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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Willie Boy

Willie Boy 
Eu sempre gostei muito do trabalho do ator Robert Redford e durante todos esses anos procurei assistir a praticamente todos os seus filmes. Só que nem todos consegui ver na época, alguns me escaparam. Esse "Willie Boy" foi um deles. Felizmente nesse fim de semana finalmente assisti. Pode ser considerado um western moderno pois a história, que foi baseada em um fato histórico real, já se passa no momento em que o velho oeste estava morrendo, dando lugar a carros e estradas por todo o país. Para muitos historiadores foi a última grande história do western tradicional. E nesse momento de transição entre eras, existiu de fato um nativo americano chamado Willie Boy. Ele era daquele tipo de sujeito que não levava desaforo para casa e gostava muito de beber. Uma combinação não muito recomendável e completamente explosiva. Assim, quando brigou com o pai de uma garota pela qual era apaixonado, a situação saiu do controle e ele o matou. Depois do crime precisou fugir para o deserto, levando sua amada junto. Uma fuga a pé, de puro desespero pessoal. 

Isso criou uma enorme caçada humana liderada por um xerife branco chamado Cooper, personagem interpretado justamente pelo Robert Redford. Ele organizou um grupo e foi para o deserto em busca do Willie Boy. Foi uma situação delicada porque o presidente dos Estados Unidos estava visitando aquela região naquele exato momento, então a coisa toda tomou proporções enormes. Não era apenas caçar um fugitivo no deserto. De repente virou até mesmo uma questão de segurança nacional, ainda mais depois que boatos afirmarem que Willie Boy estava organizando um levante indígena. Não era verdade, mas as pessoas da época acreditaram. 

O desfecho do filme não está totalmente de acordo com os fatos históricos, mas mantém uma certa linha de coerência. A cena final do xerife de Redford caçando Willie Boy nas montanhas daquele deserto rochoso é ótima! Ficaria muito bem em qualquer faroeste clássico da velha Hollywood. Só que esse filme na verdade foi produzido no final dos anos 1960 (sendo mais exato, 1969), quando o próprio movimento Hippie encontrava seu fim (graças aos alucinados da família Manson). O mundo estava mudando, assim como aconteceu na história original que o filme contava.  Enfim, gostei do filme. É um daquele tipo de western que começa meio vacilante, mas que vai pegando ritmo com o passar do tempo. No final ficamos com a certeza de termos assistido a um grande filme. Merece ser redescoberto. 

Willie Boy (Willie Boy, Estados Unidos, 1969) Direção: Abraham Polonsky / Roteiro: Harry Lawton, Abraham Polonsky / Elenco: Robert Redford, Robert Blake, Katharine Ross, Susan Clark / Sinopse: História baseada em fatos reais. Um nativo americano chamado Willie Boy (Black) mata um homem e foge para o deserto. O xerife Cooper (Redford) então organiza um grupo para localizar e prender o assassino. E essa perseguição acaba se tornando uma verdadeira caçada humana no meio de um deserto verdadeiramente infernal. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

O Nimitz Volta ao Inferno

Título no Brasil: O Nimitz Volta ao Inferno
Título Original: The Final Countdown
Ano de Produção: 1980
País: Estados Unidos
Estúdio: Bryna Productions
Direção: Don Taylor
Roteiro: Thomas Hunter, Peter Powell
Elenco: Kirk Douglas, Martin Sheen, Katharine Ross, James Farentino, Ron O'Neal, Charles Durning

Sinopse:
Rompendo as barreiras que separam o tempo e o espaço, o USS Nimitz, Um porta-aviões moderno da Marinha dos Estados Unidos é lançado no tempo até 1941, perto do Havaí, poucas horas antes do ataque japonês a Pearl Harbor.

Comentários:
Muita gente ficou surpresa com esse filme em seu lançamento original nos cinemas, no começo da década de 1980. Isso porque o público em geral pensava que iria assistir a um filme de guerra convencional. Afinal era estrelado pelo veterano Kirk Douglas. A história se passava em um porta-aviões da US Navy. Porém na realidade não era disso que o filme tratava. Era uma ficção, muito fora dos padrões da época, envolvendo viagem no tempo, noções de física quântica e tudo o mais que ninguém tinha a menor ideia em ver nesse tipo de filme. E assim esse estranho "O Nimitz Volta ao Inferno" virou uma peça rara dentro do cinema americano. Claro que os antigos fãs de Kirk Douglas não gostaram da proposta do filme. Porém os mais jovens curtiram, livrando o filme de se tornar um fracasso de bilheteria. Embora não tenha sido sucesso, se pagou e gerou um pequeno lucro para o estúdio. E, apesar de tudo, não podemos deixar de reconhecer a coragem de Kirk Douglas. Naquela fase da carreira ele teve ousadia em atuar aqui. Mostrou que não tinha receios de inovar, procurar por novos rumos em sua filmografia.

Pablo Aluísio.