quinta-feira, 17 de março de 2016

Filmografia Comentada - Aliens

Alien, o Oitavo Passageiro (1979)
Esse foi o primeiro filme de uma longa linhagem de continuações – algumas interessantes, outras medianas e as últimas geralmente péssimas, principalmente às que foram realizadas sob a bandeira “Aliens Vs Predador”. Meros caça-níqueis. Mas não vamos perder muito tempo com isso. O importante aqui é relembrar desse primeiro filme, o original, que é sempre lembrado como uma das melhores ficções científicas da história do cinema. “Alien O Oitavo Passageiro” conseguia unir em um mesmo filme, ficção e terror com raro brilhantismo. Não é, como alguns pensam, apenas mais uma produção de monstros, muito longe disso. O roteiro lidava muito bem com a possibilidade de um dia o homem explorar comercialmente o universo e nesse processo encontrar outras formas de vida (inclusive hostis). A nave espacial do filme não é uma nave de batalha intergaláctica que dispara raios pelo espaço! Longe disso, era um rebocador comercial, uma espaçonave pertencente a uma empresa privada de exploração de minas em outros planetas. Os sete tripulantes, em última instância, são trabalhadores, verdadeiros astronautas operários, que acabam lidando com uma situação extrema ao perceberem que não são as únicas entidades biológicas presentes naquele ambiente. Após atender um chamado de socorro em uma planeta distante um dos tripulantes acaba sendo infectado, trazendo uma entidade desconhecida para dentro de sua nave. Há um intruso, aquele que é chamado ironicamente de “o oitavo passageiro”. O filme causou sensação em seu lançamento justamente por causa desse estilo mais realista, fora da fantasia que reinava nas produções de ficção da época (vide “Guerra nas Estrelas”). Ridley Scott literalmente transforma a nave espacial numa camisa de força, ou em um verdadeiro caixão de metal pois dentro dos limites da espaçonave se travará uma batalha pela vida e morte pela sobrevivência da entidade biológica mais forte, confirmando de certa forma as teorias Darwinistas da sobrevivência da espécie mais apta, mais resistente. Seleção natural em estado bruto. Homem vs Alien. O tom do filme é de puro pessimismo, gerando uma sensação de claustrofobia e desconforto que incomoda o espectador. Curiosamente a atriz Veronica Cartwright iria inicialmente interpretar a personagem principal, a tenente Ripley, mas Ridley Scott após algumas semanas pediu aos produtores que fosse contratada Sigourney Weaver, uma atriz de porte alto e elegante que cairia melhor no papel. A decisão como se sabe foi das mais acertadas pois esse acabou se tornando o personagem mais marcante da carreira de Weaver em toda a sua filmografia. Como a Academia sempre foi cautelosa em premiar filmes de ficção cientifica nas principais categorias restou a “Alien, o Oitavo Passageiro” o prêmio de Melhores Efeitos Visuais, ganhando ainda a indicação na categoria de Melhor Direção de Arte. Não faz mal, o filme ainda é um marco no gênero, com ou sem o reconhecimento do Oscar. / Alien, O Oitavo Passageiro (Alien, EUA, 1979) Direção: Ridley Scott / Roteiro: Dan O'Bannon / Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerritt, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm, Yaphet Kotto, Bolaji Badejo, Helen Horton / Sinopse: Tripulantes de uma nave espacial são atacados por uma estranha criatura parasita que toma posse do corpo de um dos membros da equipe. Agora, presos dentro da espaçonave, terão que enfrentar o estranho Alien. E que o mais forte sobreviva.

Aliens, O Resgate (1986)
Após entrar em contato com uma entidade biológica desconhecida toda a tripulação de uma nave espacial é morta, com exceção da tenente Ripley (Sigourney Wever). Agora ela terá que lidar novamente com a ameaça alienígena que volta mais mortal e sanguinário do que nunca. Segundo filme da extremamente bem sucedida franquia Aliens. Se no primeiro filme “Alien, o Oitavo Passageiro” o foco era completamente voltado para o terror psicológico nessa sequência o diretor James Cameron investe pesado nas cenas de ação e pancadaria. Era previsível. James Cameron estava envolvido com o filme “Rambo II – A Missão” que havia se tornado um enorme sucesso de bilheteria. O cinema de ação da década de 80 estava no auge e assim o filme “Aliens – O Resgate” seguiria por essa linha que vinha se mostrando extremamente bem sucedida do ponto de vista comercial. A tensão e o clima sufocante de “Alien o Oitavo Passageiro” daria lugar a um filme de ação incessante e um final extremamente marcante para os fãs do gênero. É óbvio que a mudança de rumos na saga Aliens trouxe algumas críticas para o trabalho de Cameron. Para muitos críticos a ação de “Aliens, o Resgate” soava gratuita e o roteiro não conseguia avançar adiante sobre as origens da estranha forma alienígena. Era um retrocesso. O lado mais pertinente sobre a criatura havia sido deixado de lado para se concentrar em cenas espetaculares de lutas e conflitos no meio do espaço entre a tenente Ripley, agora alçada a categoria de uma super combatente, e o monstro do espaço que continuava sem ter uma melhor explicação sobre seu surgimento ou origem. Olhando em retrospectiva temos que admitir que não era muito justificada essa visão. É óbvio que James Cameron e Ridley Scott eram cineastas bem diferentes. O primeiro visava realmente a pura diversão sem maiores preocupações sobre de onde veio e qual seria o propósito do monstro espacial. Já Ridley procurava mesmo algo a mais, sempre deixando subentendido em seu filme que haveria algo muito maior por trás do aparecimento dessa mortal entidade predatória (tema que levaria em frente anos depois no filme “Prometheus”). Assim “Aliens, o Resgate” fica bem longe dos conceitos do primeiro filme mas como diversão pura se sai melhor. Não é um filme intelectualmente brilhante mas dentro de suas propostas cumpriu bem sua função. / Aliens, o Resgate (Aliens, EUA, 1986) Direção: James Cameron / Roteiro: James Cameron, David Giler / Elenco: Sigourney Weaver, Michael Biehn, Carrie Henn / Sinopse: Após os acontecimentos do filme “Alien O Oitavo Passageiro” a tenente Ripley (Sigourney Weaver) tem que enfrentar novamente a terrível entidade alienígena numa luta de vida ou morte. Vencedor do Oscar de Melhores Efeitos Especiais.

Alien³ (1992)
Uma das sequências mais complicadas já realizadas em Hollywood. De fato por pouco o terceiro filme da franquia Alien não afundou durante sua própria produção. Vários diretores e roteiristas estiveram envolvidos mas em pouco tempo foram substituídos por novos nomes que estivessem mais de acordo com o que os executivos do estúdio queriam. Afinal era uma das franquias mais bem sucedidas da história e eles definitivamente não queriam arriscar em quase nada. No fundo desejavam apenas mais um filme parecido com os anteriores (e se possível tão lucrativo quanto eles foram). Por essa razão houve muita controvérsia nos bastidores da realização dessa terceira sequência, não sendo rara uma constante troca de farpas entre diretores e chefes do estúdio. James Cameron, o diretor do filme anterior, qualificou o novo roteiro de “um tapa na cara dos fãs de Aliens”. Depois de bater a porta anunciou que nunca mais voltaria a se envolver com a franquia. A atriz Sigourney Weaver também hesitou em voltar. Sua hesitação em aceitar ou não fez com que sua personagem fosse eliminada da trama. Isso provava que o filme seria feito com ou sem ela. Depois de muita negociação entrou em acordo com a Fox e por cinco milhões de dólares de cachê resolveu voltar. Depois de muitas trocas de cadeiras a direção foi finalmente entregue ao jovem cineasta David Fincher que até aquele momento não tinha muito o que mostrar, uma vez que só havia dirigido pequenos curtas e vídeos, além de um documentário sem grande expressão chamado “The Beat of the Live Drum”. Assim Fincher tentou conciliar suas próprias ideias para o filme com aquilo que o estúdio queria ter em mãos. Não foi fácil. A visão de Fincher era um tanto fora dos padrões, o que elevou o nível de tensão durante as filmagens. De fato é o filme da franquia mais diferenciado de todos, com um clima próprio e soluções singulares para a trama e os personagens. O filme chegou aos cinemas sob uma chuva de críticas negativas, conseguindo apenas uma tímida bilheteria dentro dos EUA (mas se tornando um sucesso pelo mundo afora). Revisto hoje em dia temos que reconhecer que não é um filme de fácil digestão. Alguns pontos funcionam e outros não, mesmo assim merece reconhecimento pela ousadia em seus planos e na narrativa. Isso de certa forma já deixava claro o talento de David Fincher que iria se revelar um dos melhores diretores da nova geração nos anos que viriam. / Alien³ (Alien³, EUA, 1992) Direção: David Fincher / Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusett / Elenco: Sigourney Weaver, Charles S. Dutton, Charles Dance / Sinopse: Após a queda da nave espacial Fury 161 a tenente Ripley (Weaver) vai parar em um planeta inóspito e hostil cuja população é formada por perigosos condenados de uma prisão de segurança máxima. O problema é que a criatura Alien também parece ter sobrevivido ao terrível acidente pois não tarda a aparecer vários corpos mutilados com marcas do terrível ser alienígena. Agora Ripley terá que enfrentar o monstro mais uma vez.

Alien - A Ressurreição (1997)
Quarto e último filme da franquia original "Aliens". O enredo se passa 200 anos após o primeiro contato da tenente Ripley contra os Aliens (enredo visto em "Alien, O Oitavo Passageiro"). Obviamente ela está morta, mas seu DNA é mesclado com o DNA alienígena, dando origem ao clone denominado Ellen Ripley (Sigourney Weaver), criada para ser justamente uma super combatente contra a ameaça Alien que aterroriza a humanidade em um futuro sombrio. Como ressuscitar uma franquia de sucesso que parecia encerrada de forma definitiva no filme anterior? Ora, com a criatividade de roteiristas bem pagos por produtores loucos para lucrarem novamente com a famosa marca "Aliens". Afinal de contas a Fox passava por problemas financeiros e era vital trazer de volta filmes de grande bilheteria do passado. O problema é que esse tipo de coisa pouco justifica a volta de uma trilogia que já havia se fechado muito bem em três boas produções que foram sucessos de crítica e público. Por essas e outras razões temos que reconhecer que "Alien: Resurrection" é um filme que só existe mesmo por puros motivos comerciais. O roteiro, truncado e oportunista até o último grau, não empolga mais e até a talentosa Sigourney Weaver (interpretando Ellen Ripley) não convence. A atriz parece quase pedir desculpas por estar presente nesse produto caça-níqueis. A direção foi entregue ao francês Jean-Pierre Jeunet que não tinha nenhuma experiência em filmes de ficção e isso acabou prejudicando ainda mais o resultado final. A conclusão é que a fórmula estava saturada e com um roteiro fraco desses a coisa só piorou. Melhor esquecer, principalmente se você é fã dos excelentes filmes anteriores. / Alien - A Ressurreição ( Alien Resurrection, EUA, 1997) Estúdio: Twentieth Century Fox / Direção: Jean-Pierre Jeunet / Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusett / Elenco: Sigourney Weaver, Winona Ryder, Dominique Pinon.

Alien vs. Predador (2004)
A fria e distante Antártida se torna palco do conflito entre um grupo de predadores e Aliens que começam a ser caçados de forma impiedosa. Um grupo de cientistas que estão na região realizando pesquisas científicas acabam ficando no meio do campo de batalha, sem saber exatamente do que se trata. Filme indicado ao Framboesa de Ouro na categoria "Pior Remake ou Sequência". Ao custo de 60 milhões de dólares a Fox resolveu arriscar ao unir duas franquias de sucesso que pareciam enterradas comercialmente pela indústria. Os executivos apostavam que a simples menção ao nome de Aliens e Predador no cartaz já iria garantir um retorno de bilheteria certo. Até porque um filme chamado "AVP Alien vs. Predator" certamente chamaria a atenção dos fãs do universo Sci-fi. Nem que fosse pela curiosidade muitos iriam aos cinemas ao menos para ver no que aquilo iria dar. Claro que em termos de resultados cinematográficos essa nova franquia sequer poderia ser comparada aos bons filmes das séries originais (alguns inclusive são considerados verdadeiros clássicos). O elenco era praticamente formado por jovens desconhecidos (com exceção de Lance Henriksen) e a produção bem mais modesta. A direção foi entregue ao cineasta inglês Paul W.S. Anderson de "Resident Evil: O Hóspede Maldito", "O Soldado do Futuro", "O Enigma do Horizonte" e "Mortal Kombat". Pelos filmes já dava para entender que ele sabia transitar por esse universo. O problema é que realmente não há muito o que contar em termos de roteiro. O enredo é trivial e tudo não passa de um duelo entre as duas raças de alienígenas aqui na Terra. De certa maneira retoma o espírito de algumas histórias em quadrinhos onde personagens famosos também vão para o quebra pau para ver quem seria mais poderoso! No geral é apenas isso que acontece durante todo o filme. Curiosamente a fita faria sucesso suficiente para gerar uma continuação, mas essa bem inferior, alguns anos depois. / Alien vs. Predador (AVP Alien vs. Predator, EUA, 1994) Estúdio: Twentieth Century Fox / Direção: Paul W.S. Anderson / Roteiro: Dan O'Bannon, Ronald Shusett / Elenco: Sanaa Lathan, Lance Henriksen, Raoul Bova.

Aliens vs. Predador 2 (2007)
A pequena e pacata Gunnison, no Colorado, se torna palco de uma luta épica e feroz entre duas raças de extraterrestres extremamente hostis e violentas. Tudo surge quando uma nave de Predadores desce no local, libertando uma carga biológica até então desconhecida de Aliens. Apenas um Predador sobrevive e caberá a ele destruir e capturar todos os Aliens soltos na Terra. Eu particularmente nunca pensei que essa franquia fosse tão longe. É a tal coisa, os filmes não conseguem ser lá muito bons mas rendem bom faturamento porque o fã de Sci-fi simplesmente não resiste a um apelo desses e acaba conferindo o resultado, mesmo sabendo de antemão que boa coisa certamente não virá pela frente. A crítica aqui malhou impiedosamente essa continuação. Muito se falou sobre o fato da Fox estar tentando ganhar mais uns trocados em cima de duas franquias que não tinham mais potencial nas bilheterias. A solução foi a realização de filmes de orçamentos bem mais modestos, sem astros no elenco (pois eles são caros demais) e foco completo em muitos efeitos digitais. Cinematograficamente falando nenhum filme dessa série "Aliens vs Predador" vale muita coisa mas em termos de pura cultura pop a ideia até que não é má, afinal de contas essa coisas de unir personagens famosos em duelos, que começou lá no mundo dos quadrinhos, até que pode render bons frutos daqui em diante no mundo do cinema, que o diga os produtores do filme que reúnirá Batman e Superman ou até mesmo dos Vingadores, que nada mais é do que uma grande reunião de super-heróis. Virá alguma obra prima desse tipo de fusão? Bom, isso só o tempo dirá. / Aliens vs. Predador 2 (AVPR Aliens vs Predator - Requiem, EUA, 2007) Estúdio: Twentieth Century Fox / Direção: Colin Strause, Greg Strause / Roteiro: Shane Salerno, Dan O'Bannon / Elenco: Reiko Aylesworth, Steven Pasquale, John Ortiz.

Aliens vs. Predador - Requiem  (2007)
Se você estiver interessado em conhecer como morrem as franquias basta assistir a filmes como esse. Veja que quando uma franquia comercial de sucesso em Hollywood começa a derrapar nas bilheterias (e isso senhoras e senhores acontece com todas as séries cinematográficas) o que sobra é esse tipo de produção. A receita desse tipo de bolo indigesto não tem segredo: no título usa-se como isca o nome das franquias moribundas. Basta lembrar de "Jason vs Freddy" e esse "Aliens vs Predador". Muitos podem dizer que esse tipo de produto nasceu no mundo dos quadrinhos. De fato isso é uma verdade. Mas até mesmo no mundo dos comics isso significa decadência comercial e artística. Quando as revistinhas começavam a não vender mais como antes os editores de quadrinhos colocavam o Batman para trocar socos com o Superman na DC Comics ou o Homem-Aranha saindo no braço com o Homem de Ferro na Marvel. É um engodo em essência, uma forma de resgatar personagens decadentes do limbo, do fracasso. E assim chegamos a "Aliens vs Predador". Eu fico realmente entristecido em ver essas franquias entrarem em seu cemitério cinematográfico aqui, já que ambas as séries trouxeram muitas alegrias para os fãs de filmes Sci-Fi. Aliens sempre foi mais relevante do ponto de vista artístico, principalmente por causa do marcante primeiro filme, "Alien - O Oitavo Passageiro" assinado pelo brilhante e talentoso Ridley Scott. Idem para sua continuação "Aliens - O Resgate" dirigido pelo cultuada James Cameron. Até mesmo a terceira parte da franquia tinha seus méritos. Já o Predador entrou em declínio mais rapidamente. Depois de um marcante filme de ação nos anos 80 a série ainda teve um pequeno fôlego com sua continuação Predador 2 mas depois disso de fato foi ladeira abaixo. Dito isso não sobra muito o que comentar sobre esse filme "Aliens vs Predador". É uma bobagem, tendo no elenco um grupo de atores desconhecidos e sem talento, que no final das contas só estão lá para morrerem de uma forma industrial, muitas vezes sem qualquer empolgação. Diversão fast food da pior espécie. Nem como produto trash funciona. Era mesmo melhor que esses dois monstros tivessem morte mais digna nas salas de cinema. "Aliens vs Predador" é a pior das tumbas cinematográficas. / Aliens vs. Predador 2 (AVPR: Aliens vs Predator - Requiem, EUA, 2007) Direção: Colin Strause, Greg Strause / Roteiro: Shane Salerno, Dan O'Bannon / Elenco: Steven Pasquale, Reiko Aylesworth, John Ortiz / Sinopse: Aliens e Predadores se enfrentam numa pequena cidade americana.

Prometheus (2012)
Quando “Prometheus” foi anunciado as expectativas em fãs do gênero Ficção ficaram altas. Não era para menos. Era o retorno de Ridley Scott a um universo do qual ele já legou grandes filmes na história do cinema. Além disso havia uma tênue ligação entre essa produção e a série Aliens (que se confirma na cena final do filme). Pois bem, passado a euforia inicial o que sobrou após sua exibição é o gosto amargo da decepção. Eu queria gostar do filme, queria muito, mas foi impossível. “Prometheus” até começa bem, o argumento é intrigante, não há como negar: uma expedição cientifica vai até uma região remota do universo em busca de pistas sobre a origem da humanidade. Pesquisadores estudaram antigos registros arqueológicos de diferentes civilizações e todas elas apontavam para um lugar específico do cosmos. E é justamente para lá que um grupo de pesquisadores parte em busca das origens da raça humana na terra. Já deu para perceber que no fundo estamos diante de uma derivação de uma tese muito conhecida dentro da ufologia que defende que os humanos no fundo descendem de astronautas vindos de outros planetas. Essa teoria ficou bastante conhecida do público em geral por causa do livro “Eram os Deuses Astronautas?” de Erich Von Däniken. Como se pode perceber a premissa é muito boa mas infelizmente o desenvolvimento é de amargar. O roteiro não tem sutileza, é muito fantasioso, cheio de furos e ignora aspectos óbvios ao longo do filme. Em nenhum momento se desenvolve melhor a própria exploração naquele distante ponto do universo. Tudo é mal desenvolvido, mal explorado. O texto é realmente péssimo. Os diálogos são constrangedores e o script mal escrito. A única coisa que se salva é o aspecto técnico visual da produção. De fato pode-se dizer que “Prometheus” é um filme bonito de se ver mas isso adianta alguma coisa quando não há nenhum conteúdo por trás? Esqueça qualquer esperança de encontrar um roteiro inteligente pela frente. “Prometheus” só consegue ser grotesco no final das contas. Os membros do grupo, que supostamente deveriam ser pessoas cultas e preparadíssimas para uma missão tão importante, não passam de ignóbeis que se comportam como adolescentes bobocas. Falam palavrões, um atrás do outro e não demonstram qualquer conduta científica ou profissional em nenhum momento. A caracterização e o desenvolvimento do roteiro são mal feitos. Como se não bastasse os personagens são totalmente desprovidos de carisma. Sem um foco o público logo deixa de se importar com o que acontece com eles em cena. Nenhum papel é marcante e os atores não parecem muito interessados. Há cenas que deveriam ser supostamente impactantes mas que só conseguem dar vergonha alheia (como a da auto cirurgia para retirada de um monstro espacial em forma de lula do ventre de uma tripulante). Em outra sequência ainda mais estúpida um biólogo espacial acha uma “gracinha” uma criatura que surge no meio de uma caverna sinistra. Sua atitude é sem noção e totalmente inverossímil. Essas situações mal escritas, mal executadas, vão minando a credibilidade de “Prometheus” aos poucos. O que parecia ser muito promissor acaba desbancando para o infantiloide, para a irrelevância. Cientificamente o filme é uma piada. Nada do que se vê na tela pode ser levado minimamente à sério nesse sentido. Nenhuma ideia do roteiro dará margem a qualquer tipo de debate sério. Sendo sincero é um filme de monstros infantojuvenil com verniz de falsa profundidade. O resultado final, não há como negar, é bem decepcionante. Filme fraco em essência, vazio, metido a intelectual (sem ser) e que só causa decepção em quem assiste. Não é inteligente, não é profundo, não é nada, é apenas uma tremenda bobagem decepcionante. Que decepção Sr. Ridley Scott! / Prometheus (EUA, 2012) Direção: Ridley Scott / Roteiro: Jon Spaihts, Damon Lindelof / Elenco: Charlize Theron, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Patrick Wilson, Idris Elba, Guy Pearce, Rafe Spall, Logan Marshall-Green, Kate Dickie, Sean Harris, Emun Elliott, Vladimir "Furdo" Furdik / Sinopse: Expedição científica vai a um lugar remoto do universo em busca das origens da humanidade.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

Um comentário:

  1. Avaliação:
    Alien, o Oitavo Passageiro (1979) ★★★★
    Aliens, O Resgate (1986) ★★★
    Alien³ (1992) ★★★
    Alien - A Ressurreição (1997) ★★
    Alien vs. Predador (2004) ★★
    Aliens vs. Predador 2 (2007) ★★
    Prometheus (2012) ★★★

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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