sexta-feira, 8 de setembro de 2000

História do Brasil - Marechal Deodoro da Fonseca

Marechal Deodoro da Fonseca foi uma figura central na transição do Brasil do regime monárquico para o republicano no final do século XIX. Nascido em 5 de agosto de 1827, na então província de Alagoas, Deodoro da Fonseca teve uma carreira militar sólida, destacando-se por sua atuação em diversos conflitos internos e externos. Desde jovem, ingressou no Exército, onde construiu uma trajetória marcada pela disciplina e pelo prestígio entre seus pares. Sua participação em eventos como a Guerra do Paraguai consolidou sua reputação como líder militar. Ao longo dos anos, aproximou-se de setores que defendiam mudanças políticas no país, especialmente entre os militares insatisfeitos com a monarquia. Apesar de inicialmente não ser um republicano convicto, acabou se tornando peça-chave no movimento que derrubaria o Império. Sua liderança foi decisiva em um dos momentos mais importantes da história nacional.

O papel mais marcante de Deodoro da Fonseca ocorreu em 15 de novembro de 1889, quando liderou o movimento que resultou na Proclamação da República no Brasil. Nesse dia, tropas sob seu comando depuseram o imperador Dom Pedro II, encerrando mais de seis décadas de regime monárquico. A proclamação da República não foi resultado de um levante popular amplo, mas sim de uma articulação entre militares e elites políticas insatisfeitas. Deodoro, mesmo hesitante em alguns momentos, assumiu a liderança do movimento e tornou-se chefe do Governo Provisório. Esse período inicial foi marcado por mudanças institucionais significativas, incluindo a separação entre Igreja e Estado e a adoção do sistema federativo. A República nasceu, portanto, sob forte influência militar. A figura de Deodoro simboliza essa transição abrupta e relativamente pacífica de regimes. Seu protagonismo o colocou definitivamente na história brasileira.

Em 1891, Deodoro da Fonseca tornou-se o primeiro presidente constitucional do Brasil, após a promulgação da nova Constituição republicana. No entanto, seu governo enfrentou sérias dificuldades desde o início, especialmente no campo político e econômico. A relação entre o Executivo e o Legislativo era tensa, marcada por disputas de poder e falta de consenso. Além disso, o país enfrentava uma grave crise econômica, agravada pelas políticas financeiras do período conhecido como Encilhamento. Deodoro, com formação militar e pouca experiência política civil, teve dificuldades em lidar com as complexidades do novo sistema republicano. Sua tendência autoritária gerou resistência entre parlamentares e setores da sociedade. Em novembro de 1891, tomou a decisão extrema de fechar o Congresso Nacional, numa tentativa de consolidar seu poder. Essa atitude provocou forte reação e aumentou ainda mais a instabilidade política.

A crise institucional atingiu seu ápice quando setores da Marinha e da oposição ameaçaram reagir ao fechamento do Congresso. Diante da possibilidade de um conflito armado e da crescente pressão política, Deodoro da Fonseca optou por renunciar ao cargo em 23 de novembro de 1891. Sua renúncia ocorreu poucos meses após assumir a presidência constitucional, evidenciando a fragilidade do novo regime naquele momento inicial. Com sua saída, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o poder, dando continuidade ao governo republicano. A renúncia de Deodoro evitou um confronto mais amplo, mas também revelou as dificuldades de adaptação do país ao novo sistema político. Esse episódio marcou profundamente os primeiros anos da República. Mostrou-se que a mudança de regime não significava, necessariamente, estabilidade imediata. A transição exigiria tempo e ajustes institucionais.

O legado de Marechal Deodoro da Fonseca é complexo e, por vezes, controverso. Ele é lembrado como o fundador da República brasileira, mas também como um governante que enfrentou grandes dificuldades em consolidá-la. Sua atuação foi decisiva para o fim da monarquia, mas seu governo revelou limitações na condução política de um país em transformação. Ainda assim, sua importância histórica é inegável, pois esteve à frente de um dos momentos mais decisivos da história nacional. Deodoro faleceu em 23 de agosto de 1892, pouco tempo após deixar a presidência. Sua imagem permanece associada à ruptura com o passado imperial e ao nascimento de uma nova ordem política. Para muitos historiadores, ele representa tanto o início da República quanto os desafios que marcaram seus primeiros anos. Assim, sua figura continua sendo objeto de estudo e reflexão na compreensão do Brasil republicano.

quinta-feira, 7 de setembro de 2000

História do Brasil - Dom Pedro II

Dom Pedro II foi o segundo e último imperador do Brasil, tendo governado por um longo período que ficou conhecido como Segundo Reinado. Nascido em 2 de dezembro de 1825, no Rio de Janeiro, era filho de Dom Pedro I e de Dona Maria Leopoldina da Áustria. Sua ascensão ao trono ocorreu ainda na infância, após a abdicação de seu pai em 1831, o que levou à instauração do período regencial. Desde muito jovem, foi preparado para governar, recebendo uma educação rigorosa e voltada para o conhecimento científico, literário e político. Em 1840, com apenas 14 anos, teve sua maioridade antecipada no chamado Golpe da Maioridade, assumindo oficialmente o poder. Sua formação intelectual o tornaria um dos monarcas mais cultos de sua época. Dom Pedro II valorizava o saber, a ciência e a cultura, mantendo contato com intelectuais de diversas partes do mundo. Sua figura era associada à estabilidade e à moderação política.

O governo de Dom Pedro II foi marcado por relativa estabilidade política e pelo fortalecimento das instituições do Estado brasileiro. Durante seu reinado, o Brasil consolidou sua unidade territorial e passou por importantes transformações econômicas. A expansão da cafeicultura impulsionou a economia, tornando o país um dos maiores produtores mundiais de café. Além disso, houve avanços em infraestrutura, como a construção de ferrovias, telégrafos e melhorias nos portos. O imperador também incentivou o desenvolvimento da educação e da ciência, apoiando instituições culturais e acadêmicas. No campo político, adotou uma postura moderadora, equilibrando os interesses entre liberais e conservadores. Sua atuação como chefe de Estado ajudou a evitar conflitos internos mais graves. Esse período é frequentemente lembrado como um dos mais estáveis da história imperial brasileira.

No cenário internacional, Dom Pedro II conduziu o Brasil em conflitos importantes, sendo o mais significativo a Guerra do Paraguai. Essa guerra, travada contra o Paraguai, envolveu também Argentina e Uruguai, formando a Tríplice Aliança. Apesar da vitória brasileira, o conflito trouxe enormes custos humanos e financeiros, deixando marcas profundas na sociedade. O imperador demonstrou firmeza na condução do país durante a guerra, ganhando respeito tanto internamente quanto no exterior. Após o conflito, o Brasil emergiu como uma potência regional na América do Sul. No entanto, os efeitos da guerra também contribuíram para mudanças sociais e políticas, incluindo o fortalecimento do Exército. Esse fortalecimento militar, posteriormente, teria papel importante na queda da monarquia. Assim, mesmo sendo uma vitória, a guerra teve consequências complexas para o futuro do regime imperial.

Outro aspecto fundamental do reinado de Dom Pedro II foi a questão da escravidão, que se tornou cada vez mais central ao longo do século XIX. O imperador apoiou, ainda que de forma gradual, o processo de abolição, que culminou na Lei Áurea, assinada por sua filha, a princesa Isabel. Antes disso, leis como a do Ventre Livre e dos Sexagenários já indicavam o caminho para o fim do sistema escravista. No entanto, a abolição gerou insatisfação entre as elites agrárias, que se sentiram prejudicadas economicamente. Esse descontentamento contribuiu para o enfraquecimento do apoio à monarquia. Ao mesmo tempo, o crescimento de ideias republicanas ganhava força entre militares e setores urbanos. Dom Pedro II, já envelhecido e cansado, demonstrava certo desinteresse em manter o poder. Esse contexto criou as condições para a mudança de regime que se aproximava.

Em 1889, a monarquia chegou ao fim com a Proclamação da República no Brasil, liderada por militares. Dom Pedro II foi deposto e enviado ao exílio na Europa, encerrando um reinado de quase cinco décadas. Apesar da forma como deixou o poder, sua imagem permaneceu respeitada por grande parte da população. Ele faleceu em 5 de dezembro de 1891, em Paris, longe de sua terra natal. Seu legado é frequentemente associado à estabilidade, à cultura e ao desenvolvimento institucional do Brasil. Diferente de muitos governantes de sua época, Dom Pedro II é lembrado por sua simplicidade pessoal e dedicação ao país. Sua figura tornou-se símbolo de um período de relativa ordem e progresso. Até hoje, é considerado um dos mais importantes líderes da história brasileira, sendo estudado e admirado por sua contribuição à formação do Brasil moderno.

História do Brasil - Dom Pedro I

Dom Pedro I foi uma das figuras mais marcantes da história do Brasil, sendo o responsável direto pela independência do país em relação a Portugal. Nascido em 12 de outubro de 1798, no Palácio de Queluz, em território português, ele era filho do rei Dom João VI e de Dona Carlota Joaquina. Sua vinda ao Brasil ocorreu ainda jovem, em 1808, quando a família real portuguesa fugiu das invasões napoleônicas. Desde cedo, Dom Pedro demonstrou um temperamento impulsivo e decidido, características que marcariam sua atuação política. Ao crescer no Brasil, criou uma forte ligação com a terra e com o povo, o que influenciaria suas decisões futuras. Sua formação foi marcada por influências iluministas e pela convivência com a elite política local. Esse contexto fez dele um personagem singular, dividido entre duas nações, mas cada vez mais inclinado à causa brasileira. Sua trajetória é fundamental para compreender o nascimento do Brasil como Estado independente.

O momento mais emblemático da vida de Dom Pedro I ocorreu em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga, quando proclamou a independência do Brasil no famoso episódio conhecido como Independência do Brasil. Esse ato simbolizou a ruptura definitiva com Portugal e marcou o início de uma nova fase política para o país. A decisão de Dom Pedro não foi repentina, mas resultado de tensões políticas entre as cortes portuguesas e as elites brasileiras. Pressionado a retornar a Portugal, ele optou por permanecer no Brasil, declarando o célebre “Dia do Fico” em 1822. Esse gesto consolidou sua posição como líder da causa independentista. Após a independência, foi aclamado imperador, tornando-se Dom Pedro I do Brasil. Seu governo iniciou-se com grandes expectativas, mas também com inúmeros desafios políticos e sociais. Ainda assim, sua liderança foi essencial para garantir a unidade territorial do novo país.

Durante seu reinado, Dom Pedro I enfrentou diversas dificuldades, incluindo conflitos internos e oposição política crescente. A elaboração da primeira Constituição brasileira, em 1824, foi um dos marcos de seu governo, estabelecendo uma monarquia constitucional. No entanto, a centralização de poder nas mãos do imperador gerou críticas e insatisfação entre diferentes grupos sociais. Revoltas como a Confederação do Equador demonstraram a instabilidade política do período. Além disso, sua vida pessoal conturbada, incluindo o relacionamento com a Marquesa de Santos, afetou sua imagem pública. A crise econômica e o desgaste político contribuíram para a perda de apoio popular. Aos poucos, Dom Pedro I passou a ser visto como um governante autoritário e distante das necessidades do povo. Esse cenário culminaria em sua abdicação do trono.

Em 1831, diante da pressão popular e política, Dom Pedro I abdicou do trono em favor de seu filho, o futuro Dom Pedro II, que ainda era uma criança. Após a abdicação, retornou à Europa, onde se envolveu em conflitos políticos em Portugal. Lá, liderou a luta contra seu irmão, Dom Miguel, na chamada Guerra Civil Portuguesa, defendendo o liberalismo e os direitos de sua filha, Dona Maria II. Mesmo distante do Brasil, continuou sendo uma figura relevante no cenário político europeu. Sua atuação em Portugal demonstrou seu compromisso com ideias liberais, apesar das contradições em seu governo no Brasil. Dom Pedro I faleceu em 24 de setembro de 1834, em Lisboa, aos 35 anos. Sua morte precoce encerrou uma vida intensa e cheia de acontecimentos históricos significativos.

O legado de Dom Pedro I é complexo e multifacetado, sendo ao mesmo tempo celebrado como herói da independência e criticado por suas atitudes autoritárias. Sua importância para a formação do Estado brasileiro é inegável, pois sem sua liderança, o processo de independência poderia ter sido mais fragmentado e conflituoso. Ele garantiu a unidade territorial do Brasil, evitando a fragmentação que ocorreu em outros países da América Latina. Por outro lado, seu governo também deixou marcas de instabilidade política e tensões sociais. A figura de Dom Pedro I continua sendo objeto de estudo e debate entre historiadores. Sua vida reflete as contradições de um período de transição entre colônia e nação independente. Assim, ele permanece como um dos personagens centrais da história brasileira, cuja influência ainda é sentida nos dias atuais.

quarta-feira, 6 de setembro de 2000

A República Brasileira - Edição XII

O Pesadelo do Bolsonarismo
O Brasil vive hoje em dia um verdadeiro pesadelo. Iludidos por propaganda em massa e fake news de redes sociais, o povo brasileiro acabou sendo enganado, elegendo um monte de gente que não presta, oportunistas de todos os tipos, parlamentares imbecis e valentões. Uma coisa trágica de ver. Nunca tivemos um congresso tão ruim como o atual. Nunca a política brasileira foi tão baixa e rasteira! 

O pior é que não se trata de algo que só aconteceu no Brasil. Está ocorrendo também em larga escala nos Estados Unidos. O outrora país símbolo da Democracia vive um verdadeiro ataque às instituições democráticas, lideradas por um boçal chamado Donald Trump que dia após dia avança em seu projeto de tirano mundial! 

E no Brasil temos também o surgimento do político lambe-botas dos Estados Unidos. É um verdadeiro patriota, mas não do Brasil, mas sim do país alheio! Esse tipo conspira no estrangeiro contra o Brasil, continua recebendo altos salários de dinheiro público e ainda rifa nossa nação, chantageando nossas instituições democráticas. E muita gente vota neles! O nível de imbecilidade desses eleitores é qualquer coisa surreal!

Jair Bolsonaro na Prisão
O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro começou a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão a que foi condenado pela Suprema Corte do Brasil por liderar uma tentativa de golpe de Estado e crimes associados à tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. Em janeiro de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que Bolsonaro fosse transferido do alojamento apertado na superintendência da Polícia Federal em Brasília para o Complexo Penitenciário da Papuda, onde terá um espaço maior e melhores condições de detenção, incluindo área externa e possibilidade de visitas familiares, apesar das sucessivas tentativas de sua defesa de obter prisão domiciliar por motivos de saúde.

A imprensa brasileira destacou que a transferência para uma cela maior, apelidada pela mídia de “Papudinha” pela sua relativa amplitude e conforto, gerou debate no país. Alguns jornais e comentaristas políticos ressaltaram que as condições especiais oferecidas a Bolsonaro — que incluem área externa, cozinha e maior espaço interno — diferem bastante da realidade da maioria dos presos no Brasil, e levantaram questionamentos sobre igualdade no sistema penitenciário.

Além disso, nos últimos dias a mídia nacional noticiou que a defesa de Bolsonaro segue tentando reverter ou atenuar sua situação prisional. Informações divulgadas por jornais e portais afirmam que um laudo médico da Polícia Federal pode influenciar discussões sobre a possibilidade de prisão domiciliar humanitária, embora tal pedido ainda dependa de decisões judiciais e continue sob forte contestação por juristas e por parte da opinião pública.

A cobertura da imprensa brasileira também vem dando espaço à movimentação política em torno do caso, incluindo manifestações de apoiadores. A chamada “Caminhada pela Liberdade e Justiça”, organizada por aliados e simpatizantes de Bolsonaro, ganhou destaque na mídia por sua articulação política e crítica ao STF e ao governo atual, além de pedir anistia para o ex-presidente e para os demais condenados pelos atos golpistas, refletindo a polarização intensa que o assunto ainda provoca no país.

Por fim, jornais e revistas brasileiras ressaltam que, apesar dos recursos e das tentativas jurídicas por parte da defesa, o processo penal que levou Bolsonaro à cadeia segue em andamento, com o STF mantendo a condenação firme e negando sucessivos recursos apresentados por sua equipe jurídica. Esses veículos pontuam que a situação de Bolsonaro na prisão é também um termômetro da saúde democrática brasileira, dada a singularidade de um ex-chefe de Estado estar em regime fechado por crimes contra a democracia. (4 de fevereiro de 2026). 

Pablo Aluísio. 

A República Brasileira - Edição XI

O Julgamento de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo julgado por tentativa de golpe de Estado. Se ele é ou não culpado, caberá ao Supremo Tribunal Federal julgar. Eu pessoalmente acredito que seja culpado, tanto ele como os militares e civis que estão sendo acusados. A retórica de dar um golpe de Estado, com uso das forças armadas, estava em todas as redes sociais infectadas pelo Bolsonarismo.  Não era segredo para ninguém que aquelas pessoas que estavam na frente dos quartéis queriam isso mesmo, força bruta, golpe militar, morte aos opositores políticos. Eu mesmo tive vários familiares que levantaram essa bandeira horrorosa. Nem preciso dizer que quero distância desse tipo de gente hoje em dia. Se serviu para alguma coisa, serviu para isso, para tirar as máscaras de gente que não presta! Mas enfim, era mesmo uma bandeira do Bolsonarismo e isso não era escondido de ninguém naqueles dias de loucura completa por parte dessa gente. 

O Bolsonaro foi o maior erro político da história do Brasil. Esse tipo de gente não pode ser retirada do esgoto onde vive. São cheios de ódios e ressentimentos. E quando chegam ao poder só pensam em se vingar de tudo e de todos. Querem acabar com o país! A psicologia explica muito bem personalidades como a de Bolsonaro e de seus seguidores. É gente perigosa se tiver poder em mãos. vão fazer o mal com absoluta certeza! E some e esse ódio e ressentimento o fator do baixo QI. Pessoas que acreditam que a violência resolve todos os problemas de uma nação são extremamente nocivas, pois possuem baixa inteligência e muito potencial para espalhar violências extremas por onde passam. Assim Bolsonaro, que está tendo todo o direito para sua defesa, precisa ser condenado. Para o bem da democracia e o futuro político sadio no Brasil. 

O Fim do Bolsonarismo?
Acredito que estamos vivendo o fim do Bolsonarismo. Ontem o Bolsonaro fez uma pífia manifestão na Avenida Paulista. Compareceram apenas 12 mil pessoas! Eles esperavam um milhão! Maior sintoma do fim desse tal Bolsonarismo não poderia existir. As pessoas cansaram das mentiras, do mau caratismo, do sujeito infame que esse Bolsonaro é! Agora, o que levou a essa bancarrota foi a língua sem freios do próprio Bolsonaro! Ele chegou a chamar seus apoiadores de Malucos! Não foi a primeira vez. Antes já havia dito que eram uns Bobos da Corte! Enfim, só gente com problemas mentais e muito fanáticas ainda seguem esse sujeito! 

No fundo, no fundo, não havia nada no Bolsonarismo (se é que podemos chamar essa onda de um autêntico movimento político). O Bolsonarismo nunca teve nada porque o Bolsonaro é um sujeito muito limitado do ponto de vista intelectual. Ele é, como muitos que conviveram com ele já disseram, um homem de poucos recursos intelectuais. Tangencia as raias da burrice completa! Ele só quer se dar bem e dar o que sobrar para os filhos e nada mais. Não pensa no Brasil, não tem projeto de país, nada! Bolsonaro é um vácuo completo! Entender como um néscio desses reuniu tantos apoiadores será tarefa complicada para os historiadores no futuro! Boa sorte para eles! 

O Pobre de Direita
O que é um Pobre de Direita? Essa expressão que tem se tornado popular se refere ao eleitor de classes menos favorecidas da sociedade que vota em políticos que definitivamente não vão defender seus direitos e nem interesses. Por exemplo, um eleitor pobre de classe B, C e D que só vota em políticos que apenas defendem os interesses das classes mais ricas da sociedade, nada tendo a lhe oferecer em termos de melhorias em sua vida e de sua família. Esse termo é muito usado para eleitores bolsonaristas em geral. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 5 de setembro de 2000

A República Brasileira - Edição X

Governo Lula III
O que eu acho do Lula 3? Comparado com as atrocidades do Bolsonaro esse governo vai bem. É tudo um contexto de comparação. Tínhamos um presidente anterior que era um autêntico débil mental perverso. Com Lula e o PT sabemos que temos problemas, principalmente em questão de seu passado, entretanto não se pode dar asas a cobras. Essa turma bolsonarista é fascista, não tem como negar. Um balaio de gatos de gente podre, exploradora, desonesta e oportunista. Gente canalha que topa tudo para ter poder, mesmo que para isso tenha que mentir, enganar e até mesmo destruir nossa democracia. Tem que se ter muito cuidado com esse tipo de gente que não presta em nenhum nível. 

Lula comete seus erros, principalmente na questão diplomática, mas sinceramente falando estou satisfeito com esse governo. Não há como dar poder para a direita fascista brasileira. É de se ter todo o cuidado do mundo em quem se vota. No Lula III temos pontos positivos na economia, as instituições democráticas estão fortalecidas e o governo e o país seguem em frente. O ódio ainda está na ordem do dia, mas isso só acontece mesmo nas hordas de fanáticos histéricos do bolsonaristmo. Não se deve dar atenção a esse tipo de gente. 

A Direita Brasileira é uma Piada!
Essa Direita brasileira é uma piada psicótica e sem graça. A tal maior oposição da história do Brasil só conta com parlamentares bobocas, alguns completamente picaretas e uma grande parte formada por oportunistas de plantão. O nível intelectual é baixo, rasteiro e o timing dessas pessoas é o pior possível. Poderia definir essa gente como asquerosa, sem culpa nenhuma. 

E essa coisa de sempre usar Deus como cabo eleitoral para enganar evangélico sem nível cultural é de estarrecer qualquer pessoa que tenha o mínimo de bom senso e grau intelectual. É triste, assombroso e revoltante. Só que canalha é canalha e essas pessoas não parecem estar nem aí. Esse tal de Nikolas Ferreira, por exemplo, é de dar ânsia de vômito. É um ser moralmente corrompido, escroto até dizer chega! Tipinho escroto em grau máximo, vou te contar...

A Direita Brasileira, essa tranqueira...
Se tem algo que eu gostaria de dizer ao povo brasileiro, seria uma frase muito simples: Meu povo, pelo amor de deus, se livrem dessa tranqueira! E essa tranqueira ao qual me refiro é a tal da direita conservadora brasileira. É tudo uma grande farsa! A direita brasileira é formada por espertalhões e oportunitas, não tem conservador verdadeiro ali, apenas oportunismo político barato! São uns escrotos que usaram as redes sociais para ganharem votos, nada mais do que isso. 

Quando penso na direita brasileira me lembro de um sujeito aí que se diz conservador mas que teve fotos vazadas, cheirando cocaína adoidado! É isso gente, não existe uma verdadeira direita no Brasil. Existe sim um balaio de gatos, e gatos, é bom frisar, do pior tipo de se possa encontrar pelos becos escuros da sordidez. Não votem em gente assim, valorizem nossa democracia e nosso voto popular, não sejam mais estúpidos do que são! Está dado o recado do que penso. 

Bolsonaro e a ABIN paralela
Eu já tinha ouvido falar muito nisso, mas agora as investigações federais parecem desvendar tudo. O ex-presidente Bolsonaro supostamente criou uma ABIN paralela para espionar adversários políticos. Esse tipo de coisa viola a constituição e constitui vários tipos penais da legislação criminal. É inacreditável o número de coisas estúpidas e criminosas que provavelmente esse Bolsonaro cometeu em seus anos de governo. Nunca se viu coisa igual na história do Brasil. 

Espero que as investigações desvendem tudo, levando os criminosos a serem punidos, sejam eles políticos ricos e influentes e até mesmo altos oficiais do exército brasileiro. A situação parece mesmo grave, haja visto que tudo pode levar a um crime de proporções inimagináveis. Já se fala em 30 mil pessoas espionadas ilegalmente! Uma organização criminosa dentro do Estado brasileiro, é realmente de assustar algo assim...

Pablo Aluísio. 

A República Brasileira - Edição IX

O Segredo das Joias de Bolsonaro
Depois que mensagens foram enviadas e descobertas pela PF no celular de Mauro Cid toda uma operação de vendas de joias da União no exterior foi desvendada. Inacreditável, mas Bolsonaro e seus asseclas se comportavam como verdadeiros ladrões pé de chinelo, tentando vender jóias que não lhes pertenciam em lojinhas pelos Estados Unidos. O diferencial é que algumas dessas jóias valiam milhões de dólares. Assim sustentam as investigações da Polícia Federal. 

E os bolsonaristas... Bem, ouvi uma frase bem espirituosa um dia desses que afirmava que apenas os mais idiotas continuavam seguindo Bolsonaro com fidelidade canina. E tem também os hipócritas que vão continuar a idolatria em torno dele. Afinal nunca foi por causa de corrupção ou desonestidade com o dinheiro público, coisa que o histórico de Bolsonaro deixa claro. Sempre foi uma visão elitista e perversa de certos setores da sociedade brasileira. 

Bolsonaro e as Jóias...
E o rolo de Bolsonaro e das jóias segue em frente. A PF, ao que tudo indica, já tem tudo em mãos, desde documentos até mesmo mensagens do celular desse Mauro Cid, uma figura que entrará pela porta dos fundos na história de nossa nação. Supostamente Bolsonaro mandou vender as jóias às escondidas nos Estados Unidos. O problema é que essas jóias fazem parte do patrimônio público da União. Ou trocando em miúdos, Bolsonaro cometeu Peculato que é um crime grave, punido com penas bem expressivas. 

E não termina por aí. O FBI está no caso e segundo foi noticiado tem outras provas, inclusive envolvendo outros crimes com esse ex-presidente do Brasil que desde já é uma das maiores vergonhas da política nacional em todos os tempos. Só quem segue o seguindo são os hipócritas ou os muito tolinhos, gente realmente com QI muito baixo. Só posso lamentar. 

7 de setembro de 2023
Acusaram de ser uma celebração esvaziada em Brasília. A extrema-direita bolsonarista fez campanha para que os radicais de suas fileiras ficassem em casa. Que alívio! A verdade é que ninguém aguentava mais esses malucos pelas ruas do Brasil pedindo golpe militar! Que gente bizarra! Eu quero que fiquem eternamente em casa, a paz e a saúde mental dos que não são doidos e fanáticos como eles, agradecem e muito! 

Em relação ao evento meio esvaziado, mais do que normal. A esquerda, as pessoas ditas progressistas, não possuem qualquer fetiche em relação ao militarismo. Ninguém iria perder uma bela manhã de sol para ver um bando de marmanjo brincando de soldadinho. Some-se a isso a constrangedora participação de certos militares no desastroso governo Bolsonaro e você terá o caldo completo da antipatia em relação às forças armadas. Por tantas razões acho que até deu gente demais nos desfiles militares desse 7 de setembro! 

Supremo x Senado
Confronto entre Senado e Supremo sendo feito sem nenhuma tecnicidade jurídica. O retrato do Brasil das polêmicas vazias e destituídas de valor. Embora haja argumentos sólidos na PEC do Senado, inclusive na valorização do princípio da reserva de plenário, penso que o objetivo do Pacheco é puramente eleitoral. Ele tem medo de perder a eleição que virá. Está atrás dos votos do Bolsonarismo. Com esse tipo de atitude ele perdeu muitos pontos comigo, pois eu considerava o presidente do Senado Rodrigo Pacheco um bom homem público. Hoje já não penso assim. 

No fundo, no fundo, a verdade é que as autoridades e o povo brasileiro são muito tóxicos. O eleitor tóxico elege o político tóxico. As coisas não avançam, o Brasil virou o eterno "país do futuro". Com tanta gente ruim o país só vai afundar ainda mais...O político brasileiro só pensa em si mesmo, em ficar milionário. E o povão, por sua vez, erra ao votar em políticos que eles sabem ser culpados. É um clima de falta de esperança agora turbinado com fanatismo político extremo e violento. Se eu fosse prever diria que a médio e longo prazo a vida política no Brasil passará por muitas adversidades. 

Bolsonarismo: Teoria e Prática
Ontem o Bolsonarismo tentou voltar às ruas. Na propaganda do gabinete do ódio havia o lema de que iria "ser gigante". Não foi nada disso, foi flopado, foi um fiasco. Chega um ponto em que até mesmo os mais desprovidos de inteligência e bom senso passam a compreender que estão sendo feitos de trouxas, de massa de manobra, de gado bovino. O Bolsonaro, mais uma vez, se acovardou e não foi nas manifestações. É sempre assim, ele manda seu gado se ferrar por ele. Por precaução e por medo, por ser muito covarde, ele manda seus idiotas se ferrarem, enquanto ele fica escondido, com medo de ser preso. 

Aliás já está passando da hora de terminar esse inquérito sem fim das fake news e dos atos antidemocráticos para se passar para a fase seguinte, a da ação penal. O problema é que o próprio Supremo amarrou muito as mãos do Ministério Público no que diz respeito a denúncia desse tipo de ação. Ficou quase impossível punir político corrupto nesse país. Não ficarei surpreso se o novo procurador-geral da República arquivar tudo. E não será culpa dele, será do Supremo mesmo. Para aliviar a barra de seus políticos de preferência o Supremo acabou reforçando a impunidade, inclusive para políticos que querem sua destruição como os da extrema-direita do Brasil. 

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 4 de setembro de 2000

A República Brasileira - Edição VIII

A República: Bolsonaro lava as mãos no caso Zambelli Segundo diversas fontes próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro ele não vai mexer nem uma palha em direção a Carla Zambelli. Ela foi alvo de operações da PF nessa manhã. Está sendo supostamente envolvida naquele caso do hacker que invadiu sistemas da justiça federal, além de ter supostamente tramado uma maneira de violar as urnas eletrônicas. 

Não é de hoje que Bolsonaro está irritado com a deputada. Ele atribiui em parte sua derrota a ela que se envolveu em um caso bizarro nas vésperas das eleições, quando surgiu no meio da rua com uma arma indo em perseguição a um eleitor negro do presidente Lula. Bolsonaro acredita que aquele ato transloucado lhe roubou muitos votos, fazendo com que perdesse por fim as eleições. 

A República: A Péssima Bancada Conervadora no Congresso
Não tem nada de errado em ser da bancada conservadora do congresso nacional. Eles representam de certa maneira o pensamento político de uma parcela considerável do povo brasileiro. Democracia é justamente isso, ter representação de todos os tipos de pensamentos existentes dentro de uma sociedade. O problema não é ser um parlamentar de direita, o problema é ser um péssimo parlamentar. E nisso, vamos convir, a bancada conservadora do congresso tem de sobra, para dar e vender. 

Nunca se viu tantos parlamentares sem noção, sem competência, sem responsabilidade. Tirando raras exceções o parlamentar típico de direita no Brasil é um sujeito sem preparo intelectual algum. Não tem respeito pelo cargo que ocupa, não estuda os temas em debate e na maioria das vezes serve apenas para fazer palhaçadas em suas redes sociais. Uma gente lamentável que não honra o cargo que tem. Fico realmente triste em ver quantos candidatos bons não foram eleitos, para que esse tipo de parlamentar de má qualidade fosse para o congresso. Não servem mesmo para nada. Assim o pensamento conservador e de direita no Brasil só afunda. 

 A República: Gente Perigosa!
Essa gente que almejou dar um golpe militar no Brasil era sem dúvida uma gente perigosa! Como o próprio mentor deles que um dia disse que deveria morrer 30 mil no Brasil, eles estavam prontos para iniciar uma matança sem precedentes em nossa nação e com isso destruir as bases do nosso Estado Democrático de direito. Queriam um banho de sangue, queriam o retorno das torturas e dos porões infectos da ditadura. Gente perigosa, gente que não presta!

Felizmente nossas instituições reagiram e tomaram à frente. E precisam punir severamente e exemplarmente esse tipo de gente. São fascistas perigosos, que desejam transformar em violência toda a revolta que trazem consigo mesmos. Pessoas negativas, perigosas e muito violentas. Que a nossa nação brasileira fique livre desse tipo de pessoa maldita e perversa que prega golpe de Estado. 

 A República: A Imagem do Exército Brasileiro
Nessa semana foi divulgado que o exército brasileiro determinou a realização de uma pesquisa sobre sua imagem perante a população do país. Eu nem faria essa pesquisa. É óbvio que a imagem se deteriorou e muito. Disso penso ninguém ter dúvidas. O exército cometeu um erro crucial que foi ter se envolvido demais com o Bolsonarismo que sempre teve em sua origem uma visão radical, burra e extremista da poítica brasileira. E o exército ao se envolver com isso perdeu credibilidade, confiabilidade e segurança perante o povo. Afinal supostas ameaças de ruptura com a democracia estavam sendo noticiadas a cada dia. 

Ainda bem que o alto comando das forças armadas escolheu o caminho certo na hora H. Caso tivessem mesmo escolhido por um golpe militar, o Brasil mergulharia em um banho de sangue. Os países democráticos ocidentais teriam levantado tantas barreiras comerciais e financeiras que seria o fim da nossa economia. E uma intervenção militar estrangeira liderada pelos Estados Unidos não estaria descartada. Ou seja, o Brasil mergulharia no puro caos e na bárbarie. Há sensatez ainda no alto comando. Espero que esses generais tenham pulso forte para conter os desequilibrados e malucos, que certamente ainda existem nas fileiras das forças armadas brasileiras. 

A República - Oficiais do Exército Brasileiro estão envolvidos em crimes, segundo PF Segundo a PF existe uma verdadeira quadrilha de criminosos formado por oficiais do Exército Brasileiro no caso das jóias vendidas ilegalmente no exterior. Seriam presentes, jóias e relógios de alto valor que faziam parte do acervo público da presidência da República. Essas peças que segundo a PF valiam mais de 1 milhão, foram negociadas no exterior por oficiais do exército brasileiro, sendo eles o Tenente-Coronel Mauro Cid e seu pai, o general de 4 estrelas, Mauro Cid. 

Tudo fruto de peculato e lavagem de dinheiro envolvendo figurões do governo de Jair Bolsonaro. Com tudo o que foi revelado pela PF em breve muitos desses supostos criminosos podem ser presos, inclusive o próprio Jair Bolsonaro. O uso de jóias é clássico nesse tipo de crime envolvendo lavagem de dinheiro. O cerco se fecha e pelo que foi revelado a casa caiu para Bolsonaro e seu entorno formado por oficiais do Exército Brasileiro. 

Pablo Aluísio. 

A República Brasileira - Edição VII

A Democracia no Brasil resiste, mas vai mal...
Infelizmente nossa democracia vai mal. Ela resistiu aos ataques de 8 de janeiro, mas parcela da população segue sendo completamente ignorante em relação aos verdadeiros pilares de uma democracia ocidental. Continuam votando em pessoas e candidatos que não possuem qualquer compromisso com ideais democráticos. Ao contrário disso, elegem figuras lamentáveis que defendem ditaduras e regimes militares baseados na pura força.  Sim, uma parcela do povo brasileiro defende o fascismo, mesmo que não saibam sequer o que isso significa. E assim vai, aos trancos e barrancos nossa democracia. E mesmo do outro lado, dos que estão no poder, o quadro não é bom. É inegável que existem muitos conchavos e acordos nada republicanos, mesmo que em muitos casos sejam legais. Nem tudo o que é legal, é ético ou moral, é bom frisar. 

E povo, atolado em fake news e mentiras de todas as ordens, se radicaliza, se fanatiza. Acredita que existe mesmo um salvador da Pátria, mesmo que ele não seja nada santo, nem honesto e nem muito menos o tal messias prometido. Não existem messias, essa é a verdade. Espero sinceramente que essa loucura um dia passe e a nossa República, o nosso Estados Democrático de Direito, volte a seguir em frente, em paz e rumo ao desenvolvimento. 

 Os milhões do militar Mauro Cid
O tenente-coronel do exército brasileiro Mauro Cid, ex-braço direito de Jair Bolsonaro na presidência da República teve uma semana ruim depois que o COAF descobriu movimentações atípicas em suas contas bancárias. Como oficial do exército ele receberia pouco mais de 25 mil reais por mês, só que em poucos meses movimentou algo em torno de 3.75 milhões! Um valor realmente incompatível com seus rendimentos. A defesa alegou que todo esse dinheiro teve origem legal e lícita. 

Obviamente que todos são inocentes até que se prove o contrário, mas de qualquer forma ficará a mácula em sua imagem e isso respingará igualmente na imagem do exército brasileiro, quer queiram ou não. De uma maneira ou outra o cidadão Mauro Cid terá a devida oportunidade de se defender judicialmente de todas essas alegações, afinal de contas vivemos em um Estado democrático de Direito onde todos possuem o direito de ampla defesa.

A Estabilidade Petista
É inegável que o Brasil vive um clima de estabilidade política e econômica nesses seis primeiros meses do governo petista. E isso foi conquistado apesar da grande polarização e profecias de fim de mundo por parte da direita brasileira. O governo Lula III tem feito as reformas necessárias no parlamento e governado bem o pais, o reorganizando de acordo com as forças sociais da nação. Isso trouxe uma estabilidade que se reflete nos bons números da economia. 

A inflação está em baixa, barateando os alimentos e demais serviços, algo que traz muitos benefícios ao setor mais pobre da popuação. Além disso o Brasil vai recuperando seu grau de investimento no exterior, algo essencial para levantar a economia brasileira. Com tudo isso virou discurso vazio o que dizia Paulo Guedes ao afirmar que o Brasil iria virar uma Argentina em seis meses e uma Venezuela com 1 ano de governo petista. Além de desrespeitoso com nossas nações vizinhas, era também uma grande burrice. 

Bolsonaro, os 17 milhões e a mentalidade de seita
Nessa semana ficamos sabendo que Jair Bolsonaro recebeu 17 milhões de reais através de doações via pix de seus admiradores por todo o Brasil. Bom, pelo menos essa seria a versão oficial. Alguns boatos diziam que há nesse meio sim dinheiro de doação, mas também haveria algum tipo de manipulação para lavagem de dinheiro. Não há provas corroborando esse tipo de versão. Quem sabe algum dia isso venha à tona. De qualquer forma impressiona que Bolsonaro tenha ficado rico dessa maneira. É mais dinheiro do que ele havia declarado em toda a sua vida política. 

E aí vamos para um ponto central. Se as doações foram mesmo de seus admiradores temos aqui uma mentalidade de seita. Não me admira. Eu tenho pessoas próximas que estão completamente fanatizadas por Bolsonaro. Isso nunca havia acontecido antes na história do Brasil por nenhum político. O que há de novo é o uso das redes sociais para distribuir material de propaganda em larga escala. Com a propaganda implacável e as fake news correndo soltas cria-se mesmo muito fanatismo e mentalidade de seita, principalmente entre as pessoas mais idosas que não conseguem lidar com a massa de desinformação que recebem todos os dias nas redes sociais. Esse momento histórico e tudo o que está acontecendo certamente serrá fruto de estudo nos anos que virão. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 3 de setembro de 2000

A República Brasileira - Edição VI

Resultado do primeiro turno
Finalmente passamos pelo primeiro turno das eleições presidenciais. Lula venceu com mais de seis milhões de votos em cima de Bolsonaro. Foi sua maior votação na carreira política. Com isso Lula segue na frente. Infelizmente muitos parlamentares bolsonaristas também foram eleitos, demonstrando que teremos nos próximos anos um dos piores congressos da história. Só o PL, partido do centrão e de Bolsonaro, elegeu uma bancada de mais de 90 deputados. Vai ser duro aguentar essa gente barbarizando no legislativo federal, Nesse meio tem muita gente sem noção, a maioria deles charlatões e oportunistas. E o péssimo legado que Bolsonaro deixará ao Brasil caso não seja reeleito. 

De qualquer forma também temos boas notícias, Nunca houve uma virada em termos de segundo turno para presidente. Quem vence no primeiro turno para presidente sempre vence no segundo. Assim afirma nossa história republicana. Além disso Lula ganhou apoios importantes, de Simone Tebet que foi a terceira colocada com mais de 5 milhões de votos e do PDT, partido de Ciro Gomes, que finalmente honrou sua tradição de esquerda, agora apoiando Lula e o PT. E Bolsonaro segue fazendo besteiras, como sempre, é do DNA dele, não tem jeito. Vídeos dele na maçonaria caíram muito mal no meio evangélico. E o que dizer do vídeo onde ele confessa que faria canibalismo se tivesse chance! Aliás falta ainda alguma atrocidade para Bolsonaro falar? Só muito fanatismo e lavagem cerebral para continuar apoiando e votando nesse sujeito asqueroso.

A baixaria das eleições presidenciais
Eu sabia que essas eleições presidenciais do Brasil iriam ter baixo valor cultural. Eu sabia que pouco iria se debater sobre as grandes questões nacionais. Mesmo assim, fiquei surpreso com a baixaria. A baixaria da eleição presidencial é um reflexo do baixo nível da política atualmente praticada em nosso País. É certo que o Bolsonarismo jogou na lata de lixo as grandes questões e debates nacionais. O Bolsonararista médio é, acima de tudo, um ogro, um incivilizado. Não há realmente como debater grandes temas com esse tipo de gente. O pior é que o debate fica restrito em coisas inúteis para a situação do povo brasileiro atualmente. Discutir temas religiosos ou a origem dos unicórnios não vai ajudar ao Brasil a sair de seu abismo econômico. 

Essa gente vive com a mente mergulhada em fanatismo. E quem tem tendência a ser fanática não tem jeito. O fanático religioso tem tendência a ser também um fanático político. E com a sua mente sendo turbinada por fake news o dia inteiro, o que sobra? Sobra uma pessoa com sérios problemas mentais. Eu acredito que a saúde mental no Brasil nunca esteve tão ruim. É um festival de incivilidade como nunca se viu. Eu mesmo nunca presenciei algo assim. É estarrecedor.

Lula é eleito presidente do Brasil
Luis Inácio Lula da Silva foi eleito pela terceira vez presidente do Brasil. No total, teve 60 milhões de votos. Muito mais do que seu oponente, o presidente Bolsonaro. Foi a maior votação da história de Lula, mostrando o tamanho do descontentamento do povo brasileiro com o atual governo. E realmente, se formos pensar bem, esse governo Bolsonaro foi um desastre em vários aspectos. O próprio presidente é uma mistura de maluco com débil mental. Um completo idiota que passou o tempo todo ameaçando a democracia do Brasil com um golpe militar. Uma pessoa não muito inteligente e totalmente fanatizada pelo seu próprio mito, inventado em redes sociais. 

Na realidade, ele nunca passou de um medíocre. Em algum momento eu pensei que ele ia se tornar ou se engrandecer com o cargo de presidente. Foi um engano. Como presidente, ele se tornou ainda mais estupidamente idiota do que era como deputado federal. Uma figura sem noção e sem norte. Ele serviu de chacota no exterior. A imbecilidade de Bolsonaro vai ficar para a história. Espero sinceramente que esse movimento que ele fundou meio por acaso, vá para a lata de lixo da história de uma vez por todas. E de lá, nunca mais retorne.

Bolsonarismo virou hospício! 
Eu já havia cantado essa bola aqui no blog. Com a derrota de Bolsonaro nas eleições presidenciais, muitos de seus eleitores iriam simplesmente surtar, enlouquecer. Não deu outra. Tem muita gente louca na frente dos quartéis pedindo intervenção militar (golpe militar mesmo). Essa gente foi exposta a muita fake news e mensagens de ódio. Algo que jamais aconteceu na história do Brasil. Com essa lavagem cerebral, eles se tornaram insanos, violentos e completamente deslocados da realidade. 

E para quem já tinha uma personalidade perversa de psicopata, nada poderia ser mais adequado. Juntou mesmo a fome com a vontade de comer. Gente doente, precisando necessariamente de uma ajuda psiquiátrica. Perto dos 50 anos, eu nunca vi nada parecido no Brasil em todos esses anos desde que voltamos a democracia. E essa gente maluca, pede justamente o fim da democracia e a volta da ditadura militar. Jamais vi tanta gente louca andando pelas ruas. São loucos, ressentidos e moralmente perversos.

O Fim do governo Bolsonaro
Escrevo esses esse texto a poucos dias da posse do presidente Lula. O governo Bolsonaro chegou ao fim. Ele foi seguramente o presidente mais lamentável da história do Brasil. Um sujeito completamente sem noção, que dava risada da morte das pessoas por covid. Contava piada sobre pessoas morrendo sufocadas. Nunca visitou um hospital ou mostrou solidariedade aos familiares daqueles que morreram. Em suma, Bolsonaro foi um grande erro, erro com letras maiúsculas. E mesmo assim, ainda mantém o apoio de uma parcela da elite Brasileira. É o que eu digo sempre. Quem ainda apoia Bolsonaro só demonstra como é em seu interior. Apenas alguém muito equivocado apoia ainda um sujeito como Bolsonaro. Depois de tudo o que aconteceu? Só os mais fanáticos ainda estão ao seu lado.

A realidade é que parte da elite Brasileira é lamentável. Exatamente isso. O Bolsonaro ainda é muito amado porque ele representou todos esses valores distorcidos de gente com mente deturpada. O racista adora Bolsonaro. O homofóbico adora Bolsonaro aquele que tem preconceito social contra pessoas mais pobres adora também. Aquele que pertenceu a elite do passado, principalmente a elite agrária adora Bolsonaro, porque ele não dá a menor bola para quem está sofrendo na pobreza. É assim. O Brasil segue com a sua elite. Não é fácil um país se reerguer com capital humano tão despreparado.

Pablo Aluísio.