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quinta-feira, 26 de março de 2026

Máquina de Guerra

Título no Brasil: Máquina de Guerra
Título Original: War Machine
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos, Austrália
Estúdio: Lionsgate
Direção: Patrick Hughes
Roteiro: Patrick Hughes, James Beaufort
Elenco: Alan Ritchson, Dennis Quaid, Stephan James, Jai Courtney, Esai Morales, Keiynan Lonsdale

Sinopse:
Um grupo de jovens soldados, em sua última missão de treinamento para se tornarem parte do grupamento Rangers do exército americano, enfrenta um inimigo inesperado: uma máquina de guerra perfeita, vinda das profundezas do espaço. Agora, a luta será pela sobrevivência, acima de tudo. 

Comentários: 
Apesar de ter visto vários pequenos problemas no roteiro, gostei desse "Máquina de Guerra". A história não é das mais originais. Basta lembrar do primeiro filme Predador para bem entender isso. Troque a máquina de guerra extraterrestre por um ser orgânico e você verá todas as demais semelhanças. Ainda assim o filme funciona, apesar de ter certas amarras narrativas, como a tentativa de manter vivo e a salvo aquele militar ferido em combate. No mundo real isso jamais aconteceria. Ele seria colocado em lugar seguro, enquanto os demais soldados sairiam em busca de ajuda. Ser atacado por um equipamento de combate extraterrestre, praticamente perfeito,  indestrutível e ainda assim levar um ferido pelo caminho soa mais do que inverossímil, é pieguice até dizer chega! De qualquer formas as boas cenas de ação compensam todas essas falhas e sentimentalismos baratos, com destaque para a fuga do blindado. Enfim, curti, me diverti e isso, nos dias atuais, é mais do que difícil de acontecer, é mesmo uma raridade. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Missão: Impossível - Acerto de Contas Parte Um

Esse filme teve uma produção muito conturbada e um lançamento ainda mais problemático. Tom Cruise, o verdadeiro dono dessa franquia, brigou com o estúdio Paramount durante as filmagens e a coisa toda ficou ainda mais tensa quando o filme chegou nos cinemas e faturou nas bilheterias a metade do que era esperado. Ao custo de quase 300 milhões de dólares, a Paramount estava esperando uma bilheteria de 1 bilhão. Faturou pouco mais de 500 milhões. Acusações voaram para todos os lados, brigas de bastidores se tornaram generalizadas e durante um tempo correu-se o risco até mesmo de se cancelar a produção da parte 2 do filme. Aliás essa coisa de se dividir um enredo em dois filmes sempre me pareceu muito equivocado mesmo. Não se pode prever bilheteria, ainda mais nos dias de hoje onde filmes lançados nos cinemas podem fracassar sem cerimônia. Basta lembrar do que aconteceu com "Furiosa" da franquia Mad Max. O mais sensato é produzir apenas um filme com começo, meio e fim e torcer para que dê certo. 

Deixando tudo isso de lado, afinal o espectador não está nem aí para esse tipo de coisa, querendo mais é se divertir, devo dizer que esse novo filme da franquia Missão Impossível é bem melhor do que o último que achei genérico demais. Não que esse não seja também, mas pelo menos escreveram uma trama um pouquinho mais bem elaborada, aproveitando o assunto da moda que é a Inteligência Artificial. Eu só não concordo que o personagem de Cruise e sua equipe iriam sobreviver a um inimigo como esse. São espiões e agentes que vivem usando da tecnologia mais avançada. Quando a IA dominasse esse campo, não sobraria mais nada para eles, seriam aniquilados, caso estivéssemos vendo uma história baseada no mundo real. Como esse filme é pura ficção temos que aceitar que eles teriam alguma chance. Tudo bem, coisas de cinema, segue o jogo. 

No quadro geral, olhando o todo, esse novo filme segue basicamente a fórmula dos sete filmes anteriores. Trocando em miúdos, é um filme de ação com longas cenas de... ação, claro! Algumas vezes funciona, são muito bem elaboradas, outras vezes se tornam algo entediante. Aliás esse é um paradoxo e tanto, como podem cenas de ação e velocidade se tornarem assim tão entediantes? Acredito que esse tipo de clichê é tão utilizado que o espectador mais veterano de cinema acaba bocejando mesmo. Enfim, no saldo final, entre mortos e feridos, ainda qualifico como um bom filme. Só não espere por nada espetacular ou original. No próximo talvez melhore um pouco mais, afinal essa parte 2 provavelmente será o último filme da franquia, porque a Paramount não quer mais apostar em Missão Impossível. 

Missão: Impossível - Acerto de Contas Parte Um (Mission: Impossible - Dead Reckoning Part One, Estados Unidos, 2024) Direção: Christopher McQuarrie / Roteiro: Bruce Geller, Christopher McQuarrie, Erik Jendresen / Elenco: Tom Cruise, Hayley Atwell, Ving Rhames, Simon Pegg, Rebecca Ferguson, Esai Morales / Sinopse: Após o ataque a um submarino nuclear russo em missão secreta, o agente Ethan Hunt (Cruise) descobre que vai enfrentar um novo inimigo que sequer é um ser humano. Trata-se de um programa de inteligência artificial de última geração. 

Pablo Aluísio.

sábado, 3 de dezembro de 2016

O Desaparecimento de Garcia Lorca

Título no Brasil: O Desaparecimento de Garcia Lorca
Título Original: The Disappearance of Garcia Lorca
Ano de Produção: 1996
País: Estados Unidos, França, Espanha
Estúdio: Canal+
Direção: Marcos Zurinaga
Roteiro: Marcos Zurinaga
Elenco: Andy Garcia, Esai Morales, Naim Thomas
  
Sinopse:
Um Jornalista investigativo europeu começa a seguir os passos e rastros deixados pelo poeta e ativista político Garcia Lorca, que desapareceu nos primeiros momentos da sangrenta guerra civil espanhola, ocorrida na década de 1930. O que de fato teria acontecido com ele? Estaria vivo ou morto? Foi mais uma vítima da repressão política? Filme indicado ao Goya Awards e ao ALMA Awards.

Comentários:
Com história baseada em fatos reais o roteiro foi escrito a partir do livro de Ian Gibson. Ao longo de todos esses anos podemos dizer que o ator Andy Garcia sempre procurou atuar em bons filmes, com roteiros que no mínimo fossem interessantes. Aqui temos mais um exemplo. O filme se foca na figura do poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca. Grande pensador e ativista político ele desapareceu por volta de 1936, sem deixar qualquer pista de seu paradeiro. Quem interpreta o escritor é o próprio Andy Garcia, em excelente atuação. Quase que esse papel foi parar nas mãos de outro ator latino bem conhecido, Antonio Banderas. Ele se envolveu com a produção e até mesmo ajudou a levantar financiamento para a produção, mas na última hora precisou deixar o projeto, por já ter assinado a realização de outro filme, com outro estúdio. Assim recomendou Garcia para interpretar o protagonista, algo que se revelou acertado. Como era de esperar, em um roteiro fragmentado como esse, ele vai surgindo dentro do enredo em diversos flashbacks que vão contando o passado do autor. A direção ficou a cargo do diretor e produtor porto-riquenho Marcos Zurinaga, nesse que é até hoje seu filme mais conhecido internacionalmente. É um bom filme, que resgata uma passagem triste e violenta da vida desse grande pensador Garcia Lorca.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Rapa Nui

Desde o começo do desenvolvimento da literatura romântica na Europa (e no Brasil, por tabela) temos a figura do indígena bem idealizado, romanceado e totalmente distante da realidade. Agora junte esse tipo de estética com a história pouco conhecida de toda uma civilização que simplesmente sumiu da noite para o dia e você entenderá um filme como "Rapa Nui". Aqui há uma tentativa de descrever como vivia esse povo da distante Ilha da Páscoa. O problema é que não existem artefatos arqueológicos suficientes para tentar reconstruir seu estilo de vida e sua cultura. No vácuo da história os roteiristas acabaram trazendo de volta o índio dos velhos enredos românticos do século XVIII.

Embora seja uma produção muito bem realizada não temos como fugir da conclusão que o filme em si é uma grande bobagem do ponto de vista histórico. Os selvagens de "Rapa Nui" desfilam valores e conceitos que obviamente ficam mais certos na pele de um europeu ou de um americano do século XX. Os diálogos, seus sentimentos e seus princípios culturais são mera ficção. De bom mesmo apenas o clima de aventura exótica que parece ter sido o grande incentivo para a realização dessa obra cinematográfica. Assista, se divirta, mas nunca o leve muito à sério, porque "Rapa Nui" definitivamente não foi feito para isso. Filme indicado ao prêmio da Political Film Society.

Rapa Nui (Rapa Nui, Estados Unidos, 1994) Direção: Kevin Reynolds / Roteiro: Kevin Reynolds, Tim Rose Price / Elenco: Jason Scott Lee, Esai Morales, Sandrine Holt / Sinopse: Uma drama de ficção passada na Ilha da Páscoa antes do desaparecimento dessa civilização.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Ouro Branco

Título no Brasil: Ouro Branco
Título Original: Paid in Full
Ano de Produção: 2002
País: Estados Unidos
Estúdio: Dimension Films
Direção: Charles Stone III
Roteiro: Azie Faison Jr, Austin Phillips
Elenco: Mekhi Phifer, Wood Harris, Chi McBride, Esai Morales, Chi McBride, Cynthia Martells

Sinopse:
Um jovem do Harlem, forçado a lidar com o cenário das drogas dos anos 1980, constrói um império ilegal, apenas para ter uma crise de consciência. Filme indicado ao Film Independent Spirit Awards.

Comentários:
O que é o ouro branco do título do filme? Claro, estamos falando de cocaína. O filme conta a história de três amigos, jovens negros do Harlem, que acabam sendo seduzidos pelo dinheiro fácil do tráfico de drogas naquele bairro de Nova Iorque. Agora, o dinheiro chega rápido, mas também os problemas com a polícia, a violência e a morte. Um bom filme, valorizado por uma edição ágil, boa trilha sonora, com o tipo de sonoridade bem impactante da época e um elenco de atores negros que nunca decepciona. Um bom filme que assisti há muitos anos. Uma crônica de vidas perdidas para o mundo do crime.

Pablo Aluísio.