Mostrando postagens com marcador Fred Dekker. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fred Dekker. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A Noite dos Arrepios

Na década de 80 surgiram alguns filmes deliciosamente trashs que tentavam, pelo menos em intenção, recriar o clima de antigos filmes de terror sci-fi dos anos 50. Um dos maiores exemplos desse tipo de produção foi esse "A Noite dos Arrepios", um terror com claro sabor da década de 50 que conseguiu ganhar certa notoriedade entre os fãs de terror - chegando inclusive a ser lançado nos cinemas brasileiros na época! A cena de abertura já mostrava bem a intenção do filme. Um casal de namorados numa noite qualquer de 1959 acaba ficando surpresa com uma forte luz vinda do espaço. Procurando investigar do que se trata o jovem acaba desencadeando uma série de eventos que colocará toda a humanidade em perigo! Vinte sete anos depois dois estudantes acabam encontrando em um laboratório o corpo do jovem namorado da década de 50. Ele havia sido exposto a um processo de congelamento após uma série de estudos para entender o que teria acontecido. Não precisa ser vidente para descobrir que algo muito sinistro se encontra naquele corpo há muito armazenado.

Os monstros espaciais aqui não se parecem nada com os Aliens da famosa série de Sigourney Weaver. Para falar a verdade mais parecem pequenos vermes, sanguessugas, do que qualquer outra coisa. O diretor de "A Noite dos Arrepios" foi Fred Dekker, nome bem conhecido de quem acompanhou os filmes de terror da época. Ele dirigiria entre outros alguns episódios do ótimo "Contos da Cripta" e em 1993 assumiria a franquia Robocop ao dirigir o terceiro filme da série. Assim fica a dica desse divertido e saudosista "A Noite dos Arrepios", um filme dos anos 80 com as nuances dos antigos filmes de monstros vindos do espaço da década de 50. Mais nostalgia impossível.

A Noite dos Arrepios
(Night of the Creeps, Estados Unidos, 1986) Direção: Fred Dekker / Roteiro: Fred Dekker / Elenco: Jason Lively, Tom Atkins, Steve Marshall / Sinopse: Estranhas criaturas vindo do espaço começam a dominar uma pequena cidade americana. Garotas, seus namorados chegaram, só que eles estão mortos!

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

RoboCop 3

Título no Brasil: RoboCop 3
Título Original: RoboCop 3
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: Orion Pictures Corporation
Direção: Fred Dekker
Roteiro: Frank Miller, Fred Dekker, Edward Neumeier
Elenco: Nancy Allen, Robert John Burke, Mario Machado

Sinopse: 
A OCP é comprada por um grupo corporativo japonês que resolve finalmente colocar em prática a construção de Delta City. Para isso tem que expulsar os moradores da antiga Detroit o que acaba criando um grupo de ativistas de resistência. Seguindo as diretrizes de sua programação de proteger os inocentes, RoboCop entra na luta a favor da população. Para combater sua força a OCP então resolve enviar um novo ciborgue ninja cuja missão será destruir RoboCop definitivamente.

Comentários:
Assim que o nome de Frank Miller foi anunciado para RoboCop 3 muita gente pensou que viria um grande filme pela frente. Infelizmente quem apostou nisso acabou se decepcionando. Frank Miller escreveu a estória de RoboCop 3 e também participou ativamente do roteiro mas nada disso salvou o filme de ser um fracasso. Os problemas são muitos. O enredo é pouco original, apenas uma salada dos dois filmes anteriores e os clichês estão em todos os lugares. Um novo ator entrou na franquia para interpretar Alex Murphy - RoboCop mas sem surpreender ninguém. Curiosamente também a atriz Nancy Allen deu adeus aos filmes já que sua personagem morre na estória, de forma gratuita e sem graça. E para piorar um filme bem equivocado ainda temos que ver uma das maiores bobagens da cultura pop pois Frank Miller caiu na besteira de colocar RoboCop voando pelos ares como se fosse um novo Superman! Achou péssimo isso? Imagine ver a cena em si com efeitos especiais nada convincentes, mesmo para a época. Enfim, RoboCop 3 foi de fato uma grande decepção para os fãs dos filmes do tira robô.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 6 de abril de 2000

RoboCop 3

RoboCop 3
RoboCop 3 (RoboCop 3) foi lançado em 5 de novembro de 1993, dirigido por Fred Dekker e estrelado por Robert John Burke, Nancy Allen, Rip Torn, John Castle e Jill Hennessy. Terceiro capítulo da franquia iniciada em 1987, o filme retorna à Detroit futurista dominada por criminalidade, colapso social e controle corporativo exercido pela poderosa OCP. A narrativa acompanha a continuidade da missão do policial ciborgue responsável por proteger civis em meio a políticas violentas de remoção urbana e militarização das forças de segurança. O ponto de partida dramático surge quando moradores de uma comunidade ameaçada de despejo entram em conflito direto com interesses corporativos, colocando o protagonista diante de escolhas morais que desafiam sua programação. A partir dessa premissa, o longa amplia o escopo político e tecnológico da série, desenvolvendo uma história de resistência, identidade e justiça sem antecipar seus acontecimentos finais.

No momento de seu lançamento, RoboCop 3 recebeu uma reação crítica predominantemente negativa na imprensa americana. O The New York Times observou que o filme suavizava a violência e a sátira que marcaram os capítulos anteriores, resultando em uma abordagem considerada menos impactante. O jornal também apontou que a substituição do ator principal enfraquecia a continuidade emocional da franquia. Já o Los Angeles Times criticou o tom mais voltado ao público juvenil, afirmando que a produção parecia “diluída” em comparação com a intensidade dos filmes anteriores.

A revista Variety descreveu o longa como uma sequência com ambição temática, mas execução irregular, destacando efeitos especiais inconsistentes e narrativa menos coesa. O The New Yorker comentou que a crítica social permanecia presente, porém sem a ironia mordaz característica do primeiro filme. Parte da crítica reconheceu elementos interessantes, como a ênfase em resistência civil e tecnologia avançada, mas o consenso geral foi negativo, considerando o filme um encerramento fraco para a trilogia original.

No aspecto comercial, RoboCop 3 teve desempenho decepcionante nas bilheterias. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 22 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 10 milhões nos Estados Unidos, com retorno internacional apenas moderado. O resultado representou queda significativa em relação aos capítulos anteriores e contribuiu para o encerramento temporário da série no cinema. Ainda assim, o longa encontrou alguma audiência posterior no mercado de vídeo doméstico e em exibições televisivas, mantendo a presença da marca junto a fãs da ficção científica.

Com o passar do tempo, RoboCop 3 passou a ser visto como um capítulo menor, porém curioso, dentro da franquia. Críticos contemporâneos tendem a valorizar alguns de seus elementos conceituais, como a resistência popular e a tecnologia do jetpack, embora continuem apontando limitações de tom e orçamento. O filme permanece lembrado principalmente como exemplo das dificuldades de manter coerência artística em séries de longa duração. Mesmo assim, conserva interesse histórico dentro do universo RoboCop e da ficção científica dos anos 1990.

RoboCop 3 (RoboCop 3, Estados Unidos, 1993) Direção: Fred Dekker / Roteiro: Fred Dekker e Frank Miller (baseado nos personagens criados por Edward Neumeier e Michael Miner) / Elenco: Robert John Burke, Nancy Allen, Rip Torn, John Castle, Jill Hennessy, CCH Pounder / Sinopse: Em uma Detroit controlada por interesses corporativos, um policial ciborgue alia-se a civis resistentes para enfrentar políticas violentas de remoção urbana e novas ameaças tecnológicas.

Erick Steve.