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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Minha Amada Imortal

Título no Brasil: Minha Amada Imortal
Título Original: Immortal Beloved
Ano de Lançamento: 1994
País: Estados Unidos / Reino Unido
Direção: Bernard Rose
Roteiro: Bernard Rose
Elenco: Gary Oldman, Jeroen Krabbé, Isabella Rossellini, Johanna Ter Steege, Marco Hofschneider e Valeria Golino.

Sinopse:
Minha Amada Imortal começa logo após a morte de Ludwig van Beethoven, em 1827. Entre seus pertences é encontrada uma carta endereçada a uma misteriosa mulher identificada apenas como sua "Amada Imortal". Beethoven havia escrito que ela era a pessoa a quem pertencia seu coração, mas jamais revelou claramente sua identidade. Anton Schindler, interpretado por Jeroen Krabbé, decide descobrir quem era aquela mulher e começa uma investigação que o leva a diferentes momentos da vida do compositor. A narrativa apresenta Beethoven, interpretado por Gary Oldman, como um homem genial, apaixonado e extremamente difícil, marcado por crises de temperamento, isolamento e pelo avanço de sua surdez. Durante a investigação, Schindler encontra três mulheres importantes na vida do compositor: Giulietta Guicciardi, interpretada por Valeria Golino; Josephine Brunsvik, interpretada por Isabella Rossellini; e Anna Marie Erdödy, vivida por Johanna Ter Steege. O filme reconstrói os relacionamentos amorosos e familiares de Beethoven enquanto procura descobrir qual delas poderia ser a destinatária da famosa carta. Paralelamente, somos apresentados a acontecimentos decisivos da trajetória do compositor, incluindo sua luta contra a surdez e os conflitos familiares que influenciaram profundamente sua personalidade. A investigação funciona como estrutura narrativa para uma história sobre amor, genialidade, solidão e sofrimento, culminando em uma interpretação cinematográfica da identidade da misteriosa mulher.

Comentários:
Quando Minha Amada Imortal foi lançado nos Estados Unidos em dezembro de 1994, a crítica americana demonstrou grande respeito pela atuação de Gary Oldman, embora tenha recebido o filme de maneira mais dividida quando comparado a outras cinebiografias musicais. O The New York Times, em crítica de Janet Maslin, destacou a intensidade da interpretação de Oldman e a maneira como o ator transforma Beethoven em uma figura simultaneamente fascinante e difícil de suportar. A Variety também elogiou o protagonista, observando que Oldman interpreta o compositor com uma energia quase explosiva, especialmente nas cenas que mostram sua irritabilidade e seu sofrimento. A revista Entertainment Weekly considerou que o filme possuía momentos visualmente impressionantes e uma trilha sonora extraordinária, mas questionou a liberdade com que Bernard Rose tratava determinados episódios da vida de Beethoven. O Los Angeles Times destacou a presença física de Oldman e sua capacidade de transmitir a angústia de um compositor que gradualmente perde a audição, justamente o sentido que mais necessitava para exercer sua profissão. A crítica também reconheceu a ambição do filme ao tentar transformar uma das grandes figuras da história da música em um personagem dramático e romântico. O desempenho de Oldman é, sem dúvida, o elemento central da produção: ele não procura apresentar Beethoven simplesmente como um gênio incompreendido, mas como um homem profundamente contraditório, capaz de crueldade, ternura, arrogância e vulnerabilidade. A música de Beethoven é utilizada constantemente para expressar aquilo que o personagem não consegue dizer verbalmente, criando uma ligação entre sua vida emocional e sua obra. Para muitos críticos, esse foi justamente o maior mérito de Bernard Rose: fazer com que o espectador experimentasse a música como parte da psicologia do protagonista.

Ao mesmo tempo, Minha Amada Imortal recebeu críticas por apresentar como fato uma teoria que permanece historicamente não comprovada. A identidade da mulher a quem Beethoven se referia na famosa carta continua sendo objeto de debate entre estudiosos, e o filme escolhe uma solução dramática bastante específica. O Washington Post e outras publicações americanas chamaram atenção para a liberdade tomada pelos realizadores ao preencher as lacunas da biografia do compositor com romance e melodrama. A estrutura investigativa, entretanto, permite que o filme viaje constantemente entre passado e presente, apresentando diferentes períodos da vida de Beethoven sem seguir uma cronologia tradicional. A fotografia de Peter Suschitzky e a direção de Bernard Rose criam uma atmosfera romântica e sombria, particularmente adequada à personalidade atormentada do compositor. Comercialmente, a produção teve desempenho modesto, arrecadando cerca de US$ 9 milhões nos Estados Unidos, mas alcançou uma vida posterior bastante significativa entre admiradores de cinema e música clássica. A atuação de Gary Oldman tornou-se a principal razão para a permanência do filme no imaginário dos espectadores, especialmente porque o ator consegue representar a surdez de Beethoven sem reduzir o personagem ao sofrimento físico. A utilização de obras como a Nona Sinfonia, a Sonata ao Luar e outras composições fundamentais aumenta consideravelmente a força emocional das cenas. Embora não possua a precisão histórica de uma biografia acadêmica, Minha Amada Imortal funciona como uma interpretação cinematográfica apaixonada da vida do compositor. O filme também é interessante quando comparado a Amadeus: enquanto Miloš Forman utiliza Mozart e Salieri para discutir genialidade e inveja, Bernard Rose concentra-se na solidão, no amor impossível e na luta de Beethoven contra seu próprio destino. No conjunto, Minha Amada Imortal permanece como uma das mais populares cinebiografias cinematográficas de Beethoven, principalmente pela interpretação visceral de Gary Oldman e pela maneira como transforma a música do compositor em parte essencial da narrativa dramática.

Erick Steve. 

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Anna Karenina

Título no Brasil: Anna Karenina
Título Original: Anna Karenina
Ano de Lançamento: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Bernard Rose
Roteiro: Bernard Rose
Elenco: Sophie Marceau, Alfred Molina, Sean Bean, James Fox, Mia Kirshner, Danny Huston

Sinopse:
Na aristocrática e luxuosa sociedade russa dos tempos dos czares, a jovem Anna Karenina (Sophie Marceau) se casa com um homem mais velho e rico e acaba se apaixonando mesmo por um conde de sua idade, o que a coloca em rota de colisão entre seus sentimentos e o comportamento moral que se espera de uma mulher de sua posição. 

Comentários:
Mais uma versão para o cinema para o eterno livro escrito por Liev Tolstói. Esse é, ao meu ver, um estudo literário sobre traição e as pequenas e grandes hipocrisias que existem na chamada classe alta, a elite da aristocracia, que tem dinheiro, status e poder, mas não tem princípios morais fortificados ou algo parecido com isso. Nessa versão eu destacaria a presença e o trabalho da bela atriz francesa Sophie Marceau. Sempre achei ela realmente ótima, além de ser linda, com aqueles olhos de oceano. E ela contou com um elenco de bons atores dando suporte para sua interpretação inspirada. A produção é novamente classe A. Não há como filmar essa história sem ter uma ótima produção por trás. Aliás recriar a sociedade russa de séculos no passado sempre exigiu muito em termos de produção, figurinos, cenários e direção de arte. Então sempre teremos filmes de fina elegância para assistir. Isso, por si só, já faz valer a pena qualquer versão desse romance para cinéfilos de bom gosto. 

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Minha Amada Imortal

Título no Brasil: Minha Amada Imortal
Título Original: Immortal Beloved
Ano de Produção: 1994
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Bernard Rose
Roteiro: Bernard Rose
Elenco: Gary Oldman, Jeroen Krabbé, Isabella Rossellini

Sinopse:
Mundialmente famoso e respeitado, o compositor Ludwig van Beethoven (Gary Oldman) passa por uma forte e constante crise existencial por não conseguir manter um romance com a mulher que ama, uma dama da sociedade que está indisponível para ele por questões morais e de costumes. Para superar sua desilusão amorosa Beethoven resolve então se refugir em sua música, criando algumas das maiores obras primas de todos os tempos.

Comentários:
Já que estamos falando de filmes românticos vamos relembrar esse "Immortal Beloved" que fez um belo sucesso no mercado de vídeo no Brasil quando foi lançado na década de 1990. O compositor Ludwig van Beethoven não era um sujeito fácil de conviver. A despeito de ser um dos maiores gênios musicais da humanidade era também um sujeito mal humorado, turrão e brigão. Os relatos de pessoas que conviveram com ele são bem uniformes sobre esse aspecto de sua personalidade forte e muito mercurial. Não raro tinha acessos de fúria e descontava suas frustrações e raivas com quem estivesse por perto. E quem diria, por baixo de toda essa maneira rude de ser, também se escondia um romântico inveterado. O roteiro desse filme explora justamente esse aspecto tão pouco conhecido de sua vida - tão misterioso inclusive que só foi revelado aos historiadores muitas décadas após sua morte, quando cartas foram encontradas em velhos arquivos históricos empoeirados. Isso mistifica em certa parte a tormentosa personalidade de Beethoven pois talvez tudo fosse apenas fruto de sua própria frustração amorosa. De uma maneira ou outra, temos aqui um belo filme, com ótima produção filmada na linda República Tcheca e de bônus uma atuação maravilhosa por parte de Gary Oldman no papel principal. Uma película especialmente indicada para todos os românticos incuráveis.

Pablo Aluísio.