Título Original: Land of the Giants
Período de Exibição: 1968–1970
País: Estados Unidos
Emissora Original: ABC
Produção: Irwin Allen Productions e 20th Century Fox Television
Criação: Irwin Allen
Elenco: Gary Conway, Don Matheson, Don Marshall, Stefan Arngrim, Deanna Lund, Heather Young, Kurt Kasznar e Warren Stevens.
Sinopse:
No ano de 1983, a espaçonave comercial Spindrift parte de Los Angeles com destino a Londres, mas durante a viagem atravessa uma misteriosa tempestade espacial. A aeronave acaba sendo transportada para um planeta semelhante à Terra, porém onde todos os seres e objetos são gigantescos. Os passageiros e tripulantes descobrem que estão presos em um mundo desconhecido, habitado por seres humanos gigantes e animais de proporções assustadoras. Liderados pelo capitão Steve Burton, interpretado por Gary Conway, os sobreviventes precisam encontrar uma maneira de reparar a nave e retornar ao seu próprio universo. Enquanto procuram alimentos, medicamentos e peças para o Spindrift, eles enfrentam aranhas gigantes, gatos enormes, cães monstruosos e seres humanos hostis. A situação torna-se ainda mais perigosa porque o grupo precisa permanecer escondido dos gigantes, que podem esmagá-los simplesmente caminhando sobre eles. A série combina ficção científica, aventura e fantasia, seguindo a tradição das grandes produções televisivas de Irwin Allen.
Comentários:
Quando Terra de Gigantes estreou em setembro de 1968, a produção chamou imediatamente a atenção pelo impressionante trabalho de efeitos especiais. A revista Variety destacou a escala visual da série e a criatividade necessária para transformar objetos cotidianos em ameaças gigantescas, considerando a produção uma das mais ambiciosas experiências de ficção científica realizadas para a televisão americana. O The New York Times, embora reconhecesse a inventividade da premissa, foi mais reservado em relação aos roteiros, observando que a série dependia bastante de fórmulas de aventura e de situações de perigo recorrentes. A atuação de Gary Conway como o capitão Steve Burton foi considerada adequada ao papel de herói tradicional, enquanto Kurt Kasznar recebeu elogios por sua interpretação do extravagante e sofisticado Alexander Fitzhugh. O grande destaque técnico, entretanto, continuava sendo a criação daquele mundo gigantesco. Irwin Allen utilizou cenários construídos em escala ampliada, projeções, miniaturas, efeitos ópticos e diferentes técnicas de fotografia para criar a ilusão de que os personagens eram minúsculos. Para a televisão de 1968, o resultado era bastante impressionante. A série recebeu indicações ao Emmy por seus efeitos especiais e direção de arte, reforçando seu prestígio técnico.
Embora tenha permanecido no ar por apenas duas temporadas, totalizando 51 episódios, Terra de Gigantes conquistou uma legião de admiradores e tornou-se uma das produções mais lembradas da chamada "era de ouro" da ficção científica televisiva americana. Em retrospectivas da TV Guide, a série é frequentemente lembrada ao lado de Perdidos no Espaço, Viagem ao Fundo do Mar e O Túnel do Tempo como parte do universo criado por Irwin Allen. Historiadores da televisão destacam especialmente sua capacidade de transformar objetos comuns — como telefones, móveis, relógios, carros e animais domésticos — em elementos ameaçadores. O conceito também permitia uma enorme variedade de histórias, desde episódios de sobrevivência até aventuras envolvendo tecnologia alienígena e sociedades desconhecidas. Entre os fãs, o episódio piloto e as histórias envolvendo os gigantes continuam sendo os momentos mais lembrados. Apesar de alguns roteiros terem envelhecido e dos efeitos parecerem simples diante das técnicas digitais atuais, a série preserva uma atmosfera de aventura bastante característica dos anos 1960. Hoje, Terra de Gigantes é considerada um clássico cult da televisão americana e uma das obras mais criativas de Irwin Allen, permanecendo especialmente querida entre os admiradores da ficção científica televisiva produzida durante aquela década.
Pablo Aluísio.

Nenhum comentário:
Postar um comentário