terça-feira, 5 de maio de 2026

Duelo ao Sol

Duelo ao Sol
Gregory Peck construiu sua carreira em Hollywood interpretando homens honestos, íntegros, verdadeiros pilares de suas comunidades. Entretanto, como toda regra, existem exceções. E aqui temos uma delas. Nesse filme Peck interpreta um sujeito completamente asqueroso. Ele é o filho caçula de um latifundiário, dono de vastas terras. Já tendo sido senador em seu passado, esse sujeito manda na região. Ele acredita estar acima de lei por ser rico e poderoso. Assim o personagem de Peck, sempre protegido pelo pai, se vê no direito de cometer várias barbaridades, entre elas assediar mulheres, ser bruto com elas e até mesmo matar desafetos. É um criminoso vil. E as coisas só pioram quando Pearl (Jennifer Jones) vai morar na fazenda dele. A partir daí as coisas ficam completamente fora do controle. 

"Duelo ao Sol" é um filme de faroeste, mas também é um novelão daqueles bem dramáticos. São dois irmãos, filhos do fazendeiro, disputando uma mulher, justamente a mestiça Pearl. Ela é um vulcão, muito sexualizada, mas ao mesmo tempo tenta impor um certo limite e valor em sua vida. Não que isso faça diferença para todos aqueles que habitam aquela fazenda do velho oeste. Tirando o irmão primogênito, que é um homem correto e ético, tanto o pai como seu filho caçula são racistas, com perfis criminosos e machistas ao velho estilo. E quem sofre tudo na pele é justamente a personagem de Jones. 

Aliás cabe aqui algumas críticas em relação ao desempenho da atriz Jennifer Jones. Achei tudo muito exagerado! Tentando impressionar o público ela exagerou na dose! São caras, bocas e poses em excesso. Algumas vezes beira o humor involuntário. No fundo uma história de irmão bonzinho versus irmão malvado, lutando pela mesma garota, quem acabou se saindo melhor foi mesmo Peck, ainda que fazendo um vilão dos mais perversos de sua carreira. E se você ficar com raiva dele no final do filme, saiba que isso apenas significa que o ator fez um belo trabalho de atuação. 

Duelo ao Sol (Duel in the Sun, Estados Unidos, 1946) Direção: King Victor / Roteiro: David O. Selznick, Niven Busch / Elenco: Gregory Peck, Jennifer Jones, Joseph Cotten, Lionel Barrymore, Lilia Gish / Sinopse: Dois irmãos, filhos de um rico fazendeiro, disputam o coração de uma jovem mestiça que vai morar na fazenda de seu pai. E o conflito vai ser o estopim de uma grande rivalidade entre eles. 

Pablo Aluísio. 

A Volta do Pistoleiro

A Volta do Pistoleiro
Pistoleiro (Robert Taylor) sai da prisão de Yuma e recebe carta de um amigo que precisa de sua ajuda pois está sendo ameaçado por bandidos locais que querem expulsá-lo de seu rancho na fronteira com o México. Robert Taylor foi um dos galãs mais populares de Hollywood nas décadas de 40 e 50, estrelando várias produções de luxo dos principais estúdios. Passeou em vários gêneros desde filmes épicos (Quo Vadis), de capa e espada (Os Cavaleiros da Tavola Redonda, Ivanhoé) até produções de guerra (O Dia D). O problema é que Taylor era aquele tipo de ator que se baseava apenas em sua aparência física, algo que é inerente a todos os galãs aliás. Quando a idade chega eles obviamente são trocados por atores mais jovens e caem no ostracismo. Acontece com todos e aconteceu com Robert Taylor também. No final dos anos 50 ele já demonstrava sinais de declínio na carreira. Tentou sobreviver indo para a TV e até conseguiu uma sobrevida com séries como The Detectives mas a partir de 1962 os trabalhos foram ficando cada vez mais escassos.

Quando realizou "A Volta do Pistoleiro" Robert Taylor já estava praticando aposentado das telas. Para falar a verdade esse foi seu último filme americano nos cinemas (decadente chegou a filmar na Itália e após um breve retorno à TV morreria dois anos depois em 1969). Aqui temos uma produção B da MGM. Não é um grande western, não tem uma grande produção e o roteiro para falar a verdade é mais do mesmo (a velha estória do pistoleiro rápido do gatilho que parte em busca de vingança). Taylor está visivelmente envelhecido e sem pique, aparentando inclusive problemas de obesidade (sua barriga saliente é constrangedora). De qualquer forma tenta trazer alguma dignidade ao papel usando de seus velhos maneirismos (como o levantar das sobrancelhas e o cerramento dos olhos nos momentos de tensão). No saldo final "Return of the Gunfighter" serve apenas como uma despedida desse galã hollywoodiano dos velhos tempos. Claro que ainda é melhor vê-lo no auge, como em "Quo Vadis" mas essa produção não deixa de ser curiosa também para conferir um dos últimos trabalhos dele nas telas.

A Volta do Pistoleiro (Return of the Gunfighterm Estados Unidos, 1967) / Direção de James Neilson / Roteiro de Robert Buckner e Burt Kennedy / Com Robert Taylor, Ana Martin e Chad Everett / Sinopse: Pistoleiro (Robert Taylor) sai da prisão de Yuma e recebe carta de um amigo que precisa de sua ajuda pois está sendo ameaçado por bandidos locais que querem expulsá-lo de seu rancho na fronteira com o México.

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Terra de Gigantes

Título no Brasil: Terra de Gigantes
Título Original: Land of the Giants
Ano de Produção: 1968 a 1970
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox Television
Criação: Irwin Allen
Direção: Vários diretores
Elenco: Gary Conway, Don Marshall, Stefan Arngrim, Don Matheson, Kurt Kasznar

Sinopse:
A série Land of the Giants acompanha a tripulação de uma nave espacial suborbital que, durante uma viagem de rotina, atravessa uma estranha anomalia e acaba em um planeta misterioso. Nesse novo mundo, tudo é gigantesco: objetos cotidianos, animais e até mesmo os seres humanos locais possuem dimensões colossais em comparação aos protagonistas. Lutando para sobreviver e encontrar uma forma de retornar à Terra, o grupo enfrenta inúmeros perigos, escondendo-se dos gigantes e improvisando soluções com recursos limitados.

Comentários:
Criada por Irwin Allen, conhecido como o “mestre das séries” da televisão, Terra de Gigantes seguia a linha de outras produções de ficção científica do produtor, combinando aventura, suspense e efeitos visuais criativos para a época. O grande destaque da série estava no uso engenhoso de cenários ampliados e objetos gigantes para criar a ilusão de escala, algo bastante inovador no final dos anos 1960. Embora os roteiros fossem episódicos e simples, o conceito era muito criativo, garantindo à série um lugar marcante na cultura pop. Com apenas duas temporadas, tornou-se uma produção cult, lembrada até hoje pelo seu visual único e pela premissa fascinante de sobrevivência em um mundo fora de proporção. No Brasil foi campeão de audiência. Quem tem mais de 50 anos de idade certamente lembra de "Terra de Gigantes" com muita nostalgia!

Pablo Aluísio. 

Aventura Submarina

Título no Brasil: Aventura Submarina
Título Original: Sea Hunt
Ano de Lançamento: 1958
País: Estados Unidos
Estúdio: Ziv Television Programs
Criação: Ivan Tors
Direção: Vários diretores
Elenco: Lloyd Bridges, Ken Drake, Jack Nicholson (participação especial em alguns episódios)

Sinopse:
A série Sea Hunt acompanha as aventuras de Mike Nelson, um ex-mergulhador da Marinha que trabalha como especialista em mergulho profissional. Em cada episódio, Nelson se envolve em missões perigosas no fundo do mar, incluindo resgates, investigações e operações ligadas à lei. Utilizando equipamentos de mergulho que eram inovadores para a época, ele enfrenta desafios como naufrágios, contrabandistas, criminosos e condições adversas no ambiente submarino. A série combina ação, suspense e elementos educativos sobre mergulho e exploração marítima.

Comentários:
Sea Hunt foi uma das séries mais populares do final dos anos 1950 e início dos anos 1960, ajudando a popularizar o mergulho autônomo (scuba diving) junto ao grande público. O carisma de Lloyd Bridges foi fundamental para o sucesso da produção, tornando seu personagem um ícone da televisão da época. A série também se destacou pelo uso extensivo de filmagens subaquáticas reais, algo relativamente inovador para o período. Embora os roteiros sigam uma estrutura episódica simples, o programa possui grande valor histórico e cultural, sendo lembrado como um precursor de produções televisivas voltadas para aventuras aquáticas e exploração submarina.

Erick Steve. 

domingo, 3 de maio de 2026

Stalin

Stalin
Joseph Stalin foi uma das figuras mais influentes e controversas do século XX, desempenhando um papel central na consolidação da União Soviética como uma superpotência mundial. Nascido em 1878, na cidade de Gori, na atual Geórgia, com o nome Iosif Vissarionovich Dzhugashvili, Stalin teve uma infância humilde e marcada por dificuldades. Ainda jovem, envolveu-se com movimentos revolucionários inspirados pelas ideias do Karl Marx, tornando-se membro ativo do Partido Bolchevique liderado por Vladimir Lenin. Sua ascensão política foi gradual, baseada em sua habilidade estratégica, disciplina organizacional e capacidade de consolidar poder nos bastidores.

Após a Revolução Russa de 1917, Stalin assumiu diversos cargos importantes dentro do novo governo soviético, sendo nomeado secretário-geral do partido em 1922. Embora esse cargo fosse inicialmente visto como administrativo, ele utilizou sua posição para construir uma vasta rede de apoio e eliminar rivais políticos, incluindo Leon Trotsky, que acabou exilado e posteriormente assassinado. Após a morte de Lenin em 1924, Stalin emergiu como o principal líder da União Soviética, consolidando um regime autoritário que duraria até sua morte em 1953. Seu governo foi caracterizado por forte centralização do poder e pelo controle absoluto do Estado sobre a sociedade.

Durante seu governo, Stalin implementou uma série de políticas econômicas radicais, incluindo os famosos Planos Quinquenais, que tinham como objetivo transformar a União Soviética de uma economia agrária em uma potência industrial. A coletivização forçada da agricultura, embora tenha aumentado o controle estatal, resultou em graves consequências, como a fome em larga escala, especialmente na Ucrânia, episódio frequentemente associado ao Holodomor. Apesar do alto custo humano, essas políticas contribuíram para a rápida industrialização do país, fortalecendo sua capacidade militar e econômica em um curto período de tempo.

Outro aspecto marcante do regime de Stalin foi o uso sistemático da repressão política, especialmente durante o período conhecido como Grande Expurgo, na década de 1930. Milhões de pessoas foram presas, enviadas para campos de trabalho forçado ou executadas sob acusações muitas vezes infundadas. O sistema de campos de trabalho, conhecido como Gulag, tornou-se símbolo do terror estatal. Ao mesmo tempo, Stalin promoveu um culto à sua própria personalidade, sendo retratado como um líder infalível e quase mítico, o que ajudou a manter seu controle sobre a população.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Stalin desempenhou um papel crucial na liderança da União Soviética contra a Alemanha Nazista. Apesar das dificuldades iniciais, como a invasão alemã em 1941, o país conseguiu se reorganizar e, com grandes sacrifícios, derrotar as forças nazistas, culminando na vitória soviética em batalhas decisivas como Stalingrado. Esse triunfo elevou a União Soviética ao status de superpotência global e consolidou a posição de Stalin como um dos líderes mais importantes do cenário internacional da época.

O legado de Joseph Stalin permanece profundamente controverso até os dias atuais. Para alguns, ele foi um líder forte que transformou a União Soviética em uma potência mundial e desempenhou papel fundamental na derrota do nazismo. Para outros, é lembrado como um ditador responsável por milhões de mortes, repressão brutal e violações sistemáticas dos direitos humanos. Sua figura simboliza tanto o poder transformador quanto os perigos do autoritarismo extremo. Ao analisar sua trajetória, fica evidente que Stalin foi um dos personagens mais complexos e impactantes da história moderna, cuja influência ainda é debatida por historiadores e estudiosos em todo o mundo.

O Primeiro Imperador da China

O Primeiro Imperador da China
Qin Shi Huang, conhecido como o Primeiro Imperador da China, foi uma das figuras mais marcantes e transformadoras da história antiga. Nascido em 259 a.C. com o nome Ying Zheng, ele ascendeu ao trono do estado de Qin ainda jovem, em um período conhecido como Período dos Estados Combatentes, caracterizado por intensos conflitos entre diversos reinos. Demonstrando grande habilidade política e militar, Zheng iniciou uma série de campanhas para conquistar os estados rivais, culminando na unificação da China em 221 a.C. Ao alcançar esse feito, ele adotou o título de “Shi Huangdi”, que significa “Primeiro Imperador”, estabelecendo um novo sistema político centralizado que rompia com as tradições feudais anteriores e marcava o início do império chinês.

Uma das maiores contribuições de Qin Shi Huang foi a padronização de diversos aspectos fundamentais da sociedade chinesa, o que facilitou a administração de um território tão vasto. Ele unificou a escrita, a moeda, os pesos e medidas, além de estabelecer uma rede de estradas que conectava as diferentes regiões do império. Essas reformas foram essenciais para integrar economicamente e culturalmente o país, permitindo maior eficiência administrativa e comercial. O imperador também adotou a filosofia legalista como base de seu governo, impondo leis rígidas e punições severas para manter a ordem. Embora eficaz, esse sistema também gerou críticas por sua dureza e pela repressão às ideias divergentes, incluindo a queima de livros e perseguição a estudiosos.

Outro aspecto marcante do reinado de Qin Shi Huang foi seu ambicioso programa de obras públicas. Entre elas, destaca-se a construção das primeiras seções da Grande Muralha da China, que tinha como objetivo proteger o império contra invasões de povos nômades do norte. Além disso, ele ordenou a construção de um elaborado sistema de canais e estradas, facilitando tanto o comércio quanto o deslocamento militar. No entanto, essas grandes obras exigiram enormes contingentes de trabalhadores, muitas vezes recrutados à força, o que causou sofrimento à população e contribuiu para o descontentamento social. Ainda assim, essas realizações deixaram um legado duradouro na infraestrutura chinesa.

Talvez o legado mais fascinante e misterioso de Qin Shi Huang seja seu grandioso mausoléu, guardado pelo famoso Exército de Terracota. Descoberto em 1974, esse complexo funerário contém milhares de estátuas em tamanho real de soldados, cavalos e carruagens, todas dispostas para proteger o imperador na vida após a morte. Cada figura possui características únicas, demonstrando um nível impressionante de detalhe e habilidade artística. O mausoléu é considerado uma das maiores descobertas arqueológicas do século XX e revela tanto o poder quanto a obsessão de Qin Shi Huang com a imortalidade. Ele também buscou elixires da vida eterna durante sua vida, o que, ironicamente, pode ter contribuído para sua morte prematura.

Apesar de suas realizações, o governo de Qin Shi Huang foi frequentemente criticado por sua tirania e autoritarismo. A imposição de leis severas, o controle rígido da sociedade e o uso intensivo de trabalho forçado geraram grande insatisfação entre a população. Após sua morte em 210 a.C., o império Qin rapidamente entrou em declínio, com revoltas e disputas pelo poder levando à sua queda poucos anos depois. Ainda assim, as bases estabelecidas por Qin Shi Huang foram fundamentais para as dinastias posteriores, especialmente a Dinastia Han, que consolidou muitos dos sistemas administrativos e culturais iniciados por ele.

A figura de Qin Shi Huang permanece até hoje envolta em controvérsias, sendo visto tanto como um grande unificador quanto como um governante implacável. Sua influência na formação da China como um estado unificado é inegável, e suas reformas moldaram profundamente a identidade do país ao longo dos séculos. Ao mesmo tempo, seu governo autoritário serve como um exemplo dos perigos do poder absoluto. Mesmo com essas contradições, Qin Shi Huang continua sendo uma das figuras mais importantes da história mundial, simbolizando tanto a grandiosidade quanto os excessos do poder imperial na antiguidade.

sábado, 2 de maio de 2026

Elvis Presley - Back in Memphis

Elvis Presley - Back in Memphis
Lançado em outubro de 1969, Back in Memphis ocupa um lugar especial na trajetória de Elvis Presley, funcionando como uma espécie de continuação espiritual das lendárias sessões de gravação realizadas no American Sound Studio, em Memphis, no início daquele ano. Essas sessões marcaram o retorno de Elvis a uma produção musical mais focada e artisticamente relevante após anos dedicados a trilhas sonoras de filmes. O álbum reúne gravações que não haviam sido incluídas em From Elvis in Memphis, lançado meses antes, mantendo o mesmo alto padrão de qualidade e diversidade sonora. Misturando soul, country, pop e R&B, Back in Memphis demonstra um artista revitalizado, conectado às raízes musicais do sul dos Estados Unidos e aberto às influências contemporâneas. Na época, o disco reforçou a percepção de que Elvis estava vivendo um renascimento artístico, recuperando parte do prestígio crítico que havia diminuído ao longo da década de 1960.

A recepção crítica ao álbum foi bastante favorável, especialmente por dar continuidade ao aclamado momento criativo iniciado com From Elvis in Memphis. A revista Billboard destacou que o álbum “mantém o alto nível das sessões de Memphis, apresentando interpretações consistentes e arranjos sofisticados”, elogiando a escolha de repertório e a produção refinada. Já a Variety comentou que o disco “consolida o retorno de Elvis à música de qualidade, com um equilíbrio eficaz entre material comercial e artístico”. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) observou que Elvis “soa mais comprometido e emocionalmente envolvido do que em muitos de seus trabalhos recentes”, apontando que o álbum reforçava sua relevância em um cenário musical cada vez mais competitivo. Em geral, a crítica especializada reconheceu o disco como parte de uma fase de recuperação criativa importante.

A imprensa mais ampla também contribuiu com análises positivas sobre o trabalho. O The New York Times destacou que Elvis “retorna às suas raízes musicais com uma autenticidade renovada”, ressaltando a força emocional de suas interpretações. O Los Angeles Times elogiou a coesão do álbum, afirmando que ele “oferece um retrato consistente de um artista em plena redescoberta criativa”. Já a The New Yorker apontou que “as sessões de Memphis revelam um Elvis mais conectado à essência de sua música”, destacando a influência do soul e do gospel em várias faixas. Essas avaliações ajudaram a consolidar a ideia de que Back in Memphis não era apenas um complemento, mas uma extensão valiosa de um dos momentos mais inspirados da carreira do cantor.

Do ponto de vista comercial, Back in Memphis teve um desempenho respeitável, embora não tenha alcançado o mesmo impacto de alguns dos maiores sucessos de Elvis. O álbum atingiu boas posições nas paradas, incluindo o Top 20 da Billboard 200, e também teve presença significativa nas paradas de música country e soul. Nos Estados Unidos, as vendas foram sólidas, impulsionadas pelo sucesso contínuo das sessões de Memphis e pelo prestígio renovado do artista. Internacionalmente, o disco também encontrou seu público, especialmente entre fãs que acompanhavam essa fase mais madura de Elvis. Embora não tenha sido um fenômeno de vendas comparável a seus trabalhos anteriores, o álbum contribuiu para manter o impulso comercial e artístico iniciado em 1969.

Com o passar do tempo, o legado de Back in Memphis foi cada vez mais valorizado por críticos e fãs. Hoje, o álbum é frequentemente visto como parte essencial do chamado “Memphis Sessions”, considerado um dos pontos altos da carreira de Elvis Presley. Especialistas destacam a qualidade consistente do material e a autenticidade das performances, que mostram um artista revitalizado e artisticamente engajado. Para os fãs, o disco representa um momento de reconexão com as raízes musicais de Elvis, após um período de produções mais comerciais e menos inspiradas. Embora muitas vezes ofuscado por From Elvis in Memphis, Back in Memphis permanece como um trabalho fundamental para compreender a evolução artística do cantor e seu retorno triunfante à relevância musical no final dos anos 1960.

Elvis Presley - Back in Memphis (1969)
Inherit the Wind
This Is the Story
Stranger in My Own Home Town
A Little Bit of Green
And the Grass Won’t Pay No Mind
Do You Know Who I Am
From a Jack to a King
The Fair’s Moving On
You’ll Think of Me
Without Love (There Is Nothing)

Erick Steve. 

The Beatles - A Hard Day's Night

The Beatles - A Hard Day's Night
Lançado em 10 de julho de 1964 no Reino Unido, A Hard Day’s Night representa um dos momentos mais decisivos na ascensão de The Beatles ao status de fenômeno global. Servindo como trilha sonora do filme homônimo, o álbum marcou uma virada fundamental na carreira do grupo, sendo o primeiro composto inteiramente por canções originais assinadas pela dupla John Lennon e Paul McCartney. Esse fato reforçou a identidade autoral da banda em uma época em que muitos artistas ainda dependiam de compositores externos. Musicalmente, o disco apresenta um refinamento do som beat, com melodias cativantes, harmonias vocais sofisticadas e um uso inovador de guitarras, especialmente na faixa-título. O impacto foi imediato: o álbum consolidou a chamada “Beatlemania” e influenciou profundamente a música pop e rock da década de 1960, demonstrando que o grupo não era apenas um fenômeno passageiro, mas uma força criativa duradoura.

A recepção crítica foi amplamente entusiasmada, refletindo o crescente respeito que a banda conquistava entre os especialistas. A revista Billboard destacou que o álbum “eleva o padrão do pop contemporâneo, com composições inteligentes e performances vibrantes”, elogiando especialmente a coesão do repertório. Já a Variety ressaltou o apelo universal das músicas, afirmando que “o grupo demonstra uma habilidade rara de combinar simplicidade e sofisticação em canções acessíveis ao grande público”. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) celebrou o álbum como um marco, observando que “Lennon e McCartney estão redefinindo o que significa escrever música pop”, destacando a consistência e a originalidade das faixas.

A imprensa de maior prestígio cultural também reconheceu a importância do álbum. O The New York Times comentou que os Beatles “demonstram um domínio crescente da forma pop, transformando canções simples em experiências musicais memoráveis”, enquanto o Los Angeles Times destacou a energia e o frescor do disco, chamando-o de “um retrato vibrante da juventude contemporânea”. Já a The New Yorker adotou um tom analítico, afirmando que “o grupo transcende o fenômeno adolescente, revelando um senso musical mais complexo e articulado do que muitos críticos inicialmente reconheceram”. Essas avaliações ajudaram a legitimar os Beatles como artistas sérios, ampliando sua influência além do público jovem.

No aspecto comercial, A Hard Day’s Night foi um sucesso avassalador. O álbum alcançou o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido e dos Estados Unidos, dominando a Billboard 200 por várias semanas. As vendas foram massivas, com milhões de cópias comercializadas em todo o mundo em pouco tempo, consolidando o grupo como o maior fenômeno musical da época. Singles como “A Hard Day’s Night” e “Can’t Buy Me Love” tornaram-se enormes sucessos, liderando as paradas e ampliando ainda mais o alcance global da banda. O disco também desempenhou um papel crucial na integração entre música e cinema, reforçando a presença dos Beatles em diferentes mídias e ampliando seu impacto cultural.

Com o passar das décadas, o legado de A Hard Day’s Night só se fortaleceu. Hoje, o álbum é amplamente considerado um dos grandes marcos da história do rock e da música pop, sendo frequentemente citado em listas de melhores discos de todos os tempos. Especialistas destacam sua importância na consolidação da autoria dentro do rock, além de sua influência sobre gerações de músicos que passaram a valorizar a composição própria. Para os fãs, o disco permanece como um dos trabalhos mais energéticos e encantadores dos Beatles, capturando o espírito vibrante da Beatlemania em seu auge. Mais do que uma simples trilha sonora, A Hard Day’s Night é um documento histórico de um momento em que a música popular estava sendo redefinida por quatro jovens de Liverpool.

The Beatles - A Hard Day’s Night (1964)
A Hard Day’s Night
I Should Have Known Better
If I Fell
I’m Happy Just to Dance with You
And I Love Her
Tell Me Why
Can’t Buy Me Love
Any Time at All
I’ll Cry Instead
Things We Said Today
When I Get Home
You Can’t Do That
I’ll Be Back

Erick Steve.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Devoradores de Estrelas

Título no Brasil: Devoradores de Estrelas
Título Original: Project Hail Mary
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Amazon MGM Studios
Direção: Phil Lord, Christopher Miller
Roteiro: Drew Goddard, Andy Weir
Elenco: Ryan Gosling, Sandra Hüller, Milly Alcock, Ken Leung, James Ortiz, Isla Johnston

Sinopse:
A história acompanha Ryland Grace, um professor de ciências que desperta sozinho em uma nave espacial, sem memória de quem é ou de como chegou ali. Aos poucos, ele descobre que faz parte de uma missão desesperada para salvar a Terra de uma ameaça cósmica que está reduzindo a energia do Sol. Conforme suas lembranças retornam, Grace percebe que carrega o peso de uma missão praticamente impossível. No espaço profundo, ele encontra uma forma inesperada de companhia e cooperação, o que transforma sua jornada em uma história de amizade, sacrifício e sobrevivência em escala universal.

Comentários:
Devoradores de Estrelas é um dos filmes mais interessantes dessa nova safra de lançamentos cinematográficos recentes.  Ao chegar nos cinemas nos Estados Unidos e Europa, já recebeu críticas amplamente positivas. A revista Variety elogiou a adaptação do romance de Andy Weir, destacando o equilíbrio entre ciência acessível e emoção. Já o The Hollywood Reporter ressaltou a performance de Ryan Gosling, apontando seu carisma como essencial para sustentar grande parte do filme. Com forte apelo entre fãs de ficção científica, o longa teve bom desempenho comercial e grande repercussão no streaming da Amazon MGM Studios. Comparado frequentemente a The Martian (2015), o filme vem sendo visto como uma das adaptações mais bem-sucedidas de obras de Andy Weir. Dessa maneira essa produção bem humana até, com toques de pura filosofia interior tem sido um destaque do gênero sci-fi moderno, elogiado por sua inteligência, emoção e senso de aventura.

Erick Steve. 

O Drama

Título no Brasil: O Drama
Título Original: The Drama
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: A24
Direção: Kristoffer Borgli
Roteiro: Kristoffer Borgli
Elenco: Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Forest Whitaker, Christopher Abbott, Lily McInerny

Sinopse:
A trama acompanha um casal aparentemente perfeito que decide transformar sua própria relação em um experimento artístico. À medida que passam a registrar e encenar momentos de suas vidas como se estivessem dentro de um filme, as fronteiras entre realidade e ficção começam a desaparecer. O que começa como um projeto criativo evolui para uma espiral de manipulação emocional, inseguranças e conflitos intensos, levando os personagens a confrontarem verdades desconfortáveis sobre amor, identidade e autenticidade.

Comentários:
The Drama recebeu, desde seu lançamento, muitas críticas positivas, com veículos internacionais destacando sua abordagem original e provocadora. A revista Variety elogiou a direção de Kristoffer Borgli, ressaltando o tom satírico e a forma como o filme explora a performatividade das relações modernas. Já o The New York Times destacou as atuações de Zendaya e Robert Pattinson, apontando a química intensa entre os dois como um dos pontos altos do longa. Entre o público, o filme teve uma recepção igualmente forte e positiva, principalmente no circuito mais alternativo, consolidando-se como mais um acerto da companhia cinematográfica A24, muito elogiada por suas produções autorais. Embora não seja um grande sucesso de bilheteria, como era de se esperar, The Drama vem sendo amplamente discutido por sua temática contemporânea e estilo ousado. O filme já é visto como um dos mais interessantes de 2026 no cenário independente, com potencial para se tornar um cult moderno entre fãs de cinema mais experimental.

Erick Steve.