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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

O Homem que Se Vendeu

Título no Brasil: O Homem que Se Vendeu
Título Original: The Great McGinty
Ano de Lançamento: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Preston Sturges
Roteiro: Preston Sturges
Elenco: Brian Donlevy, Akim Tamiroff, Muriel Angelus, Lynn Overman, William Demarest, Betty Field

Sinopse:
A história acompanha Dan McGinty, um andarilho sem rumo que, por acaso, é recrutado por um corrupto chefe político. Usando sua força bruta para fraudes eleitorais, McGinty sobe rapidamente na hierarquia política, passando de simples capanga a governador. No entanto, conforme alcança poder e prestígio, ele começa a questionar o sistema corrupto que o levou ao topo, enfrentando um conflito moral que ameaça destruir tudo o que conquistou.

Comentários:
O filme, apesar de ter sido produzido em 1940, me pareceu mais atual do que nunca! Isso se deve ao fato de que, não importa a época e nem o país, a classe política sempre é vista com total desconfiança pelo povo - e isso é mais do que justificado! Nesse filme temos um protagonista que é basicamente um vagabundo que acaba subindo com a ajuda de um bando de políticos corruptos que desejam usá-lo apenas como fantoche em suas jogadas de desvio de dinheiro público. Provavelmente você perceberá as semelhanças com histórias de políticos aí bem perto de você! Este foi o filme de estreia de Preston Sturges como diretor, após sucesso como roteirista em Hollywood. O roteiro venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original, tornando Sturges o primeiro cineasta a ganhar o prêmio por um filme que também dirigiu. O filme é desse modo uma sátira afiada sobre corrupção política, ainda considerada surpreendentemente atual. E um filme dirigido por um roteirista de longa data, não tem jeito, sempre será muito bem escrito e dirigido. E o tempo só lhe fez bem, pois hoje em dia essa crônica cinematográfica é reconhecida como um clássico da comédia política americana e peça fundamental do cinema da década de 1940.

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 19 de março de 2019

Fronteiras da Crueldade

Título no Brasil: Fronteiras da Crueldade
Título Original: Slaughter Trail
Ano de Produção: 1951
País: Estados Unidos
Estúdio: RKO Radio Pictures
Direção: Irving Allen
Roteiro: Sid Kuller
Elenco: Brian Donlevy, Gig Young, Virginia Grey

Sinopse:
Três assaltantes de bancos conseguem realizar um roubo bem sucedido numa pequenina cidadezinha do velho oeste. Na fuga percorrem centenas de milhas de distância, o que acaba levando seus cavalos à morte por exaustão. Precisando de novas montarias eles então roubam animais de uma tribo nas montanhas, o que desperta a fúria dos nativos. Novamente em fuga, os bandoleiros acabam buscando refúgio em um forte avançado da cavalaria americana, o que dá início a uma nervosa guerra psicológica entre as tropas federais e os índios da região!

Comentários:
Achei o roteiro desse faroeste muito perspicaz e bem escrito pois explora o choque cultural e jurídico existente entre a civilização do homem branco e os nativos americanos. Em determinado momento do filme três assaltantes se refugiam em um acampamento militar do exército dos Estados Unidos. O problema é que eles também roubaram cavalos dos índios, um crime muito sério em sua cultura ancestral, punível com a morte. É justamente isso que os Siouxs querem, que os soldados americanos entreguem os bandoleiros para que sejam enforcados na árvore mais próxima. O capitão Dempster (Brian Donlevy) porém pensa diferente. Para ele todo cidadão americano merece ter um julgamento justo, com o exercício do pleno direito de defesa, o que é completamente Incompatível com a tradição e forma de agir dos índios que o querem morto a qualquer custo! Isso acaba criando uma tensão incrível entre o forte americano e a tribo Sioux da região. É baseado justamente nessa premissa que o filme se desenvolve. Para estudantes de direito em geral a produção se tornar uma ótima pedida por mostrar em plena prática o princípio do contraditório e da ampla defesa. Western "jurídico" que surpreende pelas boas ideias e pelo final mais do que bem pensado.

Pablo Aluísio.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Marcado para Morrer

Título no Brasil: Marcado para Morrer
Título Original: Ride the Man Down
Ano de Produção: 1952
País: Estados Unidos
Estúdio: Republic Pictures
Direção: Joseph Kane
Roteiro: Mary C. McCall Jr, Luke Short
Elenco: Brian Donlevy, Rod Cameron, Ella Raines

Sinopse:
Após a morte do dono de um extenso e produtivo rancho numa nevasca, se forma uma severa disputa entre criadores de gado da região para tomar posse da propriedade. Acontece que ele morreu sem deixar herdeiros. Em uma época onde as leis de sucessão não eram muito claras, começa uma verdadeira guerra entre os fazendeiros para dominar o local. Bide Marriner (Brian Donlevy) e Red Courteen (Jim Davis) são os candidatos mais propensos para ganhar o rancho. As coisas mudam porém quando o cowboy Ray Cavanaugh (Paul Fix) mata John Evarts (James Bell), que estava administrando o rancho, atirando covardemente pelas suas costas, ficando claro a partir desse crime que a disputa será resolvida mesmo na base das armas em punho.

Comentários:
Esse western estrelado por Brian Donlevy tem um roteiro curioso que mostra um aspecto histórico na conquista do oeste americano. Acontece que a Constituição dos Estados Unidos afirmava que as terras seriam ocupadas pela posse dos colonos por sua ordem de chegada na região. Trocando em miúdos, a terra seria de quem chegasse primeiro por lá, naquelas regiões selvagens! Não havia necessariamente direito de propriedade reconhecido em cartório ou algo sequer parecido a isso. Quando um rancheiro morria sem deixar herdeiros era comum haver uma disputa sangrenta pelo rancho, principalmente se ele fosse valioso, bem localizado, com terras produtivas e boas para a criação de gado. É justamente essa a situação central do enredo desse filme. O fato porém é que a Republic Pictures tinha um complexo roteiro para filmar, mas com orçamento pequeno. Assim uma estória que daria margem a um filme com mais de duas horas e meia de duração acabou sendo condensado em meros 70 minutos de projeção. Nem preciso dizer que tudo ficou muito truncado por causa disso. Some-se a isso o fato de que muitas cenas rodadas de noite foram prejudicadas por problemas de iluminação. Mesmo assim, com esses pequenos problemas pontuais, "Ride the Man Down" ainda consegue ser um bom entretenimento, principalmente se você tiver algum interesse em história americana da colonização do velho oeste. 

Pablo Aluísio.