quinta-feira, 5 de julho de 2001

Randolph Scott - Filmografia da Década de 1940


Randolph Scott - Filmes de Western dos anos 40
Caravana de Ouro
A Vingança dos Daltons
Conquistadores do Oeste
A Formosa Bandida
Indomável
Império da Desordem
A Bela do Yukon
Rua dos Conflitos
A Terra dos Homens Maus
O Passo do Ódio
Terra de Paixões
Romântico Defensor
Águas Sangrentas
A Volta dos Homens Maus
Sete Homens Maus
Devastando Caminhos
A Lei é Implacável
O Lutador

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 4 de julho de 2001

Filmografia Western - Alan Ladd


Filmografia Western - Alan Ladd
Abutres Humanos
Os Brutos Também Amam
Pacto de Honra
Rajadas de Ódio
Encontro com o Diabo
O Rebelde Orgulhoso
Homens das Terras Bravas
Gigantes em Luta
A Senda do Ódio

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

Filmografia Audie Murphy


Filmografia Audie Murphy
Viver Sonhando
Código de Honra
Caminho da Perdição
Duelo Sangrento
Serras Sangrentas
Cavaleiros da Bandeira Negra
A Glória de um Covarde
O Último Duelo
Onde Impera a Traição
A Morte Tem Seu Preço
Jornada Sangrenta
A Ronda da Vingança
Traição Cruel
Tambores da Morte
Antro da Perdição
Terrível como o Inferno
Um Mundo Entre Contas
Honra de Selvagem
O Renegado do Forte Petticoat
A Rosa do Oriente
A Passagem da Noite
O Americano Tranquilo
Contrabando de Armas
Na Rota dos Proscritos
Balas que Não Erram
Antro de Desalmados
Um Homem contra o Destino
Com o Dedo no Gatilho
O Passado Não Perdoa
Matar por Dever
Quadrilha do Inferno
Sangue na Praia
War is Hell
Gatilhos em Duelo
Abatendo um a um
Fúria de Brutos
Pistoleiro Relâmpago
Balas para um Bandido
Rifles Apaches
Bandoleiros do Arizona
Missão Secreta no Cairo
Matar ou Cair
O Bandoleiro Temerário
Os Rifles da Desforra
Gatilhos da Violência

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

terça-feira, 3 de julho de 2001

Clint Eastwood e o Western - Parte 5

Clint Eastwood e o Western - Parte 5
Em time que se está ganhando não se mexe. Assim Clint Eastwood voltou para a Europa para filmar um segundo filme com o mestre Sergio Leone. O filme iria se intitular "Por Uns Dólares a Mais". O diretor queria filmar uma trilogia de western, mas para isso esse segundo faroeste teria que ser bem sucedido nas bilheterias. Para tanto o estúdio estava disposto a investir bem, contratando outro ator americano. Era Charles Bronson. Só que as negociações não foram boas. 

Bronson pediu um cachê maior do que o próprio Clint Eastwood. Quando viu que não seria atendido nesse aspecto começou a criar problemas com a produção. Disse que o roteiro estava mal escrito, que a história era confusa e que dessa forma o filme não iria chegar a lugar nenhum. Sergio Leone queria muito Bronson no filme para interpretar um dos vilões, mas os problemas colocados por ele foram tantos que acabou desistindo. Com isso os produtores desligaram Bronson do projeto. Ele foi avisado por carta que não faria mais parte do elenco. 

Em seu lugar foi contratado o ator Gian Maria Volonté. Foi uma decisão mais do que acertada. Sua interpretação do vilão El Indio foi tão marcante que ele chegou a ser indicado a prêmios de melhor ator coadjuvante. Seu trabalho até hoje em dia é frequentemente citado como um dos melhores antagonistas de todos os filmes de spaghetti westerns que já foram feitos na história. Outro acerto da escolha do elenco foi Lee Van Cleef. Ele interpretou o personagem do Coronel Mortimer. Em pouco tempo ele estaria estrelando sua própria linha de filmes italianos de faroeste, todos com grande sucesso de bilheteria. 

Durante as filmagens começaram certos atritos entre Clint Eastwood e o diretor Sergio Leone. Clint reconhecia Leone como um diretor genial, um estilista revolucionário do gênero.
Mas, ao mesmo tempo, os dois tinham conflitos sobre os caminhos que o filme deveria seguir. Leone queria personagens mais exagerados, quase operísticos. Eastwood preferia um estilo contido, silencioso, minimalista. Eastwood também achava que Leone às vezes exagerava na duração de algumas cenas. Em determinado momento Clint entendeu que ele deveria tomar a direção de seu próprio personagem. O ator comprou pessoalmente as roupas que iria usar no filme e passou a atuar de acordo com sua visão do filme e não a do diretor Leone. 

Pablo Aluísio. 

Cine Western - Gloriosa Vingança

Título no Brasil: Gloriosa Vingança
Título Original: Texas
Ano de Produção: 1941
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: George Marshall
Roteiro: Horace McCoy, Lewis Meltzer
Elenco: William Holden, Glenn Ford, Claire Trevor, George Bancroft, Edgar Buchanan, Don Beddoe

Sinopse:
Dois homens do leste, Dan Thomas (William Holden) e Tod Ramsey (Glenn Ford), resolvem ir até o velho oeste, no norte do Texas, para tentar a sorte. Eles querem ganhar a vida jogando cartas e ocasionalmente trabalhando como cowboys. Ao chegarem numa pequena cidade percebem que nem tudo será como eles haviam inicialmente planejado.

Comentários:
Em 1941 o diretor George Marshall, cumprindo seu contrato com a Columbia Pictures, resolveu rodar um faroeste mais diferenciado. Com toques de bom humor e contando com uma dupla que nunca havia trabalhado antes, ele conseguiu um bom resultado nesse western de contrastes chamado "Texas". A ideia do roteiro era realmente explorar o choque cultural entre dois cavaleiros que saíam do leste industrializado e desenvolvido para os rincões do solo texano, com seus cowboys durões, bons de briga e muitos tiroteios. Nesse aspecto quem funcionou melhor no filme foi o ator William Holden que era mesmo um tipo bem cosmopolita, da cidade grande. Já Glenn Ford já era muito mais associado ao gênero western, não ficando estranho com roupas de cowboy, atravessando as planícies texanos em cima de seu cavalo. No geral é um bom faroeste, valorizado não apenas pela boa direção de Marshall, um craque nesse tipo de filme, mas também pelo bom roteiro e a presença sempre marcante de Ford e Holden, dois astros populares da época.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 2 de julho de 2001

Cine Western - Randolph Scott - Filmografia


Filmografia Randolph Scott

Década de 1920:
Rumo ao Amor (1928)
O Lobo da Bolsa (1929)
Regeneração (1929)
Ver Para Crer (1929)
A Voz da Terra Mater (1929)
A Guarda Negra (1929)
Amores de Folga (1929)
Ilusão (1929)
Agora ou Nunca (1929)
Dinamite (1929)

Década de 1930:
Galanteador Audaz (1930)
Esposas Alegres (1931)
A Noiva do Céu (1932)
Manias de Gente Rica (1932)
A Herança do Deserto (1932)
Sábado Alegre (1932)
Audácia entre Adversários (1932)
Hellim Everybody! (1932)
Maldade (1932)
Vingança Diabólica (1932)
Anjo e Demônio (1932)
Na Pista do Criminoso (1932)
A Hota do Coquetel (1932)
O Homem da Floresta (1932)
Rixa Antiga (1932)
Sonhos Desfeitos (1932)
O Último Assalto (1934)
Amor em Trânsito (1934)
Perigo á Frente (1935)
O Inválido Poderoso (1935)
Roberta (1935)
Noivado na Guerra (1935)
Escândalo na Aldeia (1935)
Ella - A Feiticeira (1935)
Pirate Party on Catalina Island (1935)
Nas Águas da Esquadra (1936)
Perigo à Frente (1936)
O Último dos Moicanos (1936)
Amores de uma Diva  (1936)
Alegre e Feliz (1938)
Sonho de Moça (1938)
A Heroína do Texas (1938)
Almas Sem Rumo (1938)
Jesse James (1939)
Suzana (1939)
A Lei da Fronteira (1939)
Vigilantes do Mar (1939)
Vinte Mil Homens por Ano (1939)

Obs: Filmes em negrito são aqueles que já tiveram seus reviews publicados em nosso blog. 

Continua...

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

Cine Western - Gary Cooper - Biografia

Gary Cooper

Biografia
Gary Cooper nasceu em 7 de maio de 1901, em Helena, no estado de Montana, Estados Unidos. Seu nome de batismo era Frank James Cooper. Filho de pais ingleses, passou parte da infância estudando na Inglaterra antes de retornar aos EUA. Após tentar a carreira de ilustrador e trabalhar em um rancho, mudou-se para Los Angeles, onde começou a trabalhar como figurante em filmes mudos. Sua aparência rústica, o carisma natural e o jeito reservado logo chamaram a atenção dos produtores.

Estréia no cinema – Primeiros filmes
Cooper iniciou sua carreira cinematográfica no final da década de 1920, atuando como figurante em produções de faroeste. Seu primeiro papel de destaque foi em O Álamo – O Despertar de uma Nação (The Winning of Barbara Worth, 1926), ao lado de Ronald Colman e Vilma Banky. O sucesso do filme lhe abriu as portas para papéis maiores nos anos seguintes, já na era do cinema sonoro.

Auge e sucesso em Hollywood
Durante as décadas de 1930 a 1950, Gary Cooper consolidou-se como um dos maiores astros de Hollywood. Sua persona cinematográfica era a do homem íntegro, corajoso e de fala calma — um verdadeiro símbolo do herói americano. Atuou em dramas, romances e, principalmente, em faroestes, gênero no qual se destacou por papéis que valorizavam a honra e o dever moral.

Principais filmes da carreira

  • Sargento York (Sergeant York, 1941)

  • A Mulher Faz o Homem (Mr. Deeds Goes to Town, 1936)

  • Por Quem os Sinos Dobram (For Whom the Bell Tolls, 1943)

  • Matar ou Morrer (High Noon, 1952)

  • Adeus às Armas (A Farewell to Arms, 1932)

  • O Galante Aventureiro (Beau Geste, 1939)

  • O Ídolo de Cristal (The Pride of the Yankees, 1942)

  • O Homem do Oeste (Man of the West, 1958)

Últimos filmes
Nos últimos anos de sua carreira, Cooper enfrentou problemas de saúde, mas continuou atuando. Seus últimos trabalhos incluem O Homem do Oeste (Man of the West, 1958) e O Prêmio (The Naked Edge, 1961), lançado após sua morte.

Filmes de western estrelados por Gary Cooper

  • O Álamo – O Despertar de uma Nação (The Winning of Barbara Worth, 1926)

  • A Legião do Deserto (The Plainsman, 1936)

  • A História de Frank James (The Westerner, 1940)

  • Rio Vermelho (Along Came Jones, 1945)

  • Matar ou Morrer (High Noon, 1952)

  • O Homem do Oeste (Man of the West, 1958)

  • Dallas, Cidade do Ódio (Dallas, 1950)

  • Vera Cruz (Vera Cruz, 1954)

Vida Pessoal
Gary Cooper casou-se em 1933 com Veronica Balfe (conhecida como Sandra Shaw), uma socialite e atriz ocasional. O casal teve uma filha, Maria Cooper. Apesar da imagem pública de homem íntegro, Cooper teve relacionamentos extraconjugais notórios com atrizes como Clara Bow, Lupe Vélez e Patricia Neal. Era conhecido por sua discrição e vida reservada fora dos estúdios.

Morte do ator
Gary Cooper faleceu em 13 de maio de 1961, em Beverly Hills, Califórnia, vítima de câncer de próstata, apenas seis dias após completar 60 anos. Sua morte causou grande comoção em Hollywood e entre o público, sendo lembrado como um dos últimos símbolos da era de ouro do cinema clássico americano.

Prêmios e Reconhecimentos

  • Oscar de Melhor Ator por Sargento York (1941)

  • Oscar de Melhor Ator por Matar ou Morrer (1952)

  • Oscar Honorário (1961) pelo conjunto da obra

  • Globo de Ouro de Melhor Ator por Matar ou Morrer (1952)

  • Estrela na Calçada da Fama de Hollywood

Legado
Gary Cooper é lembrado como um dos maiores ícones da história do cinema americano. Sua atuação contida, natural e carismática influenciou gerações de atores, incluindo Clint Eastwood e Kevin Costner. Representou, em seus papéis, o ideal do herói americano — corajoso, justo e de princípios firmes. Até hoje, é símbolo do faroeste clássico e do cinema de integridade moral e simplicidade.

domingo, 1 de julho de 2001

Cine Western - Gary Cooper - Cronologia

Cronologia – Gary Cooper

1901 – Nasce em 7 de maio, em Helena, Montana (EUA), com o nome de Frank James Cooper.

1910–1912 – Muda-se para a Inglaterra, onde estuda por alguns anos.

1914 – Retorna aos Estados Unidos e cresce em um rancho em Montana, desenvolvendo gosto por cavalos e o ambiente rural — algo que marcaria sua carreira nos faroestes.

1924 – Muda-se para Los Angeles e começa a trabalhar como figurante em filmes mudos, especialmente em produções de faroeste.

1926 – Ganha destaque em O Álamo – O Despertar de uma Nação (The Winning of Barbara Worth), tornando-se conhecido em Hollywood.

1929 – Torna-se astro com o sucesso de Asas (Wings), primeiro filme a ganhar o Oscar de Melhor Filme.

1930–1935 – Consolida sua carreira com filmes de aventura e romance, como Marrocos (Morocco, 1930), ao lado de Marlene Dietrich, e Adeus às Armas (A Farewell to Arms, 1932).

1936 – Estoura como astro com A Mulher Faz o Homem (Mr. Deeds Goes to Town), de Frank Capra, que o transforma em símbolo do americano idealista.

1939 – Brilha em O Galante Aventureiro (Beau Geste) e firma-se como um dos atores mais respeitados de Hollywood.

1941 – Vence seu primeiro Oscar de Melhor Ator por Sargento York (Sergeant York).

1942 – Interpreta Lou Gehrig em O Ídolo de Cristal (The Pride of the Yankees), papel aclamado pela crítica.

1943 – É indicado novamente ao Oscar por Por Quem os Sinos Dobram (For Whom the Bell Tolls), baseado no romance de Ernest Hemingway.

1952 – Ganha o segundo Oscar de Melhor Ator por Matar ou Morrer (High Noon), um dos faroestes mais importantes da história do cinema.

1954 – Atua ao lado de Burt Lancaster em Vera Cruz, clássico do western dirigido por Robert Aldrich.

1958 – Protagoniza O Homem do Oeste (Man of the West), considerado seu último grande faroeste.

1960 – Recebe um Oscar Honorário pelo conjunto da obra, entregue por James Stewart em uma cerimônia marcada pela emoção.

1961 – Morre em 13 de maio, aos 60 anos, em Beverly Hills, vítima de câncer de próstata.

Pós-1961 – Sua imagem permanece como símbolo do herói americano clássico, sendo reverenciado por críticos, historiadores e colegas do cinema.

Cine Western - Gary Cooper - Curiosidades

Curiosidades sobre Gary Cooper
  1. Nome artístico acidental – Seu nome verdadeiro era Frank James Cooper, mas adotou “Gary” por sugestão de um amigo que o comparou aos homens durões de Gary, Indiana.

  2. Começo como dublê de cavalo – Antes de ser astro, Cooper começou como figurante e dublê em cenas de cavalgadas e quedas em filmes de faroeste. Seu talento com cavalos e postura natural o destacaram entre dezenas de aspirantes.

  3. Estilo minimalista de atuação – Cooper ficou conhecido por atuar com poucos gestos e falas curtas. Essa forma contida e autêntica de interpretar influenciou atores como Clint Eastwood, James Stewart e Kevin Costner.

  4. Amigo de Ernest Hemingway – Era grande amigo do escritor Ernest Hemingway, que o admirava e se inspirou nele para personagens masculinos de suas obras. Cooper, por sua vez, estrelou Por Quem os Sinos Dobram, adaptação de um dos romances mais famosos de Hemingway.

  5. Ídolo de John Wayne – John Wayne considerava Cooper um de seus maiores modelos. Quando Cooper adoeceu, Wayne recebeu o Oscar honorário em seu nome, emocionado e com lágrimas nos olhos.

  6. Figura reservada fora das telas – Apesar de ser um dos maiores galãs de Hollywood, Cooper evitava festas e vida noturna. Era descrito como tímido, introspectivo e avesso ao estrelato.

  7. Relações amorosas marcantes – Teve romances com estrelas como Clara Bow, Marlene Dietrich, Lupe Vélez e Patricia Neal. O caso com Neal, inclusive, abalou seu casamento e foi amplamente noticiado na época.

  8. Amor pela natureza – Cooper amava caçar, pescar e cavalgar. Costumava passar meses em seu rancho em Sun Valley, Idaho, longe da agitação de Hollywood.

  9. Herói de guerra “não oficial” – Embora não tenha servido nas Forças Armadas, foi tão identificado com o ideal americano durante a Segunda Guerra Mundial que recebeu homenagens de veteranos e até de generais norte-americanos.

  10. Influência duradoura – Sua postura firme, o jeito calmo e a moral inabalável o transformaram em um arquétipo do herói americano. Décadas depois, diretores como Fred Zinnemann e Clint Eastwood citaram-no como referência direta na construção de personagens do faroeste moderno.

segunda-feira, 11 de junho de 2001

A Guerra Fria: A Divisão da Alemanha

Guerra Fria: A Divisão da Alemanha
A Guerra Fria transformou profundamente o cenário político mundial após o fim da Segunda Guerra Mundial, e um dos símbolos mais marcantes dessa rivalidade foi a divisão da Alemanha. Derrotada em 1945, a Alemanha foi ocupada pelas potências vencedoras do conflito: Estados Unidos, União Soviética, Reino Unido e França. O território alemão foi dividido em quatro zonas de ocupação administradas por essas nações. A capital, Berlim, embora localizada dentro da área controlada pelos soviéticos, também foi repartida entre os aliados. Inicialmente, o objetivo era reconstruir o país e impedir o ressurgimento do militarismo alemão, mas rapidamente as diferenças ideológicas entre os vencedores criaram tensões profundas.

Com o agravamento da rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética, as zonas ocidentais passaram a se aproximar politicamente e economicamente, enquanto a área soviética adotava um modelo socialista alinhado a Moscou. Em 1949, essa divisão tornou-se oficial com a criação de dois estados alemães distintos: a Alemanha Ocidental, oficialmente chamada República Federal da Alemanha, e a Alemanha Oriental, conhecida como República Democrática Alemã. A Alemanha Ocidental recebeu apoio econômico dos Estados Unidos através do Plano Marshall, tornando-se rapidamente uma potência capitalista. Já a Alemanha Oriental ficou sob forte influência soviética e passou a adotar economia planejada e governo socialista de partido único.

A cidade de Berlim tornou-se o principal símbolo da divisão ideológica do mundo. Enquanto Berlim Ocidental representava o capitalismo e as influências do Ocidente, Berlim Oriental refletia o sistema socialista soviético. Durante os anos 1950, milhões de pessoas deixaram a Alemanha Oriental em direção ao lado ocidental, fugindo de dificuldades econômicas e da repressão política. Para impedir esse êxodo, o governo da Alemanha Oriental, com apoio soviético, construiu em 1961 o famoso Muro de Berlim. O muro separava famílias, amigos e bairros inteiros, tornando-se um dos maiores símbolos da Guerra Fria e da divisão entre os blocos capitalista e socialista.

O Muro de Berlim possuía forte vigilância militar e sistemas de segurança rigorosos para impedir fugas. Muitas pessoas tentaram atravessá-lo ao longo dos anos, algumas conseguindo escapar, enquanto outras perderam a vida na tentativa. A divisão da Alemanha também representava a disputa entre dois modelos políticos e econômicos opostos. No lado ocidental havia maior liberdade política, economia de mercado e influência cultural americana. Já no lado oriental predominavam o controle estatal, censura e vigilância constante exercida pelo governo e pela polícia secreta conhecida como Stasi. Essa realidade fez da Alemanha um dos principais palcos da tensão internacional durante décadas.

Ao longo dos anos 1980, a União Soviética começou a enfrentar uma grave crise econômica e política, enfraquecendo seu controle sobre o Leste Europeu. Reformas implementadas por Mikhail Gorbachev abriram caminho para mudanças profundas nos países socialistas. Em novembro de 1989, após grandes manifestações populares e crescente pressão política, ocorreu a queda do Muro de Berlim, evento que emocionou o mundo inteiro e simbolizou o fim da divisão entre os dois lados da cidade. Pessoas de ambos os lados atravessaram livremente as barreiras, celebrando um momento histórico que marcava o enfraquecimento definitivo do bloco soviético.

A reunificação da Alemanha aconteceu oficialmente em 1990, encerrando décadas de separação política e territorial. Pouco tempo depois, em 1991, a própria União Soviética foi dissolvida, marcando o fim da Guerra Fria. A divisão alemã deixou marcas profundas na sociedade, na economia e na memória histórica do país, cujas diferenças entre leste e oeste ainda podem ser percebidas em alguns aspectos até hoje. O Muro de Berlim permanece como um dos maiores símbolos do século XX, representando tanto os perigos da divisão ideológica quanto a esperança de reunificação e liberdade. A história da Alemanha durante a Guerra Fria continua sendo um dos exemplos mais importantes de como a rivalidade entre superpotências influenciou a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo.