segunda-feira, 25 de maio de 2026

Quem Era Aquela Pequena?

Quem Era Aquela Pequena? 
O filme Quem Era Aquela Pequena? (Who Was That Lady?) foi lançado em 14 de abril de 1960, dirigido por George Sidney e estrelado por Tony Curtis, Janet Leigh, Dean Martin, James Whitmore, Barbara Nichols e Larry Storch. A história acompanha David Wilson, um professor universitário casado que é flagrado por sua esposa em uma situação comprometedora com uma estudante. Desesperado para salvar seu casamento, ele pede ajuda ao amigo Michael Haney, um roteirista de televisão conhecido por suas mentiras criativas e comportamento mulherengo. Michael inventa então uma história absurda: David seria um agente secreto trabalhando para o governo e o suposto encontro romântico faria parte de uma missão secreta. O problema é que a mentira começa a crescer fora de controle, levando os personagens a uma sequência de confusões envolvendo espionagem, perseguições e situações cômicas. O filme mistura comédia romântica e sátira de espionagem, antecipando o estilo de humor que se tornaria popular na década seguinte. A química entre Tony Curtis e Janet Leigh, casados na vida real na época, contribui para o charme da produção. Assim, Quem Era Aquela Pequena? apresenta uma divertida combinação de romance, humor e absurdos.

Quando foi lançado, o filme recebeu uma recepção crítica mista para positiva. O The New York Times comentou que o filme era “uma comédia leve e extravagante que depende fortemente do carisma de seus astros”. Já o Los Angeles Times destacou a energia do elenco, afirmando que Tony Curtis e Dean Martin “mantêm o ritmo da narrativa com charme e comicidade natural”. A revista Variety descreveu o longa como “uma farsa divertida, ainda que excessivamente exagerada em alguns momentos”. Muitos críticos elogiaram o timing cômico dos protagonistas e o tom descontraído do roteiro. A atuação de Dean Martin recebeu atenção especial por seu estilo relaxado e irônico. Entretanto, alguns especialistas consideraram a trama exageradamente absurda, mesmo para os padrões de uma comédia farsesca. Ainda assim, o filme foi visto como entretenimento eficiente e leve. Dessa forma, a recepção crítica foi razoavelmente favorável, especialmente entre os admiradores das comédias hollywoodianas da época.

Com o passar dos anos a película passou a ser lembrado principalmente pelo encontro de três grandes estrelas populares do período: Tony Curtis, Janet Leigh e Dean Martin. Embora o filme não tenha recebido indicações importantes ao Oscar ou ao Globo de Ouro, ele foi apreciado por críticos que admiravam as comédias sofisticadas e caóticas produzidas por Hollywood no início dos anos 1960. Publicações como The New Yorker destacaram posteriormente que o filme possuía “uma energia divertida e um espírito quase cartunesco”. Muitos estudiosos também observam como a obra satiriza a paranoia da espionagem em plena Guerra Fria, pouco antes da explosão cultural dos filmes de James Bond. A direção de George Sidney foi elogiada por manter o ritmo acelerado das confusões. A química real entre Tony Curtis e Janet Leigh também continua sendo um dos pontos mais comentados do longa. Assim, o filme acabou conquistando certo status cult entre fãs das comédias clássicas americanas.

Do ponto de vista comercial teve um desempenho sólido nas bilheterias. O filme beneficiou-se enormemente da popularidade de Tony Curtis e Janet Leigh, que eram um dos casais mais famosos de Hollywood naquele período. Dean Martin também ajudou a atrair público graças ao enorme sucesso que fazia como cantor e ator. Embora não tenha sido um blockbuster histórico, o longa conseguiu boa arrecadação nos Estados Unidos e desempenho satisfatório em mercados internacionais. O público respondeu positivamente ao humor leve e às situações absurdas da trama. Exibições televisivas posteriores ajudaram a manter a popularidade do filme ao longo das décadas. Além disso, o longa passou a ser frequentemente exibido em sessões dedicadas a clássicos da comédia hollywoodiana. Assim, seu desempenho comercial foi considerado positivo. O filme encontrou seu espaço como uma divertida produção estrelada por grandes nomes da época.

Atualmente, é visto como uma curiosa e divertida comédia clássica do início dos anos 1960. O filme continua sendo apreciado principalmente pelo carisma de seu elenco principal. Críticos modernos destacam o charme das produções hollywoodianas daquele período, marcadas por humor sofisticado, glamour e ritmo acelerado. A presença conjunta de Tony Curtis e Janet Leigh desperta interesse adicional por representar um momento importante da vida pessoal e profissional do casal. O longa também é lembrado como um exemplo do tipo de comédia exagerada que antecedeu as grandes paródias de espionagem das décadas seguintes. Embora não seja considerado uma obra-prima, o filme mantém um público fiel entre admiradores do cinema clássico americano. Seu tom leve e descontraído continua funcionando para muitos espectadores. Dessa forma, sua reputação permanece simpática e nostálgica. Quem Era Aquela Dama? segue como uma agradável comédia do período dourado de Hollywood.

Quem Era Aquela Pequena? (Who Was That Lady?, Estados Unidos, 1960) Direção: George Sidney / Roteiro: Norman Krasna, baseado na peça teatral de Norman Krasna / Elenco: Tony Curtis, Janet Leigh, Dean Martin, James Whitmore, Barbara Nichols e Larry Storch / Sinopse: Um professor tenta salvar seu casamento inventando, com ajuda de um amigo, que trabalha como agente secreto do governo, mas a mentira gera uma série de confusões e situações absurdas.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

3 comentários:

  1. Eu nao consigo imaginar nada mais singelamente machista, que chamar uma moça, ou namorada de "aquela pequena", ou minha pequena.

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  2. Ainda peguei o tempo em que essa expressão era visto como bem carinhosa pelas mulheres. Hoje em dia, com essa geração Z, nem sei o que fariam. Tempos bem estranhos esses que vivemos.

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