quarta-feira, 7 de junho de 2000

A Carga da Brigada Ligeira


A Carga da Brigada Ligeira
O épico A Carga da Brigada Ligeira estreou em novembro de 1936, produzido pela Warner Bros. e dirigido por Michael Curtiz, com Errol Flynn no papel principal. Inspirado livremente no poema de Alfred, Lord Tennyson e em episódios da Guerra da Crimeia, o filme foi concebido como uma grande produção de aventura histórica, explorando heroísmo, honra militar e sacrifício. O lançamento ocorreu em um momento em que Hollywood investia fortemente em épicos de ação e aventuras exóticas, e o estúdio promoveu o filme como um espetáculo visual e emocional de grande escala.

Do ponto de vista comercial, A Carga da Brigada Ligeira teve um desempenho sólido de bilheteria, embora não tenha sido o maior sucesso do ano para o estúdio. Com um orçamento elevado para a época — estimado em cerca de US$ 1,2 milhão — o filme atraiu grande público nos Estados Unidos e no exterior, beneficiando-se do carisma de Errol Flynn, que já havia se tornado uma estrela após Capitão Blood. A produção acabou se pagando e consolidou ainda mais Flynn como um dos grandes astros de aventura dos anos 1930.

A recepção crítica na época foi majoritariamente positiva, especialmente no que dizia respeito ao espetáculo visual e à encenação das batalhas. O jornal The New York Times escreveu que o filme era “um espetáculo vibrante, repleto de ação e romance, feito para emocionar o público”, destacando a energia da direção de Curtiz e a imponência da sequência final. Já a revista Variety descreveu a obra como “uma produção grandiosa, com ritmo rápido e apelo popular evidente”, elogiando sua capacidade de entreter o grande público.

Alguns críticos, contudo, apontaram reservas quanto às liberdades históricas tomadas pelo roteiro. O The Hollywood Reporter observou que, embora o filme fosse “empolgante como entretenimento, sua abordagem da história era mais lendária do que factual”. Ainda assim, essas críticas vinham geralmente acompanhadas do reconhecimento de que o filme cumpria plenamente seu objetivo como cinema de aventura, com cenas de batalha consideradas impressionantes para os padrões técnicos da década de 1930.

Com o passar do tempo, A Carga da Brigada Ligeira consolidou-se como um clássico do cinema de aventura hollywoodiano, lembrado tanto por sua sequência final icônica quanto pelo desempenho carismático de Errol Flynn. As reações da imprensa em 1936 já indicavam que o filme seria valorizado menos como um retrato histórico rigoroso e mais como um exemplo do poder narrativo e visual do cinema clássico de estúdio. Hoje, ele permanece como um marco do gênero e um retrato emblemático da era dourada de Hollywood.

Erick Steve. 

terça-feira, 6 de junho de 2000

Cinema Clássico - O Papai da Noiva

Título no Brasil: O Papai da Noiva
Título Original: Father of the Bride
Ano de Lançamento: 1950
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Vincente Minnelli
Roteiro: Frances Goodrich, Albert Hackett
Elenco: Spencer Tracy, Elizabeth Taylor, Joan Bennett, Don Taylor, Billie Burke, Leo G. Carroll

Sinopse:
Stanley Banks entra em crise quando descobre que sua jovem filha está prestes a se casar. Enquanto tenta lidar com a ideia de perdê-la para outro homem, ele também precisa encarar o caos emocional e financeiro dos preparativos do casamento. A situação foge totalmente do controle em uma série de momentos cômicos, mostrando a difícil, mas amorosa, transição de um pai ao ver sua filha crescer.

Comentários: 
Foi uma das maiores bilheterias daquele ano, consagrando a sina de estrela de uma ainda bem jovem Elizabeth Taylor que inclusive está perfeita para o papel. A atriz estava com apenas 18 anos, se casando com Conrad Hilton Jr. semanas antes da estreia do filme. Curiosamente, a MGM transformou seu casamento real em um grande evento publicitário. Assim um evento de sua vida pessoal foi devidamente usado para promover o filme o que gerou um grande interesse por parte do público da época. Esse filme também gerou um dos papéis mais famosos de Spencer Tracy. Ele ficou amplamente associado ao papel do pai nervoso e amoroso, considerado um dos mais marcantes de sua carreira. O filme também foi elogiado pela crítica, sendo indicado em três categorias do Oscar. Muitos anos depois a mesma história rendeu um remake chamado "O Pai da Noiva" com Steve Martin e Diane Keaton.

Pablo Aluísio. 

Cinema Clássico - Filmografia Elizabeth Taylor

Filmografia Elizabeth Taylor
A Força do Coração
Jane Eyre
Evocação
A Mocidade é Assim Mesmo
A Coragem de Lassie
As Delícias da Vida
Nossa Vida com Papai
O Príncipe Encantado
Travessuras de Júlia
Quatro Destinos
Traidor
O Papai da Noiva
A Verdade Não se Diz
O Netinho do Papai
Um Lugar ao Sol
Quo Vadis
Esperto Contra Esperto
O Melhor é Casar
Ivanhoé, O Vingador do Rei
A Jovem Que Tinha Tudo
Rapsódia
No Caminho dos Elefantes
O Belo Brummel
A Última Vez que Vi Paris
Assim Caminha a Humanidade
A Árvore da Vida
Gata em Teto de Zinco Quente
De Repente, no Último Verão
Disque Butterfield 8
Cleópatra
Gente Muito Importante
Becket, o Favorito do Rei
Adeus às Ilusões
Quem Tem Medo de Virginia Woolf?
A Megera Domada
Os Pecados de Todos Nós
Doutor Faustus
Os Farsantes
O Homem Que Veio de Longe
Cerimônia Segreta
Ana dos Mil Dias
Jogo de Paixões

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 5 de junho de 2000

Cinema Clássico - Veio do Espaço

Título no Brasil: Veio do Espaço
Título Original: It Came from Outer Space
Ano de Lançamento: 1953
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal-International Pictures
Direção: Jack Arnold
Roteiro: Harry Essex
Elenco: Richard Carlson, Barbara Rush, Charles Drake, Joe Sawyer, Kathleen Hughes, Russell Johnson

Sinopse:
Após a queda de um objeto misterioso no deserto do Arizona, o astrônomo amador John Putnam acredita que uma nave alienígena tenha se chocado com a Terra. Enquanto as autoridades tratam o caso com ceticismo, estranhos acontecimentos começam a ocorrer na pequena comunidade local: pessoas desaparecem e retornam agindo de maneira diferente. À medida que a verdade vem à tona, Putnam descobre que os visitantes do espaço não são necessariamente hostis, mas estão dispostos a se defender a qualquer custo para sobreviver.

Comentários:
O filme é baseado em uma história original de Ray Bradbury, um dos maiores nomes da ficção científica literária. Dirigido por Jack Arnold, o longa é considerado um dos melhores filmes de ficção científica dos anos 1950. Diferente de outras produções da época, os alienígenas não são retratados apenas como vilões, mas como seres racionais tentando sobreviver. O filme foi originalmente exibido em 3D, explorando efeitos visuais inovadores para a época. Barbara Rush recebeu o Globo de Ouro de Atriz Revelação por sua atuação. A obra é vista como uma alegoria sobre medo do desconhecido e paranoia da Guerra Fria, temas recorrentes no cinema sci-fi clássico.

Erick Steve. 

domingo, 4 de junho de 2000

Cinema Clássico - Os Prados Verdes

Os Prados Verdes
Um filme do comecinho da carreira de Marilyn Monroe. Não vai ser fácil localizar a atriz em cena. Naquela época ela era apenas um rostinho bonito que a Fox usava como extra. E ela aparece, muito timidamente, na cena da dança. Apenas uma garota qualquer fazendo figuração nesse western com ecos de drama e romance. Não seria dessa vez que ela teria alguma chance, ainda mais sabendo que a loira estrela do filme era outra, a chatinha Peggy Cummins que usava até o mesmo cabelo de Marilyn, mas que em termos de beleza sequer poderia se comparar a ela. 

A história desse antigo faroeste girava em torno de um grupo de rancheiros e fazendeiros que tinham que lidar com roubos de cavalos e crias que acabavam também fugindo para o campo aberto onde vivia, de forma selvagem, um belo garanhão branco. Um animal realmente maravilhoso que ninguém conseguia capturar. Então é isso. Um bom filme, mas para quem estiver em busca de Marilyn Monroe não a encontrará tão facilmente no meio de um monte de gente dançando. 

Os Prados Verdes (Green Grass of Wyoming, Estados Unidos, 1949) Direção: Louis King / Roteiro: Martin Berkeley, Mary O'Hara / Elenco: Peggy Cummins, Charles Coburn, Robert Arthur, Marilyn Monroe (figurante) / Sinopse: Grupo de rancheios, criadores de cavalos, precisam lidar com os desafios do velho oeste. 

Pablo Aluísio. 

Cinema Clássico - Se Versalhes Falasse

Curiosidades e Informações Adicionais
Direção e roteiro de uma lenda: Sacha Guitry, um dos mais respeitados dramaturgos e cineastas franceses, escreveu, dirigiu e também atuou no filme, narrando parte da história como se fosse um guia pelos corredores de Versalhes.

Superprodução francesa: À época de seu lançamento, foi uma das produções mais caras do cinema francês, com centenas de figurantes, figurinos luxuosos e filmagens em locações reais dentro do Palácio de Versalhes.

Elenco estelar: Reúne alguns dos maiores atores franceses da década de 1950 — incluindo Gérard Philipe, Jean Marais e Claudette Colbert (estrela de Hollywood que retornava à França após anos de carreira nos EUA).

Mistura de história e ficção: Embora baseado em fatos históricos, o filme adota uma abordagem leve e teatral, característica de Guitry, apresentando os monarcas com ironia e humanidade, ao invés de mera reverência.

Sucesso e legado: Foi um grande sucesso de público na França e no exterior, sendo indicado para o BAFTA de Melhor Filme. É considerado um dos trabalhos mais importantes de Guitry e uma homenagem visual ao esplendor da cultura francesa.

Continuação: O sucesso do filme levou Guitry a dirigir uma espécie de sequência no ano seguinte, intitulada Napoléon (1955), que manteve o mesmo tom histórico e grandioso.

sábado, 3 de junho de 2000

Cinema Clássico - Bette Davis - Tudo Isso e o Céu Também

Curiosidades e Informações Adicionais
Baseado em uma história real: O roteiro é inspirado em um caso verídico ocorrido na França do século XIX, envolvendo a duquesa de Praslin e sua governanta, cuja tragédia inspirou o romance homônimo de Rachel Field — tia-avó da famosa atriz Rachel Field Hepburn.

Parceria lendária: Este é o segundo filme em que Bette Davis e Charles Boyer atuam juntos (após Cartas de Amor, de 1939). A química entre os dois foi amplamente elogiada pela crítica.

Indicação ao Oscar: O filme foi indicado a quatro Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia em Preto e Branco.

Bette Davis no auge: Considerado um dos papéis mais sofisticados da atriz, que vinha de uma sequência de sucessos como Jezebel (1938) e Vitória Amarga (1939).

Direção refinada: Anatole Litvak, diretor ucraniano radicado em Hollywood, é lembrado por sua habilidade em combinar melodrama com elegância visual. Aqui, ele cria uma atmosfera intensa e emocional, equilibrando o romance com o mistério e a crítica social.

Trilha sonora: Composta por Max Steiner, um dos grandes nomes da música de cinema, responsável também por E o Vento Levou e Casablanca.

Cinema Clássico -Anthony Perkins - Profanação

Curiosidades e Informações Adicionais
Adaptação Moderna: Jules Dassin, o diretor, trouxe a tragédia clássica para o mundo contemporâneo, substituindo reis e rainhas por milionários da indústria naval. A história clássica de amor e culpa ganha, assim, um tom moderno e cosmopolita.

Casal na Vida Real: Melina Mercouri e Jules Dassin eram casados na vida real e trabalharam juntos em vários filmes, como Nunca aos Domingos (1960) e Topkapi (1964).

Anthony Perkins entre dois mundos: Perkins, famoso por interpretar Norman Bates em Psicose (1960), assumiu o papel de Alexis pouco depois de seu sucesso em Hollywood, tentando diversificar sua carreira com projetos europeus mais artísticos.

Filmagens na Grécia e França: As locações foram escolhidas para ressaltar o contraste entre o luxo moderno e as paisagens míticas gregas, enfatizando o conflito entre razão e paixão.

Recepção: Apesar de não ter sido um sucesso de bilheteria nos Estados Unidos, Phaedra foi muito elogiado pela crítica europeia, especialmente por sua fotografia sofisticada e pela performance intensa de Melina Mercouri.

Trilha sonora: A música é assinada por Mikis Theodorakis, um dos mais renomados compositores gregos, que deu ao filme uma atmosfera melancólica e épica.

Cinema Clássico - Richard Burton - Barba Azul

Richard Burton - Barba Azul
Aqui estão várias curiosidades e informações interessantes sobre o filme Barba Azul (Bluebeard, 1972), estrelado por Richard Burton e dirigido por Edward Dmytryk — uma das produções mais curiosas da carreira do ator galês:

Produção:
Filmagem: O filme foi rodado em Budapeste, Hungria, e em locações na Áustria, utilizando verdadeiros castelos históricos europeus.

Sobre a História: 
A trama é uma releitura moderna do conto francês “La Barbe Bleue” (Barba Azul), de Charles Perrault. No conto original, o Barba Azul é um nobre assassino que mata suas esposas e guarda os corpos em um quarto trancado — uma metáfora para segredos conjugais e o poder masculino. O filme transporta esse tema para a Europa do século XX, misturando romance, erotismo e crítica à aristocracia decadente.

Elenco e Personagens:
Richard Burton interpreta o Barão Kurt von Sepper, um piloto de guerra e nobre austríaco. O elenco feminino é composto por divas europeias da época, cada uma representando uma esposa anterior do Barão:

Raquel Welch — atriz americana em ascensão nos anos 70, interpretando uma freira rebelde.
Joey Heatherton — como a esposa americana, a mais jovem e curiosa.
Virna Lisi — a sofisticada esposa italiana.
Karin Schubert — atriz alemã, em um de seus primeiros papéis de destaque.
Nathalie Delon — esposa do ator Alain Delon, representando uma das vítimas misteriosas.

Curiosidades de Bastidores: 
Richard Burton aceitou o papel principalmente por dinheiro. Após gastos excessivos e problemas fiscais, ele se envolveu em várias produções menores nessa época para recuperar financeiramente, inclusive Bluebeard. A produção foi conturbada. Edward Dmytryk, o diretor, teve divergências com Burton, que estava frequentemente alcoolizado durante as filmagens — algo recorrente nessa fase da carreira do ator. O filme fez parte de uma onda de produções eróticas “de luxo” dos anos 70, que tentavam combinar enredos históricos com nudez e sensualidade, aproveitando o sucesso de obras como Emmanuelle e Decameron.

Censura e versões diferentes:
Algumas cenas foram cortadas em países mais conservadores, especialmente na América do Norte, por causa de nudez e violência implícita.

Trilha sonora de Ennio Morricone.
O lendário compositor italiano foi responsável pela trilha sonora, misturando temas orquestrais com elementos melancólicos e misteriosos — um dos pontos altos do filme.

Críticas mistas:
A crítica considerou o filme extravagante, mas incoerente. Foi elogiado pela direção de arte e pela fotografia, mas criticado pelo roteiro e pela atuação irregular de Burton.

Status cult:
Com o tempo, Barba Azul se tornou uma obra cult, lembrada pela estética gótica, pela presença de astros famosos e por ser um retrato excêntrico do cinema europeu dos anos 1970.

Temas e Análise
Poder e dominação: a figura de Barba Azul é símbolo da autoridade masculina e da opressão sobre as mulheres.

Feminilidade e curiosidade: as esposas representam diferentes estereótipos femininos da época — todas punidas por desafiar o poder masculino.

Decadência aristocrática: o filme mostra uma Europa de aparências, onde luxo e corrupção se misturam.

sexta-feira, 2 de junho de 2000

Cinema Clássico - Vivien Leigh

Vivien Leigh

Biografia
Vivien Leigh nasceu em 5 de novembro de 1913, em Darjeeling, na Índia Britânica, com o nome de Vivian Mary Hartley. Filha de pais ingleses, passou parte da infância entre a Índia e a Europa, estudando em internatos na Inglaterra e na França. Desde jovem demonstrou grande interesse pelas artes cênicas e decidiu seguir a carreira de atriz após estudar na Royal Academy of Dramatic Art (RADA), em Londres. Sua beleza delicada e talento dramático logo a destacaram nos palcos britânicos.

Estréia no cinema – Primeiros filmes
Vivien estreou no cinema em The Village Squire (1935), um pequeno papel. No mesmo ano, casou-se com o advogado Herbert Leigh Holman e adotou seu sobrenome artístico. Sua primeira atuação de destaque foi em Fire Over England (1937), onde contracenou com Laurence Olivier, com quem viveria um célebre romance.

Auge e sucesso em Hollywood
O auge de Vivien Leigh chegou em 1939, quando venceu uma disputa acirrada e foi escolhida para interpretar Scarlett O’Hara em ...E o Vento Levou (Gone with the Wind). Sua atuação tornou-se lendária e lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz, consagrando-a mundialmente.
Nos anos 1940 e 1950, alternou trabalhos entre Hollywood e o teatro britânico, frequentemente ao lado de Laurence Olivier. Em 1951, brilhou novamente em Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire), pelo qual ganhou seu segundo Oscar de Melhor Atriz, consolidando-se como uma das maiores atrizes de sua geração.

Principais filmes da carreira

  • ...E o Vento Levou (Gone with the Wind, 1939)

  • Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951)

  • Fogo sobre a Inglaterra (Fire Over England, 1937)

  • Tempestades d’Alma (Waterloo Bridge, 1940)

  • César e Cleópatra (Caesar and Cleopatra, 1945)

  • Anna Karenina (Anna Karenina, 1948)

  • O Caminho das Estrelas (Ship of Fools, 1965)

  • O Fim de uma Aventura (That Hamilton Woman, 1941)

Últimos filmes
Nos anos 1960, apesar de sua saúde debilitada, Vivien continuou atuando. Seu último filme foi O Caminho das Estrelas (Ship of Fools, 1965), que lhe trouxe elogios da crítica e demonstrou que seu talento permanecia intacto.

Filmes de grande sucesso estrelados por Vivien Leigh

  • ...E o Vento Levou (Gone with the Wind, 1939)

  • Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951)

  • Tempestades d’Alma (Waterloo Bridge, 1940)

  • O Fim de uma Aventura (That Hamilton Woman, 1941)

  • César e Cleópatra (Caesar and Cleopatra, 1945)

  • Anna Karenina (Anna Karenina, 1948)

  • O Caminho das Estrelas (Ship of Fools, 1965)

Vida Pessoal
Vivien Leigh teve uma vida pessoal marcada por paixões intensas e problemas de saúde. Casou-se pela primeira vez em 1932 com Herbert Leigh Holman, com quem teve uma filha, Suzanne. Durante as filmagens de Fire Over England (1937), apaixonou-se por Laurence Olivier, com quem viveu um romance público e turbulento, casando-se em 1940.
Vivien sofria de transtorno bipolar (à época chamado de “instabilidade nervosa”), o que afetou profundamente sua vida pessoal e profissional. Sua saúde física também se deteriorou por causa de repetidos episódios de tuberculose. Após o divórcio de Olivier, manteve um relacionamento com o ator Jack Merivale, que a acompanhou até o fim da vida.

Morte
Vivien Leigh faleceu em 8 de julho de 1967, aos 53 anos, em Londres, devido a complicações de uma tuberculose crônica. Sua morte causou grande comoção no mundo do teatro e do cinema. No dia seguinte, os teatros do West End londrino apagaram suas luzes em sua homenagem.

Prêmios e Reconhecimentos

  • Oscar de Melhor Atriz por ...E o Vento Levou (1939)

  • Oscar de Melhor Atriz por Uma Rua Chamada Pecado (1951)

  • BAFTA de Melhor Atriz Britânica por Uma Rua Chamada Pecado (1952)

  • Prêmio Tony por sua atuação teatral em Tovarich (1963)

  • Nomeada uma das maiores estrelas do cinema clássico pelo American Film Institute (AFI)

  • Estrela na Calçada da Fama de Hollywood

Legado
Vivien Leigh é considerada uma das maiores atrizes da história do cinema e do teatro. Sua capacidade de expressar vulnerabilidade e força simultaneamente marcou uma geração. Sua interpretação como Scarlett O’Hara continua sendo uma das mais icônicas do cinema mundial.
Leigh também é lembrada como símbolo de elegância, talento e tragédia — uma artista brilhante cuja vida foi marcada por intensas batalhas pessoais. Sua carreira influenciou atrizes posteriores como Elizabeth Taylor, Meryl Streep e Cate Blanchett. Mesmo décadas após sua morte, seu nome permanece sinônimo de arte, beleza e intensidade dramática.