quarta-feira, 1 de maio de 2002

Breves Crônicas - Edição I

Seja aquilo que você é!
Uma coisa que aprendi na minha vida é que todos devem ser autênticos. Seja você uma pessoa autêntica. Seja aquilo que você é! Se você é um homem de 40 anos, seja isso. Se tem cabelos brancos, os assuma. Se tem barriga, se está acima de peso e isso não atrapalha sua saúde, seja exatamente isso. Se está ficando careca, assuma o peso da idade. Não adianta bancar o garotão - pois nesse caso você ficará ridículo.

Ser o que é, estar feliz e satisfeito com aquilo que os anos lhe trouxe, é uma das felicidades da vida. A velhice chega para todos. Todos vão envelhecer. Não adianta fazer plástica. As rugas são marcas do tempo, são sinais em sua face que marcam as lutas, vitórias e derrotas de sua vida. O culto à juventude é uma tremenda bobagem. Coisa de gente vazia.

Em nossas vidas há o tempo certo para tudo. Há o tempo de ser criança. Há o tempo de ser jovem e há o tempo de ser velho. A velhice é muito respeitada nos países mais desenvolvidos. Nesse campo o Brasil precisa melhorar muito. Há muito preconceito contra pessoas mais velhas, chegando ao ponto de haver até mesmo desrespeito.

Então assuma seus cabelos brancos. Assuma tudo para ser feliz. Se sua personalidade é tímida, não mude seu jeito para agradar ninguém. Não seja simpático com quem não tem simpatia. Não seja falso, não force amizade, não seja uma pessoa fake. Seja uma pessoa real, com seus pensamentos, com suas ideias, com seu modo de ver o mundo. Afinal todos os seres humanos possuem suas próprias particularidades e são elas que fizeram você ser o que é. Seja apenas você. E seja feliz consigo mesmo! 

Saco de Ossos
Essa reflexão é um pouco cruel, mas bem verdadeira. Infelizmente somos apenas um saco de ossos. Explico. Outro dia li uma reportagem sobre o maior cemitério de São Paulo. Pois bem, praticamente 100 por cento das pessoas enterradas em cemitérios como aquele vão parar em um saco de ossos, geralmente das cores azul ou preta.

Não existem mais hoje em dia aqueles cemitérios históricos onde os restos mortais de uma pessoa ficam enterrados para sempre. Os cemitérios, dado o grande número de mortes todos os anos, adotam o sistema de revezamento. Assim que passa o tempo para a decomposição do corpo, os ossos são retirados, para que a cova sirva a outra pessoa que morreu recentemente. O mundo de hoje é bem efêmero, inclusive para seus ossos que você deixará quando partir dessa para o tal "outro mundo".

E qual é o destino desses ossos? Vão para ossários, ficam em sacos de ossos por um determinado tempo. Caso a família não os solicite, então são incinerados. É isso. O seu futuro geralmente será esse. E isso me fez lembrar também o caso do nazista Josef Mengele. De oficial SS, orgulhoso da tal "raça ariana" e "superior" ele morreu em uma praia do interior de São Paulo. Enterrado, exumado, terminou em um saco de ossos numa universidade paulista. Olha aí, nem o tal membro da raça ariana teve um futuro melhor. Acabou no mesmo saco de ossos dos mais humildes dos brasileiros. Se conforme, sendo você pobre ou rico, esse acabará sendo seu futuro, um dia. Por isso vá se preparando. Sua morada final será um saco plástico.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 3 de abril de 2002

Cinquenta Tons de Cinza

Título no Brasil: Cinquenta Tons de Cinza
Título Original: Fifty Shades of Grey
Ano de Lançamento: 2015
País: Estados Unidos
Direção: Sam Taylor-Johnson
Roteiro: Kelly Marcel, baseado no romance de E. L. James
Elenco: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Jennifer Ehle, Marcia Gay Harden, Rita Ora, Luke Grimes, Victor Rasuk e Eloise Mumford.
Duração: 125 minutos.

Sinopse:
Cinquenta Tons de Cinza acompanha Anastasia Steele, uma jovem estudante de literatura que vive uma existência bastante discreta e está prestes a concluir a faculdade. Por circunstâncias inesperadas, ela precisa entrevistar o bilionário Christian Grey para o jornal universitário e fica imediatamente impressionada com sua personalidade, riqueza e comportamento enigmático. Christian também demonstra interesse por Anastasia, iniciando uma relação marcada por forte atração física e diferenças profundas de personalidade. Aos poucos, ele revela que possui preferências sexuais específicas e apresenta a Anastasia um contrato que estabelece os termos de uma relação baseada em dominação e submissão. A jovem, entretanto, percebe que os sentimentos entre os dois são muito mais complexos do que Christian inicialmente admite. Enquanto ela tenta compreender o passado traumático do empresário e os motivos de seu comportamento controlador, Christian luta contra sua dificuldade de estabelecer uma relação emocional convencional. A história combina romance, erotismo e drama psicológico, tendo como centro a tentativa dos dois personagens de descobrir se é possível transformar uma relação inicialmente baseada em regras e desejos físicos em algo emocionalmente mais profundo.

Comentários:
Quando Cinquenta Tons de Cinza chegou aos cinemas, em fevereiro de 2015, tornou-se imediatamente um dos filmes mais discutidos do ano, em grande parte devido à enorme popularidade do romance de E. L. James. A reação da crítica americana, porém, foi predominantemente negativa. O The New York Times, em crítica de Manohla Dargis, reconheceu o interesse comercial do fenômeno, mas foi bastante crítica em relação ao roteiro e à construção do relacionamento entre Anastasia e Christian. A revista Variety considerou que Dakota Johnson apresentava uma atuação mais interessante do que o material sugeria, destacando seu senso de humor e sua capacidade de conferir personalidade a Anastasia. O Los Angeles Times também apontou Johnson como um dos principais elementos positivos, observando que a atriz conseguia evitar que a protagonista se tornasse completamente passiva diante de Christian. Já a revista The Hollywood Reporter avaliou que o filme possuía uma estética visual elegante, mas não conseguia desenvolver adequadamente os aspectos psicológicos presentes no romance. Parte importante da controvérsia veio da maneira como o filme retratava poder, consentimento e controle dentro do relacionamento. Alguns críticos consideraram que a adaptação suavizava determinados elementos do livro, enquanto outros argumentaram que a própria dinâmica entre os personagens permanecia problemática. Jamie Dornan recebeu críticas mais divididas, sendo considerado por alguns jornalistas excessivamente rígido como Christian Grey, enquanto outros entenderam que essa frieza fazia parte da caracterização do personagem.

Apesar da recepção crítica pouco entusiasmada, o desempenho comercial foi extraordinário. Produzido com orçamento relativamente modesto, Cinquenta Tons de Cinza arrecadou mais de US$ 569 milhões mundialmente, transformando-se em um dos grandes sucessos cinematográficos de 2015. O filme também consolidou Dakota Johnson como estrela internacional e tornou Jamie Dornan mundialmente conhecido como Christian Grey. A revista Entertainment Weekly e outras publicações americanas destacaram a enorme curiosidade do público e o fenômeno cultural provocado pelo lançamento, enquanto críticos posteriores passaram a considerar o filme um importante exemplo da maneira como Hollywood tentou adaptar para o cinema um fenômeno editorial originalmente associado ao público feminino adulto. A direção de Sam Taylor-Johnson foi frequentemente elogiada pela fotografia sofisticada e pela tentativa de manter o erotismo dentro de uma estética mais próxima do drama romântico convencional. A trilha sonora, por sua vez, tornou-se um grande sucesso comercial, impulsionada por músicas como "Love Me Like You Do", de Ellie Goulding, e "Earned It", de The Weeknd. O longa recebeu várias indicações ao Golden Raspberry Awards, mas também conquistou enorme público e originou duas continuações, Cinquenta Tons Mais Escuros (2017) e Cinquenta Tons de Liberdade (2018). Com o passar do tempo, Cinquenta Tons de Cinza passou a ser visto menos como um triunfo da crítica e mais como um fenômeno cultural e comercial que marcou a década de 2010, demonstrando o extraordinário poder de uma franquia literária popular para mobilizar espectadores e transformar um romance erótico em um acontecimento cinematográfico mundial.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

terça-feira, 2 de abril de 2002

Como Ser Solteira

Título no Brasil: Como Ser Solteira
Título Original: How to Be Single
Ano de Lançamento: 2016
País: Estados Unidos
Direção: Christian Ditter
Roteiro: Abby Kohn, Marc Silverstein e Dana Fox, baseado no livro de Liz Tuccillo
Elenco: Dakota Johnson, Rebel Wilson, Leslie Mann, Damon Wayans Jr., Anders Holm, Nicholas Braun, Jason Mantzoukas e Alison Brie.
Duração: 110 minutos.

Sinopse:
Alice Kepley, interpretada por Dakota Johnson, é uma jovem recém-formada que decide fazer uma pausa em seu relacionamento com Josh, seu namorado desde a faculdade, para descobrir quem ela é fora de uma relação amorosa. Ela se muda para Nova York e começa a trabalhar como assistente de uma advogada, convivendo com diferentes personagens que possuem maneiras completamente distintas de encarar a vida sentimental. Entre eles está Robin, interpretada por Rebel Wilson, uma mulher independente que aproveita intensamente a vida noturna e não demonstra qualquer interesse em estabelecer um relacionamento convencional. Lucy, vivida por Alison Brie, procura obsessivamente encontrar o parceiro perfeito por meio de aplicativos e sites de relacionamento. Já Meg, interpretada por Leslie Mann, é uma médica bem-sucedida que acredita não precisar de filhos ou de um relacionamento estável, embora suas certezas sejam gradualmente colocadas em dúvida. A narrativa acompanha essas mulheres enquanto enfrentam encontros, separações, relações casuais, expectativas familiares e a dificuldade de descobrir o que realmente desejam. O filme utiliza a vida de solteiro não simplesmente como ausência de relacionamento, mas como uma etapa de autoconhecimento.

Comentários:
Como Ser Solteira recebeu uma recepção crítica moderadamente positiva, especialmente pela maneira como procura tratar a vida sem relacionamento como algo mais complexo do que simplesmente uma situação a ser corrigida. O The New York Times reconheceu a energia do elenco e observou que o filme apresentava uma visão relativamente moderna das relações amorosas, embora considerasse sua estrutura episódica irregular. A revista Variety destacou Dakota Johnson e Rebel Wilson, apontando que as duas possuem personalidades cinematográficas muito diferentes, mas conseguem estabelecer uma dinâmica divertida. O Los Angeles Times foi favorável à proposta de apresentar diferentes maneiras de viver a solteirice, observando que o filme funciona melhor quando abandona as convenções da comédia romântica tradicional. A revista Entertainment Weekly também chamou atenção para Rebel Wilson, cuja interpretação de Robin proporciona grande parte dos momentos mais engraçados da produção. Ao mesmo tempo, alguns críticos americanos consideraram que o roteiro frequentemente recorre a situações previsíveis e estereótipos típicos das comédias românticas. Dakota Johnson recebeu elogios por apresentar uma personagem mais vulnerável e menos caricatural, permitindo que Alice funcionasse como o centro emocional da narrativa. Leslie Mann também foi destacada pela transformação de Meg, uma personagem inicialmente extremamente segura de suas escolhas, mas que passa a reconsiderar suas convicções quando sua vida toma um rumo inesperado.

Um dos aspectos mais interessantes de Como Ser Solteira é justamente o fato de que o filme não apresenta uma única resposta para a questão de como viver sem um parceiro. Cada personagem representa uma possibilidade diferente: Alice precisa aprender a ficar sozinha depois de passar praticamente toda a vida adulta em um relacionamento; Robin transforma a liberdade sexual e a vida noturna em uma forma de independência; Lucy procura desesperadamente alguém para preencher aquilo que considera uma falta em sua vida; e Meg precisa enfrentar o conflito entre sua independência profissional e desejos que inicialmente se recusava a reconhecer. O The Hollywood Reporter observou que o filme consegue equilibrar momentos de comédia e reflexão, embora sua narrativa por vezes pareça excessivamente construída para transmitir mensagens sobre autoestima e independência. Comercialmente, a produção foi bem-sucedida, arrecadando aproximadamente US$ 112 milhões mundialmente, diante de um orçamento estimado em US$ 38 milhões. A trilha sonora e a ambientação em Nova York também contribuíram para sua identidade visual e comercial. Embora não tenha sido transformado em uma franquia, Como Ser Solteira encontrou seu público e tornou-se um representante bastante característico das comédias românticas americanas da década de 2010. Com o passar do tempo, o filme ganhou interesse também pela presença de Dakota Johnson, que posteriormente se consolidaria como uma das atrizes mais conhecidas de sua geração. No conjunto, trata-se de uma comédia leve que procura defender uma ideia simples: estar solteiro não significa necessariamente estar incompleto, e aprender a viver consigo mesmo pode ser tão importante quanto encontrar alguém para amar.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Chloe e Theo

 Título no Brasil: Chloe e Theo
Título Original: Chloe & Theo
Ano de Lançamento: 2015
País: Canadá / Estados Unidos
Direção: Ezna Sands
Roteiro: Ezna Sands
Elenco: Dakota Johnson, Theo Ikummaq, Mira Sorvino, Ashley Springer e Andre D. Miller.
Duração: 81 minutos.

Sinopse:
Chloe & Theo acompanha Theo, um jovem inuit do Ártico que viaja até Nova York com uma missão determinada: encontrar pessoas capazes de ouvir sua mensagem sobre as consequências das mudanças climáticas e a destruição do ambiente em que seu povo vive. Perdido em uma cidade completamente diferente de sua realidade, Theo encontra Chloe, uma jovem sem-teto interpretada por Dakota Johnson. Apesar de inicialmente não compreender completamente os motivos de sua viagem, Chloe decide ajudá-lo e passa a acompanhá-lo pelas ruas de Nova York. Os dois procuram encontrar alguém que possa levar a mensagem de Theo às autoridades e aos grandes responsáveis pelas mudanças ambientais. Durante essa jornada, eles encontram diferentes personagens e entram em contato com realidades sociais distintas. A história combina drama, comédia e temática ambiental, utilizando a relação entre os dois protagonistas para discutir pobreza, desigualdade, mudanças climáticas e a distância entre as populações tradicionais e os centros de poder. Theo representa uma cultura diretamente ameaçada pelo aquecimento global, enquanto Chloe simboliza uma jovem marginalizada que encontra naquele encontro uma possibilidade de reconstruir sua própria vida.

Comentários:
Chloe & Theo recebeu uma recepção crítica bastante limitada e predominantemente negativa, apesar de sua proposta ambiental e social. O The Hollywood Reporter reconheceu que o filme possuía uma intenção claramente humanista e elogiou a presença de Dakota Johnson, mas considerou que o roteiro simplificava excessivamente questões complexas como mudanças climáticas, pobreza e desigualdade. A revista Variety também apontou que a produção tinha uma mensagem importante, porém considerou sua execução excessivamente didática. A atuação de Johnson foi um dos poucos elementos frequentemente mencionados de maneira positiva: a atriz interpreta Chloe com uma combinação de vulnerabilidade, humor e energia, evitando transformar a personagem em uma simples vítima das circunstâncias. Theo Ikummaq, estreando no cinema, proporciona ao filme uma presença diferente, especialmente porque sua própria experiência cultural está diretamente relacionada ao tema central da história. A Los Angeles Times observou que a interação entre Chloe e Theo constitui a parte mais interessante do filme, já que os dois personagens vêm de mundos completamente diferentes e encontram uma espécie de solidariedade mútua. Entretanto, vários críticos consideraram que os diálogos excessivamente explicativos retiravam naturalidade das situações. O filme foi percebido por parte da imprensa como uma produção independente bem-intencionada, mas limitada por um roteiro que frequentemente transforma seus personagens em porta-vozes de determinadas ideias.

A questão ambiental é claramente o coração de Chloe & Theo. O filme procura chamar atenção para o impacto das mudanças climáticas sobre as comunidades indígenas do Ártico, especialmente através da trajetória de Theo e de sua tentativa desesperada de levar sua mensagem para os grandes centros urbanos. A produção também procura estabelecer uma conexão entre a crise ambiental e outros problemas sociais, sugerindo que os grupos mais vulneráveis são frequentemente os primeiros a sofrer as consequências das transformações provocadas pela sociedade industrial. A crítica, entretanto, considerou que essa abordagem poderia ter sido muito mais sofisticada. A estrutura de road movie urbano permite que Chloe e Theo atravessem diferentes ambientes de Nova York, mas o roteiro nem sempre consegue aproveitar essas situações dramaticamente. Dakota Johnson, que havia alcançado enorme projeção internacional naquele mesmo ano com Cinquenta Tons de Cinza e posteriormente apareceria em Como Ser Solteira, oferece aqui uma atuação muito mais independente de sua imagem comercial. O filme também possui interesse histórico por abordar mudanças climáticas em um momento em que o tema começava a ocupar espaço cada vez maior no cinema e no debate público americano. Apesar de suas limitações e de sua recepção crítica pouco favorável, Chloe & Theo permanece como uma produção independente de mensagem ambiental bastante clara, sobretudo interessante para aqueles que acompanham os primeiros trabalhos de Dakota Johnson no cinema e produções que procuram combinar questões sociais contemporâneas com uma narrativa de amizade e transformação pessoal.

Erick Steve. 

terça-feira, 12 de março de 2002

Textos Avulsos - Edição XX

Pattie Boyd
Outra garota linda dos anos 60, outra Beatle Girl! Claro, nem chegava perto da beleza de uma Jane Asher, por exemplo, mas era uma bonita jovem daqueles tempos. Nada como a juventude em um belo rosto feminino, meus caros. Ela era realmente uma gata, embora tivesse pequenos problemas - como os dentes, velho problema que atinge os ingleses em geral. Só que de boca fechada, tinha um rosto realmente angelical. 

Casou com o George Harrison, que em minha opinião sempre foi o mais babaca dos Beatles. Sempre teve esse jeito de carinha escroto, embora usasse daquele papo furado de Hare Khrisma que enchia o saco, além de estragar parte dos discos do grupo com suas feias e chatas músicas indianas que só não eram piores do que os gritos e gemidos da senhora Yoko Ono. 

Pois bem, Pattie e George se casaram, mas infelizmente (mais uma vez) eles não tiveram um casamento feliz. O George era um cara infiel e depois de muitas infidelidades ela resolveu dar o troco, traindo George com o Eric Clapton. Os detalhes de baixarias e fuxicos vou deixar pra lá. Esse texto, no fundo, é apenas uma ode à beleza da garota. Uma típica garota muito bela dos anos 60. Uma década, não se engane sobre isso, repleta de mulheres muito bonitas!

Minha TV Google 
Nesse ano de 2026 eu acertei em cheio comprando uma TV Google. O diferencial é que fica muito mais fácil acessar a internet por ela, tendo acesso amplo aos streamings (como a Netflix) além do próprio Youtube. Vai por mim, o Youtube é um universo de coisas boas. Claro, se você for atrás de porcarias, vai encontrar aos montes, mas no meu caso vou atrás de coisas de qualidade, em especial documentários de história, arqueologia e música. Encontro o que procuro todos os dias. Isso me faz feliz! 

Fiquei tão satisfeito com tudo que até ando deixando minhas séries e filmes de lado, o que confesso, pode ser algo equivocado de minha parte. Mas é a tal coisa, novidade engaja e eu estou nesmo momento (abril e maio de 2026) bem engajado em fazer pequenos trabalhos de arqueologia no Youtube das coisas de que me interesso. Tenho encontrado coisas do baú! Assim deixou a recomendação da televisão TV Google da Semp. Se você curte TV e internet como eu, não poderia haver nada melhor! Melhor compra que fiz nos últimos anos!

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 11 de março de 2002

Textos Avulsos - Edição XIX

Jane Asher
Estive vendo vários vídeos sobre essa namorada do Paul McCartney bem na época em que ele se tornava um dos caras mais famosos do mundo, por causa dos Beatles. A Jane era uma daquelas ruivas muito bonitas. Anotem aí, mulheres ruivas quando são bonitas, são bonitas mesmo, tipo as mulheres mais belas do mundo. 

Pena que no caso da Jane e do Paul o romance não foi em frente, isso apesar de quase se casarem (chegaram a ficar noivos). O problema é que ela pegou o Paul com outra na cama, em sua casa de Londres. Claro, deve ter sido muito doloroso para ela. Com orgulho ferido, acabou o romance. Nem todos os grandes amores do mundo terminam com final feliz, infelizmente! 

Pamela de Jim
Outra ruiva que me deixou impressionado pelas fotos que andei vendo foi a Pamela Courson, namorada eterna do Jim Morrison. Ela era linda de rosto, embora fosse um tanto magra. Outro problema veio de seu consumo desenfreado de drogas. Infelizmente a garota, que mais parecia um anjo ruivo, era uma junkie, uma viciada em heroína. Por causa disso ela também não teve final feliz com seu namorado rockstar. 

O Jim Morrison morreu logo, aos 27 anos, em Paris, provavelmente de uma overdose de heroína. Ela seguiu no mesmo destino alguns anos depois. Foi encontrada morta no sofá. Também sucumbiu à heroína. Gente jovem, bonita, na flor da idade, perdeu tudo por causa das drogas. Não poderia ser algo mais triste. Lamento muito!

Pablo Aluísio. 

Textos Avulsos - Edição XVIII

As Antigas Revistas de Cinema
Eu amo a internet. Não me interprete mal, mas sinto falta de muitas coisas que ela destruiu. Eu nem vou falar dos discos de vinil e depois dos CDs que também foram mortos pelo dragão da vida digital, mas sim de um hábito que tive durante praticamente toda a minha juventude. 

Estou falando do prazer em ir numa banca de revistas comprar um novo número daquela revista de cinema que eu colecionava. Era tão bom! Revistas como a Set, Cinemin, Cinevídeo, Fotogramas e Vídeo e tantas outras que deixaram muitas saudades! Outro dia levei um choque ao saber que a maior banca da minha cidade havia fechado suas portas! Gente, que coisa terrível! Como isso foi acontecer?

A própria editora Abril, de tantas revistas importantes e populares, também foi à falência. A imprensa impressa morreu! Sobrou apenas o nicho dos quadrinhos e alguns poucos jornais como Folha de São Paulo e Estadão! Eu acho isso tudo uma grande tragédia para a cultura brasileira. Aliás mundial, porque aconteceu a mesma coisa nos Estados Unidos! Nem livros mais se compram nas livrarias! 

Hoje não vou mais na banca de jornais comprar minha revista de cinema. Não tem mais banca de jornais! Não tem mais revistas para comprar! Acho tudo isso tão trágico. As pessoas deveriam ter continuado com o hábito de continuar a ler textos em papel. É uma parte importante da nossa história cultural que deixou de existir!

O Fim das Revistas de Cinema
Disso sinto falta! Sinto falta de ir numa banca de revistas comprar uma nova edição da minha revista mensal de cinema. Eu sei que a Internet acabou com esse mundo. Na verdade acabou com praticamente toda a imprensa de papel, mas sinceramente falando, não precisava ser assim. 

Quando eu era mais jovem, todo mês, ia comprar uma nova edição da revista Set. Colecionava esporadicamente também outras revistas como a Cinemin, a Fotogramas & Vídeo, a Cinevídeo, a Video News... Uma pena que tudo tenha desaparecido!

Aquele tipo de jornalista que era especializado em escrever textos para esse tipo de publicação perdeu seu espaço de trabalho. Até mesmo títulos que vendiam muito, como a Playboy, a Veja, tudo desapareceu! E olha que eu fui parte de uma juventude que colecionava essas publicações. E que pena que esse mundo, que fez parte da minha vida, simplesmente tenha deixado de existir. Isso eu lamento realmente!

Seis Milhões
O Blog Pablo Aluísio chegou no número de seis milhões de acessos no dia 14 de fevereiro de 2026, pleno sábado de carnaval. Obrigado aos visitantes e leitores habituais de nosso trabalho. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 10 de março de 2002

Textos Avulsos - Edição XVII

Serial Killers Vol. V
O Filho de Sam
Serial Killer sempre lembrado na crônica policial dos Estados Unidos. Ele aterrorizou Nova Iorque entre os anos de 1976 a 1977. Escolhia suas vítimas de forma completamente ao acaso, mas geralmente matava casais de namorados, mostrando uma faceta de ódio e ressentimento contra esse tipo de situação. Usando uma arma de calibre 44, conhecida como Bulldog, ele atirava pela janela dos carros desses casais, geralmente quando estavam estacionados em alguma rua mal iluminada dos bairros do Queens ou Bronx. 

David Berkowitz teve uma infância infeliz e solitária. Ele foi levado para adoção pelo pai após a morte da mãe no parto. Acabou sendo adotado por uma casal judeu chamado Berkowitz. Eram boas pessoas, mas o mal no Filho de Sam era enraizado. Ele dizia receber ordens do cachorro do vizinho que lhe mandava matar em nome de Sam, que seria uma espécie de anjo demoníaco. Maldito maluco perverso!

O Filho de Sam foi febre dentro da imprensa de Nova Iorque em sua época. A população ficou aterrorizada. Ele matava jovens casais de namorados e as pessoas começaram a se sentir com medo de sair às ruas da cidade pela noite. Acabou sendo pego por um erro primário pois foi multado por estacionar o carro ao lado de um hidrante de rua, em uma das cenas de seus crimes. Ainda vive e cumpre diversas penas perpétuas. Atualmente se diz arrependido e se auto declara um "cristão renascido"!. 

Richard Ramirez  
Acabei de assistir um episódio da série do ID chamada "Dementes". Foi a história de Richard Ramirez, psicopata chicano que aterrorizou Los Angeles nos anos 80. Ele entrava na casa das famílias, matava os homens, os pais de família, estuprava as mulheres, crianças, inclusive sodomizando suas vítimas e depois escrevia nas paredes pentagramas de magia negra. Era um verdadeiro psicopata, no uso mais correto e singular do termo.

Matou dezenas de pessoas até ser pego pela polícia. E pensar que um assassino desses no Brasil provavelmente ficaria impune ou então cumpriria uma pena de no máximo 4 a 5 anos. Isso depois de matar em série, com requintes de crueldade. As investigações policiais em nosso país são tão ineficientes que ele jamais pagaria pela maioria dos crimes que cometeu.

A série procura por uma resposta pelos crimes do Ramirez, mas no fundo não encontra. Ele tinha um tio veterano da guerra do Vietnã que gostava de se gabar de ter matado e estuprado na guerra, mas isso obviamente não poderia explicar tudo. Nem tudo tem respostas. O psicopata é um matador por definição. Faz parte de sua natureza. Como não sente nada por suas vítimas ele não se identifica, não se solidariza com outro ser humano. Mata como quem mataria um inseto. Sem sentimentos, sem remorsos.

Ouvinte de música hardcore, de Heavy Metal e rock pauleira, com letras satânicas, em especial da banda AC/CD, ele se dizia satanista. Um louco turbinado por metal pesado. Ele foi condenado à morte, mas de recurso em recurso conseguiu sobreviver anos e mais anos na prisão de San Quentin. A Califórnia, considerado um estado americano liberal, possui um sistema recursal pouco eficiente. Se tivesse sido preso em um estado mais conservador, como o Texas, por exemplo, seria executado em poucos meses. Era um psicopata irreversível que jamais poderia voltar para a sociedade. A pena de morte é uma resposta à sociedade por seus crimes violentos. Eis a verdade da vida, quer você queira ou não.

Pablo Aluísio.