sábado, 8 de fevereiro de 2025

O Primeiro Rei da Inglaterra

Quem foi o primeiro Rei da Inglaterra? Embora a monarquia seja duas vezes milenar nas ilhas britânicas, algo que remonta desde a retirada dos romanos da ilha, os historiadores concordam que o primeiro Rei da Inglaterra teria que ser o primeiro monarca que realmente unificou politicamente sobre seu comando o território que hoje os ingleses conhecem como sua nação.

Assim o título de primeiro Rei da Inglaterra vai para o monarca Anglo-Saxão Etelstano. Por centenas de anos a ilha foi disputada por Anglo-Saxões e Normandos, além de outros grupos bárbaros de menor expressão. De guerra em guerra subiram ao trono Reis anglo-Saxões e Reis normandos. O chamado Rei Etelstano, Anglo-Saxão, foi aquele que expulsou os últimos grupos invasores da Grã-Bretanha, consolidando o seu poder sob uma extensa área territorial que nos dias de hoje é conhecida como Inglaterra.

Além de expulsar os últimos bárbaros de seu Reino, ele também dominou o País de Gales (o que hoje recebe essa denominação), além de invadir a Escócia, consolidando seu poder real de forma absoluta. Esse Rei é considerado o fundador da Dinastia de Wessex que é considerada a primeira casa real da história da Inglaterra. Ele reinou até 939 e morreu sem deixar descendência. O resgate histórico desse Rei inglês é complicado porque ele reinou há mais de mil anos, cujos registros em sua maioria não sobreviveram ao tempo.

Sua dinastia foi breve, durando até 1016. No total foram Sete Reis (Edmundo I, Edredo, Eduíno, Edgar, Eduardo, o Mártir e Etelredo), que conseguiram pelo menos manter a Inglaterra unida sob uma mesma autoridade. Por fim como curiosidade alguns historiadores afirmam que é provável que o Rei Etelstano da Inglaterra tenha sido homossexual. Ao falecer com 44 anos de idade não havia se casado e nem deixado herdeiros diretos. Além disso ainda se discute bastante como teria sido sua morte. Segundo a versão mais conhecida o Rei teria sido morto no campo de batalha. Ao cair de seu cavalo durante o calor do combate um soldado das tropas inimigas teria lhe cravado uma grande espada em suas costas, colocando fim em sua vida e em seu reinado.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Iris

Título no Brasil: Iris 
Título Original: Iris
Ano de Lançamento: 2001
País: Reino Unido
Estúdio: BBC Films
Direção: Richard Eyre
Roteiro: John Bayley, Richard Eyre
Elenco: Judi Dench, Jim Broadbent, Kate Winslet

Sinopse:
O filme conta a história real da escritora Iris Murdoch. No passado, uma jovem inteligente, cheia de vida, com muitas esperanças de um futuro brilhante. No presente, um idosa enfrentando os problemas do Mal de Alzheimer. Filme vencedor do Oscar na categoria de melhor ator coadjuvante (Jim Broadbent). 

Comentários:
É um filme com uma história bem triste, mas que é importante. Ainda mais se tivermos a consciência de que essa é uma doença que atinge milhões de idosos pelo mundo afora. Estou me referindo ao Mal de Alzheimer. Uma doença realmente terrível que faz com que o paciente vá perdendo suas referências do mundo ao seu redor, pior do que isso, ele vai perdendo os alicerces de sua própria identidade pessoal. Começa a desconhecer todos os seus parentes mais próximos, então vai se esquecendo de amigos a familiares mais distantes. Depois vem o esquecimento de si mesmo! Algo bem triste. No filme temos a história da protagonista em dois momentos de sua vida. Na juventude ela é uma escritora de grande personalidade. Uma mulher inteligente e que deseja viver o máximo que a vida pode lhe proporcionar. Na velhice tudo vai se apagando. Ela está casada com seu amor dos tempos de universidade, mas agora, com ele igualmente idoso, o mundo vai perdendo sua cor, seu brilho. Todas as memórias vão se apagando. Ela se anula como ser humano que um dia foi. Em termos de atuação esse é um grande filme. Deixo todos os meus aplausos para as duas atrizes que interpretam o mesmo papel, a dela na juventude e na velhice. Judi Dench e Kate Winslet foram indicadas ao Oscar por esse trabalho e deveriam ter sido premiadas. Um show de atuação! Não é um filme com final feliz, não poderia ser, mas a despeito disso é um filme para acima de tudo se refletir sobre o que realmente importa na vida!

Pablo Aluísio.

Amanhecer Cósmico

Título no Brasil: Amanhecer Cósmico 
Título Original: Cosmic Dawn
Ano de Lançamento: 2022
País: Canadá
Estúdio: Prowler Pictures
Direção: Jefferson Moneo
Roteiro: Jefferson Moneo
Elenco: Camille Rowe, Emmanuelle Chriqui, Antonia Zegers

Sinopse:
Uma jovem perde sua mãe, ainda na infância, em circunstâncias nunca devidamente explicadas. Ela acredita que sua mãe foi abduzida por aliens! Os anos passam e agora, universitária, ela se aproxima casualmente de uma seita que venera discos voadores e seres extraterrestres. 

Comentários:
Uma doideira que assisti no canal de streaming Looke! No filme uma garota se aproxima de uma estranha seita. Acontece que no passado ela e sua mãe foram abduzidas por aliens. Bom, pelo menos é isso que sua mente leva a crer. Passados muitos anos depois desse incidente ela é apresentada a um livro que traz uma doutrina maluca de uma seita que tem seus fiéis reunidos justamente nesse estranho nicho dos abduzidos! Assim ela vai parar no acampamento dessa seita, um lugar isolado, perdido no meio do mato. E daí, bem já podemos anteceder o que virá. Seitas são seitas e elas sempre caminham para o mesmo lugar. Muitos abusos físicos e psicológicos acontecem. E para piorar o que já era ruim, esses fanáticos também são adeptos de uns produtos alucinógenos, tipo Santo Daime, que fazem eles ficarem bem doidões. O filme também é bem doidão, embora tenha igualmente muitos clichês batidos em sua trama. Enfim, arrisque! Eu não garanto nada, mas pelo menos, no meu caso, deu para manter um certo interesse, embora não muito concentrado. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Kraven, o Caçador

Título no Brasil: Kraven, o Caçador
Título Original: Kraven the Hunter
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel
Direção: J.C. Chandor
Roteiro: Richard Wenk, Art Marcum
Elenco: Aaron Taylor-Johnson, Russell Crowe, Fred Hechinger

Sinopse:
Filme baseado nas histórias em quadrinhos da editora Marvel, mostrando as origens de um dos mais conhecidos vilões do universo do Homem Aranha. Um caçador implacável... de homens perigosos e criminosos em geral! 

Comentários:
Falaram tão mal desse filme que eu pensei que seria uma porcaria completa. OK, não vai revolucionar a história do cinema e nem muito menos as adaptações de quadrinhos no universo Marvel. É um filme bem secundário do estúdio, o que era de se esperar de um vilão das histórias do Homem-Aranha que criou o privilégio de ganhar seu próprio filme. E é aqui que acho que cometeram o maior erro na produção desse filme. O personagem desse caçador deveria ter sido melhor explorado em algum filme anterior do Aranha, antes de ganhar um longa-metragem próprio para chamar de seu. Nesse aspecto queimaram etapas importantes. De qualquer forma como já fizeram o filme não tem mais o que fazer. Só resta assistir para ver se é bom. Minha opinião é a de que temos aqui um filme bem quadradinho, sem inovações. Por outro lado ele conta direitinho sua história. Não é nada demais e também não é a bomba atômica que certos críticos disseram. Um típico caso de filme meramente mediano que foi massacrado pelos críticos mundo afora. Acredito que passa longe de ser um dos piores do selo Marvel. Não é ótimo, nem excelente, tampouco péssimo. Dá para ver sem maiores problemas. Não fiquei com sensação de ter perdido meu tempo quando o filme terminou. Já é uma grande coisa. Baixe suas expectativas e procure se divertir. Nada mais do que isso. 

Pablo Aluísio.

Informante

Título no Brasil: Informante 
Título Original: Confidential Informant
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: BondIt Media Capital
Direção: Michael Oblowitz
Roteiro: Michael Oblowitz
Elenco: Mel Gibson, Dominic Purcell, Nick Stahl

Sinopse:
Kevin Hickey (Gibson) comanda um grupo de policiais em Los Angeles. Como veterano ele sempre procura proteger seus homens, mas agora alguns deles estão envolvidos em crimes pesados. Para ele vai ser cada vez mais complicado manter a corregedoria fora desses casos. 

Comentários:
Recentemente o Presidente Trump disse que Mel Gibson e Stallone seriam os embaixadores de uma nova Hollywood. Eles iriam transformar o cinema americano, o trazendo novamente para seus anos de glória! Fazer o cinema americano grande novamente! Eu tive que dar risadas quando ouvi isso. A carreira deles praticamente acabou! Essa é a verdade! O Mel Gibson atualmente só faz filmes ruins, produções B sem qualquer relevância. Ele já foi um dos grandes astros do cinema, mas isso parece perdido em um passado hoje distante. Se duvida do que escrevi nessas linhas, assista a esse filme aqui. Péssimo, péssimo, uma produção de quinta categoria, beirando o amadorismo completo. Tudo é mal feito, desde o roteiro, que parece ter sido escrito por um amador, seja as atuações, todas muito ruins. E o Sr. Gibson não escapa das críticas! Seu personagem é um velho policial com tantos clichês que eu fiquei com vergonha alheia. Francamente, que papelão!... 

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

A Câmara de Horrores do Abominável Dr. Phibes

Título no Brasil: A Câmara de Horrores do Abominável Dr. Phibes
Título Original: Dr. Phibes Rises Again
Ano de Lançamento: 1972
País: Estados Unidos
Estúdio: Amicus Productions
Direção: Robert Fuest
Roteiro: Robert Fuest, Robert Blees
Elenco: Vincent Price, Robert Quarry, Valli Kemp

Sinopse:
Ainda obcecado em trazer sua jovem esposa do mundo dos mortos, o Dr. Anton Phibes (Price) viaja até o Egito com sua comitiva de estranhas criaturas. Ele planeja ressuscitar a esposa, usando para isso de uma câmara milenar do Egito antigo que teria os poderes para ressuscitar sua amada falecida. 

Comentários:
Não tem jeito, eu sempre vou achar Vincent Price um ator muito bacana da velha Hollywood. Ele fez muitos bons filmes ao longo de uma carreira nada pretensiosa, que valorizava acima de tudo a cultura pop, principalmente no gênero do terror. Curiosamente nenhum de seus filmes conseguiu superar o sucesso desses filmes do estranho Dr. Phibes. Um sujeito desfigurado e obcecado por sua jovem esposa que havia morrido em circunstâncias misteriosas. Nesse segundo filme da franquia ele vai até o Egito em busca de uma "fórmula sagrada" para trazer sua esposa de volta à vida. Afinal, a antiga religião do Egito antigo era especializada nessa questão de "vida após a morte"! Tudo é feito com o requinte de direção de arte que bem conhecemos, mas o roteiro é muito mal escrito. Aos pulos, vai tentando contar sua história confusa, sem muito sucesso. Eu assisti a esses filmes pela primeira vez na antiga Sessão de Gala dos anos 80, que passava na Globo nas madrugadas de Sábado para Domingo. Já naquele tempo achava os filmes bem fracos. E agora, nessa revisão, as coisas só pioraram. Apesar do sucesso nos cinemas da época, posso afirmar que esses filmes do Dr. Phibes se encontram entre as piores coisas que Price fez em sua carreira. Jamais colocaria esses filmes entre as melhores coisas de sua vasta filmografia, muito pelo contrário. 

Pablo Aluísio.

O Gato Preto

Título no Brasil: O Gato Preto
Título Original: The Black Cat
Ano de Lançamento: 1934
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Edgar G. Ulmer
Roteiro: Peter Ruric
Elenco: Boris Karloff, Bela Lugosi, David Manners

Sinopse:
Durante uma viagem de trem pela Hungria, um jovem casal de americanos conhece um estranho senhor. Após descerem na estação todos sofrem um série acidente de carro. São então levados para uma estranha mansão onde vive um ex-militar, agora atormentado por suas próprias obsessões. Baseado na obra de Edgar Allan Poe.

Comentários:
O tão aguardado encontro entre Drácula e o monstro de Frankenstein! Bom, mais ou menos isso, pois esse filme trouxe pela primeira vez os  atores desses grandes personagens clássicos atuando no mesmo filme de terror. Foi justamente isso que publicidade desse filme bem explorou na época de seu lançamento, na hoje distante década de 1930. Boris Karlof e Bela Lugosi finalmente iriam se enfrentar nas telas. A garotada adorou a ideia e o filme fez bastante sucesso nos cinemas. E isso não deixa de ser algo bem estranho nesse filme bem esquisito. Supostamente (prestem bem atenção nessa palavra) esse filme seria baseado na obra de Edgar Allan Poe. Normal, outras adaptações viriam nos anos seguintes. Só que achei a história bem bizarra de fato. Um estranho homem, veterano de guerra, que mora em uma mansão de alta tecnologia, erguida justamente na montanha onde no passado havia se travado uma grande batalha. Ali ele viveria em sua própria loucura, cercado dos corpos de lindas mulheres embalsamadas, com seus vestidos brancos, preservadas para sempre em suas retomas de vidro. É ou não é um tanto esquisito? O filme é curtinho, tem pouco mais de 60 minutos de duração e, acredite, ele ainda funciona! Eu achei bem interessante e fui acompanhando com interesse os acontecimentos que, obviamente, terminam numa grande luta entre os famosos atores dos filmes de terror daqueles tempos. Certamente foi um frenesi entre os fãs dos anos 1930. Mesmo com o Poe se revirando em sua tumba!

Pablo Aluísio.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Matar por Dever

Título no Brasil: Matar por Dever
Título Original: Seven Ways from Sundown
Ano de Lançamento: 1960
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Harry Keller
Roteiro: Clair Huffaker
Elenco: Audie Murphy, Barry Sullivan, Venetia Stevenson

Sinopse:
Seven Jones (Audie Murphy) é um jovem Texas Ranger que é designado para caçar no deserto um bandido há muito procurado. Só que o criminoso conhecido como Jim Flood (Barry Sullivan) não é um tipo comum. Com roupas elegantes, personalidade carismática e muita lábia, ele coleciona amizades e problemas com a lei por todas as pequenas cidades do velho oeste por onde passa. 

Comentários:
Um aspecto curioso sobre Audie Murphy é que ele nunca perdeu aquela imagem jovial. Mesmo quando já tinha passado da idade certa para certos personagens ele ainda conseguia convencer na pele de um "garoto", geralmente tipos inexperientes e ainda novatos em seu serviço. É o caso desse faroeste onde ele interpreta esse jovem Texas Ranger. Ninguém o leva muito à sério, mas como alguém precisa fazer o serviço da lei ele logo é designado para ir prender um bandido bom de conversa, tipo galã, que sempre tem uma lábia interessante para passar a perna no primeiro que cruzar seu caminho. E depois de pegar o bandido procurado vivo ou morto, o próprio Ranger começa a simpatizar com seu prisioneiro, que se coloca na posição de seu amigo e tudo mais. Só que baixar a guarda nesses casos costuma ser um erro fatal. Gostei bastante desse Western. Embora eu tenha, ao longo da vida, assistido muitos filmes do sempre bom Audie Murphy, esse filme aqui havia passado em branco. Recentemente finalmente o assisti e gostei bastante do que vi. Está recomendado. 

Pablo Aluísio.

Suprema Decisão

Título no Brasil: Suprema Decisão
Título Original: The Virginian
Ano de Produção: 1946
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Stuart Gilmore
Roteiro: Frances Goodrich, Albert Hackett
Elenco: Joel McCrea, Barbara Britton, Brian Donlevy, Sonny Tufts

Sinopse:
Molly Wood (Barbara Britton) é uma jovem professora de uma tradicional família de Vermont que vai até uma pequena cidade do oeste para ensinar crianças da região. Lá acaba se apaixonando pelo cowboy conhecido apenas como "o virginiano" (Joel McCrea), um homem honesto e trabalhador que luta contra o roubo de gado nas fazendas locais.

Comentários:
Um western romântico muito bem realizado na década de 1940. Na realidade o filme não pode ser considerado um faroeste tão tradicional já que o foco do roteiro se concentra muitas vezes mais no romance da professorinha com o cowboy do que propriamente nos temas mais clássicos do gênero. Obviamente há uma subtrama envolvendo roubo de gado na região - o que leva o protagonista interpretado por Joel McCrea a tomar uma decisão terrível em relação a um velho amigo que está envolvido no roubo - e como se sabe no velho oeste os ladrões de gado eram sumariamente executados, enforcados na árvore mais próxima. Barbara Britton que interpreta a mocinha era uma jovem linda, que em muitos aspectos me lembrou Marilyn Monroe no começo da carreira, quando ainda não havia pintado seu cabelo de loiro. Sua carreira no cinema nunca decolou, mas ela fez muito sucesso na TV americana nos anos 1960 participando de inúmeras séries. Em suma, para os fãs de Joel McCrea a película se mostrará bem interessante pois aqui ele está em um momento atípico em sua carreira, interpretando um cowboy romântico e dado a namoricos.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Conclave

Título no Brasil: Conclave 
Título Original: Conclave
Ano de Lançamento: 2024
País: Reino Unido, Estados Unidos
Estúdio: FilmNation Entertainment
Direção: Edward Berger
Roteiro: Peter Straughan, Robert Harris
Elenco: Ralph Fiennes, Stanley Tucci, John Lithgow, Isabella Rossellini, Sergio Castellitto, Carlos Diehz

Sinopse:
O Papa, já bastante idoso, é encontrado morto em seu quarto no Vaticano. Após seu funeral começa uma intensa movimentação política entre os cardeais da Cúria da Igreja Católica. As alas conservadoras e progressistas entram uma verdadeira guerra política para fazer seu sucessor ao trono de Pedro. Filme indicado a 9 categorias no Oscar. 

Comentários:
De maneira em geral eu gostei do filme. Para falar a verdade gostei muito dos dois terços iniciais, mas devo dizer que o final derrapa! Eu achei tudo muito bem construído, em termos de trama, inclusive o jogo político brutal entre os cardeais. Cada um tentando passar a rasteira no outro, embora todos jurem de pés juntos que o escolhido para ser o novo Papa o será por obra do espírito santo! Claro, balela pura! Até aí tudo bem. Porém o desfecho da história não me agradou. É forçado demais! Aquilo jamais aconteceria no mundo real, por mais corrompida que estivesse a cúria romana, que bem sabemos não é formada por santos! Além disso a questão toda que nos leva à velha lenda da Papisa Joana não me pareceu algo para ser levado à sério! É isso, o final de todos os acontecimentos não é sério, isso em um filme que é um drama, que deveria ser levado numa certa sobriedade e seriedade. Do jeito que ficou pareceu que tudo foi feito apenas para chocar o espectador, para surpreender. Um plot twist fora do lugar. Como velho cinéfilo que sou, tudo me pareceu como um velho truque de cartas de antigos parques de diversão. Só engana os bobos e os novatos! Então é isso, um bom filme certamente, que infelizmente, no final, se rendeu ao sensacionalismo barato, ao mundo das teorias da conspirações, das mais rasteiras que existem. Uma pena que tenha terminado dessa maneira!

Pablo Aluísio.