quinta-feira, 8 de junho de 2000

Almas Rebeldes

Título no Brasil: Almas Rebeldes
Título Original: Strange Cargo
Ano de Lançamento: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Frank Borzage
Roteiro: John Lee Mahin, Richard Sale
Elenco: Clark Gable, Joan Crawford, Ian Hunter, Peter Lorre, Paul Lukas, J. Edward Bromberg

Sinopse:
Um grupo improvável de prisioneiros foge de uma colônia penal em uma ilha tropical, liderado pelo cínico Verne (Gable). Durante a fuga, eles conhecem Julie, uma mulher marcada por seu passado, e Cambreau, um misterioso forasteiro cuja presença desperta reflexões morais e espirituais. À medida que enfrentam perigos naturais e humanos, a jornada se transforma em um caminho de redenção, fé e confronto interior.

Comentários:
O filme reúne novamente Clark Gable e Joan Crawford, uma das parcerias mais famosas da Hollywood clássica. Dirigido por Frank Borzage, conhecido por seu estilo romântico e espiritual, o longa aborda temas de redenção e transcendência. Peter Lorre entrega uma atuação memorável como um dos fugitivos, acrescentando ambiguidade moral à história. A figura de Cambreau foi interpretada por muitos críticos como uma alegoria religiosa, o que gerou controvérsia na época. A produção enfrentou problemas com a censura, que considerou o conteúdo espiritual e moral “ousado” para os padrões do período. Hoje, Strange Cargo é visto como um dos filmes mais profundos e subestimados da carreira de Clark Gable.

Christian De Bella.

Em Cartaz: Almas Rebeldes
O drama Strange Cargo estreou nos cinemas em junho de 1940, dirigido por Frank Borzage e estrelado por Clark Gable e Joan Crawford, dois dos maiores astros da MGM naquele período. Ambientado em uma colônia penal na Guiana Francesa, o filme acompanha um grupo de prisioneiros fugitivos liderados por um criminoso cínico que, durante a jornada, entra em contato com um misterioso personagem de natureza quase espiritual. O longa surpreendeu desde o lançamento por seu tom filosófico e religioso, incomum para um drama de aventura estrelado por Gable.

Do ponto de vista da bilheteria, Strange Cargo teve um desempenho apenas moderado. Embora tenha contado com grandes estrelas e produção da MGM, o filme não alcançou os números esperados para um veículo de Clark Gable, especialmente quando comparado a sucessos mais convencionais do ator. A temática abstrata e o simbolismo religioso limitaram seu apelo junto ao grande público, fazendo com que o filme fosse visto mais como uma obra de prestígio artístico do que como um sucesso popular imediato.

A reação da crítica em 1940 foi dividida, refletindo o caráter incomum da produção. O The New York Times, em crítica assinada por Bosley Crowther, descreveu o filme como “estranho, sombrio e impregnado de simbolismo místico”, observando que a obra se afastava radicalmente do realismo esperado em um drama de prisão. Embora o jornal reconhecesse a força visual e a atmosfera criada por Borzage, também apontava que o significado espiritual do filme poderia confundir parte da audiência.

Outras publicações reagiram de forma igualmente ambígua. A revista Variety comentou que Strange Cargo era “ousado e incomum para os padrões de Hollywood”, elogiando a fotografia e a intensidade dramática, mas advertindo que o filme não seguia uma narrativa tradicional. Alguns jornais regionais foram mais críticos, classificando a obra como “pesada e excessivamente alegórica”, enquanto outros destacaram a coragem do estúdio em lançar um filme tão pouco convencional em um período dominado por entretenimento escapista.

Com o passar dos anos, Strange Cargo passou por uma reavaliação crítica significativa, sendo hoje visto como uma das obras mais pessoais e espirituais de Frank Borzage. As críticas publicadas em 1940 já indicavam que o filme não buscava agradar facilmente, mas provocar reflexão. Atualmente, ele é considerado um clássico cult do cinema americano, lembrado por seu simbolismo ousado, pela atuação contida de Clark Gable e por representar um raro exemplo de cinema metafísico produzido dentro do sistema dos grandes estúdios de Hollywood.

O Príncipe e o Mendigo

Título no Brasil: O Príncipe e o Mendigo
Título Original: The Prince and the Pauper
Ano de Lançamento: 1937
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros 
Direção: William Keighley
Roteiro: Norman Reilly Raine, Rowland Leigh
Elenco: Errol Flynn, Claude Rains, Billy Mauch, Bobby Mauch, Alan Hale, Barton MacLane

Sinopse:
Na Inglaterra do século XVI, o jovem príncipe Eduardo conhece Tom Canty, um garoto pobre idêntico a ele. Por curiosidade e desejo de viver outras experiências, os dois decidem trocar de lugar. Enquanto o príncipe enfrenta a dura realidade das ruas de Londres, o mendigo é lançado no rígido e perigoso mundo da corte real. A troca de identidades provoca confusões, injustiças e aventuras, culminando em uma lição sobre poder, compaixão e justiça.

Comentários:
O filme é baseado no romance clássico de Mark Twain, publicado em 1881. Errol Flynn interpretou o vilão Miles Hendon, em um de seus papéis mais lembrados fora do gênero de capa-e-espada tradicional. Os irmãos gêmeos Billy e Bobby Mauch interpretaram o príncipe e o mendigo, facilitando as cenas de troca de identidade. A produção foi um grande sucesso da Warner Bros. nos anos 1930, conhecida por seus filmes de aventura luxuosos. Claude Rains recebeu elogios por sua atuação como o cruel Duque de Norfolk. É considerada uma das melhores adaptações cinematográficas da obra de Mark Twain. Por essas e outras razões deixo a indicação mais do que preciosa desse filme clássico. É para se ter na coleção de qualquer cinéfilo que se preze!

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 7 de junho de 2000

A Carga da Brigada Ligeira


A Carga da Brigada Ligeira
O épico A Carga da Brigada Ligeira estreou em novembro de 1936, produzido pela Warner Bros. e dirigido por Michael Curtiz, com Errol Flynn no papel principal. Inspirado livremente no poema de Alfred, Lord Tennyson e em episódios da Guerra da Crimeia, o filme foi concebido como uma grande produção de aventura histórica, explorando heroísmo, honra militar e sacrifício. O lançamento ocorreu em um momento em que Hollywood investia fortemente em épicos de ação e aventuras exóticas, e o estúdio promoveu o filme como um espetáculo visual e emocional de grande escala.

Do ponto de vista comercial, A Carga da Brigada Ligeira teve um desempenho sólido de bilheteria, embora não tenha sido o maior sucesso do ano para o estúdio. Com um orçamento elevado para a época — estimado em cerca de US$ 1,2 milhão — o filme atraiu grande público nos Estados Unidos e no exterior, beneficiando-se do carisma de Errol Flynn, que já havia se tornado uma estrela após Capitão Blood. A produção acabou se pagando e consolidou ainda mais Flynn como um dos grandes astros de aventura dos anos 1930.

A recepção crítica na época foi majoritariamente positiva, especialmente no que dizia respeito ao espetáculo visual e à encenação das batalhas. O jornal The New York Times escreveu que o filme era “um espetáculo vibrante, repleto de ação e romance, feito para emocionar o público”, destacando a energia da direção de Curtiz e a imponência da sequência final. Já a revista Variety descreveu a obra como “uma produção grandiosa, com ritmo rápido e apelo popular evidente”, elogiando sua capacidade de entreter o grande público.

Alguns críticos, contudo, apontaram reservas quanto às liberdades históricas tomadas pelo roteiro. O The Hollywood Reporter observou que, embora o filme fosse “empolgante como entretenimento, sua abordagem da história era mais lendária do que factual”. Ainda assim, essas críticas vinham geralmente acompanhadas do reconhecimento de que o filme cumpria plenamente seu objetivo como cinema de aventura, com cenas de batalha consideradas impressionantes para os padrões técnicos da década de 1930.

Com o passar do tempo, A Carga da Brigada Ligeira consolidou-se como um clássico do cinema de aventura hollywoodiano, lembrado tanto por sua sequência final icônica quanto pelo desempenho carismático de Errol Flynn. As reações da imprensa em 1936 já indicavam que o filme seria valorizado menos como um retrato histórico rigoroso e mais como um exemplo do poder narrativo e visual do cinema clássico de estúdio. Hoje, ele permanece como um marco do gênero e um retrato emblemático da era dourada de Hollywood.

Erick Steve. 

terça-feira, 6 de junho de 2000

Cinema Clássico - O Papai da Noiva

Título no Brasil: O Papai da Noiva
Título Original: Father of the Bride
Ano de Lançamento: 1950
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Vincente Minnelli
Roteiro: Frances Goodrich, Albert Hackett
Elenco: Spencer Tracy, Elizabeth Taylor, Joan Bennett, Don Taylor, Billie Burke, Leo G. Carroll

Sinopse:
Stanley Banks entra em crise quando descobre que sua jovem filha está prestes a se casar. Enquanto tenta lidar com a ideia de perdê-la para outro homem, ele também precisa encarar o caos emocional e financeiro dos preparativos do casamento. A situação foge totalmente do controle em uma série de momentos cômicos, mostrando a difícil, mas amorosa, transição de um pai ao ver sua filha crescer.

Comentários: 
Foi uma das maiores bilheterias daquele ano, consagrando a sina de estrela de uma ainda bem jovem Elizabeth Taylor que inclusive está perfeita para o papel. A atriz estava com apenas 18 anos, se casando com Conrad Hilton Jr. semanas antes da estreia do filme. Curiosamente, a MGM transformou seu casamento real em um grande evento publicitário. Assim um evento de sua vida pessoal foi devidamente usado para promover o filme o que gerou um grande interesse por parte do público da época. Esse filme também gerou um dos papéis mais famosos de Spencer Tracy. Ele ficou amplamente associado ao papel do pai nervoso e amoroso, considerado um dos mais marcantes de sua carreira. O filme também foi elogiado pela crítica, sendo indicado em três categorias do Oscar. Muitos anos depois a mesma história rendeu um remake chamado "O Pai da Noiva" com Steve Martin e Diane Keaton.

Pablo Aluísio. 

Cinema Clássico - Filmografia Elizabeth Taylor

Filmografia Elizabeth Taylor
A Força do Coração
Jane Eyre
Evocação
A Mocidade é Assim Mesmo
A Coragem de Lassie
As Delícias da Vida
Nossa Vida com Papai
O Príncipe Encantado
Travessuras de Júlia
Quatro Destinos
Traidor
O Papai da Noiva
A Verdade Não se Diz
O Netinho do Papai
Um Lugar ao Sol
Quo Vadis
Esperto Contra Esperto
O Melhor é Casar
Ivanhoé, O Vingador do Rei
A Jovem Que Tinha Tudo
Rapsódia
No Caminho dos Elefantes
O Belo Brummel
A Última Vez que Vi Paris
Assim Caminha a Humanidade
A Árvore da Vida
Gata em Teto de Zinco Quente
De Repente, no Último Verão
Disque Butterfield 8
Cleópatra
Gente Muito Importante
Becket, o Favorito do Rei
Adeus às Ilusões
Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
A Megera Domada
Os Pecados de Todos Nós
Doutor Faustus
Os Farsantes
O Homem Que Veio de Longe
Cerimônia Segreta
Ana dos Mil Dias
Jogo de Paixões

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 5 de junho de 2000

Cinema Clássico - Veio do Espaço

Título no Brasil: Veio do Espaço
Título Original: It Came from Outer Space
Ano de Lançamento: 1953
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal-International Pictures
Direção: Jack Arnold
Roteiro: Harry Essex
Elenco: Richard Carlson, Barbara Rush, Charles Drake, Joe Sawyer, Kathleen Hughes, Russell Johnson

Sinopse:
Após a queda de um objeto misterioso no deserto do Arizona, o astrônomo amador John Putnam acredita que uma nave alienígena tenha se chocado com a Terra. Enquanto as autoridades tratam o caso com ceticismo, estranhos acontecimentos começam a ocorrer na pequena comunidade local: pessoas desaparecem e retornam agindo de maneira diferente. À medida que a verdade vem à tona, Putnam descobre que os visitantes do espaço não são necessariamente hostis, mas estão dispostos a se defender a qualquer custo para sobreviver.

Comentários:
O filme é baseado em uma história original de Ray Bradbury, um dos maiores nomes da ficção científica literária. Dirigido por Jack Arnold, o longa é considerado um dos melhores filmes de ficção científica dos anos 1950. Diferente de outras produções da época, os alienígenas não são retratados apenas como vilões, mas como seres racionais tentando sobreviver. O filme foi originalmente exibido em 3D, explorando efeitos visuais inovadores para a época. Barbara Rush recebeu o Globo de Ouro de Atriz Revelação por sua atuação. A obra é vista como uma alegoria sobre medo do desconhecido e paranoia da Guerra Fria, temas recorrentes no cinema sci-fi clássico.

Erick Steve. 

domingo, 4 de junho de 2000

Cinema Clássico - Os Prados Verdes

Os Prados Verdes
Um filme do comecinho da carreira de Marilyn Monroe. Não vai ser fácil localizar a atriz em cena. Naquela época ela era apenas um rostinho bonito que a Fox usava como extra. E ela aparece, muito timidamente, na cena da dança. Apenas uma garota qualquer fazendo figuração nesse western com ecos de drama e romance. Não seria dessa vez que ela teria alguma chance, ainda mais sabendo que a loira estrela do filme era outra, a chatinha Peggy Cummins que usava até o mesmo cabelo de Marilyn, mas que em termos de beleza sequer poderia se comparar a ela. 

A história desse antigo faroeste girava em torno de um grupo de rancheiros e fazendeiros que tinham que lidar com roubos de cavalos e crias que acabavam também fugindo para o campo aberto onde vivia, de forma selvagem, um belo garanhão branco. Um animal realmente maravilhoso que ninguém conseguia capturar. Então é isso. Um bom filme, mas para quem estiver em busca de Marilyn Monroe não a encontrará tão facilmente no meio de um monte de gente dançando. 

Os Prados Verdes (Green Grass of Wyoming, Estados Unidos, 1949) Direção: Louis King / Roteiro: Martin Berkeley, Mary O'Hara / Elenco: Peggy Cummins, Charles Coburn, Robert Arthur, Marilyn Monroe (figurante) / Sinopse: Grupo de rancheios, criadores de cavalos, precisam lidar com os desafios do velho oeste. 

Pablo Aluísio. 

Cinema Clássico - Se Versalhes Falasse

Curiosidades e Informações Adicionais
Direção e roteiro de uma lenda: Sacha Guitry, um dos mais respeitados dramaturgos e cineastas franceses, escreveu, dirigiu e também atuou no filme, narrando parte da história como se fosse um guia pelos corredores de Versalhes.

Superprodução francesa: À época de seu lançamento, foi uma das produções mais caras do cinema francês, com centenas de figurantes, figurinos luxuosos e filmagens em locações reais dentro do Palácio de Versalhes.

Elenco estelar: Reúne alguns dos maiores atores franceses da década de 1950 — incluindo Gérard Philipe, Jean Marais e Claudette Colbert (estrela de Hollywood que retornava à França após anos de carreira nos EUA).

Mistura de história e ficção: Embora baseado em fatos históricos, o filme adota uma abordagem leve e teatral, característica de Guitry, apresentando os monarcas com ironia e humanidade, ao invés de mera reverência.

Sucesso e legado: Foi um grande sucesso de público na França e no exterior, sendo indicado para o BAFTA de Melhor Filme. É considerado um dos trabalhos mais importantes de Guitry e uma homenagem visual ao esplendor da cultura francesa.

Continuação: O sucesso do filme levou Guitry a dirigir uma espécie de sequência no ano seguinte, intitulada Napoléon (1955), que manteve o mesmo tom histórico e grandioso.

sábado, 3 de junho de 2000

Cinema Clássico - Bette Davis - Tudo Isso e o Céu Também

Curiosidades e Informações Adicionais
Baseado em uma história real: O roteiro é inspirado em um caso verídico ocorrido na França do século XIX, envolvendo a duquesa de Praslin e sua governanta, cuja tragédia inspirou o romance homônimo de Rachel Field — tia-avó da famosa atriz Rachel Field Hepburn.

Parceria lendária: Este é o segundo filme em que Bette Davis e Charles Boyer atuam juntos (após Cartas de Amor, de 1939). A química entre os dois foi amplamente elogiada pela crítica.

Indicação ao Oscar: O filme foi indicado a quatro Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia em Preto e Branco.

Bette Davis no auge: Considerado um dos papéis mais sofisticados da atriz, que vinha de uma sequência de sucessos como Jezebel (1938) e Vitória Amarga (1939).

Direção refinada: Anatole Litvak, diretor ucraniano radicado em Hollywood, é lembrado por sua habilidade em combinar melodrama com elegância visual. Aqui, ele cria uma atmosfera intensa e emocional, equilibrando o romance com o mistério e a crítica social.

Trilha sonora: Composta por Max Steiner, um dos grandes nomes da música de cinema, responsável também por E o Vento Levou e Casablanca.

Cinema Clássico -Anthony Perkins - Profanação

Curiosidades e Informações Adicionais
Adaptação Moderna: Jules Dassin, o diretor, trouxe a tragédia clássica para o mundo contemporâneo, substituindo reis e rainhas por milionários da indústria naval. A história clássica de amor e culpa ganha, assim, um tom moderno e cosmopolita.

Casal na Vida Real: Melina Mercouri e Jules Dassin eram casados na vida real e trabalharam juntos em vários filmes, como Nunca aos Domingos (1960) e Topkapi (1964).

Anthony Perkins entre dois mundos: Perkins, famoso por interpretar Norman Bates em Psicose (1960), assumiu o papel de Alexis pouco depois de seu sucesso em Hollywood, tentando diversificar sua carreira com projetos europeus mais artísticos.

Filmagens na Grécia e França: As locações foram escolhidas para ressaltar o contraste entre o luxo moderno e as paisagens míticas gregas, enfatizando o conflito entre razão e paixão.

Recepção: Apesar de não ter sido um sucesso de bilheteria nos Estados Unidos, Phaedra foi muito elogiado pela crítica europeia, especialmente por sua fotografia sofisticada e pela performance intensa de Melina Mercouri.

Trilha sonora: A música é assinada por Mikis Theodorakis, um dos mais renomados compositores gregos, que deu ao filme uma atmosfera melancólica e épica.