sábado, 13 de novembro de 2021
Elvis Presley - Love Letters From Elvis
"Love Letters from Elvis" apresentava um repertório agradável de músicas bem escritas e gravadas, porém temos que reconhecer que nenhuma delas tinha vocação para o sucesso nas paradas. A impressão que fica é que a RCA Victor foi selecionando as melhoras para os discos anteriores (como "That´s The Way It Is") deixando o "resto" para ser lançado tudo de uma vez, nesse disco. Pode até parecer cruel pensar dessa forma, mas se formos analisar bem o que realmente aconteceu, a conclusão que chegamos é exatamente essa. É um disco de retalhos, material que não havia sido aproveitado antes, que tinha que ser lançado de um jeito ou outro. Mesmo assim, como escrevi, isso não significa que seja um disco ruim, longe disso. Na verdade é um disco de músicas que não tinham muita vocação para se tornarem hits nas rádios, mas que nem por isso não deixavam de ter seu valor. A própria faixa título do disco, "Love Letters", já tinha sido gravada antes pelo próprio Elvis em estúdio, durante os anos 60. O resto da seleção não era tinha maior potencial para o sucesso, eram canções diferentes, com letras bonitas, mas nada que fosse virar sucesso nas paradas. Por tudo isso o disco acabou sendo esquecido com os anos. Era um álbum de canções inéditas de Elvis, algo que deveria ter sido mais bem sucedido, porém nem mesmo um astro como Elvis Presley tinha a capacidade de transformar tudo o que gravava em grande fenômeno de vendas. Ele era o Rei do Rock, não o Rei Midas.
1. Love Letters (E. Heyman / V. Young) - Balada romântica que dá título a esse álbum de Elvis Presley, é uma antiga canção, muito popular nos anos 1940. Ela foi composta por Victor Young, violonista, pianista e compositor clássico. Nascido em Chicago, ele foi até Hollywood tentar a sorte. Acabou se dando muito bem, escrevendo canções populares românticas para trilhas sonoras de filmes dos grandes estúdios de cinema. Essa foi uma delas. Ela fez parte da trilha sonora do filme "Um Amor em Cada Vida", um drama estrelado por Jennifer Jones e Joseph Cotten. Acabou sendo indicada ao Oscar na categoria de Melhor Música original naquele mesmo ano. Os créditos foram dados ao próprio Young e ao letrista Edward Heyman. Antes de Elvis ainda haveria uma outra versão, gravada por Ketty Lester em 1962. Elvis raramente gravava uma música em estúdio duas vezes. Isso aconteceu com "Blue Suede Shoes" que foi gravada para o primeiro álbum de Elvis na RCA Victor e depois para a trilha sonora do filme "G.I. Blues" (Saudades de um Pracinha) e depois com "You Don't Know Me" da trilha sonora de "Clambake" (O Barco do Amor), também regravada em estúdio por Elvis após a gravação original. Assim "Love Letters" era igualmente um caso bem raro. Elvis a gravou originalmente na década de 1960 e depois a gravou novamente, sendo essa segunda versão a usada nesse disco. Qual teria sido a razão? Não se sabe ao certo. Particularmente ainda prefiro a versão de 1966. O cantor parece mais concentrado e mais firme. Os arranjos também são mais adequados para essa velha composição romântica. Há um clima de nostalgia que valoriza muito a melodia. De qualquer maneira ambas as versões de Elvis são muito boas, sem dúvida. No final das contas se torna apenas um caso de gosto pessoal de cada ouvinte.
2. When I'm Over You (S. Milete) - Essa foi outra composição de S. Milete a entrar no álbum. Esse autor já havia composto a estranha "Life" e aqui surgia com algo mais convencional. É fato que Elvis procurou por um novo time de compositores nos anos 70. Na década anterior ele ficou muito preso a um grupo de escritores de Nova Iorque e Los Angeles que acabou criando quase todas as músicas de suas trilhas sonoras. Aquele material saturou Elvis que agora procurava por novos caminhos, outras sonoridades. Essa faixa porém não agradou muito. Para muitos ela seria apenas uma canção qualquer, feita para completar cronologicamente o LP. É uma visão até bem pessimista, já que apesar de ser bem comum a melodia desse country ainda apresenta alguns momentos bons, de clara inspiração melódica. A RCA Victor porém não fez nada por ela, se tornando assim mais uma música pouco conhecida fora do círculo dos fãs mais conhecedores da obra de Elvis. "When I'm Over You" nunca foi lançada em outro álbum, nem em coletâneas, nem em nada. E como Elvis também nunca a cantou em concertos ela foi simplesmente sumindo, desaparecendo com o passar dos anos.
3. If I Were You (G. Nelson) - Outro country considerado bem abaixo da média. Ela foi composta pelo músico Gerald Nelson. Essa canção foi gravada no último dia de sessão da famosa Nahsville Marathon. Era o dia 8 de junho de 1970 e após gravar dezenas e dezenas de canções Elvis estava visivelmente cansado e esgotado. Nessa noite em especial ele conseguiu ainda emplacar outras cinco canções: "There Goes My Everything", "Only Believe", "Patch Up" (que seria lançada no disco "That´s The Way It Is") e "Sylvia" (o grande sucesso de Elvis no Brasil, lançado no disco "Elvis Now" dois anos depois de ser gravada). Impossível não notar um certo clima de fim de festa. Elvis era um cantor muito produtivo dentro dos estúdios, mas depois de tantas gravações ele se mostrava mesmo bem cansado, principalmente em sua performance vocal. A linha de melodia da canção também não ajuda muito, sempre rodando em círculos, sem ir para qualquer direção. A letra era novamente romântica e referencial, onde um homem apaixonado tentava convencer sua paixão a ficar ao seu lado. Um tema até bem batido, mesmo dentro dos padrões de Nashville. Enfim, uma música sem novidades que acabou sendo facilmente esquecida após algum tempo.
4. Got My Mojo Working / Keep Your Hands Off Of It (P. Faster / E. Presley) - Dando sequência na análise das canções do álbum " Love Letters from Elvis" vamos tecer mais alguns comentários sobre essa faixa. A primeira vez que ouvi "Got My Mojo Working / Keep Your Hands" fiquei com a nítida impressão de que se tratava de um mero ensaio ou melhor dizendo, uma animada jam session. Esse tipo de gravação não entrava, via de regra, nos discos oficiais de Elvis. O produtor Felton Jarvis porém teve outra opinião sobre isso. Ele gostou tanto do resultado, da espontaneidade de Elvis e sua banda, que não pensou duas vezes e colocou essa gravação informal dentro do disco. Como não era algo comum de acontecer nos álbuns de Elvis, que sempre saíam com grande produção e profissionalismo, acabou chamando a atenção dos fãs na época de seu lançamento original. É um bom momento do disco, valorizado pelo fato de ser uma versão de Elvis para uma música do grande Muddy Waters, um nome consagrado. Curiosamente embora tenha sido de certa maneira ousado em escolher essa jam session para fazer parte do disco, o produtor Felton Jarvis resolveu editá-la, pois a versão no total tinha quase seis minutos de duração, algo considerado nada comercial naqueles tempos. Assim a versão que ouvimos no LP original é bem mais curta e bem mais editada, com a adição de instrumentos promovidos por Jarvis em seu estúdio.
5. Heart Of Rome (Stephens / Blaikley / Howard) - "Heart Of Rome" era mais uma música Italianíssima que Elvis trazia para seu repertório. Elvis não tinha raízes italianas (seus antepassados tinham vindo da Escócia para os Estados Unidos), mas ele amava a músicalidade daquela grande nação. Provavelmente Elvis tomou gosto pelas canções italianas ouvindo Dean Martin, um dos seus cantores preferidos. Logo percebeu que as melodias italianas soavam perfeitas para ele disponibilizar aos seus fãs grandes performances vocais. Afinal ele tinha obtido excelentes resultados comerciais no passado com gravações como "It´s Now Or Never" e "Surrender". Infelizmente porém dessa vez a RCA Victor resolveu não trabalhar na promoção da música, se limitando a divulgá-la de forma bem tímida nas rádios como mero lado B do single "I´m Leaving". Penso que se houvesse maior capricho por parte de sua gravadora, principalmente em seu lançamento europeu, o compacto teria se tornado um grande sucesso.
6. Only Believe (P. Rader) - Essa música "Only Believe" sempre me pareceu como uma interessante fusão entre gospel e blues. Essa música não é unanimidade entre os fãs de Elvis. Há aqueles que gostam muito de sua proposta e outros que a consideram abaixo da média, uma música sem muita identidade, transitando entre gêneros musicais diversos, sem optar definitivamente por nenhum deles! Penso que é um bom momento do álbum, inclusive chegou a ser escolhida pela RCA Victor para ser o lado B do single "Life" (sim, aquela estranha composição falando sobre a origem do universo e outras coisas sem nexo). Infelizmente o single não foi muito bem sucedido comercialmente, chegando apenas na posição 53 da Billboard. Algo que era até esperado pois nenhuma das faixas tinha potencial mesmo de se tornar um grande hit na paradas!
7. This Is Our Dance (L. Reed / G. Stephens) - Essa canção é uma criação do músico e compositor inglês Leslie David Reed. Ele era o maestro e líder uma orquestra muito popular no Reino Unido na década de 1950, onde também tocavam os músicos Gordon Mills e Barry Mason. Naqueles tempos os bailes tinham se tornado bem populares, assim várias orquestras surgiram, tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos (fenômeno que também se repetiu no Brasil, na mesma época). Por essa razão as características dessa música são bem claras no tocante ao seu ritmo e melodia. É uma música romântica de baile, composta para ser tocada nos grandes salões da Europa. Provavelmente Elvis tomou conhecimento dela por causa justamente da The Les Reed Orchestra, uma vez que essa orquestra também gravou um disco com "Also Sprach Zarathustra" que Elvis iria utilizar como abertura de seus concertos na década de 1970.
8. Cindy, Cindy (Kaye / Weisman / Fuller) - Esse country com bela melodia bucólica era bem mais dentro do padrão. Um country rock muito bom, que deveria ter sido usado como música de trabalho do álbum. Curiosamente a música foi composta pelo trio Kaye, Weisman e Fuller. Esse pessoal compôs muitas canções para os filmes de Elvis durante os anos 60. Revê-los aqui, na contracapa de um álbum de Elvis dos anos 70, também soa ao seu modo bem estranho. Houve uma certa ruptura com o trabalho desses autores depois que Elvis deixou Hollywood. Voltar para gravar músicas deles era algo inesperado. De qualquer maneira é uma boa canção, inclusive contando com aquela certa inocência das músicas dos filmes da década anterior. Ela é salva no final das contas pelo alto astral e boa performance de Elvis e banda! O guitarrista James Burton inclusive contou com um belo solo para mostrar sua habilidade. No geral é um momento bem agradável do disco, embora se formos comparar com outras faixas como "Life" a letra pareça bem pueril e bobinha.
9. I'll Never Know (Karget / Wayne / Weisman) - Essa canção foi composta por Ben Weisman. Como se sabe ele foi o autor de dezenas de músicas para Elvis em seus filmes na fase Hollywood. No total chegou a escrever mais de 50 canções para Elvis durante os anos 60! Um recorde dentro da discografia do cantor! Aqui Weisman retorna para a discografia de Presley com uma melodia singela, que para muitos lembra bastante as próprias composições de Hollywood que ele escreveu na década anterior. Penso que embora lembrem mesmo há o diferencial do vocal de Elvis. Nos anos 70 ele tinha deixado a suavidade das trilhas dos anos 60 para trás, adotando um estilo mais forte, grandioso! E isso no final das contas acaba fazendo toda a diferença.
10. It Ain't Big Thing (But is Crowing) (Merrit / Joy / Hall) - E se você gosta de country music mais tradicional certamente vai apreciar "It Ain't Big Thing (But is Crowing)". O vocal de Elvis e o arranjo são bem caipiras, parecendo até mesmo uma banda das montanhas do Kentucky. Essa gravação aliás ficaria muito bem nos tempos da Sun Records e dos Blue Moon Boys. Muitos especulam porque ela não foi acrescentada no repertório do álbum "Elvis Country". De fato seria mais do que adequada. A letra é simples, romântica, levemente melancólica. Nada de surpresas ou esquisitices. Para temas country nada melhor do que letras que evocam os sentimentos românticos da forma mais direta e emocional possível. Tudo aliado a uma boa gravação. Sem dúvida outro bom momento desse álbum que merece inclusive ser redescoberto pelos fãs.
11. Life (S. Milete) - Sempre que se escreve sobre esse álbum se chama a atenção para a música "Life". Realmente, se formos analisar sua letra veremos que dentro da longa e vasta discografia de Elvis Presley nunca se viu nada parecido com isso. S. Milete, que escreveu a letra, começa falando no surgimento da vida, nos primeiros seres vivos, em um universo ainda em formação! Versos como "Em algum lugar no espaço vazio / Muito antes da raça humana / Alguma coisa esquentava / Uma vasta e atemporal fonte se iniciou!" soam bem estranhos. A letra é grande, complicada de memorizar e totalmente fora dos padrões da média do que Elvis seguia em sua carreira na época. O autor, tipicamente uma pessoa influenciada pelo movimento hippie, flower power e derivados, parece ter exagerado um pouco na dose, criando algo até mesmo surreal. Pelo visto ele andou tomando alguma coisa meio esquisita quando compôs essa música! O que levou Elvis a gravar uma faixa como essa ainda é um mistério. Provavelmente ele estava inspirado por causa de suas leituras místicas, religiosas e procurou por algo que se relacionasse a esse tipo de literatura para gravar. Curiosamente a letra, apesar de ser completamente sui generis, misturava visões científicas, religiosas e sentimentos de amor, tudo em um só pacote! O produtor Felton Jarvis procurou melhorar bastante a gravação, acrescentando um background musical que poderia ser qualificado como "esotérico", com uso de flautas e instrumentos adicionais que praticamente nunca eram usados nas gravações de Elvis. Enfim, se existe uma música diferente dentro da discografia de Elvis durante os anos 70 essa é certamente "Life" e sua singular mensagem.
Elvis Presley - Love Letters From Elvis (1971) - Elvis Presley (vocal) / James Burton (guitarra) / Jerry Scheff (baixo) / Ronnie Tutt (bateria) / Chip Young (guitarra) / Bob Lanning (bateria) / Charlie Hodge (violão e voz) / Glen Hardin(piano) / The Imperials (vocais) / The Sweet Inspirations (vocais) / Millie Kirkham (vocais) / John Wilkinson (guitarra) / Norbert Putnam (baixo) / Jerry Carrigan (bateria) / David Briggs (piano) / Charlie McCoy (orgão e Harmônica) / Bobby Thompson (Banjo) / Harold Bradley (guitarra) / The Jordanaires (vocais) / Farrel Morris (percussão) / Bobby Morris e sua Orquestra / Produzido por Felton Jarvis / Arranjado por Felton Jarvis, Elvis Presley, Glen D. Hardin, Cam Mullins, David Briggs, Bergen White, Norbert Putnam / Local de gravação: RCA Estúdio B, Nashville, Tennessee, Estados Unidos / Data de Gravação: 4 a 8 de junho de 1970 / Data de Lançamento: Junho de 1971 / Melhor posição nas paradas: 33 (EUA) e 7 (Reino Unido).
Pablo Aluísio.
Elvis Presley - Life / Only Believe
Esse single foi muito singular dentro da carreira de Elvis. Não fez muito sucesso, o que já era esperado. A música "Life" não se parecia com nada que Elvis havia gravado antes. Escrita por S. Milete, tinha uma letra estranha para os padrões da discografia do cantor. Era uma enorme metáfora sobre as origens da vida, algo até mesmo um tanto surreal. Duas perguntas ficaram sem respostas. Por que Elvis gravou essa canção tão diferente? E por que a RCA Victor escolheu justamente ela para ser o lado A de um compacto do cantor? No meio de tantos questionamentos "Life" acabou ganhando, com o passar dos anos, um certo status "cult" justamente por ser diferente demais, nada condizente com o tipo de música que vinha aparecendo nos discos de Elvis Presley nos anos 70. É uma verdadeira alienígena dentro da discografia de Mr. Presley. Já nos palcos a canção passou em brancas nuvens pois Elvis nunca a cantou ao vivo em suas turnês e isso apesar de ser o lado A de um single, o que supostamente o levaria a divulgar em seus shows. Isso porém jamais aconteceu.
O Lado B vinha com algo mais convencional, a música "Only Believe". Era um gospel. Importante dizer que ambas as canções (Lado A e Lado B) fizeram parte do álbum "Love Letters From Elvis" que lançado em 1971 não alcançou bons índices de vendas no mercado. Esse single também não se saiu melhor dentro das paradas, não conseguindo chegar sequer ao posto 50 da revista Billboard. Um resultado comercial bem ruim. Isso demonstrava que ou a RCA não havia promovido adequadamente o single ou então o público realmente não se interessou em ouvir Elvis cantando músicas como a estranha "Life", que passava longe de ser o tipo habitual de letra que ele estava acostumado a cantar. Essa outra faixa "Only Believe" era mais tradicional, porém nunca a considerei uma das melhores desse disco. Tem uma certa levada para o blues, apesar da letra religiosa. Poderia ser melhor trabalhada dentro de um disco gospel como "He Touched Me", direcionado especialmente para o público evangélico, mas aqui ficou mesmo um pouco deslocada, fora do que era de se esperar dentro de umlançamento como esse.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 12 de novembro de 2021
Dias de Trovão
Título Original: Days of Thunder
Ano de Produção: 1990
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Tony Scott
Roteiro: Robert Towne, Tom Cruise
Elenco: Tom Cruise, Nicole Kidman, Robert Duvall
Sinopse:
Cole Trickle (Tom Cruise) é um piloto que só aceita o lugar mais alto no pódio. Seu lema se resume a vencer e vencer, a qualquer custo. Ousado nas pistas ele sente seu coração balançar ao conhecer uma linda loira, Claire Lewicki (Nicole Kidman) que também parece estar caidinha de amores por ele. Afinal de contas não há como correr mais do que o som do trovão. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Som (Charles M. Wilborn e Donald O. Mitchell).
Comentários:
Basicamente é um "Top Gun" sobre duas rodas, o que não deixa de ser decepcionante pois aquele filme, apesar de ser em essência um produto pop, tinha seu valor cinematográfico. Esse aqui porém mais parece um longo comercial de pasta de dentes. Cruise, todo sorrisos, interpreta esse arrojado piloto que acaba mesmo derrapando nas curvas dos cabelos encaracolados de uma jovem Nicole Kidman. Recém chegada da Austrália ela acabaria roubando o coração do astro Cruise que ficaria casado com ela por longos anos. O casamento, que parecia feliz e duradouro, porém acabou de forma áspera após as filmagens do último filme do gênio Stanley Kubrick. Mas deixemos esses contos de alcova de lado. "Dias de Trovão" é uma produção que tem ótimas sequências de corridas, tomadas bem realizadas e trilha sonora para tocar na rádio (e tocou mesmo na época). Pena que o roteiro seja fraquinho, fraquinho. Basicamente envolvendo apenas essa Love Story em alta velocidade. Vale a pena rever, nem que seja para conferir como um filme pop pode ficar datado mais rapidamente do que os demais.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 11 de novembro de 2021
Finch
Esse filme é muito bom. O cenário pós-apocalíptico e o clima de ficção em um mundo desolado, é apenas pano de fundo para mostrar o lado humano do protagonista e de seu novo invento, um robô meio desajeitado, algumas vezes agindo de forma boba, mas que acaba se revelando bem mais do que poderia prever seu criador. O roteiro também aproveita para passar essa mensagem ecológica que a humanidade precisa cuidar do planeta Terra antes que seja tarde demais. Isso porém é passado de forma sutil, sem ser panfletário ou algo do tipo. No final é um belo filme sobre uma viagem em busca de si mesmo, das coisas que realmente importam na vida humana.
Finch (Finch, Estados Unidos, 2021) Direção: Miguel Sapochnik / Roteiro: Craig Luck, Ivor, Powell / Elenco: Tom Hanks, Caleb Landry Jones, Marie Wagenman / Sinopse: O filme conta a história de um homem e seu robô, tentando sobreviver em um planeta Terra completamente devastado por causa de mudanças climáticas. Filme produzido por Robert Zemeckis, diretor do filme "De Volta Para o Futuro".
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 10 de novembro de 2021
Thomas Crown - A Arte do Crime
O Fantástico Mundo do Dr. Kellogg
Pablo Aluísio.
terça-feira, 9 de novembro de 2021
Rob Roy: A Saga de uma Paixão
Quem acabou roubando o show de Liam Neeson foi o ator Tim Roth como o vilão Cunningham. Seu trabalho foi tão bom que não apenas ofuscou o astro principal como também lhe valeu várias indicações importantes em premiações internacionais. O pobre Liam Neeson ficou mesmo em sua sombra! Assim chegamos na conclusão que "Rob Roy: A Saga de uma Paixão" não é um filme comum ruim, é apenas um épico histórico meio decepcionante. Mesmo assim se você curte esse tipo de produção vale a pena ao menos tentar conhecer, afinal quem sabe você possa vir a gostar.
Rob Roy: A Saga de uma Paixão (Rob Roy, Estados Unidos, Inglaterra, 1995) Direção: Michael Caton-Jones / Roteiro: Alan Sharp / Elenco: Liam Neeson, Jessica Lange, John Hurt, Eric Stoltz / Sinopse: Líder popular escocês levanta uma grande revolta contra a dominação inglesa em sua nação. Filme indicado ao Oscar, ao Globo de Ouro e ao BAFTA na mesma categoria, Melhor Ator Coadjuvante (Tim Roth).
Pablo Aluísio.
As Loucuras do Rei George
Assim o Império teve que se contentar em ser comandado por um louco durante um determinado período, até que nobres, autoridades judiciárias e o Parlamento decidissem por alguma saída legal. Bom para as colônias britânicas que assim começaram a se libertar da dominação da metrópole. Um filme que me agradou muito, não apenas porque gosto de dramas históricos, mas também por causa do argumento jurídico que existe por trás de toda a história. Assim como "Rob Roy" temos aqui uma direção de arte maravilhosa, aliada a uma reconstituição histórica impecável. Um bom filme que retrata uma situação limite dentro do maior império que o mundo já conheceu
As Loucuras do Rei George (The Madness of King George, Inglaterra, 1994) Direção: Nicholas Hytner / Roteiro: Alan Bennett / Elenco: Nigel Hawthorne, Helen Mirren, Rupert Graves / Sinopse: A história de um monarca inglês que ficou louco. Filme vencedor do Oscar na categoria Melhor Direção de Arte. Indicado ainda nas categorias de Melhor Ator (Nigel Hawthorne), Melhor Atriz Coadjuvante (Helen Mirren) e Melhor Roteiro Adaptado. Filme vencedor do BAFTA Awards nas categorias de Melhor Filme Britânico, Melhor Ator (Nigel Hawthorne) e Melhor Figurino.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 8 de novembro de 2021
Sabotagem
Título Original: Sabotage
Ano de Produção: 2014
País: Estados Unidos
Estúdio: Open Road Films
Direção: David Ayer
Roteiro: Skip Woods, David Ayer
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Sam Worthington, Terrence Howard
Sinopse:
Após a invasão de uma casa pertencente a um poderoso cartel de drogas, um grupo de agentes do DEA resolve esconder no encanamento do local uma verdadeira fortuna avaliada em 10 milhões de dólares. Quando eles retornam depois para pegar o dinheiro descobrem que ele não está mais lá. Depois de virarem alvo de investigação os membros se reúnem novamente. O grande mistério porém persiste: quem teria ficado com todo aquele dinheiro?
Comentários:
Não adianta mais esperar pela grandiosidade que existia na filmografia de Arnold Schwarzenegger nas décadas de 1980 e 1990. O tempo passou, ele próprio mudou e após ficar alguns anos afastado do cinema por causa de uma carreira política seu cacife está muito longe do que era antes. Reflexos de um tempo passado. Veja o caso desse "Sabotage". O filme custou meros 35 milhões de dólares, ora em seu auge Schwarzenegger ganhava isso de cachê! Então os tempos são outros. Por isso a primeira regra para se curtir essa produção é realmente baixar a bola das expectativas. É um filme pequeno, com orçamento modesto de um antigo astro que está tentando reerguer sua carreira. Isso é tudo. Muitas pessoas não gostaram do resultado. Vejo isso como um reflexo de altas expectativas não cumpridas. De fato se você for assistir "Sabotage" esperando por muita coisa irá se decepcionar. Muitos personagens são caricaturais e o roteiro, apesar de ter uma boa reviravolta de que gostei bastante, não foge muito da fórmula dos filmes de ação atuais. O diretor David Ayer (de "Marcados para Morrer", "Os Reis da Rua" e "Tempos de Violência") pelo menos teve bom senso, dando aquilo que um fã de Arnold Schwarzenegger espera: uma boa fita de ação, com algumas sequências bem construídas, tiros, brigas e movimentação. Fora isso é, como eu já escrevi, apenas esperar por algo que já não existe mais.
Pablo Aluísio.
O Vingador
Título Original: Murphy's Law
Ano de Produção: 1986
País: Estados Unidos
Estúdio: Cannon Group
Direção: J. Lee Thompson
Roteiro: Gail Morgan Hickman
Elenco: Charles Bronson, Kathleen Wilhoite, Carrie Snodgress
Sinopse:
Charles Bronson interpreta Jack Murphy um detetive veterano da polícia que está em crise após o assassinato de sua ex-esposa. Para piorar sua situação ele logo vira o principal suspeito do crime. O jogo porém não está vencido e Jack entende que sua única chance é fugir dessa situação para encontrar ele próprio o assassino, antes que seja tarde demais.
Comentários:
A chamada Lei de Murphy afirma que se algo tem possibilidade de dar errado, dará mesmo! É justamente essa lei - na verdade mais um ditado do que qualquer outra coisa - que deu nome a esse filme de ação com Charles Bronson. O ator, já veterano, mas ainda na ativa nos anos 80 pegou carona com a moda dos filmes de porrada e se deu muito bem! Ao lado do diretor J. Lee Thompson, velho conhecido seu, rodou mais essa produção na Cannon. De uma maneira em geral não há maiores novidades pois os filmes de Bronson por essa época seguiam uma fórmula básica, que afinal havia dado certo antes. É a tal coisa, não se deve mexer em time que se está ganhando. Eu particularmente considero um dos bons filmes de Charles Bronson nessa fase de sua carreira. Tem boas doses de ação, cenas bem realizadas e um background tentando trazer uma profundidade ao seu personagem durão. Ora, quem ia em uma locadora nos anos 80 para levar para casa um filme de Bronson não pedia nada muito além disso. Assim vale a recomendação, um policial bom e eficiente estrelado pelo saudoso astro.
Pablo Aluísio.









