quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Dahmer - Mente Assassina

Título no Brasil: Dahmer - Mente Assassina
Título Original: Dahmer
Ano de Lançamento: 2002
País: Estados Unidos
Estúdio: Blockbuster Films
Direção: David Jacobson
Roteiro: David Jacobson, David Birke
Elenco: Jeremy Renner, Bruce Davison, Artel Great

Sinopse:
Depois que seus pais vão embora, viver em outra cidade, o jovem Jeff Dahmer passa a morar sozinho. E ele tem muitos problemas mentais. Sua sede por matar outras pessoas, em especial jovens negros homossexuais, logo se transforma em uma maratona de matança sem fim. História baseada em fatos reais sobre um dos assassinos em série mais infames da história dos Estados Unidos. 

Comentários:
Eu assisti a praticamente todos os filmes sobre esse assassino em série. A história dele foi tão sórdida e absurda que parece nunca sair de cartaz. Esse filme aqui havia me escapado, mas recentemente assisti. Olha só, é um filme de mediano para fraco. Ele tem uma escolha certa de roteiro, que é justamente mostrar os anos em que o assassino estava em atividade criminosa. Não é como os demais filmes que procuram mostrar outras fases de sua vida, como a adolescência ou a infância. Não que aqueles filmes fossem ruins, muito pelo contrário, mas aqui o serial killer é mostrado em sua fase mais insana. Outro aspecto a considerar é que o filme intercala assassinatos em momentos diferentes de sua vida. É mostrado seu primeiro crime, contra um jovem que conheceu casualmente. Depois um jovem negro que até conseguiu escapar, sendo encontrado por policiais no meio da rua. Por fim um caso, digamos, genérico, para simbolizar todas as demais vítimas. Não espere por nada violento ou sangrento. Não é um filme slasher. Apenas uma crônica cinematográfica sobre uma mente muito, muito doentia. 

Pablo Aluísio.

Reze Depois de Ler

Título no Brasil: Reze Depois de Ler 
Título Original: The Ghost Writer
Ano de Lançamento: 2022
País: Reino Unido
Estúdio: Starfish Films
Direção: Paul Wilkins
Roteiro: Paul Wilkins
Elenco: Luke Mably, Andrea Deck, Robert Portal

Sinopse:
Um escritor em crise de criatividade decide ir passar algumas semanas na velha casa de seu pai, um escritor famoso e consagrado pela crítica e pelo público. A ideia logo se revela um grande erro, não apenas pela sombra do pai que sempre o perseguiu, mas também por eventos terríveis do passado que voltam para lhe atormentar a mente. 

Comentários:
Filme muito fraco! Eu assisti essa produção em um canal de streaming chamado Looke. Eles possuem um bom acervo de filmes clássicos, o que não me fez ter arrependimentos de ter assinado sua plataforma, mas em relação a filmes novos, não posso chegar em outra conclusão: a maioria é de filmes bem fracos mesmo! Esse é um exemplo. Um filme sem personalidade, com roteiro mal escrito, indo apenas pela casualidade dos acontecimentos, nunca convencendo plenamente. Quem pensa que fazer filmes de suspense ou terror é algo fácil, pode desistir. E a coisa fica ainda pior quando tentam entrar no complicado ramo dos filmes de terror psicológico. Nesse ramo você afundará completamente se não tiver talento para filmar as histórias. Esse diretor deveria ter aprendido essa lição básica antes de entrar nessa canoa furada! 

Pablo Aluísio.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Forca para os Assassinos

Título no Brasil: Forca para os Assassinos
Título Original: Vendo cara la pelle
Ano de Lançamento: 1968
País: Itália
Estúdio: Cinemar
Direção: Ettore Maria Fizzarotti
Roteiro: Giovanni Simonelli
Elenco: Mike Marshall, Michèle Girardon, Valerio Bartoleschi

Sinopse:
Também conhecido no Brasil como "Vendo Caro Minha Pele" o faroeste "Forca Para os Assassinos" conta a história de Shane (Marshall). No passado, quando era apenas uma criança, ele viu seus pais serem assassinados por causa da posse de uma mina de ouro. Agora, já adulto, ele retorna para sua cidade natal em busca de vingança. 

Comentários:
Mais um western spaghetti típico dos anos 60. A história não traz maiores novidades, embarcando naquela velha fórmula da vingança de parentes mortos. E o roteiro nem esconde que copiou mesmo na cara de pau vários elementos de filmes americanos famosos de western. Entre eles, o mais óbvio, é "Os Brutos Também Amam", tanto que o protagonista também se chama Shane, há um garotinho, sua mãe indefesa vivendo em um rancho e vilões bem asquerosos, gananciosos e assassinos sem nenhuma culpa. Agora, para não ficar apenas nos aspectos negativos do filme deixo aqui um pequeno elogio. A produção é até muito digna, com bons cenários, cavalos bonitos, etc. O cinema italiano já era uma indústria naquela época e nesse ponto eles não vacilavam. Por fim, ao contrário de muitos atores italianos que se passavam por norte-americanos, Mike Marshall era realmente nascido na Califórnia. Com o sucesso do spaghetti muitos profissionais americanos cruzaram o oceano em direção à Europa em busca de trabalho e novas oportunidades na carreira. 

Pablo Aluísio.

El Condor

Título no Brasil: El Condor
Título Original: El Condor
Ano de Produção: 1970
País: Estados Unidos
Estúdio: National General Pictures
Direção: John Guillermin
Roteiro: Larry Cohen, Steven W. Carabatsos
Elenco: Lee Van Cleef, Jim Brown, Patrick O'Neal, Marianna Hill, Iron Eyes Cody, Elisha Cook Jr.

Sinopse:
Um fugitivo da prisão e um ladrão vigarista se unem para roubar uma forte mexicano localizado no deserto. O lugar é fortemente protegido e contém entre seus muros uma fortuna em ouro. Para ajudá-los a dupla consegue quase cem guerreiros da tribo Apache para invadir a guarnição militar.

Comentários:
Um filme curioso de western. Apesar de ser uma produção americana os produtores decidiram que o filme seria feito na Espanha, nos mesmos desertos onde eram filmados os faroestes italianos. Assim temos um western Made in USA com requintes e características do conhecido Western Spaghetti. O resultado ficou muito bom, um filme divertido, que não esquece também de desenvolver o lado do humor. Aliás é mais do que interessante ver o ator Lee Van Cleef atuando aqui. Ele que sempre interpretou tipos durões, sérios, com poucas palavras e ótima mira, aqui muda o tom, adotando um jeito mais sarcástico, mais picareta. O seu trabalho de atuação por essa razão ficou bem diferente. Já o ator Jim Brown foi uma escolha mais política, para dar melhores papéis de destaque dentro do cinema para atores negros. Um efeito da luta dos direitos civis nos Estados Unidos. Seu trabalho de dobradinha ao lado de Cleef funcionou muito bem. O diretor John Guillermin ficaria mais conhecido alguns anos depois quando iria dirigir o remake dos anos 70 para o clássico "King Kong". No mais é um faroeste bem movimentado, com várias cenas de ação. Mais violento até do que o habitual vai cair como uma luva para quem gosta do estilo de faroeste europeu, aqui contando com o bom gosto das produções americanas.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

M, o Vampiro de Dusseldorf

Título no Brasil: M, o Vampiro de Dusseldorf 
Título Original: M - Eine Stadt sucht einen Mörder
Ano de Lançamento: 1931
País: Alemanha
Estúdio: Nero-Film AG
Direção: Fritz Lang
Roteiro: Fritz Lang
Elenco: Peter Lorre, Ellen Widmann, Inge Landgut

Sinopse:
Um assassino em série começa a matar crianças na Alemanha. Isso apavora toda a sociedade. Os policiais passam a ser pressionados por todos, mas sem apresentar avanços concretos. Então o próprio submundo do crime decide pegar esse monstro, usando para isso de moradores de rua. E seus planos, para surpresas de muitos, acabam dando resultados. 

Comentários:
Desde que me tornei cinéfilo, lá nos anos 80, sempre ouvi falar muito desse clássico que está prestes a completar 100 anos! Só que nunca havia assistido durante todos esses anos. Só recentemente o vi pela primeira vez. De fato fiquei impressionado pelo filme. Tudo o que diziam dele em termos de inovação e ousadia pôde ser confirmado. Um roteiro muito bem escrito, excelentes tomadas de cena e tudo mais que notabilizou esse grande diretor Fritz Lang. As atrocidades cometidas pelo assassino nunca são mostradas, apenas sugeridas, de forma muito talentosa aliás. Durante muitos anos se afirmou que o filme era na realidade uma metáfora sobre a subida dos nazistas ao poder na Alemanha, algo que estava acontecendo justamente quando o filme foi produzido. Isso custou muito a Fritz Lang. Ele precisou fugir da Alemanha para não ser morto pelos nazis e foi para os Estados Unidos. Fez uma boa carreira em Hollywood, mas nada que pudesse ser comparado a esse filme. Sem dúvida essa foi a obra-prima de toda a sua vida! 

Pablo Aluísio.

Uma Ponte Longe Demais

Uma Ponte Longe Demais
Um dos clássicos filmes de guerra dos anos 1970. É um daqueles filmes que não se fazem mais nos dias de hoje, com grande elenco, produção requintada e fatos históricos relevantes. A história se passa durante a segunda guerra mundial quando as forças aliadas colocam em prática uma perigosa operação que tinha como objetivo enviar militares atrás das linhas inimigas, logo após a invasão da Normandia no chamado Dia D. A intenção era realmente cercar as forças do Eixo, dos nazistas, para que eles não tivessem para onde ir. Claro que tudo terminaria em uma grande batalha sangrenta. 

Como eu já escrevi, o filme tem mesmo um grande elenco, contando com grandes atores. O problema é que a história é bem fragmentada, pois são vários personagens em situações diversas, todos colaborando entre si no enredo do filme para que a operação fosse bem sucedida. Assim atores como Sean Connery, Anthony Hopkins e Robert Redford apenas tangenciam em seus arcos narrativos, nunca ganhando o espaço necessário. Talvez tivesse sido melhor fazer uma minissérie ou diversos filmes sobre cada personagem. Com grande duração (quase 3 horas de filme) esse clássico moderno também rendeu algumas piadinhas na época, se dizendo que o filme era longo demais! Enfim, ignore. Assista por suas qualidades cinematográficas e aprecie, nada mais do que isso. 

Uma Ponte Longe Demais (A Bridge Too Far, Reino Unido, Estados Unidos, 1977) Direção: Richard Attenborough / Roteiro: Cornelius Ryan, William Goldman / Elenco: Sean Connery, Laurence Olivier, Robert Redford, Anthony Hopkins, Michael Caine, Ryan O'Neal / Sinopse: O filme mostra uma reconstiuição histórica de uma importante operação das forças militares aliadas durante a segunda guerra mundial. 

Pablo Aluísio.

domingo, 15 de dezembro de 2024

John Lennon - Wedding Album

John Lennon - Wedding Album
Esse disco foi lançado para celebrar o casamento de John Lennon com Yoko Ono. Foi uma grande notícia nos jornais de todo o mundo. Naquela época Lennon ainda fazia parte dos Beatles, mas no fundo não queria mais gravar com seus companheiros de banda. Como ele mesmo declarou, não via mais sentido em ficar ao lado dos amigos da escola. Quando um homem se casa ele quer mesmo é ficar ao lado de sua esposa. Bom, um pensamento que iria destruir os Beatles em poucos meses pois durante uma reunião realizada pouco tempo depois na sede da Apple John iria informar a todos que estava fora da banda. De qualquer maneira ele quis mesmo com esse disco celebrar sua união com a japonesa Yoko Ono, por quem era perdidamente apaixonado. 

Também foi o último disco de sua trilogia de sons experimentais. Não espere encontrar musicalidade nesse disco porque ele não tem músicas. Apenas sons aleatórios, barulho, gritaria, arrotos e até peidos! Acredite, tem até disso nesse mural sonoro indigesto. John achava que esse seria o futuro do som, sendo a música substituída por esse tipo de "sonoridade". Sinceramente, não dá para ouvir. É muito chato e insuportável. Acredito que Lennon queria acima de tudo tirar uma onda com os que o criticavam. E as loucuras não paravam por aí. John queria que os 100 primeiros compradores do disco levassem uma fatia do bolo de seu casamento! A gravadora conseguiu, a duras penas, convencer John que isso seria impossível. As lojas de discos não iriam receber bolo nenhum e esse tipo de comida iria se estragar. Enfim, mais uma maluquice do Lennon, aqui em sua fase de loucura total!

John Lennon - Wedding Album (1969)
John & Yoko
Amsterdam

Pablo Aluísio. 

George Harrison - Living in the Material World

George Harrison - Living in the Material World
Depois do fim dos Beatles, George lançou um ótimo álbum triplo chamado "All Things Must Pass". Sucesso de público e crítica, esse disco foi mesmo uma explosão de criatividade para ele, com muitas músicas que tinham sido compostas na época dos Beatles, mas que não tinham encontrado espaço na discografia do famoso grupo. Então quando os Beatles acabaram, George deu início em sua carreira solo. Esse foi o seu segundo disco. Curiosamente ele levaria três anos sem lançar algo de novo no mercado. Parecia exausto depois dos Beatles e do lançamento de seu primeiro álbum solo nessa nova fase. 

Esse "Living in the Material World" trazia muitas letras de natureza espiritualista. O próprio nome do disco, "Vivendo no Mundo Material" dava pistas sobre isso. George nunca perdeu seu fascínio pelas religiões orientais e sua filosofia. Por essa razão quando se viu livre do controle de Paul e John, ele passou a desenvolver melhor seu trabalho como letrista, trazendo aspirações e pensamentos bem pessoais. E talvez esse excesso de religiosidade também tenha atrapalhado as vendas desse segundo disco. As pessoas em geral não tinham mais muito interesse nesse tipo de material. Muitos achavam coisa de hippie velho! No final das contas esse repertório não fez sucesso. Até mesmo a música mais trabalhada pela gravadora,  "Give Me Love (Give Me Peace on Earth)", teve pouca repercussão nas rádios. Assim George acabou experimentando o primeiro disco mal sucedido em vendas de sua carreira. 

George Harrison - Living in the Material World (1973)
Give Me Love (Give Me Peace on Earth)
Sue Me, Sue You Blues
The Light That Has Lighted the World
Don't Let Me Wait Too Long
Who Can See It
Living in the Material World
The Lord Loves the One (That Loves the Lord)
Be Here Now
Try Some, Buy Some"
The Day the World Gets 'Round
That Is All

Pablo Aluísio. 

sábado, 14 de dezembro de 2024

Elvis Presley - Kissin' Cousins - Parte 4

Elvis Presley - Kissin' Cousins - Parte 4
No disco de vinil original de 1964 a canção "Anyone (Could Fall in Love with You)"  abria o Lado B. Eu até gosto dessa balada romântica, mas verdade seja dita, ela não entraria numa lista de melhores músicas lentas da carreira de Elvis dos anos 60. Para muitos ela tem uma melodia meio enjoativa. Dá para ouvir algumas vezes, apreciando o trabalho de Elvis e os Jordanaires (bem presentes na faixa), mas nada muito além disso. Elvis tinha capacidade de fazer algo bem melhor do que isso, vamos ser bem sinceros. 

Eu sempre achei mais do que curioso um filme protagonizado por personagens caipiras contar com uma trilha sonora sem country music de verdade! Eu digo de verdade, porque "Barefoot Ballad" é uma pop music que tira sarro do lado caipira da América. Aqui temos Hollywood tirando uma onda com a caipirada do sul! Pois é, meus caros, acredito que entenderam bem isso. Nunca gostaram dessa música lá nas montanhas do Kentucky, pode ter certeza disso!

Agora, dito isso, devo confessar que sempre achei "Barefoot Ballad" muito divertida! Eu tenho problemas de avaliar esse álbum com muita objetividade porque eu tenho um vínculo emocional com esse disco. Eu estava na infância e já ouvia essa trilha sonora, então, para uma criança, uma música como essa era pura diversão! Não tem como negar isso, em nenhum aspecto. Sinceridade vale ouro!

Já "Once Is Enough" é uma tentativa de ser fazer algo mais sério. A gravação em estúdio ficou boa, não tem como negar. O solo de sax ficou muito bom! O problema é que é justamente na cena em que essa música é apresentada no filme que um casal de bailarinos leva um tombo! E o diretor Gene Nelson deixou esse erro entrar no corte final. Assim uma boa música acabou sendo manchada por um amadorismo absurdo que não poderia ocorrer em um filme feito pela MGM, um dos grandes estúdios de musicais da história de Hollywood! Que lástima!

Pablo Aluísio. 

The Beatles - Beatles For Sale - Parte 4

The Beatles - Beatles For Sale - Parte 4
É curioso e interessante, mas eu sempre ouvi a canção "Baby's in Black" como uma espécie de ensaio para o que viria depois, com "Eleanor Rigby". Diria que as duas músicas são almas gêmeas, com o mesmo tipo de feeling! Sim, porque fato inegável é que essa faixa do Beatles For Sale foge mesmo da antiga fórmula das primeiras músicas dos Beatles. Pense bem. A protagonista é uma "garota de preto" cuja letra soa muito mais sombria do que poderia se imaginar. Paul McCartney, já nessa época, nessa fase primeira dos Beatles, já deixava claro que estava pronto para alcançar horizontes bem mais amplos. 

Paul costuma dizer que muitas de suas melhores músicas trazem personagens de mera ficção que ele utilizou ao longo dos anos. Nesse caso a tal garota vestida de preto seria mais uma delas, ou melhor dizendo, a primeira personagem de literatura que Paul inseria nos álbuns dos Beatles. Enfim, mostrava mesmo como Paul era diferenciado na criação de suas próprias canções. 

"Every Little Thing" não é tão inovadora como a faixa anterior, mas isso não significa que ela não seja outra bela surpresa. Eu iria além e penso que essa canção tem um sabor claramente oriental. Ela me lembra músicas criadas em um mundo antigo, em uma grande cidade de fusão cultural entre a tradição ocidental e oriental, como Constantinopla!

Veja sua marcação de ritmo, inclusive com pontuação de refrão que realmente foge do que se costumava ouvir na música pop dos anos 60. Ela tem um estilo diria até mesmo épico, por mais estranho que isso possa parecer. O vocal está com John Lennon, aqui com voz duplicada em estúdio. Enfim, uma faixa que até hoje impressiona por sua singularidade fora dos padrões. 

Pablo Aluísio.