quarta-feira, 15 de abril de 2026

Os Observadores

Os Observadores
O filme parte de uma premissa que nem todo mundo vai comprar. Fadas! É disso que se trata aqui. Só que não são aquelas fadas de contos de... fadas! São seres que vivem na floresta, seres bem poderosos, inteligentes, mas igualmente violentos e perversos. No passado foram aprisionados dentro dessa reserva e por isso não podem sair. Só os seres humanos podem entrar em seu território e quando o fazem se dão mal. Viram peças de voyeurismo dessas criaturas estranhas. Eu nunca havia assistido nada parecido com isso, então no quesito originalidade o roteiro desse filme está de parabéns. 

O que não significa que o filme seja inteiramente bom! Pois é, uma vez descoberta a real situação do que está acontecendo a surpresa se vai e o enredo do filme se torna arrastado, até mesmo aborrecido. OK, são criaturas que no passado deram origem à mitologia das fadas... mas depois disso eles se tornam apenas monstros comuns de um filme de terror que fica à deriva. No saldo geral é meramente interessante pela premissa singular e nada muito além disso. 

Os Observadores (The Watchers, Estados Unidos, 2024) Direção: Ishana Shyamalan / Roteiro: Ishana Shyamalan, A.M. Shine / Elenco: Dakota Fanning, Georgina Campbell, Olwen Fouéré / Sinopse: Uma jovem acaba entrando em uma floresta dominada por estranhas criaturas, seres praticamente sobrenaturais que foram aprisionados ali séculos antes. 

Pablo Aluísio. 

O Enigma da Pirâmide

O Enigma da Pirâmide
Acabei revendo nesses dias esse filme querido dos meus anos de juventude e adolescência. Ele entrou no catálogo de um serviço de streaming e então decide rever, com grande prazer. Eu sempre gostei desse filme produzido pelo Steven Spielberg. A ideia era explorar uma aventura com Sherlock Holmes, mas quando ele e Watson eram jovens estudantes em uma prestigiada escola em Londres. Eu amava esse filme porque ele mostrava justamente os primeiros anos da vida desse personagem tão icônico da literatura e do cinema. Para quem não sabe, Holmes foi o mais adaptado personagem do mundo dos livros para o cinema em toda a história. Estamos falando aqui de centenas de filmes! E isso sem falar das inúmeras séries. Não é pouca coisa! 

Um aspecto curioso de minha experiência com esse filme foi que muitos anos depois, ao assistir ao primeiro filme de Harry Potter, eu achei tudo tão parecido em termos de direção de arte com essa produção dos anos 80, que cheguei até mesmo a fica incomodado no cinema! E nunca mudei de opinião sobre isso. Potter, a versão do cinema, bebeu muito dessa fonte. Basta assistir aos dois filmes e comparar. Deixando isso de lado, o jovem Sherlock Holmes resistiu muito bem ao tempo. Continua a mesma aventura charmosa que vi pela primeira vez nos cinemas no ano de 1985. É um daqueles filmes que levarei comigo até o fim dos meus dias. Puro sabor de nostalgia dos anos de juventude. Uma maravilha! 

O Enigma da Pirâmide (Young Sherlock Holmes, Estados Unidos, 1985) Direção: Barry Levinson / Roteiro: Arthur Conan Doyle (baseado em sua obra de literatura), Chris Columbus / Elenco: Nicholas Rowe, Alan Cox, Sophie Ward / Sinopse: Em seus anos de escola, um jovem Sherlock Holmes se une ao seu recém conhecido colega John Watson para desvendar uma série de mortes suspeitas envolvendo uma estranha seita que segue a religião do Egito Antigo. 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 14 de abril de 2026

Sangue de Heróis

Sangue de Heróis
O filme Fort Apache foi lançado em 1948, dirigido por John Ford e estrelado por Henry Fonda, John Wayne, Shirley Temple, Pedro Armendáriz, Ward Bond e George O'Brien. O longa é o primeiro da chamada “Trilogia da Cavalaria” de Ford e se passa em um posto militar isolado no Oeste americano. A trama acompanha o coronel Owen Thursday, um oficial rígido e orgulhoso que assume o comando de Fort Apache e passa a impor sua autoridade de forma inflexível. Em contraste, o capitão Kirby York, interpretado por John Wayne, representa uma visão mais pragmática e experiente do cotidiano militar na fronteira. À medida que a tensão aumenta entre o coronel e seus subordinados, a situação se agrava com os conflitos com os povos indígenas da região. Thursday, movido por orgulho e desejo de glória, toma decisões questionáveis que colocam seus homens em perigo. O filme constrói um retrato complexo da disciplina militar, da honra e dos erros humanos. Ao mesmo tempo, apresenta uma visão crítica das relações entre o Exército e os nativos americanos. A narrativa combina ação, drama e reflexão histórica. Assim, Fort Apache se destaca como um western mais profundo e reflexivo do que o padrão da época.

Quando foi lançado, Fort Apache recebeu uma recepção crítica majoritariamente positiva, sendo elogiado pela imprensa americana por sua abordagem mais madura do gênero western. O jornal The New York Times destacou que o filme era “um drama poderoso que vai além dos clichês do faroeste tradicional”, ressaltando a complexidade dos personagens e da narrativa. Já o Los Angeles Times elogiou a direção de John Ford, afirmando que ele conseguiu “equilibrar espetáculo e introspecção com grande habilidade”. A revista Variety destacou a qualidade do elenco e a força do roteiro, observando que o filme “apresenta um retrato humano e convincente da vida militar na fronteira”. Muitos críticos também elogiaram a forma como o filme aborda o tema da arrogância militar e suas consequências. A performance de Henry Fonda foi particularmente destacada, especialmente por interpretar um personagem diferente de seus papéis habituais. A crítica reconheceu o filme como um trabalho mais sofisticado dentro do gênero. Assim, Fort Apache conquistou respeito imediato entre jornalistas e especialistas em cinema.

A recepção crítica continuou favorável, com diversas publicações destacando o filme como uma das melhores obras de John Ford. A revista The New Yorker comentou que o longa era “uma meditação elegante sobre autoridade, honra e erro humano”. Muitos críticos também elogiaram a forma como o filme humaniza os personagens indígenas, algo relativamente incomum para a época. Embora o filme não tenha sido um grande destaque em premiações como o Oscar, ele foi amplamente reconhecido como uma obra de alta qualidade artística. A direção de Ford, aliada à fotografia em preto e branco e às paisagens monumentais, foi frequentemente citada como um dos pontos fortes do longa. A construção dos personagens e o desenvolvimento da trama também receberam elogios consistentes. Ao longo do tempo, críticos passaram a considerar Fort Apache como um dos westerns mais importantes do período clássico de Hollywood. A obra contribuiu para redefinir o gênero, introduzindo maior complexidade moral. Dessa forma, o filme consolidou sua reputação entre os grandes clássicos do cinema americano.

Do ponto de vista comercial, Fort Apache teve um desempenho sólido nas bilheterias. Embora não tenha sido um fenômeno gigantesco, o filme foi bem recebido pelo público e gerou lucro para o estúdio. O orçamento relativamente controlado ajudou a garantir sua viabilidade financeira. O público da época apreciou a combinação de ação, drama e personagens marcantes. A presença de estrelas como John Wayne e Henry Fonda contribuiu significativamente para atrair espectadores. O filme também teve boa repercussão em exibições posteriores, especialmente na televisão. Com o passar dos anos, sua popularidade continuou a crescer, impulsionada por sua qualidade artística. Muitos fãs de western passaram a considerar o filme uma obra essencial do gênero. Assim, Fort Apache conseguiu equilibrar reconhecimento crítico e sucesso comercial. Seu desempenho consolidou a posição de John Ford como um dos grandes diretores de Hollywood.

Atualmente, Fort Apache é amplamente considerado um dos grandes clássicos do western americano. O filme é frequentemente citado como uma obra fundamental dentro da filmografia de John Ford. Sua abordagem mais crítica e complexa das relações entre o Exército e os povos indígenas continua sendo relevante. A atuação de Henry Fonda é lembrada como uma das mais marcantes de sua carreira. O filme também é reconhecido por sua influência sobre westerns posteriores, que passaram a explorar temas mais profundos e ambíguos. A trilogia da cavalaria de Ford, iniciada com este filme, é vista como uma das contribuições mais importantes ao gênero. Críticos contemporâneos continuam elogiando sua narrativa e seus personagens. Novas gerações de espectadores ainda descobrem e apreciam o filme. Dessa forma, Fort Apache mantém sua relevância histórica e artística. Sua reputação como clássico é amplamente consolidada.

Sangue de Heróis  (Fort Apache, Estados Unidos, 1948) Direção: John Ford / Roteiro: Frank S. Nugent e Laurence Stallings, baseado em história de James Warner Bellah / Elenco: Henry Fonda, John Wayne, Shirley Temple, Pedro Armendáriz, Ward Bond e George O'Brien / Sinopse: Um rígido coronel assume o comando de um posto militar na fronteira e, ao ignorar a experiência de seus oficiais, conduz suas tropas a um confronto perigoso que revela as consequências do orgulho e da liderança inflexível.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Henry Fonda

Henry Fonda
Henry Fonda foi um dos mais importantes e respeitados atores da história do cinema americano, conhecido por sua presença serena, estilo naturalista e forte senso moral em seus personagens. Ele nasceu em 16 de maio de 1905, na cidade de Grand Island, no estado de Nebraska, Estados Unidos, em uma família de origem modesta. Seu pai era dono de uma gráfica, e sua mãe tinha forte influência religiosa, o que ajudou a moldar o caráter do jovem Fonda. Durante sua juventude, ele não demonstrava inicialmente grande interesse pela atuação, mas acabou sendo incentivado a participar de peças teatrais locais, onde descobriu sua vocação artística. Mais tarde, mudou-se para Nova York, onde começou a atuar no teatro, integrando grupos importantes e desenvolvendo suas habilidades no palco. Esse início teatral foi fundamental para a construção de seu estilo de atuação contido e realista, que se tornaria sua marca registrada ao longo da carreira.

A carreira cinematográfica de Henry Fonda começou na década de 1930, período em que Hollywood consolidava seu sistema de estúdios. Ele rapidamente se destacou por sua capacidade de interpretar personagens comuns com grande profundidade emocional. Um de seus papéis mais marcantes foi no filme The Grapes of Wrath (As Vinhas da Ira, 1940), dirigido por John Ford, no qual interpretou Tom Joad, um homem simples enfrentando as dificuldades da Grande Depressão. Sua atuação foi amplamente elogiada e consolidou sua reputação como um ator de grande sensibilidade. Ao longo dos anos 1940, Fonda participou de diversos filmes importantes, frequentemente interpretando personagens íntegros, honestos e moralmente firmes, refletindo valores que o público da época admirava. Sua presença nas telas transmitia confiança e humanidade, características que o tornaram um dos atores mais respeitados de sua geração.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Henry Fonda interrompeu sua carreira cinematográfica para servir na Marinha dos Estados Unidos, demonstrando compromisso com seu país em um momento crítico da história. Após o fim da guerra, ele retornou ao cinema com ainda mais maturidade artística, participando de produções que exploravam temas complexos e personagens mais ambíguos. Um de seus trabalhos mais célebres foi 12 Angry Men (Doze Homens e uma Sentença, 1957), no qual interpretou o jurado nº 8, um homem que luta pela justiça em meio à pressão dos demais jurados. O filme tornou-se um clássico do cinema e é frequentemente citado como um dos melhores já produzidos. Fonda também teve grande presença no teatro durante esse período, demonstrando sua versatilidade como ator e seu compromisso com a arte dramática.

Nas décadas de 1960 e 1970, Henry Fonda continuou a expandir sua carreira, assumindo papéis mais diversificados e, em alguns casos, surpreendendo o público. Um exemplo marcante foi sua atuação como vilão no filme Once Upon a Time in the West (Era Uma Vez no Oeste, 1968), dirigido por Sergio Leone. Esse papel contrastava com sua imagem tradicional de herói íntegro, mostrando sua capacidade de explorar personagens mais sombrios e complexos. Ao longo de sua carreira, Fonda demonstrou grande consistência artística, participando de filmes que abordavam temas sociais, históricos e humanos com profundidade. Além disso, ele fazia parte de uma família de artistas: era pai da atriz Jane Fonda e do ator Peter Fonda, ambos também figuras importantes no cinema.

Henry Fonda recebeu diversos prêmios e reconhecimentos ao longo de sua carreira, incluindo o Oscar de Melhor Ator por sua atuação no filme On Golden Pond (Num Lago Dourado, 1981), pouco antes de sua morte. Ele faleceu em 12 de agosto de 1982, aos 77 anos, deixando um legado extraordinário no cinema e no teatro. Sua carreira é lembrada pela qualidade de suas interpretações e pelo impacto duradouro de seus personagens. Fonda representava um tipo de ator comprometido com a verdade emocional e com a integridade artística, qualidades que o tornaram uma referência para gerações posteriores. Sua contribuição para o cinema permanece fundamental, e seus filmes continuam sendo estudados e apreciados por sua profundidade e relevância. Ao longo do tempo, Henry Fonda consolidou-se como um dos pilares da chamada Era de Ouro de Hollywood, sendo lembrado como um símbolo de talento, dignidade e excelência na atuação.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Instinto Selvagem

Instinto Selvagem
Ontem decidi rever "Instinto Selvagem". Eu tinha assistido o filme em seu lançamento original nos cinemas, no hoje distante ano de 1992. Eu me lembro que havia gostado do que assisti quando o vi pela primeira e única vez. As décadas foram passando e eu nunca mais revi! Então me passou pela cabeça nesse domingo de rever, para conferir se o filme havia envelhecido bem ou não. Para minha constatação, "Instinto Selvagem" resistiu bem ao passar dos anos. A trama se manteve firme e o visual do filme ainda hoje chama a atenção. É uma obra charmosa, acima de tudo! 

Foi o filme da vida de Sharon Stone, em papel que até hoje ela é lembrada. Sua personagem é de fato excelente. Uma mulher extremamente bonita, livre das amarras sociais, milionária, educada, com formação universitária, com várias Ferraris estacionadas em frente à sua mansão com vista para o mar da Baía de San Francisco. Uma mulher para se admirar, mas como nada é perfeito... Ela tem um passado obscuro, com várias pessoas próximas morrendo de forma misteriosa. E mesmo passando por tudo isso ainda nutre amizade com assassinas... Sua experiência nesse campo acabou lhe rendendo uma bem sucedida carreira como escritora de livros de crimes. Muitas dessas histórias inclusive tem tudo a ver com sua vida, no passado! Complicado! 

E quando um velho rockstar aposentado é encontrado assassinado em sua cama - com requintes de crueldade, onde o assassino (ou assassina) usou como arma um picador de gelo, as suspeitas acabam recaindo justamente sobre ela... que nem se abala com as acusações. Ela parece se divertir com tudo, com aqueles policiais com caras de bobões... o auge de seu escárnio acontece na cena do interrogatório. Na frente de um monte de tiras que parecem babar por sua beleza estonteante, ela resolve cruzar as pernas... na cena mais famosa do filme, ainda hoje muito lembrada. E sim, Sharon estava mesmo sem calcinha. No cinema não deu pra ver direito pois tudo acontece muito rápido. Já em DVD, com tecla pause... Pois bem, isso gerou uma publicidade extra ao filme na época que você nem imagina!

E no aspecto sensualidade "Instinto Selvagem" tem aspectos curiosos. Suas cenas de sexo são ousadas ao limite do pornô... ou seja, mais um pouquinho seriam dignas de filmes pornográficos mesmo... Até hoje não sei como o filme não ganhou uma classificação mais restrita quando foi exibido originalmente nos cinemas. E por falar em moralidade se o filme fosse produzido hoje em dia iria levar uma série infindável de reclamações tanto dos conservadores como dos progressistas. Os primeiros iriam reclamar da protagonista, uma mulher amoral e até mesmo imoral ao extremo. Ela é sexualmente livre ao ponto do abuso... Os segundos ficariam ariscos com o romance lésbico dela! Enfim, ia sobrar tiroteios para todos os lados. Ainda bem que "Instinto Selvagem" foi lançado nos anos 90. O mundo naquela época era bem menos careta e muito mais saudável de se viver. 

Instinto Selvagem (Basic Instinct, Estados Unidos, 1992) Direção: Paul Verhoeven / Roteiro: Joe Eszterhas / Elenco: Sharon Stone, Michael Douglas, Jeanne Tripplehorn, Leilani Sarelle, George Dzundza / Sinopse: Escritora milionária de livros sobre crimes violentos passa a ser suspeita da morte de um rockstar aposentado que foi assassinado em sua cama, na mansão onde morava. 

Pablo Aluísio. 

Ninho de Vespas

Título no Brasil: Ninho de Vespas
Título Original: Hornet's Nest
Ano de Lançamento: 1970
País: Estados Unidos, Itália
Estúdio: Titanus Pictures
Direção: Phil Karlson
Roteiro: S. Lee Pogostin
Elenco: Rock Hudson, Sylva Koscina, Sergio Fantoni, Jacques Sernas, Gianni Garko, Duccio Tessari

Sinopse:
Durante a Segunda Guerra Mundial, um grupo de jovens órfãos italianos sobrevive escondido em uma vila devastada pelo conflito. Suas vidas mudam quando encontram um soldado americano, que os convence a ajudá-lo em uma missão perigosa contra forças alemãs. Inicialmente motivados pela promessa de comida e sobrevivência, os garotos acabam envolvidos em uma operação arriscada, onde precisam enfrentar perigos reais e amadurecer rapidamente diante da brutalidade da guerra.

Comentários:
Lançado em 1970, Hornet's Nest recebeu críticas mistas. O The New York Times destacou a proposta incomum de misturar um grupo de crianças com uma narrativa de guerra, mas considerou o tom irregular. Já a revista Variety elogiou a ideia central, embora tenha apontado limitações na execução e no desenvolvimento dos personagens. Nas bilheterias, o filme teve desempenho modesto, sem grande destaque comercial. Com o passar dos anos, Ninho de Vespas passou a ser lembrado como uma produção curiosa do gênero de guerra, especialmente por apresentar Rock Hudson em um papel diferente do habitual. Hoje, o filme é visto como uma obra atípica e interessante, que mistura drama de guerra com elementos de aventura juvenil, mantendo um certo valor cult entre apreciadores do gênero.

Erick Steve. 

domingo, 12 de abril de 2026

Alexandre Magno

Alexandre Magno
Alexandre, o Grande, também conhecido como Alexandre Magno, foi um dos mais notáveis conquistadores da história da humanidade, nascido em 356 a.C., na antiga Pella. Filho do rei Filipe II da Macedônia, Alexandre foi preparado desde cedo para governar e conquistar, recebendo uma educação refinada sob a tutela do filósofo Aristóteles. Esse contato com o pensamento filosófico grego influenciou profundamente sua visão de mundo, ampliando seu interesse por cultura, ciência e política. Desde jovem, Alexandre demonstrava grande inteligência, coragem e ambição, características que o destacariam como líder militar. Aos 20 anos, após o assassinato de seu pai, ele assumiu o trono da Macedônia, enfrentando imediatamente revoltas internas e ameaças externas. Com habilidade e determinação, conseguiu consolidar seu poder e iniciar um dos mais impressionantes processos de expansão territorial da história antiga. Seu objetivo não era apenas governar, mas criar um império vasto e unificado, que integrasse diferentes povos sob uma mesma administração.

A primeira grande etapa das conquistas de Alexandre foi a campanha contra o poderoso Império Persa, então governado por Dario III. Em 334 a.C., Alexandre atravessou o estreito de Helesponto e iniciou sua ofensiva na Ásia Menor. Sua vitória na Batalha do Grânico marcou o início de uma série de triunfos militares impressionantes. Em seguida, derrotou os persas na Batalha de Isso e, posteriormente, na decisiva Batalha de Gaugamela, consolidando o colapso do poder persa. Alexandre demonstrava uma capacidade estratégica excepcional, utilizando formações militares inovadoras e aproveitando ao máximo a disciplina de seu exército. Além disso, ele liderava pessoalmente suas tropas em combate, o que aumentava a moral dos soldados e reforçava sua imagem de líder invencível. Ao longo dessas campanhas, Alexandre conquistou vastos territórios, incluindo regiões que hoje correspondem ao Egito, ao Oriente Médio e à Ásia Central.

Durante sua jornada de conquistas, Alexandre não apenas expandiu territórios, mas também promoveu a difusão da cultura grega, dando origem ao chamado período helenístico. No Egito, fundou a famosa cidade de Alexandria, que se tornaria um dos maiores centros culturais e intelectuais do mundo antigo. Alexandre adotou uma política de integração cultural, incentivando casamentos entre gregos e povos orientais e incorporando costumes locais em sua administração. Essa abordagem ajudou a estabilizar seu vasto império, embora também tenha gerado resistência entre alguns de seus oficiais macedônios. Sua visão de um império multicultural era inovadora para a época, rompendo com a ideia de dominação puramente militar. Ele também demonstrava respeito por tradições locais, buscando legitimar seu poder entre diferentes populações. Esse processo de fusão cultural teve impactos duradouros na história, influenciando áreas como arte, ciência, filosofia e religião por séculos.

A campanha de Alexandre avançou ainda mais para o leste, chegando até a região do atual Índia, onde enfrentou o rei Poro na Batalha do Hidaspes. Apesar da vitória, suas tropas estavam exaustas após anos de guerra contínua e recusaram-se a prosseguir ainda mais. Diante dessa situação, Alexandre decidiu retornar, iniciando uma difícil jornada de volta através de desertos e territórios hostis. Esse episódio revela que, embora fosse um líder extraordinário, Alexandre também enfrentava limitações impostas pela realidade de seu exército. Durante o retorno, ele consolidou seu controle sobre as regiões conquistadas, organizando a administração do império e estabelecendo novas cidades. No entanto, as dificuldades enfrentadas nesse período evidenciaram os desafios de governar um território tão vasto e diverso. Mesmo assim, seu legado como conquistador já estava consolidado, tendo criado um dos maiores impérios da Antiguidade.

Em 323 a.C., Alexandre morreu prematuramente na cidade de Babilônia, aos 32 anos, deixando um império gigantesco, porém sem um sucessor claramente definido. Sua morte deu início a uma série de conflitos entre seus generais, conhecidos como diádocos, que dividiram o império em diferentes reinos. Apesar da fragmentação política, a influência de Alexandre continuou a ser sentida por muito tempo, especialmente na disseminação da cultura helenística. Ele é frequentemente lembrado como um dos maiores líderes militares de todos os tempos, admirado por sua coragem, visão estratégica e ambição. Sua história mistura realidade e mito, sendo retratada ao longo dos séculos em diversas obras literárias e históricas. Alexandre Magno não apenas mudou o mapa do mundo antigo, mas também deixou um legado cultural que influenciou profundamente o desenvolvimento da civilização ocidental e oriental. Seu nome permanece até hoje como símbolo de conquista, liderança e grandeza histórica.

sábado, 11 de abril de 2026

Elvis Presley - Elvis' Golden Records

Elvis Presley - Elvis' Golden Records
Esse álbum é uma coletânea fundfamental na carreira de Elvis Presley, reunindo alguns dos maiores sucessos do artista na década de 1950. Diferente de um álbum de estúdio convencional, este disco compila singles lançados anteriormente, muitos deles gravados antes do período em que Elvis serviu ao exército dos Estados Unidos. O álbum surgiu em um momento estratégico, mantendo a presença do cantor no mercado musical mesmo durante sua ausência temporária. Com faixas icônicas como “Hound Dog”, “Heartbreak Hotel” e “Don’t Be Cruel”, o disco captura o auge do impacto inicial de Elvis no cenário do rock and roll. Essas músicas ajudaram a redefinir a música popular americana, introduzindo uma energia e um estilo vocal que influenciariam gerações futuras. A coletânea também destaca a versatilidade do artista, alternando entre rock explosivo e baladas emocionais. Na época de seu lançamento, Elvis já era conhecido como o “Rei do Rock”, e este álbum serviu como um lembrete poderoso de sua influência. Além disso, o disco consolidou a importância dos singles como forma dominante de consumo musical nos anos 1950. Dessa forma, “Elvis’ Golden Records” não apenas reuniu grandes sucessos, mas também reforçou o legado de Elvis como pioneiro do rock.

A recepção crítica ao álbum foi amplamente positiva, especialmente por reunir canções que já haviam se provado extremamente populares. A revista Billboard destacou o disco como uma coletânea essencial, observando que “cada faixa representa um momento de grande sucesso comercial e impacto cultural”. A publicação ressaltou que o álbum tinha forte apelo tanto para fãs antigos quanto para novos ouvintes. A revista Variety também elogiou o lançamento, afirmando que a coletânea era “uma vitrine poderosa do domínio de Elvis sobre o mercado musical da década”. Já o jornal musical britânico NME destacou que o álbum reunia algumas das gravações mais influentes do rock and roll inicial. Críticos apontaram que a seleção de faixas demonstrava a consistência de Elvis como artista de sucesso. Muitos elogiaram a energia de músicas como “Hound Dog”. Outros destacaram a emoção presente em baladas como “Love Me Tender”. A crítica também reconheceu o impacto cultural dessas canções. No geral, as publicações musicais consideraram o álbum uma coletânea indispensável. Assim o disco foi recebido como um retrato fiel do auge da carreira inicial de Elvis Presley.

Grandes jornais também analisaram o álbum sob a perspectiva de sua importância histórica e cultural. O The New York Times observou que o disco reunia gravações que haviam transformado o panorama da música popular americana. Um crítico escreveu que Elvis “não apenas canta essas músicas, mas redefine a maneira como o rock and roll é interpretado”. O Los Angeles Times destacou que a coletânea evidenciava a capacidade do cantor de dominar diferentes estilos musicais. Já a revista The New Yorker comentou o impacto cultural de Elvis, observando que suas gravações haviam influenciado profundamente a juventude da época. Alguns jornalistas ressaltaram que o álbum funcionava quase como um documento histórico da ascensão do rock. Outros destacaram a importância das canções na formação da identidade musical dos anos 1950. Em várias análises, Elvis foi descrito como uma figura central na transformação da música popular. O álbum também foi visto como uma forma de preservar esses momentos importantes. A crítica jornalística reforçou a ideia de que essas gravações eram essenciais para compreender a evolução do rock. Dessa forma, o disco foi amplamente reconhecido por seu valor histórico.

No aspecto comercial, o disco também teve um desempenho significativo, refletindo a enorme popularidade do artista. O álbum alcançou posições de destaque na parada da Billboard, permanecendo por várias semanas entre os mais vendidos. Embora fosse uma coletânea, o disco vendeu grandes quantidades de cópias nos Estados Unidos e internacionalmente. O sucesso comercial foi impulsionado pela familiaridade do público com as músicas incluídas. Muitas das faixas já haviam sido sucessos número um nas paradas. Isso garantiu ao álbum um apelo imediato junto aos consumidores. O disco também recebeu certificações importantes ao longo dos anos. A presença contínua de Elvis nas rádios ajudou a manter o interesse pelo álbum. Mesmo durante sua ausência do cenário musical ativo, sua popularidade permaneceu intacta. O lançamento da coletânea reforçou a força de seu catálogo musical. Assim esse álbum consolidou-se como mais um sucesso comercial na carreira do cantor.

Com o passar do tempo, “Elvis’ Golden Records” passou a ser visto como uma das coletâneas mais importantes da história do rock. Especialistas frequentemente destacam o álbum como um registro essencial da fase inicial da carreira de Elvis Presley. Fãs consideram o disco uma introdução perfeita ao trabalho do artista. Muitas das músicas incluídas continuam sendo amplamente reconhecidas e celebradas até hoje. Críticos modernos apontam que o álbum reúne alguns dos momentos mais influentes do rock and roll. Ele também é frequentemente citado em estudos sobre a evolução da música popular. A coletânea ajuda a compreender o impacto cultural de Elvis nos anos 1950. Além disso, demonstra a força de suas gravações originais. Mesmo décadas após seu lançamento, o álbum continua relevante. Ele é constantemente redescoberto por novas gerações de ouvintes. Dessa forma, seu legado permanece sólido. Esse disco portanto, é um marco duradouro na história da música.

Elvis Presley - Elvis’ Golden Records (1958)
Hound Dog
Loving You
All Shook Up
Heartbreak Hotel
Jailhouse Rock
Love Me Tender
Too Much
Don’t Be Cruel
That’s When Your Heartaches Begin
(Let Me Be Your) Teddy Bear
Treat Me Nice
Anyway You Want Me (That's How I Will Be)
I Want You, I Need You, I Love You

Erick Steve. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Jay Kelly

Título no Brasil: Jay Kelly
Título Original: Jay Kelly
Ano de Lançamento: 2025
País: Estados Unidos
Estúdio: Netflix
Direção: Noah Baumbach
Roteiro: Noah Baumbach, Emily Mortimer
Elenco: George Clooney, Adam Sandler, Billy Crudup, Laura Dern, Greta Gerwig, Riley Keough

Sinopse:
A trama acompanha momentos da vida do ator de cinema veterano Jay Kelly (George Clooney), um homem que tenta lidar com as complexidades da vida adulta enquanto enfrenta conflitos familiares, crises existenciais e relações pessoais instáveis. Em meio a encontros e desencontros, ele revisita decisões do passado e tenta encontrar um novo sentido para sua vida. 

Comentários:
Esse filme pode ser encarado quase como uma autobiografia do ator George Clooney. Ele interpreta um ator veterano que olha para seu passado e não gosta muito do que vê. Quando mais jovem estava sempre correndo atrás do sucesso, era um sujeito competitivo e ganancioso ao extremo, sempre querendo fazer sucesso a todo custo. Numa das melhores cenas do filme vemos que ele fez muito sucesso em uma produção onde representava um pai amoroso de uma garotinha, tudo o que ele definitivamente não foi em sua vida real, pois negligenciou seus próprios familiares mais próximos. Agora que a idade vem chegando, ele finalmente percebe que perdeu grande parte de sua vida em busca de coisas que no fundo não tinham real valor. Gostei desse filme. Tecnicamente ele é um drama, mas pega leve nesse aspecto. Há uma certa suavidade em todas as situações. Acredito que seja o próprio George Clooney se olhando no espelho, vendo que fez escolhas erradas em seu passado. Uma espécie de mea culpa em forma de cinema. Enfim, recomendo. Um filme realmente muito interessante, suave, mas que mantém o interesse até o fim. 

Pablo Aluísio. 

A História Nunca Contada da Cannon Films

A História Nunca Contada da Cannon Films
Documentário que conta a história da empresa cinematográfica Cannon. Como todo jovem nos anos 80 eu conhecia muito bem a Cannon pelos seus filmes, mas não conhecia os bastidores envolvendo essa companhia. Na boa, depois de assistir a esse documentário cheguei na conclusão que era um bando de malucos fazendo cinema na Califórnia sem ter a mínima noção de absolutamente nada do que estava acontecendo! A Cannon foi fundada por dois primos que se tornaram sócios. Eles eram israelenses. Com a cara e a coragem foram para os Estados Unidos. Produziram filmes classe Z e aos poucos, por mais improvável que isso fosse acontecer, eles começaram a lucrar com suas péssimas produções. Eram filmes de Ninjas, Chuck Norris, Charles Bronson... aquela coisa toda! Até no Brasil esses filmes faziam sucesso nas locadoras... imagine você! 

Tudo na Cannon, como bem demonstra esse documentário, era feito na base da gambiarra. Eles vendiam os filmes sem eles existirem! Tudo que apresentavam era posters de cinema, mas aqueles filmes não existiam de fato. Depois de arrecadar dinheiro de investidores ele iam se virar para fazer essas produções, a maioria delas horrorosas! O documentário não deixa de ser divertido. OK, eram dois sujeitos sem noção, mas uma coisa não se pode negar... Eles gostavam mesmo de cinema, mesmo sem ter a menor condição de produzir filmes, iam lá e faziam. Os resultados, na maioria das vezes, eram bem ruins... mas no final das contas quem iria se importar com isso? Pelo menos não o pessoal da Cannon...

A História Nunca Contada da Cannon Films (Electric Boogaloo: The Wild, Untold Story of Cannon Films, Estados Unidos, 2014) Direção: Mark Hartley / Roteiro: Mark Hartley / Elenco: Chuck Norris, Sylvester Stallone, Charles Bronson (e outros atores, em arquivos de imagens) / Sinopse: A história da produtora Cannon Films, que nos anos 80 chegou a fazer sucesso com seus filmes classe Z! Uma volta aos tempos pioneiros do cinema independente (e sem recursos) das pequenas produtoras cinematográficas americanas. 

Pablo Aluísio.