Título no Brasil: A História de James Dean
Título Original: The James Dean Story
Ano de Produção: 1957
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Robert Altman, George W. George
Roteiro: Stewart Stern
Elenco: James Dean, Lew Bracker, Martin Gabel, Dennis Hopper, Arlene Martel, Lili Kardell
Sinopse:
Documentário filmado na pequena cidadezinha onde viveu James Dean no interior de Indiana. O diretor Robert Altman foi atrás de parentes, amigos e conhecidos do famoso ator, para colher depoimentos deles sobre o falecido artista. Com base nisso criou um retrato do mais famoso jovem rebelde da história de Hollywood, poucos anos depois de sua morte.
Comentários:
Eu achei realmente muito interessante esse documentário. O diretor Robert Altman teve uma ideia realmente genial. Ele pegou sua câmera, uma pequena equipe com poucas pessoas, um orçamento mínimo (o filme custou apenas 35 mil dólares) e foi para o interior de Indiana, na cidade de Fairmount. Ali ele procurou pelos parentes de James Dean para filmar seus depoimentos, preservando tudo, as memórias em seu filme. A Warner gostou tanto do resultado que resolveu comprar o documentário independente de Altman para exibir nos cinemas americanos na época. De bônus o estúdio resolveu colocar uma cena inédita do filme "Vidas Amargas". Uma raridade para os fãs. Anos depois o próprio diretor lamentou apenas o fato de que o pai de Dean não ter aceitado o convite para aparecer no filme. Ele ainda estava arrasado pela morte precoce do filho (que morreu em um acidente de carro com apenas 24 anos de idade) e por isso disse que não iria dar nenhuma entrevista para Altman. Mesmo assim, com essa lacuna, o filme é por demais interessante. Até pelo fato de ter preservado as opiniões e imagens da família de James Dean, uma vez que todos eles hoje em dia já estão mortos. Pelo resgate histórico é um filme que até hoje vale muito a pena conhecer e assistir.
Pablo Aluísio.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Travessuras de Júlia
Título Original: Julia Misbehaves
Ano de Lançamento: 1948
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Jack Conway
Roteiro: John Lee Mahin, Samuel G. Engel
Elenco: Greer Garson, Walter Pidgeon, Elizabeth Taylor, Peter Lawford, Cesar Romero, Nigel Bruce
Sinopse:
Ambientado no final do século XIX, o filme acompanha Julia Packett, uma jovem espirituosa e pouco convencional que vive na Inglaterra e decide se mudar para a Índia para se casar com um respeitável oficial britânico. Sua personalidade irreverente e seu comportamento fora dos padrões causam constrangimentos sociais constantes, especialmente após o nascimento de sua filha, que herda o mesmo temperamento livre da mãe. Anos depois, já na Inglaterra vitoriana, mãe e filha continuam desafiando as rígidas convenções da sociedade, provocando situações cômicas e emocionantes.
Comentários:
Elizabeth Taylor aparece ainda criança, em um de seus primeiros papéis de destaque no cinema. Greer Garson recebeu elogios por sua interpretação carismática e cheia de energia, contrastando com seus papéis dramáticos mais conhecidos. O filme é uma comédia dramática de época, misturando humor leve com comentários sobre costumes e moralidade vitoriana. A produção conta com cenários e figurinos luxuosos típicos da MGM nos anos 1940. Nigel Bruce, conhecido por interpretar o Dr. Watson em filmes de Sherlock Holmes, aparece em papel coadjuvante. Apesar de não ser um dos títulos mais lembrados da MGM, o filme é apreciado por fãs de cinema clássico e por admiradores da carreira inicial de Elizabeth Taylor.
Erick Steve.
domingo, 11 de janeiro de 2026
Chuva Negra
Título Original: Black Rain
Ano de Lançamento: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Craig Bolotin, Warren Lewis
Elenco: Michael Douglas, Andy Garcia, Ken Takakura, Kate Capshaw, Yusaku Matsuda, John Spencer
Sinopse:
Dois detetives de Nova York escoltam um perigoso mafioso japonês até Osaka, mas ele consegue escapar ao chegar ao Japão. Perdidos em uma cultura que desconhecem, os policiais precisam trabalhar com a polícia local para recapturá-lo, enfrentando a violenta e hierarquizada yakuza. O choque cultural, a brutalidade do submundo criminal japonês e os códigos de honra orientais transformam a missão em uma corrida mortal.
Comentários:
Resolvi rever, após muitos anos, esse filme policial dirigido por Ridley Scott. A minha lembrança era a de um filme com um visual muito bem caprichado, além das motos envenenadas que parecem estar por todo o enredo. Não me decepcionei. O filme envelheceu bem, apesar de alguns detalhes o tornarem um pouco datado, como a trilha sonora cheia de sintetizadores, algo tão típico dos anos 80. Só que isso não é uma falha, mas sim uma assinatura cinematográfica daquela década. Curiosamente apesar de ter visto pela última vez há uns bons 30 anos, ainda me lembrava de certas cenas marcantes, como a decapitação do personagem de Andy Garcia. Pode ter certeza que foi um choque na época e ainda hoje causa surpresa no espectador. Outra coisa que se deve valorizar nesse filme é um certo realismo na construção dos personagens. O tira interpretado por Michael Douglas é de fato um corrupto das ruas, um cara que rouba dinheiro de traficantes se eles derem mole. Assim caiu por terra aquele velho clichê dos roteiros onde o protagonista sempre era um inocente injustamente acusado de um crime. Enfim, bom filme policial. Ridley Scott sempre foi um mestre mesmo!
Pablo Aluísio.
O Esquadrão de Justiça
Título Original: The Star Chamber
Ano de Lançamento: 1983
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Peter Hyams
Roteiro: Roderick Taylor, Peter Hyams
Elenco: Michael Douglas, Hal Holbrook, Yaphet Kotto, Sharon Gless, James B. Sikking, Joe Regalbuto
Sinopse:
Steven Hardin é um jovem juiz idealista que começa a se frustrar com um sistema judicial incapaz de punir criminosos perigosos por falhas processuais. Ao descobrir a existência de um grupo secreto de magistrados — conhecido como “Câmara Estelar” — que julga e sentencia criminosos à margem da lei, Hardin se vê dividido entre seu compromisso com a justiça legal e a tentação de fazer justiça a qualquer custo. À medida que se envolve mais profundamente com o grupo, ele passa a questionar os limites morais e éticos do poder judicial.
Comentários:
O título original faz referência à Star Chamber, um tribunal secreto da Inglaterra do século XVII, famoso por abusos de poder. Michael Douglas interpreta um juiz, em contraste com seus papéis mais conhecidos como policiais ou figuras ambíguas nos anos 1980. O diretor Peter Hyams também foi responsável pela fotografia do filme, conferindo um visual sombrio e urbano. O longa aborda temas como justiça paralela, vigilantismo e corrupção institucional, muito discutidos no cinema dos anos 70 e 80. Apesar de não ter sido um grande sucesso comercial, o filme ganhou status de cult por seu tom sério e provocador. Antecipou debates modernos sobre limites do sistema legal e justiça extrajudicial.
Pablo Aluísio.
sábado, 10 de janeiro de 2026
Os Últimos Dias de Jim Morrison
Título Original: The Last Days of Jim Morrison
Ano de Lançamento: 2007
País: Reino Unido
Estúdio: Entertain Me Productions
Direção: Simon Witter
Roteiro: Simon Witter
Elenco: Alain Ronay, Hervé Muller, Marianne Faithfull, Sam Bernett, Jacques Bisceglia, Frank Lisciandro
Sinopse:
O documentário investiga os últimos dias de Jim Morrison em Paris, em julho de 1971, reunindo depoimentos de pessoas que conviveram com o cantor na capital francesa pouco antes de sua morte. Amigos, jornalistas, músicos, frequentadores do círculo boêmio parisiense e testemunhas da época relatam encontros, comportamentos, estado emocional e físico de Morrison, além de versões conflitantes sobre suas últimas horas. A obra busca separar fatos de mitos em torno da morte do vocalista do The Doors.
Comentários:
Excelente documentário que foca suas lentes exclusivamente nos últimos dias de vida do cantor e compositor Jim Morrison. Ele estava em Paris, logo após as gravações do último disco dos Doors. Queria escrever poesia e ficar ao lado de sua eterna musa Pamela Courson. Só que tudo deu errado. Ele morreu na banheira de seu apartamento, provavelmente vítima de um ataque cardíaco. Pelo menos essa é a versão oficial do departamento de polícia de Paris. Pelos depoimentos que vemos nesse documentário parece que Pamela escondeu a verdade dos fatos. Jim teria sofrido uma overdose de heroína pura em um clube da cidade, altas horas da madrugada. Um traficante grã-fino estaria envolvido em sua morte. Desesperados com o ocorrido, Pamela e outras pessoas levaram seu corpo para o apartamento para encobrir o que teria acontecido. Ela tinha medo de ser presa naquela ocasião, por isso mentiu para os policiais. Entre tantas confissões de pessoas que estiveram presentes nessa trágica noite só faltou mesmo a fala de Pamela, só que isso era obviamente impossível. Ela também morreu de uma overdose de drogas, em 1974. Mesmo com essa lacuna não há como negar, esse é o melhor documentário sobre a morte de Jim já produzido. Não deixe de assistir.
Pablo Aluísio.
Paul McCartney and Wings - One Hand Clapping
Título Original: Paul McCartney and Wings: One Hand Clapping
Ano de Lançamento: 1974 (filmado) / 2024 (lançamento oficial restaurado)
País: Reino Unido
Estúdio: MPL Communications
Direção: David Litchfield
Roteiro: David Litchfield, Paul McCartney
Elenco: Paul McCartney, Linda McCartney, Denny Laine, Jimmy McCulloch, Geoff Britton, Wings
Sinopse:
O filme registra sessões de estúdio da banda Paul McCartney and Wings gravadas em 1974 no lendário Abbey Road Studios, em Londres. Em um formato íntimo e espontâneo, McCartney e sua banda interpretam canções recentes e clássicos dos Beatles, além de versões descontraídas e improvisações. O documentário captura o processo criativo do grupo, mostrando ensaios, conversas informais e performances cruas, revelando McCartney em plena fase de transição artística pós-Beatles.
Comentários:
Vasculhando os arquivos de sua empresa MPL, Paul McCartney acabou encontrando material gravado nos tempos em que ele estava trabalhando em estúdio para finalizar o disco "Band on The Run". Como sempre foi um homem de negócios, Paul resolveu resgatar essas cenas e criou esse filme documentário. Na realidade era um velho projeto. Quando as filmagens foram feitas nos anos 70, Paul tinha planos de transformar tudo em um especial de TV que acabou não acontecendo. Então as décadas passaram e Paul se lembrou dessas filmagens. É um bom material, mas cru ao extremo. Basicamente vale por duas coisas. A primeira ao ver Paul cantando clássicos como “Band on the Run”, “Jet”, “Live and Let Die” e versões de clássicos dos Beatles como “Let It Be”. A segunda por trazer aquela que até hoje é considerada a melhor formação do Wings com Paul e Linda McCartney, Denny Laine, Jimmy McCulloch e Geoff Britton. Então é isso. Só recomendo para fãs de Paul pois o material tem um estilo mais amador, realmente cru e sem sofisticação visual. Já para fãs de música em geral tudo pode soar como uma mera curiosidade.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Emmanuelle
Título Original: Emmanuelle
Ano de Lançamento: 2024
País: França
Estúdio: Rectangle Productions
Direção: Audrey Diwan
Roteiro: Audrey Diwan, Rebecca Zlotowski
Elenco: Noémie Merlant, Naomi Watts, Will Sharpe, Jamie Campbell Bower, Chacha Huang, Anthony Wong
Sinopse:
Emmanuelle é uma mulher sofisticada, solitária e em busca de experiências que rompam os limites do desejo e da identidade. Durante uma viagem a negócios para Hong Kong, ela se envolve em encontros sensuais e reflexivos que a levam a questionar prazer, poder, intimidade e vazio emocional. Distante do erotismo escapista do passado, esta nova versão acompanha uma jornada mais introspectiva, onde o desejo se mistura à solidão, ao autoconhecimento e à inquietação existencial.
Comentários:
Resolveram fazer um remake do filme original de 1974. A personagem de Emmanuelle Arsan está de volta! Pena que o resultado tenha sido um filme tão fraco! Eu entendo que nos dias atuais um filme como o da década de 1970 seria complicado de repetir. Hoje vivemos um falso moralismo que está em todos os setores. Por mais incrível que isso possa parecer as pessoas (e o cinema) eram mais livres há 50 anos! Sim, vivemos um retrocesso de costumes nesse aspecto. Então esqueça o original caso você tenha assistido. Aqui a questão do erotismo foi suavizado ao máximo. Ao invés disso surge o aspecto psicológico introspectivo da protagonista. Claro que há cenas de teor erótico, não se poderia tirar tudo, mas elas são tão sem graça que o gosto de decepção vem, ainda mais para pessoas da minha geração que cresceram vendo esses filmes. Não espere por nada parecido.
Pablo Aluísio.
Emmanuelle 2
Título Original: Emmanuelle 2: L’antivierge
Ano de Lançamento: 1975
País: França
Estúdio: Trinacra Films
Direção: Francis Giacobetti
Roteiro: Francis Giacobetti, Gérard Depardieu
Elenco: Sylvia Kristel, Umberto Orsini, Frédéric Lagache, Catherine Rivet, Christiane Krüger, Henri Czarniak
Sinopse:
Após suas experiências iniciais de libertação sexual, Emmanuelle continua sua jornada de autodescoberta explorando novas formas de prazer e relacionamentos sem amarras. Viajando por diferentes ambientes exóticos e sofisticados, ela se envolve em encontros que desafiam convenções morais e emocionais, aprofundando sua busca por autonomia, desejo e identidade. O filme aprofunda o erotismo elegante da série, mantendo o foco na curiosidade e na liberdade feminina.
Comentários:
Caso queira rever os filmes da franquia original deixo aqui a dica desse segundo filme com a Emmanuelle, interpretada pela bela Sylvia Kristel. O filme é a continuação direta de Emmanuelle (1974), grande sucesso internacional do cinema erótico europeu. Francis Giacobetti, fotógrafo e cineasta, assumiu a direção trazendo uma abordagem mais estética e sensual. Sylvia Kristel consolidou definitivamente sua imagem como ícone erótico do cinema dos anos 1970. O longa manteve enorme sucesso comercial, garantindo a continuidade da franquia com várias sequências. A trilha sonora e a fotografia continuavam apostando em um tom sofisticado e contemplativo, característica marcante da série. E se formos comparar com esse novo filme aí que foi lançado, cheio de culpas, esse segundo da franquia original ganha de goleada!
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
O Gangster
O Gângster
Esse foi o último grande filme da carreira de Ridley Scott. Uma produção impecável com elenco classe A que prende a atenção do espectador da primeira à última cena. A história do filme (baseada em fatos reais) se passa em Nova Iorque na década de 70. A morte de um chefão do tráfico do Harlem abre espaço para o surgimento de um novo líder, Frank Lucas (Denzel Washington). Ambicioso e metódico ele logo descobre como subir dentro da hierarquia das ruas. Após eliminar ou comprar seus mais potenciais inimigos começa a colocar em prática um plano para trazer a mais fina e pura heroína para o mercado americano. Usando como meio de transporte os próprios aviões militares americanos que voltavam da guerra do Vietnã, Lucas fez fortuna em pouco tempo. Estima-se que chegou a ganhar mais de um milhão de dólares ao dia, uma cifra realmente surpreendente. Dono de um faro comercial e organizacional fora do comum o traficante Frank Lucas logo se tornou o principal importador da drogas aos Estados Unidos. Seu produto dominou todo o mercado de drogas. Com tanto dinheiro e poder em jogo era questão de tempo até chamar a atenção da polícia de Nova Iorque.
Em um departamento policial corroído por todo tipo de corrupção o detetive Richie Roberts (Russell Crowe) parecia ser realmente uma rara exceção. Policial honesto, logo percebeu que algo grande estava acontecendo no submundo do tráfico das ruas da cidade. Após intensas investigações acabou descobrindo todo o itinerário e a complexa rede de intermediários da heroína que chegava até os viciados nova-iorquinos. A heroína além de ser extremamente pura era de uma qualidade excepcional, vendida a um preço muito barato, revelando um grande esquema de distribuição por trás de tudo. “O Gangster” é um tipo de filme que nos faz lembrar como era interessante o cinema americano, principalmente na década de 70. Os temas eram geralmente relevantes, mostrando problemas atuais em tramas bem desenvolvidas, fundadas em ótimos roteiros. A dupla central de atores aqui está excepcionalmente bem. O Frank Lucas de Denzel Washington é um sujeito contraditório naquilo que entende defender e no que faz em seu dia a dia. Grande direção de Ridley Scott que ultimamente tem derrapado bastante em suas escolhas. Um filme atual com o sabor das antigas produções dos anos 70. Excelente.
O Gangster (American Gangster, Estados Unidos, 2007) Direção: Ridley Scott / Roteiro: Steven Zaillian / Elenco: Denzel Washington, Russell Crowe, Chiwetel Ejiofor, Josh Brolin, Lymari Nadal, Ted Levine / Sinopse: O filme conta a história de um dos maiores traficantes de Nova Iorque durante a década de 70. Faturando milhões ele conseguiu criar uma grande rede de distribuição e transporte da heroína vinda da Ásia para ser vendida no mercado americano. Filme indicado aos Oscars de Melhor de Direção de Arte e Atriz Coadjuvante (Ruby Dee). Indicado também aos Globos de Ouro de Melhor Direção, Melhor Filme Drama e Ator (Denzel Washington).
Pablo Aluísio.
Em um departamento policial corroído por todo tipo de corrupção o detetive Richie Roberts (Russell Crowe) parecia ser realmente uma rara exceção. Policial honesto, logo percebeu que algo grande estava acontecendo no submundo do tráfico das ruas da cidade. Após intensas investigações acabou descobrindo todo o itinerário e a complexa rede de intermediários da heroína que chegava até os viciados nova-iorquinos. A heroína além de ser extremamente pura era de uma qualidade excepcional, vendida a um preço muito barato, revelando um grande esquema de distribuição por trás de tudo. “O Gangster” é um tipo de filme que nos faz lembrar como era interessante o cinema americano, principalmente na década de 70. Os temas eram geralmente relevantes, mostrando problemas atuais em tramas bem desenvolvidas, fundadas em ótimos roteiros. A dupla central de atores aqui está excepcionalmente bem. O Frank Lucas de Denzel Washington é um sujeito contraditório naquilo que entende defender e no que faz em seu dia a dia. Grande direção de Ridley Scott que ultimamente tem derrapado bastante em suas escolhas. Um filme atual com o sabor das antigas produções dos anos 70. Excelente.
O Gangster (American Gangster, Estados Unidos, 2007) Direção: Ridley Scott / Roteiro: Steven Zaillian / Elenco: Denzel Washington, Russell Crowe, Chiwetel Ejiofor, Josh Brolin, Lymari Nadal, Ted Levine / Sinopse: O filme conta a história de um dos maiores traficantes de Nova Iorque durante a década de 70. Faturando milhões ele conseguiu criar uma grande rede de distribuição e transporte da heroína vinda da Ásia para ser vendida no mercado americano. Filme indicado aos Oscars de Melhor de Direção de Arte e Atriz Coadjuvante (Ruby Dee). Indicado também aos Globos de Ouro de Melhor Direção, Melhor Filme Drama e Ator (Denzel Washington).
Pablo Aluísio.
Em Cartaz: O Gângster
O drama policial O Gângster (American Gangster) estreou nos cinemas em 2007, dirigido por Ridley Scott e estrelado por Denzel Washington e Russell Crowe. Baseado na história real do traficante Frank Lucas, que dominou o mercado de heroína em Harlem nos anos 1970 através de métodos incomuns de importação e distribuição, o filme investe num retrato épico do crime organizado nos Estados Unidos e da luta da lei contra essa realidade. A produção marcou um retorno ao gênero policial clássico, abordando tanto os aspectos comerciais quanto morais do crime de alto nível.
Em termos de bilheteria, O Gângster foi um sucesso comercial. Na sua estreia na América do Norte, o longa arrecadou cerca de US$ 43 milhões, garantindo o primeiro lugar nas bilheterias e se tornando a maior abertura na carreira de Denzel Washington e Russell Crowe até então. Ao final de sua circulação nos cinemas norte-americanos, acumulou mais de US$ 130 milhões, e com as receitas internacionais ultrapassou cerca de US$ 269 milhões mundialmente, números expressivos para um drama criminal sem apelo de franquia tradicional.
A reação da crítica na época do lançamento foi majoritariamente positiva, com muitos elogiando o estilo narrativo, as performances e a direção. Agregadores como Rotten Tomatoes indicaram que 81 % dos críticos deram avaliações favoráveis, apontando o filme como “um retorno áspero e envolvente aos clássicos filmes de gângster, com atuações em plena forma”. Metacritic apresentou uma meta-nota de 76, sinalizando “críticas geralmente favoráveis”.
Alguns críticos importantes da época publicaram comentários que refletiram o tom dessa recepção. Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, escreveu que “este é um relato envolvente, contado de forma suave e eficaz” — elogiando tanto a direção de Scott quanto a contribuição de Crowe à narrativa. Outros comentaristas ressaltaram que o filme trazia “um espetáculo de grandes temas e personagens maiores que a vida, interpretados por dois dos melhores atores do cinema”, enfatizando a força de Washington e Crowe como protagonistas.
Houve também vozes críticas mais reservas: alguns jornalistas acharam que a atuação de Washington não atingiu todo o potencial esperado, ou que o ritmo narrativo nem sempre se sustentou, como observou parte da imprensa europeia, dizendo que ele “não parecia relaxar nem habitar o papel tão satisfatoriamente quanto em performances anteriores”. Ainda assim, a maioria dos textos publicados em 2007 indicava que O Gângster era um dos melhores filmes policiais daquele ano, sendo elogiado pelo equilíbrio entre entretenimento, profundidade temática e rigor estilístico.
Colateral
Colateral
Hollywood parece ter fascinação por assassinos profissionais. Um exemplo é esse filme chamado “Colateral”. Na trama o taxista Max (Jamie Foxx) acaba pegando como passageiro Vincent (Tom Cruise), um sujeito que parece ser uma boa pessoa, simpático e generoso. Com notas de dinheiro ele convence Max a leva-lo em diferentes endereços pois ele tem alguns “serviços” a cumprir antes de voltar para sua cidade de origem. Até ai tudo bem, o problema é que Vincent é um assassino profissional que temo como objetivo matar uma série de pessoas que irão testemunhar contra um perigoso cartel de traficantes. Assim seu objetivo é muito simples: ir ao encontro dessas pessoas, executar uma a uma, e depois do serviço concluído pegar o primeiro avião de volta. Max, o taxista, nada mais é do que um “efeito colateral”, um sujeito que estava no local errado, na hora errada. Desde que ele não atrapalhe os planos de Vincent será prontamente liberado. O problema é que por princípios éticos Max resolve intervir para tentar salvar uma das vitimas de Vincent. Má idéia.
“Colateral” é um bom filme de assassino profissional. Tom Cruise deixa de lado seu bom mocismo e enfrenta pela primeira vez um papel de vilão em uma grande superprodução. Seu famoso sorriso acaba funcionando para o papel pois ele logo se torna uma marca registrada de sua psicopatia. O enredo funciona em tempo real, praticamente contando apenas com a situação básica em que o assassino, com o motorista de táxi como refém, sai pelas ruas da cidade de Los Angeles para cumprir seu serviço contratado. A cada morte um novo desafio, novos problemas a superar. O diretor Mann consegue com muita habilidade evitar o marasmo que o filme poderia cair ao apenas mostrar uma sucessão de execuções sumárias. Ao invés disso joga com o suspense e o clima de tensão a todo momento, deixando o espectador realmente grudado na tela à espera dos próximos acontecimentos. Por essas e outras razões recomendamos esse “Colateral” um filme que no fundo apenas mostra um “profissional” tentando cumprir sua meta da melhor forma possível. Nada pessoal.
Colateral (Collateral, Estados Unidos, 2004) Direção: Michael Mann / Roteiro: Stuart Beattie / Elenco: Tom Cruise, Jamie Foxx, Jada Pinkett Smith, Mark Ruffalo, Peter Berg, Bruce McGill / Sinopse: Vincent (Tom Cruise) é um assassino profissional que chega a Los Angeles para cumprir um serviço: matar testemunhas que irão depor em um importante julgamento de traficantes de um poderoso cartel. Em seu caminho acaba fazendo de refém um taxista negro (Jamie Foxx) que tentará de alguma maneira salvar a vida das vítimas dele. Indicado aos Oscars de Melhor Edição e Melhor Ator Coadjuvante (Jamie Foxx).
Pablo Aluísio.
“Colateral” é um bom filme de assassino profissional. Tom Cruise deixa de lado seu bom mocismo e enfrenta pela primeira vez um papel de vilão em uma grande superprodução. Seu famoso sorriso acaba funcionando para o papel pois ele logo se torna uma marca registrada de sua psicopatia. O enredo funciona em tempo real, praticamente contando apenas com a situação básica em que o assassino, com o motorista de táxi como refém, sai pelas ruas da cidade de Los Angeles para cumprir seu serviço contratado. A cada morte um novo desafio, novos problemas a superar. O diretor Mann consegue com muita habilidade evitar o marasmo que o filme poderia cair ao apenas mostrar uma sucessão de execuções sumárias. Ao invés disso joga com o suspense e o clima de tensão a todo momento, deixando o espectador realmente grudado na tela à espera dos próximos acontecimentos. Por essas e outras razões recomendamos esse “Colateral” um filme que no fundo apenas mostra um “profissional” tentando cumprir sua meta da melhor forma possível. Nada pessoal.
Colateral (Collateral, Estados Unidos, 2004) Direção: Michael Mann / Roteiro: Stuart Beattie / Elenco: Tom Cruise, Jamie Foxx, Jada Pinkett Smith, Mark Ruffalo, Peter Berg, Bruce McGill / Sinopse: Vincent (Tom Cruise) é um assassino profissional que chega a Los Angeles para cumprir um serviço: matar testemunhas que irão depor em um importante julgamento de traficantes de um poderoso cartel. Em seu caminho acaba fazendo de refém um taxista negro (Jamie Foxx) que tentará de alguma maneira salvar a vida das vítimas dele. Indicado aos Oscars de Melhor Edição e Melhor Ator Coadjuvante (Jamie Foxx).
Pablo Aluísio.
Em Cartaz: Colateral
O thriller Colateral estreou nos cinemas em agosto de 2004, dirigido por Michael Mann e estrelado por Tom Cruise e Jamie Foxx. O filme marcou uma virada significativa na carreira de Cruise, que interpretou um vilão frio e metódico, distante de sua imagem tradicional de herói. A trama acompanha uma noite em Los Angeles na qual um taxista comum é forçado a conduzir um assassino profissional entre seus alvos, enquanto a cidade se transforma em um labirinto de tensão e paranoia. O lançamento foi cercado de grande expectativa, tanto pelo prestígio do diretor quanto pela escolha ousada de elenco.
Em termos de bilheteria, Colateral obteve um resultado sólido e consistente. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 65 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 220 milhões em todo o mundo, sendo cerca de US$ 100 milhões nos Estados Unidos. O desempenho foi considerado muito positivo para um thriller adulto e urbano, sem apelo de franquia, confirmando o poder comercial de Tom Cruise e o prestígio de Michael Mann junto ao público internacional.
A recepção da crítica em 2004 foi amplamente positiva, com muitos elogios à direção, ao visual e às atuações. O The New York Times escreveu que o filme era “um thriller elegante e implacável, que transforma a cidade em um personagem vivo”, destacando o uso pioneiro de câmeras digitais para capturar a atmosfera noturna de Los Angeles. Já a revista Time descreveu Colateral como “tenso, moderno e hipnótico, um raro exemplo de suspense inteligente no cinema comercial”.
Grande parte dos elogios concentrou-se na atuação de Tom Cruise. O Los Angeles Times afirmou que o ator entregava “uma performance assustadoramente controlada, talvez a mais interessante de sua carreira até então”, enquanto Roger Ebert, do Chicago Sun-Times, escreveu que Cruise criava “um vilão convincente justamente por sua calma, precisão e ausência total de emoção”. Jamie Foxx também foi bastante elogiado, com vários críticos apontando seu desempenho como um contraponto humano essencial à frieza do personagem de Cruise.
Com o passar dos anos, Colateral consolidou-se como um clássico moderno do cinema policial, frequentemente citado entre os melhores filmes de Michael Mann. As críticas publicadas em 2004 já indicavam que o longa se destacava não apenas como entretenimento de alta tensão, mas como um retrato estilizado da solidão urbana e da violência contemporânea. Hoje, o filme é lembrado tanto pela atuação memorável de Tom Cruise quanto por sua estética inovadora, confirmando o impacto duradouro que teve desde seu lançamento original.
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