quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Minha Amada Imortal

Mundialmente famoso e respeitado, o compositor Ludwig van Beethoven (Gary Oldman) passa por uma forte e constante crise existencial por não conseguir manter um romance com a mulher que ama, uma dama da sociedade que está indisponível para ele por questões morais e de costumes. Para superar sua desilusão amorosa Beethoven resolve então se refugir em sua música, criando algumas das maiores obras primas de todos os tempos. Já que estamos falando de filmes românticos vamos relembrar esse "Immortal Beloved" que fez um belo sucesso no mercado de vídeo no Brasil quando foi lançado na década de 1990. O compositor Ludwig van Beethoven não era um sujeito fácil de conviver. A despeito de ser um dos maiores gênios musicais da humanidade era também um sujeito mal humorado, turrão e brigão. Os relatos de pessoas que conviveram com ele são bem uniformes sobre esse aspecto de sua personalidade forte e muito mercurial. Não raro tinha acessos de fúria e descontava suas frustrações e raivas com quem estivesse por perto.

E quem diria, por baixo de toda essa maneira rude de ser, também se escondia um romântico inveterado. O roteiro desse filme explora justamente esse aspecto tão pouco conhecido de sua vida - tão misterioso inclusive que só foi revelado aos historiadores muitas décadas após sua morte, quando cartas foram encontradas em velhos arquivos históricos empoeirados. Isso mistifica em certa parte a tormentosa personalidade de Beethoven pois talvez tudo fosse apenas fruto de sua própria frustração amorosa. De uma maneira ou outra, temos aqui um belo filme, com ótima produção filmada na linda República Tcheca e de bônus uma atuação maravilhosa por parte de Gary Oldman no papel principal. Uma película especialmente indicada para todos os românticos incuráveis.

Minha Amada Imortal (Immortal Beloved, Estados Unidos, Inglaterra, 1994) Direção: Bernard Rose / Roteiro: Bernard Rose / Elenco: Gary Oldman, Jeroen Krabbé, Isabella Rossellini / Sinopse: O filme, baseado em fatos históricos reais, narra o romance secreto do famoso compositor e maestro alemão Ludwig van Beethoven (1770 - 1827) com aquela que seria o grande amor de sua vida. Filme indicado ao prêmio da Italian National Syndicate of Film Journalists na categoria de Melhor Figurino.

Pablo Aluísio e Júlio Abreu.

4 comentários:

  1. Avaliação:
    Direção: ★★★
    Elenco: ★★★
    Produção: ★★★
    Roteiro: ★★★
    Cotação Geral: ★★★
    Nota Geral: 7.8

    Cotações:
    ★★★★★ Excelente
    ★★★★ Muito Bom
    ★★★ Bom
    ★★ Regular
    ★ Ruim

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  2. A cena final deste filme é absolutamente épica. Beethoven depois de conduzir a maior sinfonia de sua vida, a de nº 9 (ou Coral), é ovacionado de pé por todos no teatro. Só que o diretor nos coloca no lugar do compositor e a cena dos aplausos é completamente muda, mostrando assim como Beethoven já estava totalmente surdo - vitimado por uma sífilis já avançada - e quase não percebe a homenagem.

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  3. Muito bem lembrado Telmo. Cenas assim, de grande impacto emocional, não conseguimos esquecer. Maravilhoso mesmo.

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  4. Publicado originalmente no blog Drama & Romance
    Pablo Aluísio
    Todos os direitos reservados.

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