terça-feira, 22 de março de 2016

Paul Anka - Diana

Paul Anka fez parte da geração pasteurizada que tomou de assalto às paradas americanas com a crise que o rock ´n´ roll enfrentou em fins dos anos 1950. De repente todos os grandes ídolos estavam afastados de suas carreiras de roqueiros (Elvis no exército, Chuck Berry na cadeia, Buddy Hole morto em acidente de avião, etc, etc). Para cobrir a lacuna deixada as gravadoras apostaram numa série de jovens brancos de boa aparência, todos de classe média, sem postura rebelde ou ameaçadora. Simbolizavam os namorados perfeitos das garotas de meia soquete que frequentavam o high school. Era a forma que o rock (se é que podemos chamar isso de rock) encontrou para sobreviver à sua própria crise. De todos os hits que Paul Anka gravou esse é certamente um dos mais populares (inclusive no Brasil onde ganhou versão de sucesso na voz do excelente cantor brasileiro Carlos Conzaga). A canção foi escrita de forma modesta, sem qualquer pretensão, em um caderno escolar. Existem duas versões para a inspiração de sua composição. A primeira foi divulgada pelo cantor Don Costa que disse ter sido inspirada em uma amiga de escola do próprio Paul Anka chamada Diana Ayoub. Já o próprio Anka afirmara certa vez que a verdadeira Diana era uma garota linda que ele mal conhecia e que frequentava sua igreja. Ele teria nutrito uma paixão platônica por ela que durou anos e anos, mas quando finalmente teve a chance de conversar com a garota ficou tão nervoso que mal conseguiu falar meia dúzia de palavras. 

Já que não conseguiu falar o que sentia por ela pessoalmente, cara a cara, resolveu desabafar na própria música, que é muito bonita e tem linda melodia. Claro que por se enquadrar em determinados limites comerciais da época "Diana" passa longe de ser revolucionária ou inovadora. É bem na média do que era produzido e gravado naquela virada de década, principalmente por essa geração de bons rapazes modelos com seus ternos impecáveis e sorrisos Colgate. Como Anka não tinha ainda um grande nome dentro da indústria a música foi lançada antes com Don Costa nos vocais em maio de 1957. Paul Anka ficou tão mal em ver sua querida música na voz de outro cantor que se apressou em também gravar sua própria versão que chegou nas lojas americanas apenas dois meses depois do lançamento original. Para sua sorte foi justamente o seu single que caiu no gosto popular, chegando ao incrível number one da parada Billboard em poucos dias, transformando Paul Anka em astro literalmente da noite para o dia. De repente o jovem desconhecido estava se apresentando em programas de rádio, TV e cinema. Quando atingiu a incrível marca de nove milhões de cópias vendidas Paul Anka se convenceu que iria se tornar o novo Elvis Presley, mas para seu azar ele logo perceberia também que era apenas mais um dos "maiores cantores de todos os tempos da última semana", ou seja, artistas que surgiam tão rapidamente quanto sumiam. Os novos tempos acabavam de inventar o astro descartável de plástico.

Diana (Joe Sherman - Paul Anka) - I'm so young and you're so old / This, my darling, I've been told / I don't care just what they say / Cause forever I will pray / You and I will be as free / As the birds up in the trees / Oh, please stay by me, Diana /  Thrills I get when you hold me close / Oh, my darling, you're the most / I love you but do you love me / Oh, Diana, can't you see / I love you with all my heart / And I hope we will never part / Oh, please stay with me, Diana / Oh, my darlin', oh, my lover / Tell me that there is no other / I love you with my heart / Oh-oh, oh-oh, oh-oh / Only you can take my heart / Only you can tear it apart / When you hold me in your loving arms / I can feel you giving all your charms / Hold me, darling, ho-ho hold me tight / Squeeze me baby with-a all your might / Oh, please stay with me, Diana / Oh, please, Diana / Oh, please, Diana / Oh, please, Diana.

Pablo Aluísio e Erick Steve.

6 comentários:

  1. Avaliação:
    Produção: ★★★
    Arranjos: ★★★
    Letras: ★★★
    Direção de Arte: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.8

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

    ResponderExcluir
  2. Pablo e Erick:

    o Paul Anka ainda iria sofrer uma da maiores "injustiças" do destino quando fez a versão musica May Way, gravou, mas teve o azar, ou sorte, não sei, do Frank Sinatra também gravar justamente a sua versão e com um mestre como Sinatra na parada simplesmente a música mudou de dono e hoje tem que se estar por dentro dos acontecimentos da música pop para saber desta história, porque o senso comum é que May Way seja do Frank Sinatra. Não vou nem falar da gravação estupenda do Elvis Presley que enterrou de vez o Paul Anka, porque aí já é chutar cachorro morto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Paul Anka vez a versão de My Way para o Frank Sinatra. Ele é um grande letrista e viu que a música era mais apropriada ao Sinatra. Tanto que o pessoal de sua gravadora ficou indignado com ele.

      Excluir
  3. Como cantor o Paul Anka era meio limitado. Para seu azar dois dos maiores cantores de todos os tempos resolveram interpretar sua "My Way". Depois disso foi como se ele tivesse sido esmagado por dois rolos compressores.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gosto é gosto, mas chamar Paul Anka de cantor limitado é provar que não entende de música.

      Excluir
  4. Paul Anka foi o maior cantor das décadas de 1950 e 1960. Elvis e Beatles nem chegaram aos seus pés.

    ResponderExcluir