quinta-feira, 12 de junho de 2025

Desconhecido

Desconhecido
Esse texto contém spoiler! Leia por sua própria conta e risco! Pois bem, dessa safra mais recente de filmes de ação do Liam Neeson esse filme pode ser considerado um dos melhores, com roteiro bem interessante, diria até mesmo inteligente. Ele interpreta esse professor americano que vai até Berlim para uma convenção internacional. Ao chegar no hotel com sua esposa descobre que sua principal mala foi extraviada. Então ele parte de volta ao aeroporto! No caminho seu Táxi bate e cai no mar. Ele fica muito ferido, sofre problemas na cabeça, mas fica vivo! 

De volta ao hotel começa o caos. Ninguém mais aceita sua identidade e pior do que isso... sua esposa aparece ao lado de outro homem, dizendo que ele seria sim seu marido! Imagine a confusão em sua mente... como sofreu o acidente pode simplesmente estar sofrendo algum surto delirante ou então perdeu o rumo, esquecendo seu verdadeiro eu! Mas aí que está o grande triunfo do filme. Nada mesmo é o que aparenta ser! 

Eu especialmente gostei da solução desse thriller (bem ao estilo anos 90). Isso porque depois descobrimos que o protagonista faz parte de uma organização de assassinos, um "Lixo Soviético" que sobreviveu ao fim da guerra fria (como um dos personagens definem). Ele apagou sua própria mente para entrar completamente no papel que ele mesmo inventou - e que agora está submerso até o pescoço. A única coisa que não apreciei do texto desse filme foi o súbito bom mocismo que emerge desse mesmo personagem. Pensando bem, não tem a menor lógica um assassino profissional internacional acabar se comportando como mocinho no final de tudo. Isso nunca foi ele - é balela de roteirista! Apesar disso, quando isso acontece, o filme já está no final e o jogo já está vencido. 

Desconhecido (Unknown, Estados Unidos, Reino Unido, 2011) Direção: Jaume Collet-Serra / Roteiro: Oliver Butcher, Stephen Cornwell / Elenco: Liam Neeson, Diane Kruger, January Jones / Sinopse: Após um acidente, durante uma viagem profissional a Berlim, um professor norte-americano descobre que há uma outra pessoa usando sua identidade, se passando por ele... e as coisas só pioram ao descobrir que até mesmo sua esposa está ao lado de toda aquela farsa!

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

O Diabo de Cada Dia

O Diabo de Cada Dia 
Com um roteiro ao estilo mosaico, onde várias histórias paralelas são contadas para no final todos se encontrarem, esse filme é uma boa crônica sobre o interior profundo dos Estados Unidos, com todas aquelas cidadezinhas que ninguém nunca ouviu falar. Gente que tenta ser muito religiosa, mas que no final das contas só consegue mesmo ser muito hipócrita e sórdida, para não dizer criminosa mesmo. Eu diria que esse é um dos melhores filmes que já vi sobre aquela região que os cronistas gostam de chamar de cinturão bíblico. E aí entra minha principal advertência: pessoas religiosas demais vão se incomodar muito com esse filme, pode ter certeza! As vísceras serão expostas desse tipo de gente em seu inteligente roteiro!

O filme começa contando a história de três casais. Todos vão ter, mais cedo ou mais tarde, um aspecto religioso atingindo suas vidas e não da maneira mais positiva. Pelo contrário. O menu de personagens estranhos é extenso, indo desde um pastor que não perde tempo em seduzir e transar com as jovens fiéis de seu rebanho, as enganado sempre, passando por um pai violento e abusivo, que tenta salvar a vida de sua esposa que está morrendo de câncer com uma religiosidade fora dos padrões normais - e no final acaba se decepcionando completamente com seu deus! Há também diversos crimes sendo cometidos por pessoas surtadas pela religião, algo muito mais comum do que se pode pensar inicialmente! 

Depois que a trágica história desses casais passa, muitas delas terminando em tragédias, começa a história da próxima geração, de seus filhos. E novas situações negativas, ruins, acontecem. Em suma, esse é um bom filme, de que gostei mesmo. Ele é lento, as coisas se desenvolvem em seu próprio tempo, mas não se pode subestimar a força de sua moral própria. Sabe aquela frase que afirma que fé demais não cheira bem? Pois é, através das histórias de seus personagens o filme explica bem o sentido do que aquela frase significa. Desconfie muito de pessoas religiosas demais ou que vivem jogando sua religião na cara dos outros. Esse tipo de gente, pode ter certeza, pode ser muito perigosa. 

O Diabo de Cada Dia (The Devil All the Time, Estados Unidos, 2020) Direção: Antonio Campos / Roteiro: Antonio Campos, Paulo Campos, Donald Ray Pollock / Elenco: Tom Holland, Bill Skarsgård, Riley Keough, Robert Pattinson, Mia Wasikowska, Haley Bennett / Sinopse: Várias histórias envolvendo diversas pessoas em momentos distintos da história, que sofreram nas mãos de líderes religiosos abusivos ou de fanáticos da religião cometendo crimes em nome de Deus! 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 10 de junho de 2025

De Homem Para Homem

Título no Brasil: De Homem Para Homem
Título Original: Gun Belt
Ano de Produção: 1953
País: Estados Unidos
Estúdio: Global Productions
Direção: Ray Nazarro
Roteiro: Jack DeWitt, Arthur E. Orloff
Elenco: George Montgomery, Tab Hunter, Helen Westcott

Sinopse:
O pistoleiro Billy Ringo (George Montgomery) decide pendurar as armas, comprar um rancho e se casar com Arlene Reach (Helen Westcott). Sua vontade de levar uma vida tranquila é perturbada quando ele é visitado por três ex-membros de uma gangue de que ele participou. Dixon, Hollaway e Hoke querem que ele faça parte de um último grande assalto de banco. Ringo porém resolve tomar outro caminho e entrega os ex-comparsas ao xerife Wyatt Earp que os mata. Ike Clinton, um dos líderes do roubo frustrado, decide então acertar contas com Ringo pelo que ele fez.

Comentários:
Mais um bom trabalho do diretor Ray Nazarro. Seus roteiristas fizeram uma mistura entre ficção e fatos históricos reais. Transformaram o famoso pistoleiro Johnny Ringo em Billy Ringo, de mera ficção. Ao invés do bandido inveterado do mundo real lhe deram uma consciência e um sentimento de arrependimento e justiça (algo que inexistia no verdadeiro Ringo). Depois o colocaram como um informante da lei, onde ele acaba entregando parte do bando de Ike Clinton. Na verdade Ringo era um fora-da-lei sanguinário e cruel mas como estamos no mundo do cinema isso foi invertido em prol do entretenimento. O bandido do mundo real virou um mocinho com crises existenciais. O elenco conta com dois "astros" de faroestes B, George Montgomery e Tab Hunter. Eles eram limitados do ponto de vista dramático, mesmo assim mantém o mínimo suficiente para o filme funcionar. "Gun Belt" é um bang-bang típico dos anos 1950. Está longe de ser uma obra prima mas também não é ruim em nenhum momento.

Pablo Aluísio.

Ordem a Fogo

Título no Brasil: Ordem a Fogo
Título Original: The Marshal of Mesa City
Ano de Produção: 1939
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Radio Pictures
Direção: David Howard 
Roteiro: Jack Lait Jr
Elenco: George O'Brien, Virginia Vale, Leon Ames

Sinopse:
Virginia King (Virginia Vale) é uma jovem e idealista professora que decide ir para o velho oeste ensinar para as crianças das famílias pioneiras da colonização. No meio da viagem sua diligência é assaltada por um grupo de renegados, mas ela e os demais passageiros são salvos pelo ex-homem da lei Cliff Mason (George O'Brien). Ao chegarem em Mesa City ele é recebido como um verdadeiro herói e o prefeito logo lhe oferece o cargo de xerife da cidade. O lugar é constantemente alvo de saques e ataques de bandidos da região. Após pensar por alguns dias Cliff finalmente aceita a estrela de prata. Agora ele terá um complicado trabalho de novamente impor a lei e a ordem na cidade.

Comentários:
Esse filme foi dado como desaparecido por longos anos, principalmente após um incêndio que destruiu grande parte do acervo da extinta RKO. Para alívio dos fãs de westerns clássicos uma cópia se encontrava com um colecionador de filmes raros do Wyoming e assim a obra conseguiu chegar até nós. O que temos aqui é um típico faroeste B dos anos 1930, estrelado pelo ator George O'Brien (1899 - 1985), um veterano que conseguiu realizar com sucesso a transição entre o cinema mudo para o falado. Ao longo de cinco décadas atuou em quase 100 filmes, mostrando que era um profissional respeitado e requisitado em Hollywood. Mesmo com forte e carismática presença nunca conseguiu se tornar um astro do porte de um John Wayne ou Randolph Scott, mesmo assim seus filmes passam por uma revisão histórica atualmente. Nesse "The Marshal of Mesa City" temos pitadas de enredo que obviamente se inspiraram na vida real do xerife Wyatt Berry Stapp Earp, embora nunca venha a se assumir como tal plenamente, muito provavelmente pelo fato do estúdio não ter os direitos autorais sobre esse personagem (que na época pertenciam à Fox). Com duração curta (meros 67 minutos) o filme hoje é considerado um dos primeiros faroestes B de Hollywood. A fórmula unia orçamento barato, enredos simples e diretos e muita diversão. Deu tanto certo que se tornaria um sub-gênero popular e lucrativo dentro da indústria nos anos que viriam.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Rainha Christina

Rainha Christina
 
Eu já havia assistido esse filme há alguns anos. Acabei revendo. Muito por causa da Greta Garbo, embora eu tenha sido também interessado em História por toda a minha vida! A Garbo era realmente uma atriz especial. Recentemente fizeram uma pesquisa e ela ficou entre as 10 maiores estrelas da história de Hollywood. E isso sabendo-se que faz quase 100 anos da fase de ouro de sua carreira no cinema! É um tipo de imortalidade artística para poucos! Uma coisa realmente impressionante!

A Garbo nesse filme interpreta a Rainha da Suécia. Não é mera coincidência. Elas tinham muita coisa em comum, além do óbvio, de serem suecas! A questão é que tenho plena convicção que Garbo escolheu essa Rainha em especial para interpretar no cinema por causa das semelhanças. Ambas eram fora do comum. Tanto Christina, como Garbo, renunciaram aos seus reinos. A Rainha largou tudo para ir viver na Europa, consumindo arte, sendo feliz em Paris, Londres e nos grandes salões da Europa ocidental. A Garbo também largou Hollywood quando se cansou da indústria de mexericos. No auge da fama e do sucesso decidiu abandonar sua carreira de atriz. Disse "chega" e nunca mais aceitou voltar! 

Só que houve também algo que as uniria de forma definitiva, embora fosse um pequeno segredo pessoal. Garbo, assim como a Rainha Christina, era lésbica! E elas tentaram ter privacidade quase de forma desesperada em suas vidas pessoais. A Garbo conseguiu ter uma vida melhor depois que foi embora de Hollywood, indo morar em Nova Iorque, uma cidade muito mais tolerante nesse aspecto. O mesmo acabou  acontecendo com Christina que largou tudo, inclusive sua coroa, para tenter ser feliz com sua verdadeira orientação sexual. 

E a Garbo, embora não tenha conseguido colocar a orientação lésbica da Rainha no roteiro desse filme (colocaram no lugar um romance meio mixuruca entre ela e um nobre espanhol na história), pelo menos conseguiu encaixar um beijo na boca de uma de suas damas de companhia, a Ebba, que inclusive era a namorada da Rainha na história real. Assim Garbo, meio por linhas indiretas, pelo menos mandou seu recado. O público em geral na época nem percebeu, mas dentro da comunidade lésbica de Hollywood houve muita celebração por causa dessa sua coragem e ousadia! 

Pablo Aluísio. 

O Moinho das Mulheres de Pedra

O Moinho das Mulheres de Pedra 
Não é todo dia que eu assisto um filme como esse, um terror e suspense dos anos 60, produzido na Itália! Pois então, devo logo começando essa análise dizendo que gostei muito e de certa maneira até fiquei surpreso pelo requinte da produção. Não se engane sobre isso, esse filme tem uma direção de arte belíssima! Os cenários, a ambientação, tudo um luxo só! Não ficava nada a perder se formos comparar com os filmes da Hammer inglesa, por exemplo. Aliás em muitos aspectos até mesmo superava as produções feitas na Inglaterra. Por essa época o cinema italiano já era uma indústria cultural consolidada. Não me admira que tenha sido tudo produzido nos lendários estúdios da Cinecittà em Roma. Palmas para os realizadores do filme! 

Então tudo bem, é um filme bem produzido e tudo, mas você deve estar se perguntando se a história é boa! Eu gostei! Sim, tem alguns elementos meio, digamos, inocentes demais para os padrões atuais, mas ainda assim apreciei a história contada. Nela temos um jovem pesquisador que vai até um antigo moinho, realmente histórico, para consultar documentos sobre sua fundação. O lugar hoje pertence a um professor de arte especializado em bonecos de cera e estátuas de mármore. Algo bem renascentista. Só que o veterano mestre também tem seus segredos, inclusive em relação a uma misteriosa filha, que vive dentro desse moinho sombrio. Falar mais seria revelar aspectos da história que ajudam o filme a ser o que é. Uma produção italana dos anos 60 que deve ser redescoberta nos dias atuais, ainda mais se você aprecia filmes clássicos de terror e suspense. 

O Moinho das Mulheres de Pedra (Il mulino delle donne di pietra, Itália, 1960) Direção: Giorgio Ferroni / Roteiro: Pieter van Weigen, Remigio Del Grosso, Giorgio Ferroni / Elenco: Pierre Brice, Scilla Gabel, Wolfgang Preiss / Sinopse: Jovem pesquisador vai até o interior em busca de informações sobre um antigo moinho que data dos tempos medievais. Lá mora um professor de arte e sua estranha filha. E conforme o tempo passa, o forasteiro vai percebendo que existe algo de muito sinistro naquele lugar. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 8 de junho de 2025

A Morte de Júlio César

A Morte de Júlio César
Nos idos de março do ano de 44 a.c, o Cônsul Júlio César decidiu ir até o Senado romano. Sua esposa Calpúrnia disse que não fosse, pois havia tido sonhos ruins e pesadelos na noite anterior e isso seria uma premonição de que algo ruim iria lhe acontecer. Júlio César não lhe deu ouvidos, descartando tudo como mera superstições de uma mulher tola, como ele mesmo fez questão de dizer enquanto desfrutava de sua refeição matinal. O clima político de Roma andava tenso. O Senado acusava Júlio César de querer poder demais, repetindo os erros cometidos pelos antigos Reis de Roma nos primórdios de sua civilização. Para muitos senadores, Júlio César queria ser o novo Rei de Roma ou então um Tirano com poderes absolutos. Era necessário parar com essas ameaças aos poderes republicanos. 

Júlio César recusava essas acusações, dizendo amar a República Romana. Por isso faria de tudo para salvar as sagradas instituições da cidade eterna. Não convenceu os senadores, principalmente os que lhe fazia forte oposição como Caio Cássio Longino. Naquela manhã César entrou triunfante no Senado, pensado que iria ter mais um dia de vitórias políticas dentro daquela casa que em última análise representava o povo de Roma. Ele tinha novos projetos para apresentar aos senadores, entre eles uma grande reorganização do exército romano e sua legiões.

Não foi o que aconteceu. Assim que entrou no Senado, César foi cercado. Ele não entendeu em um primeiro momento o perigo que corria, sequer estava armado, o que era um erro para um homem como ele que havia colecionado inimigos por toda a sua vida. Pensou que os senadores estavam lhe cercando apenas para debater questões políticas, lhe pedir alguma coisa. Não era nada disso. Era uma armadilha mortal! Não demorou muito e os senadores tiraram de suas togas diversas armas, como punhais, espadas e adagas. Em questão de segundos Júlio César estava sendo esfaqueado por vários dos senadores. Ainda teve uma breve reação no meio de tanta dor ao ver que entre os assassinos se encontrava seu próprio filho adotivo, Marco Júnio Bruto! Ao olhar para ele, disse suas últimas palavras: "Até tu Brutus, filho meu!..."

O corpo de César caiu no chão, já sem vida. Em questão de minutos a notícia correu pela cidade! Júlio César havia sido assassinado no Senado! O povo ficou em choque! César era amado pelos romanos. Seu braço direito, o General Marco Antônio, formou um pequeno batalhão e foi ao Senado resgatar o corpo de César. Os senadores ficaram surpresos com a desaprovação dos romanos pois acreditavam que o povo de Roma ficaria ao seu lado. Aconteceu justamente o oposto disso! "Assassinos, assassinos! - gritava o povo romano em todas as ruas. Diante disso os senadores, um por um, começaram a fugir da cidade que estava prestes a explodir numa onda de revolta e ira contra o Senado de Roma. Eles não sabiam, mas com seu crime tinham decretado o fim da República romana! 

Pablo Aluísio. 

Imperador Romano Alexandre Severo

Imperador Romano Alexandre Severo
Marcus Aurelius Severus Alexander foi o último imperador romano da Dinastia Severa. Assumiu o poder no meio do caos que se sucedeu após o assassinato do Imperador Heliogábalo no ano de 222. Era primo dele e o único que havia sobrado da família para assumir o trono em Roma. O problema é que ele contava com apenas 13 anos de idade. Os militares romanos porém ignoraram isso e o colocaram como o novo imperador. Assim ele foi considerado um Imperador sui generis. Ao mesmo tempo em que teria linhagem de sangue com a Dinastia, só subiu ao poder por causa da força militar. 

E enquanto esteve defendendo o lado dos interesses do Exército Romano ele conseguiu governar com certa tranquilidade e habilidade. Combateu nas fronteiras as diversas invasões de bárbaros e deu os meios e as ferramentas de guerra necessárias para que as Legiões Romanas fossem bem sucedidas no campo de batalha. 

Conforme foi ganhando mais idade e se tornando mais independente, o jovem Imperador decidiu ir para uma política de apaziguamento e diplomacia para com os povos bárbaros. Ele venceu a guerra contra as tribos Sassânidas e abriu processos de paz para com os povos germânicos. Queria usar tratados de paz e não a espada para pacificar seu império! Estava cansado de tantas guerras e mortes. Aquela era uma guerra sem fim que destruía os cofres do Estado romano. Nesse aspecto o Imperador estava completamente certo. 

Só que os generais romanos não queriam paz e sim a guerra. Eles queriam a glória a ser conquistada nos campos de batalha. Com isso o Imperador foi aos poucos perdendo o apoio dos militares. Um golpe militar foi planejado e toda uma conspiração foi arranjada para matar o Imperador e sua mãe, Júlia Ávita. E assim foi feito. No dia 22 de março de 235, após 13 anos de poder, o jovem Imperador foi assassinado a punhaladas por Legionários. Ele tinha apenas 26 anos de idade e seus esforços de busca pela paz o estavam tornando popular em Roma. Antes que se tornasse forte demais, os militares deram o golpe, jogando Roma em mais uma grave turbulência política que iria ser conhecida como A Grande Crise do Terceiro Século. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 7 de junho de 2025

The Beatles - Rubber Soul - Parte 5

The Beatles - Rubber Soul - Parte 5
Na primeira fase dos Beatles, o guitarrista George Harrison não tinha muito espaço nos álbuns dos Beatles. Paul McCartney, em especial, sempre vetava as músicas dele que considerasse fracas ou ainda não plenamente desenvolvidas para fazer parte dos discos. Anos e anos de rejeição de seu material criou em George um forte ressentimento contra Paul. E isso iria explodir de vez por volta de 1969, culminando no fim da banda pouco tempo depois. 

"If I Needed Someone" foi uma das músicas de George Harrison que conseguiram vencer essa barreira. Paul não achou grande coisa, mas essa poderia entrar em "Rubber Soul". E assim foi feito. Eu pessoalmente concordaria com Paul. Não é uma grande música, mas serve para completar o disco, afinal pelo menos uma música de George Harrison estaria no disco, então essa não faz feio em relação às demais. 

E completando essa análise desse disco dos Beatles temos a faixa "Wait". Essa foi composta por Paul McCartney, com alguma ajudinha de Lennon. Outra canção que teve como inspiração o relacionamento de Paul com Jane Asher, já naquele período enfrentando seus problemas. Inicialmente a música foi escolhida para fazer parte do álbum "Help!", mas na correria de fazer o disco e o filme, acabou ficando de fora da lista final. Paul acreditava na canção, por isso decidiu que iria incluí-la no "Rubber Soul" onde ficou muito bem posicionada, fazendo um belo conjunto com as outras faixas do disco. 

O álbum "Rubber Soul" dos Beatles foi lançado em dezembro de 1966. Aproveitando as compras de Natal e fim de ano, acabou se tornando um grande sucesso de vendas, chegando ao primeiro lugar nos principais países, incluindo Estados Unidos e Inglaterra. Para muitos críticos era um disco excelente, bem melhor do que os outros. Hoje em dia ele é visto como um disco de transição, da primeira para a segunda e última fase do grupo. Não é um album totalmente do estilo da fase Yeah, Yeah, Yeah, mas tampouco é tão revolucionário como os demais que viriam a ser lançados depois. De uma forma ou outra é um dos grandes discos da banda, disso ninguém consegue discordar. 

Pablo Aluísio. 

Elvis Presley - Until It's time For You To Go / We can Make The Morning

Esse foi o primeiro single de 1972. Trazia duas músicas do álbum "Elvis Now". Esse disco fez bastante sucesso no Brasil por causa da faixa "Sylvia" que inclusive ganhou um compacto especialmente produzido para o Brasil. Foi caso único no mundo. O single americano original por sua vez vinha com essas duas canções. Gosto das duas. O lado A trazia a doce melancolia de "Until It's time For You To Go". uma música romântica adulta, explorando o relacionamento de um casal que vê seu sonho de amor eterno se desfazer no ar. Elvis vinha procurando bastante material sobre relacionamento destruídos, quase como um espelho de sua própria vida pessoal. O casamento com Priscilla, não podemos nos esquecer, acabou nesse mesmo ano, 1972. Não é por outra razão que ele se identificava tanto com esse tipo de letra.

O lado B do compacto apresentava "We can Make The Morning". Essa era uma original de Elvis, sendo lançado pela primeira vez no mercado. Não fez sucesso, mas como eu gosto de dizer, tinha qualidades para ser lembrada nos anos que viriam. Essa faixa tem um arranjo vocal poderoso, além da presença marcantes de baixo e guitarra. É um country com pitadas de rock. Em alguns aspectos poderia dizer que lembrava até mesmo algumas gravações do Eagles. Pena que não caiu nas graças do grande público na época, sendo praticamente esquecida após algumas semanas de seu lançamento original.

Elvis Presley - Until It's time For You To Go
(Single, Estados Unidos, 1972)
Lado A: Until It's time For You To Go
Lado B: We can Make The Morning 
Estúdio: RCA Victor
Produção: Felton Jarvis
Data de Lançamento: Janeiro de 1972. 

Pablo Aluísio.