domingo, 12 de abril de 2026

Alexandre Magno

Alexandre Magno
Alexandre, o Grande, também conhecido como Alexandre Magno, foi um dos mais notáveis conquistadores da história da humanidade, nascido em 356 a.C., na antiga Pella. Filho do rei Filipe II da Macedônia, Alexandre foi preparado desde cedo para governar e conquistar, recebendo uma educação refinada sob a tutela do filósofo Aristóteles. Esse contato com o pensamento filosófico grego influenciou profundamente sua visão de mundo, ampliando seu interesse por cultura, ciência e política. Desde jovem, Alexandre demonstrava grande inteligência, coragem e ambição, características que o destacariam como líder militar. Aos 20 anos, após o assassinato de seu pai, ele assumiu o trono da Macedônia, enfrentando imediatamente revoltas internas e ameaças externas. Com habilidade e determinação, conseguiu consolidar seu poder e iniciar um dos mais impressionantes processos de expansão territorial da história antiga. Seu objetivo não era apenas governar, mas criar um império vasto e unificado, que integrasse diferentes povos sob uma mesma administração.

A primeira grande etapa das conquistas de Alexandre foi a campanha contra o poderoso Império Persa, então governado por Dario III. Em 334 a.C., Alexandre atravessou o estreito de Helesponto e iniciou sua ofensiva na Ásia Menor. Sua vitória na Batalha do Grânico marcou o início de uma série de triunfos militares impressionantes. Em seguida, derrotou os persas na Batalha de Isso e, posteriormente, na decisiva Batalha de Gaugamela, consolidando o colapso do poder persa. Alexandre demonstrava uma capacidade estratégica excepcional, utilizando formações militares inovadoras e aproveitando ao máximo a disciplina de seu exército. Além disso, ele liderava pessoalmente suas tropas em combate, o que aumentava a moral dos soldados e reforçava sua imagem de líder invencível. Ao longo dessas campanhas, Alexandre conquistou vastos territórios, incluindo regiões que hoje correspondem ao Egito, ao Oriente Médio e à Ásia Central.

Durante sua jornada de conquistas, Alexandre não apenas expandiu territórios, mas também promoveu a difusão da cultura grega, dando origem ao chamado período helenístico. No Egito, fundou a famosa cidade de Alexandria, que se tornaria um dos maiores centros culturais e intelectuais do mundo antigo. Alexandre adotou uma política de integração cultural, incentivando casamentos entre gregos e povos orientais e incorporando costumes locais em sua administração. Essa abordagem ajudou a estabilizar seu vasto império, embora também tenha gerado resistência entre alguns de seus oficiais macedônios. Sua visão de um império multicultural era inovadora para a época, rompendo com a ideia de dominação puramente militar. Ele também demonstrava respeito por tradições locais, buscando legitimar seu poder entre diferentes populações. Esse processo de fusão cultural teve impactos duradouros na história, influenciando áreas como arte, ciência, filosofia e religião por séculos.

A campanha de Alexandre avançou ainda mais para o leste, chegando até a região do atual Índia, onde enfrentou o rei Poro na Batalha do Hidaspes. Apesar da vitória, suas tropas estavam exaustas após anos de guerra contínua e recusaram-se a prosseguir ainda mais. Diante dessa situação, Alexandre decidiu retornar, iniciando uma difícil jornada de volta através de desertos e territórios hostis. Esse episódio revela que, embora fosse um líder extraordinário, Alexandre também enfrentava limitações impostas pela realidade de seu exército. Durante o retorno, ele consolidou seu controle sobre as regiões conquistadas, organizando a administração do império e estabelecendo novas cidades. No entanto, as dificuldades enfrentadas nesse período evidenciaram os desafios de governar um território tão vasto e diverso. Mesmo assim, seu legado como conquistador já estava consolidado, tendo criado um dos maiores impérios da Antiguidade.

Em 323 a.C., Alexandre morreu prematuramente na cidade de Babilônia, aos 32 anos, deixando um império gigantesco, porém sem um sucessor claramente definido. Sua morte deu início a uma série de conflitos entre seus generais, conhecidos como diádocos, que dividiram o império em diferentes reinos. Apesar da fragmentação política, a influência de Alexandre continuou a ser sentida por muito tempo, especialmente na disseminação da cultura helenística. Ele é frequentemente lembrado como um dos maiores líderes militares de todos os tempos, admirado por sua coragem, visão estratégica e ambição. Sua história mistura realidade e mito, sendo retratada ao longo dos séculos em diversas obras literárias e históricas. Alexandre Magno não apenas mudou o mapa do mundo antigo, mas também deixou um legado cultural que influenciou profundamente o desenvolvimento da civilização ocidental e oriental. Seu nome permanece até hoje como símbolo de conquista, liderança e grandeza histórica.

sábado, 11 de abril de 2026

Elvis Presley - Elvis' Golden Records

Elvis Presley - Elvis' Golden Records
Esse álbum é uma coletânea fundfamental na carreira de Elvis Presley, reunindo alguns dos maiores sucessos do artista na década de 1950. Diferente de um álbum de estúdio convencional, este disco compila singles lançados anteriormente, muitos deles gravados antes do período em que Elvis serviu ao exército dos Estados Unidos. O álbum surgiu em um momento estratégico, mantendo a presença do cantor no mercado musical mesmo durante sua ausência temporária. Com faixas icônicas como “Hound Dog”, “Heartbreak Hotel” e “Don’t Be Cruel”, o disco captura o auge do impacto inicial de Elvis no cenário do rock and roll. Essas músicas ajudaram a redefinir a música popular americana, introduzindo uma energia e um estilo vocal que influenciariam gerações futuras. A coletânea também destaca a versatilidade do artista, alternando entre rock explosivo e baladas emocionais. Na época de seu lançamento, Elvis já era conhecido como o “Rei do Rock”, e este álbum serviu como um lembrete poderoso de sua influência. Além disso, o disco consolidou a importância dos singles como forma dominante de consumo musical nos anos 1950. Dessa forma, “Elvis’ Golden Records” não apenas reuniu grandes sucessos, mas também reforçou o legado de Elvis como pioneiro do rock.

A recepção crítica ao álbum foi amplamente positiva, especialmente por reunir canções que já haviam se provado extremamente populares. A revista Billboard destacou o disco como uma coletânea essencial, observando que “cada faixa representa um momento de grande sucesso comercial e impacto cultural”. A publicação ressaltou que o álbum tinha forte apelo tanto para fãs antigos quanto para novos ouvintes. A revista Variety também elogiou o lançamento, afirmando que a coletânea era “uma vitrine poderosa do domínio de Elvis sobre o mercado musical da década”. Já o jornal musical britânico NME destacou que o álbum reunia algumas das gravações mais influentes do rock and roll inicial. Críticos apontaram que a seleção de faixas demonstrava a consistência de Elvis como artista de sucesso. Muitos elogiaram a energia de músicas como “Hound Dog”. Outros destacaram a emoção presente em baladas como “Love Me Tender”. A crítica também reconheceu o impacto cultural dessas canções. No geral, as publicações musicais consideraram o álbum uma coletânea indispensável. Assim o disco foi recebido como um retrato fiel do auge da carreira inicial de Elvis Presley.

Grandes jornais também analisaram o álbum sob a perspectiva de sua importância histórica e cultural. O The New York Times observou que o disco reunia gravações que haviam transformado o panorama da música popular americana. Um crítico escreveu que Elvis “não apenas canta essas músicas, mas redefine a maneira como o rock and roll é interpretado”. O Los Angeles Times destacou que a coletânea evidenciava a capacidade do cantor de dominar diferentes estilos musicais. Já a revista The New Yorker comentou o impacto cultural de Elvis, observando que suas gravações haviam influenciado profundamente a juventude da época. Alguns jornalistas ressaltaram que o álbum funcionava quase como um documento histórico da ascensão do rock. Outros destacaram a importância das canções na formação da identidade musical dos anos 1950. Em várias análises, Elvis foi descrito como uma figura central na transformação da música popular. O álbum também foi visto como uma forma de preservar esses momentos importantes. A crítica jornalística reforçou a ideia de que essas gravações eram essenciais para compreender a evolução do rock. Dessa forma, o disco foi amplamente reconhecido por seu valor histórico.

No aspecto comercial, o disco também teve um desempenho significativo, refletindo a enorme popularidade do artista. O álbum alcançou posições de destaque na parada da Billboard, permanecendo por várias semanas entre os mais vendidos. Embora fosse uma coletânea, o disco vendeu grandes quantidades de cópias nos Estados Unidos e internacionalmente. O sucesso comercial foi impulsionado pela familiaridade do público com as músicas incluídas. Muitas das faixas já haviam sido sucessos número um nas paradas. Isso garantiu ao álbum um apelo imediato junto aos consumidores. O disco também recebeu certificações importantes ao longo dos anos. A presença contínua de Elvis nas rádios ajudou a manter o interesse pelo álbum. Mesmo durante sua ausência do cenário musical ativo, sua popularidade permaneceu intacta. O lançamento da coletânea reforçou a força de seu catálogo musical. Assim esse álbum consolidou-se como mais um sucesso comercial na carreira do cantor.

Com o passar do tempo, “Elvis’ Golden Records” passou a ser visto como uma das coletâneas mais importantes da história do rock. Especialistas frequentemente destacam o álbum como um registro essencial da fase inicial da carreira de Elvis Presley. Fãs consideram o disco uma introdução perfeita ao trabalho do artista. Muitas das músicas incluídas continuam sendo amplamente reconhecidas e celebradas até hoje. Críticos modernos apontam que o álbum reúne alguns dos momentos mais influentes do rock and roll. Ele também é frequentemente citado em estudos sobre a evolução da música popular. A coletânea ajuda a compreender o impacto cultural de Elvis nos anos 1950. Além disso, demonstra a força de suas gravações originais. Mesmo décadas após seu lançamento, o álbum continua relevante. Ele é constantemente redescoberto por novas gerações de ouvintes. Dessa forma, seu legado permanece sólido. Esse disco portanto, é um marco duradouro na história da música.

Elvis Presley - Elvis’ Golden Records (1958)
Hound Dog
Loving You
All Shook Up
Heartbreak Hotel
Jailhouse Rock
Love Me Tender
Too Much
Don’t Be Cruel
That’s When Your Heartaches Begin
(Let Me Be Your) Teddy Bear
Treat Me Nice
Anyway You Want Me (That's How I Will Be)
I Want You, I Need You, I Love You

Erick Steve. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Jay Kelly

Título no Brasil: Jay Kelly
Título Original: Jay Kelly
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Noah Baumbach
Roteiro: Noah Baumbach, Emily Mortimer
Elenco: George Clooney, Adam Sandler, Billy Crudup, Laura Dern, Greta Gerwig, Riley Keough

Sinopse:
A trama acompanha momentos da vida do ator de cinema veterano Jay Kelly (George Clooney), um homem que tenta lidar com as complexidades da vida adulta enquanto enfrenta conflitos familiares, crises existenciais e relações pessoais instáveis. Em meio a encontros e desencontros, ele revisita decisões do passado e tenta encontrar um novo sentido para sua vida. 

Comentários:
Esse filme pode ser encarado quase como uma autobiografia do ator George Clooney. Ele interpreta um ator veterano que olha para seu passado e não gosta muito do que vê. Quando mais jovem estava sempre correndo atrás do sucesso, era um sujeito competitivo e ganancioso ao extremo, sempre querendo fazer sucesso a todo custo. Numa das melhores cenas do filme vemos que ele fez muito sucesso em uma produção onde representava um pai amoroso de uma garotinha, tudo o que ele definitivamente não foi em sua vida real, pois negligenciou seus próprios familiares mais próximos. Agora que a idade vem chegando, ele finalmente percebe que perdeu grande parte de sua vida em busca de coisas que no fundo não tinham real valor. Gostei desse filme. Tecnicamente ele é um drama, mas pega leve nesse aspecto. Há uma certa suavidade em todas as situações. Acredito que seja o próprio George Clooney se olhando no espelho, vendo que fez escolhas erradas em seu passado. Uma espécie de mea culpa em forma de cinema. Enfim, recomendo. Um filme realmente muito interessante, suave, mas que mantém o interesse até o fim. 

Pablo Aluísio. 

A História Nunca Contada da Cannon Films

A História Nunca Contada da Cannon Films
Documentário que conta a história da empresa cinematográfica Cannon. Como todo jovem nos anos 80 eu conhecia muito bem a Cannon pelos seus filmes, mas não conhecia os bastidores envolvendo essa companhia. Na boa, depois de assistir a esse documentário cheguei na conclusão que era um bando de malucos fazendo cinema na Califórnia sem ter a mínima noção de absolutamente nada do que estava acontecendo! A Cannon foi fundada por dois primos que se tornaram sócios. Eles eram israelenses. Com a cara e a coragem foram para os Estados Unidos. Produziram filmes classe Z e aos poucos, por mais improvável que isso fosse acontecer, eles começaram a lucrar com suas péssimas produções. Eram filmes de Ninjas, Chuck Norris, Charles Bronson... aquela coisa toda! Até no Brasil esses filmes faziam sucesso nas locadoras... imagine você! 

Tudo na Cannon, como bem demonstra esse documentário, era feito na base da gambiarra. Eles vendiam os filmes sem eles existirem! Tudo que apresentavam era posters de cinema, mas aqueles filmes não existiam de fato. Depois de arrecadar dinheiro de investidores ele iam se virar para fazer essas produções, a maioria delas horrorosas! O documentário não deixa de ser divertido. OK, eram dois sujeitos sem noção, mas uma coisa não se pode negar... Eles gostavam mesmo de cinema, mesmo sem ter a menor condição de produzir filmes, iam lá e faziam. Os resultados, na maioria das vezes, eram bem ruins... mas no final das contas quem iria se importar com isso? Pelo menos não o pessoal da Cannon...

A História Nunca Contada da Cannon Films (Electric Boogaloo: The Wild, Untold Story of Cannon Films, Estados Unidos, 2014) Direção: Mark Hartley / Roteiro: Mark Hartley / Elenco: Chuck Norris, Sylvester Stallone, Charles Bronson (e outros atores, em arquivos de imagens) / Sinopse: A história da produtora Cannon Films, que nos anos 80 chegou a fazer sucesso com seus filmes classe Z! Uma volta aos tempos pioneiros do cinema independente (e sem recursos) das pequenas produtoras cinematográficas americanas. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Rubikon - Ponto sem Retorno

Rubikon - Ponto sem Retorno 
Durante uma troca de tripulantes na Estação Orbital, os astronautas testemunham um estranho fenômeno natural acontecendo na atmosfera terrestre. Uma grande névoa parece tomar todo o planeta! Uma equipe é enviada para a Terra, mas logo desaparece sem deixar vestígios. Na Estação Espacial ficam apenas dois astronautas e a especialista militar em segurança. Conforme o tempo passa a tensão aumenta, a ponto de haver uma quase rebelião entre os tripulantes. E nesse ambiente de extrema pressão psicológica eles descobrem que poderiam viver na Estação por tempo indeterminado, por causa de um sistema de produção de alimentos a bordo. Mas qual seria o preço a se pagar para viver nesse ambiente confinado no espaço? E os sobreviventes na Terra, como ficariam, seriam jogados à própria sorte?

Eu gostei dessa ficção B que está disponível para assistir no streaming. Toca em um ponto interessante, onde toda a esperança da humanidade se resumiria a três astronautas presos em uma Estação Orbital, enquanto a Terra passa por um desastre natural de proporções gigantescas. A ética envolvida na questão entre sobreviver no espaço ou ajudar um pequeno grupo de seres humanos que estão vivos após essa hecatombe natural é das mais interessantes. O que iria prevalecer nesse tipo de situação? O puro instinto de sobrevivência dos astronautas ou o sentimento de solidariedade que marca a maior parte dos seres humanos? Assista para descobrir. 

Rubikon - Ponto sem Retorno (Rubikon, Áustria, 2022) Direção: Magdalena Lauritsch / Roteiro: Jessica Lind, Magdalena Lauritsch, Elisabeth Schmied / Elenco: Julia Franz Richter, George Blagden, Mark Ivanir / Sinopse: O Planeta Terra passa por um gigantesco hecatombe natural. A esperança da humanidade passa a ser de apenas três astronautas que sobrevivem em uma Estação Orbital ao redor do planeta praticamente devastado. 

Pablo Aluísio.

Wanted Man: Marcado Para Morrer

Wanted Man: Marcado Para Morrer 
Produção de ação B, produzida, dirigida, escrita e atuada pelo Dolph Lundgren. Em um filme onde ele praticamente faz tudo, também interpreta um policial americano que atua na fronteira entre Estados Unidos e México. É um daqueles tipos durões que sempre fogem do que seria legal. Logo no começo da história, ele agride um imigrante mexicano chamando o sujeito de "Lixo!". A imprensa cai em cima. Para se livrar do problema o seu comandante o envia para dentro do México, para trazer uma testemunha mexicana para depor em um caso suspeito envolvendo a morte de policiais americanos no outro país. 

Poderia se passar por mais uma propaganda daquele horroroso movimento MAGA do Trump. E logo nas primeiras cenas eu pensei exatamente isso. Felizmente o ator Dolph Lundgren sempre foi uma pessoa inteligente. Para quem não sabe ele tem várias formações universitárias ao longo de sua vida. Não é um brutamontes debilóide. Então a história do filme vai se movimentar para que seu personagem, a do tira preconceituoso da fronteira, mude seu ponto de vista, principalmente quando é ajudado por uma família mexicana. Aos poucos vai descobrir que a origem de uma pessoa nada tem a ver com honestidade ou integridade pessoal. A lógica inicial do filme se inverte, o que acaba salvando o próprio filme da estupidez. É um filme modesto, com produção modesta e ambições bem limitadas. De qualquer forma passa uma boa mensagem nesse momento político turbulento pelo qual passa os Estados Unidos. 

Wanted Man: Marcado Para Morrer (Wanted Man, Estados Unidos, 2025) Direção: Dolph Lundgren / Roteiro: Dolph Lundgren, Michael Worth, Hank Hugues / Elenco: Dolph Lundgren, Christina Villa, Kelsey Grammer / Sinopse: Um policial americano violento e preconceituoso que atua na fronteira acaba sendo ajudado por uma família mexicana em uma missão envolvendo uma importante testemunha, algo que fará mudar seu ponto de vista contra pessoas de outros países. 

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

O Ritual

O Ritual 
Eu fico chateado, mais do que qualquer outra coisa, quando vejo grandes atores do passado atuando em filmes ruins do presente. Isso me dá uma sensação de que aquele artista deve estar passando por alguma dificuldade financeira, para fazer um filme tão fraco como esse! É justamente o que aconteceu aqui. Ver o grande Al Pacino envolvido numa bomba dessas é de revirar o estômago! Veja, ele certamente não precisaria de algo assim em sua tão rica filmografia! É uma quebra brutal em seu padrão de qualidade cinematográfica! Filmes sobre exorcismos já estão virando o túmulo desses atores. Vide o caso de Russell Crowe. Ele não fez apenas um filme desse tipo recentemente, mas dois! Pelo visto a coisa anda feia para esses veteranos. 

O filme é aquela coisa ruim. Padre novo se une a padre velho para exorcizar uma jovem que estaria sendo possuída por um demônio antigo, velho conhecido dos exorcistas do Vaticano. O jovem padre logo fica chocado com os métodos do antigo. Esse não tem modos e nem tampouco pensa em poupar a jovem supostamente possuída. Parte logo para o que há de mais pesado nesse tipo de ritual. E tome água benta jorrando pra todo lado, enquanto a garota sobe pelas paredes! Filme, como eu já disse, todo fraco, mal realizado mesmo. Quase cai no humor involuntário! Faltou um tiquinho para isso acontecer! Assim como aconteceu com "Tubarão", aniquilado por centenas de imitações podreiras, "O Exorcista" também caiu nessa vala comum. De tão imitado, de formas tão ruins, acabou perdendo a força inicial que um dia teve. Acaba virando paródia de si mesmo. E esse péssimo filme de terror é mais um prego em seu caixão. Enfim, fuja, especialmente se é fã de Al Pacino. É bem triste ver ele aqui nessa produção de quinta categoria. Vade retro Satanás!

O Ritual (The Ritual, Estados Unidos, 2025) Direção: David Midell / Roteiro: David Midell, Enrico Natale / Elenco: Al Pacino, Dan Stevens, Ashley Greene / Sinopse: Dois padres, um jovem e um veterano, unem suas forças em um exorcismo para tirar o Diabo do corpo de uma jovem em tormento.

Pablo Aluísio.

Sexta-Feira 13 - Parte 8

Sexta-Feira 13 - Parte 8
A Pluto TV (um serviço de streaming grátis da Paramount) trouxe quase todos os filmes dessa franquia para seu catálogo recentemente. Por mera curiosidade decidi rever essa oitava parte. Provavelmente assisti nos anos 80, mas sinceramente não me lembrava de nada. Então lá fui eu rever essa tranqueira. Não deu outra. Se o filme já era ruim nos anos 80, imagine numa revisão nos dias atuais. Praticamente nada se salva, tudo muito ruim mesmo. O título é exagerado! Sim, Jason vai para Nova Iorque, mas a maior parte do filme se passa dentro de um navio de passageiros, a maioria deles estudantes que estão indo para a grande cidade para um passeio. 

Todos esses personagens são irritantes e rasos. Mera carne fresca para Jason passar seu facão. Até o professor que cuida deles é péssimo, um sujeito afetado, bem vilanesco. Você fica sem saber se ele está ali para proteger aqueles jovens ou para assediar as alunas mais bonitas! (pois é, coisas dos anos 80). Agora ruim mesmo é a forma como Jason retorna do mundo dos mortos. A âncora desse navio passa por cima de sua cova submarina e aí... como numa passe de mágica... eis que Jason se levanta, como um Lázaro com máscara de Hóquei! Depois dessa se você não der uma grande gargalhada dessa presepada, certamente a pessoa com problemas será você, meu caro espectador...

Sexta-Feira 13 - Parte 8: Jason Ataca em Nova York (Friday the 13th Part VIII: Jason Takes Manhattan, Estados Unidos, 1989) Direção: Rob Hedden / Roteiro: Rob Hedden, Victor Miller/ Elenco: Jensen Daggett, Kane Hodder, Todd Caldecott / Sinopse: Jason retorna do mundo dos mortos e "pega carona" em um navio de passageiros até Nova Iorque. Na viagem vai passando o facão nos jovens estudantes que estão na embarcação rumo a grande cidade americana. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 7 de abril de 2026

O Pistoleiro do Rio Vermelho

O Pistoleiro do Rio Vermelho
Ontem assisti ao filme "O Pistoleiro do Rio Vermelho" (The Last Challenge, EUA, 1967). Sempre é bom conhecer ou rever filmes americanos de faroeste, principalmente das décadas de 40, 50 e 60, onde geralmente se situam as melhores produções da história do cinema ianque. Naqueles tempos o Western era extremamente popular e rendia excelentes bilheterias. Também eram filmes muito lucrativos pois custavam pouco, geralmente sendo rodados nos desertos do Arizona e Califórnia. Os estúdios aliás ganhavam grande parte de seus recursos justamente nesse tipo de produção. Se havia necessidade de melhorar as receitas nada mais era tão indicado como a produção de filmes desse gênero.

Ao longo do tempo a regularidade levou vários atores a se tornarem ícones desse estilo como John Wayne, Randolph Scott, Alan Ladd, etc. O caso de Glenn Ford era um pouco diferente. Ele não era um astro cowboy por excelência. Realmente chegou a atuar em muitos faroestes, mas era mais regular em dramas, filmes de aventura ou de guerra. Tanto isso é verdade que seu filme mais lembrado até hoje é "Gilda", um filme com ares de noir que acabou virando um cult para a crítica americana (status que só foi adquirido com o tempo já que em seu lançamento o filme se notabilizou mais pela bela presença de Rita Hayworth do que por qualquer outra coisa).

Assim Ford era considerado acima de tudo um astro eclético, embora nunca chegasse a ser reconhecido como grande ator. Ele era um tipo, uma espécie de estereótipo cinematográfico. Se formos pensar apenas em seus filmes de western veremos que Ford nunca chegou a atuar em um grande clássico, em uma obra prima tal como aconteceu muitas vezes com John Wayne. Na verdade ele se especializou em filmes B, baratos, que não tinham maiores pretensões a não ser render uma boa bilheteria para pagar os custos da produção e gerar algum lucro. Esse é o caso de "O Pistoleiro do Rio Vermelho". Não há uma excelente produção em cena. O filme, como todos da MGM, era certamente bem produzido, com boas locações, mas passava longe de ser uma superprodução.

Quando a fita chegou nos cinemas por volta de 1967 o western já estava saindo lentamente de moda. O público era mais velho e os jovens estavam interessados em outras coisas (não nos esqueçamos que foi nesse mesmo ano que aconteceu o verão hippie, do amor livre e do flower power). Havia muita LSD e maconha rolando entre os jovens cabeludos. Nenhum deles teria interesse em ver um filme de cowboy com um roteiro que soava até mesmo fora de época. E os valores? Será que algum jovem queria mesmo ver um duelo no velho oeste para determinar quem seria o gatilho mais rápido do Arizona? Acredito que não. Assim o que temos aqui é um filme de orçamento restrito, já meio fora de moda, com um astro já aparentando um certo cansaço.

O único interesse talvez viesse da presença da atriz Angie Dickinson, uma loira bonita, com cabelos de hippie (mesmo que o filme fosse passado no velho oeste) e personalidade feminista à frente de seu tempo (no roteiro ela era dona de um saloon, não se importando em ser falada na cidade). Outro ponto interessante é o fato de que o filme foi dirigido por Richard Thorpe. Quem é fã de Elvis Presley certamente saberá de quem se trata. Ele dirigiu dois dos mais populares filmes de Elvis: "O Prisioneiro do Rock" em 1957 e "O Seresteiro de Acapulco" de 1963. O primeiro é um marco na história do rock no cinema e o segundo um clássico da Sessão da Tarde dos anos 70 e 80. Esse faroeste foi seu último filme, afinal ele já havia dirigido quase 180 filmes desde que começou em Hollywood em 1923 (ainda na era do cinema mudo). Já era mesmo tempo de se aposentar da sétima arte.

Pablo Aluísio.

A Morte Não Manda Recado

A Morte Não Manda Recado
Sam Peckinpah! Quem é cinéfilo já sabe. Qualquer filme que tenha essa nome em seus créditos já torna o filme essencial para quem curte sétima arte. E se for um faroeste, bem, as coisas ficam ainda mais interessantes. Nesse western norte-americano, mas com claras influências do western spaghetti italiano, o diretor Sam Peckinpah construiu um filme curioso. Ao mesmo tempo em que tenta ser original também se destaca por render várias homenagens aos temas mais caros à mitologia do velho oeste. Personagens são tipos indigestos, diria até intragáveis e asquerosos. Só que com isso o filme ganha no humor e no realismo porque convenhamos, no velho oeste os cowboys não eram galãs, mas sim caras durões que viviam com as roupas empoeiradas por causa do deserto.

O resultado é mais do que agradável de se assistir. Há cenas com bom humor e algumas que ficaram marcantes, como a do homem que é deixado para morrer no meio de um deserto hostil e muito selvagem, quase impossível de sobreviver. Não há nenhum grande astro no elenco, mas isso definitivamente não faz a menor diferença. É um filme ótimo, excelente, dos bons. Assista se puder.

A Morte Não Manda Recado (The Ballad of Cable Hogue, Estados Unidos, 1970) Direção: Sam Peckinpah / Roteiro: John Crawford / Elenco: Jason Robards, Stella Stevens, David Warner / Sinopse: Um homem é deixado para morrer no deserto por inimigos. Sò que ele está decidido a dar a volta por cima.

Pablo Aluísio.