sábado, 1 de março de 2025

Raul Seixas - Os Grandes Sucessos de Raul Seixas

Raul Seixas - Os Grandes Sucessos de Raul Seixas
Olhando para o passado, eu me lembro de ter tido esse disco em algum momento da minha vida. Entretanto, com o passar do tempo, a cópia simplesmente desapareceu da minha coleção. Isso me leva a crer que o disco na realidade era emprestado de alguém, e eu tive que devolver, mas não me lembro exatamente das circunstâncias. A memória do que realmente se passou se perdeu no tempo, infelizmente. De qualquer forma, me lembro perfeitamente que lá pelo começo dos anos 90 ouvi bastante esse LP. É um disco de coletânea, ou seja, de melhores sucessos. Um tipo de cartão de visitas a obra desse grande cantor e compositor brasileiro. 

Só que há também nesse repertório músicas menos óbvias, o que garante o interesse até mesmo para quem tem todos os discos de Raul Seixas. Algumas músicas que foram incluídas nesta seleção não estão em nenhum disco oficial do artista. Um exemplo? Let Me Sing, Let Me Sing. Então, obviamente, o interesse do colecionador da época do vinil se fazia presente. Enfim, curti muito esse LP e curti muito o rock magro de Raul Seixas. Ele foi certamente um dos grandes nomes do rock nacional em todos os tempos. Um baiano arretado que fazia música de muita qualidade.

Raul Seixas - Os Grandes Sucessos de Raul Seixas (1993)
Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás
Ouro De Tolo
Medo Da Chuva
Loteria Da Babilônia
Como Vovó Já Dizia (Óculos Escuros)
As Minas Do Rei Salomão
Let Me Sing, Let Me Sing
Gîtâ
Metamorfose Ambulante
Eu Também Vou Reclamar
Al Capone
Tente Outra Vez
Mosca Na Sopa
Dentadura Postiça

Pablo Aluísio.

RPM - Rádio Pirata

RPM - Rádio Pirata
O RPM foi o grupo de rock mais popular dos anos 80. Não foi o Legião Urbana, não foi o Paralamas do Sucesso, nenhuma dessas bandas, foi o RPM. Eles venderam mais cópias de seus discos do que qualquer outro conjunto nacional de rock, mas vamos também dizer outra verdade por aqui: Foi tudo fogo de palha! Pois é, os caras surgiram, fizeram enorme sucesso, lançaram apenas 2 discos de sucesso e afundaram no seu próprio ego! O RPM só teve dois grandes sucessos de vendas, o primeiro disco e esse aqui. Praticamente as mesmas músicas, sendo que o LP original trazia as músicas gravadas em estúdio e esse aqui trazia a versão ao vivo delas! E foi só isso mesmo... 

Foi ou não foi o maior fogo de palha da indústria fonográfica brasileira? Eu não tenho a menor dúvida disso. E também devo dizer que esses caras eram bem sem noção! No auge do sucesso, ao invés de administrar bem o sucesso do grupo, eles resolveram tomar rumos errados, como por exemplo, se afundarem em um mar de pó de cocaína! Incrível como certas pessoas não possuem a menor consciência de si mesmo e do sucesso. Pensam que tudo cai do céu, de graça. Pensando assim eles afundaram, brigando muito entre si, cheirando toneladas de coca, fazendo confusão... um horror! Até lançaram mais um álbum de músicas inéditas, mas esse disco não aconteceu, não fez sucesso! Nem demorou nada e já nos anos 80 eles estavam completamente acabados! O que mais posso dizer? Bem feito...

RPM - Rádio Pirata Ao Vivo (1986)
Revolução Por Minuto
Alvorada Voraz
A Cruz e a Espada
Naja
Olhar 43
Estação no Inferno
London London
Flores Astrais
Rádio Pirata

Erick Steve. 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

O Corvo (2024)

O Corvo (2024) 
Eu assisti a todas as versões desse personagem de quadrinhos, o Corvo. Posso até estar enganado, mas minhas primeiras lembranças desses filmes são dos anos 90. Curiosamente nunca consegui gostar de nenhum dos filmes que vi. Esse personagem definitivamente não me agrada. Acho as histórias muito rasas. O visual, a estética, são supervalorizadas, mas não há muito conteúdo envolvido. E nessa nova versão até mesmo a estética do personagem anda meio em baixa. Esqueça aquele Corvo do Brandon Lee, super maquiado, super produzido, mais se parecendo um rockstar gótico. O Corvo dessa nova versão não tem nada disso. É só um cara tatuado com rímel preto nos olhos. Mais nada! E isso me surpreendeu negativamente, afinal tinha aquela imagem do primeiro Corvo em minha mente. Quando ele finalmente se torna esse ser renascido das trevas a decepção é bem marcante. O cara continua praticamente na mesma. Cadê o visual Dark?

O resto segue na mesma ladainha de sempre. Se formos pensar bem esse é mais um enredo de vingança. Algo que foi usado pelo cinema um milhão de vezes, em especial nos filme de western (por mais incrível que isso possa parecer!). Matam a garota dele e ele quer vingança. Só que nem o romance do casal me convenceu muito. Os atores não tinham muita química para passar para a tela. Ficou meio falso esse amor! Assim nada me empolgou muito, pelo contrário, senti tédio em várias partes do filme. Esse Corvo definitivamente precisa de um transplante de penas, porque do jeito que ficou nem assusta, nem empolga, nem acende a paixão e nem muito menos causa terror. É tudo muito superficial e vazio. Enfim, mais um filme com o Corvo para eu colocar na minha coleção dos filmes que eu não gostei! Que venha o próximo... ou não! 

O Corvo (The Crow, Estados Unidos, 2024) Direção: Rupert Sanders / Roteiro: James O'Barr, Zach Baylin, William Josef Schneider / Elenco: Bill Skarsgård, FKA twigs, Danny Huston / Sinopse: Após sua morte um sujeito sombrio resolve voltar ao mundo dos vivos para vingar a morte da garota pela qual ele tinha um sentimento muito especial. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

A Substância

A Substância
Esse é o filme que de certa maneira ressuscitou a carreira da atriz Demi Moore. Ela inclusive foi indicada para prêmios importantes como o Globo de Ouro e o Oscar. Essa é uma situação bem inédita em sua longa filmografia, pois Demi sempre foi considerada uma atriz de filmes comerciais. Nunca ninguém havia levado seu trabalho muito à sério. E é uma espécie de ironia meio triste porque o papel que vem levantando sua filmografia agora é a de uma atriz decadente, envelhecida, que acaba sendo demitida do programa em que trabalha. Justamente um programa de atividade física e fitness que nos EUA é visto como um porto final para carreiras acabadas no cinema (vide o caso de Jane Fonda). 

Então sua personagem chega aos 50 anos sem muito futuro como atriz. Etarismo que de fato existe e muito em relação às mulheres, sendo inclusive muito cruel com elas quando atingem uma certa idade. Um tanto desesperada por uma saída na sua vida profissional, ela embarca em uma canoa furada, comprando uma substância que promete criar uma nova versão de si mesma, agora jovem, bonita, cheia do frescor e da beleza da juventude. Claro que vai dar muito errado, afinal tudo é feito de forma clandestina. Ela pega a tal substância em um beco sujo de Los Angeles. Não existe uma empresa se responsabilizando pelo procedimento, nada. Tudo feito às escuras, na clandestinidade. É arriscar para ver o que vai dar!

E obviamente essa atitude impulsiva vai resultar em muitos problemas. Sua versão mais jovem chamada Sue é, como era de se esperar, uma garota cheia de si, egocêntrica, vaidosa ao extremo, que odeia seu "lado mais velha". Logo vai se instaurar uma competição entre elas, tudo caminhando para um desfecho da história que eu qualificaria tranquilamente como Trash. Pois é, o filme que começa com uma reflexão sobre velhice e a busca obsessiva pela juventude eterna, acaba virando um banho de sangue digno dos mais violentos filmes slasher - embora eu confesse que não gostei nada da maquiagem do monstrengo que aparece no final. Achei mal feito! 

Assim esse filme traz essa mistura estranha. Um roteiro que levanta questões até filosóficas sobre o passar dos anos, aliado a um tanto vulgar desfecho do enredo onde tudo é exagerado, vulgar e grotesco! Fico até surpreso em ver um filme como esse concorrendo ao Oscar. Sim, porque esse é um filme de terror trash e não se engane sobre isso! O fato desse estilo cinematográfico chegar nos principais festivais de cinema mundo afora é de se espantar. Talvez a envelhecida geração de Hollywood tenta se identificado e muito com a história. Só não precisavam exagerar tanto no dose. Um filme mais sutil cairia muito melhor. 

A Substância (The Substance, Estados Unidos, 2024) Direção: Coralie Fargeat / Roteiro: Coralie Fargeat / Elenco: Demi Moore, Margaret Qualley, Dennis Quaid / Sinopse: Atriz envelhecida e decadente, entra em desespero ao entender que sua carreira está chegando ao fim. Então apela para uma empresa que promete vender beleza e juventude ao se tomar uma estranha substância. Ao fazer isso ela acaba selando seu destino, para um final muito trágico. Filme indicado ao Oscar em cinco categorias, entre elas Melhor Filme e Melhor Atriz (Demi Moore). 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Herege

Herege
Esse é um item cada vez mais raro de encontrar. Estou me referindo a filmes de terror com roteiros inteligentes. Dentro do cinema atual é de uma grande raridade! É justamente o que temos aqui. A história começa com duas jovens garotas. Elas são Mórmons, missionárias da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Então, em sua rotina diária de visitar pessoas para tentar convertê-las à sua religião, elas vão parar numa casa, no meio da noite, embaixo de uma forte tempestade. O dono da casa as recebe muito bem e as convida para entrar. Elas explicam que só podem entrar numa casa se houver uma mulher presente. O sujeito sorri de forma carismática e diz que está acompanhado de sua esposa. Ela está fazendo uma deliciosa torta caseira. As jovens não precisam se preocupar. Tudo mentira! A armadilha vai então se fechando. 

O diferencial maior desse filme vem dos diálogos bem construídos, especialmente do dono da casa. Esse papel provavelmente é um dos melhores da carreira de Hugh Grant. Ele está ótimo em cena. É aquele tipo de pessoa que parece ser muito simpática, inofensiva, quase boba, mas que no fundo esconde algo bem sinistro e macabro. Por trás do sorriso se escondem as piores intenções! Então ele começa a conversar com as mocinhas e vai colocando para elas os "podres" de sua própria religião. E nesse campo realmente essa Igreja tem muitos esqueletos no armário. O constrangimento invade a sala de visitas. 

Conversa vai, conversa vem e nada da tal esposa aparecer. O personagem de Grant parece muito disposto a convencer as jovenzinhas que toda religião é no fundo apenas um instrumento para dominação e poder. Só que teorizar apenas não é o suficiente, ele quer mostrar tudo na prática. E o terror começa. As jovens ficam em pânico e com razão. Descer aos porões daquele lugar vai deixar as mocinhas em uma situação extrema, de busca pela sobrevivência! 

Gostei muito desse filme. Um terror acima da média. Excelente filme, sem favor algum. Roteiro muito bem construído, uma armadilha, um labirinto, mas tudo desenvolvido com inteligência. A discussão sobre a falsidade das religiões é uma cereja de bolo para um suspense onde tudo funciona. É terror intelectual em essência, embora na terça parte final quase vire um slasher daqueles. Uma combinação explosiva que funciona muito bem! Para algumas pessoas, de fato, descobrir que sua religião pode ser apenas um embuste, uma fraude, pode ser realmente algo muito assustador! Tem que ter coragem para encarar algo assim. E no final, a realidade, acaba mesmo se impondo, não tem jeito! 

Herege (Heretic, Estados Unidos, Canadá, 2024) Direção: Scott Beck, Bryan Woods / Roteiro: Scott Beck, Bryan Woods / Elenco: Hugh Grant, Sophie Thatcher, Chloe East / Sinopse: Duas missionárias da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias visitam a casa de um sujeito que no começo parece ser bem amistoso e amigável. Ele as convida para entrar. Péssima ideia. Lá dentro as duas jovens garotas caem em uma verdadeira armadilha de puro terror. Filme indicado ao BAFTA na categoria de melhor ator (Hugh Grant). 

Pablo Aluísio. 

O Demônio de Gelo

O Demônio de Gelo
Depois de dez anos desaparecido, o corpo de um homem é encontrado numa montanha gelada da Sibéria, na Rússia. Imagine-se obviamente que esteja morto, mas para surpresa da equipe médica que presta os primeiros exames, ele se encontra apenas em coma profundo. Depois de algumas semanas de tratamento não há muito o que fazer. Ele é levado para a casa de sua ex-mulher e filha que agora vivem uma outra realidade, pois ela se casou com um outro homem. Então o sujeito fica ali, em coma, dentro de um quarto da casa. E não demora muito a acontecer estranhas coisas pelos corredores escuros daquela velha casa isolada e gelada. 

Filme de terror russo que vai pela linha do terror psicológico e se sai bem nesse caminho. O roteiro é bem escrito, explorando o passado como algo a se esconder. A peça chave é a própria ex-esposa que tem literalmente alguns esqueletos no armário para esconder. Já a filha adolescente sofre pela nova situação. Ela mal conheceu seu pai que ficou desaparecido por anos e anos. Agora precisa lidar com ele, em coma, na sua casa! Complicado! 

Pena que esse monstro de gelo aí do poster não apareça. Como eu disse, esse é um filme de terror psicológico e não um slasher. Então o monstro só aparece no poster mesmo, é uma isca para atrair a atenção do público. Ainda assim, não vou tirar pontos desse filme. Eu gostei do que vi. Um filme com roteiro inteligente que em momento algum desmerece a capacidade do público em entender tudo o que está acontecendo. Pois é, a violência doméstica, pode mesmo ser um horror para quem a vivencia em casa. No fundo, no fundo, é disso que essa história se trata. 

O Demônio de Gelo (Ledyanoy demon, Rússia, 2021) Direção: Ivan Kapitonov, Cindy Robinson / Roteiro: Natalya Dubovaya, Ivan Kapitonov, Artem Mikhailov / Elenco: Alina Babak, Olga Lomonosova, Aleksey Rozin / Sinopse: Após dez anos desaparecido, um homem é encontrado, em coma, no alto de uma montanha gelada na Sibéria. Levado para a casa de sua ex-mulher e filha, logo começam a acontecer fenômenos estranhos no lugar. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

O Filho do Proscrito

Não é muito comum westerns que se concentrem na complicada relação entre pai e filho. Pois bem, esse é o tema central de “O Filho do Proscrito”, bom faroeste que une as referências obvias do estilo com um roteiro bem escrito, priorizando muito mais o sentimento e as relações familiares de seus personagens. Jeff Blaine (Ben Cooper) é um garoto criado pela sua tia Ruth (Ellen Drew). Ela assumiu a guarda do garoto depois da morte de sua mãe em um acidente de cavalo. Já o seu pai é um famoso pistoleiro, um fora-da-lei, proscrito que passou muitos anos sem ver o filho até que numa tarde adentra novamente em sua cidade natal para finalmente conhecer o garoto. Logo a notícia se espalha no local pois Nate Blaine (Dane Clark) tem todo um longo histórico de crimes em seu passado. No começo o menino fica meio desconfiado mas o sangue fala mais alto e em pouco tempo ambos estão desfrutando de uma aproximação muito forte e intensa. O problema é que sendo Nate um renegado ele não tem muita saída. Após um assalto na cidade (ao qual não participou) ele logo é apontado como um dos responsáveis. Preso, não vê outra saída a não ser fugir para escapar da forca.

Passam-se os anos e o pequeno Jeff logo se torna um homem. Para surpresa de todos ele resolve ir pelo caminho oposto ao trilhado pelo seu pai e se torna um homem da lei, um auxiliar de xerife na cidade. Curiosamente assim que recebe sua estrela de bronze começam a surgir boatos de que seu pai está pela região, assaltando diligências e aterrorizando viajantes. Estaria o jovem pronto para enfrentar seu pai agora que estão de lados opostos da lei? “O Filho do Proscrito” assim se desenvolve e se aproveita de várias reviravoltas na trama, o que não deixa o filme cair no marasmo ou no clichê. Gostei particularmente da postura do pai em relação ao seu filho. Mesmo sendo um bandido, um fora-da-lei ele nunca deixa em momento algum de se preocupar pelo futuro e bem estar do jovem. Chega inclusive ao ponto de se colocar em risco para proteger de alguma forma seu único e precioso filho. Dessa maneira se você estiver em busca de um western com toques de drama familiar “O Filho do Proscrito” é de fato uma excelente opção.

O Filho do Proscrito (Outlaw's Son, EUA,1957) Direção: Lesley Selander / Roteiro: Richard Alan Simmons baseado na novela escrita por Clifton Adams / Elenco: Dane Clark, Ben Cooper, Lori Nelson, Charles Watts, Ellen Drew / Sinopse: Filho de um famoso pistoleiro e fora-da-lei se torna um auxiliar de xerife. Agora terá que enfrentar seu pai que está cometendo vários crimes na região.

Pablo Aluísio.

A Tribo Misteriosa

Título no Brasil: A Tribo Misteriosa
Título Original: Daredevils of the West
Ano de Produção: 1943
País: Estados Unidos
Estúdio: Republic Pictures
Direção: John English
Roteiro: Ronald Davidson, Basil Dickey
Elenco: Allan Lane, Kay Aldridge, Eddie Acuff

Sinopse:
1880, Canyon City. June Foster (Kay Aldridge) é a proprietária de uma companhia de diligências no velho oeste. Seu plano é expandir seu negócio, abrindo um novo caminho bem no meio de terras selvagens ocupadas por uma tribo comanche hostil. Para isso dar certo ela terá que não apenas transportar seus passageiros com segurança como também superar os interesses de posseiros que desejam tomar o lugar para montar suas próprias fazendas. O conflito de interesses leva June a pedir apoio com o Capitão Duke Cameron (Allan Lane), comandante da cavalaria na região. 

Comentários:
Western interessante produzido pelo extinto estúdio Republic Pictures que foi uma das companhias cinematográficas mais importantes do surgimento do cinema americano. Fundada em 1935 realizou ao todo quase mil filmes até ter suas portas fechadas em 1959 com o melancólico "Ghost of Zorro". O curioso é que na sua primeira montagem "Daredevils of the West" originou um copião com 196 minutos, considerado excessivo pelos produtores do estúdio. Não haveria como tornar um filme tão longo bem sucedido comercialmente. A solução encontrada pela Republic foi então transformar a estória em uma série de matinê, com 12 episódios (que infelizmente estão perdidos atualmente). O que sobreviveu ao tempo foi justamente essa versão completa do diretor John English. A fita é estrelada pelo ator Allan Lane (não vá confundir com Alan Ladd de "Os Brutos Também Amam" de 1953) e Kay Aldridge, bonita starlet, modelo de sucesso nos anos 1930 que se casaria pouco tempo  depois, abandonando sua carreira de atriz apenas dois anos após a realização desse faroeste, se despedindo com o cult "Fantasma da Rua 42" de Albert Herman.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Capone, o Gângster

Título no Brasil: Capone, o Gângster
Título Original: Capone
Ano de Produção: 1975
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Studios
Direção: Steve Carver
Roteiro: Howard Browne
Elenco: Ben Gazzara, Susan Blakely, Harry Guardino, Sylvester Stallone, John Cassavetes, Frank Campanella

Sinopse:
Na era de ouro do gangsterismo, por volta dos anos 1930 e 1940, o crime organizado de Chicago passa a ser comandado pelo violento Al Capone (Ben Gazzara) que ao lado dos membros de sua quadrilha impõem medo e terror por toda a cidade. História baseada em fatos reais.

Comentários:
Alphonse Gabriel "Al" Capone matou, roubou, cometeu praticamente todos os crimes do código penal, mas só acabou sendo preso por sonegação de impostos. Uma ironia da história. Nesse filme procurou-se contar um pouco da biografia desse que muito provavelmente foi o maior gângster da máfia italiana em atividade nos Estados Unidos. Ele teve um final pouco digno, com problemas mentais causados pela sífilis que corroía sua mente. Antes porém disso fez o que quis em uma Chicago infestada de corrupção em todos os níveis. Capone, como contrabandista de bebidas durante a Lei Seca construiu uma fortuna pessoal. Além disso ganhou muito dinheiro com jogos ilegais e prostituição. Esse filme é bem interessante, muito embora fique longe do melhor filme já feito sobre Capone, o excelente "Os Intocáveis". Nessa produção dos anos 70 o que mais temos de valor é o bom elenco que conta com o veterano Ben Gazzara como Al Capone e um jovem Sylvester Stallone como um mafioso chamado Frank Nitti. A presença deles já garantiria ao menos uma conferida. No mais o roteiro é correto e bem estruturado. Um filme enfim que vale a pena assistir.

Pablo Aluísio.

Jogo Sujo

Título no Brasil: Jogo Sujo
Título Original: The Stone Killer
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos, Itália
Estúdio: Dino de Laurentiis Studios
Direção: Michael Winner
Roteiro: Gerald Wilson, John Gardner
Elenco:  Charles Bronson, Martin Balsam, Jack Colvin, Paul Koslo, Norman Fell, David Sheiner

Sinopse:
Quadrilhas de criminosos começam a recrutar veteranos da guerra do Vietnã para cometer os crimes pelas ruas de Los Angeles. O policial Lou Torrey (Charles Bronson) é então designado para limpar as ruas dos bandidos. Apenas a força de uma arma fumegante, cheia de balas, iria colocar ordem naquele caos urbano.

Comentários:
Na época o filme foi mal recebido pela crítica americana. Isso tudo porque foi considerado extremamente violento. Um jornalista de Nova Iorque chegou ao ponto de escrever que o novo filme de Charles Bronson era "estupidamente brutal, violento e em alguns casos até mesmo sádico". Ora, era justamente isso que os fãs do veterano ator queriam ver nas telas de cinema. Curiosamente é uma produção ítalo americana, pois parte da produção foi bancada pelo famoso produtor italiano Dino de Laurentiis. Dessa forma o filme ganhou uma bela carreira na Europa onde obteve uma excelente bilheteria. Do meu ponto de vista o roteiro é muito parecido com os da série "Dirty Harry" de Clint Eastwood. A temática é praticamente igual e o protagonista, um policial que resolve tudo na base da justiça pelas próprias mãos, poderia ser o próprio Dirty Harry que ninguém iria notar a diferença. No saldo final o filme ainda se mantém interessante por causa da estética mais realista e crua que imperava nos filmes policiais dos anos 1970. Ali não havia espaço para superficialidades do politicamente correto. Era mesmo um jogo sujo pelas ruas violentas de Los Angeles.

Pablo Aluísio.