domingo, 4 de março de 2001

A Morte de James Dean

A Morte de James Dean
Na noite anterior de sua morte o ator James Dean resolveu experimentar seu novo carro esporte, um Porsche 550 Spyder que ele apelidou de "Little Bastard" (O Pequeno Bastardo). Dean estava encantado pela máquina e esperava conquistar muitas vitórias nas pistas com ele. O ator era na realidade um piloto de corridas frustrado e adorava se sentir um corredor vitorioso nessas competições abertas a qualquer um que tivesse um carro esporte de alta velocidade como um Porsche, por exemplo. O veículo era especial para as pistas, mas Dean resolveu experimentar usando ele numa auto estrada pouco movimentada da Califórnia, em Salinas. Dean calculou que seria melhor levar o Spyder ao seu limite durante a madrugada para evitar as patrulhas policiais das estradas. De fato Dean poderia ter morrido nessa noite pois conforme confidenciou ao seu mecânico ele chegou aos 160Km/h em plena highway - uma temeridade sem tamanho!

Depois de correr por toda a noite, James Dean voltou para sua casa às 4h50m, quando o sol já ameaçava raiar. Sua tentativa de dormir foi em vão pois às oito da manhã o ator Richard Davalos chegou para uma visita. Como a casa de Dean estava uma bagunça (como sempre) Davalos resolveu fazer o café da manhã para o amigo. Dean logo notou sua presença e desceu as escadas, mas por ter dormido muito pouco parecia estar de péssimo humor. Nem sequer deu um mero "bom dia" para o colega. Ele simplesmente acendeu um cigarro e foi ao corredor pegar seus bongôs. Em pouco tempo  começou a tocar sem trocar uma única palavra com Davalos. Anos depois o amigo recordou: "Não me senti ofendido. Dean sempre agia assim. Ele nunca falava com ninguém quando acordava. Só começa a interagir com os outros após a primeira xícara de café". Ao lado de Davalos, James Dean deu uma rápida olhada no jornal da manhã, na parte de cultura onde havia sido publicada algumas críticas de novos filmes que estavam estreando. Entre uma rápida leitura e outra ele logo tomou alguns apressados goles de café e voltou rapidamente ao quarto, pegou seu casaco vermelho e foi em direção à porta. O dia estava apenas começando.

Seu despertar foi breve. Logo Dean estava de novo na estrada, dessa vez dirigindo sua velha caminhonete com seu Spyder a reboque. Dean levou seu carro veloz para uma última revisão na oficina perto de sua casa. Ele queria instalar novos cintos de segurança (os mesmos que ele esqueceu de usar, o que foi decisivo para que não sobrevivesse ao acidente que iria sofrer em poucas horas). Enquanto o mecânico alemão ia conferindo o carro, Dean ficava olhando tudo sobre seus ombros. O ator estava querendo pegar experiência caso houvesse algum problema em plena estrada deserta. Depois de algumas conversas triviais - Dean contou ao mecânico que a cor prateada era na verdade padrão em carros de corridas alemães - os dois perceberam que o "Little Bastard" estava finalmente pronto para arrasar.

Dean ficou tão entusiasmado que resolveu dirigir o carro até o local da corrida. Queria ir "sentindo as rodas" enquanto viajava. Foi uma péssima ideia. O plano inicial era levar o Porsche a reboque de sua camionete. Se tivesse feito isso certamente Dean não teria morrido naquele dia. Após pensar brevemente Dean então tomou a decisão. Ele iria dirigir o Porsche com seu mecânico ao lado. O problema é que o carro de Dean era muito baixo e com cor prateada praticamente desaparecia no asfalto das grandes estradas californianas. Some-se a isso a imprudência do próprio Dean - que pisou fundo a ponto de levar uma multa de um patrulheiro - e você terá então todos os ingredientes necessários para o trágico acidente que estava prestes a acontecer.

Em um dos cruzamentos da estrada, com Dean em alta velocidade, ele se deparou com um robusto Ford, um pequeno caminhão dirigido por um estudante universitário. Ele se preparava para entrar na direção do Porsche. Dean o viu, mas infelizmente o motorista do outro carro não viu Dean (o carro baixo demais, prata e bastante silencioso passou despercebido pelo jovem que não estava em sua preferencial). Segundo seu depoimento para a polícia "Tudo aconteceu em questão de segundos". O carro de Dean, rápido como uma bala, apenas tocou levemente a frente do pequeno caminhão e sendo leve demais, com pouca estabilidade, voou pela estrada, indo parar perto de uma cabine de telefone. O mecânico que estava ao lado de Dean foi então jogado para fora do Porsche (o que em última análise o salvou da morte certa), mas o ator ficou preso. O pescoço de James Dean foi quebrado quase que imediatamente e seu peito afundou devido a pressão da direção que veio ao seu encontro com a desaceleração quando o carro caiu finalmente caiu no chão após literalmente voar por causa do choque. Segundo os paramédicos que o atenderam, James Dean ainda estava vivo quando eles chegaram. Um fiapo de vida ainda deu esperanças a eles que o ator poderia quem sabe sobreviver. Tudo foi em vão. Assim que deu entrada no hospital James Dean sofreu uma parada cardíaca que causou sua morte cerebral em poucos segundos. Era o fim. Aos 24 anos de idade o maior ídolo rebelde da história do cinema estava morto.

A Morte na Estrada de Salinas
James Dean morreu tragicamente em 30 de setembro de 1955, aos 24 anos, em um acidente automobilístico que se tornaria um dos episódios mais emblemáticos da história de Hollywood. Naquele momento, o ator já era um ícone em ascensão, graças às atuações intensas em Vidas Amargas (East of Eden, 1955) e Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 1955), e estava em plena consolidação de sua imagem como símbolo da juventude inquieta do pós-guerra. Sua morte precoce não apenas interrompeu uma carreira promissora, como também ajudou a construir o mito duradouro que cerca seu nome até hoje.

Apaixonado por automobilismo, James Dean havia adquirido recentemente um Porsche 550 Spyder prateado, modelo leve e extremamente veloz, projetado para competições. O carro recebeu o apelido de “Little Bastard”, pintado na lataria, e Dean pretendia utilizá-lo em corridas profissionais. Apesar de conselhos para que o veículo fosse transportado de caminhão até o local das provas, o ator decidiu dirigi-lo pessoalmente até Salinas, na Califórnia, onde participaria de um evento automobilístico no fim de semana.

Na manhã do acidente, Dean partiu de Hollywood acompanhado do mecânico alemão Rolf Wütherich, que seguia no banco do passageiro para ajustar o carro durante o trajeto. Um amigo do ator, o dublê e instrutor de direção Bill Hickman, vinha logo atrás em outro veículo, levando bagagens e equipamentos. Durante a viagem, Dean foi parado pela polícia rodoviária e recebeu uma multa por excesso de velocidade, um episódio que, ironicamente, seria lembrado depois como um presságio trágico.

No fim da tarde, por volta das 17h45, ao chegar à região de Cholame, em um entroncamento entre as estradas 466 e 41, ocorreu a colisão fatal. Um Ford Tudor, dirigido por Donald Turnupseed, tentou fazer uma conversão à esquerda e cruzou a trajetória do Porsche de James Dean. O impacto foi violento e praticamente destruiu o carro do ator. A leveza do Spyder, que lhe dava vantagem nas pistas, mostrou-se fatal em uma batida frontal daquela intensidade.

James Dean sofreu ferimentos gravíssimos e morreu praticamente no local do acidente, antes mesmo de receber atendimento médico adequado. Rolf Wütherich foi arremessado para fora do veículo e sobreviveu, embora com fraturas severas e lesões internas. Donald Turnupseed teve ferimentos leves. Dean foi levado ao Hospital Memorial de Guerra de Paso Robles, onde sua morte foi oficialmente declarada pouco depois da chegada.

A notícia da morte espalhou-se rapidamente e causou enorme comoção pública. O ator havia se tornado um símbolo de rebeldia juvenil, autenticidade emocional e inconformismo, e sua morte reforçou a imagem de uma vida intensa e breve. Muitos jornais destacaram o contraste cruel entre o sucesso recente e o destino trágico, enquanto fãs se reuniam em luto, transformando James Dean em uma espécie de mártir cultural da juventude dos anos 1950.

Logo após o acidente, surgiram especulações e lendas sobre as circunstâncias da colisão. Alguns afirmaram que Dean dirigia em alta velocidade, embora investigações posteriores nunca tenham comprovado de forma conclusiva que o excesso de velocidade foi a causa direta do acidente. Outras histórias, mais fantasiosas, alimentaram o mito da “maldição” do Porsche 550 Spyder, já que peças do carro teriam se envolvido em outros acidentes anos depois, ampliando o tom quase místico em torno da tragédia.

A morte de James Dean congelou sua imagem no tempo: jovem, inquieto e intensamente vivo. Diferentemente de outros astros que envelheceram sob os holofotes, Dean permaneceu para sempre associado à promessa não cumprida e ao talento interrompido. O acidente de 1955 não foi apenas um episódio trágico de imprudência ou azar, mas um momento decisivo que ajudou a moldar um dos mitos mais duradouros da cultura cinematográfica do século XX.

James Dean está Morto!
A morte de James Dean, em 30 de setembro de 1955, provocou uma comoção imediata em Hollywood e no público em geral, atingindo de forma particularmente profunda seus colegas de profissão. O choque foi amplificado pelo fato de Dean estar no auge da ascensão artística, com dois filmes recém-lançados e um terceiro ainda inédito. Para muitos atores e diretores da época, não se tratava apenas da perda de um jovem talento, mas do desaparecimento de algo novo e raro que começava a transformar o cinema americano.

Elizabeth Taylor, amiga íntima de Dean desde os tempos de Vidas Amargas, foi uma das vozes mais emocionadas. Abalada, ela declarou à imprensa que “Jim não poderia estar morto”, acrescentando que “ele era vida demais para simplesmente acabar assim”. Taylor descreveu o ator como alguém sensível e profundamente solitário, ressaltando que sua intensidade emocional, tão visível na tela, fazia parte de sua personalidade cotidiana. Seu luto foi público e sincero, e a atriz evitou aparições por semanas após a tragédia.

Natalie Wood, que contracenou com Dean em Juventude Transviada, também comentou a perda com grande pesar. Ela afirmou que James era “diferente de todos os outros atores” e que trabalhava movido por uma verdade emocional rara. Wood destacou que Dean não atuava para agradar, mas para sentir, e que sua morte representava “o fim de uma promessa extraordinária”. Anos depois, a atriz ainda recordaria o impacto daquele momento como um divisor de águas em sua própria carreira e visão sobre a fragilidade da vida.

O diretor Elia Kazan, responsável por revelar James Dean ao grande público em Vidas Amargas, escreveu que a morte do ator foi “uma tragédia não apenas humana, mas artística”. Kazan afirmou que Dean possuía um tipo de energia que não podia ser ensinada e que poucos atores jamais tiveram. Em entrevistas posteriores, o diretor chegou a dizer que James Dean “mudou o tom da atuação no cinema americano” e que sua ausência deixou um vazio difícil de preencher.

Marlon Brando, frequentemente comparado a Dean por sua atuação naturalista e ligada ao Método, também se manifestou. Embora não fossem próximos, Brando reconheceu publicamente o talento do jovem ator, afirmando que “James Dean tinha algo que não se aprende em escola nenhuma”. Para Brando, a morte de Dean simbolizava a perda de uma geração inteira de novas possibilidades para o cinema, em um momento em que Hollywood começava a se reinventar.

Rock Hudson, colega de Dean nos estúdios da Warner Bros., comentou que o ator era incompreendido por muitos, mas admirado por quem realmente o conhecia. Hudson afirmou que Dean parecia sempre carregar uma inquietação interior, como se soubesse que tinha pouco tempo. Seu depoimento ajudou a reforçar a imagem de um jovem ator atormentado, cuja sensibilidade contrastava com o estereótipo tradicional do astro masculino da época.

Nicholas Ray, diretor de Juventude Transviada, declarou que a morte de James Dean foi “como perder o coração do filme depois que ele já estava pronto”. Ray acreditava que Dean havia dado voz a uma juventude que até então não se sentia representada no cinema. Segundo ele, a repercussão da morte entre jovens espectadores foi tão intensa porque Dean “não interpretava rebeldes — ele os compreendia”.

Esses comentários, vindos de atores e cineastas consagrados, ajudaram a moldar a percepção pública de James Dean após sua morte. Mais do que um astro promissor, ele passou a ser visto como um símbolo interrompido de mudança artística e geracional. A repercussão entre seus colegas de cinema consolidou a ideia de que Hollywood não havia perdido apenas um ator, mas uma força criativa singular, cuja ausência seria sentida por décadas.

James Dean, o Mito Rebelde
Ao morrer com apenas 24 anos numa estrada no meio do nada, James Dean se tornou um mito eterno. A juventude americana logo abraçou como nunca se viu a imagem, os maneirismos e o modo de ser de Dean. Ele virou um dos maiores ícones culturais daquele país, rivalizando com outros grandes nomes como Marilyn Monroe e Elvis Presley. Mas afinal qual foi o segredo que levou o ator de Indiana aos picos do Olimpo onde moram os Deuses imortais do cinema? A própria personalidade de James Dean ajudou muito nessa sua mistificação. Em vida ele sempre foi uma pessoa diferente. Em Hollywood onde todos os atores e atrizes procuravam se auto promover para aparecer nas colunas de fofocas ou nas revistas de cinema, Dean seguia na contramão. Odiava entrevistas, não dava bola para as colunistas sociais e nem se fazia de simpático só para agradar. Pelo contrário, era um sujeito que se comportava da mesma forma dentro e fora do set de filmagens. Não estava preocupado em concessões e nem em aparecer em frívolas reportagens de veículos de comunicação sem conteúdo. Era um outsider, um sujeito que chamava atenção pelo estilo de vida. Por essa razão logo ganhou a fama de "rebelde", de "fora dos padrões".

Apesar de jovem, James Dean costumava debater seus personagens com os diretores de igual para igual. Gostava de ser desafiado em cada novo papel e quando as coisas não iam bem no estúdio não guardava suas opiniões para si, ousando criticar monstros sagrados da direção na frente de todos. Puxou confusão até mesmo com Jack Warner, o todo poderoso executivo do estúdio Warner Bros. Ao adentrar certa vez seu escritório encontrou um retrato seu na parede ao lado dos demais astros do estúdio. Olhou aquilo, ficou fitando, acendeu um cigarro e falou para o surpreso chefão: "Tire meu retrato daqui. Não sou propriedade de ninguém!" Depois sentou na frente da escrivaninha e colocou os pés sobre a mesa, numa pose de total desrespeito para com seu próprio patrão. James Dean era assim, um cara que não procurava aparentar o que não era. Quem não gostasse de seu modo de ser, azar.

Ao lado da atuação James Dean tinha uma grande paixão por carros de corrida e velocidade. Gostava de participar de corridas  e era considerado um perigo no volante, não apenas contra ele mas contra os outros competidores na pista também. Não raro se envolver em pequenos acidentes nessas competições. Era qualificado como um verdadeiro "pé de chumbo" pelos outros corredores, ou seja, um sujeito que ia com tudo nas corridas, passando por cima de todos, sem muita noção do perigo. Para completar era míope e enxergava muito mal sem óculos. Essa sua loucura por velocidade e aventura acabaria sendo mais tarde sua ruína. Ao resolver viajar com seu Porsche novinho, chamado carinhosamente por ele de "pequeno bastardo", por uma estrada em Salinas, Dean encontrou seu destino. Durante o trajeto foi parado por um patrulheiro rodoviário por excesso de velocidade. Levou uma multa e uma advertência mas não ligou para isso. De volta à estrada novamente voltou a pisar fundo em seu carro. Ao seu lado seguia seu mecânico particular que ia discutindo com o ator pelo caminho sobre seu novo carro. James Dean queria acelerar e ir ao limite para "amaciar o motor" do pequeno bastardo pois quando chegasse na corrida o carro já estaria devidamente calibrado. Má idéia.

Esse foi seu grande erro. Numa bifurcação da estrada um carro de um fazendeiro local entrou na pista perpendicular em que Dean vinha em alta velocidade. James Dean estava na preferencial e vinha tão rápido que pensou que o outro motorista iria parar seu veículo. Até comentou com o mecânico ao lado: "Esse cara vai ter que parar!". Não parou. O choque foi certeiro. O Porsche ao tocar a parte da frente do outro carro literalmente voou como uma bala e foi se espatifar do outro lado da estrada. James Dean teve morte instantânea pois quebrou o pescoço com o violento impacto. O seu companheiro de viagem conseguiu ter mais sorte e sobreviveu ao acidente. Já o fazendeiro que estava no outro carro nada sofreu, fruto da robustez de seu veículo. O socorro chegou logo depois mas Dean já estava morto e não havia mais nada o que fazer. Embora tivesse terminado três filmes recentemente, apenas "Vidas Amargas" tinha sido lançado. Os demais estavam em fase de pós produção. Dean nunca teve a oportunidade de conferir nas telas seu trabalho em "Juventude Transviada" e "Assim Caminha a Humanidade". Morreu muito jovem, na flor da idade, e nem teve tempo suficiente de desfrutar de sua fama que estava surgindo naquele momento. Assim que a notícia se espalhou todos ficaram chocados. Sua morte teve um grande impacto nos meios de comunicação. Em pouco tempo Dean virava assunto nacional.

O carro de James Dean após o acidente
Da noite para o dia ele virou ídolo de milhões de jovens ao redor do mundo. Os destroços de seu carro foram comprados por um empresário oportunista que colocou o objeto em exposição pelo país afora. Por cinco dólares o fã de Dean até podia sentar no mesmo banco em que ele estava quando ocorreu o terrível acidente. Outro segmento que resolveu explorar a morte do ator foi o meio editorial. De repente as livrarias foram invadidas por livros de memórias de amigos, ex-namoradas, colegas de profissão e tudo mais. Muitas dessas pessoas tiveram contatos superficiais com Dean mas isso não parecia importar pois todos queriam ganhar dinheiro em cima de seu mito. Um ex-amante confidenciou depois que havia perdido milhões por ter jogado fora as cartas de amor que Dean havia lhe escrito! A Academia também não deixou passar a oportunidade e indicou o ator postumamente por seus trabalhos. Uma das poucas vozes que discordaram de todo esse clima foi Humphrey Bogart. O ator de Casablanca foi muito sincero e declarou: "Se estivesse vivo James Dean jamais conseguiria ficar à altura do mito que criaram em torno de sua imagem. Nunca vi um estúdio (a Warner) trabalhar tanto na construção de uma imagem de um ator morto como agora!". O cineasta Robert Altman aproveitou o clima e se mandou para Indiana para entrevistar parentes, amigos da juventude e quem mais encontrasse pela frente. Assim foi realizado o documentário "The James Dean Story" que conseguiu preservar para a história depoimentos de pessoas realmente importantes na vida de Dean, como seus tios que o criaram após a morte precoce de sua mãe.

Conforme os anos vão se passando os artistas mortos geralmente vão sendo esquecidos mas alguns conseguem romper essa barreira do tempo e da mortalidade. Assim como aconteceu com Marilyn Monroe e Elvis Presley, a lenda de James Dean se recusa a morrer e cair no esquecimento. Todos os anos a revista Forbes publica a lista dos artistas mortos que mais faturam todos os anos e James Dean segue firme e forte na lista. Por trás da adoração em torno de seu nome há um aspecto curioso. James Dean virou símbolo não apenas de rebeldia mas de juventude também. Para sempre será jovem e bonito, na flor de seus 24 anos. Nunca envelhecerá, nunca se tornará decadente. Aliando seu nome à eterna juventude James Dean provavelmente jamais será esquecido pois isso é algo que jamais deixará de ser perseguido pela humanidade: a busca pela eterna juventude.

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