sábado, 6 de outubro de 2007

Os Oito Casamentos de Elizabeth Taylor

No total foram oito casamentos e sete maridos - isso porque Liz casou duas vezes com Richard Burton. Como se vê a atriz ficou conhecida não apenas por seus filmes de sucesso mas também por sua atribulada vida pessoal. Cada casamento de Elizabeth Taylor causava um verdadeiro frenesi na mídia americana. Afinal eles eram recheados de glamour, elegância mas muitas vezes também escândalos - como em seu controvertido casamento com Eddie Fisher, que a imprensa acusava de ter sido "roubado" de sua melhor amiga, Debbie Reynolds! Veja abaixo a lista dos casamentos de Liz Taylor:

1. Conrad "Nicky" Hilton (1950-1951)
Seu primeiro casamento, com um dos herdeiros da rede hoteleira Conrad Hilton. Milionário e dono de centenas de estabelecimentos de luxo ao redor do mundo, esse parecia ser um casamento dos sonhos para qualquer mulher. O estilo e a personalidade independente de Liz Taylor porém foi crucial para o fim do relacionamento e o divórcio que veio em menos de um ano. Dizem que Hilton queria que Liz abandonasse sua carreira no cinema, algo que ela se recusava a fazer.

2. Michael Wilding (1952-1957)
Com apenas um ano de seu divórcio, Liz resolveu se casar com Michael Wilding, um ator britânico. Foi uma união bem mais duradoura - ficaram juntos por cinco anos - e com o nascimento de dois filhos, Michael e Christopher Taylor, o casamento parecia que iria mesmo durar, mas para surpresa de muitos o relacionamento também chegou a um impasse e Liz entendeu que um divórcio amigável entre eles seria o melhor caminho, inclusive por causa dos filhos. 

3. Michael Todd (1957-1958)
Mantendo um certo padrão Liz se casou com o milionário Michael Todd apenas um ano após se divorciar de Michael Wilding. A razão foi que ela ficou grávida de Liza Taylor, sua terceira filha. Foi um casamento feliz mas muito breve pois um ano após subirem ao altar Michael Todd morreu em um terrível acidente de avião.

4. Eddie Fisher (1959-1964)
Um ano após a morte de Michael Todd, Liz se casou pela quarta vez. Esse foi seu casamento mais escandaloso pois o cantor Eddie Fisher era marido de sua melhor amiga, Debbie Reynolds! A imprensa fez a festa e Liz sofreu bastante com os ataques sofridos. De "destruidora de lares" a "vagabunda", todos os adjetivos pejorativos imagináveis foram usados contra ela. Mesmo com a pressão Liz e Eddie conseguiram ficar juntos por longos cinco anos, se tornando seu casamento mais duradouro até então.

5. Richard Burton (1964-1974)
O casamento de Liz Taylor com Eddie Fisher conseguiu sobreviver a tudo, menos ao bonitão Richard Burton. Liz e Richard se conheceram nas filmagens de "Cleópatra". Ela interpretava a famosa rainha do Egito e ele dava vida ao general romano Marco Antônio. Ambos eram casados mas o clima entre eles esquentou durante as filmagens. Liz se separou de Eddie Fisher e Richard Burton de sua esposa. Um após começarem o namoro se convenceram que jamais iriam conseguir viver separados e se casaram em 1964. Esse primeiro casamento duraria dez anos!

6. Richard Burton (1975-1976)
Depois de dez anos juntos, muitos filmes e muitas brigas, Liz e Burton se divorciaram em 1974 mas um ano depois resolveram se casar de novo. Para selar a nova união Liz e Taylor resolveram adotar uma menina, Maria. A volta porém não deu certo e menos de um ano depois já estavam divorciados novamente, dessa vez de forma definitiva.

7. John Warner (1976-1982)
Um ano depois de largar Richard Burton, Liz resolveu que era novamente hora de se casar. Assim ela subiu ao altar pela sétima vez com o milionário e senador republicano John Warner. Apesar de poucos acreditarem foi um casamento até feliz e sem maiores tropeços. Durou seis anos. Com Warner Liz começou a se interessar por política e adotou várias causas para defender, entre elas a dos direitos dos animais e da luta contra o preconceito em relação a AIDS. Em 1982 Liz entendeu que a paixão havia se tornado amizade e parceria e resolveu romper amigavelmente o casamento. Continuaram grandes amigos até o fim da vida.

8. Larry Fortensky (1991-1996)
O oitavo e último casamento de Liz Taylor foi alvo de muitos preconceitos sociais. Ele era bem mais jovem do que ela, era um trabalhador comum da construção civil, caminhoneiro nas horas vagas. Essa diferença entre ambos despertou todos os tipos de fofocas mas Liz afirmou que gostava dele e não estaria disposta a abrir mão desse relacionamento apenas para agradar aos outros. No total o casamento durou cinco anos, uma média bem constante entre os casamentos da vida de Liz Taylor. Também se separaram de forma amigável.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Paul Newman - Em busca de novos rumos

Depois da péssima estréia no cinema com "O Cálice Sagrado", Newman resolveu esperar por algo melhor. Afinal não adiantava voltar ao cinema em qualquer produção pois o que seria arranhada no final seria sua imagem e principalmente seu prestígio. Sem pressa para retornar às salas de cinema Paul Newman resolveu aparecer em algumas séries e programas de TV. Ainda em 1955 interpretou o personagem Mack na série "Appointment with Adventure" da CBS. Acabou trabalhando em dois episódios desse programa que acabou se tornando bem recebido por parte do público e crítica. Além dos elogios achou muito positivo sua exposição perante o grande número de telespectadores. Era uma forma de se tornar mais familiar e conhecido da população em geral.

Também participou do "The Philco Television Playhouse" da NBC. Esse programa era muito interessante pois adaptava peças teatrais, novelas e romances para serem exibidos na televisão. Tanto sucesso fez que ficou por longas oito temporadas no ar, de 1948 até 1955. A proposta inteligente e inovadora atraiu muitos astros e estrelas do cinema na época, entre elas Grace Kelly, Walter Matthau e Rod Steiger. Paul Newman apareceu no episódio chamado "The Death of Billy the Kid" onde interpretava o próprio Billy The Kid, papel que repetiria anos depois no cinema no filme "Um de Nós Morrerá" de 1958.

E a TV continuou sendo um bom palco para Paul Newman se tornar mais conhecido do público em geral. No final de 55 ainda surgiu sorridente no programa de variedades "Producers' Showcase" da CBS e encerrou seu ciclo na TV em "Playwrights '56" no episódio chamado "The Battler", até hoje lembrado pelos especialistas em momentos marcantes da história televisiva dos Estados Unidos. Sua carreira prometia encontrar novos rumos pois Newman foi convidado para atuar em "Marcado pela Sarjeta", filme que deveria ter sido estrelado por James Dean mas que com sua morte ficou em aberto. Era a grande chance que Newman há tanto esperava...

Pablo Aluísio.

Elizabeth Taylor em Malibu

Recentemente a revista Rolling Stone americana publicou um grupo de fotos inéditas de astros e estrelas de Hollywood de férias na badalada praia de Malibu na Califórnia. O local era considerado point dentro da indústria americana de cinema pois lá os astros poderiam fazer contatos, conhecer diretores e acertarem novos filmes, tudo feito ali na informalidade da praia ensolarada. Na foto ao lado vemos Liz Taylor curtindo um dia de descanso na casa de verão que pertenceu a Paul Newman. Anos depois ela própria compraria a casa para passar férias ao lado de seus filhos.

Assim Liz Taylor foi uma das primeiras celebridades de Hollywood a ter uma casa na região. E ela morou em Malibu durante muitos anos. Depois dela outros astros decidiram se mudar para lá. Estamos falando de uma época em que Malibu era praticamente uma praia afastada e deserta, onde não havia construções na região.

Só depois de alguns anos é que o ramo imobiliário de Los Angeles teve um boom de interesse naquelas praias. Durante a década de 1960 vieram os hippies, a música alta e o consumo desenfreado de maconha, o que fez com que os antigos moradores vendessem suas casas, indo para outros bairros da cidade como Beverly Hills, que se tornaria a partir dessa época a meca dos astros e estrelas de Hollywood.

Um fato curioso sobre Malibu é que alguns atores decidiram morar em barcos ancorados na praia. Um deles foi Rock Hudson. Depois do fim de seu casamento de fachada com a própria secretária, ela acabou ficando com sua casa. Sem ter onde morar Rock Hudson foi para seu veleiro que ficava ancorado justamente na praia de Malibu. Ali ele passou meses morando, recebendo nclusive outros stars de Hollywood, inclusive a própria Elizabeth Taylor que gostava de passar os domingos comendo peixe frito no convés do grande barco de Hudson.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Paul Newman e Joanne Woodward

Paul Newman e Joanne Woodward
Eles se conheceram em 1953, e após trabalharem juntos em "The Long Hot Summer" de 1957 decidiram que não poderiam viver um sem o outro. Um ano depois resolveram se casar. Ao contrário de muitos em Hollywood, que se casavam várias vezes ao longo da vida, eles ficaram juntos por muitas décadas, até o fim da vida. Poucos meses antes da morte de Paul Newman celebraram juntos bodas de ouro em 2008, comemorando 50 anos de um casamento feliz e duradouro. Quem disse que em Hollywood não existem finais felizes para o casamento dos grandes astros e estrelas?

Para o ator esse casamento foi fruto de muita dedicação e paciência. Em uma época em que os astros de Hollywood casavam e se separavam na mesma rapidez, eles foram um casal diferente. Recentemente uma biografia do ator foi lançada jogando um pouco de terra em cima dessa imagem de casamento ideal. Segundo o autor dessa biografia Paul Newman também pulou a cerca durante seu casamento, mantendo uma amante por longos anos. Só que isso não foi o suficiente para destruir seu casamento oficial e eles ficaram juntos até o fim, apesar dos pesares.

Pablo Aluísio.

Cinema Clássico - Rita Hayworth, Glenn Ford, Ava Gardner

 

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Paul Newman - The United States Steel Hour

Depois do sucesso de "Marcado pela Sarjeta" o ator Paul Newman voltou para a TV. Ele foi convidado para participar de "The United States Steel Hour", uma série semanal que trazia para os telespectadores adaptações de peças teatrais que eram apresentadas ao vivo.

O formato era muito interessante para Newman pois o deixava afiado, atuando em peças que eram levadas para um enorme público. Além de ser culturalmente relevante ainda o tornava cada vez mais popular. Newman acabou participando de três adaptações: "Bang the Drum Slowly", "The Five Fathers of Pepi" e "The Rise and Fall of Silas Lapham", todos com ótimos resultados de audiência. Abaixo uma pequena sinopse sobre cada participação de Paul Newman.

Bang the Drum Slowly
Direção: Daniel Petrie / Roteiro: Mark Harris, Arnold Schulman / Elenco: Barbara Babcock, Rudy Bond, Paul Newman / Clu Gulager / Sinopse: Um técnico de um time de beisebol da liga principal do esporte, descobre que seu apanhador está desesperadamente tentando esconder alguma coisa e depois descobre que ele está morrendo de uma doença terminal e não quer que o proprietário descubra pois tem receios de ser demitido.  

The Five Fathers of Pepi
Direção: Daniel Petrie / Roteiro: Arnold Schulman / Elenco: Ben Astar, Phyllis Hill, Paul Newman / Sinopse: Paul Newman interpreta Giorgio, o filho mais jovem de uma família de imigrantes italianos em Nova Iorque. A vida, ele logo descobrirá, não será nada fácil para uma pessoa de sua origem.

The Rise and Fall of Silas Lapham
Direção: Daniel Petrie / Roteiro: William Dean Howells, Robert Wallstens / Elenco: Dorothy Gish, Colin Keith-Johnston, Paul Newman, Thomas Mitchell / Sinopse: Drama sobre a queda de um homem ambicioso. Adaptação da peça teatral escrita por William Dean Howells (1837 - 1920).

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Marilyn Monroe e Joyce

Todos os anos em 16 de junho, os fãs de James Joyce em todo o mundo pegam cópias de sua obra-prima, Ulysses, vestem o seu melhor traje e se reúnem para celebrar a vida do escritor irlandês aclamado. Por quê? É a data em que Leopold Bloom, o protagonista de Joyce, fez sua famosa viagem no livro. 

Um dos maiores romances do século 20, Ulysses é conhecido por sua revolucionária narrativa de fluxo de consciência; inúmeros leitores e críticos têm elogiado como uma obra de gênio, enquanto outros o entendem como uma obra impenetrável, embora ambiciosa, modernista.

Mas aqui está algo que você pode não saber: Marilyn Monroe era uma grande fã de Joyce. E o fotógrafo Eve Arnold, uma vez a fotografou fazendo sua leitura de Ulysses. Em um maiô. Em Long Island. A sessão de 1955 foi supostamente feita por acaso: Os dois tinham viajado para a área porque Monroe estava visitando o poeta Norman Rosten, e ela havia trazido uma cópia do livro.

Quando pararam em uma praia, Monroe sacou o romance de sua bolsa para colocar a leitura em dia. Arnold então começou a tirar fotos. Durante as fotos, Monroe disse que gostava de ler o livro em voz alta e revelou que gostava de mergulhar nele, em vez de lê-lo capítulo por capítulo. (O mesmo método de leitura, aliás, favorecido por muitos estudiosos de Joyce e apaixonados "amadores" os fãs de literatura). Marilyn no fundo foi um exemplo de que todos podem buscar por cultura e saber, basta realmente querer isso.

Pablo Aluísio. 

Rebelião na Índia

Em essência o filme é uma aventura romântica de colonizadores ingleses na Índia. Até ai tudo bem, afinal não foi o primeiro e nem o último a mostrar essa história. O que diferenciou aqui na minha opinião foi uma visão bem corajosa do roteiro de tocar, em plenos anos 50, na questão do racismo. O personagem interpretado por Tyrone Power é mestiço, filho de pai inglês com mãe muçulmana. Isso basta para ser olhado de lado pelos vitorianos oficiais da rainha em sua própria tropa. Como se não bastasse ele ainda se apaixona pela filha do comandante que obviamente fica bem insatisfeito com toda a situação.

Claro que por ser um filme da década de 50 nada é demasiadamente aprofundado. O roteiro é simples, o enredo é eficaz e rápido (o filme tem noventa minutos apenas) mas de qualquer forma só o simples fato de tocar no assunto já desperta o interesse do espectador. Em cena nenhum grande ator. O elenco é liderado pelo galã Tyrone Power (um dos primeiros Zorros do cinema). Ele não era um grande ator (nenhum galã para falar a verdade era) mas não compromete em momento algum. A atriz Terry Moore era bonitinha mas convenhamos bem ordinária no quesito interpretação. Por fim o grande destaque do filme fica mais uma vez pela direção segura de Henry King (que logo após realizaria o clássico "As Neves do Kilimanjaro"). Há uma sequência inicial no filme, em que rebeldes atacam as tropas ingleses em uma montanha, que mostra bem o talento desse grande diretor. Então fica a dica, se você encontrar esse filme um dia para assistir, não deixe de conferir, vale a pena.

Rebelião na Índia ("King of the Khyber Rifles, Estados Unidos, 1953) Diretor: Henry King / Elenco: Tyrone Power, Terry Moore, Michael Rennie, John Justin, / Sinopse: Baseado no romance de Talbot Mundy, trata-se da história passada no século 19, na Índia, sobre o capitão Alan King, oficial britânico de origem hindu que luta contra o preconceito no exército. Mas quando a filha de um general é salva por King numa tentativa de sequestro, ele gradualmente vai ganhando confiança. Principalmente quando ele é o único que domina a língua Pashtun e se coloca à disposição de seus superiores para negociar com um perigoso rebelde e assim conquistar a paz entre as tribos locais.

Pablo Aluísio.

domingo, 30 de setembro de 2007

Marilyn Monroe

 

Marilyn Monroe
Essa foto é simplesmente maravilhosa, captando toda a essência da eterna estrela de Hollywood. A jovem que havia criada em diversos lares por causa da internação de sua mãe em uma instituição psiquiátrica. Ela deu a volta por cima e se tornou uma verdadeira deusa da sétima arte em sua era de ouro.

Marilyn Monroe


Marilyn Monroe NYC
Famosa foto de Marilyn olhando para a imensidão de Nova Iorque lá embaixo. A atriz tinha um sentimento de amor e ódio com a grande maçã. Ora dizia amá-la, por causa da chance de estudar no Actor´s Studio, onde pretendia se tornar uma grande atriz dramática, ora dizia que o mar de cimento e prédios a sufocava. Como boa californiana, Marilyn nunca se adaptou direito em NYC. Embora tenha morado por uns tempos na cidade, em seu famoso apartamento branco (onde todos os móveis, cortinas e equipamentos eram brancos), assim que pôde Marilyn foi embora para Los Angeles, a cidade que realmente amava. Marilyn dizia sentir saudades das palmeiras, dos campos abertos e do cheiro do oceano. Nova Iorque poderia ser muito bom para visitar ou estudar, mas o coração da deusa loira pertencia mesmo à ensolarada California.


Marilyn Monroe
Essa foi uma das fotos mais populares e conhecidas de Marilyn Monroe. Quando a tirou ela já era um dos maiores símbolos sexuais do planeta. Ela estava no pique da glória - aproveitando todos os louros de sua carreira vitoriosa. Seus filmes rendiam excelentes bilheterias e ela começava a ser notada pela crítica - e não vista apenas como uma mulher bonita e sensual que só sabia interpretar loiras burras nas telas. Isso é curioso porque Marilyn passaria praticamente toda a sua vida tentando ser levada à sério como atriz dramática. Além disso foi uma das profissionais mais corajosas da época ao brigar abertamente com os estúdios por melhores papéis, que não ficassem apenas explorando a sua sensualidade à flor da pele para atrair público. Nesse aspecto Marilyn conseguiu se impor, ganhando respeito e dignidade profissional. Pena que o mesmo controle que teve para sua carreira não foi repetida na vida pessoal. Marilyn teve realmente uma vida pessoal conturbada - algo que iremos aos poucos tratar aqui em nosso blog. De qualquer maneira uma coisa é certa: ela entrou para a história da sétima arte como poucas atrizes. Sob esse ponto de vista ela sempre será eterna.


Marilyn Monroe, a modelo
Ótimo GIF animado com a eterna estrela Marilyn Monroe. Aqui uma sucessão de fotos de Marilyn tiradas durante uma sessão fotográfica realizada em Los Angeles no ano de 1962. Como se pode perceber Marilyn jamais esqueceu seus dias de modelo.

Marilyn Monroe e Frank Sinatra
Segundo um recente livro publicado nos Estados Unidos chamado "The Chairman" (escrito por James Kaplan), o cantor Frank Sinatra teria pedido Marilyn Monroe em casamento em 1962, no mesmo ano da morte da atriz. É sabido que Marilyn e Frank tiveram um relacionamento conturbado, com muitos excessos de ambos os lados. O envolvimento da atriz com os irmãos Kennedy porém teria jogado um balde de água fria nesse breve romance. Depois disso Marilyn teria guardado muita mágoa em relação a Frank, que teria abusado de sua confiança.

A informação me deixou um pouco surpreso por vários motivos, entre eles o fato de que em todas as biografias anteriores - que foram escritas embasadas em farto material de pesquisa - Frank nunca surge levando Marilyn muito à sério. Na verdade ele via ela quase como um affair passageiro, algo para não se dar importância. Fora isso existe aquela velha lenda muito difundida de que Sinatra teria abusado sexualmente de Monroe em uma noite quando ela estava embriagada e desnorteada por bebidas e pílulas. Segundo os relatos mais escabrosos dessa história um Sinatra fora de controle teria feito até mesmo uma orgia com a atriz que semi inconsciente não teria como se defender da situação. Vários homens teriam estuprado Marilyn em um triste momento de exploração sexual por parte do famigerado Frank Sinatra.

Ora, se algo assim tem algum fundo de verdade como Sinatra poderia pedir Marilyn em casamento depois de tudo o que aconteceu? A verdade obviamente foi para o túmulo com Marilyn e Sinatra, porém essa nova revelação me soa um pouco forçada, até sensacionalista. O caso entre Sinatra e Marilyn sempre pareceu ser uma aventura fugaz, sem qualquer tipo de profundidade. Em certos aspectos Marilyn via Sinatra como um colega de farras e vice versa e não como alguém que ela quisesse subir ao altar em algum momento de sua vida.

Marilyn Monroe e Billy Wilder
Marilyn nos estúdios da Fox é clicada e surpresa não consegue sequer fazer uma pose - mesmo assim se mostra linda para a lente da máquina. O diretor Billy Wilder dizia que Marilyn Monroe tinha um caso de amor com a câmera e sempre se surpreendia quando assistia suas cenas na tela. Wilder dizia que acompanhar Marilyn atuando - ou tentando atuar bem - no set de filmagens não era algo impressionante de se ver. Porém quando o filme era revelado a mágica acontecia, Marilyn ficava completamente deslumbrante no cinema.

Billy Wilder aliás foi um dos diretores que melhor entendeu o estilo de trabalhar de Marilyn. Para Wilder a atriz não deveria fazer todas aquelas sessões de psicanálise que ela era submetida. Para Wilder o grande segredo da musa eram "os seus dois pés esquerdos", ou seja, um jeito meio estabanado de ser, confuso, caótico, fora de sincronia. Para Wilder Marilyn tinha um grande talento para comédias em geral e a psicanálise que tentava "endireitar" sua personalidade só iria mesmo atrapalhar sua carreira no cinema.

"Veja, essas pessoas que fazem análise saem dos consultórios como pessoas duras, enquadradas, certinhas demais" - observava Wilder. "O grande diferencial de Marilyn são seus dois pés esquerdos. Marilyn não deve ser modificada, consertada! Ela é Marilyn por ser quem é - não tentem mudar essa realidade". Muitos autores parecem concordar com a visão de Wilder, sob um outro ângulo. Para eles as inúmeras sessões de psicanálise apenas serviam para confundir ainda mais sua cabeça. Marilyn passou a se absorver sobre si mesmo, numa viagem autodestrutiva com muitas pílulas, insegurança e ataques de auto piedade. Ela procurava pela felicidade com esses médicos, mas no final não encontrou paz e nem conseguiu ser feliz.

Pablo Aluísio.