terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

O Dia da Desforra

Título no Brasil: O Dia da Desforra
Título Original: La Resa Dei Conti
Ano de Produção: 1966
País: Itália, Espanha
Estúdio: Produzioni Europee Associati (PEA)
Direção: Sergio Sollima
Roteiro: Franco Solinas, Fernando Morandi
Elenco: Lee Van Cleef, Tomas Milian, Walter Barnes

Sinopse:
Jonathan Corbett (Lee Van Cleef) é um caçador de recompensas implacável. Em pouco tempo ele consegue eliminar todos os maiores bandoleiros, assaltantes e bandidos do Texas. Não tarda muito e sua fama atravessa as fronteiras e se espalha, o que o leva a se tornar um nome forte para uma candidatura ao senado. Para isso porém ele precisa de apoio financeiro de ricos grupos e acaba encontrando em uma empresa de construção de ferrovias. Antes que isso aconteça ele resolve ir em uma última caçada mortal.

Comentários:
"La Resa Dei Conti" é também um western Spaghetti recorrente em listas dos melhores faroestes feitos na Europa. Com roteiro muito bem trabalhado, mais do que o habitual no gênero, o filme explora a vida dos caçadores de recompensas do velho oeste, além de tratar muito bem sobre os podres bastidores da política. A lição do texto é simples, não adianta você se considerar um homem íntegro e honesto, ao se meter no meio da chamada grande política você certamente se corromperá, mais cedo ou mais tarde. Quem porém está em busca de uma boa diversão ao velho estilo não se decepcionará pois o filme tem ótimas sequências de caçada humana, com uma fotografia muito bonita, apesar da triste desolação daquele lugar esquecido por todos (afinal de contas esse é outro spaghetti filmado no deserto de Andalucía, local preferido por diretores italianos por se assemelhar bastante aos desertos americanos). Outro destaque vem com Lee Van Cleef. Um ator americano subestimado em seu país que acabou se consagrando nos filmes italianos da época. Aqui ele está completamente à vontade em um papel que é um verdadeiro presente para qualquer intérprete.

Pablo Aluísio.

Atiradores do Texas

Título no Brasil: Atiradores do Texas
Título Original: The Texas Rangers
Ano de Produção: 1936
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: King Vidor
Roteiro: King Vidor, Elizabeth Hill
Elenco: Fred MacMurray, Jack Oakie, Jean Parker

Sinopse:     
Jim Hawkins (Fred MacMurray) e seu parceiro Wahoo Jones, são dois ladrões de diligências que resolvem fugir para o Texas, onde pretendem se encontrar com um ex-membro de sua quadrilha, Sam McGee (Lloyd Nolan). No novo estado descobrem que as coisas não serão simples, pois na região atua um grupo de Texas Rangers durões, que não admitem roubos e crimes nas redondezas.

Comentários:
Um bom faroeste sobre redenção e desejo de começar tudo de novo na vida. Os dois principais personagens são bandidos que depois que se mudam para o Texas começam a pensar em se unir ao grupo Texas Rangers, ou seja, homens da lei. Usando da conhecida frase: "Se não pode destruí-los, junte-se a eles", o diretor King Vidor (que inclusive criou a estória e o enredo do filme), tenta colocar em prova a tese de que antigos foras da lei não conseguiriam andar na linha, mesmo que isso fosse vantajoso para suas vidas. Um tipo de defesa de um suposto DNA criminoso! Teorias sociológicas à parte, o que temos aqui é um bom western, valorizado pela presença do subestimado ator Fred MacMurray. Um artista muito eclético, que desfilou por praticamente todos os gêneros, inclusive em filmes da Disney nos anos 60. Aqui ele está bem jovem e com pinta de se tornar um galã de esporas, algo que não se confirmou. De qualquer forma pelo talento de King Vidor, assistir a fita vale muito a pena, mesmo nos dias de hoje. É diversão ao velho estilo na certa.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

E Deus Criou a Mulher

E Deus Criou a Mulher
Nesse clássico do cinema francês a atriz Brigitte Bardot interpreta uma jovem que viveu toda a sua vida em um orfanato. Ela cresceu, se tornou uma bela mulher e agora vive em uma pequena e pacata cidade no litoral da França. Ela passa a trabalhar em uma pequena livraria e sendo a mulher mais bonita da região, começa a ser cortejada e cobiçada por vários homens, entre eles um coroa endinheirado e dois jovens irmãos, que são apaixonados por ela. Só que a garota não quer esse tipo de compromisso, quer viver sua vida livremente, sem as amarras de um compromisso sério. O problema é que a pressão volta, quando ela é ameaçada a ser levada de volta ao orfanato (afinal ainda é menor de idade). Então ela se casa com aquele irmão mais jovem que se declara apaixonada por sua beleza, uma decisão que não vai ser a mais certa de sua vida, como ela logo passará a entender. 

Esse filme definiu toda a imagem de símbolo sexual de BB. Ela foi, ao lado de Marilyn Monroe, o maior símbolo sexual dos anos 60. E estava muito jovem quando fez esse filme. Uma beleza toda natural, jovial, nada artificial. Penso inclusive que o diretor Roger Vadim não aproveitou todo o potencial que ela tinha no cinema naquela época. Ao invés de privilegiar os closes naquele rosto perfeito, preferiu longos tomadas de cena ao longe, para mostrar toda a bela natureza da região onde o filme foi rodado. Ainda assim o espectador não consegue mesmo tirar os olhos de Bardot. Ela é toda sensualidade, um misto de garota travessa com mulher estonteante. Mesmo sendo a mais bonita moradora daquela pequena cidade, ela rejeita o glamour, ainda gosta de andar de bicicleta, com os pés descalços. Toda livre! Logo na primeira cena surge nua, tomando sol no quintal de sua casa. O público masculino dos anos 60 suspirava com essas aparições de Bardot no cinema. Não foi à toa que ela se tornou um ícone da beleza e sensualidade em sua época. E esse filme foi seu cartão de visitas definitivo. 

E Deus Criou a Mulher (Et Dieu... créa la femme. França, 1956) Direção: Roger Vadim / Roteiro: Roger Vadim, Raoul Lévy / Elenco: Brigitte Bardot, Curd Jürgens, Jean-Louis Trintignant / Sinopse: Uma bela jovem francesa encanta os homens de sua cidade por causa de sua beleza estonteante e seu modo de ser, sempre em busca da liberdade pessoal. 

Pablo Aluísio. 

...E O Vento Levou

Depois de quatro horas de filme, a sensação é de puro êxtase. Não há um mortal sequer que consiga ficar indiferente ao filme mais famoso e popular de Hollywood. Baseado no romance homônimo de Margareth Mitchel e vencedor do Prêmio Pulitzer de 1937,  "... E o Vento Levou" (Gone With The Wind - 1939) é daqueles filmes onde tudo funciona, tudo se encaixa perfeitamente e o time de atores, juntamente com os diretores, produtor e roteirista, forma uma espécie de mosaico que beira à perfeição. O longa é ambientado no início da Guerra da Secessão (1861-1865) e conta a vida de Gerald O'Hara um imigrante irlandês que fez fortuna e vive em sua mansão,Tara, na Georgia, sul dos EUA, junto com sua filha adolescente, Scarlett O'Hara (Vivien Leight).

A jovem Scarlett nutre uma paixão crônica e doentia por Ashley Wilkes. Porém o que ela não sabe é que Wilkes está de casamento marcado com a sua própria prima. Em meio a um verdadeiro redemoinho de paixões, mágoas e ressentimentos que coincidem com o início da guerra, surge o indefectível Rhett Buttler (Clark Gable), um espertalhão que diante do conflito, não toma partido para nenhum lado. Na verdade Rhett é um misto de mulherengo, cínico e mau-caráter que mantém sem muito esforço, correndo em suas veias, muito humor, além de doses generosas de testosterona.

O clássico tem cenas inesquecíveis como o grandioso incêndio que torra a cidade de Atlanta, facilitando a invasão dos Ianques do norte e levando os Confederados e escravocratas sulistas ao desespero. Destaque também para a trilha sonora de acordes celestiais assinada por Max Steiner. A música, derrete, como fogo de maçarico, os corações humanos mais duros. Mas a estrela do grande épico é a espevitada Scarlett O'Hara, papel que caiu no colo de  uma inglesinha, nascida na Índia, chamada Vivian Leigh. A excepcional atriz - que doze anos mais tarde brilharia junto com Marlon Brando no clássico "Uma Rua Chamada Pecado" (1951) - disputou de forma incansável a concorrida vaga para o papel de Scarlett O'Hara com gente não menos ilustre como: Katharine Hepburn, Bette Davis e Lana Turner. A disputa foi tão acirrada que Vivien só conseguiu a vaga quando as filmagens já haviam começado. Vivien foi uma escolha pessoal do todo poderoso produtor David Selznick e brilhou intensamente na pele de uma Scarlett O' Hara  histriônica e mimada.

Outro destaque fica por conta de Clark Gable, que aqui vive seu personagem mais famoso (Rhett Butler). Na verdade a primeira escolha para viver Rhett recaiu sobre Errol Flynn que era um desejo pessoal do produtor David O' Selznick. Mas diante da negativa da Warner em liberar Flynn e de um pedido pessoal de Carole Lombard - que era esposa de Gable e amiga pessoal de Selznick - Clark , finalmente foi o escolhido. Reza a lenda que Clark relutou muito em aceitar o famoso papel, já que estava com 38 anos e não queria encarnar nas telas um sujeito malandro e conquistador de uma adolescente. Outra maravilha fica por conta da fotografia em Technicolor da dupla Ernest Haller e Ray Rennahan que além de representar uma revolução para a época, hipnotizou as plateias de todo o mundo. O clássico teve treze indicações ao Oscar, mas levou "apenas" dez. Um filme realmente extraordinário.

... E O Vento Levou (Gone with the Wind, EUA, 1939) Direção: Victor Fleming / Roteiro: Sidney Howard baseado na novela de Margaret Mitchell / Elenco: Clark Gable, Vivien Leigh, Olivia de Havilland, Thomas Mitchell, George Reeves / Sinopse: As paixões, lutas e glórias de uma família americana durante os terríveis anos da Guerra Civil.

Telmo Vilela Jr.

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Os Gays de Hollywood - Parte III

Os Gays de Hollywood - Parte III
Ramón Novarro foi um dos mais populares galãs de sua época. Era considerado o "Amante Latino" perfeito em Hollywood. Ele era mexicano, mas o estúdio mentia ao público, dizendo que ele era espanhol e de uma linhagem de nobres europeus. Tudo inventado pelo departamento de marketing da MGM. Tão popular ficou com seus filmes que logo bateu de frente com o grande nome da sua era, Rodolfo Valentino. Quando esse morreu, herdou toda a sua popularidade, se tornando o galã número 1 do cinema americano. 

Vieram grandes sucessos como "Ben-hur", "Scaramouche" e tantos outros sucessos. Só que havia um grande problema para os estúdios de Hollywood. Vendido para o público feminino como o homem perfeito, ele era na realidade gay! Tentaram até ofuscar esse fato inventando um falso romance com Greta Garbo, mas não deu muito certo. Foi de certo modo uma grande ironia, já que ela era lésbica e também estava precisando de um namoro de mentira para encobrir os rumores sobre sua sexualidade misteriosa, pois nunca era vista na companhia de homens. 

Ramón Novarro teve um final trágico. Ele foi assassinado por dois garotos de programa, dois irmãos, que queriam emplacar na carreira de atores de cinema. Não se sabe bem o que aconteceu na noite em que Novarro foi morto, apenas que foi esfaqueado por um desses michês. Provavelmente eles se sentiram traídos quando souberam que não iriam fazer teste nenhum em Hollywood. Novarro provavelmente mentiu para eles em troca de favores sexuais. Então os jovens o atacaram com uma faca! Ele morreu pedindo por socorro, coberto de sangue, na cozinha de sua bela mansão em Beverly Hills. Depois de uma intensa investigação os assassinos foram presos e condenados pela justiça da Califórnia. 

Outro galã da era de ouro do cinema que teve final trágico foi Tyrone Power. Ele era extremamente popular, principalmente após interpretar Jesse James em um clássico do western e o vingador mascarado Zorro em um filme de grande sucesso de bilheteria. O estúdio logo descobriu ter um grande astro em mãos, mas como havia acontecido no passado tinha que fazer esforço para esconder sua homossexualidade do grande público. 

Tal foi a invasão do estúdio em sua vida pessoal que ele acabou casando não apenas uma vez, mas duas! Tudo com o objetivo de lhe trazer uma estabilidade em sua reputação. Não adiantou muito. Power era apaixonado pelo ator Cesar Romero (que ficou muito famoso interpretando o Coringa na famosa série de TV do Batman). Tão apaixonado era por Romero que resolveu jogar o juizo fora e resolveu viajar ao redor do mundo ao lado de seu amante, passando inclusive pelo Rio de Janeiro nos anos 1950, onde levantou boatos de que era gay pela imprensa carioca. Quem encontrasse com os dois logo notava que se tratava de um casal gay em viagem de lua de mel! 

Em Hollywood todos sabiam que Tyrone Power era homossexual e que tinha hábitos bem pitorescos. Em saunas gays exclusivas ele era conhecido por ser um adepto da prática sexual conhecida como "Chuva Dourada". Só que fora de Hollywood esse era um grande segredo. Ninguém poderia saber. Se isso chegasse ao conhecimento do grande público sua carreira certamente seria arruinada. 

Com o passar dos anos Tyrone Power foi ficando cada vez mais infeliz com sua carreira de ator. Ele não aguentava mais fazer filmes de aventura ao estilo capa e espada, mas o estúdio só o escalava para filmes assim. Entristecido com seu destino,  acabou desenvolvendo uma depressão que piorou seus problemas de coração. Acabou morrendo de um ataque de coração ao terminar uma longa cena de lutas de espadas em seu último filme. Uma triste despedida para um galã que sempre procurou por algum papel mais importante em sua breve carreira. 

Pablo Aluísio. 

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Demolidor - Primeira Temporada

Título no Brasil: Demolidor 
Título Original: Daredevil
Ano de Lançamento: 2015
País: Estados Unidos
Estúdio: Marvel Studios
Direção: Phil Abraham, Stephen Surjik
Roteiro: Bill Everett, Drew Goddard
Elenco: Charlie Cox, Vincent D'Onofrio, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Royce Johnson 

Sinopse:
Dois jovens advogados resolvem abrir um escritório de advocacia no bairro mais barra pesada de Nova Iorque, o Hells Kitchen. E eles vão ter muitos problemas, principalmente contra o chefão do crime do lugar, o implacável Rei do Crime. 

Comentários:
Não se engane sobre isso, a série é realmente boa. Veja, a Marvel, junto do selo Star Wars - Disney, tem decepcionado muito no quesito séries. É cada bomba que vou te contar. Entretanto no meio de vasto material ruim sempre alguma coisa vai se salvar. No caso da Marvel essa série do Demolidor se salva realmente. Eu até concordo com algumas críticas que dizem que os episódios, por serem longos demais, se tornam cansativos. De fato isso acontece algumas vezes. Só que vamos bem entender esse aspecto. Penso que os roteiros são tão caprichados, principalmente no desenvolvimento dos personagens, que muitas vezes as histórias se tornam bem esticadas de fato. Ainda assim gostei do que vi. Eu demorei um tempo para ver toda a primeira temporada, mas cheguei em seu final. Achei muito bom. A única coisa que fez falta, para ser bem sincero, foi o uniforme tradicional do Demolidor. Algumas séries parecem ter vergonha disso. Coloquem logo o personagem no traje vermelho que as coisas melhoram. Pelo menos assim espero em relação à segunda temporada. 

Pablo Aluísio.

Godfather of Harlem - Terceira Temporada

Título no Brasil: Godfather of Harlem 
Título Original: Godfather of Harlem Season 3
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Showtime
Direção: Joe Chappelle
Roteiro: Chris Brancato
Elenco: Forest Whitaker, Ilfenesh Hadera, Jason Alan Carvell

Sinopse:
Nessa terceira temporada o criminoso Ellsworth 'Bumpy' Johnson (Forest Whitaker) segue na sua luta para se impor no submundo do crime no Harlem. Ele quer o controle do tráfico de drogas, mas para isso vai precisar negociar com a máfia italiana que disputa a mesma região. 

Comentários:
Essa série começou muito bem! Isso é inegável, mas acontece que foi perdendo muita qualidade com o passar dos episódios e das temporadas. Quando chegou nessa terceira temporada as coisas pioraram ainda mais. Acredito que se perdeu o foco da série. Quando o principal vilão foi preso, a série ficou sem um dos seus atrativos. Vincent D'Onofrio é um daqueles atores que fazem falta. Quando ele saiu de cena a série perdeu como um todo. Forest Whitaker ainda está lá, ele sempre foi um grande ator, mas acontece que obviamente dois grandes atores são bem melhores do que apenas um! Outra crítica que eu teria a fazer vem da sub trama envolvendo Malcolm X. Essa deveria ter sido mais bem explorada pois é muito interessante. No quadro geral a série contou bem sua história, com respeito que merece. Foi aquilo ali mesmo que aconteceu na vida real desse líder negro. Um pouco mais dele faria bem para a série. Então é isso. Uma boa série que foi perdendo gás com o passar do tempo. Acontece, não tem jeito, mesmo nas melhores series. É a vida. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Livros: Coleção de Cinema Clássico


Coleção Cinema Clássico
Estamos ampliando nossa esfera de comunicação com o público que gosta de cinema e rock clássico. Já lançamentos três títulos sobre cinema clássico. Abaixo segue nossa lista de livros. Adquira seu exemplar e forme sua própria coleção. 

Marlon Brando
Nesse livro dedicado a esse grande ator da história de Hollywood, temos toda a sua filmografia comentada, com ficha técnica e detalhes cinematográficos. Além disso o livro traz uma série de textos, artigos e crônicas sobre a vida de Marlon Brando, inclusive com muitas curiosidades sobre seus filmes e sua vida pessoal.

Adquira seu exemplar nos links abaixo: 

Marilyn Monroe
A diva do cinema americano em sua era de ouro ganhou espaço especial em nossa coleção. Em seu livro temos todos os seus filmes, desde os primeiros e desconhecidos, até seus grandes sucessos de bilheteria, cada um comentado em seus menores detalhes. Em uma longa série intitulada Hollywood Boulevard trazemos uma série de crônicas sobre a carreira e a vida pessoal de Marilyn, mostrando seus amores e casamentos. 

Adquira seu exemplar nos links abaixo: 

Elvis Presley
Esse é o primeiro volume de uma longa série que iremos publicar sobre Elvis Presley. Nesse Volume 1 dissecamos os anos de Elvis na Sun Records, sua primeira gravadora. Segue análise e detalhes sobre seus dois primeiros discos. Depois entregamos ao leitor tudo sobre seus dois primeiros filmes no cinema, Love Me Tender e Loving You. Completa o quadro uma longa série de textos comentando seus singles e uma coleção de textos sobre aspectos pessoais e profissionais que aconteciam com Elvis nessa fase inicial de sua carreira. 

Adquira seu exemplar nos links abaixo: 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Os Gays de Hollywood - Parte II

Os Gays de Hollywood - Parte II
Muitos astros de Hollywood eram gays. A maioria dos galãs da era de ouro realmente eram da comunidade LGBT. Com tantos gays circulando e fazendo pose de machões, não seria de surpreender que acabassem casando com algumas, digamos, desavisadas! Uma das mais conhecidas era Judy Garland. Ele não se casou apenas com um homem gay, mas bateu todos os recordes se casando quatro vezes com gays! Elizabeth Taylor compareceu a um desses casamentos e lamentou dizendo: "Pobrezinha, vai ter outra decepção!". Liz era uma das maiores conhecedoras do armário em Hollywood, sabendo exatamente quais atores eram gays e quais realmente gostavam de mulheres. 

Em Hollywood isso acabou virando uma espécie de piada dentro da comunidade. Certa vez um cronista anônimo perguntou: "Qual será o próximo marido gay com quem a Judy Garland vai se casar?" A coisa era tão caótica nesse sentido na vida de Judy que um de seus casamentos acabou quando ela pegou seu marido na cama com o marido de sua própria filha! Pois é, Liza Minnelli herdou esse lado estranho da mãe e também só se apaixonava por caras gays! Aliás Liza era filha de um dos maridos gays de Judy, o diretor Vincent Minnelli! 

Um dos agentes mais famosos de Hollywood nos anos 50 era Henry Wilson. Ele era muito bem sucedido, um agente especializado em galãs. Sua agência tinha muitos famosos em seus quadros, entre eles Rock Hudson, Tab Hunter e Montgomery Clift. O que Wilson nunca dizia para a imprensa, mas gostava de dizer nas festas privadas de Hollywood, é que ele só contratava atores gays! "Apenas os gays, homens bonitos e elegantes, funcionam nas telas como galãs! Você tem que ser gay para ficar tão bem em um filme" - costumava dizer aos amigos mais próximos. 

Um dos contratados de Wilson era o ator Anthony Perkins. Ele era gay, mas vivia no armário. Quando sua carreira começou a fazer muito sucesso várias atrizes tentaram ter casos amorosos com ele. Tudo em vão! A mais insistente foi Shirley MacLaine! Ela ficou obcecada pelo ator após fazer um filme com ele! Depois que o filme acabou a atriz continuou a assediar Perkins! Ele obviamente não queria nada com ela e chegou a dizer que iria na delegacia de polícia de Beverly Hills para dar uma queixa contra Shirley pois ela estava passando dos limites. Praticamente tinha virado uma stalker na vida do ator! Foi preciso Wilson abrir o jogo para ela parar com aquilo. Quando a encontrou nos corredores da Warner ele disse: "Shirley, minha querida, deixe o Tony em paz! Ele é gay!". A atriz ficou chocada com a revelação! 

Lana Turner chegou a ser considerada a atriz mais popular de sua época. Só que na verdade ele era bissexual e o estúdio precisou ter muito trabalho para esconder isso das revistas de fofocas! Embora também se envolvesse com outros homens, alguns deles casados (ela curtia esse tipo de "aventura"), Lana também levava para a cama várias mulheres. Ela teve um caso quente com Ava Gardner, outra atriz muito famosa. Nesse caso o estúdio teve trabalho em dobro para esconder tudo, pois a fofoca logo se tornou muito conhecida dentro dos estúdios, a ponto de Frank Sinatra, que era loucamente apaixonado por Ava, explodir na frente da equipe de filmagem quando pegou as duas conversando no escuro, falando baixinho, obviamente em pleno flerte homossexual. Ele gritou: "Saiam daí, suas lésbicas!!! São todas lésbicas nessa porcaria de cidade!". Depois desse vexame, saiu enfurecido do estúdio! 

E havia também os casamentos falsos para esconder a verdade da vida desses astros e estrelas. Geralmente um ator gay se casava com uma atriz lésbica para acabar com os rumores. Katharine Hepburn e Spencer Tracy era o casal mais famoso nesse tipo de acordo. Kathy era uma lésbica bem resolvida e que teve muitas amantes ao longo de sua vida. Já Tracy não parecia bem com sua orientação sexual. Ele era muito católico e sua fé batia de frente com o fato de gostar sexualmente de homens. Por isso acabou afundando no alcoolismo com os anos. São muitas histórias envolvendo esses grandes nomes da velha Hollywood. Histórias picantes até hoje relembradas em livros e filmes. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

O Tesouro do Bandoleiro

Título no Brasil: O Tesouro do Bandoleiro
Título Original: The Nevadan
Ano de Produção: 1950
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Gordon Douglas
Roteiro: George W. George, George F. Slavin
Elenco: Randolph Scott, Dorothy Malone, Forrest Tucker

Sinopse:
Nas longas planícies do deserto de Nevada surge um cowboy misterioso que começa a seguir os passos de um criminoso foragido, um assaltante de bancos que está lutando por sua vida e liberdade. Em seu encalço também está um fazendeiro ganancioso e seu grupo de capangas, todos atrás do dinheiro roubado, uma pequena fortuna.

Comentários:
Mais um filme para os admiradores do trabalho do eterno cowboy Randolph Scott. Foi o último que o astro fez na Columbia depois de cumprir um longo contrato que ele havia assinado sete anos antes. Assim dali em diante o próprio Scott iria produzir suas fitas, trabalhando sem as amarras de um contrato que lhe deixasse preso a nenhum estúdio de Hollywood. Nesse filme aconteceu um fato curioso, durante uma tomada de cena em Alabama Hills, onde a produção estava sendo rodada, o ator caiu de um pequeno desfiladeiro com seu cavalo (que não era o famoso Stardust). Randolph Scott era um excelente cavaleiro mas seu próprio cavalo tropeçou nas pedras e a queda foi inevitável. Socorrido a tempo, Randolph foi levado a Los Angeles onde se constatou que ele havia quebrado sua perna esquerda. Isso levou o filme a ficar parado por algumas semanas, o que de certa forma é perceptível ao assisti-lo pois o ator perdeu peso no hospital e como o filme não era gravado na sequência cronológica das cenas podemos perceber que ora ele surge magro, ora mais cheio ao longo do filme. Deixando essa pequena curiosidade de lado o que temos aqui é mais um belo western com Scott, que mantinha sempre um excelente padrão de qualidade em todos os filmes em que participou. Não é de se admirar que tenha sido um dos mais populares atores do gênero western na história do cinema americano.

Pablo Aluísio.