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segunda-feira, 25 de maio de 2026

O Pecado Mora ao Lado

O Pecado Mora ao Lado 
O filme O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch) foi lançado em 3 de junho de 1955, dirigido por Billy Wilder e estrelado por Marilyn Monroe, Tom Ewell, Evelyn Keyes, Sonny Tufts, Robert Strauss e Oscar Homolka. Baseado na peça teatral de George Axelrod, o filme acompanha Richard Sherman, um executivo de meia-idade que permanece sozinho em Nova York durante o verão enquanto sua esposa e filho viajam de férias. Sentindo-se entediado e vulnerável às tentações, ele passa a fantasiar sobre infidelidade quando uma jovem e belíssima vizinha se muda para o apartamento acima do seu. A presença da mulher desperta nele desejos, inseguranças e uma série de situações cômicas. O filme explora o comportamento masculino, fantasias românticas e o medo da monotonia no casamento. Billy Wilder utiliza humor inteligente e ironia para tratar de temas delicados para a época. A personagem de Marilyn Monroe tornou-se um símbolo de sensualidade e charme inocente. A famosa cena do vestido branco sobre a saída de ar do metrô entrou para a história do cinema. Assim, O Pecado Mora ao Lado consolidou-se como uma das grandes comédias americanas dos anos 1950.

Quando foi lançado, O Pecado Mora ao Lado recebeu uma recepção crítica muito positiva, especialmente por seu humor sofisticado e pela presença magnética de Marilyn Monroe. O The New York Times descreveu o filme como “uma comédia espirituosa e extremamente divertida, conduzida com habilidade por Billy Wilder”. Já o Los Angeles Times destacou que Monroe possuía “um carisma quase hipnótico diante das câmeras”. A revista Variety comentou que o longa era “uma adaptação inteligente e elegante de uma peça teatral de enorme sucesso”. Muitos críticos elogiaram o roteiro afiado e os diálogos repletos de ironia. A atuação de Tom Ewell também recebeu reconhecimento por seu talento cômico e timing preciso. Billy Wilder foi amplamente elogiado por conseguir equilibrar sensualidade e humor sem ultrapassar os limites impostos pela censura da época. A crítica percebeu o filme como uma sátira bem-humorada sobre o casamento e os desejos masculinos. Assim, o longa conquistou aclamação significativa entre especialistas.

A repercussão crítica continuou forte nos anos seguintes, especialmente pela transformação da cena do vestido branco em um dos momentos mais famosos da história do cinema. Embora o filme não tenha sido um grande destaque no Oscar, ele recebeu indicações importantes, incluindo uma nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia. Publicações como The New Yorker destacaram a habilidade de Billy Wilder em transformar uma simples premissa doméstica em uma análise divertida sobre fantasia e repressão sexual na sociedade americana dos anos 1950. Muitos críticos também passaram a considerar o filme um dos melhores exemplos da comédia sofisticada hollywoodiana do período pós-guerra. A atuação de Marilyn Monroe foi reavaliada ao longo do tempo, sendo vista não apenas como símbolo sexual, mas também como uma atriz de forte presença cômica. Dessa forma, o filme ganhou ainda mais prestígio crítico com o passar das décadas. Sua influência cultural tornou-se enorme.

Do ponto de vista comercial, O Pecado Mora ao Lado foi um grande sucesso de bilheteria. O filme arrecadou valores expressivos para a época e ajudou a consolidar Marilyn Monroe como uma das maiores estrelas de Hollywood. O público compareceu em massa aos cinemas atraído tanto pela fama da atriz quanto pela curiosidade em torno da história considerada ousada para os padrões da década de 1950. A campanha publicitária utilizando a famosa imagem do vestido branco tornou-se extremamente eficaz. O longa teve excelente desempenho nos Estados Unidos e também no mercado internacional. Exibições posteriores na televisão e no mercado doméstico ajudaram a manter sua popularidade viva durante décadas. O filme também se tornou um marco da cultura pop americana. Assim, seu sucesso comercial foi enorme. O Pecado Mora ao Lado consolidou-se como um dos maiores sucessos da carreira de Marilyn Monroe.

Atualmente, O Pecado Mora ao Lado é considerado um clássico absoluto da comédia americana. O filme continua sendo lembrado principalmente pela imagem icônica de Marilyn Monroe sobre a grade do metrô, talvez uma das cenas mais reconhecidas da história do cinema. Críticos modernos elogiam a direção elegante de Billy Wilder e o humor inteligente do roteiro. O longa também é visto como um retrato interessante das ansiedades masculinas e dos costumes sociais dos anos 1950. A performance de Monroe permanece fascinante para novas gerações de espectadores. Muitos estudiosos do cinema destacam como a atriz combinava sensualidade, vulnerabilidade e comicidade de maneira única. O filme segue influenciando comédias românticas e sátiras conjugais até hoje. Dessa forma, sua reputação permanece extremamente sólida. O Pecado Mora ao Lado continua sendo uma obra essencial do cinema clássico hollywoodiano.

O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, Estados Unidos, 1955) Direção: Billy Wilder / Roteiro: Billy Wilder e George Axelrod, baseado na peça teatral de George Axelrod / Elenco: Marilyn Monroe, Tom Ewell, Evelyn Keyes, Sonny Tufts, Robert Strauss e Oscar Homolka / Sinopse: Durante as férias da família, um homem casado passa a fantasiar sobre sua bela vizinha, envolvendo-se em situações cômicas enquanto enfrenta tentações e inseguranças pessoais. 

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

segunda-feira, 18 de maio de 2020

O Pecado Mora ao Lado

Título no Brasil: O Pecado Mora ao Lado
Título Original: The Seven Year Itch
Ano de Produção: 1955
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Billy Wilder
Roteiro: Billy Wilder, baseado na peça de George Axeroid
Elenco: Marilyn Monroe, Tom Ewell, Evelyn Keys, Sonny Tuftis, Robert Strauss, Oskar Homolka

Sinopse:
Richard Sherman (Tom Ewell) é um maridão que fica sozinho em seu apartamento após sua esposa e filho irem passar as férias de verão fora de Nova Iorque. Adorando sua provisória liberdade ele começa a soltar a imaginação. A nova vizinha do andar de cima, uma linda e sensual loira (Marilyn Monroe), atiça ainda mais seus pensamentos eróticos. Filme indicado ao Globo de Ouro na categoria de melhor ator (Tom Ewell).

Comentários:
Esse pode ser considerado tranquilamente o filme mais conhecido de Marilyn Monroe. A imagem dela nesse filme, o seu figurino, a cena da saias ao vento, tudo entrou definitivamente dentro da cultura pop. Tanto isso é verdade que quando se lembra de Marilyn Monroe se lembra imediatamente da sua imagem nesse filme. É o auge de popularidade da atriz em sua carreira no cinema. E o curioso de tudo é que sua personagem sequer tinha nome, era apenas identificada no roteiro como "The Girl" (a garota). Isso porque ela representou mesmo um símbolo de sensualidade que estaria na imaginação daquele homem casado já há alguns anos, entediado totalmente com o casamento, que conhece a loira bonita e tem fantasias sobre ela, como se fosse ter um caso furtivo com a gostosona que mora ao lado. O roteiro (e a peça original) aliás foi escrito em cima de um artigo de um psicólogo que afirmava que quando um casamento completava sete anos, era sinal de que uma crise conjugal estaria para chegar. Esse filme fez muito sucesso de bilheteria, mas também trouxe problemas pessoais para Marilyn. A cena das saias levantadas, com as calcinhas à mostra, despertou a fúria ciumenta de Joe DiMaggio. Mal sabia ele que aquela seria a cena mais famosa e lembrada de toda a filmografia de La Monroe.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Perdidamente Tua

Título no Brasil: Perdidamente Tua
Título Original: A Life of Her Own
Ano de Produção: 1950
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: George Cukor
Roteiro: Isobel Lennart
Elenco: Lana Turner, Ray Milland, Tom Ewell, Louis Calhern, Ann Dvorak, Barry Sullivan
  
Sinopse:
Depois de muito hesitar, a jovem Lily Brannel James (Lana Turner) decide ir embora da pequena cidadezinha onde nasceu para ir morar em Nova Iorque. Ela sonha se tornar modelo de sucesso na grande cidade. Nos primeiros dias ela conhece uma modelo veterana, mais velha, que está depressiva e magoada, pois já não encontra mais trabalhos como antes. Mesmo assim Lily não se abala e aos poucos começa a subir na carreira, recebendo mais e mais ofertas de trabalho. Seu único problema é que ela acaba se apaixonando por um homem casado, o advogado Steve Harleigh (Ray Milland).

Comentários:
Mais um bom drama romântico estrelado pela diva Lana Turner. O papel foi escrito especialmente para ela, já que o diretor George Cukor sabia que sua estrela se enquadrava muito bem na personagem que era uma linda modelo, a preferida das capas de revistas de moda! Embora externamente exibisse uma imagem maravilhosa, internamente ela tinha muitos problemas emocionais, entre eles um amor plenamente correspondido por um homem casado (em boa interpretação do ator Ray Milland, um dos maiores talentos da era clássica em Hollywood). Para reforçar ainda mais a dramaticidade do roteiro, a esposa do seu homem amado havia sofrido um sério acidente de carro no passado, ficando paraplégica para sempre! Agora imaginem o grau de sofrimento emocional de Lily (Turner), pois ela está perdidamente apaixonada por um homem com o qual muito provavelmente nunca será feliz! O verdadeiro amor impossível! Um dos aspectos que mais gostei desse roteiro foi que ele tem uma dose bem acentuada de melancolia. A modelo interpretada por Lana Turner, logo em seus primeiros dias de Nova Iorque, trava amizade com Mary Ashlon (Ann Dvorak), uma modelo mais velha, solitária, depressiva e suicida. Decepcionada com o que havia acontecido em sua vida (ela foi parar em um pequeno quartinho de periferia após ter vivido todo o glamour do mundo da moda) ela resolve pular da janela de seu prédio, morrendo instantaneamente. Esse fato trágico marca Lily durante todo o filme, pois sempre que sua vida profissional ou emocional entra em crise ela se lembra de sua amiga que acabou com sua própria vida. Como esse filme não tem um final feliz (outro ponto a favor desse corajoso roteiro), ficamos com a ansiedade do que acontecerá ou não com a personagem de Lana Turner. A última cena aliás é bem embaixo do prédio onde sua amiga pulou para a morte! Sem o homem que tanto amou em sua vida, Lily poderia cometer o mesmo ato impensado de Mary? Bom, assista ao filme para conferir...

Pablo Aluísio.

domingo, 5 de agosto de 2012

O Pecado Mora ao Lado

Eu não poderia deixar passar em branco aqui no blog a data dos 50 anos sem Marilyn Monroe. Eu sempre estou escrevendo sobre a atriz aqui, como todos os visitantes podem conferir. Também estou sempre trazendo textos sobre a atriz no blog Cinema Clássico. De fato é um prazer escrever sobre ela, um ícone que tenho especial carinho. Para relembrar que tal falar sobre "O Pecado Mora ao Lado"? Esse é um dos marcos de sua filmografia. Richard Sherman (Tom Ewell) é um maridão que fica sozinho em seu apartamento após sua esposa e filho irem passar as férias de verão fora de Nova Iorque. Adorando sua provisória liberdade ele começa a soltar a imaginação, imaginando diversas situações inusitadas. A nova vizinha do andar de cima, uma linda e sensual loira (Marilyn Monroe), atiça ainda mais seu imaginário. 

 “O Pecado Mora ao Lado” é um dos filmes mais lembrados de Marilyn Monroe. A cena em que ela deixa sua saia levantada com o vento vindo do metrô abaixo entrou definitivamente no inconsciente coletivo, virando símbolo de toda uma era do cinema americano da década de 50. Para a época a cena era muito ousada e chocou os conservadores. A imagem acabou virando a marca registrada da atriz, inclusive esse vestido sempre é copiado quando se quer fazer alguma referência a Marilyn em filmes, livros e até bonecos que reproduzem esse momento. Recentemente inclusive foi erguida uma estátua gigante da atriz nessa exata sequência. Apesar da importância em sua carreira da “saia ao vento” ela também trouxe vários problemas pessoais para a atriz. Acontece que justamente na noite em que filmaram essa cena o marido de Marilyn na época, o jogador de beisebol aposentado Joe Di Maggio, resolveu aparecer no set sem avisar. Como ele era um italiano casca grossa ficou chocado ao ver sua esposa exibindo as pernas e as calcinhas para um bando de marmanjos no meio da rua. Quando voltaram para casa ele a agrediu fisicamente, o que acabou virando o estopim da separação do casal. 

Essa seria mais uma crise para o diretor Billy Wilder administrar durante as complicadas filmagens. Marilyn, como sempre, deu muito trabalho ao diretor. Chegava atrasada, esquecia diálogos e tinha acessos de pânico antes de entrar em cena. Uma atitude bem diferente de seu colega de elenco, Tom Ewell, sempre muito profissional. Mesmo assim, como sempre acontecia aliás, quando o resultado chegou nas telas todos viram novamente a estrela da atriz brilhar. Ela está magnífica nesse papel que sequer tem nome, sendo identificada apenas como “The Girl” (a garota). A estrutura do filme não nega sua origem teatral (o roteiro foi escrito em cima da peça "The Seven Year Itch" de George Axerold). Tudo se passa praticamente dentro do apartamento do personagem Sherman. Em 90% do filme temos apenas Tom Ewell em divertidos monólogos ou em dueto ao lado de Marilyn. Basicamente ele imagina diversas situações que podem ou não se materializar na realidade, tudo em cima da chamada “coceira dos sete anos”, quando os maridos caem na rotina de casamentos monótonos e procuram por aventuras com mulheres mais jovens e bonitas. Tudo é desenvolvido com muito humor e ironia, bem ao estilo de Wilder. “O Pecado Mora ao Lado” é um filme divertido, irônico e um marco na carreira do cineasta Billy Wilder, que com apenas uma cena despretensiosa conseguiu construir um verdadeiro ícone cultural da história do cinema americano.  

O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, Estados Unidos, 1955) Direção: Billy Wilder / Roteiro: Billy Wilder, baseado na peça de George Axeroid / Elenco: Marilyn Monroe, Tom Ewell, Evelyn Keys, Sonny Tuftis / Sinopse: Richard Sherman (Tom Ewell) é um maridão que fica sozinho em seu apartamento após sua esposa e filho irem passar as férias de verão fora de Nova Iorque. Adorando sua provisória liberdade ele começa a soltar a imaginação, imaginando diversas situações inusitadas. A nova vizinha do andar de cima, uma linda e sensual loira (Marilyn Monroe), atiça ainda mais seu imaginário. [

Pablo Aluísio.