terça-feira, 12 de dezembro de 2000

Muralhas do Pavor

Título no Brasil: Muralhas do Pavor
Título Original: Tales of Terror
Ano de Lançamento: 1962
País: Estados Unidos
Estúdio: American International Pictures
Direção: Roger Corman
Roteiro: Richard Matheson
Elenco: Vincent Price, Peter Lorre, Basil Rathbone, Debra Paget, Maggie Pierce, Leona Gage

Sinopse:
O filme é uma antologia de terror composta por três histórias baseadas em contos de Edgar Allan Poe. No primeiro segmento, “Morella”, um homem retorna à casa de seu pai e confronta um passado marcado por morte e obsessão. No segundo, “The Black Cat”, acompanhamos um enredo mais irônico e macabro envolvendo rivalidade, alcoolismo e assassinato. Já no terceiro, “The Facts in the Case of M. Valdemar”, um experimento de hipnose ultrapassa limites éticos e mergulha no sobrenatural. As três histórias exploram temas como loucura, vingança e morte, com forte atmosfera gótica.

Comentários:
Lançado em 1962, Tales of Terror foi bem recebido dentro do circuito de filmes de terror da época, especialmente pelos fãs do gênero. A revista Variety destacou o estilo característico de Roger Corman e a fidelidade ao clima das obras de Edgar Allan Poe, enquanto outros críticos elogiaram a atuação de Vincent Price, que se consolidava como um dos grandes ícones do terror clássico. O filme teve bom desempenho comercial dentro de seu orçamento modesto e ajudou a fortalecer a série de adaptações de Poe realizadas por Corman nos anos 1960. Com o passar do tempo, tornou-se um título cult, lembrado pela combinação de humor negro e horror atmosférico, além do encontro memorável entre Vincent Price e Peter Lorre. Hoje, é considerado uma peça importante do cinema de terror clássico e uma das adaptações mais interessantes da obra de Edgar Allan Poe.

Erick Steve. 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2000

O Telefone Preto

O Telefone Preto
O filme O Telefone Preto (The Black Phone) foi lançado nos Estados Unidos em 24 de junho de 2022, com direção de Scott Derrickson, conhecido por seu trabalho no terror contemporâneo, e produção da Blumhouse. O elenco principal é liderado por Mason Thames, em sua estreia como protagonista, ao lado de Madeleine McGraw, Jeremy Davies e Ethan Hawke, que interpreta um dos vilões mais perturbadores do cinema recente. Ambientado na década de 1970, o filme acompanha um garoto tímido que vive em um bairro marcado por violência e medo, até ser sequestrado por um assassino em série conhecido apenas como “O Pegador”. Preso em um porão à prova de som, o menino encontra um telefone desconectado que, misteriosamente, começa a tocar. A partir desse ponto inicial, a narrativa constrói uma atmosfera de terror psicológico baseada em isolamento, trauma infantil e forças sobrenaturais, sem jamais revelar o destino final dos personagens.

Quando foi lançado, O Telefone Preto recebeu uma reação amplamente positiva da crítica americana, sendo elogiado por sua abordagem atmosférica e contida do terror. O The New York Times descreveu o filme como “um exercício de medo eficaz que se apoia mais na sugestão do que no choque explícito”. O Los Angeles Times destacou a atuação de Ethan Hawke, afirmando que o ator “cria um vilão aterrador mesmo quando permanece parcialmente oculto”. A revista Variety ressaltou que o filme se destacava dentro do catálogo da Blumhouse por seu cuidado narrativo e emocional, apontando que o terror estava profundamente ligado à experiência do crescimento e da vulnerabilidade infantil.

O The Washington Post elogiou o equilíbrio entre horror sobrenatural e drama humano, observando que o filme “usa o medo como metáfora para a perda da inocência”. Já a The New Yorker destacou que o longa se beneficiava da ambientação nos anos 1970, criando uma sensação constante de perigo cotidiano. Embora alguns críticos tenham apontado que o ritmo do terceiro ato poderia ser mais ousado, o consenso geral foi claramente positivo. A maioria das análises reconheceu O Telefone Preto como um retorno de Scott Derrickson ao terror mais pessoal e atmosférico, afastando-se do excesso de sustos fáceis e apostando em tensão psicológica duradoura.

No aspecto comercial, O Telefone Preto foi um grande sucesso. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 18 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 89 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa somou mais de US$ 72 milhões, alcançando uma arrecadação mundial próxima de US$ 161 milhões. Esses números representaram um excelente retorno financeiro, consolidando o filme como um dos maiores sucessos da Blumhouse em 2022. O desempenho expressivo reforçou o apelo do terror de médio orçamento e abriu caminho imediato para o desenvolvimento de uma continuação.

Atualmente, O Telefone Preto é considerado um dos filmes de terror mais bem avaliados da década de 2020. A obra passou a ser frequentemente citada em listas de melhores filmes de terror recentes, especialmente por sua combinação de atmosfera opressiva, personagens bem construídos e temática emocionalmente pesada. A atuação de Ethan Hawke é vista hoje como uma de suas performances mais inquietantes, enquanto Mason Thames e Madeleine McGraw receberam elogios pela naturalidade e intensidade emocional. Com o passar do tempo, o filme consolidou sua reputação como um exemplo de terror eficaz que vai além do susto imediato, focando em medo psicológico e trauma infantil.

O Telefone Preto (The Black Phone, Estados Unidos, 2022) Direção: Scott Derrickson / Roteiro: Scott Derrickson e C. Robert Cargill (baseado no conto de Joe Hill) / Elenco: Mason Thames, Ethan Hawke, Madeleine McGraw, Jeremy Davies, Miguel Cazarez Mora, James Ransone / Sinopse: Um garoto sequestrado por um assassino em série descobre que um telefone aparentemente desligado pode conectá-lo a vozes do passado, oferecendo uma chance de sobrevivência em meio ao isolamento e ao terror.

Erick Steve. 

Invocação do Mal 4

Invocação do Mal 4
O filme Invocação do Mal 4 (The Conjuring: Last Rites) teve seu lançamento comercial em 2025, marcando o encerramento da saga principal do universo criado por James Wan, embora a direção tenha ficado a cargo de Michael Chaves, responsável também pelo terceiro capítulo. O elenco traz o retorno de Patrick Wilson e Vera Farmiga como Ed e Lorraine Warren, acompanhados por Ruairi O’Connor, Mia Tomlinson, Ben Hardy e Shannon Kook. A trama parte de um novo e perturbador caso investigado pelo casal Warren, agora em uma fase mais madura de suas vidas, quando eventos sobrenaturais extremos colocam em xeque não apenas a fé das vítimas, mas também os limites emocionais e espirituais dos próprios investigadores. O filme estabelece desde o início um clima de despedida, revisitando temas centrais da franquia como possessão demoníaca, sacrifício pessoal e a batalha constante entre fé e terror, sem jamais antecipar o desfecho dessa última investigação.

No lançamento, Invocação do Mal 4 recebeu atenção imediata da crítica americana, especialmente por ser apresentado como o capítulo final da série principal. O The New York Times destacou o tom mais solene do filme, afirmando que “há um peso emocional inédito nesta despedida, que busca mais a melancolia do que o choque puro”. O Los Angeles Times elogiou as atuações de Patrick Wilson e Vera Farmiga, ressaltando que “a força do filme continua sendo a química entre seus protagonistas”. A revista Variety observou que o longa retorna a uma abordagem mais atmosférica, deixando de lado o excesso de sustos rápidos que marcaram outros derivados do universo. Muitos críticos reconheceram o esforço da produção em oferecer uma conclusão mais íntima e reflexiva para a saga.

Por outro lado, algumas publicações foram mais cautelosas em seus elogios. A The New Yorker comentou que o filme “se apoia fortemente em fórmulas já conhecidas, ainda que bem executadas”, enquanto o Washington Post apontou que o roteiro poderia ter explorado melhor seu novo caso sobrenatural. Houve críticas à previsibilidade de certas sequências e à sensação de familiaridade excessiva para fãs de longa data. Ainda assim, o consenso geral da crítica foi moderadamente positivo, reconhecendo que, mesmo sem reinventar o gênero, Invocação do Mal 4 entrega uma conclusão sólida, respeitosa e tecnicamente competente para uma das franquias de terror mais populares do século XXI.

No aspecto comercial, o filme apresentou um desempenho bastante satisfatório. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 40 milhões, Invocação do Mal 4 arrecadou aproximadamente US$ 115 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, o longa teve forte apelo, especialmente na América Latina e na Europa, elevando sua arrecadação mundial para algo em torno de US$ 260 milhões. Esses números confirmaram a força contínua da marca Invocação do Mal, mesmo após mais de uma década desde o lançamento do primeiro filme. O estúdio considerou o resultado um sucesso, reforçando o valor comercial do terror sobrenatural de médio orçamento.

Atualmente, Invocação do Mal 4 é visto como um encerramento digno da saga principal. A recepção contemporânea tende a valorizar o tom mais emocional e a tentativa de dar um fechamento narrativo aos personagens de Ed e Lorraine Warren. Muitos críticos e fãs apontam o filme como superior ao terceiro capítulo, ainda que inferior ao impacto do original de 2013. Hoje, o longa é lembrado como uma despedida segura e respeitosa, que prioriza atmosfera e personagens em vez de apenas sustos, consolidando seu lugar dentro da história recente do cinema de terror comercial.

Invocação do Mal 4 (The Conjuring: Last Rites, Estados Unidos, 2025) Direção: Michael Chaves / Roteiro: David Leslie Johnson-McGoldrick e James Wan (baseado em personagens criados por Chad Hayes e Carey W. Hayes) / Elenco: Patrick Wilson, Vera Farmiga, Ruairi O’Connor, Mia Tomlinson, Ben Hardy, Shannon Kook / Sinopse: Ed e Lorraine Warren enfrentam um novo e perigoso caso sobrenatural que desafia suas crenças e limites pessoais, colocando-os diante de forças malignas que testam sua fé e sua união como nunca antes.

Erick Steve. 

domingo, 10 de dezembro de 2000

Alien³

Alien³
Uma das seqüências mais complicadas já realizadas em Hollywood. De fato por pouco o terceiro filme da franquia Alien não afundou durante sua própria produção. Vários diretores e roteiristas estiveram envolvidos mas em pouco tempo foram substituídos por novos nomes que estivessem mais de acordo com o que os executivos do estúdio queriam. Afinal era uma das franquias mais bem sucedidas da história e eles definitivamente não queriam arriscar em quase nada. No fundo desejavam apenas mais um filme parecido com os anteriores (e se possível tão lucrativo quanto eles foram). Por essa razão houve muita controvérsia nos bastidores da realização dessa terceira sequência, não sendo rara uma constante troca de farpas entre diretores e chefes do estúdio. James Cameron, o diretor do filme anterior, qualificou o novo roteiro de “um tapa na cara dos fãs de Aliens”. Depois de bater a porta anunciou que nunca mais voltaria a se envolver com a franquia. A atriz Sigourney Weaver também hesitou em voltar. Sua hesitação em aceitar ou não fez com que sua personagem fosse eliminada da trama. Isso provava que o filme seria feito com ou sem ela. Depois de muita negociação entrou em acordo com a Fox e por cinco milhões de dólares de cachê resolveu voltar.

Depois de muitas trocas de cadeiras a direção foi finalmente entregue ao jovem cineasta David Fincher que até aquele momento não tinha muito o que mostrar, uma vez que só havia dirigido pequenos curtas e vídeos, além de um documentário sem grande expressão chamado “The Beat of the Live Drum”. Assim Fincher tentou conciliar suas próprias idéias para o filme com aquilo que o estúdio queria ter em mãos. Não foi fácil. A visão de Fincher era um tanto fora dos padrões, o que elevou o nível de tensão durante as filmagens. De fato é o filme da franquia mais diferenciado de todos, com um clima próprio e soluções singulares para a trama e os personagens. O filme chegou aos cinemas sob uma chuva de críticas negativas, conseguindo apenas uma tímida bilheteria dentro dos EUA (mas se tornando um sucesso pelo mundo afora). Revisto hoje em dia temos que reconhecer que não é um filme de fácil digestão. Alguns pontos funcionam e outros não, mesmo assim merece reconhecimento pela ousadia em seus planos e na narrativa. Isso de certa forma já deixava claro o talento de David Fincher que iria se revelar um dos melhores diretores da nova geração nos anos que viriam.

Alien³ (Alien³, Estados Unidos, 1992) Direção: David Fincher / Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusett / Elenco: Sigourney Weaver, Charles S. Dutton, Charles Dance / Sinopse: Durante a fuga a nave de Ripley cai em Fury 161, um distante e esquecido planeta nos confins do espaço sideral, cuja população é formada por perigosos condenados de uma prisão de segurança máxima. O problema é que a criatura Alien também parece ter sobrevivido ao terrível acidente pois não tarda a aparecer vários corpos mutilados com marcas do terrível ser alienígena. Agora Ripley terá que enfrentar o monstro mais uma vez.

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Alien³
O filme de ficção científica e terror Alien³ estreou nos cinemas em maio de 1992, marcando o debut de David Fincher na direção de longas-metragens. Terceiro capítulo da consagrada franquia iniciada por Alien, o Oitavo Passageiro (1979), o filme retoma a trajetória de Ellen Ripley, vivida por Sigourney Weaver, que acaba presa em uma colônia penal habitada apenas por homens após um pouso forçado. Desde o lançamento, a produção chamou atenção por seu tom extremamente sombrio e pessimista, rompendo com as expectativas criadas pelos filmes anteriores.

Em termos de bilheteria, Alien³ teve um desempenho comercial razoável, mas abaixo do esperado para a franquia. Produzido pela 20th Century Fox, o filme arrecadou valores sólidos mundialmente, impulsionado pelo peso da marca Alien e pela presença de Sigourney Weaver. Ainda assim, o retorno financeiro foi considerado decepcionante quando comparado ao sucesso de Aliens – O Resgate (1986), especialmente diante de seu alto custo de produção e dos problemas enfrentados nos bastidores.

A reação da crítica em 1992 foi amplamente dividida. O The New York Times descreveu o filme como “opressivo, brutal e deliberadamente desolador”, reconhecendo sua coerência estética, mas questionando suas escolhas narrativas. A revista Time afirmou que o longa era “corajoso em sua recusa ao heroísmo convencional, mas excessivamente sombrio para agradar ao grande público”, destacando o contraste com o tom mais aventureiro do filme anterior.

As atuações receberam avaliações positivas, especialmente a de Sigourney Weaver, cuja interpretação foi descrita por críticos como “intensa, resignada e profundamente trágica”. A decisão de apresentar uma Ripley mais cansada e sacrificial dividiu opiniões, mas muitos jornalistas reconheceram que a personagem ganhava uma dimensão quase messiânica. O elenco coadjuvante, formado por atores como Charles S. Dutton e Charles Dance, também foi elogiado pela densidade dramática que trouxe ao ambiente claustrofóbico da prisão.

Com o passar dos anos, Alien³ passou por uma reavaliação crítica significativa, sobretudo após o lançamento de versões alternativas que refletiam melhor a visão original de Fincher. Já em 1992, alguns críticos apontavam que o filme possuía uma identidade visual poderosa e uma abordagem temática ousada. Hoje, a obra é vista como um capítulo controverso, porém importante da franquia, reconhecida por sua atmosfera sombria, por seu retrato existencial da heroína e por antecipar o estilo visual rigoroso que marcaria a carreira posterior de David Fincher.

A Hora do Pesadelo 5

Título no Brasil: A Hora do Pesadelo 5 - O Maior Horror de Freddy
Título Original: A Nightmare on Elm Street - The Dream Child
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: New Line Cinema
Direção: Stephen Hopkins
Roteiro: Wes Craven, John Skipp
Elenco: Robert Englund, Lisa Wilcox, Kelly Jo Minter, Danny Hassel, Erika Anderson, Nicholas Mele

Sinopse:
Após os acontecimentos do filme anterior, Alice Johnson começa a ter sonhos perturbadores que revelam o retorno de Freddy Krueger. Desta vez, o assassino dos sonhos utiliza o filho ainda não nascido de Alice como portal para invadir o mundo real. À medida que Freddy manipula as mentes de novas vítimas através dos sonhos, Alice precisa enfrentar seus medos mais profundos para tentar destruir o vilão de uma vez por todas.

Comentários:
Apenas um ano depois do lançamento do filme anterior, a New Line se apressou em lançar esse "A Hora do Pesadelo 5". E aqui se confirma a máxima que diz, no melhor estilo sabedoria popular, que a pressa é inimiga da perfeição. Ao contrário do volume 4, que considero até muito bom, esse aqui se perde em ideias ruins e roteiro mal escrito. Quiseram também misturar "O Bebê de Rosemary" com "A Hora do Pesadelo" e tudo ficou bem estranho (e ruim). O diretor Stephen Hopkins era praticamente um novato quando entrou no set de filmagens dessa produção. Sua falta de experiência se revela na tela. Ele, anos depois, iria dirigir filmes bem melhores, com destaque para "O Predador 2: A Caçada Continua" que rodaria apenas um ano depois desse quinto filme com Freddy Krueger. Porém aqui, nesse filme, ele deixou muito a desejar. Filmes da franquia "A Hora do Pesadelo" podem se perder na linha que separa sonhos de realidade. E esse foi justamente o maior problema desse filme. Com roteiro tão confuso, o público simplesmente deixou de se importar. Com isso o filme não foi bem nas bilheterias, rendendo menos da metade do filme anterior. A franquia começava a demonstrar que estava saturada, já na década de 1980.

Pablo Aluísio.


Em Cartaz: A Hora do Pesadelo 5
A Hora do Pesadelo 5: O Maior Horror de Freddy estreou nos cinemas em 1989 como o quinto capítulo da popular franquia de terror criada por Wes Craven. Dirigido por Stephen Hopkins e estrelado por Robert Englund no papel de Freddy Krueger, o filme continua a saga de Alice (Lisa Wilcox), agora confrontando o vilão enquanto enfrenta seus próprios temores e a inesperada gravidez que se torna alvo das forças de Freddy nos sonhos. O lançamento aconteceu em meio a uma onda de filmes de terror no final dos anos 1980, quando franquias consagradas tentavam se reinventar para manter o interesse do público.

Em termos de bilheteria, A Hora do Pesadelo 5 teve um resultado moderado nas salas de cinema. Nos Estados Unidos, o filme arrecadou cerca de US$ 22,1 milhões, números que o colocaram entre os títulos de terror de maior público daquele ano, embora abaixo de algumas das partes anteriores da franquia. Apesar disso, ele ainda se destacou dentro do gênero slasher e marcou um momento em que a série ainda atraía públicos fiéis mesmo com certa saturação do formato.

A recepção da crítica em 1989 foi mista a negativa. Nos principais agregadores de resenhas, o filme atingiu avaliações relativamente baixas — com cerca de 32% de aprovação no Rotten Tomatoes e uma meta-nota de 54/100 no Metacritic, indicando opiniões divididas entre críticos da época. A crítica especializada observou que, embora o longa tivesse ideias visuais e efeitos especiais elaborados, sua narrativa sofreu com uma mitologia confusa e desenvolvimento irregular de personagens, diminuindo seu impacto como sequência memorável.

Muitos jornais e críticos salientaram que, ao se afastar um pouco do terror mais psicológico e do horror original do primeiro filme, A Hora do Pesadelo 5 caía em elementos repetitivos e em uma mitologia que nem sempre fluía de forma convincente. Publicações como o The New York Times comentaram que o longa “não pretende ser mais do que uma obra do gênero”, enquanto veículos como Variety observaram que o roteiro parecia “mal construído” apesar de momentos visuais impressionantes. Nessa época, parte da imprensa considerava que a franquia precisava de renovação para recuperar seu frescor inicial.

O filme também serviu de ponte para o sexto capítulo da série, Freddy’s Dead: The Final Nightmare, lançado em 1991, no qual Freddy Krueger supostamente encontra seu fim — ainda que a franquia continuasse posteriormente com outros títulos (inclusive Wes Craven’s New Nightmare). Freddy’s Dead teve uma bilheteria de cerca de US$ 34,9 milhões nos Estados Unidos, sendo um dos maiores desempenhos domésticos da série até então, embora tenha sido criticado por seu tom mais lúdico e menos assustador do que os primeiros filmes.

sábado, 9 de dezembro de 2000

Amityville 3: O Demônio

Título no Brasil: Amityville 3 - O Demônio
Título Original: Amityville 3-D
Ano de Produção: 1983
País: Estados Unidos
Estúdio: De Laurentiis Entertainment Group (DEG)
Direção: Richard Fleischer
Roteiro: David Ambrose
Elenco: Tony Roberts, Tess Harper, Robert Joy, Candy Clark, John Beal, Leora Dana

Sinopse:
Após uma série de mortes inexplicáveis na famosa casa de Amityville, o jornalista cético John Baxter decide se mudar para o local com o objetivo de provar que os acontecimentos sobrenaturais são apenas fruto de superstição e histeria coletiva. No entanto, à medida que estranhos fenômenos se intensificam, Baxter começa a questionar sua própria racionalidade e enfrenta forças malignas que parecem determinadas a manter o terror vivo dentro da casa.

Comentários:
Terceiro filme da franquia original de Amityville. Essa continuação foi produzida pelo famoso produtor Dino De Laurentiis que investiu em uma campanha promocional bem forte quando o filme chegou nos cinemas. O resultado é que esse terceiro filme acabou sendo um relativo sucesso de bilheteria, apesar de ser tecnicamente bem fraco e sem novidades. O uso da tecnologia 3D também ajudou bastante no êxito comercial. Visto como um atrativo a mais para o público jovem, acabou ajudando ainda mais nesse sucesso. Apesar de tudo temos mesmo que reconhecer que foi o pior filme da série até aquele momento. Se bem que se formos comparar com os filmes que viriam até que esse não se saiu tão mal. Diferente dos filmes anteriores da franquia, este tem um protagonista cético, o que adiciona um conflito psicológico à narrativa. Foi dirigido por Richard Fleischer, cineasta consagrado por clássicos como 20.000 Léguas Submarinas e Soylent Green. Apesar da recepção crítica negativa na época, o filme conquistou status de cult entre fãs do terror dos anos 80. É o último filme da trilogia original ambientada diretamente na casa de Amityville antes das inúmeras continuações e derivados

Pablo Aluísio.

Em Cartaz: Amityville 3: O Demônio
O filme de terror Amityville 3: O Demônio estreou nos cinemas em novembro de 1983, dirigido por Richard Fleischer, cineasta veterano conhecido por obras de grande porte em outros gêneros. Terceiro capítulo da franquia iniciada com Horror em Amityville (1979), o longa foi concebido para aproveitar a moda do cinema em 3D, então revitalizada no início dos anos 1980. Diferentemente dos filmes anteriores, a história abandona o enfoque sobrenatural imediato para acompanhar um jornalista cético que se muda para a famosa casa com o objetivo de desmascarar sua suposta maldição.

Em termos de bilheteria, o filme teve um desempenho modesto. Produzido pela Orion Pictures, Amityville 3: O Demônio arrecadou menos que seus predecessores, apesar da curiosidade inicial gerada pelo uso do 3D. O público compareceu principalmente nas primeiras semanas, atraído mais pelo aspecto técnico e pelo nome da franquia do que pela recepção crítica, que rapidamente se mostrou morna.

A reação da crítica em 1983 foi majoritariamente negativa. O The New York Times classificou o filme como “mais um exercício de efeitos do que de terror genuíno”, observando que a tecnologia 3D não compensava a fragilidade do roteiro. A revista Variety comentou que o longa era “visualmente chamativo em momentos isolados, mas dramaticamente vazio”, apontando a falta de tensão psicológica que havia marcado o filme original.

As atuações também foram recebidas com reservas. Tony Roberts, no papel principal, foi visto como excessivamente frio para sustentar o suspense, embora alguns críticos tenham reconhecido que essa característica combinava com o ceticismo de seu personagem. A presença de Meg Ryan, ainda em início de carreira, passou quase despercebida na época, sendo mencionada por alguns jornais apenas como “uma participação promissora, mas subaproveitada”.

Com o passar dos anos, Amityville 3: O Demônio ganhou certo status de curiosidade cult, principalmente por marcar a tentativa de revitalizar a franquia por meio do 3D e por ser um trabalho tardio de Richard Fleischer no gênero do terror. Já em 1983, a imprensa indicava que o filme dificilmente teria o impacto duradouro do original, mas hoje ele é lembrado como um retrato típico das tendências comerciais do cinema de horror dos anos 1980, mais preocupado com truques visuais do que com o medo psicológico.

A Casa das Sombras

Título no Brasil: A Casa das Sombras 
Título Original: House of Dark Shadows
Ano de Lançamento: 1970
País: Estados Unidos
Estúdio: Dan Curtis Productions
Direção: Dan Curtis
Roteiro: Sam Hall, Gordon Russell
Elenco: Jonathan Frid, Grayson Hall, Kathryn Leigh Scott, Nancy Barrett, Joan Bennett, Louis Edmonds

Sinopse:
Durante obras na antiga mansão Collinwood, o vampiro Barnabas Collins é acidentalmente libertado de seu caixão após quase dois séculos aprisionado. Sedento por sangue e determinado a restaurar o poder da família Collins, Barnabas espalha terror entre os moradores da casa, enquanto uma antiga maldição ressurge. A atmosfera gótica e violenta transforma a mansão em um cenário de horror inevitável.

Comentários: 
Esse filme também é conhecido como "A Mansão das Sombras". A história é baseada na popular série de TV Dark Shadows (1966–1971). Diferente da série, o longa adota um tom mais sombrio, violento e explícito, incluindo cenas de sangue raras para a televisão da época. Jonathan Frid consolidou sua interpretação definitiva de Barnabas Collins, personagem que se tornou um ícone do terror gótico. A produção foi lançada nos cinemas enquanto a série ainda estava no ar. O sucesso do filme levou à continuação Night of Dark Shadows (1971). Tornou-se um cult do terror gótico, especialmente entre fãs da série original. Como hoje em dia poucos conhecem a série televisiva, o filme certamente funciona muito bem como cartão de apresentação desse universo  que foi muito popular nos EUA na década de 1970.

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2000

Guia de Cinema - Edição V - Lançamentos de Filmes de Terror e Ficção

Dezembro é tempo de festas de final de ano. Papai Noel e luzes de Natal. Não é considerada a alta temporada dos filmes de terror e ficção, mas ainda assim temos alguns lançamentos interessantes chegando aos cinemas. Vamos a eles. 

Avatar: Fogo e Cinzas 
Demorou, mas finalmente teremos mais esse filme da franquia "Avatar" de James Cameron. Confesso que nunca gostei muito desses filmes. Sempre achei o foco mais centrado em tecnologia de última geração do que na sétima arte, propriamente dita. Ainda assim deixo a dica. Penso que será um dos filmes que estarão na lista das maiores bilheterias do ano, uma vez que chega com marketing pesado. De minha parte estou zero ansioso para ver mais um filme com esses bichos azuis esquisitos. Tudo parece mais uma viagem de LSD do que qualquer outra coisa. Se faz seu gosto, aproveite e boa viagem! Programado para ser lançado no dia 5 de dezembro. 

Five Nights at Freddy's 2
Eu até cheguei a pensar que nunca haveria uma continuação do fraquinho filme de terror Five Nights at Freddy's. Só que em tempos de vacas magras, Hollywood vai mesmo apelar. Então temos essa sequência do primeiro filme (que eu sinceramente nunca achei nada demais). Agora, no enredo, uma garotinha de 11 anos acaba entrando naquele lugar terrível, algo que jamais deveria fazer. Assim ela acaba entrando em contato com aqueles animatrônicos do inferno (Freddy, Bonnie, Chica e Foxy). Essa sequência deve ser um filme qualquer nota. Vamos aguardar. Chega nos cinemas no próximo dia 11 de dezembro. 

Anaconda
Por falar em apelação... Lá vem mais um filme da franquia "Anaconda" que eu sinceramente pensava que já estava morta e enterrada! O enredo divulgado deve valer uns dois centavos. Eis a nota do estúdio divulgando a sinopse do filme: "Um grupo de amigos decide refilmar o clássico filme original de 1997 na Floresta Amazônica. Mas, na selva, eles se deparam com uma anaconda gigantesca de verdade, transformando a missão nostálgica em um pesadelo mortal. A aventura cômica rapidamente se torna uma luta pela sobrevivência." É a tal coisa, se não apelarem para o deboche e o besteirol a coisa toda vai servir apenas para que os brasileiros fiquem com vergonha alheia desses gringos bobocas! Os caras não entendem nada de Amazônia e nem das cobras que vivem por lá. Enfim, pura bobagem! 

Natal Sangrento
Filme de terror de fim de ano já sabe, Papai Noel vai entrar na dança, de um jeito ou de outro! E se estiver com um machado na mão, bem, já estará com meio caminho andado! Brincadeiras à parte teremos mais um remake em busca de alguns centavos coletados nas bilheterias. Que vergonha, meu Deus! Trata-se de mais um filme da série "Natal Sangrento", outra que eu pensava que estava morta e enterrada há muitos anos. A quem interessar possa, a história conta a história de um rapaz traumatizado, pois na infância viu seus pais serem mortos por um psicopata vestido de Papai Noel. Agora já adulto o pesadelo parece estar de volta! Deve ser ruim de doer a alma! Pelo visto quem morreu mesmo em Hollywood foi a criatividade para fazer filmes novos com novas ideias! A situação, como podemos ver, é bem desanimadora mesmo! 

Erick Steve. 

Os Filmes de Terror de Vincent Price


Os Filmes de Terror de Vincent Price
Museu de Cera
A Mosca da Cabeça Branca
A Casa dos Maus Espirítos
Força Diabólica
Nas Garras do Morcego
O Solar Maldito
O Poço e o Pêndulo
Vício que Mata
Muralhas do Pavor
A Torre de Londres
O Corvo
Diário de um Louco
Castelo Assombrado
Nos Domínios do Terror
Farsa Trágica
Mortos que Matam
A Orgia da Morte
Túmulo Sinistro
Monstros da Cidade Submarina
O Caçador de Bruxas
O Ataúde do Morto-Vivo

Obs: Filmografia até 1970. Só filmes de terror e Ficção. Em breve a lista de filmes será completada. Em negrito reviews já publicados.  

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

Filmes de Terror com Christopher Lee


Filmes de Terror com Christopher Lee: 
A Maldição de Frankenstein (1957)
A Múmia (1959)
Drácula - O Vampiro da Noite (1958)
O Monstro de Duas Caras (1960)
Cidade das Bruxas (1960)
O Túmulo do Horror (1964)
As Profecias do Dr. Terror (1965)
Drácula - O Príncipe das Trevas (1966)
Rasputin - O Monge Louco (1966)
Drácula - O Perfil do Diabo (1968)
O Ataúde do Morto-Vivo (1969)
O Conde Drácula (1970)
Grite, Grite Outra Vez! (1970)
A Casa que Pingava Sangue (1971)
O Expresso do Horror (1972)
Drácula no Mundo da Minissaia (1972)
Os Ritos Satânicos de Drácula (1973)
Uma Filha Para o Diabo (1976)
A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999)

Pesquisa: Pablo Aluísio.