terça-feira, 7 de abril de 2026

O Pistoleiro do Rio Vermelho

O Pistoleiro do Rio Vermelho
Ontem assisti ao filme "O Pistoleiro do Rio Vermelho" (The Last Challenge, EUA, 1967). Sempre é bom conhecer ou rever filmes americanos de faroeste, principalmente das décadas de 40, 50 e 60, onde geralmente se situam as melhores produções da história do cinema ianque. Naqueles tempos o Western era extremamente popular e rendia excelentes bilheterias. Também eram filmes muito lucrativos pois custavam pouco, geralmente sendo rodados nos desertos do Arizona e Califórnia. Os estúdios aliás ganhavam grande parte de seus recursos justamente nesse tipo de produção. Se havia necessidade de melhorar as receitas nada mais era tão indicado como a produção de filmes desse gênero.

Ao longo do tempo a regularidade levou vários atores a se tornarem ícones desse estilo como John Wayne, Randolph Scott, Alan Ladd, etc. O caso de Glenn Ford era um pouco diferente. Ele não era um astro cowboy por excelência. Realmente chegou a atuar em muitos faroestes, mas era mais regular em dramas, filmes de aventura ou de guerra. Tanto isso é verdade que seu filme mais lembrado até hoje é "Gilda", um filme com ares de noir que acabou virando um cult para a crítica americana (status que só foi adquirido com o tempo já que em seu lançamento o filme se notabilizou mais pela bela presença de Rita Hayworth do que por qualquer outra coisa).

Assim Ford era considerado acima de tudo um astro eclético, embora nunca chegasse a ser reconhecido como grande ator. Ele era um tipo, uma espécie de estereótipo cinematográfico. Se formos pensar apenas em seus filmes de western veremos que Ford nunca chegou a atuar em um grande clássico, em uma obra prima tal como aconteceu muitas vezes com John Wayne. Na verdade ele se especializou em filmes B, baratos, que não tinham maiores pretensões a não ser render uma boa bilheteria para pagar os custos da produção e gerar algum lucro. Esse é o caso de "O Pistoleiro do Rio Vermelho". Não há uma excelente produção em cena. O filme, como todos da MGM, era certamente bem produzido, com boas locações, mas passava longe de ser uma superprodução.

Quando a fita chegou nos cinemas por volta de 1967 o western já estava saindo lentamente de moda. O público era mais velho e os jovens estavam interessados em outras coisas (não nos esqueçamos que foi nesse mesmo ano que aconteceu o verão hippie, do amor livre e do flower power). Havia muita LSD e maconha rolando entre os jovens cabeludos. Nenhum deles teria interesse em ver um filme de cowboy com um roteiro que soava até mesmo fora de época. E os valores? Será que algum jovem queria mesmo ver um duelo no velho oeste para determinar quem seria o gatilho mais rápido do Arizona? Acredito que não. Assim o que temos aqui é um filme de orçamento restrito, já meio fora de moda, com um astro já aparentando um certo cansaço.

O único interesse talvez viesse da presença da atriz Angie Dickinson, uma loira bonita, com cabelos de hippie (mesmo que o filme fosse passado no velho oeste) e personalidade feminista à frente de seu tempo (no roteiro ela era dona de um saloon, não se importando em ser falada na cidade). Outro ponto interessante é o fato de que o filme foi dirigido por Richard Thorpe. Quem é fã de Elvis Presley certamente saberá de quem se trata. Ele dirigiu dois dos mais populares filmes de Elvis: "O Prisioneiro do Rock" em 1957 e "O Seresteiro de Acapulco" de 1963. O primeiro é um marco na história do rock no cinema e o segundo um clássico da Sessão da Tarde dos anos 70 e 80. Esse faroeste foi seu último filme, afinal ele já havia dirigido quase 180 filmes desde que começou em Hollywood em 1923 (ainda na era do cinema mudo). Já era mesmo tempo de se aposentar da sétima arte.

Pablo Aluísio.

A Morte Não Manda Recado

A Morte Não Manda Recado
Sam Peckinpah! Quem é cinéfilo já sabe. Qualquer filme que tenha essa nome em seus créditos já torna o filme essencial para quem curte sétima arte. E se for um faroeste, bem, as coisas ficam ainda mais interessantes. Nesse western norte-americano, mas com claras influências do western spaghetti italiano, o diretor Sam Peckinpah construiu um filme curioso. Ao mesmo tempo em que tenta ser original também se destaca por render várias homenagens aos temas mais caros à mitologia do velho oeste. Personagens são tipos indigestos, diria até intragáveis e asquerosos. Só que com isso o filme ganha no humor e no realismo porque convenhamos, no velho oeste os cowboys não eram galãs, mas sim caras durões que viviam com as roupas empoeiradas por causa do deserto.

O resultado é mais do que agradável de se assistir. Há cenas com bom humor e algumas que ficaram marcantes, como a do homem que é deixado para morrer no meio de um deserto hostil e muito selvagem, quase impossível de sobreviver. Não há nenhum grande astro no elenco, mas isso definitivamente não faz a menor diferença. É um filme ótimo, excelente, dos bons. Assista se puder.

A Morte Não Manda Recado (The Ballad of Cable Hogue, Estados Unidos, 1970) Direção: Sam Peckinpah / Roteiro: John Crawford / Elenco: Jason Robards, Stella Stevens, David Warner / Sinopse: Um homem é deixado para morrer no deserto por inimigos. Sò que ele está decidido a dar a volta por cima.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Hollywood Boulevard - Rock Hudson - Parte 22

Desde que deixara a Universal Pictures, Rock Hudson tinha se tornado um ator livre das amarras daqueles velhos contratos da antiga Hollywood. Agora ele poderia escolher os próprios filmes que queria fazer. E nesse processo erros também eram cometidos. Um deles foi o filme de guerra "Ninho de Vespas". Quando leu o roteiro, Rock gostou da história. Uma aventura com muitos toques de heroísmo. Tudo se passando na Segunda Guerra Mundial. Bom, se o roteiro do filme era bom, a execução deixou a desejar. 

De volta ao Castelo, após as filmagens, Rock confessou suas impressões ao seu assistente pessoal Marc: "No roteiro parecia ser muito bom! Só que lá pela metade das filmagens eu já tinha consciência que o filme não iria funcionar. O diretor era ruim, o elenco basicamente formado por amadores. Esse filme vai ser um desastre!". Dito e feito. Lançado nos cinemas, logo saiu de cartaz por falta de público. A crítica caiu malhando o filme, destruindo as chances de ter alguma boa bilheteria. Ao fazer uma retrospectiva o próprio Rock assumiu uma certa dose de culpa: "Eu deveria ter me envolvido mais na produção. Deveria ter pedido a demissão do diretor. Eu poderia ter salvado esse filme... mas não deu! Lamento muito!". 

Outro erro foi "Garotas Lindas aos Montes". Esse filme foi feito com a insistência da MGM. Como Rock havia feito um bom trabalho por  lá com "Estação Polar Zebra" não houve como dizer não. Ele queria deixar as portas abertas na Metro caso surgissem novas oportunidades. Só que o filme era uma série de erros. A MGM queria repetir o sucesso das comédias românticas que Rock havia feito ao lado de Doris Day nos anos 50 e 60, só que com cenas mais picantes. E como o próprio título sugeria, com um elenco formado por gatinhas, de todos os tipos.

Rock odiou fazer o filme. Ele deu seu veredito sobre o filme: "Tudo muito ruim! Eu não me encaixei no papel e o tempo desse tipo de filme já passou. Não estamos mais nos anos 50. Aquilo era uma coisa da época, funcionou naquele tempo. Hoje não mais! Além disso não tinha Doris no elenco. As chances de dar certo eram mesmo poucas!". Com dois fracassos de bilheteria nas costas, Rock resolveu esfriar um pouco a cabeça. Fez viagens internacionais, conheceu a França e parte da Europa e depois decidiu fazer um cruzeiro pelo Mediterrâneo. Rock gostou tanto da Europa que chegou até mesmo a fazer planos de ir morar em Paris, mas depois de alguns meses de descanso precisou retornar ao Castelo. Havia boas novas propostas de trabalho na mesa, que ele precisava avaliar. 

Pablo Aluísio. 

S.O.S. Titanic

Título no Brasil: S.O.S. Titanic
Título Original: S.O.S. Titanic
Ano de Lançamento: 1979
País: Reino Unido / Estados Unidos
Estúdio: EMI Television / Warner Bros. Television
Direção: William Hale
Roteiro: James Costigan
Elenco: David Janssen, Cloris Leachman, Susan Saint James, David Warner, Helen Mirren, Harry Andrews, Ian Holm

Sinopse:
O filme S.O.S. Titanic apresenta uma dramatização detalhada dos eventos que levaram ao naufrágio do RMS Titanic em 1912. A narrativa acompanha diferentes personagens de distintas classes sociais — desde passageiros da primeira classe até imigrantes da terceira — mostrando suas histórias pessoais, expectativas e destinos trágicos. À medida que o navio colide com o iceberg, o filme retrata o caos crescente a bordo, as decisões críticas da tripulação e o impacto humano da catástrofe. Com forte enfoque histórico, a produção busca fidelidade aos acontecimentos reais, destacando o contraste entre luxo e tragédia em uma das maiores calamidades marítimas da história.

Comentários:
Produzido originalmente para a televisão, S.O.S. Titanic se destaca por sua abordagem quase documental, priorizando a reconstrução histórica em vez do melodrama exagerado. Diferente de versões mais espetaculares feitas posteriormente, o filme aposta em um tom sóbrio e realista, valorizando os diálogos e a construção dos personagens. O elenco é um dos pontos fortes, com destaque para David Warner e Helen Mirren, que entregam performances marcantes mesmo com tempo limitado de tela. Embora os efeitos especiais sejam modestos, refletindo as limitações da época e do formato televisivo, a tensão dramática é bem construída. Trata-se de uma obra importante dentro das adaptações sobre o Titanic, especialmente para quem busca uma visão mais fiel e menos romantizada da tragédia.

Erick Steve. 

domingo, 5 de abril de 2026

Imperador Romano Tibério

Imperador Romano Tibério
Quando Jesus de Nazaré foi localizado, preso e depois executado em uma cruz romana, quem governava o maior império que o mundo já havia conhecido era Tibério César.  E quem foi Tibério? Seu nome completo era Tiberius Julius Caesar Augustus. Ele foi o segundo imperador do Império Romano e sucessor direto de Augusto, o fundador do sistema imperial romano. Ele nasceu em 16 de novembro de 42 a.C., em Roma, sendo filho de Tibério Cláudio Nero e de Lívia Drusila. Sua mãe posteriormente se casaria com Augusto, tornando Tibério enteado do futuro imperador e aproximando-o da família imperial. A juventude de Tibério foi marcada pelas complexas transformações políticas que ocorreram no final da República Romana, período de guerras civis e disputas pelo poder. Desde cedo ele recebeu educação aristocrática e treinamento militar adequado a um membro da elite romana. Embora inicialmente não estivesse destinado a se tornar imperador, Tibério acabou sendo integrado ao círculo de sucessão de Augusto por meio de adoções políticas, um mecanismo comum na política romana. Assim, ele gradualmente passou a ocupar posições importantes dentro da administração e do exército.

Durante sua carreira antes de se tornar imperador, Tibério destacou-se como um comandante militar extremamente competente. Ele participou de campanhas militares em diversas regiões do império, incluindo a Hispânia, a Panônia e a Germânia. Nessas campanhas, Tibério demonstrou grande habilidade estratégica e disciplina militar, consolidando a autoridade romana em áreas de fronteira frequentemente ameaçadas por revoltas e invasões. Suas vitórias militares ajudaram a estabilizar regiões importantes e a reforçar o prestígio de Roma. Em determinado momento de sua vida, no entanto, Tibério retirou-se temporariamente da vida pública e passou alguns anos vivendo na ilha de Rodes, possivelmente por motivos políticos e pessoais. Essa retirada ocorreu em um contexto de intrigas dentro da família imperial e de disputas sobre quem seria o sucessor de Augusto. Com o passar do tempo, porém, as circunstâncias mudaram e Augusto decidiu adotá-lo formalmente como filho e herdeiro, preparando-o para assumir o governo do império.

Quando Augusto morreu no ano 14 d.C., Tibério tornou-se imperador de Roma, assumindo um império vasto e relativamente estável. Seu governo marcou a consolidação do sistema político criado por Augusto, conhecido como Principado, no qual o imperador mantinha formalmente as instituições republicanas enquanto exercia o poder real. Tibério era conhecido por sua personalidade reservada e cautelosa, características que influenciaram seu estilo de governo. Ele demonstrava grande atenção à administração do Estado e às finanças públicas, evitando gastos excessivos e procurando manter a estabilidade econômica do império. Diferentemente de muitos governantes posteriores, Tibério não buscou expandir significativamente as fronteiras romanas, preferindo consolidar os territórios já conquistados. Seu governo também se caracterizou por uma administração relativamente eficiente das províncias e pelo fortalecimento do aparato burocrático imperial.

Com o passar dos anos, no entanto, o reinado de Tibério tornou-se cada vez mais marcado por desconfiança e tensões políticas dentro de Roma. Ele passou a depender fortemente de seu poderoso prefeito da Guarda Pretoriana, Sejano, que acumulou enorme influência na política romana. Sejano utilizou sua posição para eliminar adversários políticos e ampliar seu poder, criando um clima de medo e perseguições dentro da elite romana. Em 26 d.C., Tibério decidiu retirar-se da vida pública em Roma e passou a viver na ilha de Capri, governando o império à distância. A partir desse momento, grande parte da administração cotidiana ficou nas mãos de seus subordinados. Quando Tibério finalmente percebeu as ambições de Sejano, ordenou sua execução em 31 d.C., encerrando o poder do prefeito pretoriano. Apesar disso, os últimos anos de seu governo continuaram marcados por suspeitas, julgamentos políticos e conflitos dentro da aristocracia romana.

Tibério morreu em 16 de março de 37 d.C., após um reinado de mais de vinte anos. Sua morte abriu caminho para a ascensão de seu sucessor, Calígula, que era seu sobrinho-neto e filho adotivo. A imagem histórica de Tibério é bastante complexa e foi fortemente influenciada pelos relatos de historiadores romanos como Tácito e Suetônio, que frequentemente o retrataram como um governante sombrio e desconfiado. No entanto, muitos historiadores modernos reconhecem que seu governo também apresentou aspectos positivos, especialmente na administração financeira e na estabilidade do império. Tibério foi um governante cauteloso que manteve o império relativamente estável após a morte de Augusto, garantindo a continuidade do sistema imperial romano. Seu reinado representa um período de transição importante na história do Império Romano, consolidando a estrutura política que sustentaria Roma por vários séculos.

Erick Steve. 

Leônidas de Esparta

Leônidas de Esparta
Leônidas foi um dos mais célebres reis de Esparta, na Grécia Antiga, lembrado sobretudo por sua liderança heroica durante a Batalha das Termópilas, em 480 a.C., um dos episódios mais emblemáticos das Guerras Médicas. Como rei da linhagem dos Ágidas, Leônidas governava uma sociedade profundamente militarizada, onde disciplina, coragem e sacrifício eram valores fundamentais. Esparta, diferentemente de outras cidades-estado gregas, organizava toda sua estrutura social em torno da guerra, e seus cidadãos eram treinados desde a infância para se tornarem soldados. Nesse contexto, Leônidas não era apenas um governante, mas também um comandante experiente, preparado para liderar seus homens em combate direto contra inimigos muito superiores em número.

A fama de Leônidas está diretamente ligada à resistência grega contra o vasto exército do Império Persa, liderado por Xerxes I. Quando os persas invadiram a Grécia, diversas cidades-estado se uniram para tentar conter o avanço inimigo, e Leônidas foi escolhido para liderar uma força de defesa em um ponto estratégico: o estreito desfiladeiro das Termópilas. Esse local era ideal para neutralizar a superioridade numérica persa, pois limitava o espaço de manobra das tropas invasoras. Com cerca de 300 espartanos e alguns milhares de aliados gregos, Leônidas posicionou suas forças para bloquear o avanço do exército persa, que contava com dezenas, possivelmente centenas de milhares de soldados.

Durante três dias, os gregos resistiram bravamente aos ataques persas, demonstrando uma disciplina e habilidade militar impressionantes. Os espartanos, em particular, destacaram-se pela formação em falange, que lhes permitia combater de maneira coordenada e eficiente. No entanto, a resistência grega foi comprometida quando um traidor revelou aos persas um caminho alternativo pelas montanhas, permitindo que o exército inimigo cercasse as forças de Leônidas. Diante dessa situação, o rei espartano tomou uma decisão que o tornaria lendário: dispensou a maior parte dos aliados e permaneceu no campo de batalha com seus 300 homens, além de alguns contingentes que escolheram ficar, para enfrentar o inimigo até o fim.

O sacrifício de Leônidas e de seus companheiros teve um enorme impacto simbólico e estratégico. Embora tenham sido derrotados militarmente, sua resistência atrasou o avanço persa e deu tempo para que outras cidades gregas se organizassem para a defesa. Além disso, o exemplo de coragem e devoção ao dever inspirou os gregos a continuarem lutando contra a invasão. Pouco tempo depois, vitórias decisivas como a Batalha de Salamina e a Batalha de Plateia mudariam o rumo da guerra em favor dos gregos. Assim, o gesto de Leônidas não foi em vão, pois contribuiu para a preservação da independência das cidades-estado gregas e para o desenvolvimento da civilização ocidental.

Ao longo dos séculos, Leônidas tornou-se um símbolo universal de heroísmo, coragem e resistência diante de adversidades extremas. Sua história foi retratada em diversas obras literárias, históricas e cinematográficas, reforçando sua imagem como um líder que colocou o dever acima da própria vida. Mais do que um simples rei guerreiro, Leônidas representa os ideais de honra e sacrifício que marcaram a cultura espartana e influenciaram profundamente a maneira como a história da Grécia Antiga é lembrada. Sua figura permanece viva no imaginário coletivo como um exemplo de liderança e bravura, inspirando gerações a valorizar a coragem em momentos decisivos.

Erick Steve. 

sábado, 4 de abril de 2026

Elvis Presley - 50,000,000 Elvis Fans Can't Be Wrong: Elvis' Gold Records, Volume 2

Lançado em 13 de novembro de 1959, é uma das coletâneas mais icônicas da carreira de Elvis Presley. Produzido pela gravadora RCA Victor, o disco reúne uma série de singles de enorme sucesso lançados entre 1958 e 1959, período em que Elvis estava servindo no exército dos Estados Unidos. Mesmo afastado dos palcos, o cantor continuava dominando as paradas musicais, e este álbum foi lançado como uma forma de manter sua presença ativa no mercado. A famosa capa, que mostra Elvis multiplicado diversas vezes vestindo um uniforme dourado, tornou-se um símbolo visual marcante da cultura pop. O título provocativo do álbum reforça a dimensão de sua popularidade naquele momento. Musicalmente, o disco apresenta uma mistura de rock and roll, baladas e canções com forte apelo pop, refletindo a versatilidade do artista. Entre as faixas mais conhecidas estão “A Big Hunk o’ Love” e “I Need Your Love Tonight". Embora seja uma coletânea, o álbum funciona como um retrato fiel da fase final dos anos 1950 na carreira de Elvis. Ele também evidencia a transição do rock mais cru de seus primeiros anos para um som mais polido. Assim, o disco consolidou ainda mais o status de Elvis como o maior nome da música popular da época.

A recepção crítica ao álbum foi bastante positiva, especialmente por se tratar de uma coletânea que reunia sucessos já consagrados. A revista Billboard destacou o lançamento como um produto de enorme apelo comercial, afirmando que “cada faixa representa um sucesso comprovado nas paradas”. A publicação elogiou a consistência do material e a força das interpretações de Elvis. A revista Variety também comentou o impacto do álbum, ressaltando que ele era “uma demonstração clara do domínio de Elvis sobre o mercado musical”. Já o jornal britânico NME observou que a coletânea reunia alguns dos momentos mais populares da carreira recente do cantor. Críticos destacaram a energia contagiante de faixas como “A Big Hunk o’ Love”. Outros elogiaram a suavidade das baladas incluídas no disco. A crítica também ressaltou a capacidade de Elvis de transitar entre diferentes estilos musicais. Mesmo sendo uma compilação, o álbum foi visto como coeso e bem estruturado. Muitos jornalistas consideraram o disco essencial para fãs do artista. Assim, a recepção crítica reforçou a ideia de que Elvis continuava sendo uma força dominante na música.

Os grandes jornais também analisaram o álbum sob a ótica de sua importância cultural e do fenômeno Elvis Presley. O The New York Times destacou que o disco reunia gravações que haviam ajudado a definir o som da música popular americana no final dos anos 1950. Um crítico escreveu que Elvis “permanece como a figura central do rock and roll, mesmo quando ausente do palco”. Já o Los Angeles Times observou que o álbum demonstrava a incrível capacidade do cantor de manter sua relevância. A revista The New Yorker comentou o impacto cultural do artista, afirmando que sua influência ia além da música e atingia o comportamento e a estética da juventude. Alguns jornalistas apontaram que o álbum funcionava como um registro histórico de uma fase crucial do rock. Outros destacaram o apelo duradouro das canções. Em diversas análises, Elvis foi descrito como um fenômeno cultural sem precedentes. O disco também foi visto como uma forma de preservar esse legado. A crítica jornalística reconheceu a importância das gravações reunidas no álbum. Dessa forma, o disco foi amplamente celebrado como um documento significativo da história da música popular.

No aspecto comercial, “50,000,000 Elvis Fans Can't Be Wrong” foi um grande sucesso, confirmando a força do nome de Elvis Presley mesmo durante seu período de serviço militar. O álbum alcançou a segunda posição na parada de álbuns da Billboard, permanecendo por várias semanas entre os mais vendidos. Nos Estados Unidos, o disco vendeu mais de três milhões de cópias, sendo certificado multiplatina ao longo dos anos. Internacionalmente, Elvis continuava extremamente popular, e o álbum também teve bom desempenho em diversos mercados. Os singles incluídos no disco já haviam alcançado posições de destaque nas paradas, o que contribuiu para o sucesso da coletânea. A forte presença de Elvis nas rádios também impulsionou as vendas. Mesmo sem lançar material totalmente inédito, o cantor conseguiu manter um alto nível de sucesso comercial. O álbum demonstrou que seu público permanecia fiel. Além disso, reforçou a estratégia de lançar coletâneas como forma de manter o artista em evidência. Assim, o disco consolidou-se como mais um êxito comercial importante na carreira de Elvis.

Com o passar das décadas, “50,000,000 Elvis Fans Can't Be Wrong” passou a ser reconhecido como uma das coletâneas mais importantes da discografia de Elvis Presley. Especialistas em música frequentemente destacam o álbum como um retrato fiel do impacto do cantor no final dos anos 1950. A capa do disco tornou-se uma das mais famosas da história da música. Fãs continuam a valorizar o álbum por reunir alguns dos maiores sucessos do artista. Críticos modernos apontam que o disco é essencial para compreender a evolução do rock and roll. Ele também é frequentemente citado em listas e estudos sobre a história da música popular. Muitas das canções incluídas continuam sendo amplamente conhecidas e apreciadas. O álbum ajuda a ilustrar a transição de Elvis para uma fase mais voltada ao entretenimento de massa. Ainda assim, preserva a energia e o carisma que o tornaram um ícone. Décadas após seu lançamento, o disco continua relevante e influente. Dessa forma, seu legado permanece sólido, reafirmando Elvis como uma das figuras mais importantes da música do século XX.

Elvis Presley - 50,000,000 Elvis Fans Can't Be Wrong: Elvis' Gold Records, Volume 2 (1959)
I Need Your Love Tonight
Don't
Wear My Ring Around Your Neck
My Wish Came True
I Got Stung
One Night
A Big Hunk o' Love
I Beg of You
(Now and Then There's) A Fool Such as I
Doncha' Think It's Time

Erick Steve e Pablo Aluísio. 

Novo Livro: Cine Terror

Novo Livro: Cine Terror
Como venho fazendo já há algum tempo tenho lançado livros sobre cinema, com resenhas, informações, etc. Nesse mês de abril coloco no mercado o livro "Cine Terror", com foco no gênero terror e suspense. Segue abaixo maiores informações. 

Cine Terror
Contos e Guia de Filmes de Terror
Esse livro contém contos de terror e um guia com 100 filmes de terror comentados, contendo fichas técnicas e sinopses. Na parte de contos temos em primeira mão um conto inédito de Drácula. Nas sessões de textos cinematográficos temos uma extensa lista com filmes de vampiros e os últimos lançamentos do gênero terror. 

O novo livro pode ser comprado nos seguintes links:


Pablo Aluísio. 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

A Hora do Desespero

A Hora do Desespero 
Após o filho ir para a escola, Amy (Naomi Watts) parte em direção ao bosque para sua corrida matinal. Tudo começa bem, tranquilo, a paisagem é maravilhosa, com muito contato com a natureza. Só que seu celular começa a tocar e notícias perturbadores surgem na tela. Ao que tudo indica um atirador está aterrorizando justamente a escola onde seu filho estuda. Pior do que isso, o atirador pode ser... seu próprio filho! Começa interessante esse filme. Basicamente em praticamente todo o filme só temos a atriz Naomi Watts em cena, correndo pelo bosque. Inicialmente tranquila, para depois ficar desesperada com as notícias que recebe do seu celular. É um conceito bem de acordo com o mundo atual, com o cotidiano de muitas mulheres. O enredo tinha muito potencial, principalmente quando o filho dela passa a ser um dos suspeitos de ser o atirador da escola. Só que o roteiro se acovarda, dá um freio de mão, não avança no que seria uma ótima solução para a história. 

O bom mocismo vence novamente e o filme acaba virando uma decepção daquelas e uma perda de tempo irreparável. Confesso, fiquei com raiva do final cheio de pieguismo e emoções baratas. Espero que esse roteirista de meia pataca tenha mais coragem da próxima vez. O mesmo recado vai para Phillip Noyce, um diretor que sempre gostei. Infelizmente aqui ele se resume a ser um mero bocó. Enfim, começa bem, promissor, para depois cair no lugar comum, decepcionando com seu final convencional. 

A Hora do Desespero (Lakewood, Estados Unidos, 2021) Direção: Phillip Noyce / Roteiro: Chris Sparling / Elenco: Naomi Watts, Colton Gobbo, Andrew Chown / Sinopse: Mãe fica desesperada ao saber pelo celular que há um atirador agindo na escola onde seu filho estuda. 

Pablo Aluísio.

Valor Sentimental

Título no Brasil: Valor Sentimental
Título Original: Sentimental Value
Ano de Lançamento: 2025
País: Noruega
Estúdio: Mer Film
Direção: Joachim Trier
Roteiro: Joachim Trier, Eskil Vogt
Elenco: Renate Reinsve, Stellan Skarsgård, Inga Ibsdotter Lilleaas, Elle Fanning, Anders Danielsen Lie, Cory Michael Smith

Sinopse:
O filme acompanha Nora, uma atriz que retorna à sua cidade natal na Noruega após anos distante, reencontrando seu pai, um diretor de cinema recluso e emocionalmente distante. Quando ele decide fazer um novo filme inspirado na história da família, antigas feridas e memórias vêm à tona, levando pai e filha a confrontarem ressentimentos, perdas e o peso das escolhas do passado. Entre bastidores de filmagem e conflitos pessoais, Nora precisa lidar com sua própria identidade e com o legado emocional herdado de sua família. Filme vencedor do Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. 

Comentários:
Apresentado no circuito de festivais em 2025, Sentimental Value recebeu forte aclamação da crítica. Publicações como a Variety destacaram a sensibilidade do roteiro e a direção refinada de Joachim Trier, enquanto o The Guardian elogiou as atuações, especialmente de Renate Reinsve, apontando o filme como um dos dramas mais impactantes do ano. Embora seu lançamento comercial tenha sido mais restrito, o filme teve excelente recepção de público em festivais e no circuito europeu, consolidando Trier como um dos principais nomes do cinema contemporâneo. Esse drama é visto como uma obra marcante sobre relações familiares e memória, sendo frequentemente comparado a trabalhos anteriores do diretor por sua profundidade emocional e abordagem intimista. A Academia acabou reconhecendo seu grande valor cinematográfico, premiando o filme na categoria de melhor estrangeiro do ano. Um prêmio mais do que merecido. 

Erick Steve.