sábado, 1 de março de 2003

Crônicas do Cinema Adulto - Parte 2

Nina Hartley
Nina atualmente tem 62 anos de idade! É a mais veterana entre todas as estrelas pornôs. E está na ativa - quando não faz filmes, faz shows na CAM, onde conversa com os admiradores, transa e se masturba. Ela é um exemplo de vida sexual longa. Aqui vai um pequeno resumo dessa pequena pornstar que tem um bumbum gigante e perfeito

Nina Hartley nasceu Marie Louise Hartman em 11 de março de 1959, em Berkeley, Califórnia. Depois de se formar na Berkeley High School em 1977, Nina frequentou a escola de graduação em enfermagem da San Francisco State University e se formou em 1985. Sua carreira na indústria do entretenimento adulto começou quando ela estava no segundo ano da escola de enfermagem, quando começou a trabalhar como stripper no Mitchell Brothers O'Farrell Theatre em San Francisco.

Sua estreia no cinema adulto veio em Educating Nina (1984), que foi produzido e dirigido pela veterana estrela pornô Juliet Anderson, mais conhecida como "Tia Peg". Em 1997, Nina apareceu em Boogie Nights: Prazer Sem Limites (1997) interpretando a esposa em série infiel de William H. Macy. Como se pode perceber temos aqui uma mulher livre, leve e solta, liberal, que não se importa com o que dizem dela. Ela é apenas Livre e isso é tudo!

Eu conhecia a Nina Hartley nos anos 1980. O curioso é que já naquela época ela era considerada uma veterana. Seus filmes mais convencionais faziam sucesso, mas ela ficou famosa mesmo no Brasil  por causa de uma série de filmes que fez com o John Stagliano, diretor que assumiu o codinome de Buttman. Nina surgia como coadjuvante nessas produções, mas costumava roubar as cenas, principalmente quando surgia bronzeada, com seu fio-dental ousado (coisa rara entre americanas). Ficou bem famosa a cena que rodou ao lado de um brasileiro (se minha memória não me engana, um tal de Felipe). Enfim, eis aí um verdadeiro símbolo do cinema adulto dos Estados Unidos.

Pablo Aluísio. 

Crônicas do Cinema Adulto - Parte 1

A Morte de Savannah - Depois dela surgiram diversas pornstars com o mesmo nome, por isso gosto de dizer que ela foi a Savannah original. O nome real dela era Shannon Michelle Wilsey. Uma linda garota nascida em Mission Viejo, California, USA, em outubro de 1970. Ela era muito bonita, uma beleza clássica, loira, olhos azuis, etc. Começou tentando uma carreira convencional, aparecendo em videoclips de artistas da época. Ela gostava muito de rock pesado. Era uma modelo, muito acima dos padrões de estrelas dos anos 90. Só que esse meio era muito concorrido, não havia trabalho para todas as modelos bonitas. De repente ele se viu sem trabalho e sem dinheiro, em uma Los Angeles onde tudo era caro demais.

Ela começou no ramo de filmes adultos por volta de 1987 no filme Gazongas. Foi o trabalho que conseguiu em uma época particularmente dura de sua vida, onde faltava até mesmo dinheiro para pagar o aluguel. Ela já havia se destacado em algumas revistas eróticas de nu, tipo Playboy e Hustler e só depois foi para o ramo de filmes direcionados ao público masculino adulto. Em Los Angeles onde ela morava, já era bem conhecida por ser uma groupie profissional, aquele tipo de garota bonita que seguia os grandes astros de rock. Namorou vários deles e se vingou de Axel Rose dando nota zero para sua performance sexual em uma revista da época.

Infelizmente nesse meio de rockstars ela parece ter encontrado também o gosto pelas drogas. Familiares disseram depois que ela tinha sido uma garota das mais normais e que na sua adolescência nunca havia usado drogas antes. Porém no meio do cenário roqueiro de Los Angeles era meio que uma obrigação social usar drogas para se enturmar. E pelo visto ela entrou fundo logo na cocaína pois não gostava de fumaça - o que a tirava da rota da maconha. E a cocaína, como bem sabemos, leva seus usuários a momentos de euforia irracional.

E a vida dela parece ter sido mesmo sexo, drogas e rock ´n´ roll. O problema é que o sexo era pago e as drogas eram compradas com o dinheiro que ela ganhava praticando sexo. Uma noite, ao voltar para casa, ela bateu seu carro, um Porsche do ano, última linha. Ao que tudo indica ela estava completamente drogada. E isso talvez justifique o pânico que se apossou dela ao perceber um grande corte no rosto. Desesperada, ela pegou uma arma que usava na bolsa e deu um tiro na cabeça! Isso mesmo meu caro, a atriz se suicidou. Assim do nada, numa crise de surto.

Hoje em dia se afirma que ela não conseguiu raciocinar porque estava drogada demais. De qualquer maneira ela ainda foi levada para o hospital onde morreu. Tinha apenas 23 anos de idade! Faleceu no dia 11 de julho de 1994 na cidade de Burbank, Califórnia. O curioso é que depois de sua morte o nome Savannah parece ter sido usado por várias outras garotas, muitas delas seguindo o mesmo padrão de beleza, ou seja, a loira bombshell americana da Califórnia, geralmente de cabelos lisos - tal como a primeira Savannah. Acabou virando uma dinastia de pornstars.

Pablo Aluísio. 

domingo, 2 de fevereiro de 2003

Terror a Bordo

Título no Brasil: Terror a Bordo
Título Original: Dead Calm
Ano de Lançamento: 1989
País: Austrália
Estúdio: Kennedy Miller Productions
Direção: Phillip Noyce
Roteiro: Terry Hayes, baseado no romance de Charles Williams
Elenco: Nicole Kidman, Sam Neill, Billy Zane

Sinopse:
Após a trágica morte de seu filho em um acidente, o casal John e Rae Ingram decide fazer uma longa viagem de iate pelo Oceano Pacífico na tentativa de superar o trauma. Em alto-mar, eles encontram uma escuna aparentemente abandonada e resgatam Hughie Warriner, o único sobrevivente da embarcação. O estranho afirma que toda a tripulação morreu vítima de uma intoxicação alimentar, mas John desconfia da história e decide investigar o navio. A partir desse momento, o casal é lançado em um angustiante jogo de sobrevivência em pleno oceano, onde não há para onde fugir nem quem possa ajudá-los. Rae precisa usar toda a sua inteligência para enfrentar um psicopata imprevisível enquanto luta para reencontrar o marido e permanecer viva.

Comentários:
Terror a Bordo foi o filme que apresentou Nicole Kidman ao público internacional e é frequentemente apontado como a produção que abriu as portas de Hollywood para a atriz. A crítica americana recebeu o longa com grande entusiasmo, elogiando sua construção de suspense quase insuportável. A jornalista Sheila Benson, do Los Angeles Times, escreveu que o filme era "uma obra inteligente e sedutora, com tensão suficiente para nos deixar sem fôlego durante horas", frase que passou a acompanhar a divulgação do longa em diversos países. A revista Variety destacou a direção segura de Phillip Noyce e a decisão de trabalhar praticamente com apenas três personagens, transformando o oceano em um ambiente de permanente claustrofobia. Diversos críticos também chamaram atenção para a atuação de Billy Zane, que interpreta um dos vilões mais perturbadores do cinema de suspense dos anos 1980, alternando momentos de aparente fragilidade com explosões de violência e manipulação psicológica. A fotografia de Dean Semler, filmada nas águas da Grande Barreira de Corais, foi outro aspecto amplamente elogiado, utilizando a imensidão do mar para aumentar a sensação de isolamento e desespero.

Com o passar das décadas, Terror a Bordo consolidou-se como um dos grandes thrillers psicológicos marítimos da história do cinema. O consenso crítico registrado pelo Rotten Tomatoes destaca que "a intensidade contida de Nicole Kidman e a direção vigorosa de Phillip Noyce conferem ao filme uma inquietante sensação de ameaça constante". O crítico Roger Ebert também elogiou a eficiência narrativa da produção, ressaltando que ela extrai enorme tensão de um cenário extremamente simples: três pessoas isoladas em pleno oceano. Entre os fãs do gênero, o filme é frequentemente citado ao lado de clássicos como Duel e Cape Fear como um exemplo de suspense baseado mais na construção psicológica do que em efeitos especiais. Em comunidades de cinéfilos, é comum encontrar elogios à atuação de Nicole Kidman, considerada uma das melhores de sua fase inicial, e ao desempenho ameaçador de Billy Zane, que muitos consideram sua interpretação mais marcante. Hoje, Terror a Bordo é visto como um clássico moderno do suspense, uma obra que envelheceu muito bem e continua sendo recomendada por críticos e revistas especializadas como um dos filmes mais tensos produzidos no final da década de 1980.

Pablo Aluísio. 

sábado, 1 de fevereiro de 2003

Drama & Romance - O Relacionamento entre Tom Cruise e Nicole Kidman

O relacionamento entre Tom Cruise e Nicole Kidman foi um dos mais famosos e comentados de Hollywood durante a década de 1990. Os dois se conheceram durante as filmagens do filme Days of Thunder ("Dias de Trovão"), lançado em 1990. Na época, Tom Cruise já era uma das maiores estrelas do cinema mundial, enquanto Nicole Kidman começava a conquistar reconhecimento internacional. A química entre os dois foi imediata, tanto nas telas quanto fora delas. Poucos meses após se conhecerem, iniciaram um relacionamento amoroso e decidiram se casar ainda em 1990. A união chamou grande atenção da imprensa, transformando o casal em um dos mais famosos do mundo do entretenimento. Durante anos, eles foram vistos como um exemplo de sucesso pessoal e profissional.

Ao longo do casamento, Tom Cruise e Nicole Kidman trabalharam juntos em diversos projetos cinematográficos. Além de "Dias de Trovão", atuaram em Far and Away ("Um Sonho Distante") e, anos depois, no aclamado Eyes Wide Shut ("De Olhos Bem Fechados"), dirigido por Stanley Kubrick. Este último filme foi particularmente marcante porque explorava temas relacionados à intimidade, ao casamento e à confiança, coincidindo com um período em que o relacionamento do casal enfrentava dificuldades. Apesar disso, durante grande parte da década de 1990, ambos demonstravam apoio mútuo e frequentemente apareciam juntos em eventos, premiações e estreias de cinema. A imprensa acompanhava cada passo do casal, que era considerado um dos mais influentes de Hollywood.

Durante o casamento, o casal decidiu adotar duas crianças: Isabella Jane Cruise e Connor Cruise. Nicole Kidman revelou posteriormente que também passou pela dolorosa experiência de perder uma gravidez no início do relacionamento. Apesar dessas dificuldades, ela frequentemente descreveu os anos iniciais do casamento como um período de grande felicidade. O casal procurava manter uma vida familiar relativamente reservada, embora isso fosse difícil devido ao enorme interesse da mídia. A fama global de Tom Cruise e a crescente carreira de Nicole Kidman faziam com que qualquer notícia relacionada aos dois ganhasse repercussão internacional.

Em fevereiro de 2001, após cerca de onze anos de casamento, Tom Cruise pediu o divórcio, surpreendendo fãs e jornalistas. O anúncio gerou enorme especulação, já que o casal era visto publicamente como sólido e estável. As razões exatas da separação nunca foram totalmente esclarecidas. Em entrevistas posteriores, Nicole Kidman afirmou que a decisão foi um choque para ela. Diversas teorias surgiram ao longo dos anos, envolvendo diferenças de estilo de vida, pressões da fama e questões relacionadas à Igreja da Cientologia, da qual Tom Cruise é um dos membros mais conhecidos. No entanto, muitas dessas especulações permanecem sem confirmação oficial. O processo de divórcio foi concluído em 2001, encerrando uma das uniões mais famosas da história recente de Hollywood.

Após a separação, ambos seguiram caminhos distintos e continuaram alcançando grande sucesso profissional. Nicole Kidman consolidou-se como uma das atrizes mais respeitadas de sua geração, vencendo o Oscar por sua atuação em The Hours. Tom Cruise, por sua vez, permaneceu como uma das maiores estrelas do cinema de ação, especialmente graças à franquia Mission: Impossible. Embora o casamento tenha terminado há muitos anos, a relação entre os dois continua despertando interesse do público e dos historiadores da cultura popular. O casal marcou uma época em Hollywood, representando a união de duas estrelas em ascensão que alcançaram enorme sucesso juntas. Seu relacionamento permanece como um dos capítulos mais lembrados da história das celebridades nas décadas de 1990 e 2000.

Drama & Romance - Filmografia Nicole Kidman


Filmografia Nicole Kidman:
Terror a Bordo
Dias de Trovão
Flertando: Aprendendo a Viver
Billy Bathgate
Um Sonho Distante
Malícia
Minha Vida
Um Sonho Sem Limites
Batman Eternamente
Retratos de uma Mulher
O Sedutor
O Pacificador
Da Magia à Sedução
De Olhos Bem Fechados
Moulin Rouge
Os Outros
A Isca Perfeita
As Horas
Dogville
Revelações
Cold Mountain
Mulheres Perfeitas
Reencarnação
A Intérprete
A Feiticeira
A Pele
Invasores
Margot e o Casamento
A Bússola de Ouro
Austrália
Nine
Reencontrando a Felicidade
Esposa de Mentirinha
Reféns
Obsessão
Hemingway e Martha
Segredos de Sangue
Uma Longa Viagem
Grace de Mônaco
Antes de Dormir
Terra Estranha
Rainha do Deserto
Desafiando a Arte
Olhos da Justiça
Os Irmãos Guardiões
O Mestre dos Gênios
Lion: Uma Jornada para Casa
Como Falar com Garotas em Festas
O Sacrifício do Cervo Sagrado
O Estranho que Nós Amamos
Amigos para Sempre
O Peso do Passado
Boy Erased
Aquaman
O Pintassilgo
O Escândalo
A Festa de Formatura
Apresentando os Ricardos
O Homem do Norte
Aquaman 2
Tudo em Família
Babygirl
Holland

Obs: Não incluídos trabalhos para a TV
Pesquisa: Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2003

Savannah

Savannah
A atriz Savannah (Shannon Michelle Wilsey) morreu em 11 de julho de 1994, aos 23 anos. De acordo com registros da época, ela sofreu um grave acidente de carro na frente de sua casa, em Ventura County (Califórnia). Depois disso, em estado de forte abalo emocional e físico, ela foi até a garagem, onde usou uma arma de fogo para atirar contra si mesma. Foi levada ao hospital ainda com vida, mas acabou falecendo em decorrência do ferimento. A morte dela foi oficialmente classificada como suicídio por arma de fogo.

A morte de Savannah (Shannon Michelle Wilsey) em 1994 teve um grande impacto tanto na mídia quanto na indústria pornô da época. A tragédia pessoal dela logo ganhou cobertura da imprensa mainstream, incluindo jornais como Los Angeles Times e programas de TV. O fato de ela ser jovem, famosa e considerada uma das estrelas mais promissoras da indústria amplificou a comoção. O caso foi recebido com um choque coletivo entre atores e produtores. Muitos colegas relataram que ela sofria com pressão estética, insegurança pessoal e abuso de drogas, o que levou a discussões sobre a saúde mental e o lado obscuro da carreira.

A indústria passou a ser alvo de críticas externas por não oferecer apoio psicológico ou estrutural às atrizes. Alguns amigos e parceiros de cena relataram que ela já havia demonstrado tendências autodestrutivas e medo de perder a juventude e a beleza. Sua história foi retratada no documentário da HBO “Porn Star: The Legend of Ron Jeremy” (2001), em que Ron Jeremy fala sobre a proximidade com Savannah e o impacto da tragédia. Também foi lembrada em várias listas e reportagens sobre tragédias no cinema adulto. Em resumo, a morte dela escancarou para o público o quanto a vida de estrelas pornôs podia ser cercada de glamour aparente, mas também de solidão, pressão e ausência de suporte, deixando uma marca duradoura no imaginário da indústria.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2003

Amada Amante

Título no Brasil: Amada Amante
Título Original: Amada Amante
Ano de Lançamento: 1978
País: Estados Unidos
Estúdio: Atlântida Filmes
Direção: Cláudio Cunha
Roteiro: Benedito Ruy Barbosa, Cláudio Cunha
Elenco: Neuza Amaral, Sandra Bréa, Simone Carvalho, Luís Gustavo, Carlos Imperial

Sinopse:
Uma família tipicamente paulistana se muda para o Rio de Janeiro durante os anos 70, fazendo com que as vidas de seus membros mudem completamente. 

Comentários:
O título desse filme nos remete a um dos maiores sucessos da carreira de Roberto Carlos. É um filme bem típico daqueles anos e traz um elenco que depois iria brilhar em diversas novelas da Rede Globo, isso sem contar que o roteiro foi escrito por Benedito Ruy Barbosa, que iria se tornar um dos maiores escritores de novelas da famosa emissora carioca. O filme, por sua vez, tem ares de dramalhão e lembra mesmo as nossas novelas da televisão daqueles tempos. Destaque para a presença da talentosa e trágica Sandra Bréa, modelo e atriz belíssima, que teria vida curta, abreviada pela avassaladora chegada da AIDS em nosso país. 

Pablo Aluísio.

Angel

Título no Brasil: Angel
Título Original: Angel
Ano de Lançamento: 1992
País: Estados Unidos
Estúdio: VCA
Direção: John Leslie
Roteiro: John Leslie
Elenco: Savannah, Peter North, Angela Summers, Alicyn Sterling, Joey Silvera, Tom Byron, T.T. Boy, Jamie Gillis, Brigitte Aime, Missy Warner, Joey Murphy, Jake Steed, James Lewis

Sinopse:
Digamos que sua namorada e seu sócio estejam se pegando. O que você faz? Se você for Peter North, decide acabar com tudo. Isso até Angel aparecer para mostrar a Pete todos os inúmeros prazeres carnais que ele está perdendo – e eles não são nada desprezíveis! Mas as aparências enganam nesta história diabólica de desejos celestiais do premiado diretor John Leslie.

Comentários:
Bom, se existiu uma mulher no mundo pornô que merecia ser chamada de anjo, essa era sem dúvida a bela Savannah. Aqui está um de seus filmes dos anos 90, com ela, lindíssima na capa, com asas de anjos e tudo mais. Quem teve a honra de levar a maravilhosa loira para a cama foi o Peter North. O que me chama atenção nessa cena em particular é que a Savannah estava bem magra, mais do que o habitual. Do restante do elenco feminino ainda vale o destaque a loira Alicyn Sterling. Ela tinha um dos mais belos seios pontudos do mercado adulto. Era também outra beldade da época. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2003

O Gosto do Pecado

Título no Brasil: O Gosto do Pecado
Título Original: O Gosto do Pecado
Ano de Lançamento: 1980
País: Brasil
Estúdio: Titanus Filmes
Direção: Cláudio Cunha
Roteiro: Cláudio Cunha
Elenco: Simone Carvalho, John Herbert, Jardel Mello, Maria Lúcia Dahl

Sinopse:
Homem casado e careta, muito insatisfeito com sua própria vida, decide participar de festas picantes promovidas por um advogado rico, que adora uma boa nudez de mulheres bonitas. 

Comentários:
A velha pornochanchada brasileira já estava apagando suas luzes quando esse filme chegou aos cinemas em 1980. Era um tantinho mais picante do que os filmes originais, afinal os anos 70 já tinham chegado ao seu final. De bom mesmo nessa comédia erótica eu destacaria a beleza brejeira da Simone Carvalho. Sempre achei ela uma das atrizes mais bonitas do cinema nacional e quando era nova era mesmo uma piteuzinha, como se dizia na gíria dessa época que ficou no passado. 

Pablo Aluísio.

As Cangaceiras Eróticas

Título no Brasil: As Cangaceiras Eróticas
Título Original: As Cangaceiras Eróticas
Ano de Lançamento: 1974
País: Brasil
Estúdio: Servicine Serviços Cinematográficos
Direção: Roberto Mauro
Roteiro: Marcos Rey
Elenco: Jofre Soares, Enoque Batista, Sérgio Hingst, Marcos Miranda, Laura Jane, Sônia Garcia, Helena Ramos, Urbana da Costa, Matilde Mastrangi

Sinopse:
Após um ataque da volante que mata o capitão de um bando de cangaceiros, Toneco consegue fugir levando as duas filhas do chefe até um orfanato. Passam-se anos e o traidor Cornélio Sabiá domina o sertão com crimes cruéis. Quando descobre que as filhas estão vivas, ataca o orfanato e mata o padre e uma freira. As jovens sobrevivem e, após intenso treinamento, unem-se a outras mulheres para perseguir vingança no sertão — utilizando tanto armas quanto sua sexualidade ao longo da jornada.

Comentários:
O filme é um exemplo clássico da pornochanchada brasileira, um subgênero de cinema popular que mistura comédia, ação e erotismo, muito presente no Brasil dos anos 1970. A produção inverte as normas tradicionais de gênero ao colocar mulheres como protagonistas vingativas e ativas, em contraste com o papel passivo feminino comum da época. As Cangaceiras Eróticas teve continuidade com uma sequência intitulada A Ilha das Cangaceiras Virgens em 1976. O longa dura cerca de 96 minutos e tem classificação para maiores de 18 anos pela presença de conteúdo erótico e nudez. Apesar do tom erótico e humorístico, o filme também incorpora elementos de vingança e ação no contexto do sertão brasileiro, aproximando-se de narrativas do cangaço popular.

P.A.