de auto paródia. Esse filme aqui tem em seu favor o desenvolvimento da tecnologia digital. Assim ao contrário das piranhas do primeiro filme, que eram mais peixes comuns, temos aqui um tipo de piranha pré-histórica, que todos achavam estar extintas. Elas saem das profundezas de um lago após um pequeno tremor de terra. Nesse mesmo lago, claro, tem uma mega festa de verão. Garotas de bikini dançam sensualmente, a bebida rola solta e a balada não tem hora para terminar.

Então você junta um bando de jovens com um cardume de piranhas sedentas em um lago no Arizona e pronto... estão presentes todos os elementos que os fãs queriam encontrar em um filme como esse. Agora imagine um lago de águas cristalinas que logo se transforma em uma poça de sangue vermelho. É isso, o filme exagera no gore e tudo se torna uma grande matança de garotas bonitas de silicone nos seios. O elenco tem duas presenças interessantes. A primeira vem com Richard Dreyfuss. Aqui há uma referência óbvia ao primeiro Tubarão. Pena que o Dreyfuss é logo trucidado pelas piranhas assassinas. Já a atriz Elisabeth Shue paga um mico enorme como a xerife que tenta colocar ordem naquela bagunça. Para quem já foi indicada ao Oscar ter esse filme na sua filmografia pessoal não deixa de trazer uma certa vergonha alheia.

Piranha (Piranha 3D, Estados Unidos, 2010) Direção: Alexandre Aja / Roteiro: Pete Goldfinger / Elenco: Elisabeth Shue, Jerry O'Connell, Richard Dreyfuss, Christopher Lloyd / Sinopse: Piranhas da pré-história que viviam em cavernas subterrâneas de um lago no Arizona, se soltam após um tremor de terra. Sedentas e ferozes, elas passam a atacar um numeroso grupo de jovens que fazem uma grande festa nesse mesmo lago azul.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Gatos numa Roubada

Título no Brasil: Gatos numa Roubada
Título Original: Tomcats
Ano de Produção: 2001
País: Estados Unidos
Estúdio: Revolution Studios
Direção: Gregory Poirier
Roteiro: Gregory Poirier
Elenco: Shannon Elizabeth, Jerry O'Connell, Jake Busey, Horatio Sanz, Jaime Pressly, Bernie Casey

Sinopse:
No casamento de um amigo, os solteiros fazem uma aposta. O último que se casar ganha. Sete anos depois um deles decide fazer de tudo para o outro que ainda está solteiro se case, para que ele vença a aposta e consiga pagar todas as suas dívidas, envolvendo inclusive agiotas violentos.

Comentários:
Essas comédias mais recentes geralmente apresentam roteiros que são verdadeiros rocamboles de situações forçadas, mas que no final não geram algo engraçado. Comédia sem fazer rir é um pouco demais não é mesmo? E as situações são as mais estapafúrdias possíveis, coisa de louco. O que se pode dizer de um filme cujo roteiro envolve apostas estranhas, cassinos de Las Vegas e loiras bonitas, falsas e interesseiras? Ora, até que esses elementos juntos poderiam render algumas risadas, mas não foi bem isso que aconteceu. Achei o filme simplesmente muito sem graça para levar em conta. Aliás pensando bem desde a década de 80 não temos mais boas comédias sendo produzidas. Parece que perderam a fórmula, o molde desse tipo de filme. Hoje em dia tudo parece tão chato que o bocejo acaba sendo inevitável, mesmo com o esforço (em vão) do elenco em tentar parecer tudo super divertido.

Pablo Aluísio.

sábado, 5 de setembro de 2020

Liga da Justiça Sombria

Título no Brasil: Liga da Justiça Sombria
Título Original: Justice League Dark - Apokolips War
Ano de Produção: 2020
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Matt Peters, Christina Sotta
Roteiro: Mairghread Scott, Ernie Altbacker
Elenco: Jerry O'Connell, Jason O'Mara, Matt Ryan, Shemar Moore, Christopher Gorham, Stuart Allan

Sinopse:
O vilão espacial Darkside ataca o planeta Terra e é bem sucedido. Ele destrói grande parte dos super-heróis da Liga da Justiça e escraviza outros. O Superman então começa a liderar um grupo de resistência contra essa dominação. O objetivo é libertar a Terra da tirania de Darkside.

Comentários:
Em plena pandemia a Warner Bros em associação com a DC Comics lançou essa nova animação. Com os cinemas fechados e com a impossibilidade de terminar os filmes em produção, por causa do coronavírus, a solução para continuar tendo faturamento foi apelar para as animações. Essa aqui conta com praticamente todos os personagens mais famosos da DC Comics. Além dos super-heróis da Liga da Justiça (como Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Aquaman, etc) ainda há os membros dos Jovens Titãs (Robin, Ravena, etc) e, pasmem, até mesmo do Esquadrão Suicida (com Arlequina e outros vilões de segundo escalão). Atiraram para todos os lados, pelo visto. O resultado final se revela boa diversão, porém como sempre acontece com filmes e animações que apresentam uma multidão de personagens, acontece o problema do subaproveitamento. Mesmo heróis consagrados como o Superma ficam assim em segundo plano. Para a DC pareceu mais importante inserir o Constantine nessa galeria de heróis. Para quem nasceu underground, antissistema, ele acabou sendo engolido pelo mainstream do mundo dos quadrinhos e animações.

Pablo Aluísio.

domingo, 24 de maio de 2020

O Retorno do Superman

Título no Brasil: O Retorno do Superman
Título Original: Return of Superman
Ano de Produção: 2019
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Jake Castorena, Sam Liu
Roteiro: Peter Tomasi
Elenco: Jerry O'Connell, Rebecca Romijn, Rainn Wilson, Rosario Dawson, Nathan Fillion, Christopher Gorham

Sinopse:
Após a morte do Superman uma série de novos "heróis" surgem, todos querendo tomar o lugar do homem de aço. Só que o verdadeiro Clark Kent está se recuperando na fortaleza da solidão para retornar de volta à vida. Animação baseada no personagem de quadrinhos criado por Jerry Siegel e Joe Shuster. 

Comentários:
Essa animação é a continuação de "A Morte do Superman". Nos Estados Unidos foi lançado em DVD duplo com as duas animações. O curioso é que essa segunda animação é bem mais completa, mais longa e com mais personagens que o primeiro filme. Isso não significa que seja melhor. Na verdade os roteiristas aqui apenas seguiram os quarinhos originais, quase na íntegra. Eu particularmente não achei tão legal ver um monte de novos aspirantes a Superman, tentando tomar o seu lugar. Há um jovem clone criado por Lex Luthor, um Superman Cyborg, outro todo blindado com aço, um que usa uma espécie de óculos poderoso e por aí vai. Outro aspecto digno de nota é que somando as duas animações temos quase 3 horas de desenho animado! Duração de longa-metragem épico de Hollywood! No geral até curti o conjunto da obra. É interessante dizer também que essa animação compila dezenas e dezenas de edições de quadrinhos do Superman. Assim fica mesmo mais fácil conhecer esse arco narrativo apenas assistindo as animações, até porque os gibis originais lançados lá pelas décadas de 80 e 90 são mais do que raros hoje em dia.

Pablo Aluísio.

domingo, 10 de maio de 2020

A Morte do Superman

Título no Brasil: A Morte do Superman
Título Original: The Death of Superman
Ano de Produção: 2018
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Jake Castorena, Sam Liu
Roteiro: Bill Messner-Loebs, Karl Kesel
Elenco: Jerry O'Connell, Rebecca Romijn, Rainn Wilson, Shemar Moore, Christopher Gorham, Jason O'Mara

Sinopse:
Enquanto Clark Kent tenta conquistar o coração de sua amada Lois Lane, um misterioso asteroide cai na Terra. Dentro dele surge uma criatura feroz e com sede de destruição, o monstro que passa a ser conhecido como Apocalypse. Após vencer todos os super-heróis da Liga Justiça, cabe ao Superman, o mais poderoso do grupo, enfrentar essa terrível ameaça que veio do espaço.

Comentários:
O que fazer quando se tem um dos maiores super-heróis dos quadrinhos em mãos, porém com vendas caindo dia a dia? Foi esse problema que a DC Comics precisou resolver quando viu que seu maior astro, o Superman, não interessava mais à nova geração. Afinal ele já estava nas bancas há décadas, um personagem criado nos distantes anos 1930. Para tentar revitalizar as vendas dos quadrinhos os editores criaram um evento: a morte de seu personagem mais famoso. Claro que iria chamar a atenção dos leitores. Claro que iria ser um evento. E foi mesmo. Pela primeira vez em anos essa edição com a morte do Superman vendeu milhões de cópias. Claro, foi um golpe de marketing. E agora, muitos anos depois, a DC junto com a Warner Bros decidiu fazer uma animação baseada nesse gibi. Ficou até muito bom. O Apocalypse, monstro que veio do espaço, não tem morivações, apenas o desejo de destruir todo o planeta. Um vilão que poderia ter sido escrito pelos criadores do Superman, a dupla Jerry Siegel e Joe Shuster. Algo bem simples, objetivo. Como nunca li o material original gostei dessa animação. Tudo muito bem realizado. Com certeza vai agradar aos fãs do Homem de Aço.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 8 de agosto de 2003

Bebê a Bordo

Título no Brasil: Bebê a Bordo
Título Original: Baby on Board
Ano de Lançamento: 2009
País: Estados Unidos
Estúdio: A Plus Entertainment
Direção: Brian Herzlinger
Roteiro: Russell Scalise e Michael Hamilton-Wright
Elenco: Heather Graham, Jerry O'Connell, John Corbett, Katie Finneran, Lara Flynn Boyle, Anthony Starke e Ian Ziering.
Duração: 95 minutos.

Sinopse:
Angela Marks, interpretada por Heather Graham, é uma executiva ambiciosa que vive um casamento aparentemente perfeito com Curtis, um bem-sucedido advogado interpretado por Jerry O'Connell. Os dois possuem uma bela casa, carreiras promissoras e uma vida cuidadosamente organizada. Tudo muda quando Angela descobre inesperadamente que está grávida. Preocupada com a possibilidade de a gravidez prejudicar suas perspectivas profissionais, ela decide esconder inicialmente a notícia no trabalho. Ao mesmo tempo, Curtis começa a interpretar equivocadamente algumas situações e acredita que a esposa pode estar escondendo algo dele. O relacionamento do casal passa a ser afetado por ciúmes, inseguranças e uma série de mal-entendidos. Paralelamente, os melhores amigos dos dois, Danny e Sylvia, interpretados por John Corbett e Katie Finneran, também enfrentam seus próprios problemas conjugais e acabam interferindo na crise. A gravidez, que deveria aproximar o casal, transforma-se em uma verdadeira batalha de expectativas, carreira e relacionamento, criando uma sucessão de situações de comédia romântica.

Comentários:
Bebê a Bordo recebeu uma recepção crítica bastante negativa quando foi lançado em circuito limitado nos Estados Unidos em abril de 2009. No Rotten Tomatoes, o filme registra apenas 20% de aprovação da crítica, com cinco avaliações catalogadas, demonstrando a reação predominantemente desfavorável dos poucos críticos que escreveram sobre a produção. A revista Boxoffice Magazine, entretanto, apresentou uma das avaliações mais positivas, com Pete Hammond classificando o longa como uma surpresa "inteligente, engraçada e picante" dentro do gênero de comédia sobre gravidez. Já o L.A. Weekly foi muito menos generoso e considerou que o humor de baixo nível colocava os atores em situações constrangedoras, especialmente por depender de piadas físicas e escatológicas. David Nusair, do Reel Film Reviews, foi ainda mais severo, avaliando que a produção tinha pouquíssimos momentos genuinamente engraçados e classificando-a como uma comédia decepcionante. Parte das críticas também apontou problemas na construção dos personagens, considerados pouco simpáticos para que o público realmente se envolvesse com seus conflitos. Apesar disso, Heather Graham e Jerry O'Connell receberam alguma simpatia por sua química e disposição para abraçar o tom exagerado da produção. O elenco secundário, particularmente John Corbett e Katie Finneran, também foi visto como uma das fontes de humor mais eficazes do filme.

A recepção posterior não modificou significativamente essa avaliação. Bebê a Bordo permaneceu como uma produção pouco conhecida dentro da filmografia de seus protagonistas, sendo lembrada principalmente por aqueles que acompanham as comédias românticas americanas do final dos anos 2000. O filme procura combinar a tradicional narrativa de gravidez inesperada com uma sátira da cultura corporativa, especialmente através da preocupação de Angela em não permitir que a maternidade interrompa sua ascensão profissional. Essa tentativa de abordar a dificuldade de conciliar carreira e família poderia ter produzido uma comédia mais sofisticada, mas o roteiro frequentemente abandona esse potencial em favor de situações exageradas. O crítico Kevin Carr, do 7M Pictures, chegou a questionar a falta de conhecimento demonstrada pelo roteiro sobre gravidez, parto e até mesmo procedimentos jurídicos. Em contraste, a premissa continua relativamente simpática: um casal aparentemente perfeito descobre que a chegada de um bebê pode revelar problemas que estavam escondidos sob uma vida organizada demais. Hoje, o filme possui uma avaliação de apenas 4,2/10 no IMDb, baseada em milhares de votos, confirmando sua posição como uma produção de recepção popular bastante modesta. Ainda assim, Bebê a Bordo pode interessar aos admiradores de Heather Graham, Jerry O'Connell e John Corbett, além de funcionar como um retrato curioso do tipo de comédia romântica adulta que Hollywood produzia no final da década de 2000.

Pablo Aluísio.