domingo, 2 de novembro de 2025

Everwood

Título no Brasil: Everwood - Uma Segunda Chance 
Título Original: Everwood 
Ano de Lançamento: 2002
País: Estados Unidos 
Estúdio / Produção: Warner Bros
Direção / Criador: Greg Berlanti 
Roteiro: Greg Berlanti, Michael Green 
Elenco: Treat Williams (Dr. Andy Brown), Gregory Smith (Ephram Brown), Vivien Cardone (Delia Brown), Emily VanCamp (Amy Abbott), Tom Amandes (Dr. Harold Abbott), Chris Pratt (Bright Abbott) 

Sinopse
Dr. Andy Brown, um renomado neurocirurgião de Nova York, fica viúvo e decide recomeçar sua vida mudando-se com os filhos Ephram e Delia para a pequena e pitoresca cidade de Everwood, no Colorado, conforme o desejo de sua esposa falecida. Lá, ele abre uma clínica comunitária e tenta se reconectar com os filhos enquanto lida com os desafios de adaptação, rivalidades médicas locais, amores adolescentes, perda e cura emocional

Comentários:
Quando finalmente instalamos TV a cabo em nossa casa passamos a acompahar de perto essa série que era exibida pelo Warner Channel. Uma série muito boa! O elenco era ótimo, com o Treat Williams, a linda loira Emily VanCamp como a adolescente encantadora e o Gregory Smith como o carinha meio apaixonado por ela. Essa série que eu acompanhei bem, durou de 2002 a 2006! Gente como o tempo passou rápido nessa minha vida, fica até complicado de acreditar que faz tanto tempo! Eu até hoje tenho saudades de séries como essa! Além disso fico abismado de como o canal da Warner virou essa porcaria hoje em dia - sem nada para assistir! É realmente uma pena pois era um dos melhores canais a cabo para ver séries dramáticas. Hoje em dia não sobrou nada! 

Pablo Aluísio.

sábado, 1 de novembro de 2025

Apocalipse nos Trópicos

Título no Brasil: Apocalipse nos Trópicos
Título Original: Apocalypse in the Tropics 
Ano de Lançamento: 2024 
País: Brasil
Estúdio: Busca Vida Filmes 
Direção: Petra Costa 
Roteiro: Petra Costa, Alessandra Orofino 
Elenco: Petra Costa, Jair Messias Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva, Silas Malafaia (em arquivos de imagens). 

Sinopse:
Uma investigação em forma de documentário da diretora Petra Costa sobre como o movimento evangélico ganhou força na política brasileira nas últimas décadas, explorando o papel de líderes religiosos e políticos no processo de transformação da democracia, com acesso a figuras como Lula, Bolsonaro e Silas Malafaia.

Comentários:
O Brasil foi assolado por um delírio coletivo após as últimas eleições presidenciais. Uma turba de fanáticos ignorantes enlouquecidos decidiu destruir tudo por onde passavam, fazendo vandalismo nos prédios que representam os três poderes constitucionais em nossa nação. Como foi possível uma loucura insana dessas acontecer? A violência que se viu ficou marcado dentro da memória nacional. Pessoas foram presas e pegaram penas pesadas por seus atos (de forma bem merecida, aliás). Esse documentário procura entender as origens de toda essa insanidade violenta. O resultado que se vê nas telas é muito bom e desfaz mais uma mentira, a de que os baderneiros violentos e fanáticos eram velhinhas com bíblias na mão. Pura cascata! Se quiser entender de vez o que de fato aconteceu não deixe de ver esse documentário que foi muito falado e premiado no exterior em diversos festivais de cinema mundo afora. 

Pablo Aluísio. 

Roberto Carlos em Ritmo de Aventura

Título no Brasil: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura
Título Original: Roberto Carlos em Ritmo de Aventura
Ano de Lançamento: 1968
País: Brasil
Estúdio: Herbert Richers
Direção: Roberto Farias
Roteiro: Roberto Farias, Bráulio Pedroso
Elenco: Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Reginaldo Faria, José Lewgoy, José Carlos de Andrade

Sinopse:
Roberto Carlos interpreta a si mesmo em uma aventura repleta de ação, música e humor. Perseguido por uma quadrilha de criminosos interessados em explorá-lo comercialmente, o cantor tenta escapar com a ajuda dos amigos Erasmo Carlos e Wanderléa. Entre perseguições, belas paisagens e canções marcantes, o filme celebra a Jovem Guarda e o carisma do "Rei" em uma mistura de comédia, romance e musical.

Comentários: 
Esse filme foi produzido nos anos 60. O Roberto Carlos já era um dos cantores mais populares do Brasil, então ir para o cinema parecia ser um caminho natural a seguir. Roberto, que nunca se considerou um ator, pediu que o filme fosse algo na linha dos filmes dos Beatles, ou seja, muita música, muita diversão, mas sem essa de trazer um roteiro pretensioso ou algo do tipo. E esse filme foi bem nessa linha mesmo. A história não faz muito sentido, sendo apenas uma desculpa para o Roberto Carlos sair cantando cada uma das músicas da trilha sonora (sendo algumas delas clássicas do repertório do cantor, é bom frisar). Enfim, se você é fã do artista não deixe de ver, agora se essa não for sua praia, bicho, procure por alguma outra coisa para ver. É uma brasa, mora! 

Pablo Aluísio. 

Minha Vida de Cinéfilo - Texto I

Minha Vida de Cinéfilo - Texto I
Eu sempre gostei de assistir a filmes, mas nos anos 70 eu era apenas uma criança que via os filmes do Jerry Lewis e do Elvis Presley na Sessão da Tarde. Não tenho muitas lembranças desse tempo, mas eu tenho recordações vivas de ter assistido a alguns filmes como "A Fantástica Fábrica de Chocolates" e de ter amado esse filme. Até hoje a trilha sonora quase me faz chorar!

Também tenho vagas recordações de Superman I e algum filme dos Trapalhões. Não me lembro se vi no cinema mesmo! Provavelmente fui ao cinema nessa idade, bem jovem, ainda morando no interior de SP, mas o tempo apagou essa recordação. Sequer tenho lembranças das salas de cinema na cidade onde nasci! Eu não tenho lembranças, nos anos 70, de nenhum outro filme mais marcante ou de ter conhecido algum ator americano de cinema pelo nome. A minha paixão por cinema só iria surgir mesmo nos anos 80. 

Eu saí da infância provavelmente por volta de 1985. Mesma época em que começou a explodir a febre do videocassete no Brasil! A primeiro locadora que entrei ficava no centro da minha cidade. Era uma produtora de vídeo que também alugava filmes. Na época eu nem entendia direito como esse novo comércio iria funcionar. Havia fichas técnicas na parede da locadora. Daí você puxava a fichinha e lia o nome dos atores, do diretor e do elenco, além da sinopse claro. Acho que essa locadora se chamava Comvideo. 

Eu fui ter videocassete bem mais tarde. Acho que no ano de 1986. Não era um VHS, mas um Betamax! A alegria de ter um videocassete em casa ficou meio na metade, porque só havia uma locadora Betamax na minha cidade. De VHS havia dezenas de locadoras. Então eu sempre ia na locadora e saía de lá sem nada, porque os bons filmes já tinham sido alugados. Era meio complicado. Só que eu não desistia, ia quase todo dia na locadora com a farda do colégio Marista e a bolsa no ombro! 

Só que havia uma questão que eu só fui descobrir depois. O Betamax como tecnologia era melhor do que o VHS. A fita era menor, mais portátil e tinha muita qualidade. O problema é que a Sony monopolizou o Beta, então todas as outras fabricantes foram para o VHS. O egoísmo da Sony meio que destruiu seu próprio formato! 

Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Emilia Pérez

Título no Brasil: Emilia Pérez 
Título Original: Emilia Pérez 
Ano de Lançamento: 2024 
País: França 
Estúdio: Pathé / Page 114 
Direção: Jacques Audiard 
Roteiro: Jacques Audiard 
Elenco: Karla Sofía Gascón, Zoe Saldaña, Selena Gomez, Adriana Paz, Édgar Ramírez 

Sinopse:
Um violento e sanguinário traficante de drogas, líder de um poderoso cartel mexicano, decide mudar tudo em sua vida. Há muitos anos ele tem esse sonho de mudar de sexo. Então contrata uma jovem advogada para lhe ajudar nesse seu objetivo pessoal. Ao mudar de sexo, muda também de identidade, mas não consegue romper todos os laços com o passado, principalmente em relação aos seus filhos menores de idade. Agora, como Emilia Pérez, tenta se reaproximar dos seus filhos, ao mesmo tempo em que não pode se revelar a eles como seu antigo pai. 

Comentários: 
Esse filme tem uma mistura de gêneros cinematográficos bem interessante. Ao mesmo tempo em que conta uma história que poderíamos qualificar como barra pesada, adota o estilo dos musicais! Poucas vezes, em minha longa vida de cinéfilo, vi algo parecido. E o mais interessante de tudo é que no final essa mescla de estilos até que funciona muito bem! No Brasil as lentes de uma avaliação isenta sobre o filme foram ofuscadas por causa do Oscar. "Emilia Pérez" foi o grande rival de "Ainda Estou Aqui" na premiação. Os brasileiros, por essa razão, assumiram uma atitude de clubismo contra o filme, o boicotando, o destruindo nas redes sociais. Tudo bobagem! Até porque a atriz Karla Sofía Gascón falou tanta besteira em suas redes sociais durante a fase preparativa do Oscar, que ela mesma boicotou o seu filme, mesmo que de forma involuntária. Esqueça tudo isso. Aprecie o filme por seus méritos cinematográficos e não se engane sobre isso, estão todos lá. É sem dúvida um bom filme. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Ladrões

Título no Brasil: Ladrões 
Título Original: Caught Stealing 
Ano de Lançamento: 2025 
País: Estados Unidos 
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Darren Aronofsky 
Roteiro: Charlie Huston 
Elenco: Austin Butler, Vincent D’Onofrio, Zoë Kravitz, Matt Smith, Regina King, Liev Schreiber

Sinopse:
Hank Thompson (Austin Butler) é um cara comum que mora em Nova Iorque e trabalha como barman num pequeno bar nos becos da cidade. No passado ele teve sua promissora carreira no beisebol destruída após um grave acidente de carro. Agora, precisa sobreviver. Só que o pior acontece quando ele se envolve, de forma completamente involuntária, em um acerto de contas entre criminosos. 

Comentários: 
Pelo fato do diretor ser o Darren Aronofsky, muita gente que entende de cinema pode vir a pensar que se trata de um drama pesado, com teses sociológicas e tudo mais. Esqueça! Esse filme é puro entretenimento e funciona muito bem assim! Aliás é tão bom que me prendeu do começo ao final, sem piscar os olhos. O ator Austin Butler segue sua jornada de bons filmes após o sucesso de "Elvis". Ele novamente está muito bem em seu papel. Esse tem sorte e bom faro para escolher os roteiros certos. Está indo muito bem na carreira. Agora, em termos de atuação, quem rouba o filme, em minha opinião, é o Vincent D’Onofrio. Aliás ele está em seu modo habitual na carreira que é o de ladrão de filmes alheios. Sempre fez isso desde o hoje distante "Nascido Para Matar". Aqui ele tem um personagem impecável em mãos, um judeu ortodoxo, que apesar da religião e dos preceitos éticos restritos de sua religião, além da vestimenta cafona, no fundo não está nem aí com nada, agindo como um bandidão da pesada mesmo, onde em seu vocabulário sequer existe a palavra compaixão. Então é isso. Quer curtir um bom filme de ação com roteiro muito redondinho? Deixo a dica especialmente para você, caro leitor!

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Possuídos

Título no Brasil: Possuídos
Título Original: Fallen
Ano de Lançamento: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Gregory Hoblit
Roteiro: Nicholas Kazan
Elenco: Denzel Washington, John Goodman, Donald Sutherland, Embeth Davidtz, Elias Koteas, James Gandolfini

Sinopse:
O detetive John Hobbes (Denzel Washington) acredita ter encerrado um terrível caso ao capturar e testemunhar a execução de um serial killer. Mas logo estranhos assassinatos começam a acontecer seguindo o mesmo padrão, e Hobbes descobre que algo sobrenatural está por trás — uma entidade demoníaca chamada Azazel, capaz de saltar de corpo em corpo, levando o mal adiante e desafiando a lógica e a fé do detetive.

Comentários:
Esse filme não funcionou! Não foi apenas por causa da fraca bilheteria em seu lançamento original, mas também por causa dessa mistura de filmes de ação com elementos sobrenaturais que praticamente nunca deu certo no cinema, que o diga Arnold Schwarzenegger e seu filme "Fim dos Dias" que igualmente fracassou nas bilheterias. Há uma cena em "Possuídos" que resume bem esse aspecto. O demônio, conhecido como Azazel (um carneirinho citado no velho testamento) sai pulando de corpo em corpo no meio de uma multidão colocando o personagem principal em apuros! Ora, meus caros, essa coisa de possessão demoníaca (que é uma tremenda cascata!) só funciona bem em cenas com muito clima, com sombras sinistras, nevoas, escuridão... tudo bem preparado para o psicológico do público, como vimos no clássico "O Exorcista". Feito de outro modo vira logo uma coisa pra lá de ridícula, como vemos na cena desse filme que deixou muito a desejar. Enfim, não recomendo. Nem para quem curte filmes de terror e tampouco para quem é fã de filmes de ação. Não tem jeito, essa é uma mistura indigesta que definitivamente não dá certo! 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 28 de outubro de 2025

O Último Tiro

O Último Tiro
No mesmo ano em que Henry Fonda estrelou o clássico “Era uma Vez no Oeste”, ele realizou ao lado do amigo James Stewart esse “Firecreek” (No Brasil o filme recebeu o título de "O Último Tiro". Esse é um de seus melhores filmes de western. Infelizmente não é de seus trabalhos mais conhecidos hoje em dia, o que é uma injustiça. Muito subestimada, a fita tem um excelente roteiro, um argumento excepcional e é muito bem produzida. Na estória acompanhamos a chegada do bando de Bob Larkin (Henry Fonda) na pequenina cidadela de Firecreek. Essa é uma comunidade extremamente pacífica cuja população é formada basicamente por humildes comerciantes e pequenos proprietários rurais, entre eles Johnny Cobb (James Stewart), cuja esposa está em trabalho de parto em seu rancho. Ao visitar a cidade para comprar mantimentos acaba encontrando Larkin e seus facínoras no local. O problema maior para Cobb é que apesar de não ter treinamento e nem experiência com armas, responde pela segurança da cidade, servindo no posto de xerife interino enquanto não é nomeado um oficial da lei pelo Estado. Obviamente Larkin e sua quadrilha não deixarão os moradores em paz após descobrir que o homem responsável pela lei no lugar não é páreo para eles, pistoleiros profissionais. Assim são colocados em lados extremos o pistoleiro rápido no gatilho, com várias mortes nas costas e um simples e pacato cidadão que apenas quer que a lei e a ordem continue reinando na cidadezinha. É a antiga metáfora do cordeiro contra o lobo, que se sacrificará se for necessário para proteger os que lhe são queridos e caros.

Assistir um filme com Henry Fonda e James Stewart no mesmo elenco já é um prazer para qualquer cinéfilo, agora imaginem ver esses dois grandes astros duelando pelo que é certo e justo numa cidade perdida do velho oeste americano! Não existe melhor representatividade da mitologia do velho oeste do que essa. Henry Fonda era um ator extremamente expressivo que conseguia transmitir tudo apenas com um olhar. Seu personagem Bob Larkin é um envelhecido pistoleiro tentando manter a autoridade entre seu grupo de bandidos. Já James Stewart explora muito bem sua imagem de homem trabalhador, ético, honesto, devotado à sua família e íntegro, algo que aliás era parte de sua personalidade real e não apenas um jogo de imagem ou marketing dos estúdios de cinema.

Esse é o melhor filme do diretor Vincent McEveety um veterano da TV que dirigiu entre outros os grandes ícones televisivos, como a série clássica "Jornada nas Estrelas". Também dirigiu episódios de séries policiais populares da época como "Os Intocáveis" e "Columbo". Sua direção aqui é segura e centrada, tudo resultando em um faroeste realmente excepcional, bem acima da média. Em conclusão podemos classificar “O Último Tiro” como um belo momento do cinema western, resultado de mais uma feliz união profissional entre James Stewart e Henry Fonda. É um filme de faroeste puro sangue que agradará em cheio os fãs e puristas admiradores desse gênero cinematográfico.

O Último Tiro (Firecreek, Estados Unidos, 1968) Direção: Vincent McEveety / Roteiro: Calvin Clement Sr / Elenco: James Stewart, Henry Fonda, Inger Stevens, Gary Lockwood, Dean Jagger, Ed Begley / Sinopse: Após participar de um tiroteiro, Bob Larkin (Henry Fonda) procura por abrigo na pequena cidade de Firecreek com seu bando de pistoleiros. No local acaba entrando em confronto com Johnny Cobb (James Stewart) um simples rancheiro nomeado xerife honorário do local.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Os Filmes de Marilyn Monroe - Parte 3

O Segredo das Joias
Mais um clássico, muito bem dirigido, pelo mestre John Huston. Na história uma quadrilha de criminosos é recrutada para um plano ousado, um roubo de joias em um banco. O cofre é bem guardado, mas o plano do roubo é muito bem arquitetado por um homem que acabou de sair da prisão. Ele é conhecido no meio criminal como "O Doutor". De certo modo é um gênio do crime. Só que para realizar seu plano ele precisa de um financiador. Um advogado ouve sobre o roubo e decide bancar a empreitada criminosa. Só que ele esconde o fato de que na realidade está falido e não tem como comprar as joias depois que elas forem roubadas. 

É um autêntico filme de crime, produzido no começo dos anos 50. Curiosamente dentro do bom elenco quem iria se tornar mesmo uma estrela era a ainda jovem Marilyn Monroe. Ela interpreta a jovem amante do advogado que está envolvido no roubo das joias. Chamada de Angela, a personagem de Marilyn não passa de uma Sugar Baby bem ingênua que em um primeiro momento mente para salvar seu amante mais velho das garras da polícia. E isso poderia inclusive lhe trazer muitos problemas. Marilyn Monroe já estava nesse filme com o visual que a consagraria no cinema, com cabelos platinados. Ainda bem magra e jovem ela estava linda em cena! Só não tinham ainda lhe dado a chance para brilhar, o que iria acontecer em breve na sua carreira. 

O Segredo das Joias (The Asphalt Jungle, Estados Unidos, 1950) Direção: John Huston / Roteiro: Ben Maddow, John Huston, W.R. Burnett / Elenco: Sterling Hayden, Louis Calhern, Jean Hagen, Sam Jaffe, Marilyn Monroe / Sinopse: Quadrilha é formada para realizar um bem planejado roubo de joias. Filme indicado ao Oscar nas categorias de melhor direção, melhor roteiro, melhor ator coadjuvante (Sam Jaffe) e melhor direção de fotografia (Harold Rosson). 

Por um Amor
Depois da consagração do filme anterior, o clássico "O Segredo das Jioias", Marilyn Monroe esperava por algo melhor. Ainda trabalhando no estúdio Metro-Goldwyn-Mayer sob contrato, ela estava ansiosa por seu próximo papel. Só que suas esperanças foram por água abaixo. Nesse filme ele iria interpretar mais uma personagem bem secundária, a ponto de seu nome não constar nem no cartaz do filme e nem nos letreiros iniciais de apresentação da película. Ela interpretava uma garota chamada Dusky Ledoux. Sem qualquer destaque na história ela ficou muito decepcionada, mas guardou as mágoas para si mesma. Não tinha como reclamar pois ainda era uma atriz de baixo escalão dentro do estúdio. 

O filme em si era um drama esportivo cuja história se passava no mundo do boxe. O ator Ricardo Montalban interpretava um boxeador decadente que lutava por uma última grande chance na carreira. Só que fisicamente ele estava mesmo com os dias contados. Nesse espiral de fracassos ele parecia apenas contar com o apoio de uma mulher que no fundo era perdidamente apaixonada por ele, em papel interpretado pela atriz June Allyson. Eu até considero um bom filme, mas para Marilyn Monroe, naqueles tempos, foi sem dúvida uma oportunidade perdida. Ela definitivamente ficou bem decepcionada com o papel sem importância que teve que interpretar. 

Por um Amor (Right Cross, Estados Unidos, 1950) Direção: John Sturges / Roteiro: Charles Schnee / Elenco: June Allyson, Dick Powell, Ricardo Montalban, Marilyn Monroe / Sinopse: Um boxeador decadente tenta, pela última vez, emplacar vitórias em sua fracassada carreira no esporte. 

O Faísca
Mais um filme sem importância para Marilyn Monroe na época. O contrato dela com a Metro estava acabando e ela estava aliviada sobre isso. A verdade é que a Metro nunca lhe deu uma grande oportunidade e ela sabia que ali não iria para lugar nenhum. Queria voltar para a Fox, onde sem dúvida teria maiores oportunidades. De qualquer forma pelo menos nesse filme a atriz se divertiu. Ela interpretava uma jovem chamada Polly que se apaixonava pelo protagonista do filme, aqui interpretado pelo baixinho Mickey Rooney que era bem popular naquela época. Marilyn acabou se dando muito bem com ele, a ponto de se tornarem amigos fora das telas. 

A história era feita para o público juvenil e aproveitava a moda do Rollerbal, uma espécie de corridas com patins. Marilyn não sabia andar de patins, mas teve que aprender na marra! Depois de alguns tombos foi pegando jeito e acabou se divertindo muito nas filmagens. Ela estava na verdade, sem saber, se despedindo dessa primeira fase de filmes em sua carreira. Em breve novas e melhores oportunidades iriam surgir em sua vida artística. 

O Faísca (The Fireball, Estados Unidos, 1950) Direção: Tay Garnett / Roteiro:Tay Garnett, Horace McCoy / Elenco: Mickey Rooney, Pat O'Brien, Beverly Tyler, Marilyn Monroe / Sinopse: Filme juvenil que conta a história de um grupo de jovens que entra na onda das corridas de patins! 

A Malvada
Esse filme é considerado o melhor da carreira de Bette Davis por muitos críticos de cinema. Ela fez tantos filmes maravilhosos que, em minha opinião, é complicado afirmar qual seria realmente o seu melhor filme. Mas de qualquer modo, esse é seguramente um dos mais consagradores de sua atuação. Essa foi uma atriz realmente diferenciada, que enchia os olhos do público com seu talento espetacular. O roteiro do filme trata de questões extremamente relevantes, como o ressentimento, a ambição, a ganância e até mesmo a inveja que impera nos meios artísticos. A personagem Eve surge extremamente complexa no roteiro. Ela age como cortadinha, uma mulher boazinha, mas que no fundo esconde a alma de uma mulher ambiciosa que apenas quer subir na vida de qualquer jeito. Ótima interpretação da atriz Anne Baxter. 

Em termos de elenco, outro destaque vem com a presença de uma jovem Marilyn Monroe, interpretando uma bela loira platinada que serve de troféu para um figurão do meio teatral durante uma festa. Ela tem apenas duas cenas no filme, mas chama bastante atenção por causa de seu figurino elegante e de sua exuberante beleza. Eu considero esse um roteiro tecnicamente perfeito, sem nuances negativas. Entretanto, é bom chamar a atenção para um certo moralismo que não tem mais sentido nos dias de hoje. Em determinado momento, a personagem Eve é condenada por relacionamentos de seu passado, por ter se relacionado com um homem casado. Isso não seria um crime. De qualquer forma o filme é excelente, acima de qualquer crítica mais mordaz. Merece nota máxima em termos de sétima arte!

A Malvada (All About Eve, Estados Unidos, 1950) Direção: Joseph L. Mankiewicz / Roteiro: Joseph L. Mankiewicz / Elenco: Bette Davis, Anne Baxter, Marilyn Monroe, George Sanders, Celeste Holm, Hugh Marlowe / Estúdio: Twentieth Century Fox / Sinopse: Margo (Bette Davis), uma veterana atriz de teatro, com a chegada da idade, começa a se sentir prejudicada. Além disso, ela precisa enfrentar a acirrada concorrência de atrizes mais jovens, entre elas um ambiciosa mulher que trabalha como sua assistente pessoal. Filme vencedor de 6 Oscars entre eles o de melhor filme, melhor direção e melhor roteiro.

Em cada Lar, um Romance
Pois é, Marilyn Monroe não se tornou estrela de cinema do dia para a noite. Foram muitos altos e baixos na carreira. Ela fazia um bom filme, se destacava, pensava que agora sua carreira iria decolar, para tudo se perder no filme seguinte onde ela voltava para os velhos papéis insignificantes. É o caso desse filme feito logo após o sucesso de "A Malvada". Marilyn pensou de forma equivocada que agora a coisa ia melhorar, mas a Fox meio que lavou as mãos, a emprestou novamente para a Metro-Goldwyn-Mayer que a escalou para mais uma personagem secundária. 

A história desse filme explorava a força da imprensa nas eleições. Um candidato derrotado volta para sua cidade natal para trabalhar novamente como jornalista. Só então ele entende que o jornal onde trabalha era na verdade uma força potencial na captação de votos dos eleitores. Marilyn não teve muito espaço nesse filme, mas pelo menos estava deslumbrante em cena, com um suéter muito sexy. Com seios pontudos, ela roubou todas as cenas em que participou. Nunca subestime a força do apelo sexual de uma jovem e bonita mulher, meu caro! 

Em cada Lar, um Romance (Home Town Story, Estados Unidos, 1951) Direção: Arthur Pierson / Roteiro: Arthur Pierson / Elenco: Jeffrey Lynn, Donald Crisp, Marjorie Reynolds, Marilyn Monroe / Sinopse: Jornalista tenta reerguer sua carreira política usando para isso o jornal onde trabalha. Ela passa a usar a imprensa como ferramenta de conquista de votos dos eleitores. 

Pablo Aluísio.

domingo, 26 de outubro de 2025

Lilo & Stitch

Título no Brasil: Lilo & Stitch
Título Original: Lilo & Stitch
Ano de Lançamento: 2025 
País: Estados Unidos 
Estúdio: Walt Disney 
Direção: Dean Fleischer Camp 
Roteiro: Chris Kekaniokalani e Mike Van Waes 
Elenco: Maia Kealoha, Sydney Elizebeth Agudong, Billy Magnussen, Tia Carrere, Hannah Waddingham, Courtney B. Vance, Zach Galifianakis.

Sinopse:
Lilo é uma garotinha havaiana adorável. Apesar disso sua vida passa longe de ser apenas de flores. Ela tem uma família fora dos padrões, vivendo apenas com sua irmã mais velha que tenta segurar as pontas da casa, ao mesmo tempo em que precisa convencer a assistência social que pode criar a irmãzinha. Uma noite, Lilo, solitária e triste, pede para ter um verdadeiro amigo e eis que surge, vindo do céu, o endiabrado alien Stitch! Agora, a diversão (e a confusão) estarão completas! 

Comentários: 
A Disney tinha muitas esperanças que essa nova versão do desenho tradicional lançado anos atrás fosse bem nas bilheterias. Para surpresa dos executivos do estúdio Disney a versão Live Action de "Lilo & Stitch" explodiu, se tornando um fenômeno de bilheteria, ultrapassando mais de 1 bilhão de dólares de faturamento nos cinemas! Só para se ter uma ideia do sucesso ao redor do mundo, basta dizer que só no Brasil quase 3 milhões de pessoas foram aos cinemas assistir ao filme! Assim essa nova versão acabou se tornando a maior bilheteria de 2025! Nem o mais otimista especialista em cinema conseguiu prever esse enorme sucesso comercial. E é bom que seja assim. Essa nova versão, com atores e criaturinhas digitais, é bem cativante. É praticamente um remake da animação original, se diferenciando apenas por algumas pequenas mudanças em detalhes na história. Stitch é fofinho, ao mesmo tempo em que se comporta feito um diabinho. As crianças, claro, adoram ele. E assim a Disney vai vendendo todos os tipos de produtos com o bichinho vindo do espaço. É uma mina de ouro de vendas! E com tanto sucesso não foi nenhuma surpresa ao ver o estúdio correndo para confirmar mais uma continuação para muito em breve! Afinal, negócios são negócios! 

Pablo Aluísio.