sábado, 26 de abril de 2025

Papa Francisco

Papa Francisco
Hoje foi sepultado o Papa Francisco. Sempre será lembrado por esse que escreve essas linhas como um bom homem que procurou priorizar os mais pobres, os marginalizados da sociedade. Não por acaso adotou o nome de Francisco, baseado na vida de Francisco de Assis, o santo conhecido em sua época como "o pobrezinho", um homem também de espírito elevado que procurava seguir os ensinamentos de Jesus ao pé da palavra. Ao ler que Jesus havia falado que devíamos abdicar de todos os bens terrenos, ele assim o fez, vivendo uma vida de pobreza e humildade. 

Um aspecto interessante do Papado de Francisco é que ele também sempre será lembrado como, muito provavelmente, o mais progressista (entenda-se esquerdista) de todos os Papas que já passaram pelo Vaticano. E isso se deu depois de dois Papas bem conservadores, João Paulo II e Bento XVI. Não é de se admirar que seus posicionamentos tenham criado certa controvérsia entre os conservadores (tanto os verdadeiros como os falsos). Eu nunca pensei assim, sempre o vi como um Humanista, acima de tudo, mas respeito os que pensam de forma diversa. 

Penso de modo diferente. Todas as pessoas possuem seu contexto de vida e isso delimita seus posicionamentos políticos e ideológicos na vida. Francisco foi um humanista cristão puro pois viveu os horrores da Ditadura Militar na Argentina. Ao ver seus amigos padres jesuítas sendo mortos pelos militares, não haveria outro posicionamento a se tomar. Claro que ele adotou um modo de pensar mais de acordo com a esquerda, não haveria como pensar diferente, ao viver tamanho brutalidade durante a sanguinária Ditadura Militar em seu país, mas no fundo ele priorizou mesmo o humanismo, não o esquerdismo. Foi acima de tudo uma defesa! Não se poderia compactuar com aqueles assassinos. 

Mas deixemos tudo isso de lado. Francisco foi acima de tudo um bom homem. Sim, ele muitas vezes bateu de frente com a visão mais conservadora da Igreja, mas isso também era de esperar. Para uma organização que já tem 2 mil anos de existência há de se supor que ela também seja moldada pelas mudanças dentro da própria sociedade. Não há como parar no tempo, com pensamentos e posições presas na rocha! Na cultura humana isso simplesmente não existe. Há de se ter algum avanço para frente. Francisco tentou esse tipo de posicionamento, embora tenha sofrido com isso uma intensa campanha de difamação, calúnia e destruição de reputação. Nesse aspecto também foi um herdeiro de Pio XII que também foi muito difamado e caluniado, tanto em vida como após sua morte. 

Tudo isso agora é história. E de história a Igreja Católica é imbatível. Tradição e história formam os alicerces dessa religião que já passou por tudo, mas ainda está aí. Penso que Francisco, como já frisei, será lembrado como um bom homem e um Papa controvertido. Tudo de acordo com o que ele pensava e pregava. Afinal dizia que devemos romper com certos tipos de mentalidades do passado. Ele estava mais do que certo nesse aspecto. Ao seu modo foi um homem livre e esse será, no meu ponto de vista, seu grande legado como Papa. 

Pablo Aluísio.

O Julgamento do Papa Formoso

O Julgamento do Papa Formoso
Quando o Papa Formoso subiu ao trono de Pedro no dia 6 de outubro de 891 o povo de Roma celebrou. Ele era bem visto dentro de um clero católico que era marcado pela corrupção. Naqueles tempos, hoje distantes, o poder de um Papa era maior do que o poder de qualquer rei, imperador ou monarca europeu. De certa forma todos os que tinham ambição de subir ao poder máximo em suas nações precisava da aprovação do Papa em Roma. 

E Formoso não era um Papa fácil de convencer nesse sentido. Ele não gostava da família Espoleto que almejava subir ao poder máximo do Sacro Império Romano-Germânico. Por essa razão não deu sua aprovação para tal. Também impediu a subida de pessoas corruptas ao trono do Patriarcado de Constantinopla. Do mesmo modo entrou na sucessão do trono da França, o que lhe rendeu muitos inimigos poderosos. De certa maneira muitos nobres da época queriam a morte de Formoso. 

O Pontificado de Formoso foi curto, durou apenas 4 anos. Ele escapou de várias tentativas de envenenamento, mas acabou morrendo de um AVC fulminante, que o matou enquanto ele estava sentado no trono de Pedro, numa audiência pública. Ao falecer tinha 80 anos de idade. Na Idade Média essa era uma expectativa de vida de surpreender, pois a maioria das pessoas morriam por volta dos 40 anos! 

Com sua morte todos os seus inimigos finalmente chegaram ao poder. Esses novos reis e imperadores subornaram o corrupto Papa Estêvão VI para que julgasse o Papa Formoso, com o objetivo de destruir sua reputação, ainda que ele estivesse morto. O que se deu depois foi um julgamento completamente bizarro!

O corpo em decomposição do Papa Formoso foi retirado de sua tumba e levado para uma sala de julgamentos no Vaticano. Colocaram seu corpo ali e começaram uma série de acusações contra o falecido. O corrupto Papa Estêvão VI apontava o dedo para o corpo de Formoso, dizendo que ele era herege e filho de Lúcifer. Depois tiraram as vestes papais do Papa morto e o condenaram. A sentença dizia que seus restos mortais deveriam ser jogados no Rio Tibre! E assim fizeram. Quando o povo de Roma soube de tudo houve um choque coletivo. Mesmo na Idade Média aquilo era demais! Uma coisa horrenda que revelava o lado corrupto e perverso do novo Papa. 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 25 de abril de 2025

O Brutalista

O Brutalista 
Esse filme conta a história do arquiteto László Toth. Judeu, conseguiu sobreviver ao campo de concentração nazista para onde foi enviado. Em liberdade, decidiu ir embora para os Estados Unidos. Conseguiu um pequeno trabalho na loja de móveis de um amigo, mas a verdade é que sua realidade era bem dura nesses primeiros tempos, chegando a trabalhar como peão comum em obras de construção civil para sobreviver. Sua sorte mudou quando foi contratado pelos filhos de um milionário para melhorar a biblioteca de sua mansão. Com o tempo esse mesmo magnata chamado Harrison Lee Van Buren o contrataria para a obra de sua vida, uma grande construção feita inicialmente para a comunidade, mas que com o tempo ganhou ares de revolução na arquitetura moderna. O interessante é que depois ficamos sabendo que essa obra teria se inspirada na crueza e na brutalidade dos próprios campos de concentração. Então a denominação de brutalismo para esse tipo de arquitetura estava mais do que adequada. Sua grande genialidade foi tornar suas tristes e amargas lembranças em uma obra-prima! Transformar o pesadelo do passado em algo bom, bonito, para deleite das pessoas. 

Em linhas gerais esse é um bom filme. Para o ator Adrien Brody significou o Oscar de melhor ator. Um prêmio que teve sua dose de controvérsia. Isso porque descobriu-se depois que a Inteligência Artificial havia sido utilizada para melhorar seu sotaque estrangeiro! Pois é, nem tudo o que você ouvirá nesse filme veio diretamente da boca do ator, mas de uma máquina! A que ponto chegamos! De qualquer maneira não vou aqui desmerecer seu trabalho de atuação. Ele se entrega mesmo ao papel, principalmente nas cenas mais complicadas, como o abuso de drogas por parte do protagonista. Foi uma vida sofrida, mas que gerou bons e belos frutos. Esse tipo de história merece mesmo ser contada pelo cinema. 

O Brutalista (The Brutalist, Estados Unidos, 2024) Direção: Brady Corbet / Roteiro: Brady Corbet, Mona Fastvold / Elenco: Adrien Brody, Felicity Jones, Guy Pearce / Sinopse: O filme conta a história real de um arquiteto judeu que imigra para os Estados Unidos após sobreviver a um campo de concentração nazista. Filme vencedor do Oscar nas categorias de melhor música, melhor direção de fotografia (Lol Crawley) e melhor ator (Adrien Brody). 

Pablo Aluísio. 

Stuart Sutcliffe: O Beatle que Foi Esquecido

Stuart Sutcliffe: O Beatle que Foi Esquecido
Documentário sobre esse Beatle que não chegou a ver o grande sucesso da banda. Ele morreu muito jovem, com apenas 21 anos de idade! Era grande amigo de John Lennon e apesar de não saber tocar direito foi colocado no grupo. Ele nunca saberia, por exemplo, que aquele pequeno grupo de amigos ingleses que tocavam covers de rocks americanos em boates de quinta categoria em Hamburgo na Alemanha, se tornaria a maior banda de rock da história!  Olhando para o passado foi algo bem trágico. Ele tinha toda uma vida pela frente, queria ser pintor, estava ao lado de uma garota alemã, a Astrid, que ele considerava o amor de sua vida. Assim morrer tão precocemente, realmente é uma história muito triste.

O que mais vale a pena nesse documentário, além de relembrar o próprio Stu, é o fato de que a história é contada por quem a viveu, em especial a própria Astrid. Essa mesmo história já foi contada pelo cinema no ótimo filme "Os Cinco Rapazes de Liverpool", mas aqui vemos as pessoas reais, relembrando os eventos reais. Não se trata de um roteiro para cinema. E nele ficamos sabendo que Stu morreu de uma hemorragia cerebral, causada por uma forte pancada. Lennon meio que se culpava de sua morte, pois houve mesmo um ato de violência entre os dois. Teria sido essa a causa de sua morte? Nunca saberemos ao certo, pois a verdade foi para o túmulo com quem a viveu! De qualquer forma podemos ver muitos paralelos entre ele e um de seus grandes ídolos, James Dean. Ele não apenas se parecia com Dean, mas de certa maneira viveu também uma tragédia pessoal muito semelhante. É a tal máxima de viver muito intensamente, de maneira rápida, para morrer jovem! Ele foi o James Dean da história dos Beatles e de quebra deixou sua voz imortalizada numa interessante versão em que cantava Love Me Tender do Elvis. Mais anos 50 do que isso, impossível! 

Stuart Sutcliffe: O Beatle que Foi Esquecido (Stuart Sutcliffe: The Lost Beatle, Inglaterra, 2005) Direção: Steve Cole / Roteiro: Steve Cole / Elenco: Stuart Sutcliffe, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison (em imagens de arquivo), Astrid Kirchherr,Tony Sheridan, Klaus Voormann / Sinopse: Documentário que resgata a figura do primeiro baixista dos Beatles, morto precocemente. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Redes do Crime

Redes do Crime 
Esse filme me lembrou muito de "Os Bons Companheiros" de Martin Scorsese. A história é muito parecida e curiosamente são dois filmes baseados em fatos reais. Na trama temos dois amigos. Eles foram criados em um bairro dominado pela Máfia de Boston. E ainda jovens eles passam a ser protegidos por um Capo da Cosa Nostra. Só que os anos passam e eles continuam sem oportunidades de crescer dentro da hierarquia do crime. Estão sempre fazendo os "serviços" sem importância. Coisa de gente mixuruca. Então decidem agir por contra própria, algo que sempre foi proibido pelas regras do crime organizado. 

De forma insensata e mal planejada eles decidem roubar um daqueles carros fortes que transportam dinheiro entre agências bancárias. Isso tudo realizado em plena luz do dia. Algo que vai causar muitos problemas para a dupla, e não apenas em relação aos policiais, mas aos mafiosos também que não deram ordens para que aquele tipo de crime fosse executado por alguma das famílias mafiosas da cidade. O tempo, obviamente fecha para eles. Gostei bastante desse filme. Apesar de ser bem mais modesto do que "Os Bons Companheiros", é um filme bem realizado com roteiro muito bom. É um retrato bem realista da entrada de jovens criminosos nesse tipo de organização criminosa. 

Redes do Crime (What Doesn't Kill You, Estados Unidos, 2008) Direção: Brian Goodman / Roteiro: Brian Goodman, Paul T. Murray, Donnie Wahlberg / Elenco: Ethan Hawke, Mark Ruffalo, Brian Goodman / Sinopse: Dois amigos, que cometem pequenos crimes há muitos anos, decidem realizar o roubo de um carro forte em plena luz do dia, em Boston. O crime, ousado e mal planejado, vai acabar colocando os dois em muitos problemas. 

Pablo Aluísio. 

Seals: Operação Resgate

Seals: Operação Resgate
Nos tempos em que ainda havia a venda de mídia física se dizia que esse era o tipo de produção que era feita para venda direta ao consumidor, em DVD. Como hoje em dia isso praticamente acabou, essas empresas de produção de filmes B lançam esses filmes diretamente no mercado de streaming. Pois é, temos aqui um filme tipicamente B, para consumo rápido. O roteiro não traz nada de novo, apenas mais uma variação do velho tema do "Exército de um homem só". Um neto do Rambo! No enredo temos um soldado americano das tropas de elite, Seals. Ele é o único sobrevivente da queda de um helicóptero de seu grupo, que agora se vê cercado por todos os lados por membros do Talibã. 

A luta pela sobrevivência nessa montanha do Afeganistão se torna mais complicada depois que ele encontra uma garotinha americana, a única sobrevivente de um massacre de missionários. Assim o soldado agora precisa não apenas sobreviver ao Talibã, como também proteger aquela menininha. Na sua perseguição os Talibãs querem sangue e vingança contra os que fizeram tanto mal ao seu país. Então o filme é basicamente isso. Embora tenha aquelas cenas todas de mortes em massa (do inimigo, claro), o filme tem também suas pausas, afinal há uma criança no meio do tiroteio. Pena que o ator Johnny Strong que interpreta o soldado, seja tão brucutu que não consiga transmitir sequer uma emoção real que seja em sua "interpretação". Se bem que, pensando bem, o público que curte esse tipo de filme também não vai reclamar muito de seus poucos dotes dramáticos. 

Seals: Operação Resgate (Warhorse One, Estados Unidos, 2023) Direção: William Kaufman, Johnny Strong / Roteiro: Johnny Strong, William Kaufman / Elenco: Johnny Strong, Athena Durner, Raj Kala / Sinopse: Durante a Guerra do Afeganistão um soldado da tropa de elite da Marinha americana (Seals) tenta sobreviver após seu helicóptero ser abatido por forças inimigas. E ele também vai ter que proteger uma criança que encontra pelo meio do caminho. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 23 de abril de 2025

O Último Capítulo

Título no Brasil: O Último Capítulo
Título Original: I Am the Pretty Thing That Lives in the House
Ano de Lançamento: 2016
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Osgood Perkins
Roteiro: Osgood Perkins
Elenco: Ruth Wilson, Paula Prentiss, Bob Balaban

Sinopse:
Uma jovem enfermeira e cuidadora é contratada para viver ao lado de uma idosa que sofre de demência (Doença de Alzheimer). No passado essa senhora foi uma escritora de sucesso de livros de terror. Agora, sozinha e tendo ataques de delírio, ela parece tentar se comunicar com uma antiga personagem de seus contos. E para surpresa da cuidadora essa estranha presença também se manifesta a ela, pelas sombras da madrugada, naquela casa sinistra. 

Comentários:
Essa película é o que eu chamaria de um bom filme de terror psicológico. É a tal coisa, quanto mais intimista, quanto mais sutil um filme de terror, melhor ele será. Não tem jeito. O próprio Alfred Hitchcock sempre dizia que um bom suspense é construído através de climas e sugestões. Nada de escancarar ou partir para o sensacionalismo. É justamente o que vemos nesse filme que tem um roteiro que fez todas as escolhas certas. Antecipo que é um filme de fantasmas, então se você curte esse tipo de história, assista sem maiores receios. Também deixo claro que é tudo desenvolvido no seu próprio tempo. A trama vai se desvendando aos pouquinhos, sem pressa. Por isso cinéfilos apressadinhos demais podem ficar impacientes. Entre no clima do filme e aproveite todas as revelações. Espere e respeite o tempo do roteiro. Eu sinceramente matei muitas das charadas, mas cada um é cada um. Quem sabe o desenrolar dos acontecimentos não vai lhe causar grandes surpresas! Enfim, não deixe de ver. 

Pablo Aluísio.

Voo Noturno

Título no Brasil: Voo Noturno 
Título Original: The Night Flier
Ano de Lançamento: 1997
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Mark Pavia
Roteiro: Stephen King, Mark Pavia
Elenco: Miguel Ferrer, Julie Entwisle, Dan Monahan

Sinopse:
Uma série de mortes violentas começam a ocorrer em diversas pequenas pistas de pouso pelo interior dos Estados Unidos. Um jornalista investigativo de um joornal bem sensacionalista começa a ir atrás de pistas e acaba descobrindo, para sua total surpresa, que um vampiro pode estar por trás de todos esses massacres! História inspirada em conto escrito por Stephen King. 

Comentários:
Esse foi um dos filmes de vampiros mais estranhos que já assisti na minha vida. A história só poderia sair mesmo da mente de um sujeito como Stephen King. Imagine um personagem vampiro que pilota um avião e sai por aí matando pessoas em diversas pequenas cidades do interior dos Estados Unidos. Ele pilota um Cessna Skymaster todo negro e por onde passa mata mais e mais pessoas. Atrás dele segue esse jornalista sensacionalista que deseja ter sua crônica publicada na primeira página! Surreal, não é mesmo? Mesmo com premissa um tanto absurda o filme funciona! Manteve minha atenção o tempo todo e devo antecipar que a maguiagem do vampiro, imitando a face de um morcego, ficou muito bem feita! Enfim, um filme de terror do King produzido nos anos 90 que até merece ser redescoberto pelos fãs do gênero. Uma pequena jóia hoje esquecida pelos cinéfilos que curtem horror. 

Pablo Aluísio.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Zorro

Título no Brasil: Zorro
Título Original: Hi-Yo Silver
Ano de Produção: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio: Republic Pictures
Direção: John English, William Witney
Roteiro: Barry Shipman, George Worthing Yates
Elenco: Lynne Roberts, Stanley Andrews, Chief Thundercloud

Sinopse:
A vida pacata e pacífica dos moradores de uma pequena vila da Califórnia se torna um verdadeiro inferno com a chegada de um grupo de bandoleiros e foras da lei. Homens perigosos que não se importam em aterrorizar velhos, mulheres e crianças. Desesperados os moradores sonham com a chegada de alguém para trazer novamente lei e justiça para aquele lugar esquecido por todos. Suas preces são ouvidas com a chegada de um novo e misterioso herói, o Zorro (Lone Ranger)!

Comentários:
A Republic já estava meio mal das pernas quando resolveu editar esse filme, aproveitando três episódios da série do Lone Ranger (conhecido no Brasil erroneamente como "Zorro" ou "Zorro Americano", muito embora seu nome correto seja o de "Cavaleiro Solitário"). Para quem não se lembra ou não tem idade suficiente para se lembrar, o título original "Hi-Yo Silver" se refere ao grito de guerra dado pelo nobre cowboy de roupa azul sempre que saia em disparada atrás dos vilões. O cavalo Silver aliás é um dos mais queridos e famosos da mitologia do velho oeste americano e um dos destaques desse filme. Essa fita foi uma das primeiras adaptações do herói mascarado para o cinema, já ele até aquele momento cativava seus fãs principalmente pelos programas de rádio, transmitidos diretamente de Nova Iorque. Não tardou porém para que os produtores de Hollywood vissem grande potencial do personagem também nas telas de cinemas, algo que se confirmaria com o sucesso de fitas de matinê como essa, que diga-se de passagem, não deixa nada a dever para as versões modernas.

Pablo Aluísio.

E Quatro Partiram a Cavalo

Título no Brasil: E Quatro Partiram a Cavalo
Título Original: Four Rode Out
Ano de Produção: 1970
País: Estados Unidos
Estúdio: Ada Films
Direção: John Peyser
Roteiro: Dick Miller, Paul Harrison
Elenco: Pernell Roberts, Sue Lyon, Julián Mateos, Leslie Nielsen

Sinopse:
Ross (Pernell Roberts) é um xerife federal que decide se unir a um investigador da famosa agência de investigações Pinkerton e uma bonita garota para perseguir um bandoleiro e assaltante pelas areias escaldantes do deserto na fronteira entre Estados Unidos e México. A caçada humana será vital para todos os envolvidos, logo se transformando em uma luta de vida ou morte.

Comentários:
Mais um faroeste americano que tentou seguir os passos do western Spaghetti, sem bons resultados porém. O filme é de fato fraco e o elenco, apesar de interessante, não consegue levantar a bola de um filme que no final das contas deixa muita gente boa a ver navios. O nome do ator Leslie Nielsen no elenco também pode levar os espectadores a falsa ideia de que irão assistir uma comédia escrachada. Na verdade o ator por essa época ainda estava a anos de estrelar seus pastelões que iriam levantar sua carreira muitos anos depois. Aqui Leslie Nielsen ainda não tinha enveredado por esses caminhos do humor sem limites. A atriz Sue Lyon, por outro lado, garante ao menos o sucesso estético da fita pois era de fato uma das beldades mais bonitas de Hollywood. Para quem não está ligando o nome à personagem ela foi a Lolita da primeira versão dirigida por Stanley Kubrick em 1962. O clássico enredo escrito por Vladimir Nabokov infelizmente não garantiu a ela uma carreira de sucesso constante, indo parar mesmo em fitas B como esse "Four Rode Out". Para finalizar uma informação importante: a fita chegou a ser lançada no mercado VHS no Brasil pela Paris Vídeo com o título de "Quatro Foram Embora".

Pablo Aluísio.