quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Cães de Guerra

Título no Brasil: Cães de Guerra
Título Original: Hounds of War
Ano de Lançamento: 2024
País: Estados Unidos
Estúdio: Opulence Pictures, XYZ Films
Direção: Isaac Florentine
Roteiro: Jean-Pierre Magro
Elenco: Frank Grillo, Robert Patrick, Rhona Mitra, Leeshon Alexander, Urs Rechn, Matthew Marsh

Sinopse:
Após uma missão militar clandestina na Líbia dar terrivelmente errado, deixando quase todos de sua equipe mortos, o mercenário Ryder se vê sozinho e traído. Decidido a vingar a morte de seus companheiros - incluindo seu irmão e sua cunhada grávida - ele embarca em uma perigosa jornada de vingança contra seu antigo chefe e contra aqueles que o colocaram naquela situação mortal.

Comentários:
Mais um filme bem genérico nesse mundinho dos canais de streaming. Eu realmente não entendo porque não produzem algo melhor. Afinal esses filmes já são produzidos com um público certo, cativo, das plataformas digitais. Deveriam fazer algo mais bem realizado. No elenco temos esse Frank Grillo que nunca me convenceu. Ele está, atualmente, no terceiro escalão de atores especializados em filmes de ação. Sou mais o velho Chuck Norris. De qualquer forma temos ainda um já idoso Robert Patrick (o T-1000 de O Exterminador do Futuro 2) no elenco. Seu personagem é o único com mais camadas de personalidade. O resto é raso, vazio. Filmado em Malta, o filme consegue desperdiçar até mesmo esse lindo cenário natural. Assim não tem quem salve um filme como esse. Se gosta de filmes de ação, arrisque, mas não espere por nada muito bom. 

Pablo Aluísio. 

O Ferro-Velho

Título no Brasil: O Ferro-Velho
Título Original: El desarmadero
Ano de Lançamento: 2021 
País: Argentina
Estúdio: Arg Films
Direção: Eduardo Pinto
Roteiro: Eduardo Pinto
Elenco: Luciano Cáceres, Pablo Pinto, Clara Kovacic, Malena Sánchez, Diego Cremonesi, Fernando Pérez, Amelia Cáceres

Sinopse:
Após a perda traumática de sua família, um artista aceita um emprego como vigia de um ferro-velho. Enquanto tenta lidar com sua dor e seguir em frente, ele começa a enfrentar fenômenos estranhos: tanto pessoas que vagam pelo ferro-velho em busca de sucata quanto fantasmas de seu próprio passado, que parecem não querer deixá-lo em paz. Conforme a noite avança, memórias, arrependimentos e terrores se misturam num ambiente cada vez mais surreal e ameaçador.

Comentários:
Mais um filme de terror argentino que assisto. Esse aqui até que tem um roteiro bem realizado, apostando muito mais na doença mental do protagonista do que em qualquer outra coisa. Ele ficou anos internado em uma instituição psiquiátrica. Quando sai de lá, precisa arranjar um emprego. Um amigo lhe arruma trabalho, como vigia de um velho Ferro-Velho. Para sua total surpresa descobre que o carro onde sua família morreu está lá, entre tantos outros. Isso vira um gatilho mental terrível pois ele começa a ver seus parentes mortos vagando por aquele lugar, nas madrugadas escuras. E o fato do velho Ferro-Velho ser constantemente alvo de pequenos ladrões de peças de carros não melhora em nada essa situação. Um filme que mostra muito bem a qualidade do cinema argentino. Mesmo com pouco dinheiro e apoio, eles conseguem fazer filmes bem dignos e decentes. 

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Vivo Ou Morto: Um Mistério Knives Out

Título no Brasil: Vivo Ou Morto: Um Mistério Knives Out 
Título Original: Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Rian Johnson
Roteiro: Rian Johnson
Elenco: Daniel Craig, Josh O’Connor, Glenn Close, Josh Brolin, Mila Kunis, Cailee Spaeny

Sinopse:
O excêntrico detetive Benoit Blanc é chamado para investigar um novo e intricado crime, cercado por personagens enigmáticos, segredos profundos e reviravoltas inesperadas. Ambientado em um contexto mais sombrio do que os filmes anteriores da série, o caso desafia não apenas a lógica de Blanc, mas também suas convicções morais, conduzindo a investigação por caminhos cada vez mais perigosos até uma revelação final surpreendente.

Comentários:
Gostei apenas em termos. O filme começa bem, a trama e o mistério parecem ser, à primeira vista, muito bem orquestrados e bem bolados. Só que acontece uma coisa chata, que de vez em quando acontece nesse tipo de filme de mistérios a solucionar. Quando tudo é esclarecido, ficamos com um monte de explicações mixurucas, que não convencem ninguém. Para piorar o roteiro tenta brincar, vamos colocar nesses termos, com certos dogmas do cristianismo. Até aí tudo bem, mas a questão da ressurreição do padre fica muito, mas muito mal explicada. Quando tudo foi revelado tirei duas conclusões: a primeira é que tudo soa forçado e falso. A segunda é que os roteiristas se perderam e ficaram presos na própria teia do mistério que construíram. Então na hora de revelar tudo tiveram que apelar demais para explicações pra lá de mequetrefes! Enfim, um filme que começa bem, se desenvolve bem, mas que no final pisa o pé na jaca! É uma verdadeira lambança! 

Pablo Aluísio. 

Em Cartaz: Vivo Ou Morto: Um Mistério Knives Out

O thriller Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery estreou em 2025 como mais um longa da popular franquia de mistério criada pelo cineasta Rian Johnson e protagonizada pelo detetive particular Benoit Blanc, interpretado por Daniel Craig. O filme foi apresentado inicialmente no Festival Internacional de Cinema de Toronto em setembro de 2025 e, posteriormente, teve lançamento em salas de cinema selecionadas em 26 de novembro de 2025, antes de chegar globalmente ao serviço de streaming Netflix em 12 de dezembro de 2025.

Com um orçamento estimado em cerca de US$ 151,7 milhões, Wake Up Dead Man representou uma das maiores produções de mistério já feitas para a plataforma, reunindo um elenco estelar que inclui, além de Craig, Josh O’Connor, Glenn Close, Josh Brolin, Mila Kunis, Jeremy Renner, Kerry Washington, Andrew Scott e outros nomes de destaque. A Netflix também destacou o título como um lançamento importante para a temporada de fim de ano, com uma combinação de estratégia de lançamento nos cinemas e streaming projetada para capturar tanto público cinéfilo quanto assinantes regulares.

Em termos de reação pública por streaming, o filme estreou na liderança da plataforma, registrando mais de 20 milhões de visualizações nos primeiros três dias de exibição, consolidando-se como um dos títulos em inglês mais assistidos da semana na Netflix após sua chegada ao serviço. Isso demonstra que, mesmo sem um lançamento tradicional amplo, o título encontrou um público amplo e engajado — especialmente entre fãs de suspense e famílias que acompanham a franquia.

A recepção da crítica especializada também foi muito positiva. No agregador Rotten Tomatoes, o filme alcançou 92 % de críticas favoráveis, com consenso geral afirmando que “com Benoit Blanc em ação, o filme oferece um mistério digno, com sua genuína e comovente fixação na fé e uma atuação memorável de Josh O’Connor”. A crítica elogiou a forma como Rian Johnson manteve a tradição dos mistérios “whodunit” ao mesmo tempo em que incorporou temas mais introspectivos e — em alguns trechos — filosóficos à narrativa.

Entre os pontos mais comentados pelos críticos e jornalistas está justamente a combinação de tom sombrio e humor perspicaz, além da energia de seu elenco coral. A imprensa destacou que, mesmo sendo o terceiro filme da série, Wake Up Dead Man inova ao colocar Blanc diante de uma trama que envolve religião, impossibilidades investigativas e conflitos humanos profundos, diferenciando-o de seus antecessores e mantendo o frescor do gênero de mistério.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O Ano do Dragão

Título no Brasil: O Ano do Dragão
Título Original: Year of the Dragon
Ano de Lançamento: 1985
País: Estados Unidos
Estúdio: De Laurentiis Entertainment Group
Direção: Michael Cimino
Roteiro: Oliver Stone, Michael Cimino
Elenco: Mickey Rourke, John Lone, Ariane Koizumi, Leonard Termo, Raymond J. Barry, Victor Wong

Sinopse:
O experiente e controverso capitão da polícia Stanley White (Mickey Rourke) é designado para combater o crime organizado chinês em Chinatown, Nova York. Obcecado em destruir a violenta Tríade conhecida como White Tigers, White entra em uma guerra pessoal contra o jovem e ambicioso líder mafioso Joey Tai. À medida que a violência cresce, o confronto se torna cada vez mais intenso, expondo preconceitos, conflitos culturais e os limites morais da lei.

Comentários: 
Entrei nessa jornada de rever antigos filmes dos anos 80 e 90. Estou confrontando a minha memória cinéfila do passado com uma avaliação atual, baseada no que vejo nos dias atuais. Dessa vez foi a hora de rever "O Ano do Dragão". Assisti  pela primeira vez lá mesmo, nos anos 80, e apesar de gostar, nunca foi dos meus preferidos. Agora, nessa revisão, o filme me pareceu bem melhor! É uma obra cinematográfica que resistiu muito bem ao tempo, fruto do talento de Michael Cimino, que sempre foi um grande diretor de cinema, com uma atuação visceral de Mickey Rourke (em seu auge!). Concordo que o filme tem um subtexto complicado, mostrando esse policial que deseja limpar Chinatown, mesmo que para isso seja preciso passar por cima da lei. É interessante ver como o personagem, que é um veterano da guerra do Vietnã, não consegue aguentar toda a politicagem que existe dentro da polícia e da prefeitura de Nova Iorque, como se os figurões não quisessem mudar nada naquele bairro dominado pelo crime! E tudo isso acontece no meio de uma guerra de criminosos, com os bandidos mais jovens tentando ocupar o espaço ainda ocupado pelos velhos dinossauros. Um filme muito bem fotografado, até bonito de se ver, mas com uma beleza diferente. É a beleza de Chinatown, um lugar cheio de história, mas também com o crime organizado enraizado em suas ruas e vielas. 

Pablo Aluísio. 

Em Cartaz: O Ano do Dragão

Em Cartaz: O Ano do Dragão
O filme O Ano do Dragão estreou nos cinemas em agosto de 1985, dirigido por Michael Cimino e estrelado por Mickey Rourke no papel do policial Stanley White. Ambientado no submundo da Chinatown de Nova York, o longa acompanha o conflito brutal entre a polícia e as tríades chinesas, adotando um tom violento, pessimista e provocador. O lançamento ocorreu em meio a grande expectativa, já que Cimino ainda carregava o prestígio (e a controvérsia) de seus trabalhos anteriores, especialmente O Franco-Atirador.

Em termos de bilheteria, O Ano do Dragão teve um desempenho modesto. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 24 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 18 milhões nos Estados Unidos, resultado considerado abaixo do esperado para uma produção de grande estúdio. Apesar disso, o longa encontrou parte de seu público ao longo do tempo, especialmente em exibições televisivas e no mercado doméstico, onde ganhou status de obra cult.

A reação da crítica em 1985 foi profundamente dividida. O The New York Times descreveu o filme como “violento, explosivo e moralmente desconfortável”, elogiando sua força visual, mas questionando o retrato agressivo de seus personagens. A revista Time afirmou que se tratava de “um filme intenso e tecnicamente impressionante, embora tomado por uma raiva quase ininterrupta”, apontando o tom excessivamente sombrio como um dos aspectos mais controversos da obra.

Grande parte das críticas negativas concentrou-se nas acusações de estereotipação racial, que geraram debates ainda durante o lançamento. Algumas associações da comunidade asiático-americana protestaram contra o filme, e críticos ecoaram essa preocupação. O Los Angeles Times escreveu que O Ano do Dragão era “um thriller estilisticamente poderoso, mas politicamente problemático”, enquanto outros comentaristas reconheceram que a violência extrema e o personagem de Mickey Rourke eram deliberadamente concebidos como desconfortáveis e provocadores.

Com o passar dos anos, O Ano do Dragão passou por uma reavaliação crítica, sendo hoje visto por muitos como um dos thrillers policiais mais intensos da década de 1980. As críticas publicadas em 1985 já indicavam que o filme não buscava consenso, mas confronto — tanto estético quanto moral. Atualmente, a obra é lembrada pela atuação feroz de Mickey Rourke, pela atmosfera urbana sufocante e pela direção estilizada de Cimino, permanecendo como um exemplo marcante de cinema adulto, controverso e sem concessões.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

A História de James Dean

Título no Brasil: A História de James Dean
Título Original: The James Dean Story
Ano de Produção: 1957
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Robert Altman, George W. George
Roteiro: Stewart Stern
Elenco: James Dean, Lew Bracker, Martin Gabel, Dennis Hopper, Arlene Martel, Lili Kardell

Sinopse:
Documentário filmado na pequena cidadezinha onde viveu James Dean no interior de Indiana. O diretor Robert Altman foi atrás de parentes, amigos e conhecidos do famoso ator, para colher depoimentos deles sobre o falecido artista. Com base nisso criou um retrato do mais famoso jovem rebelde da história de Hollywood, poucos anos depois de sua morte.

Comentários:
Eu achei realmente muito interessante esse documentário. O diretor Robert Altman teve uma ideia realmente genial. Ele pegou sua câmera, uma pequena equipe com poucas pessoas, um orçamento mínimo (o filme custou apenas 35 mil dólares) e foi para o interior de Indiana, na cidade de Fairmount. Ali ele procurou pelos parentes de James Dean para filmar seus depoimentos, preservando tudo, as memórias em seu filme. A Warner gostou tanto do resultado que resolveu comprar o documentário independente de Altman para exibir nos cinemas americanos na época. De bônus o estúdio resolveu colocar uma cena inédita do filme "Vidas Amargas". Uma raridade para os fãs. Anos depois o próprio diretor lamentou apenas o fato de que o pai de Dean não ter aceitado o convite para aparecer no filme. Ele ainda estava arrasado pela morte precoce do filho (que morreu em um acidente de carro com apenas 24 anos de idade) e por isso disse que não iria dar nenhuma entrevista para Altman. Mesmo assim, com essa lacuna, o filme é por demais interessante. Até pelo fato de ter preservado as opiniões e imagens da família de James Dean, uma vez que todos eles hoje em dia já estão mortos. Pelo resgate histórico é um filme que até hoje vale muito a pena conhecer e assistir.

Pablo Aluísio.

Travessuras de Júlia

Título no Brasil: Travessuras de Júlia
Título Original: Julia Misbehaves
Ano de Lançamento: 1948
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Jack Conway
Roteiro: John Lee Mahin, Samuel G. Engel
Elenco: Greer Garson, Walter Pidgeon, Elizabeth Taylor, Peter Lawford, Cesar Romero, Nigel Bruce

Sinopse:
Ambientado no final do século XIX, o filme acompanha Julia Packett, uma jovem espirituosa e pouco convencional que vive na Inglaterra e decide se mudar para a Índia para se casar com um respeitável oficial britânico. Sua personalidade irreverente e seu comportamento fora dos padrões causam constrangimentos sociais constantes, especialmente após o nascimento de sua filha, que herda o mesmo temperamento livre da mãe. Anos depois, já na Inglaterra vitoriana, mãe e filha continuam desafiando as rígidas convenções da sociedade, provocando situações cômicas e emocionantes.

Comentários: 
Elizabeth Taylor aparece ainda criança, em um de seus primeiros papéis de destaque no cinema. Greer Garson recebeu elogios por sua interpretação carismática e cheia de energia, contrastando com seus papéis dramáticos mais conhecidos. O filme é uma comédia dramática de época, misturando humor leve com comentários sobre costumes e moralidade vitoriana. A produção conta com cenários e figurinos luxuosos típicos da MGM nos anos 1940. Nigel Bruce, conhecido por interpretar o Dr. Watson em filmes de Sherlock Holmes, aparece em papel coadjuvante. Apesar de não ser um dos títulos mais lembrados da MGM, o filme é apreciado por fãs de cinema clássico e por admiradores da carreira inicial de Elizabeth Taylor.

Erick Steve. 

domingo, 11 de janeiro de 2026

Chuva Negra

Título no Brasil: Chuva Negra
Título Original: Black Rain
Ano de Lançamento: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Craig Bolotin, Warren Lewis
Elenco: Michael Douglas, Andy Garcia, Ken Takakura, Kate Capshaw, Yusaku Matsuda, John Spencer

Sinopse:
Dois detetives de Nova York escoltam um perigoso mafioso japonês até Osaka, mas ele consegue escapar ao chegar ao Japão. Perdidos em uma cultura que desconhecem, os policiais precisam trabalhar com a polícia local para recapturá-lo, enfrentando a violenta e hierarquizada yakuza. O choque cultural, a brutalidade do submundo criminal japonês e os códigos de honra orientais transformam a missão em uma corrida mortal.

Comentários: 
Resolvi rever, após muitos anos, esse filme policial dirigido por Ridley Scott. A minha lembrança era a de um filme com um visual muito bem caprichado, além das motos envenenadas que parecem estar por todo o enredo. Não me decepcionei. O filme envelheceu bem, apesar de alguns detalhes o tornarem um pouco datado, como a trilha sonora cheia de sintetizadores, algo tão típico dos anos 80. Só que isso não é uma falha, mas sim uma assinatura cinematográfica daquela década. Curiosamente apesar de ter visto pela última vez há uns bons 30 anos, ainda me lembrava de certas cenas marcantes, como a decapitação do personagem de Andy Garcia. Pode ter certeza que foi um choque na época e ainda hoje causa surpresa no espectador. Outra coisa que se deve valorizar nesse filme é um certo realismo na construção dos personagens. O tira interpretado por Michael Douglas é de fato um corrupto das ruas, um cara que rouba dinheiro de traficantes se eles derem mole. Assim caiu por terra aquele velho clichê dos roteiros onde o protagonista sempre era um inocente injustamente acusado de um crime. Enfim, bom filme policial. Ridley Scott sempre foi um mestre mesmo!

Pablo Aluísio. 

O Esquadrão de Justiça

Título no Brasil: O Esquadrão de Justiça
Título Original: The Star Chamber
Ano de Lançamento: 1983
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Peter Hyams
Roteiro: Roderick Taylor, Peter Hyams
Elenco: Michael Douglas, Hal Holbrook, Yaphet Kotto, Sharon Gless, James B. Sikking, Joe Regalbuto

Sinopse:
Steven Hardin é um jovem juiz idealista que começa a se frustrar com um sistema judicial incapaz de punir criminosos perigosos por falhas processuais. Ao descobrir a existência de um grupo secreto de magistrados — conhecido como “Câmara Estelar” — que julga e sentencia criminosos à margem da lei, Hardin se vê dividido entre seu compromisso com a justiça legal e a tentação de fazer justiça a qualquer custo. À medida que se envolve mais profundamente com o grupo, ele passa a questionar os limites morais e éticos do poder judicial.

Comentários: 
O título original faz referência à Star Chamber, um tribunal secreto da Inglaterra do século XVII, famoso por abusos de poder. Michael Douglas interpreta um juiz, em contraste com seus papéis mais conhecidos como policiais ou figuras ambíguas nos anos 1980. O diretor Peter Hyams também foi responsável pela fotografia do filme, conferindo um visual sombrio e urbano. O longa aborda temas como justiça paralela, vigilantismo e corrupção institucional, muito discutidos no cinema dos anos 70 e 80. Apesar de não ter sido um grande sucesso comercial, o filme ganhou status de cult por seu tom sério e provocador. Antecipou debates modernos sobre limites do sistema legal e justiça extrajudicial.

Pablo Aluísio.