Elizabeth Taylor nasceu em 27 de fevereiro de 1932. Portanto se estivesse viva estaria completando 87 anos de idade nessa data. A imprensa internacional de uma maneira em geral lembrou da atriz. Claro, os jornalistas mais jovens possuem apenas uma pálida ideia de quem foi a estrela, sua importância em Hollywood. Por isso o exagero sensacionalista de inúmeras matérias, mostrando apenas o lado mais celebridade da atriz.
Assim sua filmografia foi deixada de lado. Ao invés disso os textos reforçam seus inúmeros casamentos, as brigas públicas com os maridos, as doenças que enfrentou, os escândalos e, obviamente, as joias que ela tinha. Essas aliás valem alguns milhões de dólares. Além de serem valiosas por si mesmos ainda possuem um plus em sua valoração, pois afinal pertenceram a essa lenda do cinema.
De minha parte vale apenas a lembrança desse dia. A atriz tinha um grande talento, não aprendido em escolas de dramaturgia, mas sim na prática, nos sets de filmagens, afinal Liz Taylor atuava desde quando era apenas uma criança. Ela cresceu na frente das câmeras e teve que aprender tudo ali, na hora H, quando o diretor gritava no microfone "Ação". Se isso não foi talento nato, sinceramente não saberia dizer o que seria. Assim deixo aqui minhas felicitações para a grande diva. Obrigado por ter feito tantos filmes maravilhosos!
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 1 de março de 2007
Charles Chaplin na Mutual
Charles Chaplin se tornou um homem rico aos 27 anos de idade. Ele assinou contrato com a companhia cinematográfica Mutual. Só para assinar esse contrato o ator levou uma bolada de quase 600 mil dólares! Se isso é uma pequena fortuna nos dias de hoje, tente imaginar o quanto significava no começo do século XX. Além da enorme quantia Chaplin iria receber também um salário semanal de 10 mil dólares! Era muito dinheiro e por isso seu irmão Sydney se mudou para os Estados Unidos. Ele iria administrar a vida financeira de Charles.
E foi justamente na viagem até Nova Iorque, para receber Sydney, que Charles Chaplin tomou conhecimento de sua grande popularidade. O jornal informou ao público que o comediante estaria na estação no dia seguinte. Quando Chaplin chegou por lá encontrou uma verdadeira multidão lhe esperando, para sua grande surpresa. Ele nunca havia sido confrontado antes com o tamanho de sua fama!
Com a Mutual Films Chaplin teria além de um ótimo salário e pagamentos em geral, total controle da parte artística de seus filmes. Diante da repercussão de seu contrato e dos grandes valores envolvidos, ele decidiu escrever uma carta ao público, para ser publicada nos principais jornais da América. Nela Chaplin explicava que o dinheiro não era o mais importante. Que assinar contratos era uma coisa séria e que ele preferia se focar apenas no humor, na diversão. Também avisou aos fãs que iria se empenhar muito em fazer os melhores filmes que pudesse, para que todos dessem muitas risadas no cinema.
A parceria de Chaplin com a Mutual também transformou a arte de fazer filmes em indústria de massa. A Mutual era uma companhia aberta, com acionistas e mentalidade de empresa grande. Eles estimaram que iriam recuperar o investimento em poucos meses e estavam certos. Também separaram os departamentos de arte, que seriam controlados por artistas, da parte financeira. Antes disso os estúdios misturavam tudo, causando tensões entre executivos e atores, diretores, etc. Com isso Charles Chaplin acabou transformando o cinema em um ramo milionário, um mercado para grandes investimentos e lucro.
Pablo Aluísio.
E foi justamente na viagem até Nova Iorque, para receber Sydney, que Charles Chaplin tomou conhecimento de sua grande popularidade. O jornal informou ao público que o comediante estaria na estação no dia seguinte. Quando Chaplin chegou por lá encontrou uma verdadeira multidão lhe esperando, para sua grande surpresa. Ele nunca havia sido confrontado antes com o tamanho de sua fama!
Com a Mutual Films Chaplin teria além de um ótimo salário e pagamentos em geral, total controle da parte artística de seus filmes. Diante da repercussão de seu contrato e dos grandes valores envolvidos, ele decidiu escrever uma carta ao público, para ser publicada nos principais jornais da América. Nela Chaplin explicava que o dinheiro não era o mais importante. Que assinar contratos era uma coisa séria e que ele preferia se focar apenas no humor, na diversão. Também avisou aos fãs que iria se empenhar muito em fazer os melhores filmes que pudesse, para que todos dessem muitas risadas no cinema.
A parceria de Chaplin com a Mutual também transformou a arte de fazer filmes em indústria de massa. A Mutual era uma companhia aberta, com acionistas e mentalidade de empresa grande. Eles estimaram que iriam recuperar o investimento em poucos meses e estavam certos. Também separaram os departamentos de arte, que seriam controlados por artistas, da parte financeira. Antes disso os estúdios misturavam tudo, causando tensões entre executivos e atores, diretores, etc. Com isso Charles Chaplin acabou transformando o cinema em um ramo milionário, um mercado para grandes investimentos e lucro.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Na Noite do Passado
O filme, Na Noite do Passado (Random Harvest - 1942) conta a triste história do oficial inglês Charles Rainier (Ronald Colman - 1891-1958) que foi achado desacordado dentro de uma trincheira durante a Primeira Guerra Mundial. Charles é internado como um indigente e sofrendo de amnésia num sanatório numa pequena cidade da Inglaterra. Sem lembrar sequer do próprio nome, e de mais nada, Charles vive sozinho, afastado da família e dos amigos. Porém, a sua vida começa a mudar quando numa determinada noite de bruma espessa, o oficial foge do sanatório e vaga sem rumo pelas ruas, alheio aos festejos sobre o fim da guerra. Após andar por muito tempo, sem rumo e sem entender o que está acontecendo, Charles entra numa tabacaria e conhece a bela dançarina Paula Ridgeway (Greer Garson 1904 -1996). A partir desse encontro, e por essas coincidências da vida, Paula apaixona-se por Charles e larga a carreira de dançarina. Os dois se casam e resolvem levar uma vida simples num lugarejo no interior da Inglaterra.Dirigido por Mervin LeRoy (Quo Vadis) o longa tem um roteiro fundado no drama, no saudosismo e nas consequências devastadoras que a amnésia pode causar ao ser humano. O véu que deixa transparecer o preto enevoado e o branco lúgubre da fotografia parece tornar ainda mais difícil e tortuoso o caminho de Charles em busca de sua verdadeira história pessoal. No discorrer da história, as bruscas mudanças no destino do oficial, aumentam a tristeza, a saudade e a melancolia de Paula. O final é instigante e emocionante. Destaque para a dupla dos astros ingleses Ronald Colman (que na vida real, lutou na Primeira Guerra pelo exército inglês) e a linda atriz Greer Garson, que roubam o filme, transformando em coadjuvante o restante de um bom elenco. Um ótimo filme. Nota 9
Na Noite do Passado (Random Harvest, EUA, 1942) Direção: Mervyn LeRoy / Roteiro: Claudine West, George Froeschel / Elenco: Ronald Colman, Greer Garson, Philip Dorn / Sinopse: O filme narra a triste história do oficial inglês Charles Rainier (Ronald Colman - 1891-1958) que foi achado desacordado dentro de uma trincheira durante a Primeira Guerra Mundial. Charles é internado como um indigente e sofrendo de amnésia num sanatório numa pequena cidade da Inglaterra. Sem lembrar sequer do próprio nome, e de mais nada, Charles vive sozinho, afastado da família e dos amigos.
Telmo Vilela Jr.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Ben-Hur
Com a morte do chefão Louis B. Mayer em 1957, a toda poderosa MGM (Metro Goldwyn Mayer) encontrava-se com graves problemas financeiros. Depois de uma sucessão de reuniões na tentativa de salvar o famoso estúdio da falência, os executivos, quase em uníssono, decidiram que só havia um caminho para a salvação: a realização de um drama, épico, religioso e grandioso que entrasse para sempre para a história do cinema e de quebra alavancasse financeiramente o famoso estúdio. O nome deste épico: Ben-Hur. Ou seja, a refilmagem do clássico que a própria MGM havia produzido em 1925. Início de 1958. Depois de escolhido o filme, restava ao produtor Sam Zimbalist a escolha da equipe técnica. Para a direção, o alemão William Wyler foi o escolhido, pois, além de já pertencer à MGM, Wyler era amigo pessoal de Zimbalist e dirigiria seu primeiro épico na carreira. Para o papel principal de Judah Ben-Hur, a primeira escolha de Zimbalist recaiu sobre Burt Lancaster, mas o famoso astro recusou o papel por ser ateu e não concordar em divulgar textos sagrados dos quais ele não acreditava. Marlon Brando também o recusou.
Coube então ao diretor WilliamWyler escolher pessoalmente aquele que encarnaria o famoso príncipe judeu; a escolha foi direta no nome de Charlton Heston. Wyler que havia acabado de dirigir Heston no Western, "Da Terra Nascem os Homens", disse ter ficado impressionado, dois anos antes, com a performance do astro no histórico papel de Moisés em Os Dez Mandamentos. Para viver o tribuno romano, Messala, Rock Hudson foi convidado, mas também recusou. O papel então foi parar nas mãos do ator irlandês e de pouca expressão: Stephen Boyd. Para compor toda a trilha sonora, a MGM resolveu utilizar seu próprio compositor que estava sob contrato desde 1948: o húngaro, "oscarizado", Miklos Rozsa, o mesmo que oito anos antes havia composto a trilha sonora para "Quo Vadis". Pouco antes de começar as filmagens e para ganhar inspiração especial, Rozsa ficou em Roma durante trinta dias meditando em meio às ruínas históricas e dentro do Coliseu. O resultado foi arrebatador: Rozsa construiu uma trilha sonora exuberante que vai de acordes celestiais e angelicais, até os retumbantes compassos marciais das Legiões Romanas.
Baseado no livro "Ben-Hur - A Tale Of The Christ" - escrito em 1880 pelo General (ateu) Lew Wallace, o longa foi rodado nos gigantescos Estúdios Cinecittà em Roma, no período de nove meses. A história tem início em 26 do Anno Domini ou Ano do Senhor e conta a saga de Judah Ben-Hur (Charlton Heston) um rico comerciante judeu, chefe da Casa de Hur, que vive uma vida abastada dentro de uma relativa paz, junto de sua mãe e de sua irmã, na região de Jerusalém ocupada há mais de um século pelo Império Romano. O destino de Ben-Hur e sua pequena família começa a mudar quando chega à cidade o novo tribuno romano de nome Messala (Stephen Boyd). Ben-Hur e Messala são velhos amigos de infância e após muitos anos de separação os dois se reencontram. O início do encontro é amigável e cheio de saudosismo. Tanto Ben-Hur quanto Messala se divertem lembrando dos velhos tempos de infância. Mas com o tempo a conversa animada toma outro rumo e as enormes diferenças entre um tribuno romano e um judeu começam a aparecer, colocando cada um em seu devido lugar. Ben-Hur, fiel a seu povo, recusa-se veementemente a entregar para Messala os judeus que conspiram contra as Legiões Romanas. O tribuno, sentindo-se traído e ofendido, declara guerra ao velho amigo e grita a plenos pulmões que agora estão de lados opostos. Algum tempo depois, Jerusalém recebe um novo governador, Gratus. O novo governador é rebido na entrada da cidade por Messala e seus soldados romanos. Com a garantia de Messala, Gratus cavalga lentamente escoltado pela tropa romana de Messala rumo ao palácio. Ao mesmo tempo, Ben-Hur e sua irmã Tirzah (Cathy O’Donnell) se posicionam na cobertura de casa para apreciar melhor a entrada do novo mandatário romano.
No entanto, por uma extrema infelicidade, Tirzah apoia-se numa telha solta, fazendo com que a mesma despenque e caia em cima do governador. Messala fica possesso e junto com sua guarda romana invade a casa de Ben-Hur para punir os culpados. Ben-Hur assume toda a culpa, mas afirma que foi apenas um acidente e que não houve a intenção de um atentado contra o governador, mas Messala não quer saber e manda prender Ben-Hur, sua irmã Tirzah e sua mãe Miriam. Finalmente o dia da vingança de Messala havia chegado; mesmo sabendo que Ben-Hur e sua família são inocentes e que o governador está bem. Depois de prender Ben-Hur e sua família, o tribuno romano condena o judeu ao trabalho perpétuo como remador nas galés romanas, além de condenar Miriam e Tirzah às masmorras dos leprosos. Enquanto caminha pelo deserto com outros escravos rumo às Galés, Ben-Hur cai no chão implorando por água, que é negada pelo centurião. Neste momento, Jesus, no primeiro momento de epifania do clássico, aparece diante de Ben-Hur, dá-lhe bastante água, além de lavar o seu rosto. O judeu, quase não acreditando no pequeno milagre, agradece ao mestre e jura nunca mais esquecer aquele gesto. Depois de dois anos sofrendo nas galés romanas, o vento do destino finalmente passa a soprar a favor de Ben-Hur e, por obra de um verdadeiro milagre, o príncipe judeu consegue escapar da escravidão romana nas galés e retornar à sua terra natal para uma vingança espetacular contra o tribuno déspota, Messala.
Ben-Hur foi consagrado por público e crítica logo em seu lançamento. Vencedor de onze prêmios da Academia entre eles melhor filme, Direção (William Wyler), Ator (Charlton Heston), Ator Coadjuvante (Hugh Griffith), Fotografia, Efeitos Especiais e Trilha Sonora. Curiosamente não levou o prêmio de melhor roteiro adaptado (a única indicação que não se confirmou em prêmio). Já no Globo de Ouro levou mais três premiações de melhor filme, direção e ator (só que dessa vez o premiado foi Stephen Boyd). O filme é certamente um espetáculo aos olhos, mostrando o melhor do cinema na época, merecendo todos os prêmios recebidos. Algumas de suas seqüências até hoje se mostram marcantes e impecáveis como a corrida de bigas e os conflitos envolvendo as tropas romanas. Como o filme entrou definitivamente na história da arte cinematográfica acabou gerando várias outras versões, que foram realizadas anos após seu arrebatador sucesso. Em 2003 virou animação com participação de Charlton Heston, cuja voz do filme original foi reaproveitada em seu personagem. Em 2010 virou série de TV e agora em 2013 surge na Broadway em peça musical de sucesso. Pelo visto a saga segue em frente, dominando outras mídias e linguagens. Sem dúvida uma prova definitiva da imortalidade dessa estória muito cativante e marcante que até hoje impressiona por sua beleza e grandiosidade. Ben-Hur é definitivamente um marco único na história do cinema mundial. Simplesmente essencial.
Ben-Hur (Ben-Hur, Estados Unidos, 1959) Direção: William Wyler / Roteiro: Karl Tunberg baseado no romance escrito por Lew Wallace / Elenco: Charlton Heston, Jack Hawkins, Stephen Boyd, Haya Harareet / Sinopse: O filme narra a vida de Judah Ben-Hur (Charlton Heston), judeu que vive os horrores da dominação do Império Romano.
Telmo Vilela Jr e Pablo Aluísio.
Coube então ao diretor WilliamWyler escolher pessoalmente aquele que encarnaria o famoso príncipe judeu; a escolha foi direta no nome de Charlton Heston. Wyler que havia acabado de dirigir Heston no Western, "Da Terra Nascem os Homens", disse ter ficado impressionado, dois anos antes, com a performance do astro no histórico papel de Moisés em Os Dez Mandamentos. Para viver o tribuno romano, Messala, Rock Hudson foi convidado, mas também recusou. O papel então foi parar nas mãos do ator irlandês e de pouca expressão: Stephen Boyd. Para compor toda a trilha sonora, a MGM resolveu utilizar seu próprio compositor que estava sob contrato desde 1948: o húngaro, "oscarizado", Miklos Rozsa, o mesmo que oito anos antes havia composto a trilha sonora para "Quo Vadis". Pouco antes de começar as filmagens e para ganhar inspiração especial, Rozsa ficou em Roma durante trinta dias meditando em meio às ruínas históricas e dentro do Coliseu. O resultado foi arrebatador: Rozsa construiu uma trilha sonora exuberante que vai de acordes celestiais e angelicais, até os retumbantes compassos marciais das Legiões Romanas.
Baseado no livro "Ben-Hur - A Tale Of The Christ" - escrito em 1880 pelo General (ateu) Lew Wallace, o longa foi rodado nos gigantescos Estúdios Cinecittà em Roma, no período de nove meses. A história tem início em 26 do Anno Domini ou Ano do Senhor e conta a saga de Judah Ben-Hur (Charlton Heston) um rico comerciante judeu, chefe da Casa de Hur, que vive uma vida abastada dentro de uma relativa paz, junto de sua mãe e de sua irmã, na região de Jerusalém ocupada há mais de um século pelo Império Romano. O destino de Ben-Hur e sua pequena família começa a mudar quando chega à cidade o novo tribuno romano de nome Messala (Stephen Boyd). Ben-Hur e Messala são velhos amigos de infância e após muitos anos de separação os dois se reencontram. O início do encontro é amigável e cheio de saudosismo. Tanto Ben-Hur quanto Messala se divertem lembrando dos velhos tempos de infância. Mas com o tempo a conversa animada toma outro rumo e as enormes diferenças entre um tribuno romano e um judeu começam a aparecer, colocando cada um em seu devido lugar. Ben-Hur, fiel a seu povo, recusa-se veementemente a entregar para Messala os judeus que conspiram contra as Legiões Romanas. O tribuno, sentindo-se traído e ofendido, declara guerra ao velho amigo e grita a plenos pulmões que agora estão de lados opostos. Algum tempo depois, Jerusalém recebe um novo governador, Gratus. O novo governador é rebido na entrada da cidade por Messala e seus soldados romanos. Com a garantia de Messala, Gratus cavalga lentamente escoltado pela tropa romana de Messala rumo ao palácio. Ao mesmo tempo, Ben-Hur e sua irmã Tirzah (Cathy O’Donnell) se posicionam na cobertura de casa para apreciar melhor a entrada do novo mandatário romano.
No entanto, por uma extrema infelicidade, Tirzah apoia-se numa telha solta, fazendo com que a mesma despenque e caia em cima do governador. Messala fica possesso e junto com sua guarda romana invade a casa de Ben-Hur para punir os culpados. Ben-Hur assume toda a culpa, mas afirma que foi apenas um acidente e que não houve a intenção de um atentado contra o governador, mas Messala não quer saber e manda prender Ben-Hur, sua irmã Tirzah e sua mãe Miriam. Finalmente o dia da vingança de Messala havia chegado; mesmo sabendo que Ben-Hur e sua família são inocentes e que o governador está bem. Depois de prender Ben-Hur e sua família, o tribuno romano condena o judeu ao trabalho perpétuo como remador nas galés romanas, além de condenar Miriam e Tirzah às masmorras dos leprosos. Enquanto caminha pelo deserto com outros escravos rumo às Galés, Ben-Hur cai no chão implorando por água, que é negada pelo centurião. Neste momento, Jesus, no primeiro momento de epifania do clássico, aparece diante de Ben-Hur, dá-lhe bastante água, além de lavar o seu rosto. O judeu, quase não acreditando no pequeno milagre, agradece ao mestre e jura nunca mais esquecer aquele gesto. Depois de dois anos sofrendo nas galés romanas, o vento do destino finalmente passa a soprar a favor de Ben-Hur e, por obra de um verdadeiro milagre, o príncipe judeu consegue escapar da escravidão romana nas galés e retornar à sua terra natal para uma vingança espetacular contra o tribuno déspota, Messala.
Ben-Hur foi consagrado por público e crítica logo em seu lançamento. Vencedor de onze prêmios da Academia entre eles melhor filme, Direção (William Wyler), Ator (Charlton Heston), Ator Coadjuvante (Hugh Griffith), Fotografia, Efeitos Especiais e Trilha Sonora. Curiosamente não levou o prêmio de melhor roteiro adaptado (a única indicação que não se confirmou em prêmio). Já no Globo de Ouro levou mais três premiações de melhor filme, direção e ator (só que dessa vez o premiado foi Stephen Boyd). O filme é certamente um espetáculo aos olhos, mostrando o melhor do cinema na época, merecendo todos os prêmios recebidos. Algumas de suas seqüências até hoje se mostram marcantes e impecáveis como a corrida de bigas e os conflitos envolvendo as tropas romanas. Como o filme entrou definitivamente na história da arte cinematográfica acabou gerando várias outras versões, que foram realizadas anos após seu arrebatador sucesso. Em 2003 virou animação com participação de Charlton Heston, cuja voz do filme original foi reaproveitada em seu personagem. Em 2010 virou série de TV e agora em 2013 surge na Broadway em peça musical de sucesso. Pelo visto a saga segue em frente, dominando outras mídias e linguagens. Sem dúvida uma prova definitiva da imortalidade dessa estória muito cativante e marcante que até hoje impressiona por sua beleza e grandiosidade. Ben-Hur é definitivamente um marco único na história do cinema mundial. Simplesmente essencial.
Ben-Hur (Ben-Hur, Estados Unidos, 1959) Direção: William Wyler / Roteiro: Karl Tunberg baseado no romance escrito por Lew Wallace / Elenco: Charlton Heston, Jack Hawkins, Stephen Boyd, Haya Harareet / Sinopse: O filme narra a vida de Judah Ben-Hur (Charlton Heston), judeu que vive os horrores da dominação do Império Romano.
Telmo Vilela Jr e Pablo Aluísio.
O Pagador de Promessas
Título no Brasil: O Pagador de Promessas
Título Original: O Pagador de Promessas
Ano de Produção: 1962
País: Brasil
Estúdio: Cinedistri
Direção: Anselmo Duarte
Roteiro: Anselmo Duarte, Dias Gomes
Elenco: Leonardo Villar, Glória Menezes, Dionísio Azevedo, Norma Bengell, Othon Bastos, Roberto Ferreira
Sinopse:
Após ter uma graça alcançada, o humilde e sincero Zé do Burro (Leonardo Villar) parte para cumprir sua promessa. Ela havia prometido levar uma grande cruz pesada de madeira para o altar da Igreja, mas seus planos são interrompidos por um padre insensível que o impede de cumprir sua promessa religiosa. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro. Vencedor da Palma de Ouro no Cannes Film Festival.
Comentários:
Ontem tivemos a triste notícia da morte do ator Leonardo Villar. Ele protagonizou esse que muito provavelmente foi o filme mais importante da história do cinema brasileiro. Estou me referindo obviamente ao clássico "O Pagador de Promessas". Foi o único filme da história do nosso cinema nacional que venceu a Palma de Ouro em Cannes. Um feito extraordinário. E a força dessa obra de arte veio não apenas de seu maravilhoso texto original, escrito pelo talentoso e genial Dias Gomes, como também pelo ótima direção do subestimado Anselmo Duarte e do elenco, com especial reverência ao próprio Leonardo Villar que teve aqui o papel de sua vida, o personagem que definiu toda a sua carreira artística. Ser consagrado em Cannes foi mera consequência de um trabalho brilhante por parte de todos os envolvidos. Além disso trouxe de volta para o centro da discussão a delicada questão sobre a dualidade entre um catolicismo popular, sincero, de muita fé, em contraponto a um catolicismo oficial, burocrático e muitas vezes insensível. Enfim, uma obra de arte cinematográfica pela qual todos os brasileiros devem ter o maior orgulho. Um momento ímpar da história de nossa arte visual. O auge da cinematografia brasileira.
Pablo Aluísio.
Título Original: O Pagador de Promessas
Ano de Produção: 1962
País: Brasil
Estúdio: Cinedistri
Direção: Anselmo Duarte
Roteiro: Anselmo Duarte, Dias Gomes
Elenco: Leonardo Villar, Glória Menezes, Dionísio Azevedo, Norma Bengell, Othon Bastos, Roberto Ferreira
Sinopse:
Após ter uma graça alcançada, o humilde e sincero Zé do Burro (Leonardo Villar) parte para cumprir sua promessa. Ela havia prometido levar uma grande cruz pesada de madeira para o altar da Igreja, mas seus planos são interrompidos por um padre insensível que o impede de cumprir sua promessa religiosa. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro. Vencedor da Palma de Ouro no Cannes Film Festival.
Comentários:
Ontem tivemos a triste notícia da morte do ator Leonardo Villar. Ele protagonizou esse que muito provavelmente foi o filme mais importante da história do cinema brasileiro. Estou me referindo obviamente ao clássico "O Pagador de Promessas". Foi o único filme da história do nosso cinema nacional que venceu a Palma de Ouro em Cannes. Um feito extraordinário. E a força dessa obra de arte veio não apenas de seu maravilhoso texto original, escrito pelo talentoso e genial Dias Gomes, como também pelo ótima direção do subestimado Anselmo Duarte e do elenco, com especial reverência ao próprio Leonardo Villar que teve aqui o papel de sua vida, o personagem que definiu toda a sua carreira artística. Ser consagrado em Cannes foi mera consequência de um trabalho brilhante por parte de todos os envolvidos. Além disso trouxe de volta para o centro da discussão a delicada questão sobre a dualidade entre um catolicismo popular, sincero, de muita fé, em contraponto a um catolicismo oficial, burocrático e muitas vezes insensível. Enfim, uma obra de arte cinematográfica pela qual todos os brasileiros devem ter o maior orgulho. Um momento ímpar da história de nossa arte visual. O auge da cinematografia brasileira.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Robin Hood
Título no Brasil: Robin Hood
Título Original: Robin Hood
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio: Walt Disney Studios
Direção: Wolfgang Reitherman, David Hand
Roteiro: Larry Clemmons, Ken Anderson
Elenco: Brian Bedford, Phil Harris, Roger Miller, Brian Bedford, Monica Evans, Phil Harris
Sinopse:
Robin Hood é uma esperta raposa que luta contra as injustiças da floresta. Ele forma um grupo de alegres salteadores como ele e começa a viver de acordo com o lema "Roubar dos ricos para dar aos pobres", o que obviamente vai lhe trazer muitos problemas, inclusive com o Xerife de Nottingham, um lobo perigoso.
Comentários:
Com a morte de Walt Disney seu amado estúdio entrou em uma longa crise artística. Era algo esperado porque não se podia mais contar com a genialidade de seu fundador. Assim foram anos e anos sem um grande sucesso de animação nos cinemas. Esse período iria ficar conhecido como a "Era de Bronze" dos estúdios Disney. Agora algo que se teve louvar é que mesmo sem o comando de Disney, que olhava todos os mínimos detalhes das animações, os animadores veteranos do estúdio seguiram em frente em seus sonhos de lançar pelo menos uma animação por ano nos cinemas. Esse "Robin Hood" faz parte dessa fase complicada da companhia. Os filmes já não faziam muito sucesso de bilheteria e nem chamavam a atenção, mas todos estavam empenhados em levar em frente os planos originais de Disney. Esse aqui não é tão bom e nem tão criativo, mas mantém o interesse e a qualidade que sempre foi a marca registrada do selo Disney. Hoje meio esquecido, esse longe merece ser redescoberto. Uma animação bem tradicional que tentava manter Disney vivo através da arte de seus criadores.
Pablo Aluísio.
Título Original: Robin Hood
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio: Walt Disney Studios
Direção: Wolfgang Reitherman, David Hand
Roteiro: Larry Clemmons, Ken Anderson
Elenco: Brian Bedford, Phil Harris, Roger Miller, Brian Bedford, Monica Evans, Phil Harris
Sinopse:
Robin Hood é uma esperta raposa que luta contra as injustiças da floresta. Ele forma um grupo de alegres salteadores como ele e começa a viver de acordo com o lema "Roubar dos ricos para dar aos pobres", o que obviamente vai lhe trazer muitos problemas, inclusive com o Xerife de Nottingham, um lobo perigoso.
Comentários:
Com a morte de Walt Disney seu amado estúdio entrou em uma longa crise artística. Era algo esperado porque não se podia mais contar com a genialidade de seu fundador. Assim foram anos e anos sem um grande sucesso de animação nos cinemas. Esse período iria ficar conhecido como a "Era de Bronze" dos estúdios Disney. Agora algo que se teve louvar é que mesmo sem o comando de Disney, que olhava todos os mínimos detalhes das animações, os animadores veteranos do estúdio seguiram em frente em seus sonhos de lançar pelo menos uma animação por ano nos cinemas. Esse "Robin Hood" faz parte dessa fase complicada da companhia. Os filmes já não faziam muito sucesso de bilheteria e nem chamavam a atenção, mas todos estavam empenhados em levar em frente os planos originais de Disney. Esse aqui não é tão bom e nem tão criativo, mas mantém o interesse e a qualidade que sempre foi a marca registrada do selo Disney. Hoje meio esquecido, esse longe merece ser redescoberto. Uma animação bem tradicional que tentava manter Disney vivo através da arte de seus criadores.
Pablo Aluísio.
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Sangue por Glória
Título no Brasil: Sangue por Glória
Título Original: What Price Glory
Ano de Produção: 1952
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: John Ford
Roteiro: Phoebe Ephron, Henry Ephron
Elenco: James Cagney, Corinne Calvet, Dan Dailey, William Demarest, Craig Hill, Robert Wagner
Sinopse:
Durante a Primeira Guerra Mundial, dois militares americanos servindo na França, o Capitão Flagg (James Cagney) e o Sargento Quirt (Dan Dailey), disputam o amor de uma bela francesa chamada Charmaine (Corinne Calvet). Ela é a filha do dono da taverna, tem bela voz e encanta a todos que a conhecem.
Comentários:
O fato do filme ser ambientado na Primeira Guerra Mundial, ser dirigido por John Ford e contar com James Cagney no elenco, pode levar algum cinéfilo a pensar que se trata de um daqueles épicos filmes de guerra do passado. Ainda mais com esse título pomposo de "Sangue por Glória". Não se trata disso. Não pense que vai encontrar grandes batalhas e grandes cenas de heroísmo. O filme, por mais incrível que isso possa parecer, está mais para comédia romântica. Tem música, cenas divertidas e personagens bem caricatos. O poster original do filme aliás entrega parte disso, é só prestar bem atenção. O tom é leve, embora de vez em quando (muito de vez em quando) mostre algum campo de batalha. James Cagney inclusive está muito bem em um tipo de papel que não era o seu habitual. O seu Capitão é do tipo nervosinho, mas que não dispenha uma boa garrafa de vinho francês. Na cena final, quando ele surge bêbado, o ator bem demonstra essa sua veia cômica. É um bom filme, mas o espectador precisa estar no clima certo. Se alguém for esperando um grande filme de guerra, com longas batalhas e cenas de ação, vai obviamente se decepcionar. Caso contrário, se quiser dar algumas boas risadas, então é o tipo ideal de programa para ver.
Pablo Aluísio.
Título Original: What Price Glory
Ano de Produção: 1952
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: John Ford
Roteiro: Phoebe Ephron, Henry Ephron
Elenco: James Cagney, Corinne Calvet, Dan Dailey, William Demarest, Craig Hill, Robert Wagner
Sinopse:
Durante a Primeira Guerra Mundial, dois militares americanos servindo na França, o Capitão Flagg (James Cagney) e o Sargento Quirt (Dan Dailey), disputam o amor de uma bela francesa chamada Charmaine (Corinne Calvet). Ela é a filha do dono da taverna, tem bela voz e encanta a todos que a conhecem.
Comentários:
O fato do filme ser ambientado na Primeira Guerra Mundial, ser dirigido por John Ford e contar com James Cagney no elenco, pode levar algum cinéfilo a pensar que se trata de um daqueles épicos filmes de guerra do passado. Ainda mais com esse título pomposo de "Sangue por Glória". Não se trata disso. Não pense que vai encontrar grandes batalhas e grandes cenas de heroísmo. O filme, por mais incrível que isso possa parecer, está mais para comédia romântica. Tem música, cenas divertidas e personagens bem caricatos. O poster original do filme aliás entrega parte disso, é só prestar bem atenção. O tom é leve, embora de vez em quando (muito de vez em quando) mostre algum campo de batalha. James Cagney inclusive está muito bem em um tipo de papel que não era o seu habitual. O seu Capitão é do tipo nervosinho, mas que não dispenha uma boa garrafa de vinho francês. Na cena final, quando ele surge bêbado, o ator bem demonstra essa sua veia cômica. É um bom filme, mas o espectador precisa estar no clima certo. Se alguém for esperando um grande filme de guerra, com longas batalhas e cenas de ação, vai obviamente se decepcionar. Caso contrário, se quiser dar algumas boas risadas, então é o tipo ideal de programa para ver.
Pablo Aluísio.
Carlitos Bombeiro
Título no Brasil: Carlitos Bombeiro
Título Original: The Fireman
Ano de Produção: 1916
País: Estados Unidos
Estúdio: Mutual Film
Direção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin, Vincent Bryan
Elenco: Charles Chaplin, Edna Purviance, Lloyd Bacon, Eric Campbell, Leo White, James T. Kelley
Sinopse:
Carlitos (Charles Chaplin) arranja um novo emprego no corpo de bombeiros da cidade. Tudo começa bem calmo, mas logo se transforma em caos quando ele e seus companheiros precisam apagar um grande incêndio em uma casa. E quem poderia imaginar que ele iria encontrar o grande amor de sua vida nessa tragédia?
Comentários:
Depois do sucesso de seus primeiros filmes Chaplin finalmente pôde colocar em prática suas ideias de humor físico mais bem elaborado. Agora ele pedia ao estúdio não apenas um grande elenco de apoio, com coadjuvantes e extras, etc, mas também cenários muito bem elaborados. Para esse filme Chaplin pediu duas casas para incendiar, além de acesso sem restrições ao quartel do corpo de bombeiros de Los Angeles, dois pedidos que foram aceitos, não sem grande sacríficio. Os bombeiros adoravam Chaplin e não se recusaram a aparecerem no filme. Até porque foi necessário mesmo a presença deles por causa das casas pegando fogo - e de verdade! O filme é muito divertido, como era de se esperar. Com 24 minutos de duração, o que hoje em dia seria considerado um curta-metragem, foi também um dos últimos filmes de Chaplin em que ele investiu basicamente no humor físico, sem desenvolver muito os personagens, algo que em breve iria acontecer.
Pablo Aluísio.
Título Original: The Fireman
Ano de Produção: 1916
País: Estados Unidos
Estúdio: Mutual Film
Direção: Charles Chaplin
Roteiro: Charles Chaplin, Vincent Bryan
Elenco: Charles Chaplin, Edna Purviance, Lloyd Bacon, Eric Campbell, Leo White, James T. Kelley
Sinopse:
Carlitos (Charles Chaplin) arranja um novo emprego no corpo de bombeiros da cidade. Tudo começa bem calmo, mas logo se transforma em caos quando ele e seus companheiros precisam apagar um grande incêndio em uma casa. E quem poderia imaginar que ele iria encontrar o grande amor de sua vida nessa tragédia?
Comentários:
Depois do sucesso de seus primeiros filmes Chaplin finalmente pôde colocar em prática suas ideias de humor físico mais bem elaborado. Agora ele pedia ao estúdio não apenas um grande elenco de apoio, com coadjuvantes e extras, etc, mas também cenários muito bem elaborados. Para esse filme Chaplin pediu duas casas para incendiar, além de acesso sem restrições ao quartel do corpo de bombeiros de Los Angeles, dois pedidos que foram aceitos, não sem grande sacríficio. Os bombeiros adoravam Chaplin e não se recusaram a aparecerem no filme. Até porque foi necessário mesmo a presença deles por causa das casas pegando fogo - e de verdade! O filme é muito divertido, como era de se esperar. Com 24 minutos de duração, o que hoje em dia seria considerado um curta-metragem, foi também um dos últimos filmes de Chaplin em que ele investiu basicamente no humor físico, sem desenvolver muito os personagens, algo que em breve iria acontecer.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Conspiração Do Silêncio
Construído em cima do roteiro espetacular de Millard Kaufman, o clássico "Conspiração do Silêncio" (Bad Day at Black Rock - 1955) é um filme acima da média e de valores e gêneros agregados, como: western, suspense e drama. O elenco é estelar e encabeçado por nada menos que Spencer Tracy, Robert Ryan, Ernest Borgnine e Lee Marvin. Cabe ao próprio Tracy a tarefa de roubar as cenas (ou quase todas) no papel de John MacReed, um ex-combatente da Segunda Guerra e deficiente físico (ele não tem um dos braços). O longa começa com MacReed desembarcando de trem, na árida, calorenta e praticamente inóspita cidade de Black Rock. Reed, chega com apenas uma mala e uma missão: entregar a um nipo-americano de nome Komako, a Medalha de Mérito que pertenceu a seu filho, morto em batalha na guerra. Para MacReed, encontrar Komako e devolver-lhe a medalha era uma questão de honra, pois o filho do japonês havia morrido para salvar a sua vida. Mas o que o forasteiro não contava, era com o clima extremamente hostil e criminoso dos habitantes da pequena cidade. Liderados pelo brutamontes, Reno Smith (Robert Ryan) e seu braço direito, Coley Trimble (Ernest Borgnine) a turba de capangas faz de tudo para atrapalhar o ex-combatente em sua busca. O filme vai crescendo em tensão na medida em que MacReed vai ficando mais perto da verdade. Numa cena fantástica e rara para os filmes de Hollywood na época, Reed enfrenta Coley Trimble num bar aplicando-lhe golpes de Jiu-Jitsu. Uma homenagem ao filho japonês de Komako.A busca por Komako se arrasta, e o calor seco e insuportável da cidadezinha se contrapõe ao gelo e a insanidade de Reno e seus capangas. A inquietação crescente de MacReed confronta-se com a violência surda e muda de uma cidade que não ouve e também não lhe dá uma resposta sequer. O silêncio monstruoso dos habitantes é intransponível. É a piscina lamacenta que Reed tem que atravessar para tentar lavar a sua alma agradecida. O tempo vai passando e o binômio que rege o filme, silêncio-segredo, dá lugar as vicissitudes de um roteiro primoroso que aos poucos vai transformando, o até então desacreditado, Reed num organismo furioso e vingativo empurrando-o para um inexorável confronto, violento e explosivo com Reno e a bandidagem da cidade. O filme, pouco conhecido no Brasil, é uma jóia rara e, com toda a certeza, o maior papel da carreira do excepcional Spencer Tracy e um dos melhores dirigidos pelo ótimo John Sturges. Foi também o primeiro filme da Metro a ser rodado no formato Widescreen. A dupla, Tracy e Sturges, voltaria a fazer sucesso no clássico "O Velho e o Mar" (1958). Outra curiosidade é que o primeiro filme da série Rambo. "Rambo, Programado para Matar" (1982), teve como inspiração, o roteiro de Conspiração do Silêncio. Nota 10
Conspiração do Silêncio (Bad Day at Black Rock, EUA, 1955) Direção: John Sturges / Roteiro: Millard Kaufman, Don McGuire / Elenco: Spencer Tracy, Robert Ryan, Anne Francis, Dean Jagger, Ernest Borgnine, Lee Marvin / Sinopse: Jonh MacReed (Spencer Tracy) é um veterano da II Guerra Mundial que vai até uma distante cidade chamada Black Rock para entregar a medalha do mérito a um pai cujo filho foi morto em combate.
Telmo Vilela Jr.
sábado, 27 de janeiro de 2007
Cinema Clássico - Marilyn Monroe
Qual era a altura de Marilyn Monroe?
A deusa do cinema media exatamente 1,68 m. Uma altura perfeita porque a deixava na média alta das mulheres americanas. Não era baixinha, tampouco alta demais para estragar sua feminilidade. E tinha aquelas longas pernas que fizeram muito sucesso nas telas de cinema!
Pablo Aluísio.
Assinar:
Postagens (Atom)









