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terça-feira, 14 de abril de 2026

Sangue de Heróis

Sangue de Heróis
O filme Fort Apache foi lançado em 1948, dirigido por John Ford e estrelado por Henry Fonda, John Wayne, Shirley Temple, Pedro Armendáriz, Ward Bond e George O'Brien. O longa é o primeiro da chamada “Trilogia da Cavalaria” de Ford e se passa em um posto militar isolado no Oeste americano. A trama acompanha o coronel Owen Thursday, um oficial rígido e orgulhoso que assume o comando de Fort Apache e passa a impor sua autoridade de forma inflexível. Em contraste, o capitão Kirby York, interpretado por John Wayne, representa uma visão mais pragmática e experiente do cotidiano militar na fronteira. À medida que a tensão aumenta entre o coronel e seus subordinados, a situação se agrava com os conflitos com os povos indígenas da região. Thursday, movido por orgulho e desejo de glória, toma decisões questionáveis que colocam seus homens em perigo. O filme constrói um retrato complexo da disciplina militar, da honra e dos erros humanos. Ao mesmo tempo, apresenta uma visão crítica das relações entre o Exército e os nativos americanos. A narrativa combina ação, drama e reflexão histórica. Assim, Fort Apache se destaca como um western mais profundo e reflexivo do que o padrão da época.

Quando foi lançado, Fort Apache recebeu uma recepção crítica majoritariamente positiva, sendo elogiado pela imprensa americana por sua abordagem mais madura do gênero western. O jornal The New York Times destacou que o filme era “um drama poderoso que vai além dos clichês do faroeste tradicional”, ressaltando a complexidade dos personagens e da narrativa. Já o Los Angeles Times elogiou a direção de John Ford, afirmando que ele conseguiu “equilibrar espetáculo e introspecção com grande habilidade”. A revista Variety destacou a qualidade do elenco e a força do roteiro, observando que o filme “apresenta um retrato humano e convincente da vida militar na fronteira”. Muitos críticos também elogiaram a forma como o filme aborda o tema da arrogância militar e suas consequências. A performance de Henry Fonda foi particularmente destacada, especialmente por interpretar um personagem diferente de seus papéis habituais. A crítica reconheceu o filme como um trabalho mais sofisticado dentro do gênero. Assim, Fort Apache conquistou respeito imediato entre jornalistas e especialistas em cinema.

A recepção crítica continuou favorável, com diversas publicações destacando o filme como uma das melhores obras de John Ford. A revista The New Yorker comentou que o longa era “uma meditação elegante sobre autoridade, honra e erro humano”. Muitos críticos também elogiaram a forma como o filme humaniza os personagens indígenas, algo relativamente incomum para a época. Embora o filme não tenha sido um grande destaque em premiações como o Oscar, ele foi amplamente reconhecido como uma obra de alta qualidade artística. A direção de Ford, aliada à fotografia em preto e branco e às paisagens monumentais, foi frequentemente citada como um dos pontos fortes do longa. A construção dos personagens e o desenvolvimento da trama também receberam elogios consistentes. Ao longo do tempo, críticos passaram a considerar Fort Apache como um dos westerns mais importantes do período clássico de Hollywood. A obra contribuiu para redefinir o gênero, introduzindo maior complexidade moral. Dessa forma, o filme consolidou sua reputação entre os grandes clássicos do cinema americano.

Do ponto de vista comercial, Fort Apache teve um desempenho sólido nas bilheterias. Embora não tenha sido um fenômeno gigantesco, o filme foi bem recebido pelo público e gerou lucro para o estúdio. O orçamento relativamente controlado ajudou a garantir sua viabilidade financeira. O público da época apreciou a combinação de ação, drama e personagens marcantes. A presença de estrelas como John Wayne e Henry Fonda contribuiu significativamente para atrair espectadores. O filme também teve boa repercussão em exibições posteriores, especialmente na televisão. Com o passar dos anos, sua popularidade continuou a crescer, impulsionada por sua qualidade artística. Muitos fãs de western passaram a considerar o filme uma obra essencial do gênero. Assim, Fort Apache conseguiu equilibrar reconhecimento crítico e sucesso comercial. Seu desempenho consolidou a posição de John Ford como um dos grandes diretores de Hollywood.

Atualmente, Fort Apache é amplamente considerado um dos grandes clássicos do western americano. O filme é frequentemente citado como uma obra fundamental dentro da filmografia de John Ford. Sua abordagem mais crítica e complexa das relações entre o Exército e os povos indígenas continua sendo relevante. A atuação de Henry Fonda é lembrada como uma das mais marcantes de sua carreira. O filme também é reconhecido por sua influência sobre westerns posteriores, que passaram a explorar temas mais profundos e ambíguos. A trilogia da cavalaria de Ford, iniciada com este filme, é vista como uma das contribuições mais importantes ao gênero. Críticos contemporâneos continuam elogiando sua narrativa e seus personagens. Novas gerações de espectadores ainda descobrem e apreciam o filme. Dessa forma, Fort Apache mantém sua relevância histórica e artística. Sua reputação como clássico é amplamente consolidada.

Sangue de Heróis  (Fort Apache, Estados Unidos, 1948) Direção: John Ford / Roteiro: Frank S. Nugent e Laurence Stallings, baseado em história de James Warner Bellah / Elenco: Henry Fonda, John Wayne, Shirley Temple, Pedro Armendáriz, Ward Bond e George O'Brien / Sinopse: Um rígido coronel assume o comando de um posto militar na fronteira e, ao ignorar a experiência de seus oficiais, conduz suas tropas a um confronto perigoso que revela as consequências do orgulho e da liderança inflexível.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

A Pequena Órfã

Título no Brasil: A Pequena Órfã
Título Original: Curly Top
Ano de Produção: 1935
País: Estados Unidos
Estúdio: Fox Film Corporation
Direção: Irving Cummings
Roteiro: Patterson McNutt, Arthur J. Beckhard
Elenco: Shirley Temple, John Boles, Rochelle Hudson, Jane Darwell, Rafaela Ottiano, Esther Dale

Sinopse:
Edward Morgan (John Boles) é um milionário excêntrico que casualmente acaba conhecendo a pequena orfã de cabelos encaracolados Elizabeth Blair (Shirley Temple). Ela é encantadora. Mesmo com a má sorte em seu destino, orfã e abandonada, ela mantém uma alegria de viver que encanta a todos ao seu redor. Morgan então decide adotar a criança e sua irmã menor, mas encontra muitas barreiras burocráticas. Assim acaba tendo uma ideia, assumindo uma outra identidade, a de "Mr Jones", algo que criará divertidas confusões.

Comentários:
Shirley Temple era apenas uma criança quando fez esse filme. E ela conseguiu se tornar uma das cinco maiores bilheterias daquele ano. Durante a grande depressão a garotinha virou motivo de alegria para o povo americano que naquela crise não tinha muitos motivos para se alegrar. A única saída para ter alguns momentos de paz e alegria era o cinema mais próximo. E era lá que o americano médio, massacrado pela grave crise que assolava o país, conseguia sorrir mais uma vez. Shirley Temple representava justamente isso, a esperança de um futuro melhor. Aquela menina era naquele momento a representação de tudo o que a América tinha de melhor para oferecer ao seu povo. Otimismo e esperança por um futuro melhor. Não foi à toa que o presidente Franklin Delano Roosevelt disse a famosa frase: "Enquanto tivermos Shirley Temple estaremos bem!". O líder americano queria dizer que enquanto houvesse esperança em um mundo melhor, a nação continuaria a seguir em frente, olhando para frente, confiando nas novas gerações. Agora, colocando tudo isso um pouco de lado, vamos ressaltar o lado mais mais importante desse filme. Shirley Temple era muito talentosa! Duvida disso? Assista a esse "A Pequena Órfã". O que podemos dizer? A pequena era realmente maravilhosa. Temple tinha apenas sete anos quando fez esse simpático filme. Mesmo com tão pouca idade ela não brincou em serviço, pois dançou, cantou e atuou como gente grande! Era algo que Hollywood não tinha visto até aquele momento. Shirley Temple foi sem dúvida a maior atriz mirim de todos os tempos, ao ponto da Academia ter lhe dado um Oscar especial por seu incrível talento.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 17 de abril de 2007

O Pássaro Azul

Título no Brasil: O Pássaro Azul
Título Original: The Blue Bird
Ano de Produção: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Walter Lang
Roteiro: Maurice Maeterlinck, Ernest Pascal
Elenco: Shirley Temple, Spring Byington, Nigel Bruce, Gale Sondergaard, Eddie Collins, Sybil Jason

Sinopse:
Mytyl e seu irmão Tyltyl, filhos de um lenhador, são conduzidos pela Fada Berylune em uma viagem mágica pelo passado, presente e futuro para localizar o Pássaro Azul da Felicidade. Filme indicado ao Oscar nas categorias de melhor direção de fotografia (Arthur C. Miller) e Melhores Efeitos Especiais.

Comentários:
Esse ultra colorido musical "O Pássaro Azul" foi uma resposta da Twentieth Century Fox ao sucesso de "O Mágico de Oz". O estúdio queria o mesmo sucesso, a mesma aclamação da crítica. Inclusive o elenco contava com a estrela mirim Shirley Temple, que havia sido pedida em empréstimo pela Metro para estrelar justamente "O Mágico de Oz". A MGM tentou de todas as formas levar ela para interpretar a garota Dorothy, que com a sua recusa acabou indo parar nas mãos de Judy Garland. A Fox, claro, não quis emprestar sua pequena atriz, considerada a mais popular do estúdio na época. E o resultado foi esse. "O Pássaro Azul" é extremamente bem realizado, um show de cores vibrantes e números musicais bem elaborados. Só que não chegou nem perto do êxito de "O Mágico de Oz". É aquela coisa, um filme como aquele tinha seu encanto próprio, sua mágica inerente, não havia mesmo como reproduzir aquilo novamente, mesmo contando com o que de melhor Hollywood tinha em termos de elenco e produção. Um raio não cai mesmo duas vezes no mesmo lugar.

Pablo Aluísio.