segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Águas Traiçoeiras

Título no Brasil: Águas Traiçoeiras
Título Original: Operation Pacific
Ano de Lançamento: 1951
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: George Waggner
Roteiro: George Waggner
Elenco: John Wayne, Patricia Neal, Ward Bond, Scott Forbes, Philip Carey, Paul Picerni

Sinopse: 
Durante a Segunda Guerra Mundial, o comandante Duke Gifford serve a bordo do submarino americano Thunderfish, que atua no Pacífico contra as forças japonesas. Em uma das missões, a tripulação descobre que seus torpedos apresentam um grave problema e não explodem corretamente, colocando o submarino e seus homens em perigo. Ao retornar a Pearl Harbor, Duke reencontra Mary Stuart, sua ex-esposa, que agora trabalha como enfermeira da Marinha. Os dois ainda demonstram sentimentos um pelo outro, mas a situação é complicada pelo envolvimento de Mary com Bob Perry, irmão do comandante de Duke. Enquanto tenta resolver sua vida pessoal, Duke também precisa lidar com os problemas técnicos de seu submarino e com as responsabilidades de seu comando. Novas missões colocam o Thunderfish novamente em combate, exigindo coragem e habilidade da tripulação. Entre batalhas, resgates e operações no fundo do mar, Duke precisa conciliar seus deveres militares com o desejo de reconstruir sua vida ao lado de Mary.

Comentários: 
Águas Traiçoeiras é um drama de guerra produzido pela Warner Bros. que combina cenas de combate submarino com uma história romântica envolvendo o personagem de John Wayne. George Waggner dirigiu e escreveu o filme, que contou com o veterano diretor de fotografia Bert Glennon e trilha sonora de Max Steiner. A produção recebeu colaboração técnica da Marinha dos Estados Unidos, incluindo a participação do almirante Charles Lockwood, antigo comandante das forças submarinas americanas no Pacífico, como consultor técnico. O filme apresenta de maneira bastante destacada o cotidiano da tripulação do Thunderfish, mostrando ataques, problemas com torpedos e operações de resgate. John Wayne interpreta Duke Gifford como um oficial experiente, mas também como um homem marcado pelos problemas de seu casamento e pelas responsabilidades assumidas durante a guerra. Patricia Neal interpreta Mary Stuart, dando ao filme um segundo eixo narrativo ligado ao romance. A produção estreou nos Estados Unidos em 27 de janeiro de 1951 e teve duração aproximada de 109 a 111 minutos, em preto e branco.

A recepção destacou principalmente as sequências de ação e as cenas ambientadas no interior do submarino, enquanto algumas avaliações consideraram a parte romântica mais melodramática. O filme também possui importância dentro da carreira de John Wayne porque mostra o ator novamente em um papel ligado à Segunda Guerra Mundial, mas afastado do tradicional universo dos westerns. Águas Traiçoeiras foi produzido em um período em que Hollywood ainda explorava com frequência histórias sobre o conflito mundial e procurava transformar experiências militares recentes em entretenimento cinematográfico. A história combina elementos de aventura, romance e drama de guerra, procurando atender tanto ao público interessado em batalhas quanto aos espectadores atraídos pelo relacionamento entre Duke e Mary. A participação de Ward Bond acrescenta outro rosto conhecido ao elenco, enquanto Philip Carey fez aqui sua primeira aparição cinematográfica. O filme recebeu posteriormente reconhecimento do Southern California Motion Picture Council, que lhe concedeu uma menção de mérito. Hoje, a produção permanece especialmente interessante para admiradores de John Wayne e para quem acompanha os filmes de guerra americanos produzidos no início da década de 1950.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Blogs Atualização

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O sistema do Blogger anda com problemas técnicos. Por essa razão as atualizações dos nossos blogs não estão aparecendo mais na barra lateral. Assim vamos colocar aqui nessa postagem todas as atualizações semanais. Segue abaixo as novidades.

Cinema Clássico: 
Kirk Douglas - Filmografia Selecionada
Êxito Fugaz
Algemas de Cristal
Para acessar CLICK AQUi

Pablo Aluísio. 

domingo, 20 de setembro de 2026

Reinventando Elvis

Título no Brasil: Reinventando Elvis
Título Original: Reinventing Elvis: The '68 Comeback
Ano de Lançamento: 2023
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Plus
Direção: John Scheinfeld
Roteiro: John Scheinfeld
Elenco: Elvis Presley, Priscilla Presley, Coronel Tom Parker, Steve Binder (em arquivos de imagens). 

Sinopse: 
Documentário que conta a história da produção do especial de televisão estrelado por Elvis Presley no canal NBC, no ano de 1968. Conhecido como "Comeback Special" esse programa foi essencial para que Elvis retomasse o rumo do sucesso e da relevância em sua carreira, naquele momento em baixa por causa do excesso de filmes ruins produzidos em série. 

Comentários:
Depois daquela cinebiografia de Elvis Presley no cinema tem surgido esses produtos derivados que se propõem a contar a história do cantor Elvis Presley. Para o público mais jovem que eventualmente tenha despertado interesse pelo artista é até algo bem interessante. Faz parte do jogo de se revitalizar esse marca que ainda vale muitos milhões de dólares no mercado. Já para os fãs das antigas, para os veteranos de cabelos brancos, não vai haver nada de muito novo ou original. São apenas as mesmas velhas histórias que se conhecem há anos de livros e materiais mais antigos. Nada de novo no front, como afirma o velho ditado. Então deixo a recomendação, mas apenas para os marinheiros de primeira viagem. Para os veteranos vai soar como embalagem nova em cima de produto velho. É natural que isso aconteça, afinal o tempo é implacável. 

Pablo Aluísio. 

Elvis Presley - Girl Happy

Música: Girl Happy
Artista: Elvis Presley
Álbum: Girl Happy
Selo: RCA Victor
Produtor: George Stoll
Músicos: Elvis Presley (vocais); Scotty Moore (guitarra); Charlie McCoy (guitarra, baixo e harmônica); Bob Moore (baixo); D. J. Fontana (bateria); Hal Blaine (bateria e percussão); Larry Muhoberac (piano); Floyd Cramer (piano); Boots Randolph (saxofone); The Jordanaires (vocais de apoio)
Data de gravação: 10 de junho de 1964
Data de Lançamento: 1º de março de 1965

Comentários:
“Girl Happy” foi gravada por Elvis Presley em 1964 para o filme homônimo produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer, período em que a carreira do cantor estava fortemente vinculada ao cinema. A música foi composta por Bill Giant, Bernie Baum e Florence Kaye, a equipe de compositores responsável por diversas canções da fase cinematográfica de Elvis. Diferentemente de grandes clássicos do início de sua carreira, a composição foi concebida especificamente para o universo descontraído e juvenil de Girl Happy, uma comédia musical ambientada em Fort Lauderdale, na Flórida. A letra apresenta Elvis interpretando um personagem preocupado em manter o relacionamento amoroso enquanto tenta lidar com as tentações e situações típicas da narrativa do filme. Musicalmente, a faixa combina elementos do rock and roll com o pop produzido para trilhas sonoras de Hollywood, apresentando uma interpretação bastante energética e acessível. A voz de Elvis demonstra ainda grande segurança, embora a música esteja distante da intensidade artística encontrada em suas gravações mais importantes dos anos 1950. O arranjo utiliza uma instrumentação relativamente rica, com guitarra, piano, seção rítmica, saxofone e vocais de apoio, criando uma atmosfera ensolarada e divertida. A gravação também mostra como Elvis continuava sendo capaz de imprimir personalidade a materiais compostos sob encomenda para seus filmes.

Dentro da carreira de Elvis, “Girl Happy” representa claramente a fase em que o cinema ocupava uma posição central em sua produção artística. Em 1964, Elvis já havia conquistado uma posição histórica como um dos maiores nomes da música popular, mas seus lançamentos musicais começavam a ser cada vez mais determinados pelas exigências de seus filmes e trilhas sonoras. A música foi bem recebida dentro desse contexto, embora não tenha alcançado o mesmo status crítico ou cultural de seus grandes sucessos dos anos 1950 e início dos anos 1960. O álbum Girl Happy chegou ao mercado em 1965 e obteve desempenho comercial razoável, acompanhando o sucesso do filme entre o público jovem. A faixa se destaca principalmente pelo caráter alegre, pela interpretação descontraída de Elvis e pela eficiente combinação entre rock, pop e elementos de música de entretenimento. Apesar de não ser considerada uma das obras fundamentais de sua discografia, “Girl Happy” possui importância documental para compreender uma etapa específica de sua carreira. Ela representa o Elvis de Hollywood, ainda extremamente popular, mas submetido a um modelo industrial que privilegiava a quantidade de trilhas sonoras em detrimento de projetos musicais mais ambiciosos. Seu legado está justamente em preservar o retrato de uma época em que Elvis era simultaneamente astro do cinema e fenômeno musical mundial. Para os admiradores do cantor, a gravação permanece como um exemplo característico de sua produção cinematográfica dos anos 1960 e ajuda a compreender a trajetória que posteriormente levaria Elvis à renovação artística do final daquela década.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

sábado, 19 de setembro de 2026

The Beatles - Eleanor Rigby

The Beatles - Eleanor Rigby
Música: Eleanor Rigby
Artista: The Beatles
Álbum: Revolver
Selo: Parlophone
Produtor: George Martin
Músicos: Paul McCartney (voz principal e vocais de apoio); John Lennon (vocais de harmonia); George Harrison (vocais de harmonia); Tony Gilbert (violino); Sidney Sax (violino); John Sharpe (violino); Juergen Hess (violino); Stephen Shingles (viola); John Underwood (viola); Derek Simpson (violoncelo); Norman Jones (violoncelo); George Martin (arranjo de cordas e regência).
Data de gravação: 28 e 29 de abril e 6 de junho de 1966, nos estúdios EMI, Abbey Road, Londres.
Data de Lançamento: 5 de agosto de 1966, no Reino Unido.

Comentários:
“Eleanor Rigby” foi composta principalmente por Paul McCartney durante o período de criação que daria origem a Revolver, sendo creditada oficialmente à tradicional parceria Lennon-McCartney. A composição nasceu de uma ideia musical que McCartney desenvolveu ao piano e que inicialmente apresentava a personagem com o nome de “Daisy Hawkins”. A temática surgiu de suas lembranças de pessoas solitárias e idosas que conhecera durante a juventude, especialmente mulheres com quem teve contato em Liverpool. A própria experiência de conversar com pessoas mais velhas e perceber suas vidas discretas ajudou a formar a atmosfera humana da canção. O nome Eleanor surgiu posteriormente, associado à atriz Eleanor Bron, enquanto “Rigby” foi encontrado por McCartney em um estabelecimento comercial em Bristol. A narrativa de Eleanor, uma mulher invisível que recolhe arroz depois de casamentos, e do solitário padre McKenzie transformou a música em uma reflexão sobre isolamento, envelhecimento, anonimato e falta de conexão humana. Musicalmente, a gravação representou uma ruptura extraordinária com o modelo tradicional de uma canção pop dos Beatles: nenhum dos integrantes tocou instrumento no arranjo final, que foi construído sobre um octeto de cordas formado por quatro violinos, duas violas e dois violoncelos. George Martin criou o arranjo e utilizou uma escrita de cordas marcada por ataques secos e intensos, evitando deliberadamente um acompanhamento excessivamente sentimental. A abordagem recebeu influência da música cinematográfica de Bernard Herrmann, particularmente de suas partituras para filmes de Alfred Hitchcock.

A gravação ocorreu num momento decisivo da trajetória dos Beatles, quando o grupo estava abandonando progressivamente a imagem de uma banda essencialmente voltada para apresentações ao vivo e começava a explorar o estúdio como instrumento de criação artística. A sessão de 28 de abril registrou o acompanhamento das cordas, enquanto no dia seguinte Paul acrescentou sua voz principal e John Lennon e George Harrison participaram dos vocais de harmonia; um novo overdub vocal de McCartney foi realizado em 6 de junho. O engenheiro Geoff Emerick contribuiu para o caráter incomum da gravação ao posicionar os microfones muito próximos dos instrumentos de cordas, produzindo um som mais agressivo, definido e presente. Lançada simultaneamente em Revolver e como lado A duplo com “Yellow Submarine”, a música foi imediatamente reconhecida como uma das experiências mais ousadas do grupo naquele período. O single alcançou o primeiro lugar no Reino Unido, permanecendo no topo durante quatro semanas, enquanto nos Estados Unidos “Eleanor Rigby” chegou ao 11º lugar da Billboard Hot 100. Sua importância, porém, ultrapassa largamente seu desempenho comercial: a canção demonstrou que uma composição pop de pouco mais de dois minutos poderia possuir densidade literária, sofisticação harmônica e uma instrumentação próxima da música de câmara. Ao longo das décadas, tornou-se uma das obras mais celebradas do repertório dos Beatles, recebeu inúmeras versões de outros artistas e ajudou a abrir caminho para uma aproximação cada vez maior entre rock, música erudita e composição de caráter autoral. Seu legado permanece particularmente forte porque “Eleanor Rigby” transformou a solidão cotidiana em matéria-prima para uma das mais universais e duradouras canções da história da música popular.

Erick Steve.

The Beach Boys - Don't Worry Baby

Música: Don't Worry Baby
Artista: The Beach Boys
Álbum: Shut Down Volume 2
Selo: Capitol Records
Produtor: Brian Wilson
Músicos: Brian Wilson (vocais principais, vocais de apoio, piano); Mike Love (vocais de apoio); Carl Wilson (guitarra elétrica, vocais de apoio); Al Jardine (baixo elétrico, vocais de apoio); Dennis Wilson (bateria, vocais de apoio)
Data de gravação: 7 de janeiro de 1964; overdubs de vocais e guitarra em 8 ou 9 de janeiro de 1964
Data de Lançamento: 2 de março de 1964, no álbum Shut Down Volume 2; 11 de maio de 1964, como lado B de “I Get Around”

Comentários:
“Don't Worry Baby” foi composta por Brian Wilson e Roger Christian e nasceu de uma combinação entre experiência pessoal, inspiração romântica e a profunda admiração de Wilson pelo trabalho de Phil Spector e das Ronettes. A principal referência musical foi “Be My Baby”, grande sucesso das Ronettes produzido por Spector em 1963, que Wilson considerava uma das gravações mais perfeitas já realizadas. A intenção não era simplesmente copiar a canção, mas tentar reproduzir a emoção que ela provocava, adaptando aquela linguagem ao universo dos Beach Boys. Wilson desenvolveu a música a partir da letra de Christian e construiu uma melodia extremamente delicada, com uma interpretação vocal em falsete que se tornou uma de suas marcas mais conhecidas. A letra apresenta um homem inseguro diante de um desafio e uma mulher que procura tranquilizá-lo, criando uma atmosfera de vulnerabilidade bastante diferente das tradicionais canções de surf e automóveis dos Beach Boys. Essa dimensão emocional ajudou a ampliar consideravelmente o universo temático da banda. Musicalmente, a canção apresenta uma estrutura sofisticada, com mudanças harmônicas e uma modulação que produz uma sensação de elevação antes do refrão. A combinação entre os vocais em várias camadas, a guitarra, o piano, o baixo e a bateria criou uma sonoridade extremamente rica, embora sem reproduzir diretamente o famoso “Wall of Sound” de Spector.

A gravação aconteceu no início de 1964, quando os Beach Boys estavam rapidamente deixando de ser apenas um fenômeno ligado à música de surf para se transformar em uma das bandas mais criativamente ambiciosas da música popular americana. Registrada nos estúdios United Western Recorders, em Hollywood, durante duas sessões de oito horas, a música contou com todos os integrantes tocando seus próprios instrumentos, com os vocais e algumas partes instrumentais sendo posteriormente acrescentados em overdubs. Embora inicialmente tenha sido lançada no álbum Shut Down Volume 2, “Don't Worry Baby” ganhou enorme importância quando foi escolhida como lado B de “I Get Around”, primeiro single dos Beach Boys a chegar ao número 1 nos Estados Unidos. Mesmo sendo o lado B, a canção recebeu intensa execução radiofônica e chegou ao número 24 da Billboard Hot 100, resultado extraordinário para uma faixa que não era o lado principal do single. Com o passar dos anos, sua reputação crítica cresceu ainda mais, e a composição passou a ser considerada uma das grandes obras de Brian Wilson e dos Beach Boys, aparecendo inclusive em importantes listas históricas de grandes canções do rock. A gravação é especialmente admirada pela delicadeza do vocal de Wilson, pela riqueza das harmonias e pela maneira como transforma ansiedade e insegurança em uma experiência musical reconfortante. Seu legado é enorme: “Don't Worry Baby” ajudou a demonstrar que o universo dos Beach Boys podia ir muito além do surf e das praias da Califórnia, antecipando a extraordinária evolução artística que Brian Wilson conduziria nos anos seguintes. É uma das gravações que melhor representam a passagem do grupo de uma banda adolescente de sucesso para uma força criativa fundamental da música popular dos anos 1960.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor

Título no Brasil: Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor
Título Original: Practical Magic 2
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros. Pictures
Direção: Susanne Bier
Roteiro: Akiva Goldsman, Georgia Pritchett e Kelly Marcel, baseado no romance The Book of Magic, de Alice Hoffman
Elenco: Sandra Bullock, Nicole Kidman, Joey King, Maisie Williams, Lee Pace, Xolo Maridueña

Sinopse: 
Depois de quase três décadas, as irmãs Sally e Gillian Owens continuam ligadas à tradição mágica de sua família e ainda precisam lidar com a antiga maldição que acompanha as mulheres do clã. Segundo a maldição, as mulheres Owens não podem se apaixonar sem correr o risco de perder tragicamente os homens que amam. Quando uma nova geração da família passa a enfrentar as consequências desse destino, Sally e Gillian precisam novamente recorrer aos conhecimentos mágicos transmitidos por suas ancestrais. A história também acompanha Kylie e Antonia, filhas de Sally, que começam a descobrir mais profundamente a herança sobrenatural da família. Kylie acaba envolvida em uma situação que coloca novamente a maldição no centro da vida dos Owens. Sally, Gillian e as novas gerações precisam então encontrar uma maneira de quebrar esse ciclo que atravessa várias gerações. A aventura reúne magia, romance, humor e conflitos familiares, retomando personagens e elementos apresentados no filme original de 1998.

Comentários: 
Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor retoma quase trinta anos depois a história das irmãs Sally e Gillian Owens, novamente interpretadas por Sandra Bullock e Nicole Kidman. A produção também recupera Dianne Wiest e Stockard Channing como Jet e Franny, enquanto apresenta novos personagens interpretados por Joey King, Maisie Williams, Lee Pace e Xolo Maridueña. A direção ficou a cargo de Susanne Bier, que conduz a continuação mantendo a combinação de fantasia, romance, humor e drama familiar característica da série. O filme foi baseado no romance The Book of Magic, de Alice Hoffman, que também serviu como referência para ampliar o universo das personagens. A produção foi lançada nos cinemas brasileiros em 10 de setembro de 2026, com duração de 130 minutos. A Warner Bros. manteve a produção como uma continuação direta da história anterior, apostando principalmente no reencontro das duas protagonistas e na introdução de uma nova geração da família Owens.

A recepção inicial foi variada, com críticos destacando especialmente o retorno de Sandra Bullock e Nicole Kidman e a presença das personagens tradicionais. A Folha de S.Paulo observou que o longa combina humor, emoção e celebração familiar, enquanto também apontou algumas críticas relacionadas aos diálogos e às situações cômicas. A produção também recebeu atenção pelo modo como amplia a história das mulheres da família e apresenta personagens mais jovens assumindo um papel central na narrativa. O filme procura recuperar a atmosfera do longa de 1998 sem simplesmente repetir sua história, utilizando a nova geração para explorar novamente a maldição dos Owens. A participação de Joey King e Maisie Williams ajuda a estabelecer essa passagem entre as antigas protagonistas e as novas personagens. Ao mesmo tempo, o reencontro de Bullock, Kidman, Wiest e Channing funciona como uma ligação direta com o primeiro filme. Com isso, Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor tornou-se uma continuação marcada principalmente pela reunião de seu elenco original e pela expansão do universo mágico da família Owens. Uma nova roupagem da história e das personagens do primeiro filme, mais indicada apenas a quem apreciou de verdade o filme original dos anos 90.

Erick Steve. 

Coyote vs. Acme

Título no Brasil: Coyote vs. Acme
Título Original: Coyote vs. Acme
Ano de Lançamento: 2026
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros. Pictures / Ketchup Entertainment
Direção: Dave Green
Roteiro: Samy Burch
Elenco: Will Forte, Lana Condor, John Cena, Tone Bell, Martha Kelly e Luis Guzmán

Sinopse: 
Depois de sofrer durante anos com as armadilhas e produtos defeituosos da Acme Corporation em sua interminável perseguição ao Papa-Léguas, Wile E. Coyote decide finalmente tomar uma atitude. Em vez de continuar tentando capturar seu grande adversário, ele resolve processar judicialmente a gigantesca empresa responsável pelos produtos que tantas vezes acabaram explodindo, esmagando ou ferindo o próprio Coyote. Para defender seus interesses, ele conta com o advogado Kevin Avery, um profissional que há muito tempo não atua em um tribunal e que vê no caso uma oportunidade de reconstruir sua carreira. Do outro lado está o poderoso advogado da Acme Corporation, Buddy Crane, que fará de tudo para impedir que a empresa seja responsabilizada. Enquanto a batalha judicial se desenvolve, personagens clássicos dos Looney Tunes aparecem ao lado dos atores em uma mistura de animação e ação ao vivo.

Comentários: 
Coyote vs. Acme teve uma trajetória extraordinariamente complicada antes de chegar ao público. O filme foi concluído pela Warner Bros., mas o estúdio decidiu arquivá-lo em 2023 para utilizá-lo como benefício fiscal, mesmo depois de toda a produção ter sido finalizada. A decisão provocou forte reação entre profissionais de Hollywood e fãs dos Looney Tunes, principalmente porque o longa havia custado cerca de US$ 70 milhões. Durante algum tempo, a produção chegou a ser oferecida a outras empresas, mas nenhum acordo foi concretizado. Em 2025, a Ketchup Entertainment adquiriu os direitos e finalmente garantiu um lançamento comercial nos cinemas. A história acabou transformando o próprio filme em uma espécie de sobrevivente, numa situação curiosamente semelhante às dificuldades enfrentadas pelo personagem principal.

A recepção após o lançamento foi positiva em vários aspectos, especialmente entre os críticos interessados em animação e nos personagens clássicos dos Looney Tunes. O The Hollywood Reporter considerou o filme um dos melhores exemplos da combinação entre ação ao vivo e animação, destacando o humor e a utilização dos personagens tradicionais. Já a Variety teve uma avaliação mais moderada, reconhecendo que o filme merece ter sido lançado, mas considerando menos convincentes algumas das partes com atores reais. A produção também é importante por recuperar para o cinema personagens como Papa-Léguas, Coiote, Pernalonga e Patolino em uma aventura de longa-metragem com uma proposta diferente. A mistura entre tribunal, comédia e animação cria uma situação bastante adequada ao universo dos Looney Tunes, especialmente porque transforma décadas de fracassos do Coyote em uma espécie de processo judicial. Depois de quase desaparecer completamente, Coyote vs. Acme acabou chegando às telas em 2026 como uma curiosa história de sobrevivência cinematográfica.

Erick Steve. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Osíris

Título no Brasil: Osíris
Título Original: Osiris
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Direção: William Kaufman
Roteiro: William Kaufman, Paul Reichelt
Elenco: Max Martini, Brianna Hildebrand, Linda Hamilton, LaMonica Garrett, Michael Irby, Linds Edwards, Jaren Mitchell e David B. Meadows.

Sinopse:
Em um futuro próximo, um grupo de militares das forças especiais dos Estados Unidos são capturados e levados para dentro de uma nave de uma raça de aliens vinda do espaço. E dentro desse espaço limitado eles começam um jogo mortal de vida e morte contra os invasores do Planeta Terra. 

Comentários:
Eu já assisti a esse filme no passado. Foi há 40 anos, ele se chamava "Aliens - O Resgate" e era muitas vezes superior a essa porcaria! Eu realmente fico impressionado como tanto tempo depois ainda se produz um material tão ruim como esse! É o dilema do sistema de streaming. Eles precisam preencher uma cota de filmes lançados todos os meses e nesse processo surgem esses lixos que nem cinematográficos são! São produções feitas de qualquer jeito, sem nenhum cuidado ou capricho, produzidos a toque de caixa apenas para suprir o carregamento de novos filmes. Quem se sente prejudicado com tudo isso é o pobre assinante que acaba pagando por esse tipo de coisa, assistindo ou não! De minha parte devo dizer que nada, absolutamente nada se salva. Roteiro ruim, atores incapazes, monstros mal feitos. Esses aliens borrachudos parecem que saíram de algum episódio de "Jaspion". Enfim esqueça, esse Osiris não tem nenhuma salvação. Não serve nem pra rir, é apenas lixo! 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Vozes do Além

Título no Brasil: Vozes do Além
Título Original: From Beyond the Grave
Ano de Produção: 1974
País: Estados Unidos
Estúdio: Amicus Productions
Direção: Kevin Connor
Roteiro: R. Chetwynd-Hayes, Raymond Christodoulou
Elenco: Peter Cushing, Ian Bannen, Ian Carmichael, Donald Pleasence, Diana Dors, Margaret Leighton

Sinopse:
Vários contos de terror, todos centrados nos personagens que entram numa loja de antiguidades de propriedade do sinistro dono interpretado por Peter Cushing. São quatro os contos: "The Gate Crasher", "An Act of Kindness", "The Elemental" e  "The Door".

Comentários:
Peter Cushing empresta todo seu carisma para esse filme que de certa forma acabou se tornando um dos últimos suspiros da velha fórmula de se fazer filmes de terror. Afinal já eram os anos 70, diretores como Steven Spielberg e George Lucas estavam surgindo e com eles toda uma nova leva de cineastas que iriam mudar os conceitos de filmes de fantasia, ficção e terror. Por essa razão "Vozes do Além" é um achado com seu estilo retrô, nostálgico, de se produzir fitas de terror. A fotografia, os cenários e os figurinos são todos feitos para dar aquele clima de algo antigo, sinistro, enterrado em covas profundas, ao espectador. Os objetos parecem ter saídos de alguma casa mal assombrada, de alguma cova putrefata, de terem pertencido a algum falecido. Nada mais assustador (e divertido). O resultado é muito bom, adequado aos cinéfilos que adoram aquele velho modo de assustar o público.

Pablo Aluísio.