sábado, 9 de maio de 2026

Elvis Presley - A Date With Elvis

Elvis Presley - A Date With Elvis
Lançado em 24 de julho de 1959, A Date with Elvis ocupa um lugar curioso e importante na discografia de Elvis Presley. O álbum foi lançado enquanto Elvis ainda servia ao exército dos Estados Unidos na Alemanha, período em que sua ausência física poderia ter diminuído sua popularidade. No entanto, a gravadora RCA Victor utilizou gravações previamente registradas para manter o cantor em evidência no mercado fonográfico. O disco reúne singles já conhecidos, lados B e faixas inéditas para LP, apresentando uma mistura de rock and roll, rhythm and blues e baladas românticas que ajudaram a preservar a imagem de Elvis como o maior astro jovem da música americana. Embora não tenha sido concebido como um álbum de estúdio tradicional, A Date with Elvis teve importância estratégica na carreira do cantor, mostrando a força de seu catálogo musical e a fidelidade de seu público em um momento delicado de transição profissional.

A crítica da época recebeu o álbum de maneira geralmente positiva, ainda que muitos analistas reconhecessem sua natureza de coletânea montada pela gravadora. A revista Billboard observou que “qualquer lançamento de Elvis continua sendo um evento comercial importante”, destacando a permanência do impacto cultural do cantor mesmo durante seu serviço militar. Já a Variety comentou que o álbum “mantém o alto padrão de energia e apelo juvenil associado ao nome Presley”, ressaltando faixas como “Blue Moon of Kentucky” e “Baby I Don’t Care”. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) apontou que Elvis permanecia como “a figura dominante do rock and roll”, ainda que o material não apresentasse novidades significativas para os fãs que já acompanhavam seus singles anteriores.

Os grandes jornais americanos também analisaram o fenômeno em torno do álbum e da permanência da popularidade de Elvis. O The New York Times destacou que o cantor “continua exercendo uma influência singular sobre a juventude americana”, observando que mesmo um álbum montado a partir de gravações antigas conseguia despertar enorme interesse do público. O Los Angeles Times elogiou a força interpretativa de Elvis, afirmando que “sua presença vocal permanece vibrante e magnética”. Já a The New Yorker comentou que Presley já havia ultrapassado o status de simples cantor popular para se tornar um verdadeiro símbolo cultural dos anos 1950. Embora algumas críticas apontassem a falta de unidade artística do disco, a maioria reconhecia o enorme carisma e a relevância contínua do artista.

Comercialmente, A Date with Elvis foi um grande sucesso. O álbum alcançou o primeiro lugar na parada britânica e também teve excelente desempenho nos Estados Unidos, chegando ao Top 40 da Billboard. Em uma época em que o mercado fonográfico dependia fortemente da venda de singles e LPs físicos, o disco vendeu centenas de milhares de cópias rapidamente, reforçando o domínio comercial de Elvis mesmo durante sua ausência dos palcos e estúdios. O sucesso do álbum demonstrou a extraordinária lealdade de seus fãs e a habilidade da RCA em manter o artista constantemente presente no imaginário popular. Além disso, o desempenho comercial ajudou a consolidar ainda mais o rock and roll como força dominante na música jovem do final da década de 1950.

Hoje, A Date with Elvis é visto como um documento importante de um período singular da carreira de Elvis Presley. Embora não seja considerado um de seus trabalhos mais artisticamente coesos, o álbum representa a capacidade do cantor de permanecer relevante mesmo em circunstâncias adversas. Especialistas em música frequentemente destacam o disco como exemplo do enorme poder comercial e cultural de Elvis no auge de sua fama. Para os fãs, ele continua sendo uma coletânea querida, reunindo algumas das gravações mais energéticas e carismáticas de sua fase inicial. Mais do que apenas um produto lançado durante o serviço militar do artista, A Date with Elvis permanece como um símbolo da força do fenômeno Elvis Presley e de sua influência duradoura sobre a história do rock and roll.

Elvis Presley - A Date with Elvis (1959)
Blue Moon of Kentucky
Young and Beautiful
(You’re So Square) Baby I Don’t Care
Milkcow Blues Boogie
Baby Let’s Play House
Good Rockin’ Tonight
Is It So Strange
We’re Gonna Move
I Want to Be Free
I Forgot to Remember to Forget

Erick Steve. 

The Beatles - Revolver

The Beatles - Revolver
Lançado em 5 de agosto de 1966 no Reino Unido, Revolver é amplamente considerado uma das obras mais revolucionárias da carreira de The Beatles e um dos álbuns mais importantes da história da música popular. Gravado em um período de intensa transformação artística do grupo, o disco marcou o afastamento definitivo da sonoridade mais simples da Beatlemania para uma abordagem experimental, sofisticada e profundamente inovadora. Sob a liderança criativa de John Lennon, Paul McCartney e George Harrison, o álbum incorporou elementos de música clássica, psicodelia, música indiana, soul e técnicas avançadas de estúdio. Canções como “Tomorrow Never Knows”, “Eleanor Rigby” e “Taxman” demonstraram que os Beatles estavam expandindo radicalmente os limites do rock. O impacto cultural foi imediato: Revolver redefiniu o conceito de álbum pop, elevando-o à condição de obra artística complexa e influente em uma época de rápidas mudanças sociais e culturais.

A crítica musical recebeu o álbum com enorme entusiasmo, reconhecendo rapidamente sua originalidade e ousadia. A revista Billboard destacou que o disco “leva o som dos Beatles a territórios inteiramente novos”, elogiando especialmente os arranjos inovadores e a produção de George Martin. Já a Variety comentou que o álbum “representa um salto artístico impressionante para o quarteto de Liverpool”, apontando a maturidade das composições e a diversidade musical como diferenciais extraordinários. No Reino Unido, a NME (New Musical Express) classificou Revolver como “um trabalho brilhante e surpreendente”, observando que os Beatles estavam redefinindo o papel da música pop dentro da cultura contemporânea. Muitos críticos perceberam que o grupo havia ultrapassado as limitações do formato tradicional do rock comercial.

Os grandes jornais e revistas culturais também dedicaram atenção especial ao álbum. O The New York Times escreveu que os Beatles “demonstram uma sofisticação musical raramente vista na música popular”, ressaltando a profundidade emocional de faixas como “Eleanor Rigby”. O Los Angeles Times destacou a coragem artística do grupo, afirmando que o álbum “abandona fórmulas previsíveis em favor de uma exploração criativa ousada e inteligente”. Já a The New Yorker publicou uma análise que descrevia Revolver como “um retrato sonoro da imaginação moderna”, elogiando especialmente a experimentação eletrônica de “Tomorrow Never Knows”. Essas avaliações ajudaram a consolidar a reputação dos Beatles não apenas como ídolos populares, mas como artistas inovadores capazes de influenciar profundamente o rumo da música contemporânea.

No aspecto comercial, Revolver foi um enorme sucesso mundial. O álbum alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas e americanas, liderando a Billboard 200 por várias semanas. As vendas foram gigantescas desde o lançamento, ultrapassando milhões de cópias em diversos países e consolidando os Beatles como a maior banda do planeta. Singles associados ao período, como “Yellow Submarine” e “Eleanor Rigby”, tornaram-se sucessos imediatos e ajudaram a impulsionar ainda mais o impacto do disco. Além das vendas impressionantes, o álbum fortaleceu a imagem do grupo como pioneiros artísticos em um mercado cada vez mais competitivo. O sucesso comercial demonstrou que a experimentação musical podia coexistir com enorme popularidade, algo raro para a época.

O legado de Revolver é extraordinário e continua crescendo com o passar das décadas. Hoje, o álbum é frequentemente citado por críticos, músicos e historiadores como um dos maiores discos já gravados, aparecendo constantemente em listas da Rolling Stone e de outras publicações especializadas entre os melhores álbuns de todos os tempos. Especialistas apontam que sua combinação de inovação técnica, profundidade lírica e diversidade sonora abriu caminho para o rock psicodélico, o rock progressivo e inúmeras formas modernas de produção musical. Para os fãs, Revolver representa um momento mágico em que os Beatles alcançaram um equilíbrio perfeito entre acessibilidade pop e ambição artística. Mais de meio século após seu lançamento, o disco permanece como uma obra fundamental da música do século XX e um símbolo do potencial criativo ilimitado da arte popular.

The Beatles - Revolver (1966)
Taxman
Eleanor Rigby
I’m Only Sleeping
Love You To
Here, There and Everywhere
Yellow Submarine
She Said She Said
Good Day Sunshine
And Your Bird Can Sing
For No One
Doctor Robert
I Want to Tell You
Got to Get You into My Life
Tomorrow Never Knows

Erick Steve. 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Fora de Controle

Título no Brasil: Fora de Controle
Título Original: What Just Happened
Ano de Lançamento: 2008
País: Estados Unidos
Estúdio: 2929 Productions
Direção: Barry Levinson
Roteiro: Art Linson
Elenco: Robert De Niro, Sean Penn, Catherine Keener, Bruce Willis, Stanley Tucci

Sinopse:
O filme What Just Happened acompanha Ben, um produtor de Hollywood que tenta equilibrar sua carreira em crise com problemas pessoais e familiares. Enquanto lida com executivos inseguros, estrelas temperamentais e produções cheias de complicações, ele precisa salvar seus filmes e manter sua reputação na indústria cinematográfica. Entre reuniões caóticas, conflitos criativos e pressões comerciais, Ben enfrenta o lado menos glamouroso de Hollywood, tentando sobreviver em um ambiente imprevisível e competitivo.

Comentários:
Eu já assisti mais de noventa e cinco por cento dos filmes de Robert De Niro, com certeza. Só que esse era um dos que me escaparam por todos esses anos. E é um filme muito bom, que mostra os bastidores da indústria cinematográfica de Hollywood. Aqui De Niro é o produtor de um grande estúdio de cinema que precisa lidar com uma série inacreditável de problemas ao longo de seus conturbados dias. Em sua mesa vão parar todos os tipos de "pepinos", sendo um dos mais divertidos (para o espectador, é claro) aquele que surge quando um astro temperamental (Bruce Willis interpretando ele mesmo) se recusa a cortar sua longa barba (ao estilo Dom Pedro II) para seu próximo filme. O sujeito bate o pé e não importam os argumentos, ele reafirma que não vai cortar a barba de jeito nenhum! Pode parecer uma banalidade, mas isso coloca o próprio projeto do filme em risco, pois o estúdio não vai arriscar milhões de dólares em um filme com um astro de visual bizarro como aquele. Enfim, apenas um exemplo, de um filme muito bom! Pena que havia me escapado por tantos anos! 

Pablo Aluísio. 

Quando os Bravos Caem

Título no Brasil: Quando os Bravos Caem
Título Original: When Trumpets Fade
Ano de Lançamento: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: HBO Films
Direção: John Irvin
Roteiro: W. W. Vought
Elenco: Ron Eldard, Zak Orth, Frank Whaley, Dylan Bruno

Sinopse:
O filme When Trumpets Fade se passa durante a brutal Batalha da Floresta de Hürtgen, na Segunda Guerra Mundial. A história acompanha o soldado David Manning, um combatente traumatizado que, após perder toda sua unidade, é promovido a sargento e recebe a missão de liderar um grupo de recrutas inexperientes em meio a um dos cenários mais hostis da guerra. Enquanto enfrentam o frio, a lama, o medo constante e ataques inimigos, Manning luta para cumprir sua missão e, ao mesmo tempo, lidar com o peso psicológico da sobrevivência.

Comentários:
When Trumpets Fade é um filme de guerra que se destaca pelo realismo cru e pela abordagem sombria do conflito. Diferente de produções mais heroicas, a obra enfatiza o desgaste físico e emocional dos soldados, apresentando a guerra como um ambiente caótico e desumanizador. A direção de John Irvin privilegia uma atmosfera opressiva, com cenários naturais que reforçam a sensação de isolamento e desespero. Ron Eldard entrega uma atuação intensa, representando um protagonista longe do estereótipo heroico tradicional. Produzido para a televisão pela HBO, o filme é frequentemente comparado a obras como Saving Private Ryan, embora com menor orçamento, mas com igual compromisso em retratar a brutalidade da guerra de forma honesta e impactante.

Erick Steve. 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

O Silêncio de Melinda

Título no Brasil: O Silêncio de Melinda
Título Original: Speak
Ano de Lançamento: 2004
País: Estados Unidos
Estúdio: Showtime Networks
Direção: Jessica Sharzer
Roteiro: Jessica Sharzer
Elenco: Kristen Stewart, Michael Angarano, Steve Zahn, Elizabeth Perkins

Sinopse:
O filme Speak acompanha Melinda Sordino (Stewart), uma adolescente que se torna isolada e rejeitada pelos colegas após chamar a polícia durante uma festa de escola. Incapaz de explicar o que realmente aconteceu naquela noite, ela mergulha em um profundo silêncio emocional, afastando-se dos amigos, da família e da própria identidade. Enquanto enfrenta dificuldades no ambiente escolar e os traumas psicológicos do abuso que sofreu, Melinda encontra na arte uma forma de expressar sua dor e buscar recuperação.

Comentários:
Quando conheci o trabalho da atriz Kristen Stewart, eu sinceramente achei ela um tanto estranha. Só que é aquela coisa, para certos personagens a estranheza cai como uma luva. É o caso desse drama colegial em que ela interpreta essa jovem estudante que vira uma espécie de pária em sua escola. Na realidade ela é a verdadeira vítima da história, tendo sido estuprada por outro aluno, um daqueles tipos bonitões e populares nos corredores da escola. Sem ter condições psicológicas de falar o que sofreu, acaba se tornando solitária, estigmatizada e colocada de lado por todos, o que nessa idade se torna algo muito doloroso. O filme é muito bem conduzido e o jeito de ser da Kristen Stewart é perfeito para seu papel. Eu sempre vou gostar de filmes colegiais, sejam comédias ou dramas. Nessa última categoria esse é um dos melhores que já assisti, sem exagero algum. Excelente filme mesmo. 

Pablo Aluísio. 

Cidade dos Anjos

Título no Brasil: Cidade dos Anjos
Título Original: City of Angels
Ano de Lançamento: 1998
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Brad Silberling
Roteiro: Dana Stevens
Elenco: Nicolas Cage, Meg Ryan, Andre Braugher, Dennis Franz

Sinopse:
O filme City of Angels acompanha Seth, um anjo que observa silenciosamente os seres humanos e os guia nos momentos finais da vida. Durante uma de suas missões, ele conhece Maggie, uma dedicada cirurgiã por quem acaba se apaixonando. Fascinado pelas emoções humanas e pelo desejo de experimentar a vida mortal, Seth começa a questionar sua existência eterna e considera abrir mão de sua condição angelical para viver ao lado da mulher que ama. A história mistura romance, fantasia e reflexões sobre amor, mortalidade e sacrifício.

Comentários:
Assisti na época de seu lançamento original, nos anos 90. Foi um filme bem badalado, até por ser o remake americano de um consagrado filme de Win Wenders. Só que o cinema americano, vamos ser sinceros, nunca teve a elegância intelectual do cinema europeu. São escolas diferentes. Então o que era intelectualmente desafiante no filme original aqui se transformou em uma espécie de obra romântica pueril, com toques religiosos, ainda mais acentuada com a presença de Meg Ryan, considerada na época como a "Namoradinha da América". O filme funciona, apesar de ter algumas coisas estranhas, todas provenientes da atuação de Nicolas Cage. Ele colocou na cabeça que os anjos teriam alguns cacoetes, movimentos involuntários, típicos das aves. Então o Cage passa o filme inteiro com esses movimentos bizarros. Vai entender o que ele pensou na época... Enfim, não deixa de ser um bom filme, mas tem essas bizarrices. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 6 de maio de 2026

A Noiva!

A Noiva!
Sendo bem simplista, o que temos aqui é um remake moderno de um filme bem antigo, "A Noiva de Frankenstein" de 1935. O primeiro desafio era fugir do ridículo. Como fazer um remake de uma história que hoje em dia soaria basicamente como puro nonsense? Apesar dos desafios iniciais eles conseguiram fazer um bom filme. Não é uma comédia  total porque não era bem isso que os realizadores queriam. Ainda assim o humor não foi descartado, pelo contrário, está presente em vários momentos do filme. Usaram até mesmo de números musicais para tornar tudo mais aceitável nos dias atuais. Assim o filme vai intercalando momentos mais sérios, até dramáticos, com suavidades pontuais. O saldo final, ao meu ver, soa positivo. Mesmo estranho e apelativo em algumas cenas, penso que os desafios foram superados. Vai ter gente estranhando muito o que verá na tela, mas o número de pessoas que vai dizer que o filme é simplesmente só ruim não será muito expressivo. 

Entre altos e baixos, o filme consegue se sustentar. O ponto mais positivo é o trabalho da atriz Jessie Buckley. Ela não apenas interpreta a noiva, com toques bizarros e grotescos, como exigia sua personagem, como também traz de volta uma Mary Shelley embriagada, soltando frases de efeito do além, muito decepcionada com a própria vida que teve e que agora quer destruir tudo, inclusive seu legado como escritora. A presença de Mary Shelley como personagem do filme é uma das grandes sacadas desse roteiro que só desliza mesmo quando tenta copiar descaradamente aspectos do filme "Coringa". De qualquer forma o filme se salva, como eu já escrevi. É estranho e bizarro nas doses exatas, como a própria obra original que tenta ressuscitar. Os fãs de terror clássico não terão muito o que reclamar. 

A Noiva! (The Bride!, Estados Unidos, 2026) Direção: Maggie Gyllenhaal / Roteiro: Maggie Gyllenhaal, baseada na obra escrita por Mary Shelley / Elenco: Jessie Buckley, Christian Bale, Annette Bening / Sinopse: A criatura criada pelos experimentos do Dr. Victor Frankenstein está viva, mas solitária. Chamado de Frank (Bale) ele então procura por uma cientista que pode criar uma mulher para viver ao seu lado, só que tudo acaba saindo do controle rapidamente, criando caos e destruição por toda a sociedade. 

Pablo Aluísio.

A Noiva de Frankenstein

Título no Brasil: A Noiva de Frankenstein
Título Original: The Bride of Frankenstein
Ano de Lançamento: 1935
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: James Whale
Roteiro: William Hurlbut, John L. Balderston
Elenco: Boris Karloff, Elsa Lanchester, Colin Clive, Ernest Thesiger

Sinopse:
O clássico The Bride of Frankenstein continua a história iniciada em Frankenstein, mostrando as consequências das experiências do Dr. Henry Frankenstein. Após sobreviver aos eventos anteriores, o cientista é coagido pelo sinistro Dr. Pretorius a criar uma companheira para a criatura. Enquanto isso, o monstro vagueia em busca de aceitação e compreensão, enfrentando rejeição e violência por onde passa. A criação da “noiva” culmina em um dos momentos mais icônicos do cinema, misturando horror, tragédia e uma reflexão sobre solidão e humanidade.

Comentários:
Considerado por muitos críticos como superior ao filme original, The Bride of Frankenstein é um dos maiores clássicos do terror da era de ouro de Hollywood. A direção de James Whale imprime um tom sofisticado, combinando elementos góticos com toques de humor ácido e até subtexto social. A atuação de Boris Karloff aprofunda a dimensão emocional do monstro, transformando-o em uma figura trágica e comovente. Já Elsa Lanchester, mesmo com pouco tempo em cena, criou uma das imagens mais icônicas da história do cinema. O filme consolidou o legado dos chamados “Monstros da Universal” e permanece influente até hoje, tanto estética quanto narrativamente.

Erick Steve. 

terça-feira, 5 de maio de 2026

Duelo ao Sol

Duelo ao Sol
Gregory Peck construiu sua carreira em Hollywood interpretando homens honestos, íntegros, verdadeiros pilares de suas comunidades. Entretanto, como toda regra, existem exceções. E aqui temos uma delas. Nesse filme Peck interpreta um sujeito completamente asqueroso. Ele é o filho caçula de um latifundiário, dono de vastas terras. Já tendo sido senador em seu passado, esse sujeito manda na região. Ele acredita estar acima de lei por ser rico e poderoso. Assim o personagem de Peck, sempre protegido pelo pai, se vê no direito de cometer várias barbaridades, entre elas assediar mulheres, ser bruto com elas e até mesmo matar desafetos. É um criminoso vil. E as coisas só pioram quando Pearl (Jennifer Jones) vai morar na fazenda dele. A partir daí as coisas ficam completamente fora do controle. 

"Duelo ao Sol" é um filme de faroeste, mas também é um novelão daqueles bem dramáticos. São dois irmãos, filhos do fazendeiro, disputando uma mulher, justamente a mestiça Pearl. Ela é um vulcão, muito sexualizada, mas ao mesmo tempo tenta impor um certo limite e valor em sua vida. Não que isso faça diferença para todos aqueles que habitam aquela fazenda do velho oeste. Tirando o irmão primogênito, que é um homem correto e ético, tanto o pai como seu filho caçula são racistas, com perfis criminosos e machistas ao velho estilo. E quem sofre tudo na pele é justamente a personagem de Jones. 

Aliás cabe aqui algumas críticas em relação ao desempenho da atriz Jennifer Jones. Achei tudo muito exagerado! Tentando impressionar o público ela exagerou na dose! São caras, bocas e poses em excesso. Algumas vezes beira o humor involuntário. No fundo uma história de irmão bonzinho versus irmão malvado, lutando pela mesma garota, quem acabou se saindo melhor foi mesmo Peck, ainda que fazendo um vilão dos mais perversos de sua carreira. E se você ficar com raiva dele no final do filme, saiba que isso apenas significa que o ator fez um belo trabalho de atuação. 

Duelo ao Sol (Duel in the Sun, Estados Unidos, 1946) Direção: King Victor / Roteiro: David O. Selznick, Niven Busch / Elenco: Gregory Peck, Jennifer Jones, Joseph Cotten, Lionel Barrymore, Lilia Gish / Sinopse: Dois irmãos, filhos de um rico fazendeiro, disputam o coração de uma jovem mestiça que vai morar na fazenda de seu pai. E o conflito vai ser o estopim de uma grande rivalidade entre eles. 

Pablo Aluísio. 

A Volta do Pistoleiro

A Volta do Pistoleiro
Pistoleiro (Robert Taylor) sai da prisão de Yuma e recebe carta de um amigo que precisa de sua ajuda pois está sendo ameaçado por bandidos locais que querem expulsá-lo de seu rancho na fronteira com o México. Robert Taylor foi um dos galãs mais populares de Hollywood nas décadas de 40 e 50, estrelando várias produções de luxo dos principais estúdios. Passeou em vários gêneros desde filmes épicos (Quo Vadis), de capa e espada (Os Cavaleiros da Tavola Redonda, Ivanhoé) até produções de guerra (O Dia D). O problema é que Taylor era aquele tipo de ator que se baseava apenas em sua aparência física, algo que é inerente a todos os galãs aliás. Quando a idade chega eles obviamente são trocados por atores mais jovens e caem no ostracismo. Acontece com todos e aconteceu com Robert Taylor também. No final dos anos 50 ele já demonstrava sinais de declínio na carreira. Tentou sobreviver indo para a TV e até conseguiu uma sobrevida com séries como The Detectives mas a partir de 1962 os trabalhos foram ficando cada vez mais escassos.

Quando realizou "A Volta do Pistoleiro" Robert Taylor já estava praticando aposentado das telas. Para falar a verdade esse foi seu último filme americano nos cinemas (decadente chegou a filmar na Itália e após um breve retorno à TV morreria dois anos depois em 1969). Aqui temos uma produção B da MGM. Não é um grande western, não tem uma grande produção e o roteiro para falar a verdade é mais do mesmo (a velha estória do pistoleiro rápido do gatilho que parte em busca de vingança). Taylor está visivelmente envelhecido e sem pique, aparentando inclusive problemas de obesidade (sua barriga saliente é constrangedora). De qualquer forma tenta trazer alguma dignidade ao papel usando de seus velhos maneirismos (como o levantar das sobrancelhas e o cerramento dos olhos nos momentos de tensão). No saldo final "Return of the Gunfighter" serve apenas como uma despedida desse galã hollywoodiano dos velhos tempos. Claro que ainda é melhor vê-lo no auge, como em "Quo Vadis" mas essa produção não deixa de ser curiosa também para conferir um dos últimos trabalhos dele nas telas.

A Volta do Pistoleiro (Return of the Gunfighterm Estados Unidos, 1967) / Direção de James Neilson / Roteiro de Robert Buckner e Burt Kennedy / Com Robert Taylor, Ana Martin e Chad Everett / Sinopse: Pistoleiro (Robert Taylor) sai da prisão de Yuma e recebe carta de um amigo que precisa de sua ajuda pois está sendo ameaçado por bandidos locais que querem expulsá-lo de seu rancho na fronteira com o México.

Pablo Aluísio.