Antes de qualquer coisa vamos explicando a picaretagem do título nacional desse filme. Não tem Drácula nele, nem muito menos suas filhas. Na realidade o título nacional seria mais honesto se fosse próximo ao original, algo na linha "As Gêmeas do Mal". É a história de duas jovens, gêmeas, que vão morar com o tio após a morte de seus pais. O tio é um fanático caçador de bruxas. Ao lado de seu bando, um coletivo de religiosos fanatizados, sádios e violentos, ele sai perseguindo mulheres acusando elas de serem bruxas. Pior do que isso, as matando em grandes fogueiras. Ele é um puritano e a história nos deixou relatos precisos sobre essa gente. Não há exageros nesse aspecto no que vemos no filme. Vale também destacar o excelente trabalho de atuação de Peter Cushing nesse papel.
Então, uma dessas sobrinhas dele se apaixona por um nobre que tem um grande castelo na região. Protegido pelo imperador da Alemanha, ele é o único que enfrenta o inquisidor protestante. Só tem um probleminha a superar: o sujeito é um vampiro, mais do que isso, é um satanista de renome. O que temos aqui é outro bom filme da Hammer Studios. Uma produção muito bem orquestrada, com todos os personagens funcionando bem para o eixo da história seguir em frente. Eu gostei bastante! A única coisa, no final das contas, que não gostei, foi justamente esse título nacional, mais do que picareta!
As Filhas de Drácula (Twins of Evil, Reino Unido, 1971) Direção: John Hough / Roteiro: Tudor Gates, Sheridan Le Fanu / Elenco: Peter Cushing, Dennis Price, Mary Collinson, Madeleine Collinson / Sinopse: Gustav Weil (Cushing) é um inquisidor, caçador de bruxas violento, que começa a ter problemas com um poderoso nobre local. Pior do que isso, uma de suas sobrinhas acaba se apaixonando por ele, seu pior inimigo.
Pablo Aluísio.

