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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Instinto Selvagem

Instinto Selvagem
Ontem decidi rever "Instinto Selvagem". Eu tinha assistido o filme em seu lançamento original nos cinemas, no hoje distante ano de 1992. Eu me lembro que havia gostado do que assisti quando o vi pela primeira e única vez. As décadas foram passando e eu nunca mais revi! Então me passou pela cabeça nesse domingo de rever, para conferir se o filme havia envelhecido bem ou não. Para minha constatação, "Instinto Selvagem" resistiu bem ao passar dos anos. A trama se manteve firme e o visual do filme ainda hoje chama a atenção. É uma obra charmosa, acima de tudo! 

Foi o filme da vida de Sharon Stone, em papel que até hoje ela é lembrada. Sua personagem é de fato excelente. Uma mulher extremamente bonita, livre das amarras sociais, milionária, educada, com formação universitária, com várias Ferraris estacionadas em frente à sua mansão com vista para o mar da Baía de San Francisco. Uma mulher para se admirar, mas como nada é perfeito... Ela tem um passado obscuro, com várias pessoas próximas morrendo de forma misteriosa. E mesmo passando por tudo isso ainda nutre amizade com assassinas... Sua experiência nesse campo acabou lhe rendendo uma bem sucedida carreira como escritora de livros de crimes. Muitas dessas histórias inclusive tem tudo a ver com sua vida, no passado! Complicado! 

E quando um velho rockstar aposentado é encontrado assassinado em sua cama - com requintes de crueldade, onde o assassino (ou assassina) usou como arma um picador de gelo, as suspeitas acabam recaindo justamente sobre ela... que nem se abala com as acusações. Ela parece se divertir com tudo, com aqueles policiais com caras de bobões... o auge de seu escárnio acontece na cena do interrogatório. Na frente de um monte de tiras que parecem babar por sua beleza estonteante, ela resolve cruzar as pernas... na cena mais famosa do filme, ainda hoje muito lembrada. E sim, Sharon estava mesmo sem calcinha. No cinema não deu pra ver direito pois tudo acontece muito rápido. Já em DVD, com tecla pause... Pois bem, isso gerou uma publicidade extra ao filme na época que você nem imagina!

E no aspecto sensualidade "Instinto Selvagem" tem aspectos curiosos. Suas cenas de sexo são ousadas ao limite do pornô... ou seja, mais um pouquinho seriam dignas de filmes pornográficos mesmo... Até hoje não sei como o filme não ganhou uma classificação mais restrita quando foi exibido originalmente nos cinemas. E por falar em moralidade se o filme fosse produzido hoje em dia iria levar uma série infindável de reclamações tanto dos conservadores como dos progressistas. Os primeiros iriam reclamar da protagonista, uma mulher amoral e até mesmo imoral ao extremo. Ela é sexualmente livre ao ponto do abuso... Os segundos ficariam ariscos com o romance lésbico dela! Enfim, ia sobrar tiroteios para todos os lados. Ainda bem que "Instinto Selvagem" foi lançado nos anos 90. O mundo naquela época era bem menos careta e muito mais saudável de se viver. 

Instinto Selvagem (Basic Instinct, Estados Unidos, 1992) Direção: Paul Verhoeven / Roteiro: Joe Eszterhas / Elenco: Sharon Stone, Michael Douglas, Jeanne Tripplehorn, Leilani Sarelle, George Dzundza / Sinopse: Escritora milionária de livros sobre crimes violentos passa a ser suspeita da morte de um rockstar aposentado que foi assassinado em sua cama, na mansão onde morava. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 19 de abril de 2020

O Franco Atirador

Título no Brasil: O Franco Atirador
Título Original: The Deer Hunter
Ano de Produção: 1978
País: Estados Unidos
Estúdio: EMI Films, Universal Pictures
Direção: Michael Cimino
Roteiro: Michael Cimino, Deric Washburn
Elenco: Robert De Niro, Meryl Streep, Christopher Walken, John Cazale, John Savage, George Dzundza

Sinopse:
Um grupo de amigos de uma cidade industrial dos Estados Unidos é enviado para a Guerra do Vietnã. No país asiático são feitos prisioneiros, submetidos a torturas físicas e psicológicas. A guerra cria traumas praticamente impossíveis de superar, afetando a vida de todos eles. Filme vencedor do Oscar nas categorias de melhor filme, melhor direção, melhor ator coadjuvante (Christopher Walken) e melhor som. Também premiado pelo Globo de Ouro na categoria de melhor filme.

Comentários:
Esse filme foi o grande vencedor do Oscar no ano de 1978. Foi premiado em categorias importantes, inclusive melhor filme, melhor direção e melhor ator coadjuvante (Christopher Walken). O roteiro é nitidamente dividido em três grandes atos. No primeiro é mostrado a vida dos jovens amigos antes da guerra. Eles trabalham em uma indústria pesada de sua cidade. A vida é dura, mas há momentos de felicidade, como o casamento de um deles antes de ir para a guerra do Vietnã. No segundo ato temos os personagens visitando o inferno no sudeste asiático. A guerra no Vietnã se mostra um beco sem saída. Eles são capturados pelos inimigos e submetidos a torturas, inclusive um jogo de vida ou morte com roleta russa. Enquanto os americanos puxam o gatilho contra a cabeça, os vietcongues apostam em quem vai sobreviver. O terceiro e último ato mostra o retorno de Michael (Robert De Niro) aos Estados Unidos. Ele é o único que consegue sair são e salvo do Vietnã. Tentando recomeçar sua vida ele tenta iniciar um romance com Linda (Meryl Streep), que trabalha em um supermercado da cidade. O caso entre eles porém nunca consegue decolar. Esse filme traz todas as qualidades e defeitos que marcaram a filmografia de Michael Cimino. Entre suas qualidades estava o domínio de mostrar cenas bem elaboradas, envolvendo um grande número de atores. De seus defeitos podemos perceber o corte excessivo do filme, que resultou numa duração de quase 3 horas. Mesmo assim é um clássico do cinema que merece ser redescoberto, principalmente para quem se interessa pela história do Oscar.

Pablo Aluísio.