quinta-feira, 3 de janeiro de 2002

Crônicas do Futebol - Edição V

O Corinthians nunca havia vencido um título de campeão brasileiro. Seu primeiro título veio finalmente em 1990. Eu acompanhei de perto esse campeonato. O Corinthians não era favorito, longe disso. Em uma publicação da época que fazia projeções sobre o time no Brasileirão dizia que o Corinthians iria fazer apenas um bom campeonato. Todos diziam que o grande favorito era o São Paulo. No papel realmente era um time sem grandes estrelas. Os cronistas esportivos diziam que não havia nenhum craque no time. Bom, de certo modo eles tinham razão, mas...

Neto estava em estado de graça. Esse jogador vinha do Palmeiras, após ser revelado pelo Guarani. Um boato maldoso daquela época dizia que Neto havia sido trocado por dez pares de chuteiras e um empréstimo do jogador Ribamar. Verdade ou não, o fato é que essa piada mostrava que Neto não era nenhuma estrela do futebol da época. Era baixinho e... gordinho! Estava sempre lutando contra a balança.

Só que Neto era mais do que isso. Foi um dos maiores batedores de faltas da história do futebol nacional. Quando surgia uma falta próxima da área do time adversário, a Fiel já começava a comemorar. E realmente tinha razão para esse comportamento. Geralmente se havia uma boa posição para bater a falta, Neto não perdoava. Colocava a bola lá onde a coruja dorme. Impossível para qualquer goleiro alcançar. Era gol na certa.

E foi assim que o Corinthians chegou na final contra justamente o São Paulo. O gol do título veio de uma bola complicada. O desconhecido Tupãzinho achou um lugar para mandar a bola para o gol. Era o que bastava. Com 1 a 0 o Corinthians se sagrou campeão brasileiro pela primeira vez. Foi uma grande festa por toda a cidade de Sâo Paulo. É importante dizer que eu considero esse título um divisor de águas na história do Corinthians. Depois dele começou uma onda de vitórias e mais vitórias, levando o time a vencer outros brasileiros e se sagrar campeão do mundo por 2 vezes. Foi a era de ouro do Corinthians e eu estava lá, acompanhando tudo. Foi realmente um tempo mágico para o Timão.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2002

Crônicas do Futebol - Edição IV

Qual foi o melhor Santos de todos os tempos? Essa pergunta é fácil de responder. O melhor time do Santos de todos os tempos foi o Santos de Pelé, claro! É como perguntar qual foi o maior Botafogo de todos os tempos? Claro que foi aquele em que Garrincha jogou. Quando ambos entraram juntos na Seleção brasileira, o Brasil nunca perdeu um jogo, sabia disso? Entretanto não tive o prazer de acompanhar nem o Santos de Pelé e nem o Botafogo de Garrincha. Eu não havia nascido. O que não quer dizer que não fico admirado com o futebol arte desses dois grandes craques quando vejo uma cena daquela época.

O Pelé aliás foi um jogador excepcional. Ele recebeu o título de Rei do Futebol e eu penso que esse é aquele tipo de título mais do que merecido. Ele merece todos os aplausos, todos os elogios. Um atleta perfeito. Um grande orgulho para todos os brasileiros. Em relação ao Santos eu tenho sentimentos dúbios. Eu sei que quando Pelé jogava, quando estava em seu auge, eles venceram nove títulos paulistas em dez anos! Incrível! O Corinthians (meu time do coração) sofreu muito quando Pelé brilhava no Santos. Ficou anos e anos sem vencer do time do Rei. Coisas da vida. Eu não fico com raiva ao ouvir esse tipo de informação. O futebol arte merece mesmo vencer.

Por outro lado - e curiosamente - quando comecei a acompanhar futebol o Pelé não jogava mais no Santos. Aliás ao longo de muitos anos vi muitos times do Santos que mereciam facilmente a alcunha de "times capengas". Um pior do que o outro. Nos anos 80 e 90 inclusive o jogo virou literalmente. O Santos passou a ser freguês do Corinthians. Quando via que o jogo do final de semana seria contra o Santos eu já ficava tranquilo. Era quase certo que o Santos iria colecionar mais uma derrota contra o Corinthians.

Esses times genéricos do Santos eu costumo denominar de "Geração Coca-Cola". Não, não é uma referência ao Legião Urbana. Acontece que por essa época o Santos era patrocinado pela Coca-Cola. E os times que entravam em campo eram bem medíocres, sendo bem sincero. Só anos depois com Neymar e aquela geração é que o Santos passou a ser novamente competitivo. Antes disso era um pato mesmo, apesar de eu sempre ter achado muito bonito o uniforme oficial do time. O branco total é inegavelmente belo em contraste com o verde do gramado.

Pablo Aluísio.

Crônicas do Futebol - Edição III

A Copa do Mundo de 1982 foi a primeira que acompanhei de verdade. Eu morava em um condomínio no Rio de Janeiro e foi uma festa. Os moradores embelezaram o lugar com verde a amarelo, todos só falavam da Copa e o clima era de euforia. E todo mundo tinha razão de ter esse otimismo. A seleção brasileira era excelente, cheia de craques. Em minha opinião era certamente a melhor seleção de futebol do mundo. Quem poderia discordar? Tirando o goleiro Valdir Peres e o Toninho Cerezo, todos os demais poderiam ser considerados craques ou no mínimo grandes jogadores.

Os craques em minha opinião enchiam os olhos. Era uma seleção do Brasil que tinha Zido, Sócrates, Falcão e Éder Aleixo (que cobrava faltas como quem detona dinamite). Eu gostava muito também do futebol de Júnior (do Flamengo), Oscar e Leandro. O centroavante não ficava à altura do time, apesar de fazer gols o Serginho Chulapa era apenas mediano. De qualquer forma era uma seleção brasileira mravilhosa. Além de todos os nomes tinha o Telê Santana como treinador. Tudo parecia estar nos eixos. Só faltava levantar a taça.

Só que os deuses do futebol também mostram seus caprichos. A seleção de 1982 estava fadada a ser a melhor seleção do mundo que não iria ganhar nada. Foi terrível a eliminação no jogo contra a itália. Nunca mais o povo brasileiro iria se esquecer do nome de Paolo Rossi. Esse jogador italiano que nem era considerado tão bom assim, jogou como nunca na sua carreira! Aliás ele nunca mais iria jogar tanto até o fim de seus dias como jogador de futebol. Foi só naquele dia... para azar do Brasil!

O Brasil fazia um gol, o Rossi fazia outro. Novo gol do Brasil? Novo gol do Rossi. No final os italianos levaram a melhor e o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo. O canarinho não voou como previa a boa música do Júnior (que chegou até a lançar um compacto na época!). No final de tudo a seleção de 82 ficou conhecida como "a seleção que jogava bonito, mas que não ganhava nada!". Injustiça demais. Essa seleção jamais vai ser esquecida, ao contrário das que foram campeãs e jogaram feio. O que importa no futebol é a beleza e a emoção. Nesses quesitos essa seleção deixou saudades.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 1 de janeiro de 2002

Crônicas do Futebol - Edição II

Qual foi a Copa do Mundo mais antiga da sua vida? Qual é a Copa do Mundo mais velha que você consegue lembrar? Que você presenciou e tem lembranças? A minha foi a Copa do Mundo de 1978. Eu era muito jovem, criança mesmo, mas ainda me lembro de imagens e flashes dessa Copa do Mundo da Argentina. Eu me recordo dos estádios super lotados e da quantidade enorme de papel que ficava pelos campos - uma maneira que a torcida dos hermanos fazia para abrilhantar ainda mais o espetáculo do futebol.

Essa Copa do Mundo tem peculiaridades próprias  Foi a única até hoje realizada na Argentina que sempre foi um gigante do mundo do futebol. Também foi a primeira Copa do Mundo conquistada pela Argentina, isso em uma era pré-Maradona. A seleção da Argentina era excelente, tinha craques como Passarella, Ardiles, Kempes e Fillol. Futebol no campo não lhe faltava, tinha uma equipe que poderia ser considerada mesmo uma das melhores do mundo.

Só que o título argentino até hoje ficou marcado por causa de um jogo contra o Peru. Para seguir em frente a Argentina precisava vencer por uma diferença de 4 gols. Até aí tudo bem, uma vez que o Peru nunca foi mesmo uma grande seleção. Só que a Argentina venceu por 6 a 0, passando para a outra fase, tirando o Brasil da Copa, mesmo que a Seleção Canarinho não tivesse perdido nenhum jogo. Claro que o cheiro de marmelada surgiu no horizonte e até hoje se fala nisso.

Pois é, meus caros. Essa Copa do Mundo de 1978 é a minha mais antiga lembrança de Copas que tenho. Só que a seguinte seria aquela que eu iria viver realmente. A Copa do Mundo de 1982. E seria também a minha primeira grande decepção em termos de futebol brasileiro. Até hoje lembro a música "voa canarinho, voa"... mas falarei sobre isso em outra crônica. Até lá!

Pablo Aluísio. 

Crônicas do Futebol - Edição I

Olhando para o passado, em minhas lembranças, o primeiro campeonato que eu comemorei foi o estadual de 1988. Eu estava na adolescência e quando se é jovem, já sabe, o futebol ganha grande importância. Pois realmente foi a partir desse ano que comecei a acompanhar o time com especial atenção. A equipe de 1988, apesar de ser campeã, era mesmo mediana. Em minha opinião não havia nenhum craque no timão.

E falo isso não para desmerecer o Corinthians de 88, mas sim para relatar um fato. Só para ter uma ideia o jogador mais destacado daquele ano foi o novato Viola que se notabilizou por ter feito o gol na final contra o Guarani. Mas quem diabos era Viola? Ninguém sabia quem era Viola naquela época! Muito menos esse que está escrevendo esse texto. Por aqueles anos o Corinthians vivia de alguns craques do passado, entre eles Cláudia Adão, em fim de carreira. Não era um time cheio de craques, temos que falar a verdade. Tinha muito jogador batalhador, guerreiro, todos puxados pela mesma torcida apaixonada de sempre, mas craque... definitivamente não havia!

Se não era um time de craques, pelo menos era um time regular. O Corinthians de 88 jogou um futebol feijão com arroz, mas que foi suficiente para levar o time para a final. E contra o Guarani de Campinas, o Corinthians, mesmo mediano, era o favorito. O último estadual havia sido conquistado em 1983, então já era hora de ganhar mais um Paulista, para deixar a torcida tranquila.

Para relembrar o time foi treinado pelo Jair Pereira. Na final o Corinthians jogou com o seguinte time: Ronaldo, Édson, Marcelo Djian, Denílson e Dida; Biro-Biro, Márcio, Edmundo (Viola); Wilson Mano, Éverton e João Paulo. Alguns desses seguiriam no time até 1990, ano que o timão venceu pela primeira vez o campeonato brasileiro (que irei falar em breve por aqui). O mais veterano era mesmo o Biro-Biro, que já estava prestes a se aposentar, afinal ele foi jogador do Corinthians por muitos anos e da velha guarda apenas ele continuava jogando. Era chegada a hora de pendurar as chuteiras.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 3 de julho de 2001

Cine Western - Gloriosa Vingança

Título no Brasil: Gloriosa Vingança
Título Original: Texas
Ano de Produção: 1941
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: George Marshall
Roteiro: Horace McCoy, Lewis Meltzer
Elenco: William Holden, Glenn Ford, Claire Trevor, George Bancroft, Edgar Buchanan, Don Beddoe

Sinopse:
Dois homens do leste, Dan Thomas (William Holden) e Tod Ramsey (Glenn Ford), resolvem ir até o velho oeste, no norte do Texas, para tentar a sorte. Eles querem ganhar a vida jogando cartas e ocasionalmente trabalhando como cowboys. Ao chegarem numa pequena cidade percebem que nem tudo será como eles haviam inicialmente planejado.

Comentários:
Em 1941 o diretor George Marshall, cumprindo seu contrato com a Columbia Pictures, resolveu rodar um faroeste mais diferenciado. Com toques de bom humor e contando com uma dupla que nunca havia trabalhado antes, ele conseguiu um bom resultado nesse western de contrastes chamado "Texas". A ideia do roteiro era realmente explorar o choque cultural entre dois cavaleiros que saíam do leste industrializado e desenvolvido para os rincões do solo texano, com seus cowboys durões, bons de briga e muitos tiroteios. Nesse aspecto quem funcionou melhor no filme foi o ator William Holden que era mesmo um tipo bem cosmopolita, da cidade grande. Já Glenn Ford já era muito mais associado ao gênero western, não ficando estranho com roupas de cowboy, atravessando as planícies texanos em cima de seu cavalo. No geral é um bom faroeste, valorizado não apenas pela boa direção de Marshall, um craque nesse tipo de filme, mas também pelo bom roteiro e a presença sempre marcante de Ford e Holden, dois astros populares da época.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 2 de julho de 2001

Cine Western - Randolph Scott - Filmografia


Filmografia Randolph Scott

Década de 1920:
Rumo ao Amor (1928)
O Lobo da Bolsa (1929)
Regeneração (1929)
Ver Para Crer (1929)
A Voz da Terra Mater (1929)
A Guarda Negra (1929)
Amores de Folga (1929)
Ilusão (1929)
Agora ou Nunca (1929)
Dinamite (1929)

Década de 1930:
Galanteador Audaz (1930)
Esposas Alegres (1931)
A Noiva do Céu (1932)
Manias de Gente Rica (1932)
A Herança do Deserto (1932)
Sábado Alegre (1932)
Audácia entre Adversários (1932)
Hellim Everybody! (1932)
Maldade (1932)
Vingança Diabólica (1932)
Anjo e Demônio (1932)
Na Pista do Criminoso (1932)
A Hota do Coquetel (1932)
O Homem da Floresta (1932)
Rixa Antiga (1932)
Sonhos Desfeitos (1932)
O Último Assalto (1934)
Amor em Trânsito (1934)
Perigo á Frente (1935)
O Inválido Poderoso (1935)
Roberta (1935)
Noivado na Guerra (1935)
Escândalo na Aldeia (1935)
Ella - A Feiticeira (1935)
Pirate Party on Catalina Island (1935)
Nas Águas da Esquadra (1936)
Perigo à Frente (1936)
O Último dos Moicanos (1936)
Amores de uma Diva  (1936)
Alegre e Feliz (1938)
Sonho de Moça (1938)
A Heroína do Texas (1938)
Almas Sem Rumo (1938)
Jesse James (1939)
Suzana (1939)
A Lei da Fronteira (1939)
Vigilantes do Mar (1939)
Vinte Mil Homens por Ano (1939)

Obs: Filmes em negrito são aqueles que já tiveram seus reviews publicados em nosso blog. 

Continua...

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

Cine Western - Gary Cooper - Biografia

Gary Cooper

Biografia
Gary Cooper nasceu em 7 de maio de 1901, em Helena, no estado de Montana, Estados Unidos. Seu nome de batismo era Frank James Cooper. Filho de pais ingleses, passou parte da infância estudando na Inglaterra antes de retornar aos EUA. Após tentar a carreira de ilustrador e trabalhar em um rancho, mudou-se para Los Angeles, onde começou a trabalhar como figurante em filmes mudos. Sua aparência rústica, o carisma natural e o jeito reservado logo chamaram a atenção dos produtores.

Estréia no cinema – Primeiros filmes
Cooper iniciou sua carreira cinematográfica no final da década de 1920, atuando como figurante em produções de faroeste. Seu primeiro papel de destaque foi em O Álamo – O Despertar de uma Nação (The Winning of Barbara Worth, 1926), ao lado de Ronald Colman e Vilma Banky. O sucesso do filme lhe abriu as portas para papéis maiores nos anos seguintes, já na era do cinema sonoro.

Auge e sucesso em Hollywood
Durante as décadas de 1930 a 1950, Gary Cooper consolidou-se como um dos maiores astros de Hollywood. Sua persona cinematográfica era a do homem íntegro, corajoso e de fala calma — um verdadeiro símbolo do herói americano. Atuou em dramas, romances e, principalmente, em faroestes, gênero no qual se destacou por papéis que valorizavam a honra e o dever moral.

Principais filmes da carreira

  • Sargento York (Sergeant York, 1941)

  • A Mulher Faz o Homem (Mr. Deeds Goes to Town, 1936)

  • Por Quem os Sinos Dobram (For Whom the Bell Tolls, 1943)

  • Matar ou Morrer (High Noon, 1952)

  • Adeus às Armas (A Farewell to Arms, 1932)

  • O Galante Aventureiro (Beau Geste, 1939)

  • O Ídolo de Cristal (The Pride of the Yankees, 1942)

  • O Homem do Oeste (Man of the West, 1958)

Últimos filmes
Nos últimos anos de sua carreira, Cooper enfrentou problemas de saúde, mas continuou atuando. Seus últimos trabalhos incluem O Homem do Oeste (Man of the West, 1958) e O Prêmio (The Naked Edge, 1961), lançado após sua morte.

Filmes de western estrelados por Gary Cooper

  • O Álamo – O Despertar de uma Nação (The Winning of Barbara Worth, 1926)

  • A Legião do Deserto (The Plainsman, 1936)

  • A História de Frank James (The Westerner, 1940)

  • Rio Vermelho (Along Came Jones, 1945)

  • Matar ou Morrer (High Noon, 1952)

  • O Homem do Oeste (Man of the West, 1958)

  • Dallas, Cidade do Ódio (Dallas, 1950)

  • Vera Cruz (Vera Cruz, 1954)

Vida Pessoal
Gary Cooper casou-se em 1933 com Veronica Balfe (conhecida como Sandra Shaw), uma socialite e atriz ocasional. O casal teve uma filha, Maria Cooper. Apesar da imagem pública de homem íntegro, Cooper teve relacionamentos extraconjugais notórios com atrizes como Clara Bow, Lupe Vélez e Patricia Neal. Era conhecido por sua discrição e vida reservada fora dos estúdios.

Morte do ator
Gary Cooper faleceu em 13 de maio de 1961, em Beverly Hills, Califórnia, vítima de câncer de próstata, apenas seis dias após completar 60 anos. Sua morte causou grande comoção em Hollywood e entre o público, sendo lembrado como um dos últimos símbolos da era de ouro do cinema clássico americano.

Prêmios e Reconhecimentos

  • Oscar de Melhor Ator por Sargento York (1941)

  • Oscar de Melhor Ator por Matar ou Morrer (1952)

  • Oscar Honorário (1961) pelo conjunto da obra

  • Globo de Ouro de Melhor Ator por Matar ou Morrer (1952)

  • Estrela na Calçada da Fama de Hollywood

Legado
Gary Cooper é lembrado como um dos maiores ícones da história do cinema americano. Sua atuação contida, natural e carismática influenciou gerações de atores, incluindo Clint Eastwood e Kevin Costner. Representou, em seus papéis, o ideal do herói americano — corajoso, justo e de princípios firmes. Até hoje, é símbolo do faroeste clássico e do cinema de integridade moral e simplicidade.

domingo, 1 de julho de 2001

Cine Western - Gary Cooper - Cronologia

Cronologia – Gary Cooper

1901 – Nasce em 7 de maio, em Helena, Montana (EUA), com o nome de Frank James Cooper.

1910–1912 – Muda-se para a Inglaterra, onde estuda por alguns anos.

1914 – Retorna aos Estados Unidos e cresce em um rancho em Montana, desenvolvendo gosto por cavalos e o ambiente rural — algo que marcaria sua carreira nos faroestes.

1924 – Muda-se para Los Angeles e começa a trabalhar como figurante em filmes mudos, especialmente em produções de faroeste.

1926 – Ganha destaque em O Álamo – O Despertar de uma Nação (The Winning of Barbara Worth), tornando-se conhecido em Hollywood.

1929 – Torna-se astro com o sucesso de Asas (Wings), primeiro filme a ganhar o Oscar de Melhor Filme.

1930–1935 – Consolida sua carreira com filmes de aventura e romance, como Marrocos (Morocco, 1930), ao lado de Marlene Dietrich, e Adeus às Armas (A Farewell to Arms, 1932).

1936 – Estoura como astro com A Mulher Faz o Homem (Mr. Deeds Goes to Town), de Frank Capra, que o transforma em símbolo do americano idealista.

1939 – Brilha em O Galante Aventureiro (Beau Geste) e firma-se como um dos atores mais respeitados de Hollywood.

1941 – Vence seu primeiro Oscar de Melhor Ator por Sargento York (Sergeant York).

1942 – Interpreta Lou Gehrig em O Ídolo de Cristal (The Pride of the Yankees), papel aclamado pela crítica.

1943 – É indicado novamente ao Oscar por Por Quem os Sinos Dobram (For Whom the Bell Tolls), baseado no romance de Ernest Hemingway.

1952 – Ganha o segundo Oscar de Melhor Ator por Matar ou Morrer (High Noon), um dos faroestes mais importantes da história do cinema.

1954 – Atua ao lado de Burt Lancaster em Vera Cruz, clássico do western dirigido por Robert Aldrich.

1958 – Protagoniza O Homem do Oeste (Man of the West), considerado seu último grande faroeste.

1960 – Recebe um Oscar Honorário pelo conjunto da obra, entregue por James Stewart em uma cerimônia marcada pela emoção.

1961 – Morre em 13 de maio, aos 60 anos, em Beverly Hills, vítima de câncer de próstata.

Pós-1961 – Sua imagem permanece como símbolo do herói americano clássico, sendo reverenciado por críticos, historiadores e colegas do cinema.

Cine Western - Gary Cooper - Curiosidades

Curiosidades sobre Gary Cooper
  1. Nome artístico acidental – Seu nome verdadeiro era Frank James Cooper, mas adotou “Gary” por sugestão de um amigo que o comparou aos homens durões de Gary, Indiana.

  2. Começo como dublê de cavalo – Antes de ser astro, Cooper começou como figurante e dublê em cenas de cavalgadas e quedas em filmes de faroeste. Seu talento com cavalos e postura natural o destacaram entre dezenas de aspirantes.

  3. Estilo minimalista de atuação – Cooper ficou conhecido por atuar com poucos gestos e falas curtas. Essa forma contida e autêntica de interpretar influenciou atores como Clint Eastwood, James Stewart e Kevin Costner.

  4. Amigo de Ernest Hemingway – Era grande amigo do escritor Ernest Hemingway, que o admirava e se inspirou nele para personagens masculinos de suas obras. Cooper, por sua vez, estrelou Por Quem os Sinos Dobram, adaptação de um dos romances mais famosos de Hemingway.

  5. Ídolo de John Wayne – John Wayne considerava Cooper um de seus maiores modelos. Quando Cooper adoeceu, Wayne recebeu o Oscar honorário em seu nome, emocionado e com lágrimas nos olhos.

  6. Figura reservada fora das telas – Apesar de ser um dos maiores galãs de Hollywood, Cooper evitava festas e vida noturna. Era descrito como tímido, introspectivo e avesso ao estrelato.

  7. Relações amorosas marcantes – Teve romances com estrelas como Clara Bow, Marlene Dietrich, Lupe Vélez e Patricia Neal. O caso com Neal, inclusive, abalou seu casamento e foi amplamente noticiado na época.

  8. Amor pela natureza – Cooper amava caçar, pescar e cavalgar. Costumava passar meses em seu rancho em Sun Valley, Idaho, longe da agitação de Hollywood.

  9. Herói de guerra “não oficial” – Embora não tenha servido nas Forças Armadas, foi tão identificado com o ideal americano durante a Segunda Guerra Mundial que recebeu homenagens de veteranos e até de generais norte-americanos.

  10. Influência duradoura – Sua postura firme, o jeito calmo e a moral inabalável o transformaram em um arquétipo do herói americano. Décadas depois, diretores como Fred Zinnemann e Clint Eastwood citaram-no como referência direta na construção de personagens do faroeste moderno.