domingo, 1 de junho de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
The Beach Boys - Surfin' U.S.A.
Eu sou da opinião de que certos artistas são agradáveis de se ouvir porque são simples. A ideia que deu origem a eles são simples. As músicas possuem 3 ou 4 acordes. Esse é o segredo. E poucos grupos musiciais da história da música foram tão exemplificativos disso como os Beach Boys. Eles eram, no começo da carreira, apenas jovens californianos que faziam música para jovens californianos que curtiam surf e praia. Nada mais. Simples como uma prancha de surf. E é dessa fase inicial do grupo que eu gosto mais. Eu sei que eles depois tentaram evoluir como banda, fazendo projetos ousados como Pet Sounds e tudo mais. Porém nada disso me deixou muito satisfeito ao ouvir. Em se tratando de Beach Boys eu prefiro a simplicidade de sua carreira. E seus álbuns dessa primeira fase são irresistivelmente saborosos!
Esse foi o segundo disco do grupo. E seguia basicamente a sonoridade do primeiro. Uma delícia de se ouvir. E para não deixar dúvidas sosbre o que eles queriam, colocaram logo na capa um surfista surfando um grande tubo, em uma grande onda das praias da Califórnia. Assim não tinha do que se reclamar. Era puro Surf Music e nada além disso. Nada intelectual, nada pretensioso, não queriam mudar o mundo com suas músicas, não queriam passar uma mensagem política... não, nada disso. Só queriam curtir um som num dia na praia. Esse sempre foi o melhor que o Beach Boys tinha a oferecer. Uma obra musical maravilhosa de se ouvir.
The Beach Boys - Surfin' U.S.A. (1963)
Surfin' U.S.A.
Farmer's Daughter
Misirlou
Stoked
Lonely Sea
Shut Down
Noble Surfer
Honky Tonk
Lana
Surf Jam
Let's Go Trippin'
Finders Keepers
Pablo Aluísio.
Disco de Vinil: The Beach Boys - Surfin' U.S.A.
Surfin’ U.S.A., segundo álbum de estúdio dos The Beach Boys, foi lançado em 25 de março de 1963 e consolidou definitivamente o grupo como o principal porta-voz da cultura jovem da Califórnia. O disco aprofundou a fórmula apresentada no álbum de estreia, combinando harmonias vocais sofisticadas com letras que celebravam o surfe, os carros e o estilo de vida ensolarado da costa oeste. A faixa-título, inspirada diretamente em “Sweet Little Sixteen”, de Chuck Berry, tornou-se um verdadeiro hino juvenil da época.
Em termos comerciais, Surfin’ U.S.A. representou um enorme salto para a banda. O álbum alcançou o 2º lugar na parada da Billboard, algo notável para um grupo ainda em ascensão, e permaneceu várias semanas entre os mais vendidos nos Estados Unidos. O single “Surfin’ U.S.A.” chegou ao Top 5, impulsionando vendas que rapidamente ultrapassaram a marca de um milhão de cópias, estabelecendo os Beach Boys como concorrentes diretos dos principais nomes do rock e do pop americano do início dos anos 1960.
A reação da crítica musical foi amplamente favorável, embora ainda marcada por certo tom de surpresa diante de um grupo associado à música juvenil. O jornal Los Angeles Times descreveu o álbum como “uma explosão de entusiasmo adolescente embalada por harmonias vocais surpreendentemente elaboradas”. Já o San Francisco Chronicle destacou que os Beach Boys demonstravam “um senso melódico que vai além da música de moda, revelando um grupo com identidade própria”.
Na imprensa nacional, o disco também chamou atenção. A revista Billboard elogiou o apelo comercial do álbum, afirmando que ele “capta com precisão o espírito da juventude americana de 1963”. O New York Daily News observou que, apesar da simplicidade temática, “as vozes entrelaçadas do grupo criam um som limpo, vibrante e irresistivelmente contagiante”.
Com Surfin’ U.S.A., os Beach Boys deixaram de ser apenas uma promessa regional para se tornarem um fenômeno nacional. O álbum ajudou a definir o chamado California Sound e abriu caminho para trabalhos mais ambiciosos nos anos seguintes. Em 1963, ficou claro para público e crítica que Brian Wilson e seus parceiros estavam moldando um novo capítulo da música pop americana, equilibrando diversão, técnica vocal e um retrato idealizado da juventude da época.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Rolling Stones - The Rolling Stones No. 2
O segundo álbum dos Rolling Stones no Reino Unido, intitulado The Rolling Stones No. 2, foi lançado em janeiro de 1965 e representa um passo decisivo na consolidação da identidade musical da banda. Ainda profundamente enraizado no rhythm and blues norte-americano, o disco mostra o grupo mais seguro de sua sonoridade crua, agressiva e urbana, em contraste direto com a imagem mais comportada de outros conjuntos britânicos da época. Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts ampliam aqui o repertório de influências, revisitando clássicos do soul, do blues elétrico de Chicago e do rock and roll, sempre com uma abordagem áspera e intensa. A produção privilegia a energia das gravações quase ao vivo, reforçando a reputação dos Stones como uma banda que soava mais perigosa e visceral do que muitos de seus contemporâneos.
Embora ainda dependa majoritariamente de composições de artistas como Solomon Burke, Marvin Gaye, Willie Dixon e Chuck Berry, The Rolling Stones No. 2 já aponta para a transição criativa que culminaria na afirmação da dupla Jagger/Richards como compositores. Faixas como “Grown Up Wrong” e “Off the Hook” indicam esse amadurecimento autoral inicial, mesmo que o foco principal continue sendo a releitura apaixonada de standards do R&B. O álbum foi bem recebido pelo público britânico e alcançou o topo das paradas, reforçando o status do grupo como uma das principais forças do rock no Reino Unido em meados dos anos 1960. Mais do que um simples segundo disco, ele ajudou a definir o DNA dos Rolling Stones: blues pesado, atitude rebelde e uma conexão direta com as raízes mais negras da música americana.
The Rolling Stones No. 2 (1965)
Everybody Needs Somebody to Love
Down Home Girl
You Can’t Catch Me
Time Is on My Side
What a Shame
Grown Up Wrong
Down the Road Apiece
Under the Boardwalk
I Can’t Be Satisfied
Pain in My Heart
Off the Hook
Susie Q (Part I)
Erick Steve.
Disco de Vinil: The Rolling Stones No. 2
The Rolling Stones No. 2, segundo álbum de estúdio dos Rolling Stones no Reino Unido, foi lançado em 15 de janeiro de 1965 e consolidou a imagem da banda como a face mais crua e rebelde da chamada British Invasion. Diferente de muitos grupos contemporâneos, o disco apostava fortemente em releituras de blues e R&B americanos, misturadas a algumas composições próprias de Mick Jagger e Keith Richards, refletindo a profunda admiração do grupo por artistas como Muddy Waters, Chuck Berry e Howlin’ Wolf.
Comercialmente, o álbum foi um sucesso imediato. The Rolling Stones No. 2 alcançou o 1º lugar nas paradas britânicas, onde permaneceu por várias semanas em 1965, confirmando que a banda já rivalizava em popularidade com os Beatles no Reino Unido. As vendas foram robustas desde o lançamento, impulsionadas por uma base de fãs fiel e pela reputação incendiária do grupo, que contrastava deliberadamente com a imagem mais polida de outros artistas da época.
A reação da crítica musical foi majoritariamente positiva, embora marcada por certo desconforto diante do som agressivo e da postura provocadora dos Stones. O jornal Melody Maker escreveu que o álbum era “um mergulho intenso no blues elétrico, tocado com uma ferocidade raramente ouvida em bandas britânicas”. Já o New Musical Express destacou que o grupo soava “mais confiante e perigoso, como se cada faixa fosse tocada no limite do controle”.
Alguns jornais britânicos chamaram atenção para o afastamento deliberado do pop convencional. O The Guardian observou em 1965 que os Rolling Stones “não buscam agradar, mas impactar, e é exatamente isso que os torna fascinantes”. O Daily Mirror, mais voltado ao grande público, descreveu o disco como “barulhento, rude e irresistível para a juventude que busca algo além das canções românticas de sempre”.
Com The Rolling Stones No. 2, a banda reforçou sua identidade artística e ajudou a popularizar o blues americano entre os jovens britânicos. O álbum representou um passo decisivo na evolução do grupo, preparando o terreno para um período de maior maturidade criativa e para o domínio que os Stones exerceriam sobre o rock na segunda metade dos anos 1960. Mais do que um sucesso comercial, o disco afirmou os Rolling Stones como uma força cultural duradoura
Jerry Lee Lewis - Great Balls of Fire
Foi o maior sucesso da carreira de Jerry Lee Lewis. Chegou ao primeiro lugar da Billboard e consagrou o jovem cantor e pianista. Para muitos Lewis seria naquele momento o sucessor natural de Elvis Presley nas paradas, já que Presley estava deixando sua carreira de lado para ir servir o exército americano na Alemanha. Embora tenham tido trajetórias parecidas - Lewis despontou na mesma Sun Records que descobriu Elvis - a verdade era que ambos eram bem diferentes entre si. O maior problema de Lewis era sua impulsividade, suas decisões tomadas sem medir as consequências. No palco Lewis gostava de colocar fogo em seu piano e isso fazia parte do jogo mas na vida pessoal ele também tocou fogo em sua imagem. Casou-se com uma prima adolescente muito jovem - que para piorar parecia uma garotinha - e quando foi para a Inglaterra fazer sua turnê entrou em atrito com a imprensa britânica. Depois disso e da revelação que estava casado com uma menininha sua carreira foi ladeira abaixo.
O pico de sucesso de Jerry Lee Lewis foi muito breve. Praticamente durou apenas três singles! O primeiro com "Crazy Arms / Whole Lotta Shakin' Goin' On", seu primeiro compacto, vendeu muito bem, se destacando nas paradas. Então logo após veio esse "Great Balls of Fire" com "You Win Again" no lado B. Foi seu auge. O terceiro e último sucesso de Jerry foi a ótima Breathless" (com "Down the Line" no lado B) que chegou na sétima posição. Quando "High School Confidential" chegou nas lojas ele já estava sentindo os efeitos da maré baixa. Ninguém tira os méritos de Jerry Lee Lewis como cantor e intérprete, ele de fato foi grande mas não soube administrar os aspectos mais importantes de sua carreira. De uma forma ou outra conseguiu à duras penas sobreviver no meio country nos duros anos que viriam pela frente. Foi um sobrevivente realmente. Já em termos de "Great Balls of Fire" não há muito o que dizer pois é realmente um dos melhores rocks de todos os tempos. Gravação perfeita em ótima melodia. Na verdade foi a música que definiu toda a sua história e aquela pela qual será lembrado no futuro.
Pablo Aluísio.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Little Richard - Little Richard (1958)
Também conhecido como "Little Richard Volume 2" esse segundo álbum do cantor e compositor Little Richard é um dos mais importantes da história do Rock! O próprio Little Richard chamava esse disco de um verdadeiro milagre! Afinal ele se considerava um homem humilde, de origem bem pobre. Um artista como ele, negro, pobre e homossexual, conseguir gravar um segundo LP em plenos anos 50 era mesmo um feito e tanto. Afinal Richard sofreu, desde que surgiu, todos os tipos de preconceitos que você possa imaginar. E os LPs, naqueles tempos, eram reservados apenas para grandes artistas, cantores consagrados! Não era um formato para cantores de seu estilo, de jeito nenhum! Nesse aspecto Richard pode ser considerado um grande pioneiro!
E então surgiu esse cantor de voz rasgada, estridente ao máximo, cantando Rock! Pode ter certeza que muita gente ficou incomodada! De qualquer maneira uma coisa é certa, esse disco é um clássico absoluto da história do Rock! Entre as faixas temos hits insuperáveis, músicas que depois seriam regravadas pelos maiores nomes do Rock como os Beatles e Elvis Presley. O Rei do Rock inclusive regravou, de uma só vez, três músicas desse disco em seu álbum chamado "Elvis". Então, não havia mesmo muito mais o que dizer. É um disco realmente fenomenal, que mais parece uma coletânea de grandes sucessos! Uma prova definitiva da importância desse artista no surgimento do gênero musical mais popular do século XX.
Little Richard - Volume 2 (1958)
Rip It Up
Ready Teddy
Heeby-Jeebies
Slippin’ and Slidin’
Long Tall Sally
Miss Ann
Jenny, Jenny
True Fine Mama
Can’t Believe You Wanna Leave
Lucille
Send Me Some Lovin’
Good Golly, Miss Molly
Pablo Aluísio.
Discografia Americana de álbuns de Little Richard
Little Richard – Álbuns de estúdio (EUA)
Here’s Little Richard (1957)
Little Richard (1958)
The Fabulous Little Richard (1959)
Pray Along with Little Richard, Vol. 1 (1960)
Pray Along with Little Richard, Vol. 2 (1960)
King of the Gospel Singers (1962)
Little Richard Is Back (And There’s a Whole Lotta Shakin’ Goin’ On!) (1964)
Little Richard’s Greatest Hits (1965)
The Explosive Little Richard (1967)
The Rill Thing (1970)
King of Rock and Roll (1971)
The Second Coming (1972)
Southern Child (1972)
Lifetime Friend (1976)
Obs: Em negrito álbuns que já foram comentados em nosso blog Music!
Pesquisa: Pablo Aluísio.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Frank Sinatra - The Voice of Frank Sinatra
Esse é considerado o primeiro álbum da carreira de Frank Sinatra. Só que esse conceito precisa de algumas explicações. Quando chegou pela primeira vez no mercado não havia ainda, por parte das gravadoras, o conceito de LP. Era uma fase ainda muito primitiva da indústria fonográfica. O que chegou nas mãos dos fãs de Sinatra naquele ano foi uma espécie de coleção, com quatro discos de 78 rpm contendo oito músicas gravadas pelo cantor. Todos os discos faziam parte desse pacote e só poderiam ser adquiridos juntos. Na época se chamava de coleção ou box! Era, em todos os aspectos, um álbum, lançado em um tempo em que ainda não existia os LPs.
Anos depois finalmente essas faixas foram reunidas no formato LP tal como conhecemos hoje em dia. Conceitualmente era um álbum e assim é considerado pelos colecionadores em geral. A adaptação, se assim pudermos chamar, está bem correta do ponto de vista histórico. O "álbum" de Sinatra foi lançado pela Columbia Records. Na época Sinatra era o mais bem sucedido artista do selo, vendendo milhares de cópias de seus acetatos. É um disco que hoje em dia surpreenderia o ouvinte que só chegou a conhecer o Sinatra das grandes orquestras. Os arranjos aqui são bem sutis, baseados em cordas suaves, sob a direção do maestro Axel Stordahl, marcando o estilo romântico inicial de Sinatra. O sucesso foi maravilhoso e Sinatra sentiu-se confiante para seguir em frente apenas com seu nome, sem ser o cantor de big bands, como a de Tommy Dorsey. Foi um momento de mudança definitiva em sua carreira.
The Voice of Frank Sinatra (1946)
You Go to My Head
Someone to Watch Over Me
These Foolish Things
Why Shouldn’t I?
I Don’t Know Why (I Just Do)
Try a Little Tenderness
(I Don’t Stand) A Ghost of a Chance
Paradise
Pablo Aluísio.
Frank Sinatra - Discografia Americana
Frank Sinatra - Discografia Americana
Lista com todos os álbuns lançados pelo cantor Frank Sinatra até o ano de sua morte.
Frank Sinatra - Discografia Americana
The Voice of Frank Sinatra
Songs by Sinatra
Christmas Songs by Sinatra
Frankly Sentimental
Dedicated to You
Sing and Dance with Frank Sinatra
Songs for Young Lovers
Swing Easy!
In the Wee Small Hours
Songs for Swingin’ Lovers!
Close to You
A Swingin’ Affair!
Where Are You?
A Jolly Christmas from Frank Sinatra
Come Fly with Me
Frank Sinatra Sings for Only the Lonely
Come Dance with Me!
No One Cares
Nice ’n’ Easy
Sinatra’s Swingin’ Session!!!
Ring-a-Ding-Ding!
Come Swing with Me!
Sinatra Swings (ou Swing Along With Me)
I Remember Tommy
Sinatra and Strings
Point of No Return
Sinatra and Swingin’ Brass
All Alone
Sinatra Sings Great Songs from Great Britain
Pesquisa: Pablo Aluísio.
domingo, 18 de maio de 2008
Discografia Norah Jones
Discografia Norah Jones
Álbuns de estúdio:
Come Away With Me (2002)
Feels Like Home (2004)
Not Too Late (2007)
The Fall (2009)
Little Broken Hearts (2012)
Foreverly (2013)
Day Breaks (2016)
Begin Again (2019)
Pick Me Up Off the Floor (2020)
I Dream of Christmas (2021)
Visions (2024)
Pesquisa: Pablo Aluísio.
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