terça-feira, 1 de maio de 2001

Elvis Presley - Blue Hawaii

Elvis Presley - Blue Hawaii
Lançado em 1º de outubro de 1961, Blue Hawaii é um dos álbuns mais emblemáticos da fase cinematográfica de Elvis Presley, servindo como trilha sonora do filme homônimo que ajudou a consolidar sua imagem como astro global do entretenimento. O disco reflete perfeitamente a virada na carreira de Elvis durante o início dos anos 1960, quando sua produção musical passou a estar fortemente ligada ao cinema. Musicalmente, o álbum aposta em um som leve, tropical e acessível, misturando pop, baladas românticas e elementos da música havaiana, o que o tornou extremamente palatável ao grande público. Na época, publicações como a Rolling Stone e o The New York Times reconheceram o apelo comercial do disco, ainda que algumas críticas tenham apontado certa superficialidade artística em comparação com seus trabalhos mais ousados da década anterior. Já a The New Yorker destacou o carisma vocal de Elvis, que conseguia elevar até mesmo as canções mais simples com sua interpretação envolvente. Apesar das críticas mistas, o álbum foi amplamente elogiado pelo público, especialmente por sua atmosfera descontraída e pelo charme que dialogava diretamente com o espírito do filme.

Do ponto de vista comercial, Blue Hawaii foi um enorme sucesso, tornando-se um dos álbuns mais vendidos da carreira de Elvis Presley e permanecendo por 20 semanas no topo da parada Billboard 200. O disco ajudou a consolidar a estratégia de Elvis de lançar trilhas sonoras como produtos centrais de sua carreira, algo que marcaria profundamente sua produção nos anos seguintes. Canções como “Can’t Help Falling in Love” tornaram-se clássicos atemporais, ultrapassando o contexto do filme e ganhando vida própria como uma das baladas mais icônicas da música popular. Com o passar das décadas, o álbum passou a ser visto como um retrato fiel de uma fase específica da trajetória de Elvis — menos revolucionária, porém extremamente bem-sucedida e influente em termos de cultura pop. Hoje, Blue Hawaii permanece como um símbolo da fusão entre música e cinema no auge da indústria do entretenimento dos anos 1960, além de representar um dos momentos em que Elvis alcançou seu maior apelo popular global, ainda que à custa de uma menor ousadia artística.

Elvis Presley - Blue Hawaii (1961)
Blue Hawaii
Almost Always True
Aloha Oe
No More
Can’t Help Falling in Love
Rock-A-Hula Baby
Moonlight Swim
Ku-U-I-Po
Ito Eats
Slicin’ Sand
Hawaiian Sunset
Beach Boy Blues
Island of Love
Hawaiian Wedding Song

Gary Cooper (1945 - 1950)

Dados biográficos do ator Gary Cooper entre os anos de 1945 a 1950 - Entre 1945 e 1950, o ator Gary Cooper viveu um período importante de consolidação artística e amadurecimento em sua carreira em Hollywood, já sendo considerado um dos maiores astros do cinema americano. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, Cooper continuava extremamente popular junto ao público. Em 1945, ele participou do filme Along Came Jones, uma comédia western na qual também atuou como produtor — algo que demonstrava seu interesse crescente em ter mais controle sobre seus projetos. Nesse período, ele buscava diversificar seus papéis, alternando entre westerns, dramas e comédias.

Em 1946, estrelou Cloak and Dagger, dirigido por Fritz Lang. O filme, ambientado no contexto da Segunda Guerra, explorava espionagem e ciência, refletindo o clima político da época. Cooper interpretou um físico envolvido em missões secretas, reforçando sua imagem de herói sério e íntegro. Já em 1947, teve um de seus grandes sucessos com The Bachelor and the Bobby-Soxer, ao lado de Shirley Temple e Myrna Loy. O filme, uma comédia romântica, mostrou um lado mais leve do ator e foi muito bem recebido, inclusive vencendo o Oscar de Melhor Roteiro.

Em 1949, Cooper brilhou em The Fountainhead, adaptação do romance de Ayn Rand. No papel do arquiteto Howard Roark, ele interpretou um personagem idealista e obstinado, refletindo temas de individualismo e integridade — características frequentemente associadas à sua persona cinematográfica. Além de sua carreira, esse período também foi marcado por questões pessoais. Cooper enfrentava problemas de saúde e uma vida conjugal turbulenta com sua esposa, Veronica Balfe, incluindo uma separação temporária no final da década. Ainda assim, manteve sua posição como uma das maiores estrelas de Hollywood.

No fim da década, Gary Cooper já era visto como um símbolo de integridade e masculinidade no cinema, preparando o terreno para alguns de seus maiores papéis nos anos seguintes, como em High Noon, que consolidaria definitivamente seu legado.

sexta-feira, 6 de abril de 2001

Filmografia Mickey Rourke - Anos 80 e Anos 90


🎬 Década de 1980
Heaven’s Gate (O Portal do Paraíso) – 1980
Body Heat (Corpos Ardentes) – 1981
Diner (Quando os Jovens se Tornam Adultos) – 1982
Rumble Fish (O Selvagem da Motocicleta) – 1983
The Pope of Greenwich Village (Nos Calcanhares da Máfia) – 1984
Year of the Dragon (O Ano do Dragão) – 1985
9½ Weeks (9½ Semanas de Amor) – 1986
Barfly (Barfly – Condenados pelo Vício) – 1987
Angel Heart (Coração Satânico) – 1987
A Prayer for the Dying (Prece Para um Condenado) – 1987
Homeboy (Homeboy – Chance Para Vencer) – 1988
Johnny Handsome (Um Rosto Sem Passado) – 1989
Francesco (Francisco de Assis) – 1989
Wild Orchid (Orquídea Selvagem) – 1989

🎬 Década de 1990
Desperate Hours (Horas de Desespero) – 1990
White Sands (Areias Brancas) – 1992
Harley Davidson and the Marlboro Man (Harley Davidson e Marlboro Man) – 1991
The Last Outlaw (Os últimos Foras-da-Lei) -1993
FTW (Cúmplices do Desejo) - 1994
Fall Time (Fall Time - Brincando com o Perigo) - 1995
Bullet (Bullet) - 1996
Exit in Red (Sem título no Brasil) – 1996
Double Team (A Colônia) – 1997
Love in Paris (9 1/2 Semanas de Amor 2) - 1997
The Rainmaker (O Homem Que Fazia Chover) - 1997
Buffalo '66 (Buffalo 66) - 1998
Point Blank (Vingança à Queima-Roupa) – 1998
Thicker Than Blood (Mais Forte que a Amizade) - 1998
Thursday (Quinta-Feira Sangrenta) – 1998
Out in Fifty (Sem título no Brasil) – 1999
Shergar (O Cavalo Shergar) - 1999
Shades (Sem título no Brasil) – 1999
Animal Factory (Fábrica de Animais) – 1999

quinta-feira, 5 de abril de 2001

Mickey Rourke - Francesco


Mickey Rourke - Francesco
Mickey Rourke foi encerrando a década de 80 surpreendendo mais uma vez. Afinal, naquela época, ninguém poderia prever que ele iria interpretar um dos santos mais populares da Igreja Católica no cinema, nada mais, nada menos, do que São Francisco de Assis! O filme foi rodado na Itália e Rourke recebeu críticas bem positivas por seu trabalho de atuação, ainda que Rourke fosse um santo com tatuagem do IRA no braço! Coisas de Mickey Rourke, enfim!

Pablo Aluísio. 

Mickey Rourke - Homeboy


Mickey Rourke - Homeboy
No final dos anos 80, o ator Mickey Rourke resolveu interpretar um lutador de boxe decadente. Era um velho sonho dele, já que na juventude havia sido bozeador, mas sem sucesso nos ringues. O filme se revelou um drama pesado, com pouco ritmo, o que o prejudicou nas bilheterias. Particularmente gosto do filme. E para fãs do trabalho de Mickey Rourke se torna um item indispensável na coleção. No Brasil essa produção recebeu o nome comercial de "Chance de Vencer". 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 4 de abril de 2001

Mickey Rourke - Barfly


Mickey Rourke - Barfly
Em 1987 o ator Mickey Rourke interpretou uma "mosca de bar", ou quase isso. Ele trouxe o pensamento e o modo de vida do escritor Charles Bukowski para o cinema. Com direção de Barbet Schroeder, esse filme foi bastante elogiado em seu lançamento original. Até porque trazia uma das mais inspiradas interpretações de Mickey Rourke em sua carreira. Um trabalho digno de um Oscar de melhor ator. Pena que isso não aconteceu! 

Pablo Aluísio. 

Mickey Rourke - Prece para um Condenado


Mickey Rourke - Prece para um Condenado
Nesse filme o ator Mickey Rourke interpretava um assassino do IRA que procurava por algum tipo de redenção em sua vida. A Revista Set em sua edição número 1 trazia uma entrevista de Rourke sobre esse filme e "Coração Satânico". Ele reclamava do produtor que tentou transformar esse drama em um filme de ação, ao estilo Chuck Norris! Eram reclamações válidas de Rourke, mas falando sinceramente eu gostei muito do filme na época (assisti em VHS) e o coloco tranquilamente na lista dos melhores filmes dele em sua era de ouro na carreira no cinema. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 3 de abril de 2001

Mickey Rourke - Coração Satânico


Mickey Rourke - Coração Satânico (1987)
Eu sempre terei um lugar especial no meu coração de cinéfilo para esse filme inesquecível de Alan Parker. Eu era um jovem quando o assisti no cinema (o velho e bom Cine Municipal) pela primeira vez. A partir desse filme eu deixei de ser uma pessoa que simplesmente adorava cinema para ser um cinéfilo de verdade! Sempre vou adorar assistir o grande Mickey Rourke contracenando com o Robert De Niro em busca do misterioso Johnny Favorite. Um dos filmes da minha vida, sem dúvida. Grandes lembranças de uma juventude muito rica em cultura! 

Pablo Aluísio. 

Mickey Rourke - Nove Semanas e Meia de Amor


Mickey Rourke - Nove Semanas e Meia de Amor
Provavelmente o filme mais popular de Mickey Rourke no Brasil. Ficou anos em cartez - sem exagero algum nessa informação. O diretor Adrian Lyne no fundo fez um grande videoclip, embalado por um romance meio superficial e muitas cenas sensuais. Não é dos meus filmes preferidos do Rourke, mas certamente muita gente o conheceu justamente por causa dessa fita de grande sucesso na época de seu lançamento original. Marcou muitos cinéfilos, pode ter certeza! 

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 2 de abril de 2001

Mickey Rourke - O Ano do Dragão


Mickey Rourke - O Ano do Dragão
Outro filme que também marcou a filmografia de Mickey Rourke nos anos 80 (o auge de sua carreira como ator em Hollywood). O filme é um bom policial, com trama passada em Chinatown. Rourke é o tira que usa de métodos pouco convencionais para colocar criminosos chineses atrás das grades. Dirigido por Michael Cimino, também não é um dos meus favotiros, mas confesso que ver Rourke, entre névoas, perseguindo patifes dentro da comunidade chinesa de Nova Iorque, não deixava de ser também muito legal nos anos 80. 

Pablo Aluísio.