sábado, 29 de novembro de 2025

Elvis Presley - Elvis Now - Parte 5

"We Can Make the Morning" tem um belo trabalho vocal por parte dos grupos de apoio de Elvis. Essa canção sempre considerei uma das melhores sob esse aspecto. Talvez não tenha sido tão bem recebida pelo público porque sua sonoridade destoava um pouco do que tocava nas rádios na época. "American Pie" de Don McLean era um hit nas paradas e mostrava bem o que todos estavam querendo ouvir por volta de 1972. Músicas grandiosas como essa de Elvis Presley dificilmente iriam se sobressair no mercado.

A RCA Victor porém resolveu ignorar isso e colocou a música de Jay Ramsey como lado B do novo single de Elvis. Não houve boa receptividade, fazendo com que o compacto chegasse apenas ao quadragésimo lugar entre os compactos mais vendidos, um resultado muito longe do que a gravadora pretendia. É uma pena já que definitivamente a canção era bonita e bem executada. Apenas não era a ideal para ser lançada como single naquela ocasião. De qualquer maneira acabou recebendo boas críticas por parte de revistas especializadas em música. Se não foi tão bom do ponto de vista comercial, pelo menos ganhou a simpatia dos críticos musicais.

O Lado A desse mesmo single veio com a melancólica "Until It's Time For You To Go". Essa era uma nova versão de Elvis para um sucesso de meados dos anos 60. A música havia sido escrita e lançada pela artista canadense Buffy Sainte-Marie. Ela foi uma nativa que cantando sobre paz, amor e ativismo político, conseguiu se sobressair no cenário da música naquele período. Sua versão original é bem de acordo com o movimento hippie, com apenas voz e violão, algo singelo, simples, mas ao mesmo tempo bonito e harmonioso.

Elvis de certa forma tirou a melodia de suas origens e a levou para um estilo mais country and western. Também sua banda TCB vinha nessa pegada. Elvis assim tornava a música mais palatável para o público do sul dos Estados Unidos, que tinha mais familiaridade com a sonoridade vinda de Nashville. Muito provavelmente Elvis nem tenha se inspirada na gravação original de Sainte-Marie, mas sim na versão do grupo britânico The Four Pennies. Eles a gravaram em 1965 e conseguiram transformar sua gravação em um top 20 da parada. Um feito e tanto. Pena que na voz de Elvis a música não voltou a obter muito sucesso na parada de singles. Muito provavelmente ela já havia chegado ao máximo em termos de êxito comercial com os ingleses, sete anos antes.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Sonhos de Trem

Título no Brasil: Sonhos de Trem
Título Original: Train Dreams 
Ano de Lançamento: 2025 
País: Estados Unidos 
Estúdio / Produção: Kamala Films
Direção: Clint Bentley 
Roteiro: Clint Bentley, Greg Kwedar 
Elenco: Joel Edgerton, Felicity Jones, Kerry Condon, William H. Macy, Nathaniel Arcand, Clifton Collins Jr. 

Sinopse: 
A história de um homem comum, um trabalhador chamado Robert Grainier. Quando criança, se torna órfão. Ao se tornar adulto vai trabalhar como lenhador e operário na construção de linhas de trem rumo ao oeste. Conhece uma jovem e com ela forma uma família. Constrói uma cabana no meio da floresta, mas sua felicidade é logo abalada por uma tragédia de grandes proporções. Baseado na novela Train Dreams, do escritor Denis Johnson. 

Comentários: 
Que filme ótimo! Em tempos atuais está cada vez mais raro se deparar com um filme assim, tão humano, com sentimentos tão verdadeiros! E para isso não precisa de muita coisa, a não ser uma boa história, um elenco aprimorado, uma bela direção, com lindas imagens da natureza capturadas por uma direção de fotografia inspirada. Todos os elementos que fazem um bom filme podem ser encontrados aqui. Em particular destaco não apenas o casal protagonista - estão ótimos em cena - como também a figura do velho homem trabalhador interpretado por William H. Macy. Ele é um sábio em sua própria maneira de ser. Uma sabedoria popular, fruto de anos de trabalho árduo, tudo em troca de uma vida honesta, mas igualmente muito dura. E ele tem esses pequenos pensamentos para passar aos mais jovens que queiram ouvir. Enfim, eis aqui um bom filme para se assistir na Netflix. Um tipo raro de obra cinematográfica de valor nos dias magros de bons filmes em que vivemos atualmente. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Respire

Título no Brasil: Respire
Título Original: Breathe 
Ano de Lançamento: 2024 
País: Estados Unidos 
Estúdio / Produtoras: Capstone Studios
Direção: Stefon Bristol 
Roteiro: Doug Simon 
Elenco: Jennifer Hudson, Milla Jovovich, Quvenzhané Wallis, Sam Worthington, Common, Raúl Castillo 

Sinopse:
Após mais uma tragédia ambiental mundial, o Planeta Terra perdeu parte de sua atmosfera. Com isso o Oxigênio, essencial para a respiração de todos os seres humanos, se torna um item raro, disputado com violência. Uma família sobrevive graças a uma invenção do pai, engenheiro, que construiu uma máquina de produção de Oxigênio. Só que isso vai trazer uma grave ameaça a todos eles, pois estranhos batem à porta em busca dessa máquina salvadora. 

Comentários: 
Achei bem fraco! O filme se passa em um mundo pós-apocalíptico. A justificativa agora vem da ausência ou escassez de oxigênio no planeta. Claro que algo assim iria exterminar grande parte da humanidade. E dentro da história que o filme conta, realmente exterminou. Até aí tudo bem. Só que o filme é focado numa pequena família (pai, mãe e filha) que conseguiram sobreviver. O pai, engenheiro sagaz e inteligente, construiu uma máquina que garantiu a sobrevivência delas, mas agora decide partir, porque sabe que não haverá oxigênio suficiente para 3 pessoas! Então ele se vai... e não demora muito para estranhos baterem à porta onde vivem agora sua esposa e filha... completamente sozinhas! História OK, mas sem maiores surpresas. O que não gostei mesmo foi do estilo visual do filme! Esse estilo de "filmagem amadora" me incomoda demais. Parece que estou assistindo a um Reality Show e isso definitivamente é péssimo! Eu implico mesmo com essa nova forma que alguns filmes estão adotando. É algo que me incomoda mesmo! Eu quero a película de 35mm, a clássica usada em cinema desde sempre. Um filme feito com imagem digital mixuruca não me interessa mais. Não dá, são muitos anos de cinefilia para aceitar algo assim! Quero mais que esse novo cinema digital seja engolido por um buraco negro no centro de nossa galáxia! E vou implicar cada vez mais quando encontrar filmes produzidos nesse estilo lamentável. 

Pablo Aluísio.  

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Red Rooms

Título no Brasil: Red Rooms: Obsessão Doentia 
Título Original: Red Rooms 
Ano de Lançamento: 2023 
País: Canadá 
Estúdio / Produtora: Nemesis Films Productions 
Direção: Pascal Plante 
Roteiro: Pascal Plante 
Elenco: Juliette Gariépy, Laurie Babin, Élisabeth Locas, Maxwell McCabe‑Lokos, Natalie Tannous, Pierre Chagnon 

Sinopse: 
Red Rooms são conhecidos como locais de tortura e morte online. Criminosos isanos e assassinos em séries violentos usam essas salas clandestinas no mundo virtual para mostrar seus crimes para uma série de pessoas atraídas por esse tipo de situação macabra e doentia. Quando um desses infames assassinos é preso, uma modelo chamada Kelly-Anne (Juliette Gariépy) começa a sentir uma obsessão doentia por esse caso criminal de grande repercussão na mídia. Ela sempre escondeu isso, mas sempre foi uma frequentadora assídua desse tipo de sala vermelha na net!

Comentários: 
Não é um grande filme de terror e suspense, mas curiosamente conseguiu atrair minha atenção da primeira à última cena. O tema é interessante e eu desconhecia a existência dessas salas vermelhas que dão título ao filme. É fato que a internet é mesmo de uma podridão sem limites, com lugares escuros, sombrios, frequentados por todo tipo de gente perversa e pervertida. Só não sabia que era algo tão conhecido assim no meio social, ainda mais em países tão civilizados como o Canadá (onde o filme foi produzido). O clima do filme é opressivo, com a protagonista geralmente ficando em ambientes escuros e fechados, com um notebook à sua frente. Ali, no meio virtual, ele dá liberdade para esse ser sombrio que carrega em sua mente. Aliás um ponto positivo desse roteiro é que ele nunca chega a ser violento, graficamente e visualmente falando. Ao invés disso aposta todas as suas fichas no terror psicológico e isso definitivamente é um dos aspectos mais positivos desse filme. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Vingador Impiedoso

Vingador Impiedoso
Um bom western. No enredo Blayde Hollister (Gary Cooper) é um criminoso fora-da-lei que decide se passar por delegado federal dos Estados Unidos na distante cidade de Dallas, Texas, onde ninguém o conhece. O problema é que a cidade vive uma verdadeira guerra pelo controle das terras da região que são extremamente ricas em Petróleo. Os irmãos Marlow aterrorizam os fazendeiros da região pois querem tomar posse de todas as propriedades ao redor da cidade. "Dallas" que no Brasil recebeu o título de "Vingador Impiedoso" é mais um western estrelado pelo ator Gary Cooper que aqui surge fazendo um tipo de papel incomum, a de um criminoso procurado em diversos Estados. Ex-oficial do exército Confederado, ele agora é procurado por supostos crimes cometidos durante a Guerra Civil. Como o Sul foi derrotado, ele agora tem que esconder sua verdadeira identidade para não ser condenado à forca. Seu passado o condena e por mais que ele queira um novo recomeço, isso sempre volta para assombrar seus passos.

Ao contrário de "Matar ou Morrer", o grande clássico da filmografia de Gary Cooper, esse western aqui valoriza muito mais a ação e as cenas de perseguições, tiroteios, etc, Bem ao contrário do conflito psicológico do famoso filme anteriormente citado. Cooper aliás está mais expansivo em uma caracterização que em nada lembra o famoso xerife que interpretou em "Matar ou Morrer". A cidade de Dallas que emerge do filme ainda é um local muito primitivo, que sequer tem uma sede de sua prefeitura e que é controlada com mãos de ferro por especuladores e pistoleiros. Para quem ainda duvida que os Estados Unidos é a terra dos imigrantes é bom prestar atenção na grande quantidade de personagens latinos presentes no filme. Uma sucessão de nomes hispânicos como Luíz, José e Manoel vão surgindo no transcorrer da trama. A própria mocinha do filme é uma morena com sangue latino nas veias interpretada pelo bela  Ruth Roman.

No saldo final podemos dizer que Dallas é um bangue bangue que privilegia muito mais as cenas de ação do que um roteiro mais primoroso. Em se tratando de um faroeste estrelado pelo ator Gary Cooper, eu particularmente esperava por algo mais complexo, diria até requintado. Um roteiro mais bem trabalhado. Mesmo assim, com essas pontuais falhas, diverte e entretém. Não é dos melhores trabalhos de Cooper mas merece ser redescoberto.

Vingador Impiedoso (Dallas, Estados Unidos, 1950) Direção: Stuart Heisler / Roteiro: John Twist / Elenco: Gary Cooper, Ruth Roman, Steve Cochran, Raymond Massey / Sinopse: Nos primórdios da fundação da cidade de Dallas, no Texas, um grupo de fazendeiros é intimidado pelos irmãos Marlow que desejam tomar posse de todas as terras da região, pois estão cheias de Petróleo em seu subsolo. No meio dessa luta surge na cidade um forasteiro que se diz delegado federal, mas que na realidade é um foragido e fora-da-lei em vários Estados americanos.

Pablo Aluísio.

O Tesouro dos Renegados

Título no Brasil: O Tesouro dos Renegados
Título Original: Der Schatz im Silbersee
Ano de Produção: 1962
País: Alemanha
Estúdio: Rialto Film Preben-Philipsen
Direção: Harald Reinl
Roteiro: Harald G. Petersson
Elenco: Pierre Brice, Lex Barker, Herbert Lom, Karin Dor, Marianne Hoppe, Eddi Arent

Sinopse:
Baseado no romance escrito por Karl May, o filme "O Tesouro dos Renegados" conta a história do caçador Old Shatterhand (Lex Barker) que se une ao chefe apache Winnetou (Pierre Brice) para localizar o lugar onde foi enterrado um tesouro com moedas de prata.

Comentários:
Você já assistiu a um faroeste alemão? Pois é, esse gênero cinematográfico sempre foi associado ao cinema americano (onde tem suas origens) e ao cinema italiano (com o surgimento do chamado Western Spaghetti durante os anos 1960 e 1970). O curioso é que apesar de ser produzido na Alemanha esse filme até que é muito bom, inclusive com uma produção que surpreende ao público mais acostumado com faroestes. Esse personagem apache chamado Winnetou inclusive fez muito sucesso na época, dando origem a outros filmes, quadrinhos e até mesmo brinquedos para as crianças alemãs. No geral é um bom filme, porém mais direcionado para um público juvenil, já que a intenção do roteiro é mesmo divertir aos jovens, inclusive pegando elementos de clássicos da literatura juvenil, como o próprio romance "A Ilha do Tesouro". Mesmo assim, com tantos elementos misturados, o filme certamente ainda agrada, principalmente se o cinéfilo estiver em busca de curiosidades sobre o cinema europeu dos anos 1960.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

O Casal Osterman

Título no Brasil: O Casal Osterman
Título Original: The Osterman Weekend
Ano de Lançamento: 1983 
País: Estados Unidos 
Estúdio: Davis-Panzer Productions 
Direção: Sam Peckinpah 
Roteiro: Ian Masters, Alan Sharp 
Elenco: Rutger Hauer, John Hurt, Craig T. Nelson, Dennis Hopper, Meg Foster, Burt Lancaster 

Sinopse:
John Tanner (Rutger Hauer), apresentador de televisão crítico e influente, é convocado pelo agente da CIA Lawrence Fassett (John Hurt) para investigar três de seus antigos amigos que supostamente fazem parte de uma rede de espionagem soviética chamada “Omega”. O “fim de semana Osterman”, uma tradicional reunião anual entre eles na propriedade de Tanner, torna-se o palco de traições, manipulações, vigilância extrema e violência. Tanner então percebe que tudo pode não ser como parece, estando ele próprio sendo manipulado.

Comentários:
Eu sempre vou ter um grande respeito pelo cineasta Sam Peckinpah. Ele realmente colecionou grandes filmes em sua filmografia. Só que, como todo ser humano, ele também tinha suas falhas. Esse foi seu último filme, quando já estava meio doente e muito frustrado com os estúdios de Hollywood. Os produtores deram a ele um pequeno orçamento para filmar e um roteiro mal escrito, incompleto. Acabou saindo do que jeito que saiu, sem agradar aos críticos e nem ao público que nem se deu ao trabalho de ir aos cinemas para assistir a essa última película do diretor. O resultado foi um grande fracasso de bilheteria. O filme ficou pouco tempo em cartaz, sendo recolhido rapidamente. Eu pessoalmente não gostei do filme, o acho ruim de fato. Com isso o (quase) sempre excelente Sam Peckinpah se despediu da sétima arte. Uma despedida que infelizmente foi mesmo melancólica. 

Pablo Aluísio. 

A Lenda de Enéas

Título no Brasil: A Lenda de Enéas
Título Original: La leggenda di Enea
Ano de Lançamento: 1962 
País: Itália, França, Iugoslávia 
Estúdio: Mercury Films 
Direção: Giorgio Venturini
Roteiro: Ugo Liberatore, Albert Band 
Elenco: Steve Reeves, Carla Marlier, Giacomo Rossi Stuart, Liana Orfei, Gianni Garko, Mario Ferrari 

Sinopse:
Após a queda de Troia, Enéas lidera os sobreviventes troyanos em direção à Itália, buscando fundar uma nova pátria. Chegando ao Lácio, ele tenta negociar com o rei Latino para se estabelecer com seu povo, mas enfrenta oposição de Turno, rei dos Rutuli, que vê nos recém-chegados uma ameaça. Conflitos, intrigas e batalhas se desenrolam enquanto Enéas luta para cumprir seu destino, enfrentar inimigos, conquistar o amor de Lavínia e estabelecer paz em meio ao caos. 

Comentários:
Mais um filme com o brutamontes Steve Reeves. O cinema italiano estava a todo vapor na época. O que me chamou mais atenção nesse filme é a direção de arte. As armaduras, por exemplo, são bem diferentes. Não se parecem em nada com outros filmes da época. E de beleza na arte, vamos convir, os italianos sabiam tudo. Desde a era da renascença é bom lembrar. O filme era inspirado em um clássico do mundo antigo, na Eneida de Virgílio, o épico romano, adaptando seu enredo mitológico para o cinema de aventura. Steve Reeves, ícone do gênero por sua presença física e músculos, interpretou Enéas. Outros nomes do elenco traziam Giacomo Rossi Stuart (como Eurialo), Liana Orfei (como Camilla), Gianni Garko (como Turno) e Carla Marlier (como Lavínia). A Trilha sonora era de autoria do compositor Giovanni Fusco e a direção de arte foi do talentoso Angelo Lotti, contribuindo para a atmosfera épica e visual grandioso típico do gênero. 

Pablo Aluísio. 

domingo, 23 de novembro de 2025

Já Não Se Faz Amor Como Antigamente

Título no Brasil: Já Não Se Faz Amor Como Antigamente
Título Original: Já Não Se Faz Amor Como Antigamente
Ano de Lançamento: 1976
País: Brasil
Estúdio: Embrafilme
Direção: Anselmo Duarte, Adriano Stuart, John Herbert
Roteiro: Adriano Stuart, John Herbert
Elenco: Joffre Soares, Sandra Bréa, Carlos Eduardo Dolabella, Rosana Tapajós, Lúcia Alves, Anselmo Duarte

Sinopse:
Composto por três episódios independentes, o filme é uma comédia que retrata, com humor e ironia, diferentes formas de relacionamento amoroso no Brasil dos anos 1970. Cada história aborda situações que revelam mudanças de comportamento, conflitos de gerações e os contrastes entre romantismo e liberdade sexual, sempre com um tom leve e crítico sobre os costumes da época.

Comentários:
Filme com uma das mais famosas gostosas das pornochanchadas brasileiras dos anos 70. Estou me referindo à Matilde Mastrangi, uma bela mulher. O filme foi lançado em 1976 e foi dirigido por Anselmo Duarte. Não deixa de ser uma grande surpresa ver o cineasta de "O Pagador de Promessas" envolvido em uma produção popularesca como essa! De qualquer forma, só ele poderia explicar porque se envolveu com algo desse nível. De qualquer forma vale o registro do cinema brasileiro sendo bem picante em plena ditadura militar! O elenco ainda trazia Lucélia Santos, John Herbert, Laura Cardoso, Vera Gimenez e até o Chacrinha! Quem poderia imaginar...

Pablo Aluísio.

O Trapalhão na Ilha do Tesouro

Título no Brasil: O Trapalhão na Ilha do Tesouro
Título Original: O Trapalhão na Ilha do Tesouro
Ano de Lançamento: 1975
País: Brasil
Estúdio: Herbert Richers
Direção: J.B. Tanko
Roteiro: Victor Lima, J.B. Tanko
Elenco: Renato Aragão, Dedé Santana, Manfried Sant’Anna (Mussum), Antônio Carlos (Zacarias), Milton Moraes, Edson Silva

Sinopse:
Inspirado livremente no clássico romance A Ilha do Tesouro, o filme acompanha Didi e seus amigos trapalhões em uma divertida e atrapalhada caçada por um tesouro escondido em uma ilha misteriosa. Enfrentando piratas, vilões gananciosos e muitas confusões, o grupo embarca em uma aventura cheia de humor, música e situações cômicas típicas do quarteto mais querido do cinema brasileiro.

Comentários: 
Sim, eu fui criança nos anos 70, então me lembro perfeitamente desse filme. Esse é aquele tipo de produção nacional que só fazia sentido dentro do contexto daquela época. Revendo hoje em dia ficamos pasmos como um filme tão ruim e mal produzido fazia tanta bilheteria nos cinemas. É algo inegável, os filmes dos Trapalhões lotavam as salas de cinemas por todo o país, fazendo a festa dos donos desses estabelecimentos comerciais. Pena que hoje em dia sejam tão fracos numa revisão. Era um cinema muito popular, mas que não resistiu ao tempo. Assim não há como negar, não era um bom cinema nacional. Era comercialmente bem sucedido e apenas isso. 

Pablo Aluísio.